CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACVEST
BACHARELADO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
RENATA SOARES DA MATA
IMPLEMENTAÇÃO DE UMA REDE SEGURA COM CONTROLE DE ACESSO
UTILIZANDO MIKROTIK ROUTEROS
CORAÇÃO DE JESUS - MG
2025
RENATA SOARES DA MATA
IMPLEMENTAÇÃO DE UMA REDE SEGURA COM CONTROLE DE ACESSO
UTILIZANDO MIKROTIK ROUTEROS
Trabalho de conclusao de curso apresentado ao Centro
Universitario UNIFACVEST como parte dos requisitos para
a obtençao do grau de Bacharel em Ciencia da Computaçao.
Orientador: Prof. Marcio Jose Sembay
CORAÇÃO DE JESUS - MG
2025
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a todos que acreditaram em mim e me apoiaram durante essa trajetoria
academica.
DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE PLÁGIO
Eu, Renata Soares da Mata, declaro que, com exceçao das citaçoes diretas e indiretas claramente
indicadas e referenciadas, este trabalho foi escrito por mim e nao contem plagio. Estou consciente de
que a utilizaçao de material de terceiros sem a devida referencia caracteriza plagio e pode implicar
em sançoes legais. Declaro tambem que nao utilizei inteligencia artificial para a redaçao deste
trabalho.
Coraçao de Jesus - MG, 2025
_________________________________ Renata Soares
da Mata
RESUMO
Este trabalho apresenta a implementaçao de uma rede segura com controle de acesso utilizando o
MikroTik RouterOS. O objetivo principal e demonstrar como pequenas e medias empresas podem
proteger seus ativos digitais atraves de configuraçoes adequadas de firewall, VPN e autenticaçao de
usuarios. A metodologia emprega uma pesquisa aplicada com estudo de caso em ambiente real, e os
resultados comprovam a eficiencia da soluçao proposta para mitigar vulnerabilidades comuns em
redes corporativas.
Palavras-chave: Rede Segura. Controle de Acesso. MikroTik RouterOS.
ABSTRACT
This work presents the implementation of a secure network with access control using MikroTik
RouterOS. The main objective is to demonstrate how small and medium-sized companies can
protect their digital assets through proper firewall, VPN, and user authentication configurations. The
methodology employs applied research with a realworld case study, and the results prove the
efficiency of the proposed solution to mitigate common vulnerabilities in corporate networks.
Keywords: Secure Network. Access Control. MikroTik RouterOS.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇAO ...........................................................................................Erro! Indicador não definido.
2 FUNDAMENTAÇAO TEORICA.............................................................Erro! Indicador não definido.
3 METODOLOGIA..................................................................................................................................................... 12
4 PARTE PRATICA...................................................... ..............................................................................................14
5 RESULTADOS E DISCUSSAO................................. ........................................................................................... 20
6 CONCLUSAO......................................................... ................................................................................................... 23
REFERENCIAS......................................................... ....................................................................................................25
1 INTRODUÇÃO
A segurança da informação em redes corporativas é uma preocupação
crescente na era digital, onde dados sensíveis trafegam constantemente entre
dispositivos e servidores. Nesse contexto, garantir a integridade, confidencialidade e
disponibilidade das informações é essencial para o funcionamento saudável de qualquer
organização. A crescente sofisticação das ameaças cibernéticas, como ataques de
ransomware, phishing e exploração de vulnerabilidades, tem colocado em evidência a
necessidade de implementar políticas e ferramentas de proteção cada vez mais eficazes.
As empresas, independentemente do porte, dependem de seus sistemas de
informação para o desenvolvimento de atividades administrativas, comerciais e
operacionais. Dessa forma, qualquer comprometimento na rede pode gerar prejuízos
financeiros, perda de reputação e até sanções legais. A Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD), em vigor desde 2020, reforça esse cenário ao obrigar organizações a adotarem
medidas técnicas e administrativas que garantam a privacidade e segurança dos dados
pessoais. Assim, investir em soluções que assegurem proteção não é apenas uma boa
prática, mas também um requisito legal e ético.
O MikroTik RouterOS surge como uma solução acessível e poderosa para
atender a essas demandas. Com suporte a recursos como firewall, VPN, controle de
acesso, roteamento dinâmico e segmentação de redes, o RouterOS se destaca pela
flexibilidade, escalabilidade e custo reduzido em comparação a soluções de grandes
fabricantes. Isso torna o sistema especialmente atrativo para pequenas e médias
empresas, que muitas vezes não possuem orçamento elevado para infraestrutura de
segurança, mas precisam de confiabilidade e proteção robusta.
A relevância deste trabalho reside em propor uma implementação prática de
rede segura com controle de acesso utilizando o MikroTik RouterOS. Busca-se
demonstrar como, a partir de ferramentas já disponíveis na solução, é possível estruturar
políticas de defesa consistentes, mitigando vulnerabilidades e garantindo o
funcionamento estável do ambiente corporativo. Ao longo deste estudo, serão abordados
conceitos teóricos fundamentais sobre segurança da informação, as etapas
metodológicas aplicadas em um estudo de caso real, os procedimentos práticos de
configuração e, por fim, a análise dos resultados obtidos após a implementação.
A introdução ainda ressalta a necessidade de tratar a segurança da informação
de forma integrada à cultura organizacional. Isso significa que não basta apenas
configurar firewalls ou implementar VPNs: é preciso que colaboradores estejam cientes
de boas práticas, que gestores entendam a importância da segurança como investimento
estratégico, e que a equipe de TI mantenha rotinas de monitoramento, atualização e
auditoria. Sem esse tripé formado por pessoas, processos e tecnologia, qualquer
infraestrutura se torna vulnerável, independentemente da robustez das ferramentas
adotadas.
Assim, este trabalho busca contribuir não apenas com uma proposta técnica,
mas também com uma reflexão sobre como pequenas e médias empresas podem
construir uma postura mais madura diante da segurança cibernética. O uso do MikroTik
RouterOS será apresentado como estudo de caso prático, demonstrando a viabilidade
de alcançar resultados expressivos em termos de proteção e desempenho, sem a
necessidade de altos custos com equipamentos de fabricantes de grande porte.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A literatura sobre segurança da informação destaca a importância de
abordagens multidimensionais, que envolvem pessoas, processos e tecnologia. A defesa
em profundidade, proposta por Stallings (2022), mostra que cada camada de proteção
adiciona obstáculos a invasores, dificultando o sucesso de ataques. Esse conceito é
essencial, pois não existe solução única capaz de garantir a proteção total: o ideal é
combinar mecanismos como firewalls, sistemas de detecção de intrusos (IDS),
criptografia, autenticação forte e monitoramento contínuo.
O uso de firewalls, como afirmam Melo e Pereira (2022), continua sendo o
primeiro nível de defesa contra ataques externos. O firewall tem a função de filtrar
pacotes, permitindo apenas tráfego autorizado de acordo com políticas definidas.
Contudo, sozinho, não é capaz de impedir ataques internos ou exploração de falhas em
aplicações, reforçando a importância da segmentação de rede e de mecanismos
complementares.
Nesse sentido, o MikroTik RouterOS oferece um conjunto de ferramentas
avançadas que possibilitam implementar várias camadas de segurança em um único
dispositivo. Entre elas, destacam-se:
Firewall dinâmico e flexível, com suporte a regras complexas de filtragem, NAT
e listas de endereços.
Autenticação RADIUS e controle de usuários, permitindo centralização da
gestão de acessos.
Segmentação com VLANs, que possibilita isolar setores da empresa,
reduzindo riscos de movimentação lateral em caso de invasão.
Listas de Controle de Acesso (ACLs), usadas para restringir permissões de
tráfego entre segmentos.
VPNs seguras (L2TP/IPSec, OpenVPN e SSTP), garantindo confidencialidade
no acesso remoto.
Além dos aspectos técnicos, é fundamental compreender o fator humano
como elo mais frágil da segurança. Estudos recentes de Machado et al. (2023) destacam
que falhas humanas, como uso de senhas fracas, clique em links suspeitos e descuido
no manuseio de informações, estão entre as principais causas de incidentes de
segurança. Por isso, a conscientização e o treinamento contínuo dos usuários são
considerados pilares indispensáveis na proteção de redes corporativas.
Outro ponto importante refere-se à auditoria e ao monitoramento. Logs de
sistema são valiosas fontes de informação para identificar anomalias, tentativas de
ataque e mau uso dos recursos de rede. O RouterOS possui funcionalidades nativas para
geração e exportação de logs, que podem ser integradas a sistemas de análise
centralizada (Syslog, por exemplo), permitindo respostas rápidas a incidentes.
Por fim, a fundamentação teórica deve considerar o arcabouço legal. No Brasil,
a LGPD (Lei nº 13.709/2018) obriga empresas a adotar medidas de segurança para
proteger dados pessoais. O descumprimento pode resultar em multas significativas e
danos à reputação corporativa. Dessa forma, investir em políticas de segurança não é
apenas um diferencial competitivo, mas também uma obrigação legal.
A base teórica apresentada estabelece o alicerce para a metodologia e a
prática deste trabalho, demonstrando que a adoção de uma solução como o MikroTik
RouterOS não se limita a uma escolha técnica, mas se insere em um contexto maior de
governança, conformidade e estratégia organizacional.
3 METODOLOGIA
A pesquisa foi classificada como aplicada, de abordagem qualitativa e
desenvolvida por meio de estudo de caso. Essa escolha se justifica pela necessidade de
compreender e propor soluções práticas para problemas concretos enfrentados em redes
corporativas. O ambiente de estudo selecionado foi uma empresa de médio porte
localizada em Montes Claros – MG, que apresentava desafios relacionados à falta de
segmentação, ausência de políticas de segurança estruturadas e vulnerabilidades
críticas em sua rede.
O primeiro passo metodológico consistiu em realizar um diagnóstico da
infraestrutura existente. Foram mapeados os ativos de rede (roteadores, switches,
servidores e estações de trabalho), bem como identificadas práticas de segurança em
uso. Entre os principais problemas encontrados estavam:
utilização de senhas fracas e repetidas entre diferentes serviços;
ausência de políticas de backup regulares;
falta de segmentação da rede, permitindo comunicação irrestrita entre todos
os departamentos;
inexistência de registros de log centralizados;
conexões remotas realizadas sem criptografia adequada.
Após a fase de diagnóstico, definiu-se a arquitetura de rede a ser
implementada utilizando um roteador MikroTik RB3011UiAS-RM como gateway principal.
Foram estabelecidos os seguintes objetivos para a intervenção:
Aplicar regras de firewall para filtragem de tráfego.
Configurar segmentação de rede por VLANs, isolando setores estratégicos.
Implementar listas de controle de acesso (ACLs) para restringir comunicação
entre segmentos.
Implantar VPN segura (L2TP/IPSec) para conexões externas.
Criar políticas de backup e auditoria de logs.
Durante a implementação, cada etapa foi documentada de forma detalhada,
incluindo capturas de tela das configurações, diagramas de topologia de rede e relatórios
de testes realizados. Essa documentação não apenas serviu como registro para futuras
auditorias, mas também como guia de manutenção para a equipe de TI da empresa.
A metodologia também incluiu entrevistas semiestruturadas com profissionais
de TI e usuários da rede, visando avaliar a percepção da segurança antes e depois da
implementação. Esse aspecto qualitativo foi importante para compreender a aceitação
das mudanças e identificar possíveis pontos de resistência cultural.
A análise dos resultados se deu de forma descritiva e comparativa,
confrontando o estado inicial da rede com a situação após a implementação. O foco foi
avaliar tanto indicadores técnicos (redução de tentativas de acesso não autorizado,
desempenho de rede, estabilidade das conexões) quanto aspectos organizacionais (nível
de conscientização dos usuários, agilidade no atendimento a incidentes).
4 PARTE PRÁTICA
A parte prática do trabalho consistiu na execução das configurações propostas
no MikroTik RouterOS. As etapas foram realizadas de forma sequencial, com testes
intermediários para garantir que cada recurso funcionasse corretamente antes de
avançar.
Configuração das interfaces de rede: cada porta do roteador foi configurada
com endereços IP específicos, associando-as a diferentes VLANs para garantir a
segmentação adequada.
Criação de servidor DHCP: cada segmento recebeu um pool de endereços
exclusivo, permitindo a distribuição automática de IPs de acordo com a VLAN
correspondente.
Definição de regra NAT para saída de internet: configurou-se o masquerade,
permitindo que múltiplos dispositivos compartilhassem o mesmo endereço público.
Aplicação de regras de firewall: foram criadas regras para bloquear portas não
utilizadas, restringir tráfego entre VLANs e permitir apenas conexões autorizadas para
serviços internos.
Criação de listas de endereços: os IPs foram agrupados em listas para facilitar
a aplicação de regras de acesso diferenciadas entre setores, como financeiro, RH e
administrativo.
Configuração de VPN L2TP/IPSec: implementou-se acesso remoto seguro
para colaboradores em home office, com autenticação por usuário e senha forte.
Segmentação em VLANs: setores críticos foram isolados, reduzindo riscos de
movimentação lateral em caso de invasão.
Testes de acesso e navegação: foram simulados cenários de uso real,
validando se os bloqueios estavam funcionando e se o tráfego permitido fluía
normalmente.
Todos os procedimentos foram registrados em relatórios técnicos e
complementados por capturas de tela das configurações realizadas. Os logs gerados
durante os testes foram analisados para verificar a ocorrência de bloqueios indevidos,
falhas de autenticação ou tentativas de intrusão.
Além das configurações básicas, foram implementadas medidas adicionais de
segurança:
Proteção contra ataques de força bruta no acesso remoto, limitando tentativas
de login por IP.
Configuração de alertas por e-mail para eventos críticos, como falhas de
autenticação VPN.
Implementação de regras de QoS (Quality of Service), priorizando tráfego de
sistemas críticos, como ERP e sistemas financeiros.
Essa abordagem prática demonstrou que, mesmo utilizando um único
equipamento, é possível construir uma infraestrutura de segurança robusta e adaptada
às necessidades de pequenas e médias empresas.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados da implementação foram avaliados a partir de indicadores
técnicos e organizacionais. Do ponto de vista técnico, observou-se redução significativa
nas tentativas de acesso não autorizado, registradas nos logs do roteador. Antes da
intervenção, a rede apresentava diversas tentativas de conexão suspeita a portas
abertas. Após a aplicação das regras de firewall e segmentação, essas tentativas
passaram a ser bloqueadas imediatamente, diminuindo o risco de invasão.
Outro resultado importante foi a melhoria no desempenho da rede. A
segmentação por VLAN reduziu o tráfego desnecessário entre setores, liberando largura
de banda e aumentando a eficiência das aplicações críticas. Colaboradores do setor
financeiro, por exemplo, relataram maior estabilidade ao acessar sistemas internos após
a configuração.
A implantação da VPN L2TP/IPSec trouxe benefícios relevantes para
colaboradores em regime de home office. Testes mostraram que os dados transmitidos
eram devidamente criptografados, garantindo confidencialidade e integridade. Além
disso, a autenticação individual permitiu identificar claramente os responsáveis por cada
acesso, facilitando auditorias.
Do ponto de vista organizacional, a auditoria de logs possibilitou maior
visibilidade sobre atividades suspeitas, como tentativas de login com senha incorreta ou
acessos fora do horário comercial. Isso permitiu respostas rápidas a incidentes,
reduzindo potenciais danos.
Outro aspecto relevante foi a mudança de cultura dentro da empresa. Após
treinamentos realizados pela equipe de TI, os usuários passaram a compreender a
importância de boas práticas, como uso de senhas fortes e cuidado com e-mails
suspeitos. Essa conscientização reduziu o número de tickets de suporte relacionados a
falhas básicas de segurança.
Entretanto, o estudo também apontou desafios. A configuração avançada do
MikroTik RouterOS exige conhecimento técnico aprofundado, o que pode ser uma
barreira para empresas sem equipe de TI qualificada. Além disso, a manutenção contínua
é essencial: regras de firewall precisam ser atualizadas, certificados de VPN renovados
e logs analisados regularmente. Sem esse acompanhamento, parte dos benefícios pode
ser perdida ao longo do tempo.
De modo geral, os resultados reforçam que soluções acessíveis, quando bem
aplicadas, são capazes de oferecer segurança robusta até mesmo para organizações de
médio porte. O estudo demonstra que o equilíbrio entre custo, desempenho e proteção é
viável com o uso do MikroTik RouterOS, desde que acompanhado de políticas de gestão
adequadas.
6 CONCLUSÃO
A implementação de uma rede segura utilizando MikroTik RouterOS mostrou-
se viável e eficiente, principalmente para pequenas e médias empresas que necessitam
de soluções de baixo custo sem abrir mão da segurança. O trabalho evidenciou que, com
o uso adequado dos recursos disponíveis no RouterOS, é possível construir camadas de
proteção consistentes, mitigando vulnerabilidades e garantindo a continuidade dos
serviços corporativos.
A pesquisa comprovou que a combinação de recursos técnicos, políticas de
segurança bem definidas e capacitação dos usuários contribui significativamente para a
mitigação de riscos. O estudo de caso demonstrou reduções concretas em tentativas de
acesso não autorizado, melhorias no desempenho da rede e maior controle sobre
atividades de usuários.
No entanto, ficou evidente que a eficácia do MikroTik RouterOS depende de
manutenção contínua, auditorias regulares e atualização constante das configurações. A
segurança da informação não deve ser tratada como solução pontual, mas sim como
processo dinâmico, que exige monitoramento permanente, investimento em treinamento
e adequação às mudanças tecnológicas e legais.
Conclui-se, portanto, que o MikroTik RouterOS representa uma alternativa
poderosa e acessível para empresas que buscam fortalecer sua segurança cibernética.
Sua flexibilidade, aliada a um custo competitivo, o torna uma solução estratégica para
pequenas e médias organizações. Contudo, para que todo o potencial seja explorado, é
indispensável que gestores e equipes de TI mantenham postura proativa, integrando a
segurança à cultura organizacional e reconhecendo-a como parte essencial da
sustentabilidade do negócio.
Assim, este trabalho reforça que segurança da informação vai muito além da
tecnologia: trata-se de um compromisso contínuo com a proteção dos ativos digitais, da
reputação e da confiança junto a clientes, parceiros e colaboradores.
profundidade, proposta por Stallings (2022), mostra que cada camada de
proteção adiciona obstáculos a invasores. O uso de firewalls, como afirmam Melo e
Pereira (2022), continua sendo o primeiro nível de defesa contra ataques externos.
O MikroTik RouterOS oferece suporte a ferramentas avançadas de firewall,
autenticação RADIUS, VLANs e ACLs, permitindo políticas de segmentação e controle
de acesso eficazes. Além disso, destaca-se a importância da conscientização dos
usuários, considerados o elo mais frágil da segurança, e da auditoria de logs,
fundamentais para detecção de incidentes (Machado et al., 2023).
O trabalho também considera aspectos legais, como a LGPD, que exige
medidas técnicas e administrativas para proteger dados pessoais, tornando a segurança
de redes não apenas uma boa prática, mas uma obrigação legal.
3 METODOLOGIA
A pesquisa é classificada como aplicada, de abordagem qualitativa e com
estudo de caso. O ambiente de estudo foi uma empresa de médio porte localizada em
Montes Claros – MG. Inicialmente, realizou-se um diagnóstico da infraestrutura de rede
existente, identificando vulnerabilidades como ausência de segmentação, uso de senhas
fracas e falta de políticas de backup.
A implementação contou com um roteador MikroTik RB3011UiAS-RM,
configurado como gateway principal. Foram aplicadas regras de firewall, segmentação
por VLAN, listas de controle de acesso (ACLs) e implantação de VPN L2TP/IPSec para
conexões remotas seguras. Todas as etapas foram documentadas para futuras auditorias
e manutenções, em conformidade com normas de boas práticas.
4 PARTE PRÁTICA
Durante a implementação prática no MikroTik RouterOS, foram realizadas as
seguintes etapas:
- Configuração das interfaces de rede;
- Criação de servidor DHCP;
- Definição de regra NAT para saída de internet;
- Aplicação de regras de firewall para filtragem de tráfego;
- Criação de listas de endereços para controle de acessos;
- Configuração de VPN L2TP/IPSec;
- Segmentação em VLANs;
- Testes de acesso e navegação, validando bloqueios e permissões.
Essas configurações foram registradas com capturas de tela e relatórios de logs,
garantindo documentação adequada.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados demonstraram redução significativa nas tentativas de acesso
não autorizado e melhoria no desempenho da rede. O uso de VPNs assegurou a
confidencialidade e integridade dos dados transmitidos por colaboradores em home
office. A segmentação de VLANs isolou setores críticos, como financeiro e RH, de outros
departamentos, reduzindo a superfície de ataque.
Além disso, a auditoria de logs possibilitou o rastreamento de atividades
suspeitas e respostas rápidas a incidentes. O estudo reforça que, mesmo em pequenas
e médias empresas, é possível estruturar políticas de segurança robustas com soluções
acessíveis como o MikroTik RouterOS.
6 CONCLUSÃO
A implementação de uma rede segura utilizando MikroTik RouterOS mostrou-
se viável e eficiente, principalmente para pequenas e médias empresas que necessitam
de soluções de baixo custo sem abrir mão da segurança. A pesquisa comprovou que a
combinação de recursos técnicos, políticas de segurança bem definidas e capacitação
dos usuários contribui significativamente para a mitigação de vulnerabilidades.
O MikroTik RouterOS se apresentou como uma ferramenta poderosa, mas sua
eficácia depende da manutenção contínua, auditorias regulares e capacitação da equipe
de TI. Conclui-se que a segurança da informação deve ser tratada como um processo
dinâmico, integrado à cultura organizacional, e não como uma solução pontual.
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Acesso em: 21 ago. 2025.