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Balanço de Radiação Solar e Atmosfera

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Dakir Larara Machado da Silva

Capítulo 3

O Balanço e o Processo
de Radiação

ÂÂ
E
ste capítulo aborda, de forma introdutória, os funda-
mentos dos aspectos relacionados à energia solar e a
forma como ela interage com o Sistema Terra-Atmosfera.
A partir do detalhamento do processo da radiação e de
como a energia solar incide no topo da nossa atmosfera,
iremos construir as noções fundamentais para compreen-
são da distribuição desigual da insolação ao longo da
superfície do nosso Planeta. Em seguida, o capítulo abor-
da os fundamentos que explicam o balanço de radiação
e sua importância no entendimento dos fluxos energéticos
na baixa atmosfera. Boa leitura e bons estudos!
30   Climatologia

1. A Energia Solar

O nosso Sol é especial para todos os organismos viventes no


Planeta Terra, bem como para a dinâmica e evolução da bio-
sfera. Nos quesitos temperatura, dimensão e cor, ele está ape-
nas na média quando o comparamos como outras estrelas,
mas sua importância vai além dessas variáveis. Ele é vital para
o Planeta, pois é a fonte de energia que controla, por exemplo,
a circulação da atmosfera e a realização da fotossíntese. O
Sol emite energia em forma de radiação eletromagnética, da
qual uma parte é interceptada pelo sistema Terra-atmosfera e
convertida em outras formas de energia como, por exemplo,
calor e energia cinética da circulação atmosférica. É importan-
te ressaltar que a energia pode ser convertida, mas não criada
ou destruída. A radiação é a principal forma de propagação
de energia no sistema Terra-atmosfera, pois ela chega até nós
sob a forma de ondas eletromagnéticas que se deslocam à
velocidade da luz.

1.1. O Processo da Radiação


O espectro eletromagnético é composto por um feixe de raios
que se diferem pela magnitude de seus comprimentos de onda
e pela frequência com que essas ondas se propagam (expressa
em ciclo por segundo), ou pela distância das próprias ondas
entre si, denominadas como comprimento de onda (em metro
– m, centímetro – cm, micrometro – µm ou angstrom – Å) –
Figura 1.
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    31

Figura 1 Características do espectro eletromagnético.

A maior parte da energia radiante do Sol está concentrada


nas partes visível e próximo do visível do espectro. Ao decom-
pormos tal energia radiante, verificamos que ela é composta
por ondas nos comprimentos ultravioleta (8%), raios X, raios
gama, luz visível (47%) e infravermelho (45%). Todo corpo que
esteja a uma temperatura superior a -273ºC (ou 0K – Kel-
vin) possui energia, dessa forma, emite radiação. Portanto, a
quantidade de radiação emitida por um corpo dependerá de
sua temperatura, de modo que a energia irradiada será pro-
porcional à quarta potência de temperatura em que o mesmo
se encontra (Lei de Stefan-Boltzmann). Como a temperatura do
corpo emissor controla, também, o comprimento de onda da
radiação emitida (Lei de Planck), chega-se a uma terceira lei
da Física: quanto mais quente o corpo emissor, menor será o
comprimento de onda de seu pico de emissão, isto é, quanto
maior a temperatura de um corpo, mais ondas curtas ele emi-
tirá (Lei de Wien).
32   Climatologia

O Sol, em sua superfície, possui uma temperatura apro-


ximada de 6.000 K (6.273ºC) e irradia, preferencialmente,
na faixa do ultravioleta ao infravermelho. Já o nosso Plane-
ta, com uma temperatura média de 288 K (15ºC), irradia de
forma geral na faixa do infravermelho (10 µm). Alguns gases
atmosféricos têm resposta variada à radiação recebida, sendo
transparentes para alguns comprimentos de onda e absorven-
do outros.

Dessa forma, podemos sintetizar que a energia irradiada


pelo Sol é o que denominamos radiação de ondas curtas
com pico nos comprimentos de onda curtos visíveis; a ener-
gia irradiada pela Terra é o que chamamos de radiação de
onda longa concentrada em comprimentos de onda infra-
vermelhos.

1.2 A energia que incide no topo da atmosfera


Na proximidade dos 500 km de altitude, encontra-se a ter-
mopausa, camada atmosférica que marca o limite exterior
do sistema de energia do planeta Terra, o qual nos permite
identificar um ponto de medição da radiação solar incidente
antes que esta seja reduzida pela dispersão, reflexão e absor-
ção, logo após passar através da atmosfera terrestre. É impor-
tante ressaltar que, em função da distância do Sol, o nosso
Planeta intercepta apenas dois bilionésimos da produção to-
tal de energia solar. Entretanto, essa pequena porção é uma
enormidade energética que flui para os domínios e sistemas
terrestres. Aquela radiação solar que atinge um plano horizon-
tal na Terra é chamada de insolação, e esse termo é aplicado
de forma específica para a radiação que chega à atmosfera e
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    33

à superfície terrestre. A insolação recebida no topo da atmos-


fera é denominada de constante solar1.

2. A distribuição desigual da insolação

Em função da superfície do Planeta ser curva, o ângulo de


incidência dos raios paralelos solares da insolação são conti-
nuamente variáveis em relação a variação latitudinal (Figura
2). Essas diferenças nos ângulos dos raios solares em cada
latitude resultam em uma distribuição díspar da insolação e do
aquecimento. A única área do Planeta que recebe insolação
perpendicular (vertical e com um ângulo reto de 90°) à superfí-
cie durante o ano é a região Intertropical ou ponto sub-
solar (área compreendida entre os Trópicos de Capricórnio e
de Câncer – 23,5°S e 23,5°N).

Todas as demais áreas do Planeta, distantes dessa região/


ponto recebem insolação com um ângulo inferior a 90° (mais
oblíqua) e, dessa maneira, a energia é mais difusa e menos
concentrada do que na área anterior, sobretudo na medida em
que nos dirigimos para os pólos e altas latitudes.

1 A constante solar é a insolação média recebida na termopausa quando


a Terra está na sua distância média do Sol, um valor de 1.372 W/m2 (watts
por metro quadrado). O watt é igual a 1 joule (uma unidade de energia)
por segundo e é a unidade padrão de potência no Sistema Internacional
de Unidades (SI). Em calorias, uma unidade não métrica de calor, a cons-
tante solar é 1,97 cal/cm2/min, ou 2 langleys por minuto (um langley é
1 cal/cm2). Uma caloria é a quantidade de energia necessária para elevar
a temperatura de 1 grama de água (a 15°C) em 1 grau Celsius e é igual
a 4,184 joules.
34   Climatologia

A termopausa que fica logo acima da região equatorial


recebe aproximadamente 2,5 vezes mais insolação anual do
que a termopausa acima dos pólos. Os baixíssimos ângulos
dos raios solares nas latitudes altas decorrem do fato que eles
têm de atravessar uma distância mais significativa da atmos-
fera, resultando em mais perdas de energia, em função do
espalhamento, absorção e reflexão.

Figura 2 A insolação recebida e a superfície curva da Terra. Os ângulos


de insolação solar determinam a quantidade da energia recebida. Observe
que a coluna de insolação que chega na área equatorial e Intertropical é
mais concentrada e vertical ao observador local, enquanto que a coluna de
insolação que atinge uma área de alta latitude é mais inclinada (oblíqua)
em relação à superfície e ao observador local.
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    35

Embora a atmosfera seja muito transparente à radiação


solar incidente, somente em torno de 25% penetra diretamente
na superfície da Terra sem nenhuma interferência da atmosfe-
ra, constituindo a insolação direta. O restante é ou refletido de
volta para o espaço ou absorvido ou espalhado em volta até
atingir a superfície da Terra ou retornar ao espaço (Figura 3).
O que determina se a radiação será absorvida, espalhada ou
refletida de volta? Como veremos, isso depende em grande
parte do comprimento de onda da energia que está sendo
transportada, assim como do tamanho e natureza do material
que intervém.

Apesar da radiação solar incidir em linha reta no topo da


atmosfera, os gases e aerossóis podem causar seu espalha-
mento, dispersando-a em todas as direções – para cima, para
baixo e para os lados. A insolação difusa é constituída de ra-
diação solar que é espalhada ou refletida de volta para a Ter-
ra. Essa insolação difusa é responsável pela claridade do céu
durante o dia e pela iluminação de áreas que não recebem
iluminação direta do sol. As características do espalhamento
dependem, em grande parte, do tamanho das moléculas de
gás ou aerossóis. O espalhamento por partículas cujo raio é
bem menor que o comprimento de onda da radiação espalha-
da, como o caso do espalhamento da luz visível por moléculas
de gás da atmosfera, é dependente do comprimento de onda
(espalhamento Rayleigh), de forma que a irradiância monocro-
mática espalhada é inversamente proporcional à 4a potência
do comprimento (Eλs~1/λ4). Essa dependência é a base para
explicar o azul do céu.
36   Climatologia

Figura 3 Distribuição percentual da radiação solar incidente.

Conforme mencionado anteriormente, grande parte da


energia da radiação solar está contida no intervalo visível, en-
tre o vermelho e o violeta. A luz azul (≅0,425µ) tem compri-
mento de onda menor que a luz vermelha (λ≅0,625µ). Con-
sequentemente, a luz azul é aproximadamente 5,5 vezes mais
espalhada que a luz vermelha. Além disso, ela é mais espa-
lhada que o verde, amarelo e laranja. Assim, o céu, longe do
disco do sol, parece azul. Como a luz violeta (≅0,405µ) tem
um comprimento de onda menor que a azul, por que o céu
não parece violeta? Porque a energia da radiação solar conti-
da no violeta é muito menor que a contida no azul e porque o
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    37

olho humano é mais sensível à luz azul que à luz violeta. Como
a densidade molecular decresce drasticamente com a altura,
o céu, visto de alturas cada vez maiores, iria gradualmente
escurecer até tornar-se totalmente escuro, longe do disco so-
lar. Por outro lado, o Sol apareceria cada vez mais branco e
brilhante. Quando o Sol se aproxima do horizonte (no nascer e
pôr do sol) a radiação solar percorre um caminho mais longo
através das moléculas de ar, e, portanto, mais e mais luz azul
e com menor comprimento de onda é espalhada para fora
do feixe de luz, e, assim, a radiação solar contém mais luz do
extremo vermelho do espectro visível. Isso explica a coloração
avermelhada do céu ao nascer e pôr do sol. Esse fenômeno é
especialmente visível em dias nos quais pequenas partículas de
poeira ou fumaça estiverem presentes.

Quando a radiação é espalhada por partículas cujos raios


se aproximam ou excedem em aproximadamente até 8 vezes
o comprimento de onda da radiação, o espalhamento não
depende do comprimento de onda (espalhamento Mie). A ra-
diação é espalhada igualmente em todos os comprimentos de
onda. Partículas que compõem as nuvens (pequenos cristais
de gelo ou gotículas de água) e a maior parte dos aerossóis
atmosféricos espalham a luz do Sol dessa maneira. Por isso,
as nuvens parecem brancas e quando a atmosfera contém
grande concentração de aerossóis o céu inteiro aparece es-
branquiçado.

Quando o raio das partículas é maior que aproximada-


mente 8 vezes o comprimento de onda da radiação, a distri-
buição angular da radiação espalhada pode ser descrita pelos
38   Climatologia

princípios da ótica geométrica. O espalhamento de luz visível


por gotas de nuvens, gotas de chuva e partículas de gelo per-
tence a esse regime e produz uma variedade de fenômenos
óticos como arco-íris, auréolas etc.

Aproximadamente 30% da energia solar é refletida de vol-


ta para o espaço (Figura 3). Nesse número, está incluída a
quantidade que é retroespalhada. A reflexão ocorre na inter-
face entre dois meios diferentes, quando parte da radiação
que atinge essa interface é enviada de volta. Nessa interface,
o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão (lei da
reflexão). Dessa forma, a fração da radiação incidente que é
refletida por uma superfície é o seu albedo2. Portanto, o albe-
do da Terra como um todo (albedo planetário) é 30%, porém
varia no espaço e no tempo, dependendo da natureza da su-
perfície e da altura do Sol. Dentro da atmosfera, os topos das
nuvens são os mais importantes refletores. O albedo dos topos
de nuvens depende de sua espessura, variando de menos de
40% para nuvens finas (menos de 50 m) a 80% para nuvens
espessas (mais de 5000 m).

O espalhamento e a reflexão simplesmente mudam a di-


reção da radiação. Contudo, por meio da absorção, a ra-
diação é convertida em calor. Quando uma molécula de gás
absorve radiação, essa energia é transformada em movimento

2 Albedo é uma medida relativa da quantidade de luz refletida, o que


ocorre sobre superfícies de maneira direta ou difusa. É portanto uma me-
dida da refletividade da superfície de um corpo.
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    39

molecular interno, detectável como aumento de temperatura.


Portanto, são os gases que são bons absorvedores da radiação
disponível que têm papel preponderante no aquecimento da
atmosfera.

Nesse sentido, ao analisamos a Figura 4, que ilustra as


variações diárias de energia durante o ano na parte supe-
rior da atmosfera para várias latitudes, em calorias (cal/cm2/
dia), evidenciamos que há uma diminuição da insolação a
partir das regiões equatoriais, em direção aos pólos Sul e
Norte. Entretanto, em junho, o Pólo Norte recebe mais de
1.000 cal/cm2/dia, perfazendo mais do que é recebido em
qualquer dia do ano na latitude de 40°N ou até mesmo no
equador. Esses altos valores decorrem da extensa duração
do dia nos pólos no verão – 24 horas de luz solar por dia,
comparado com apenas 15 horas a 40°N e 12 horas no
equador, por exemplo. Nos pólos, o Sol no verão está baixo
no céu do meio-dia, dessa forma, a duração do dia duas
vezes maior do que no equador resulta em uma diferença de
apenas 200 cal/cm2/dia.

No mês de dezembro, o padrão se inverte. Observe que o


topo da atmosfera do Pólo Sul recebe muito mais insolação do
que o Pólo Norte em junho (mais de 1.100 cal/cm2/dia). Esse
fato decorre da Terra, ao longo de sua órbita, se encontrar
mais próxima do Sol, configurando o que chamamos de perié-
lio (ocorre por volta de 3 de janeiro de cada ano).
40   Climatologia

Figura 4 Insolação diária recebida no topo da atmosfera expressa em


cal/cm2/dia conforme a latitude e o mês, levando em conta a constante
solar de 1,97 cal/cm2/dia

Na latitude equatorial, dois períodos máximos de um pou-


co mais de 800 cal/cm2/dia ocorrem nos equinócios de prima-
vera e de outono, quando o ângulo dos raios solares é vertical
ao plano do horizonte local nesses dois períodos.
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    41

4. O Balanço de radiação

Uma das maneiras de observarmos o trânsito da energia que


a Terra recebe e irradia é por meio do balanço de radiação,
que, ao retratar a forma como os vários componentes do siste-
ma Terra-Atmosfera interagem com a energia que nele trafega
durante o ano, explica como ocorre o aquecimento da Tro-
posfera, primeira camada atmosférica logo após a superfície,
criada a partir do critério térmico. Para fins práticos com intuito
de facilitar a compreensão dessas interações do ponto de vista
espacial, considera-se o sistema Terra-Atmosfera como uma
superfície homogênea, sem a presença e diferenciações entre
as terras emersas e os oceanos, de modo a contemplar a va-
riação latitudinal de intensidade de energia, além do período
temporal de um ano.

Os processos de condução, convecção, advecção,


condensação e radiação formam um conjunto de variá-
veis importantíssimas para entendermos o fluxo de energia do
sistema Terra-Atmosfera. É importante ressaltar que tais variá-
veis são as principais responsáveis pelo aquecimento do ar na
baixa troposfera.

A condução ocorre dentro de uma substância ou entre


substâncias que estão em contato físico direto. Na condução,
a energia cinética dos átomos e moléculas (ou seja, o calor)
é transferida por colisões entre átomos e moléculas vizinhas.
O corpo mais quente cede calor para o mais frio. Um certo
42   Climatologia

volume de ar, por exemplo, irá se aquecer se estiver em conta-


to com uma superfície mais aquecida que ele, e irá se resfriar
pelo mesmo processo caso a superfície esteja a uma tempera-
tura mais baixa.

A convecção somente ocorre em líquidos e gases. A


transferência de calor acontece por meio de deslocamento
vertical das correntes atmosféricas. Consiste na transferência
de calor dentro de um fluído por meio de movimentos do
próprio fluído. O calor ganho na camada mais baixa da at-
mosfera através de radiação ou condução é mais frequente-
mente transferido por convecção. A convecção ocorre como
consequência de diferenças na densidade do ar. Quando o
calor é conduzido da superfície relativamente quente para o
ar sobrejacente, esse ar torna-se mais quente que o ar vizi-
nho. Ar quente é menos denso que o ar frio de modo que o
ar frio e denso desce e força o ar mais quente e menos denso
a subir. O ar mais frio é então aquecido pela superfície e o
processo é repetido.

Dessa forma, a circulação convectiva do ar transporta calor


verticalmente da superfície da Terra para a troposfera, sendo
responsável pela redistribuição de calor das regiões equato-
riais para os pólos. O calor é também transportado horizontal-
mente na atmosfera, por movimentos convectivos horizontais,
conhecidos por advecção. Esse padrão de troca de energia
ocorre como consequência de formação de um gradiente (di-
ferença de pressão entre áreas próximas. O ar sempre se des-
loca da área de alta para baixa pressão, levando com ele as
características térmicas da superfície que ele se originou.
Capítulo 3    O Balanço e o Processo de Radiação    43

O processo da condensação transfere para o ar atmosfé-


rico relevantes quantidades de energia, as quais foram utiliza-
das e consumidas pelo ambiente durante a dinâmica de eva-
poração da água da superfície, envolvendo a transformação
do calor latente aprisionado pela molécula de vapor d’água
em calor sensível. Esse processo é chamado de liberação de
calor latente.

Como vimos, a radiação consiste de ondas eletromagné-


ticas viajando com a velocidade da luz. Como a radiação é
a única que pode se deslocar no espaço vazio, essa é a princi-
pal forma pela qual o sistema Terra-Atmosfera recebe energia
do Sol e libera energia para o espaço.

5. Atividades Complementares
1) Como podemos conceituar a energia solar e sua relevân-
cia para o Sistema Terra-Atmosfera?

2) O que é constante solar?

3) Quais as razões para a energia solar não ser distribuída


igualmente ao longo da superfície terrestre?

4) Como se comporta a radiação solar incidente? Justifique.

5) Descreva três mecanismos básicos de transferência de calor.

Referências Bibliográficas
AYOADE, J. O.: Introdução à Climatologia para os
Trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. 332p.
44   Climatologia

CHRISTOPHERSON, ROBERT W. Geossistemas: uma in-


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2012.

MENDONÇA, F. & DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia:


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na de Textos, 2007.

STRAHLER, A. Geografía Física. Barcelona: Ediciones Ome-


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TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina


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