COXA VARA
DEFINIÇÃO
REDUÇÃO no angulo cervico-diafisário femoral (<110°)
Classificação (KEHL / ELMSLIE e FAIRBANK)
o CONGÊNITA
Defeito cartilaginoso primário no colo femoral
Causas: fêmur curto congênito, fêmur curvo congênito e
defeito femoral focal proximal (varo
subtroncantérico)
Ao nascimento: clinicamente pode não ser evidente,
mas radiograficamente é
Dismetria de MMII significante
o ADQUIRIDAm
Causas: trauma, infecção, doenças ósseas, epifisiólise e
DLCP
Patogenia:
Secundária a necrose da cabeça femoral
Secundária a alteração da placa de crescimento
o DESENVOLVIMENTO
Coxa vara da infância com alterações radiológicas
características sem outro envolvimento esquelético
Dismetria de MMII leve
Motivo: varo progressivo
Não tem encurtamento femoral diafisário de fato
EPIDEMIO
1:25mil NV
Sexo, raça e lado: sem predileção
Bilateral em 30-50%
o mais associados a displasias ósseas
Genética: AD com penetrância incompleta (relatos)
ETIOLOGIA
Desconhecida
Teoria
o Defeito primário na ossificação endocontral da porção
MEDIAL do colo femoral
Resultado - osso distrófico no aspecto inferomedial do
colo
Ao suportar carga, fadiga e gera deformidade em varo
progressiva (fise fica paralela as forças de
compressão)
o Aumento da pressão intrauterina
Geraria depressão no colo femoral do quadril em
desenvolvimento
o Insulto vascular
o Defeito na maturação da cartilagem e osso metafisário do
colo femoral
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
Época: entre começar andar e antes dos 6 anos
Claudicação indolor (fraqueza muscular abdutora + discreta
dismetria)
Bilateral: marcha bamboleante + hiperlordose lombar
Mais velha: dor profunda na nádega após exercícios prolongados
Exame físico
o Grande trocanter: mais proeminente e proximal
o Fraqueza abdutora: marcha e sinal de Trendelemburg
(motivo - TM acima do centro da cabeça, reduzindo o braço
de alavanca)
o Bilateral: marcha de pato / bamboleante
o Dismetria: raramente > 3cm (casos unilaterais)
o Joelho: pode ter valgo
o Restrição do ADM
Redução global
Mais reduzidos
ABDUÇÃO - pelo impacto do GT contra a pelve
RI - pela perda da anteversão femoral que ocorre
na coxa vara
RADIOGRAFIA
Confirmação diagnóstica: AP do quadril
Achados
o Redução do angulo cervicodiafisário (<90-100°)
o Placa fisária vertical
o Fragmento triangular metafisário no aspecto infeiror do colo
(aparência de Y invertido - 'SH II' - fragmento de FAIRBANK
ou TH) *
o Colo curto
o Anteversão reduzida
Quantificar o varo:
o Angulo cervicodiafisário e cabeça-diáfise: pouca precisão
o Angulo epifise-Hilgenreiner (WEINSTEIN)
Bom valor prognóstico
Angulo entre a placa fisário e a linha de Hilgenreiner =
16o (25o)
Coxa vara = 40-70º
HISTÓRIA NATURAL
Não tratado: varo progressivo -> fratura por estresse do colo +
degeneração precoce
Desconhecido: idade de início e velocidade de progressão
Nem todos são progressivos
Determinante da progressão: angulo E-H (16o)
o <45º - estável e não se espera progressão
o 45-60º - história imprevisível (acompanhar
radiograficamente a evolução)
o > 60º - vai progredir (recomendação: tto
cirúrgico)
TRATAMENTO
Objetivo: prevenção de deformidades femorais proximais
secundárias
Alvos:
o Corrigir o varo
o Mudar a forma como recebe a carga (cisalhamento -->
compressão)
o Corrigir dismetria
o Reestabelecer a função/força abdutora
CONSERVADOR
Assintomático + angulo HE < 45o
investigar dismetria (unilateral) e displasia (bilateral, pp)
Radiografia periódica até maturidade esquelética (ver
progressão)
45-60°: acompanhamento radiográfico, buscando progressão
Se desenvolver claudicação sintomática, Trendelemburg
ou deformidade progredir - considerar tto cirúrgico
Conduta
Não alteram história natural: restrição leito, tração e
imobilização (spica)
Ou seja: é apenas não fazer nada
CIRÚRGICO
Indicação:
angulo HE > 60°
Redução progressiva do angulo cervicodiafisário para <
90-100º
Claudicação sintomática ou Trendelemburg
Opções
Sem eficácia: epifisiodese do GT / pinagem e enxertia do
colo
Osteotomia valgizante (importante = ter uma boa
articulação)
OSTEOTOMIA VALGIZANTE
Objetivo:
Mudar a posição da fise proximal do femur (vertical
-->horizontal)
Vai reduzir as forças de cisalhamento sobre o colo
---> favorece a ossificação do defeito
Cervicodiafisário: 150-160o
Epifise-Hilgnereiner: < 38-40o
Níveis possiveis:
Colo - maior morbidade + pior resultado clínico
Intertrocantérica - Langenskiold e Pauwel (Y)
Consolidação mais fácil
Maior correção (por estar mais próximo ao
defeito)
Risco maior de lesão fisária
Subtrocantérica - Borden
Timming
Mais novo (~18m) - pior fixação (mais
cartilaginoso)
Mais velho (5-6a) - maior displasia acetabular
Ou seja: o mais precoce que o estoque ósseo do
paciente permitir fixação adequada
Local
PT - local de inserção do músculo psoas
Proximal ao PT
Correção mais fácil do varo
Pacientes maiores e/ou quadros mais graves:
dificuldade em corrigir varo e lateralizar
fragmento distal
Distal ao PT: mais fácil para lateralizar fragmento
distal
Considerações
Deve lateralizar fragmento distal
Alinhar diáfise com fossa do piriforme
Objetivo - manter a correta relação entre os 2
fragmentos da osteotomia
Se muito medializado, pode 'recuar' ou
aumentar a lamina da placa.
Se muito lateralizada, afundar ou diminuir.
Avaliar RE pré (retroversão femoral proximal):
considerar RI fragmento distal
Encurtamento (prox ou distal): facilita redução e
obtenção do varo (além de evitar tensionamento
de partes moles
NÃO cruzar a placa fisária com a placa
Objetivo: supercorreção do valgo
30-70% de recorrencia (correção insuficiente
intraop e perda pós-op por fixação inadequada)
Maior sucesso: angulo HE pós-op < 38-40o
(>40o = grandes chances de precisar revisar)
Sucesso:
manter correção do valgo + restaurar
crescimento fisário do femur proximal
Em poucos meses - defeito metafisário
triangular fecha
Angulo HE pós-op < 40o
OSTEOGENESE IMPERFECTA
Osteogênese imperfeita
→Anormalidade do tecido conjuntivo, de causa
genética, com fragilidade óssea.
→ Alteração no colágeno tipo I (duas alfa e uma
beta). Origem nos
cromossomos 17 e 7.
→ Diagnóstico pela história clínica, exame físico e
de imagem (fraturas/ossos
wormianos) e laboratorial (análise DNA ou
bioquímica do colágeno).
→ Sillence
- I: tipo mais comum. Autossômico dominante, com
defeito quantitativo. Escleras
azulada por toda a vida. Perda auditiva. Fraturas
ocorrem após início da
marcha. É o tipo menos severo. Pouca deformidade
em ossos longo. Pode ser
dividido alteração na dentinogênese (A normal e B
imperfeita).
- II: forma mais grave. Autossômica recessiva ou de
novo. Morte perinatal.
- III: forma mais grave entre os que sobrevivem.
Autossômico dominante, com defeito quantitativo e
qualitativo no colágeno. São comuns as
deformidades no nascimento. Devido as fraturas
precoces o adulto raramente passa de 100cm. As
escleras são azuis na infância.
- IV: forma intermediária. Autossômica dominante,
com alterações quantitativas e qualitativas do
colágeno. Não tem esclera azul nem perda auditiva.
Há baixa estatura. Pode ser dividido alteração na
dentinogênese (A normal e B imperfeita).
- V: similar ao tipo IV, caracterizando-se por
formação de calo hipertrófico nas fraturas dos ossos
longos e pela formação de sinostose radioulnar.
- VI: similar ao tipo IV, porém com defeito na
mineralização óssea (biópsia).
→ Looser/Seedorf/Shapiro: congênita (A:útero com
deformidades e B:útero sem deformidades) e tarda
(A:antes da marcha e B:depois da marcha). Indica
prognóstico.
→ A consolidação é normal. Tratamento com
bifosfonatos (pamidronato 7mg/kg/ano).
→ Cirúrgico: Sofild/Milar = osteotomias em ossos
longo + correção da deformidade + fixação com
hastes telescopáveis (Bailey/Dubow ou
Fassier/Duval).
INTRODUÇÃO
'Doença do osso frágil'
Maioria: desordem do colágeno (quanti ou qualitativa)
Fenótipo variável
ETIOLOGIA
Defeito básico: colágeno
Genes envolvidos:
o COL 1A1 (cr 7q)
o COL 1A2 (cr 17q)
o Colágeno tipo 1 = osso, dentina, esclera, pele, ossículos,
vasos e valvas cardíacas
Falha:
o glicina ---- trocada por ----> arginina/cisteína
o Produção de colágeno defeituoso ou reduzida ----> defeito
qualitativo ou quantitativo
Quantitativo
Tipo I (III e IV)
Osso mais frágil
Infância: pelo crescimento, tem um turnover osseo
alto, o que nao permite uma formaçao de osso de
qualidade
Puberdade: como cessa o crescimento (baixa o
turnover osseo), consegue formar osso mais
proximo do normal
por isso,
reduz a
incidencia
de fraturas)
Qualitativo
Tipo II, III e IV
Defeito primário: osteoporose por anormalidade do colágeno
o Osso fica mais ductivel
o Osteoporose secundária a imobilização, desuso e restrição
de carga
EPIDEMIO
2-5:100mil NV
I > II > III > IV
CLASSIFICAÇÃO
SILLENCE '' a 1a é leve, depois vai amenizando a partir
da mais grave''
I - forma leve + fx após nascimento (pré-escolar) +
esclera azul ----> AD
Mais COMUM
Menor repercussão óssea (não
deformante)
Perda auditiva precoce
Fraturas: geralmente com inicio da
marcha, reduzindo após puberdade
Espiral ou transversa,
principalmente em MMII
Fratura avulsão (olécrano e
patela)
A ou B
Defeito QUANTITATIVO (produzem só
50%)
II - forma letal perinatal + esclera azul
-----> AR (25% trans) / AD / espontanea
Mais GRAVE
Natimorto ou morte neonatal
Multiplas fraturas intra-útero (pp ossos
longos)
Femur e costelas 'amassados'
Hipoplasia pulmonar
Malformação SNC + hemorragias
USG: MMII amplos e curtos com
hipoecogenicidade e baixa sombra
defeito QUALITATIVO
III - forma grave + fx ao nascimento + deformidade
progressiva ----> AR
Defeito QUALITATIVO E QUANTITATIVO
Forma mais grave que sobrevive
(sobrevida ~ 3a década)
Face triangular+ crânio largo
extrema BE + deformidade nos
membros
Escoliose, cifose e deformidade
torácica (múltiplas fraturas vertebrais
por compressão)
Escleras deixam o tom azul com a
evolução (puberdade)
Invaginação basilar
Dentinogênese
Deambulação - cadeira de rodas ou
órtese
RX:
OP grave + deformidades
Coxa vara (25%)
Vertebra biconcava e pediculos
alongados
Aspecto de 'PIPOCA' na fise e
metáfise durante a infância
IV - forma moderadamente grave + fragilidade óssea
---> AD
Espectro de fragilidade (entre I e III)
Defeito QUALITATIVO e QUANTITATIVO
Sem esclera azul
A ou B
V - 'hipercalo'
diagnóstico radiográfico diferencial de
osteossarcoma *
Diferença: o osteossarcoma é em
paciente mais velho que da OI
Forma calo ósseo grande após fratura
Ossificação de membras interósseas
(perna e antebraço)
Luxação ou subluxação da cabeça do
radio (80%)
VI - fenótipo semelhante ao tipo IV
Colágeno normal
Defeito na mineralização óssea (osso novo)
embora não tenha alterações bioquimicas e
deformidades na placa de crescimento igual ao
raquitismo
Problema no reticulo endoplasmático:
VII - rizomelia + coxa vara (Canadá/ cromossomo 3 -
sem relação com colágeno)
VII - rizomelia + grave, inclusive morte (África do Sul)
IX - não tem rizomelia
Problema na molécula que liga e acompanha o pró
colágeno:
X - displasia óssea grave, esclera azul, dentinogenese,
estenose pilórica e nefrolitíase
XI - displasia óssea, frouxidão ligamentar, platispondilia
e escoliose
A - sem dentinogenese imperfecta
B - com dentinogenese imperfecta
LOSSER
OI CONGENITA - multiplas fx ao nascimento
OI TARDA - fx após periodo neonatal
SHAPIRO
OI CONGENITA - fx ao nascimento (AR)
A - deformidades marcantes / esmagamento ósseo /
incompativel com a vida = SILLENCE II
B - mais em ossos longos / compatível com a vida
= SILLENCE III
OI TARDA - fx após nascimento (AD)
A - antes de deambular
= SILLENCE IV
B - após deambular
= SILLENCE I
ANATOMIA PATOLÓGICA
Trabeculas ósseas delgadas e desorganizadas
Fise: larga e irregular
Metáfise e fise na infância: aspecto de PIPOCA
Atividade
Osteblástica: aumentada
Osteoclástica: normal ou aumentada
Consolidação: tempo normal
Pseudoartrose: rara
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
Fragilidade óssea
Fratura recorrentes durante a infância (principalmente, na fase
pré-escolar)
Dor óssea: cronica, incessante e relacionada a fraturas antigas
Fraqueza muscular, frouxidão ligamentar e hipermobilidade
Disturbio colágeno:
Olho - esclera azulada/cinza (I e II / III - deixa de ser azul na
puberdade)
Dente - menos, deformados e mais translucidos
(dentinogenese)
TIPO I (leve)
mais COMUM
Não deformante (sem deformidades ósseas)
Estatura normal ou no limite inferior da normalidade
Fraturas pela infância que se tornam incomuns após
puberdade
Transversa e espiral de osso longos dos MMII
Fratura avulsão (olecrano e patela)
Esclera azulada
Surdez pré-senil (50%)
Perda auditiva precoce - 3a década de vida
Componentes: condutivo + neurosensorial
TIPO II (letal perinatal)
Mais GRAVE (morte perinatal)
Fraturas intraútero --- simula nanismo micromélico
Encurtamento acentuado dos membros + formatos
aberrantes nos ossos longos e cranio
Femur e costelas 'amassados'
Hipoplasia pulmonar e malformações do SNC
Torax em quila
Rosto de duende - cranio irregular + face afilada
Cranio - ilhas de ossificação (ICEBERG)
Morte (por volta do 1o ano) - hemorragias IC, torácica e
complicações respiratórias
USG
Faz diagnóstico pré-natal (membros curtos
hipoecogenicos e baixo sombreamento)
Não diferencia II e III
TIPO III (grave)
Mais grave que sobrevive
Cranio largo + hipoplasia dos osso faciais = face
triangular
Escleras azuladas vão normalizando até a puberdade
Baixa estatura + deformidades ósseas
Fratura vertebral - cifose, escoliose e deformidades da
caixa torácica
Mobilidade: cadeira de rodas ou órtese
Radiografia
Osteopenia
Deformidades (pelas fraturas prévias)
Epifise e metáfise - aparencia de 'pipoca' (na
infancia)
>25% tem coxa vara
Vertebra
Pediculos alargados
Biconcava
Invaginação basilar do cranio
- cefaleia, paralisia nervo craniano, disfagia,
hiperreflexia, nistagmo, perda auditiva e
quadriparesia
Consolidação: tempo normal
Fraturas são frequentes desde a primeira infancia
Pior prognóstico de marcha = quanto mais cedo
começar a fraturar (gravidade da doença)
TIPO IV (moderada)
Baixa estatura
Deformidades ósseas
Esclera normal
Mais envolvido: MMII (femur)
Fratura no mesmo local (comum)
OP de desuso (pela imobilizaçao)
Deformidade óssea residual (concentração de estresse)
Rigidez articular (pela imobilização)
Padrão de deformidade S
FEMUR - proximal: VARO / diáfise: ANT-LAT
TIBIA - desvio ANT-MED
UMERO - desvio ANT-LAT
COTOVELO - cubito VARO + contratura em FLEXO +
limitação da supinação (MIO ossificada)
COLUNA - escoliose torácica
Face triangular
Cabeça em 'capacete de soldado'
Lesão tendinea (patelar e aquiles)
Pele fina e translúcida
Dentinogese
pode estar presente em TODAS
Mais nos dentes deciduos ('de leite')
Perda auditiva
Mais comum - tipo I (40%)
Geralmente após a puberdade
Causa:
compressão do nervo vestibulococlear por
colabamento do meato acústico
anquilose dos ossículos
Ostoesclerose coclear
Escoliose (20-40%): torácica
Ocular
Esclera azulada - I, II e III (já foi usada para
diferencias III x IV)
'anéis de saturno' - halo branco em torno da corne
Visão normal
Predisposição ao descolamento de retina
DIAGNÓSTICO
HFAM + análise clinico-radiológica
Pré-natal (USG)
II - 14-16a sem IG
III - 16-18a sem IG
Comprovação laboratorial (formas leves)
Eletroforese do col 1 (Bx pele)
Análise DNA
Esclera: até 1 ano, bebês normais podem ter esclera azulada
DMO: baixa massa óssea
Laboratorio
NÃO tem exame diagnóstico específico
Ca e P - normais
FA - elevada (atividade osteblástica)
TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO
PAMIDRONATO (bifosfonato) --- uso por 2-4 anos
Base: molécula de pirofosfato (unico inibidor natural da
reabsorção óssea)
Indicações: casos graves
Benefícios:
Melhora da DMO (densitometria)
Reduz numero de fraturas e pseudoartroses (nao
atrasa consolidação)
Melhora mobilidade
Radiografia: linha esclerótica que se forma na placa de
crescimento a cada ciclo de tratamento
Complicação: osteopetrose
Vit A e D, fluoreto de sódio, calcitonina e óxido magnesio -
sem valor
Hormonios gonadais - NÃO (associado a puberdade precoce,
inversão de caracteres sexuais)
ÓRTESE
Pode precisar para deambular
HKAFO - nos mais graves (inclusive, reduz fraturas)
Não-deambuladores: cadeira de roda motorizadas (fraqueza
MMSS)
FRATURAS
Mais importante: prevenção
Lembrar: tempo de consolidação é normal
Desvios angulares costumam ser mais tolerados (difícil
manter e conter o alinhamento após múltiplas fxs)
Imobilização: pelo menor tempo possível (1-2sem)
Manter imobilizado até cessarem os sintomas
Dor + sem imagem radiográfica de fratura: imobilizar
Manejo
RN - se instável ou interfere na manipulação: imobilizar
(estabiliza em 1-2 sem)
Crianças mais velhas e adultos (pp nos menos graves):
tratar de acordo com a fratura
Preferencia: fixação intramedular
Opção
Multiplas osteotomias sobre HIM ( SOFIELD)
HIM telescópica
MANEJO DA DEFORMIDADE
Indicação:
fraturas repetidas pela deformidade
Corrigir para melhor ortetização e deambulação
Metodos
Osteoclasia fechada sem fixação IM
Manipulação sob anestesia + imobilização
Indicação: paciente não tolera tratamento cirúrgico
Osteoclasia fechada com fixação IM percutânea
Manipulação fechada + fixação percutânea
Indicação: paciente não tolera fixação interna pela
fragilidade óssea
Ostetotomia aberta + fixação interna SOFIELD
Multiplas osteotomias diafisárias + fixação IM
Fixador circular
COLUNA
Mais comum: ESCOLIOSE TORÁCICA
Curvas progressivas > 25o: mais comum na tipo III (grave)
Bifosfonatos: não previnem escoliose
Órtese: não alteram progressão, mesmo nas curvas
pequenas
Cirurgia: altas taxas de complicação (mais comum - perda
sanguinea > 2,5 L)
DEFORMIDADES
Haste de crescimento: técnica de FASSIER-DUVAL
Beneficio: menor taxa de revisão por migração da haste
Parafusos esponjosos nas extremidades (melhor
ancoramento na epífise e metáfise)
Técnica
1. fazer a(s) osteotomia(s)
para permitir a passagem da haste pelo osso
deformado
2. fresar o fragmento proximal
3. entrar com MACHO pela osteotomia, saindo por
proximal
4. entrar por proximal com a FEMEA, sobre o
macho, até o fragmento distal (já cortada antes)
5. colocar a haste