Universidade Federal do Pará
Campus Universitário de Ananindeua
Faculdade de Engenharia de Energia
ÁLGEBRA LINEAR
Professor: Igor dos Santos Gomes
E-mail: [Link]@[Link]
AULA 2
❑ CAPÍTULO 1: SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES E MATRIZES
❑ 1.2. Matrizes e operações matriciais
▪ Objetivo
❖ Estudar matrizes como objetos independents;
❖ Operações de adição, subtração e multiplicação de matrizes
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Para abreviar a escrita de sistemas de equações lineares, estes são denominados de matrizes
aumentadas ou coleções retangulares de números;
▪ Contudo, essas coleções retangulares de números ocorrem também em outros contextos;
▪ Por exemplo, a seguinte coleção retangular de três linhas e sete colunas pode descrever o número
de horas que um estudante gastou estudando três matérias numa certa semana.
Desenho técnico
Algoritmo e programação
Álgebra linear
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
Desenho técnico
Algoritmo e programação
Álgebra linear
▪ Suprimindo os títulos, ficamos com a seguinte coleção retangular de números com três linhas e
sete colunas, denominada “matriz”.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Sendo assim, podemos fazer a seguinte definição:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Alguns exemplos de matrizes são:
▪ O tamanho de uma matriz é descrito em termos do número de linhas (fileiras horizontais) e de
colunas (fileiras verticais) que ela contém.
▪ Por exemplo, a primeira matriz do Exemplo 1 tem três linhas e duas colunas, portanto, seu
tamanho é 3 por 2 (e escrevemos 3 x 2);
▪ Numa descrição de tamanho, o primeiro número sempre denota o número de linhas e o segundo, o
de colunas;
▪ As outras matrizes do Exemplo 1 têm tamanhos 1 x 4, 3 x 3, 2 x 1 e 1 x 1, respectivamente.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Alguns exemplos de matrizes são:
▪ NOTA IMPORTANTE: Uma matriz com somente uma coluna é denominada matriz coluna, ou vetor
coluna, e uma matriz com somente uma linha é denominada matriz linha, ou vetor linha;
▪ Nos exemplos acima, a matriz 2 x 1 é um vetor coluna, a matriz 1 x 4 é um vetor linha e a matriz 1 x
1 é um vetor coluna e também um vetor linha.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Utilizamos letras maiúsculas para denotar matrizes e letras minúsculas para denotar quantidades
numéricas; assim, podemos escrever:
▪ Quando discutimos matrizes, é costume dizer que as quantidades numéricas são escalares;
▪ Salvo menção explícita em contrário, escalares são números reais; existem, porém, escalares
complexos;
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ A entrada que ocorre na linha 𝒊 e coluna 𝒋 de uma matriz 𝑨 arbitrária 3 x 4 pode ser escrita como:
▪ Uma matriz arbitrária m x n, como:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Quando for desejada uma notação mais compacta, a matriz precedente pode ser escrita como
▪ sendo utilizada a primeira notação quando for importante, na argumentação, saber o tamanho da
matriz, e a segunda quando o tamanho não necessitar ênfase;
▪ Em geral, combinamos a letra denotando a matriz com a letra denotando suas entradas; assim,
para uma matriz 𝑩, costumamos usar 𝒃𝒊𝒋 para a entrada na linha 𝒊 e na coluna 𝒋 e para uma matriz
𝑪, usamos a notação 𝒄𝒊𝒋 ;
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ A entrada na linha 𝒊 e na coluna 𝒋 de uma matriz A também é comumente denotada pelo símbolo
(𝑨)𝒊𝒋 . Assim, para a matriz (1) mostrada anteriormente, temos
▪ e, para a matriz
▪ temos (𝑨)𝟏𝟏 = 𝟐, (𝑨)𝟏𝟐 = − 𝟑, (𝑨)𝟐𝟏 = 𝟕 e (𝑨)𝟐𝟐 = 𝟎.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Notação e terminologia de matrizes
▪ Vetores linha e coluna são de importância especial, e é prática comum denotá-los por letras
minúsculas em negrito em vez de letras maiúsculas;
▪ Para tais matrizes, é desnecessário usar índices duplos para as entradas. Assim, um vetor linha 1 x
𝒏 arbitrário 𝒂 e um vetor coluna 𝒎 x 1 arbitrário 𝒃 podem ser escritos como
▪ Dizemos que uma matriz 𝑨 com 𝒏 linhas e 𝒏 colunas é uma matriz quadrada de ordem 𝒏 e que as
entradas destacadas 𝒂𝟏𝟏, 𝒂𝟐𝟐, . . . , 𝒂𝒏𝒏 em (2) constituem a diagonal principal de 𝑨.
1.2. Matrizes e operações matriciais
▪ Até aqui, usamos matrizes para abreviar o trabalho de resolver sistemas de equações lineares;
▪ Para outras aplicações, contudo, é desejável desenvolver uma “aritmética de matrizes” na qual as
matrizes podes ser somadas, subtraídas e multiplicadas de alguma maneira útil;
❑ Igualdade de matrizes
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Igualdade de matrizes
▪ Considere as matrizes
▪ Se 𝒙 = 𝟓, então 𝑨 = 𝑩, mas para todos os outros valores de 𝒙, as matrizes 𝑨 e 𝑩 não são iguais,
pois nem todas as suas entradas coincidem;
▪ Não existe valor de 𝒙 com o qual 𝑨 = 𝑪, pois 𝑨 e 𝑪 têm tamanhos diferentes.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Igualdade de matrizes
▪ Em notação matricial, se 𝑨 = [𝒂𝒊𝒋 ] e 𝑩 = [𝒃𝒊𝒋 ] têm o mesmo tamanho, então
▪ Isso significa que
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Adição e subtração
▪ Considere as matrizes
▪ Então
▪ As expressões 𝑨 + 𝑪, 𝑩 + 𝑪, 𝑨 − 𝑪 e 𝑩 + 𝑪 não estão definidas.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Múltiplos escalares
▪ Em notação matricial, se 𝑨 = [𝒂𝒊𝒋 ], então
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Múltiplos escalares
▪ Para as matrizes
▪ Temos
▪ É usual denotar (−𝟏)𝑩 por – 𝑩.
1.2. Matrizes e operações matriciais
▪ Até aqui, definimos a multiplicação de uma matriz por um escalar, mas não a multiplicação de duas
matrizes;
▪ Como as matrizes são somadas somando as entradas correspondentes e subtraídas subtraindo as
entradas correspondentes, pareceria natural definir a multiplicação de matrizes multiplicando as
entradas correspondentes;
▪ Contudo, ocorre que tal definição não seria muito útil na maioria dos problemas;
▪ A experiência levou os matemáticos à seguinte definição, muito mais útil, de multiplicação de
matrizes.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicando matrizes
▪ Considere as matrizes:
▪ Como 𝑨 é uma matriz 2 x 3 e 𝑩 é uma matriz 3 x 4, o produto 𝑨𝑩 é uma matriz 2 x 4. Para
determinar, por exemplo, a entrada na linha 2 e coluna 3 de 𝑨𝑩, destacamos a linha 2 de 𝑨 e a
coluna 3 de 𝑩. Então, como ilustrado, multiplicamos as entradas correspondentes e somamos
esses produtos.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicando matrizes
▪ A entrada na linha 1 e coluna 4 de 𝑨𝑩 é calculada como segue.
▪ As contas para as demais entradas são
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicando matrizes
▪ A definição de multiplicação de matrizes exige que o número de colunas do primeiro fator A seja
igual ao número de linhas do segundo fator 𝑩 para que seja possível formar o produto 𝑨𝑩;
▪ Se essa condição não for satisfeita, o produto não estará definido;
▪ Uma maneira conveniente de determinar se o produto de duas matrizes está ou não definido é
escrever o tamanho do primeiro fator e, à direita, escrever o tamanho do segundo fator. Se, como
em (3), os números internos coincidirem, então o produto estará definido.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicando matrizes
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Determinando se um produto está definido
▪ Suponha que 𝑨, 𝑩 e 𝑪 sejam matrizes de tamanhos
▪ Então, por (3), o produto:
❖ 𝑨𝑩 está definido e é uma matriz 3 x 7;
❖ 𝑩𝑪 está definido e é uma matriz 4 x 3; e
❖ 𝑪𝑨 está definido e é uma matriz 7 x 4;
❖ Os produtos 𝑨𝑪, 𝑪𝑩 e 𝑩𝑨 não estão definidos.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Determinando se um produto está definido
▪ Em geral, se 𝑨 = [𝒂𝒊𝒋 ] é uma matriz 𝒎 x 𝒓 e 𝐁 = [𝒃𝒊𝒋 ] é uma matriz 𝒓 x 𝒏, então, conforme
destacado em (4),
▪ a entrada (𝑨𝑩)𝒊𝒋 na linha 𝒊 e coluna 𝒋 de 𝑨𝑩 é dada por
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Matrizes em blocos
▪ Uma matriz pode ser particionada, ou subdividida, em
blocos de matrizes menores inserindo cortes horizontais
e verticais entre linhas e colunas selecionadas;
▪ Por exemplo, as seguintes são três partições possíveis
de uma matriz 3 x 4 arbitrária 𝑨:
❖ A primeira é uma partição de 𝑨 em quatro submatrizes
𝑨𝟏𝟏, 𝑨𝟏𝟐, 𝑨𝟐𝟏 e 𝑨𝟐𝟐;
❖ A segunda é uma partição de 𝑨 em seus vetores linha 𝒓𝟏 ,
𝒓𝟐 , e 𝒓𝟑 ;
❖ A terceira é uma partição de 𝑨 em seus vetores coluna
𝒄𝟏 , 𝒄𝟐 , 𝒄𝟑 e 𝒄𝟒 .
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicação matricial por colunas e linhas
▪ A partição de matrizes em blocos tem
muitas utilidades, uma das quais sendo
encontrar uma linha ou coluna específica de
um produto matricial 𝑨𝑩 sem calcular todo
o produto;
▪ Mais especificamente, as fórmulas
seguintes, cujas provas são deixadas como
exercício, mostram como vetores coluna
individuais de 𝑨𝑩 podem ser obtidos
particionando 𝑩 em vetores colunas e como
vetores linha individuais de 𝑨𝑩 podem ser
obtidos particionando 𝑨 em vetores linha;
▪ Em palavras, essas fórmula afirmam que:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicação matricial por colunas e linhas
▪ Considere as matrizes novamente
▪ Se 𝑨 e 𝑩 são as matrizes do exemplo acima, então, por (8), o segundo vetor coluna de 𝑨𝑩 pode ser
obtido calculando
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Multiplicação matricial por colunas e linhas
▪ Considere as matrizes novamente
▪ e, por (9), o primeiro vetor linha de 𝑨𝑩 pode ser obtido calculando
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Produtos matriciais como combinações lineares
▪ Discutimos três métodos para calcular um produto matricial 𝑨𝑩, a saber, entrada por entrada,
coluna por coluna e linha por linha;
▪ A definição seguinte fornece mais uma maneira de ver o produto matricial.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Produtos matriciais como combinações lineares
▪ Para ver como o produto de matrizes pode ser visto como uma combinação linear, sejam A uma
matriz 𝒎 x 𝒏 e 𝒙 um vetor coluna 𝒏 x 𝟏, digamos,
▪ Então
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Produtos matriciais como combinações lineares
▪ Isso prova o seguinte teorema:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Produto matricial como combinação linear
▪ A matriz produto
▪ Pode ser escrita
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Colunas de um produto matricial como
combinações lineares
▪ Conforme o exemplo resolvido:
▪ Segue da fórmula (6) e do Teorema que o j-
ésimo vetor coluna de 𝑨𝑩 pode ser expresso
como uma combinação linear dos vetores
coluna de 𝑨 em que os coeficientes da
combinação linear são as entradas da j-ésima
coluna de 𝑩. As contas são as seguintes:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Forma matricial de um sistema linear
▪ A multiplicação matricial tem uma importante aplicação a sistemas de equações lineares;
▪ Considere um sistema de m equações lineares em 𝒏 incógnitas
▪ Como duas matrizes são iguais se, e somente se, suas entradas correspondentes são iguais,
podemos substituir as 𝒎 equações desse sistema por uma única equação matricial
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Forma matricial de um sistema linear
▪ A matriz 𝒎 x 1 à esquerda dessa equação pode ser escrita como um produto, resultando
▪ Denotando essas matrizes por 𝑨, 𝒙 e 𝒃, respectivamente, o sistema original de 𝒎 equações em 𝒏
incógnitas pode ser substituído pela única equação matricial
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Forma matricial de um sistema linear
▪ A matriz 𝑨 nesta equação é denominada matriz de coeficientes do sistema;
▪ A matriz aumentada do sistema é obtida pela adjunção de 𝒃 a 𝑨 como a última coluna; assim, a
matriz aumentada é
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Transposta de uma matriz
▪ Alguns exemplos de matrizes e suas transpostas são os seguintes:
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Transposta de uma matriz
▪ Observe que não só as colunas de 𝑨𝑻 são as linhas de 𝑨, mas também as linhas de 𝑨𝑻 são as
colunas de 𝑨;
▪ Assim, a entrada na linha 𝒊 e coluna 𝒋 de 𝑨𝑻 é a entrada na linha 𝒋 e coluna 𝒊 de 𝑨; ou seja:
▪ Observe a reversão de índices.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Transposta de uma matriz
▪ No caso especial em que a matriz 𝑨 é uma matriz quadrada, a transposta de A pode ser obtida pela
troca das entradas posicionadas simetricamente em relação à diagonal principal;
▪ Em (12), podemos ver que 𝑨𝑻 também pode ser obtida “refletindo” 𝑨 em torno de sua diagonal
principal.
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Traço de uma matriz
▪ Alguns exemplos de matrizes e seus traços são os seguintes.
❑c
1.2. Matrizes e operações matriciais
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Revisão de conceitos
▪ Matriz
▪ Entradas
▪ Vetor coluna (ou matriz coluna)
▪ Vetor linha (ou matriz linha)
▪ Matriz quadrada
▪ Diagonal principal
▪ Matrizes iguais
▪ Operações matriciais: soma, diferença, multiplicação por escalar
▪ Combinação linear de matrizes
▪ Produto de matrizes (multiplicação matricial)
▪ Matriz em blocos
▪ Submatrizes
▪ Método linha-coluna
▪ Método das colunas
▪ Método das linhas
▪ Matriz de coeficientes de um sistema linear
▪ Transposta
▪ Traço
1.2. Matrizes e operações matriciais
❑ Aptidões desenvolvidas
▪ Determinar o tamanho de uma dada matriz.
▪ Identificar os vetores linha e coluna de uma dada matriz.
▪ Efetuar as operações aritméticas de adição, subtração, multiplicação por escalar e produto de
matrizes.
▪ Determinar se está definido o produto de duas matrizes.
▪ Calcular um produto matricial usando os métodos linha-coluna, das colunas e das linhas.
▪ Expressar o produto de uma matriz com um vetor coluna como uma combinação linear das
colunas da matriz.
▪ Expressar um sistema linear como uma equação matricial e identificar a matriz de coeficientes.
▪ Calcular a transposta de uma matriz.
▪ Calcular o traço de uma matriz quadrada.