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Transtornos Mentais: CID-10 e DSM-5-TR

Tutoria

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Rodrigo Lucas
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REBECA FANSTONE XXIX

P1-M1
1- Identificar os vários tipos de transtornos mentais, de acordo com a classificação da CID –
10 e de acordo com o DSM – 5-TR;
2- Identificar as síndromes clínicas apresentadas no caso.
3- Caracterizar os transtornos depressivos (conceito e características diagnósticas dos
subtipos- transtorno disruptivo da regulação do humor; transtorno depressivo maior;
distimia e transtorno disfórico pré-menstrual);
4- Caracterizar o tratamento (medicamentoso e não medicamentoso) da depressão
(principais classes e exemplos e linhas gerais do tratamento);
5- Caracterizar os transtornos de ansiedade (transtorno de pânico; transtorno de ansiedade
de separação; fobia específica; TAG; fobia social; fobia específica); TOC; TEPT;
transtornos dissociativos; transtornos de sintomas somáticos e somatoformes, quanto ao
conceito e características diagnósticas;
6- Caracterizar o tratamento (medicamentoso e não medicamentoso) dos transtornos de
ansiedade, TOC, TEPT; transtornos dissociativos; e transtornos de sintomas somáticos e
somatoformes (principais classes e exemplos e linhas gerais do tratamento);

BIBLIOGRAFIA: Manual Diagnostico e estatístico de Transtornos mentais – DMS-5-TR 5ª edição


(objetivo 1), Psicofármacos: Consulta rápida 6ª edição (objetivo 4 e 6) e Psicopatologia e
semiologia dos transtornos mentais 3ª edição (objetivo 3 e 5)

OBJETIVO 1
Þ Transtornos mentais de acordo com a classificação da CID-10
Þ A CID-10 agrupa os transtornos mentais por blocos de códigos, organizados
principalmente pela natureza do transtorno ou pela sua causa presumida.
Þ Utiliza, mas para fazer relatórios, atestados (não obrigatório, paciente deve autorizar)
• F00–F09: Transtornos mentais orgânicos, inclusive sintomáticos. Inclui quadros
como demências (ex.: Alzheimer, demência vascular) e delirium.
• F10–F19: Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substâncias
psicoativas. Abrange álcool, cocaína, opioides, cannabis, entre outros.
• F20–F29: Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes. Inclui
esquizofrenia, transtorno esquizofreniforme, psicose aguda e transitória.
• F30–F39: Transtornos do humor (afetivos). Inclui transtorno depressivo maior,
transtorno bipolar, episódio maníaco e distimia.
• F40–F49: Transtornos neuróticos, relacionados ao estresse e somatoformes.
Envolve transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias e
transtornos dissociativos.
• F50–F59: Síndromes comportamentais associadas a distúrbios fisiológicos e
fatores físicos. Inclui anorexia nervosa, bulimia nervosa, insônia não orgânica e
disfunções sexuais não orgânicas.
• F60–F69: Transtornos de personalidade e de comportamento em adultos.
Abrange transtorno de personalidade borderline, antissocial, histriônico, entre
outros.
• F70–F79: Retardo mental (deficiência intelectual). Classificado em leve,
moderado, grave e profundo.
• F80–F89: Transtornos do desenvolvimento psicológico. Inclui transtorno do
espectro autista, transtorno específico de linguagem e afasia adquirida na
infância.
REBECA FANSTONE XXIX

• F90–F98: Transtornos comportamentais e emocionais com início na infância ou


adolescência. Inclui TDAH, transtorno de conduta e transtorno de oposição
desafiante.
• F99: Transtorno mental não especificado, usado quando não há informações
suficientes para classificar o quadro.
Þ O DSM-5-TR não utiliza códigos numéricos sequenciais, mas organiza os transtornos em
capítulos baseados em semelhanças clínicas e neurobiológicas.
Þ Mais utilizado para diagnóstico
• Transtornos do neurodesenvolvimento – Inclui transtorno do espectro autista,
TDAH, transtornos de aprendizagem, transtornos motores e de comunicação.
• Espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos – Esquizofrenia,
transtorno esquizotípico, transtorno delirante, psicose breve.
• Transtornos bipolares e relacionados – Transtorno bipolar tipo I, tipo II e ciclotimia.
• Transtornos depressivos – Transtorno depressivo maior, distimia, transtorno
disfórico pré-menstrual.
• Transtornos de ansiedade – TAG, fobia social, transtorno de pânico, fobias
específicas.
• Transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados – TOC, transtorno dismórfico
corporal, transtorno de acumulação, tricotilomania.
• Transtornos relacionados a trauma e estressores – Transtorno de estresse pós-
traumático (TEPT), transtorno de ajustamento, transtorno reativo de vinculação.
• Transtornos dissociativos – Transtorno dissociativo de identidade, amnésia
dissociativa, despersonalização/desrealização.
• Transtornos de sintomas somáticos e relacionados – Transtorno de sintomas
somáticos, transtorno de ansiedade de doença, transtorno conversivo.
• Transtornos alimentares e de ingestão alimentar – Anorexia nervosa, bulimia
nervosa, transtorno de compulsão alimentar periódica, pica.
• Transtornos de eliminação – Enurese (perda noturna de urina), encoprese
(evacuação fecal na roupa íntima ou em si mesmo).
• Transtornos do sono-vigília – Insônia, hipersonia, narcolepsia (sonolência diurna
exvessiva), apneia do sono, transtorno do ritmo circadiano (alterações com o ciclo
vigília e sono).
• Disfunções sexuais – Disfunção erétil, transtorno do desejo sexual hipoativo,
ejaculação precoce.
• Disforia de gênero – Incongruência entre gênero sentido e sexo designado, em
adultos ou crianças.
• Transtornos disruptivos, do controle de impulsos e de conduta – Transtorno
explosivo intermitente, transtorno de oposição desafiante, transtorno de conduta.
• Transtornos relacionados a substâncias e transtornos aditivos – Transtornos por
uso de álcool, tabaco, opioides, jogo patológico (desejo incontrolável por apostas,
mesmo quando causa prejuízo financeiro).
• Transtornos neurocognitivos – Delirium, transtorno neurocognitivo maior e leve (ex.:
Alzheimer, frontotemporal).
• Transtornos de personalidade – Cluster A (paranoide, esquizoide, esquizotípico),
Cluster B (antissocial, borderline, histriônico, narcisista), Cluster C (evitativo,
dependente, obsessivo-compulsivo).
• Transtornos parafílicos – Exibicionismo (excitação recorrente ao expor os próprios
genitais a uma pessoa que não espera ou não consentiu, sem intenção de contato
sexual imediato), voyeurismo (excitação sexual recorrente e intensa ao observar
pessoas nuas, despindo-se ou em atividade sexual, sem que elas saibam), pedofilia,
sadismo sexual (excitação derivada do sofrimento físico ou psicológico), masoquismo
sexual (excitação obtida a partir de ser humilhado, espancado, amarrado ou sofrer de
alguma forma).
o Parafilia= preferência sexual incomum, mas não necessariamente patológica
o Transtornos parafílicos= quando há sofrimento, prejuízo ou risco a terceiros
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• Transtornos do movimento induzidos por medicamentos e outros efeitos


adversos – Discinesia tardia (movimentos involuntários, repetitivos e
coreoatetósicos, normalmente orofaciais devido ao uso crônico de antipsicóticos),
síndrome neuroléptica maligna (movimentos lentos, repetitivos e estereotipados).
• Outras condições que podem ser foco de atenção clínica – Luto prolongado,
ideação suicida, automutilação não suicida.

Obs: No livro “manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais”, pág 929 tem a listagem
de todos os diagnósticos do DMS-5 TR e Código da CID-10-MC.

OBJETIVO 2
No caso descrito, Luzionilda apresenta inicialmente um quadro compatível com transtorno de
ansiedade generalizada, evidenciado pelo nervosismo constante, tensão, cansaço, dificuldade
de concentração e preocupações excessivas com a vida financeira sem motivo proporcional. Há
seis meses, teve um episódio súbito de sudorese, taquicardia e medo de enlouquecer,
caracterizando um ataque de pânico. Após esse evento, desenvolveu comportamentos de
evitação e medo de frequentar locais como supermercado e igreja, o que configura agorafobia.
Nos últimos dois meses, passou a apresentar humor deprimido persistente, sentimentos de
inutilidade e culpa, ideação de morte, perda de interesse pelo trabalho e fadiga, preenchendo
critérios para um episódio depressivo maior.

SÍNDROME ANSIOSA E DEPRESSIVA

OBJETIVO 3

SÍNDROMES DEPRESSIVAS:

Þ Conceito Geral:
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Os transtornos depressivos englobam um grupo de condições caracterizadas por


alterações persistentes do humor e da afetividade, tendo como núcleo o humor triste, o
desânimo (hipobulia) e, frequentemente, a anedonia (perda de prazer).
Tais alterações são mais intensas e duradouras do que as respostas normais de tristeza e
não estão restritas a reações proporcionais a eventos específicos. Além dos sintomas
afetivos, podem ocorrer:
• Alterações instintivas e neurovegetativas (sono, apetite, energia, libido);
• Alterações ideativas e cognitivas (pessimismo, ruminações- pensamento
repetitivo sobre experiências angustiantes passadas ou preocupações futuras
déficit de atenção/concentração);
• Alterações da autovaloração (baixa autoestima, culpa);
• Alterações da psicomotricidade (lentificação ou agitação);
• Sintomas psicóticos em casos graves (delírios, alucinações congruentes ou não
com o humor).
• Têm impacto significativo na qualidade de vida, estão associadas a prejuízos no
funcionamento social/profissional e a elevado risco de suicídio (cerca de 15 a
40% dos pacientes com depressão maior já tentaram suicídio).
1. Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor
• Descrito o livro no contexto de apresentações depressivas em crianças e
adolescentes (entre 6 e 18 anos, iniciar antes dos 10 anos)
• O diagnostico não pode ser feito, pela primeira vez, depois dos 18 anos
• Caracteriza-se por irritabilidade persistente na maior parte do dia ou acessos
frequentes de raiva desproporcionais ao estímulo (mais que 3x semana).
• Associado a comportamentos disruptivos (oposição a adultos, agressividade,
transgressões) e baixo rendimento escolar.
• Mais frequente em meninos, especialmente com QI reduzido e inseridos em
ambientes familiares adversos ou hostis.
• A irritabilidade é crônica, não episódica, e o quadro se mantém por períodos
prolongados, afetando a vida escolar, social e familiar.
• Em termos clínicos, distingue-se de episódios de mania/hipomania pela
ausência de períodos de humor elevado.
• ACONTECER EM MAIS DE UM AMBIENTE (CASA, ESCOLA, COM AMIGOS...), mas o
sintoma grave em pelo menos 1
2. Transtorno Depressivo Maior
• Também chamado de episódio depressivo maior quando único.
Critérios diagnósticos (DSM-5, conforme texto):
• Cinco ou mais sintomas durante ≥ 2 semanas, representando mudança
significativa no funcionamento prévio.
• Pelo menos um dos sintomas deve ser:
o Humor deprimido (na maior parte do dia, quase todos os dias) ou
o Perda de interesse/prazer (anedonia).
Sintomas adicionais:
• Alterações no apetite/peso (perda ou ganho de ≥ 5% em 1 mês).
• Insônia ou hipersonia.
• Fadiga ou perda de energia.
• Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva/inadequada.
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• Baixa autoestima.
• Dificuldade para pensar, concentrar-se ou tomar decisões.
• Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida, planos ou tentativa.
• Retardo ou agitação psicomotora.
Especificadores importantes (descritos no livro):
• Com sintomas psicóticos: delírios/alucinações congruentes ou incongruentes
com o humor.
• Com catatonia (estupor depressivo): imobilidade, mutismo, negativismo.
• Com características melancólicas: anedonia total, piora matinal, retardo
psicomotor, culpa excessiva.
• Com características atípicas: aumento do apetite, hipersonia, sensação de
peso nos membros, hipersensibilidade à rejeição.
• Com sintomas ansiosos proeminentes: tensão, inquietação, risco aumentado
de suicídio.
• Com início no periparto.
• Com padrão sazonal (episódios recorrentes, geralmente no inverno).
EX: O paciente pode ter um transtorno depressivo maior, recorrente, grave, com sintomas
psicóticos.
LEVE/MODERADO/GRAVE
EPISÓDIO ÚNICO/RECORRENTE

3. Transtorno Depressivo Persistente (Distimia)


• Forma crônica de depressão, com humor deprimido presente na maior parte do
dia, na maioria dos dias, por ≥ 2 anos em adultos (≥ 1 ano em
crianças/adolescentes). NÃO PODE TER MAIS DE DOIS MESES SEM SINTOMAS
• Sintomas (pelo menos 2):
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o Baixa autoestima.
o Fadiga ou baixa energia.
o Insônia ou hipersonia.
o Alterações do apetite (aumento ou diminuição).
o Dificuldade de concentração ou tomada de decisão.
o Sentimentos de desesperança.
• Em crianças/adolescentes, o humor básico pode ser irritável.
• Pode ter intensidade leve (distimia) ou moderada/grave.
• Associada a mau humor crônico, irritabilidade persistente e prejuízo funcional de
longa duração.
• Frequentemente começa na adolescência ou início da vida adulta e pode persistir
por vários anos.
• “DEPRESSÃO LEVE”
4. Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
• Forma grave de depressão relacionada ao ciclo menstrual, ocorrendo na
semana final antes da menstruação, na maioria dos ciclos, e desaparecendo
após o início do fluxo.
• Sintomas principais (pelo menos 1):
o Tristeza marcante.
o Ansiedade/nervosismo acentuado.
o Labilidade afetiva (oscilações rápidas de humor).
o Irritabilidade ou raiva intensa.
• Sintomas adicionais (até completar ≥ 5 no total):
o Interesse diminuído nas atividades.
o Dificuldade de concentração.
o Fadiga fácil ou falta de energia.
o Alteração do apetite.
o Hipersonia ou insônia.
o Sensação de estar sobrecarregada ou fora de controle.
o Sintomas físicos (inchaço, mastalgia, dor articular/muscular, sensação
de inchaço corporal).
• Deve causar sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no
funcionamento social/profissional.
• Estar presente na maioria dos ciclos menstruais por 1 ano
• Para fechar diagnóstico precisa ter tido nos últimos dois ciclos
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OBJETIVO 4
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1. Linhas Gerais do Tratamento


• A depressão deve ser tratada de forma individualizada, considerando:
o Gravidade e duração dos sintomas.
o Episódio único ou recorrente.
o Presença de comorbidades psiquiátricas ou clínicas.
o Resposta prévia a tratamentos.
• Combinação de intervenções farmacológicas e não farmacológicas costuma trazer
melhores resultados.
• Em casos graves, com risco de suicídio ou sintomas psicóticos, pode ser necessária
internação para segurança e estabilização.
• Fase aguda (3 meses): explicar que medicamento demora a fazer efeito e pode piorar os
sintomas no início
• Fase continuação (6 a 9 meses): manter a “melhora”
• Fase manutenção (1 ano e que já tiveram episódios anteriores): evitar novos episódios
2. Tratamento Medicamentoso
O tratamento medicamentoso é realizado principalmente com antidepressivos, escolhidos com
base no perfil de sintomas, histórico de resposta, efeitos adversos e comorbidades.
Principais Classes de Antidepressivos e Exemplos
1. Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)
o Exemplos: fluoxetina, sertralina, escitalopram, paroxetina, citalopram.
o Características: primeira escolha pela boa tolerabilidade, segurança em
overdose e eficácia.
o Efeitos colaterais comuns: náusea, diarreia, insônia ou sonolência, disfunção
sexual.
2. Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN)
o Exemplos: venlafaxina, desvenlafaxina, duloxetina.
o Indicações: depressão com dor crônica ou fadiga acentuada.
o Efeitos colaterais: hipertensão (em doses altas), náusea, sudorese.
3. Antidepressivos tricíclicos (ATC)
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o Exemplos: amitriptilina, nortriptilina, clomipramina.


o Características: eficazes, mas com mais efeitos colaterais (sedação- cuidado
com idoso, hipotensão, arritmias).
o Uso: casos resistentes ou depressão associada a dor neuropática.
4. Inibidores da monoaminoxidase (IMAO)
o Exemplos: tranilcipromina, moclobemida.
o Indicação: casos refratários.
o Atenção: restrições alimentares (tiramina) e interações medicamentosas graves.
5. Antidepressivos atípicos
o Exemplos: bupropiona (melhora energia e concentração, menos disfunção
sexual), mirtazapina (induz sono, aumenta apetite).
o Indicações específicas: bupropiona útil em depressão com fadiga e tabagismo;
mirtazapina útil em insônia e perda de peso.
Para gestante- sertralina (para comorbidades sempre é o mais seguro)
Obesos- sertralina e fluoxetina
Dor- tricíclico e duloxetina
Depressão/ansiosa- ecitalopram
Paroxetina é o que mais tem alterações sexuais

3. Tratamento Não Medicamentoso


a) Psicoterapia
• Eficaz em depressão leve a moderada e como complemento em casos graves.
• Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): trabalha pensamentos disfuncionais e
padrões de comportamento.
• Terapia interpessoal: foca em relações e eventos de vida estressantes.
• Psicoterapia psicodinâmica: explora conflitos emocionais inconscientes.
b) Eletroconvulsoterapia (ECT)
• Indicada em:
o Depressão grave com risco de suicídio iminente.
o Presença de sintomas psicóticos.
o Depressão refratária ao tratamento medicamentoso.
o Estado catatônico.
o Gestantes (mais seguro que medicação)
• Alta eficácia e resposta rápida.
c) Estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr)
• Técnica não invasiva, alternativa para casos resistentes.
• Menor risco de efeitos adversos cognitivos que a ECT.
d) Intervenções no estilo de vida
• Atividade física regular.
• Sono adequado.
• Alimentação equilibrada.
• Apoio social e familiar.
4. Estratégia Terapêutica Resumida
• Leve a moderada: psicoterapia isolada ou combinada com antidepressivo.
• Moderada a grave: antidepressivo como primeira escolha, podendo associar
psicoterapia.
• Grave com risco ou refratária: considerar ECT ou EMTr.
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• Monitorar adesão, efeitos colaterais e resposta clínica.


• Manter tratamento por pelo menos 6 meses após a remissão para evitar recaídas (em
casos recorrentes, pode ser necessário uso prolongado).

OBJETIVO 5
[Link] de Pânico
• Conceito: caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos por
pelo menos 1 mês de preocupação persistente com novas crises ou alterações
significativas no comportamento para evitá-las.
• Ataque de pânico: episódio súbito de medo intenso ou desconforto marcado, que atinge
pico em poucos minutos e apresenta ≥ 4 sintomas:
o Palpitações, taquicardia.
o Sudorese.
o Tremores.
o Sensação de falta de ar ou sufocamento.
o Dor ou desconforto torácico.
o Náusea ou desconforto abdominal.
o Tontura, instabilidade, desmaio.
o Calafrios ou ondas de calor.
o Parestesias.
o Desrealização ou despersonalização.
o Medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer.
• Diagnóstico: exige ataques inesperados e preocupação persistente ou mudança
comportamental disfuncional (evitação de locais/situações).
• Pode associar-se à agorafobia.
2. Transtorno de Ansiedade de Separação
• Conceito: ansiedade excessiva e inadequada ao estágio de desenvolvimento diante da
separação real ou antecipada de figuras de apego (pais, cuidadores, parceiro).
• Critérios diagnósticos pelo menos 3:
o Sofrimento excessivo e recorrente quando ocorre ou é antecipada a separação.
o Preocupação persistente com perda ou dano à figura de apego.
o Recusa em sair de casa, escola ou outros lugares por medo de separação.
o Medo ou recusa de estar sozinho.
o Pesadelos sobre separação.
o Sintomas físicos recorrentes (cefaleia, dor abdominal, náusea) quando ocorre a
separação ou sua antecipação.
• Duração mínima:
o Crianças/adolescentes: ≥ 4 semanas
o Adultos: ≥ 6 meses
• Prejuízo significativo em áreas importantes da vida.
3. Fobia Específica
• Conceito: medo ou ansiedade marcante, persistente e desproporcional a um objeto ou
situação específicos (ex.: animais, altura, sangue, voar).
• Características diagnósticas:
o O estímulo fóbico quase sempre provoca resposta imediata de medo ou
ansiedade.
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o Evitação ativa ou enfrentamento com sofrimento intenso.


o O medo é desproporcional ao perigo real e contexto sociocultural.
o Prejuízo significativo na vida social, acadêmica ou profissional.
o Persistente por ≥ 6 meses.
• Subtipos comuns: animal, ambiente natural, sangue-injeção-ferimento, situacional,
outros.
4. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
• Conceito: preocupação e ansiedade excessivas, generalizadas e de difícil controle sobre
múltiplos eventos ou atividades, presentes na maioria dos dias.
• Critérios diagnósticos:
o Ansiedade e preocupação excessivas por ≥ 6 meses.
o Dificuldade para controlar a preocupação.
o Associadas a ≥ 3 sintomas (1 em crianças):
§ Inquietação ou sensação de estar “no limite”.
§ Fadiga fácil.
§ Dificuldade de concentração ou mente “em branco”.
§ Irritabilidade.
§ Tensão muscular.
§ Distúrbios do sono (insônia inicial, manutenção ou sono não reparador).
• O quadro causa prejuízo funcional e não se explica por outras condições médicas ou
psiquiátricas.
• Mais recorrente (está sempre ansiosa, pensando muito) e pode ter uma crise de
ansiedade.
5. Fobia Social (Transtorno de Ansiedade Social)
• Conceito: medo ou ansiedade intensa em situações sociais nas quais o indivíduo possa
ser avaliado ou julgado negativamente.
• Critérios diagnósticos:
o Ansiedade em interações sociais (conversar, encontrar pessoas, falar em
público).
o Medo de agir de forma humilhante ou embaraçosa.
o Situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade.
o Evitação de situações sociais ou enfrentamento com sofrimento intenso.
o Prejuízo funcional significativo.
o Persistente por ≥ 6 meses.
• Pode ser generalizada (múltiplas situações sociais) ou específica (desempenho).
6. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
• Conceito: presença de obsessões e/ou compulsões que consomem tempo e causam
sofrimento ou prejuízo funcional.
• Obsessões: pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes, intrusivos, indesejados,
que causam ansiedade.
• Compulsões: comportamentos repetitivos ou atos mentais realizados para neutralizar a
ansiedade ou prevenir evento temido.
• Critérios diagnósticos:
o Obsessões/compulsões ocupam ≥ 1 hora/dia ou causam prejuízo significativo.
o O indivíduo reconhece que são excessivos ou irracionais (exceto em casos com
insight ausente).
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• Temas comuns: contaminação, simetria, ordem, danos, agressividade, sexualidade,


religião.
7. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
• Conceito: sintomas persistentes após exposição a evento traumático (ameaça de morte,
lesão grave ou violência sexual), seja por vivência direta, testemunho ou relato próximo.
• Critérios diagnósticos:
o Reexperiência: lembranças intrusivas, pesadelos, flashbacks, sofrimento diante
de pistas do trauma.
o Evitação: afastamento de memórias, pensamentos ou estímulos externos
relacionados ao trauma.
o Alterações negativas persistentes em cognição e humor: amnésia parcial do
evento, crenças negativas persistentes, culpa, medo intenso, anedonia.
o Hiperexcitabilidade: irritabilidade, comportamento autodestrutivo,
hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada, dificuldade de concentração
e sono.
• Tempo: sintomas por > 1 mês.
8. Transtornos Dissociativos
• Conceito: distúrbios na integração da consciência, memória, identidade, percepção,
emoção ou comportamento motor.
• Principais apresentações:
o Amnésia dissociativa: incapacidade para recordar informações pessoais
importantes, geralmente relacionadas a trauma/estresse.
o Transtorno de despersonalização/desrealização: sensação persistente ou
recorrente de estar fora do próprio corpo (despersonalização) ou de que o
ambiente é irreal (desrealização), com preservação da percepção da realidade
(ela sabe que o ambiente é irreal ou que está fora do corpo). Diferente de ilusão e
alucinação
o Transtorno dissociativo de identidade: presença de duas ou mais identidades
ou estados de personalidade distintos, com descontinuidade na percepção de si
e lacunas de memória.
9. Transtornos de Sintomas Somáticos e Somatoformes
• Conceito: sintomas físicos que causam sofrimento ou prejuízo significativo e estão
associados a pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados
aos sintomas ou à saúde.
• Critérios diagnósticos:
o Sintoma físico persistente (dor, fadiga, outros) que não se explica totalmente por
condições médicas conhecidas ou é desproporcional a elas.
o Preocupação exagerada com a gravidade dos sintomas.
o Comportamentos excessivos de saúde (consultas, exames repetidos) ou
evitativos.
o Sintomas persistentes por > 6 meses.
• Exemplos no espectro somatoforme: transtorno de conversão, transtorno de ansiedade
de doença (hipocondria), transtorno doloroso somatoforme.
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OBJETIVO 6

Avaliação Inicial
• Definir gravidade (leve, moderada, grave) considerando intensidade dos sintomas,
impacto funcional, presença de ideação suicida, sintomas psicóticos ou risco de
auto/heteroagressão.
• Identificar comorbidades psiquiátricas e clínicas.
• Considerar histórico de resposta a tratamentos e preferência do paciente.
• Avaliar fatores de risco para uso de determinadas medicações (ex.: risco de
dependência, interação medicamentosa, doenças associadas).
Transtornos de Ansiedade
Incluem TAG, Transtorno do Pânico, Fobia Social e Fobia Específica.
Não Medicamentoso (base do tratamento, especialmente em casos leves)
• TCC (padrão-ouro): trabalha reestruturação de pensamentos automáticos e
comportamentos evitativos.
• Exposição gradual (in vivo, imaginada, interoceptiva no pânico).
• Treino de habilidades sociais (fobia social).
• Técnicas de relaxamento e mindfulness.
Medicamentoso
• Primeira linha: ISRS (sertralina 50–200 mg/d, escitalopram 10–20 mg/d, paroxetina 20–50
mg/d, fluoxetina 20–60 mg/d, citalopram 20–40 mg/d) ou IRSN (venlafaxina 75–225 mg/d,
duloxetina 60–120 mg/d).
• Segunda linha/adjuvante: pregabalina 150–600 mg/d (TAG), buspirona,
benzodiazepínicos apenas como uso de curta duração.
• Cuidados: evitar benzodiazepínicos em histórico de abuso de substâncias; cautela com
IRSN em hipertensos não controlados.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
Não Medicamentoso
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• TCC com Exposição e Prevenção de Resposta (ERP): confrontar gatilhos obsessivos


sem executar a compulsão.
Medicamentoso
• ISRS em doses mais altas que na depressão: sertralina até 200 mg/d, fluoxetina até 80
mg/d, paroxetina até 60 mg/d, escitalopram até 40 mg/d.
• Clomipramina (100–250 mg/d) como segunda linha.
• Em casos resistentes: associação de antipsicóticos atípicos (risperidona, aripiprazol).
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Não Medicamentoso
• TCC focada no trauma: exposição prolongada a memórias traumáticas + reestruturação
cognitiva.
• EMDR (dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares).
• Terapia de grupo e suporte social.
Medicamentoso
• Primeira linha: ISRS (sertralina 50–200 mg/d, paroxetina 20–50 mg/d).
• Alternativa: IRSN (venlafaxina 75–225 mg/d).
• Sintoma específico: prazosina 1–15 mg à noite para pesadelos.
• Evitar benzodiazepínicos — risco de piorar dessensibilização e aumentar dependência.
Transtornos Dissociativos
Não Medicamentoso
• Psicoterapia centrada no trauma (psicodinâmica, TCC adaptada).
• Técnicas de grounding (ancoragem no presente).
• Integração gradual de memórias traumáticas.
Medicamentoso
• Não há droga específica para o transtorno.
• Medicação é sintomática: ISRS para depressão/ansiedade associada, antipsicóticos se
houver sintomas psicóticos transitórios.
Transtornos de Sintomas Somáticos e Somatoformes
Não Medicamentoso
• TCC: reduzir preocupação com sintomas, melhorar adaptação funcional.
• Psicoeducação sobre o transtorno.
• Consultas regulares com o mesmo médico para reduzir exames e medicações
desnecessárias.
Medicamentoso
• ISRS quando há comorbidade depressiva ou ansiosa.
• Evitar polimedicação sintomática crônica (analgésicos, benzodiazepínicos).

PROPRANOLOL PARA SINTOMAS ADRENÉRGICOS (SINTOMAS FÍSICOS)

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