Como Criar um Mapa de Riscos Empresarial
Como Criar um Mapa de Riscos Empresarial
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Estes quatro princípios podem ser resumidos em não monetização, não delegação, participação ativa
no processo e necessidade de conhecer para poder mudar, com o qual fica claramente indicado a
importância da consulta à massa trabalhadora na utilização de qualquer ferramenta para o controle
e prevenção de riscos, como é o caso dos Mapas de Risco.
Como definição então dos Mapas de Riscos se poderia dizer que consiste em uma
representação gráfica através de símbolos de uso geral ou adotados, indicando o nível de
exposição seja baixa, média ou alta, de acordo com as informações coletadas em arquivos e os
resultados das medições dos fatores de risco presentes, com os quais se facilita o controle e
seguimento dos mesmos, através da implementação de programas de prevenção.
Na definição anterior menciona-se o uso de uma simbologia que permite representar os agentes
geradores de riscos de Higiene Industrial como: ruído, iluminação, calor, radiações
ionizantes e não ionizantes, substâncias químicas e vibração, para o qual existe diversidade de
representação, na figura 1, é mostrado um grupo desses símbolos, que serão usados para o
desenvolvimento do trabalho prático.
Figura 1. Exemplo da simbologia utilizada na construção de mapas de riscos
Na elaboração do mapa, os trabalhadores desempenham um papel fundamental, uma vez que eles fornecem
informação ao grupo de especialistas por meio da inspeção e da aplicação de questionários, os quais
permetem conhecer suas opiniões sobre os agentes geradores de riscos presentes no âmbito
onde trabalham.
As informações que são coletadas nos mapas devem ser sistemáticas e atualizáveis, não podendo ser
entendida como uma atividade pontual, mas sim como uma forma de coleta e análise de dados que
permitam uma orientação adequada das atividades preventivas posteriores.
A periodicidade da formulação do Mapa de Riscos está em função dos seguintes fatores:
Tempo estimado para a implementação das propostas de melhorias.
Situações críticas.
Documentação insuficiente.
Modificações no processo
Novas tecnologias
De acordo com o âmbito geográfico a considerar no estudo, o mapa de riscos pode ser aplicado em
grandes extensões como países, estados ou em escalas menores como em empresas ou partes de
elas e de acordo com o tema a ser tratado, estes podem estar relacionados à Higiene Industrial, Saúde Ocupacional,
Segurança Industrial e Assuntos Ambientais.
A elaboração de um Mapa de Risco exige o cumprimento dos seguintes passos:
a) Formação da Equipe de Trabalho: Esta será composta por especialistas nas principais
áreas preventivas
Segurança Industrial
Medicina Ocupacional
Higiene Industrial
Assuntos Ambientais
Psicologia Industrial
Além disso, é indispensável o apoio dos especialistas operacionais, que na maioria de
os casos são supervisores da instalação.
b) Seleção do Âmbito: Consiste em definir o espaço geográfico a ser considerado no estudo e o
os temas a serem tratados no mesmo.
c) Coleta de Informações: Nesta etapa, obtém-se documentação histórica e operacional
do âmbito geográfico selecionado, dados do pessoal que trabalha no mesmo e planos de
prevenção existentes.
Da mesma forma, as informações sobre o período a considerar devem ser baseadas nas estatísticas.
reais existentes, caso contrário, serão considerados a partir do início do estudo.
d) Identificação dos Perigos: Dentro deste processo, é feita a localização dos agentes
geradores de riscos. Entre alguns dos métodos utilizados para a obtenção de
informação, podem ser citados os seguintes:
Observação de riscos óbvios: Refere-se à localização dos riscos evidentes que
podem causar lesões ou doenças aos trabalhadores e/ou danos materiais, através
de recorrido pelas áreas a avaliar, nos casos em que existam Mapas elaborados de
Riscos em instalações similares serão consideradas as recomendações de
Higiene Industrial sobre os riscos a avaliar.
Pesquisas: Consiste na coleta de informações dos trabalhadores, por meio de
aplicação de questionários sobre os riscos laborais e as condições de trabalho.
Lista de Verificação: Consiste em uma lista de verificação dos possíveis riscos que
podem ser encontrados em determinado âmbito de trabalho.
É uma lista de verificação, hierarquizando os riscos
identificados.
e) Avaliação de Riscos: Neste processo, é realizada a avaliação dos fatores geradores
de riscos, por meio das técnicas de medição recomendadas pelas Normas Venezuelanas
COVENIN ou, na sua ausência, nas Normas Internacionais e esta avaliação é complementada
mediante a aplicação de alguns mecanismos e técnicas que a seguir são citados:
Códigos e Normas: Consiste na confrontação da situação real com padrões de
referência, tais como: guias técnicas, regulamento do trabalho, Normas COVENIN e outros.
Criterios: Refere-se a decisões que são tomadas com base na experiência.
Análise de Riscos: Consiste em um processo de avaliação sobre as consequências de
acidentes e a probabilidade de ocorrência.
f) Elaboração do Mapa: Uma vez coletadas as informações através da identificação e
avaliação dos fatores geradores dos riscos localizados, procede-se à sua análise para
obter conclusões e propostas de melhorias, que serão representadas por meio dos
diferentes tipos de tabelas e de forma gráfica através do mapa de riscos utilizando a
simbologia mostrada.
Na página seguinte é apresentado como exemplo o Mapa de Riscos de uma Instalação Industrial:
g) Mapa corporal ocupacional: É a representação gráfica sobre o corpo humano, do órgão
o sistema afetado por riscos ocupacionais derivados da exposição laboral durante o
desempenho laboral.
Assim como para a realização do mapa de riscos, uma vez coletadas as informações através
da identificação e avaliação dos fatores geradores dos riscos localizados, se
realiza sua análise para obter conclusões e propostas de melhorias, que serão representadas
por meio dos diferentes tipos de tabelas e de forma gráfica através do mapa de riscos
utilizando símbolos, ícones ou representações gráficas, com a legenda correspondente.
A importância do Mapa Corporal Ocupacional reside na vantagem de ver e orientar
rapidamente os órgãos e sistemas corporais afetados pela exposição. A seguir, de
mostra uma tabela com riscos ocupacionais e efeitos à saúde, apresentada graficamente para a
conformação do mapa:
O pior é cometer um
erro, a não ser que trate de
justificá-lo, em vez de
aproveitar como aviso
providencial de nossa
ligereza ou ignorância
Santiago Ramón y Cajal
(1852–1934)