0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações16 páginas

Princípios da Licitação Pública

Apostila de Hermenêutica

Enviado por

LUIZ COLUSSI
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações16 páginas

Princípios da Licitação Pública

Apostila de Hermenêutica

Enviado por

LUIZ COLUSSI
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

LICITAÇÃO

Licitação é o procedimento administrativo realizado pela Administração Pública


prévia a contratação, e que destina a selecionar a melhor proposta, garantindo a
igualdade entre os participantes e promovendo o desenvolvimento nacional.

A Constituição Federal no artigo 37, XXI, CF prescreve que “ressalvados os casos


especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados
mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as
condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências
de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das
obrigações”.

Em consequência, a Lei 14.133/21 que revogou a anterior Lei de Licitações (Lei 8.666/93)
aplica-se a: I - alienação e concessão de direito real de uso de bens; II - compra, inclusive
por encomenda; III - locação; IV - concessão e permissão de uso de bens públicos; V -
prestação de serviços, inclusive os técnico-profissionais especializados; VI - obras e
serviços de arquitetura e engenharia e VII - contratações de tecnologia da informação e de
comunicação (art.2o).

A licitação tem por objetivos (art. 11 da Lei 14.133/2021):

“I - assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de


contratação mais vantajoso para a Administração Pública, inclusive no que
se refere ao ciclo de vida do objeto;

II - assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa


competição;

III - evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente


inexequíveis e superfaturamento na execução dos contratos;

IV- incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável.”

1. Pessoas obrigadas a licitar.

A Lei 14.133/21 estabeleceu normas gerais de licitação e contratos administrativos para


as Administrações Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios abrangendo ainda, conforme art. 1º, I, os órgãos do
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados e do Distrito Federal e os órgãos do
Legislativo municipal, no desempenho de sua função atípica administrativa e,
finalmente, conforme art. 1º, inciso II “os fundos especiais e as demais entidades
controladas direta ou indiretamente pela Administração Pública”.

2. Princípios da licitação

O art. 5º da Lei 14.133/21 estabelece os Princípios aplicáveis a Licitação:

“Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade, da


impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse
público, da probidade administrativa, da igualdade, do planejamento, da
transparência, da eficácia, da segregação de funções, da motivação, da
vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurídica, da
razoabilidade, da competitividade, da proporcionalidade, da celeridade, da
economicidade e do desenvolvimento nacional sustentável, assim como as
disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro).”

Os cinco primeiros Princípios são os Princípios constitucionais de Direito administrativo


expressos no art. 37 da CF. Os demais Princípios são decorrentes dos Princípios
Constitucionais. A seguir trataremos dos principais Princípios.

a) Princípio da legalidade e Princípio da vinculação ao edital:

Obedecer ao princípio da legalidade em matéria de licitação significa obedecer à


Constituição Federal, às leis infraconstitucionais aplicáveis ao edital de licitação, que é
verdadeira lei interna da licitação. É por isso que a Administração está vinculada aos
termos do edital.

b) Princípio da impessoalidade, princípio do julgamento objetivo e da


competitividade

O princípio da impessoalidade relaciona-se intimamente com o da igualdade e com o do


julgamento objetivo, porque a impessoalidade impõe que os licitantes sejam tratados
com isonomia, sem discriminações indevidas.

O julgamento objetivo, por sua vez, impõe que as regras para a escolha da melhor
proposta constem do edital, e não sejam fundadas em critérios secretos, subjetivos, de
forma que, quem quer que seja membro da comissão de julgamento, proferirá decisão
de escolha da melhor proposta pelo simples confronto dela com os critérios de
julgamento.

Nesse sentido, Maria Sylvia Di Pietro explica que:

“O princípio do julgamento objetivo, que constitui desdobramento da


impessoalidade, significa que a classificação das propostas deve observar
os critérios fixados no edital, dentre os que constam do art. 33 da Lei nº
14.133, a saber: I – menor preço; II – maior desconto; III – melhor técnica
ou conteúdo artístico; IV – técnica e preço; V – maior lance, no caso de
leilão; e VI – maior retorno econômico.3 Nenhum outro critério pode ser
adotado pela Administração Pública. A lei quer vedar o julgamento
baseado em critérios subjetivos, pessoais, da autoridade julgadora.” (D.
Direito Administrativo. 37th ed. Rio de Janeiro: Forense, 2024. E-book.
p.371. ISBN 9786559649440. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 17 out. 2024, p. 371).

O princípio da competitividade, por sua vez, segundo Maria Sylvia Di Pietro também
decorre do Princípio da impessoalidade na medida em que “(...) é de interesse da
Administração Pública atrair o maior número possível de propostas no procedimento
licitatório.” (D. Direito Administrativo. 37th ed. Rio de Janeiro: Forense, 2024. E-book.
p.372. ISBN 9786559649440. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17
out. 2024, p. 372)

c) Princípio da moralidade e princípio da probidade administrativa


O Princípio da Moralidade administrativa previsto no art. 37, caput da CF exige que a
Administração Pública pratique atos respeitando a moral, a boa-fé, os bons costumes e
os princípios ético. Alguns autores identificam o princípio da moralidade com os da
probidade administrativa., pelos quais se exige atuação ética, de boa-fé, com
honestidade, tanto da Administração quanto dos licitantes. Outros autores entendem
que o princípio da probidade é aquele que reforça o dever da Administração de agir com
boa-fé, ética e honestidade. Isto é, a probidade administrativa, ao ser mencionada,
reforçaria a observância da moralidade pela Administração.

A respeito Maria Sylvia Di Pietro sustenta que a probidade administrativa, ou seja, a


improbidade administrativa está mais bem definida no direito brasileiro já que a
Constituição Federal prevê uma série de sanções a serem aplicadas aos servidores
públicos que nela incidem (art. 37, § 4º), além dos atos de improbidade administrativa
estarem definidos na Lei de Improbidade administrativa (D. Direito Administrativo. 37th
ed. Rio de Janeiro: Forense, 2024. E-book. p. 372. ISBN 9786559649440. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17
out. 2024, p. 372)

d) Princípio da publicidade e princípio da transparência

Não existe licitação sigilosa. A licitação é pública, e os atos de seu procedimento são
acessíveis ao público de acordo com o art. 13, Lei 14.133/21, “(...) ressalvadas as hipóteses
de informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, na
forma da lei.”

As propostas são sigilosas até sua abertura, haja vista que, do contrário, poderia haver
ofensa ao princípio da igualdade.

Celso Spitzcovsky, lembra que a própria Constituição Federal previu no inciso XXX, do
art. 5º que “(...) todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral (...)”. Em consequência, o autor
explica que a nova Lei de Licitações adotou, em regra, a

“(...) modalidade eletrônica para as licitações, assumindo importância a


obrigação estabelecida no art. 174 de inclusão de informações no PNCP
(Portal Nacional de Contratações Públicas) promovendo a centralização
e a divulgação eletrônica de todos os atos relacionados a licitações e
contratos em âmbito nacional, prestigiando a transparência.”
(SPITZCOVSKY, Celso. Nova Lei de Licitações e Contratos
Administrativos: principais diretrizes e mudanças. 2nd ed. Rio de
Janeiro: Expressa, 2024. E-book. p.16. ISBN 9788553623242. Disponível
em:
[Link]
Acesso em: 19 out. 2024, p. 16)

De fato, considerando que a partir da Lei 14.133/21 as licitações, em regra, passaram a


ser eletrônicas, a criação do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), a que se
refere o art. 174 da Lei 14.133/21, com o objetivo de divulgação centralizada e
obrigatória dos atos relacionados com as Licitações e Contratos administrativos
nacionais, atende o Princípio da Transparência.

3. Contratação direta
Em regra, a Administração Pública deve realizar a licitação para compras e para
contratação de obras e serviços. Entretanto, a lei prevê hipóteses em que,
excepcionalmente, a Administração Pública não precisa realizar a licitação ou onde não
é possível a sua realização.

A lei classifica as hipóteses de contratação direta (sem a realização de licitação) em


licitação dispensável e licitação inexigível.

• a dispensa de licitação é feita em circunstâncias previstas, que tornam


conveniente não licitar;

• a licitação inexigível é feita quando inexistem competidores no mercado para


determinada finalidade ou possuidores de determinada qualificação.

3.1) INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

A inexigibilidade da licitação ocorrerá quando existir inviabilidade de competição.


Segundo o art. 74 da Lei 14.133/2021 são hipóteses exemplificativas de inexigibilidade:

“I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação


de serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou
representante comercial exclusivos;

II - contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio


de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada
ou pela opinião pública;

III - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza


predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e
divulgação:

a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou projetos executivos;

b) pareceres, perícias e avaliações em geral;

c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou


tributárias;

d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;

e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;

f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;

g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico;

h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo


e laboratoriais, instrumentação e monitoramento de parâmetros
específicos de obras e do meio ambiente e demais serviços de engenharia
que se enquadrem no disposto neste inciso;

IV - objetos que devam ou possam ser contratados por meio de


credenciamento;

V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de


localização tornem necessária sua escolha.”
3.2) DISPENSA DE LICITAÇÃO

A DISPENSA de licitação está prevista no art. 75 da Lei 14.133/2021. Na dispensa, ao


contrário do que ocorre na inexigibilidade, há viabilidade de competição. Entretanto, a
Administração pública pode dispensar a licitação, fundamentando-se em razões de
interesse público previstas na lei.

De acordo com o art. 75 da Lei de Licitações a licitação é dispensável nas seguintes


hipóteses:

“I - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 100.000,00 (cem


mil reais), no caso de obras e serviços de engenharia ou de serviços de
manutenção de veículos automotores; (Vide Decreto nº 11.871, de
2023)

II - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 50.000,00


(cinquenta mil reais), no caso de outros serviços e compras; (Vide Decreto
nº 11.871, de 2023)

III - para contratação que mantenha todas as condições definidas em edital


de licitação realizada há menos de 1 (um) ano, quando se verificar que
naquela licitação:

a) não surgiram licitantes interessados ou não foram apresentadas


propostas válidas;

b) as propostas apresentadas consignaram preços manifestamente


superiores aos praticados no mercado ou incompatíveis com os fixados
pelos órgãos oficiais competentes;

IV - para contratação que tenha por objeto:

a) bens, componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira


necessários à manutenção de equipamentos, a serem adquiridos do
fornecedor original desses equipamentos durante o período de garantia
técnica, quando essa condição de exclusividade for indispensável para a
vigência da garantia;

b) bens, serviços, alienações ou obras, nos termos de acordo internacional


específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições
ofertadas forem manifestamente vantajosas para a Administração;

c) produtos para pesquisa e desenvolvimento, limitada a contratação, no


caso de obras e serviços de engenharia, ao valor de R$ 300.000,00
(trezentos mil reais); (Vide Decreto nº 11.871, de 2023)

d) transferência de tecnologia ou licenciamento de direito de uso ou de


exploração de criação protegida, nas contratações realizadas por
instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT) pública ou por
agência de fomento, desde que demonstrada vantagem para a
Administração;
e) hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros perecíveis, no período
necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes,
hipótese em que a contratação será realizada diretamente com base no
preço do dia;

f) bens ou serviços produzidos ou prestados no País que envolvam,


cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional;

g) materiais de uso das Forças Armadas, com exceção de materiais de uso


pessoal e administrativo, quando houver necessidade de manter a
padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais,
aéreos e terrestres, mediante autorização por ato do comandante da força
militar;

h) bens e serviços para atendimento dos contingentes militares das forças


singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior,
hipótese em que a contratação deverá ser justificada quanto ao preço e à
escolha do fornecedor ou executante e ratificada pelo comandante da força
militar;

i) abastecimento ou suprimento de efetivos militares em estada eventual de


curta duração em portos, aeroportos ou localidades diferentes de suas
sedes, por motivo de movimentação operacional ou de adestramento;

j) coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos


recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo,
realizados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente de
pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como
catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis
com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública;

k) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de


autenticidade certificada, desde que inerente às finalidades do órgão ou
com elas compatível;

l) serviços especializados ou aquisição ou locação de equipamentos


destinados ao rastreamento e à obtenção de provas previstas nos incisos
II e V do caput do art. 3º da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, quando
houver necessidade justificada de manutenção de sigilo sobre a
investigação;

m) aquisição de medicamentos destinados exclusivamente ao tratamento


de doenças raras definidas pelo Ministério da Saúde;

V - para contratação com vistas ao cumprimento do disposto nos arts.


3º, 3º-A, 4º, 5º e 20 da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados
os princípios gerais de contratação constantes da referida Lei;

VI - para contratação que possa acarretar comprometimento da segurança


nacional, nos casos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa,
mediante demanda dos comandos das Forças Armadas ou dos demais
ministérios;

VII - nos casos de guerra, estado de defesa, estado de sítio, intervenção


federal ou de grave perturbação da ordem;

VIII - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando


caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar
prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a
segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens,
públicos ou particulares, e somente para aquisição dos bens necessários ao
atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de
obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 1 (um)
ano, contado da data de ocorrência da emergência ou da calamidade,
vedadas a prorrogação dos respectivos contratos e a recontratação de
empresa já contratada com base no disposto neste inciso; (Vide ADI 6890)

IX - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens


produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integrem a
Administração Pública e que tenham sido criados para esse fim específico,
desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado;

X - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular


preços ou normalizar o abastecimento;

XI - para celebração de contrato de programa com ente federativo ou com


entidade de sua Administração Pública indireta que envolva prestação de
serviços públicos de forma associada nos termos autorizados em contrato
de consórcio público ou em convênio de cooperação;

XII - para contratação em que houver transferência de tecnologia de


produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme
elencados em ato da direção nacional do SUS, inclusive por ocasião da
aquisição desses produtos durante as etapas de absorção tecnológica, e em
valores compatíveis com aqueles definidos no instrumento firmado para a
transferência de tecnologia;

XIII - para contratação de profissionais para compor a comissão de


avaliação de critérios de técnica, quando se tratar de profissional técnico
de notória especialização;

XIV - para contratação de associação de pessoas com deficiência, sem fins


lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgão ou entidade da
Administração Pública, para a prestação de serviços, desde que o preço
contratado seja compatível com o praticado no mercado e os serviços
contratados sejam prestados exclusivamente por pessoas com deficiência;

XV - para contratação de instituição brasileira que tenha por finalidade


estatutária apoiar, captar e executar atividades de ensino, pesquisa,
extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo
à inovação, inclusive para gerir administrativa e financeiramente essas
atividades, ou para contratação de instituição dedicada à recuperação
social da pessoa presa, desde que o contratado tenha inquestionável
reputação ética e profissional e não tenha fins lucrativos;

XVI - para aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de


insumos estratégicos para a saúde produzidos por fundação que,
regimental ou estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da
Administração Pública direta, sua autarquia ou fundação em projetos de
ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e
tecnológico e de estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e
financeira necessária à execução desses projetos, ou em parcerias que
envolvam transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS,
nos termos do inciso XII deste caput, e que tenha sido criada para esse fim
específico em data anterior à entrada em vigor desta Lei, desde que o preço
contratado seja compatível com o praticado no mercado; (Redação dada
pela Lei nº 14.628, de 2023)

XVII - para contratação de entidades privadas sem fins lucrativos para a


implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água
para consumo humano e produção de alimentos, a fim de beneficiar as
famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou pela falta regular de
água; e (Incluído pela Lei nº 14.628, de 2023)

XVIII - para contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a


implementação do Programa Cozinha Solidária, que tem como finalidade
fornecer alimentação gratuita preferencialmente à população em situação
de vulnerabilidade e risco social, incluída a população em situação de rua,
com vistas à promoção de políticas de segurança alimentar e nutricional e
de assistência social e à efetivação de direitos sociais, dignidade humana,
resgate social e melhoria da qualidade de vida. (Incluído pela Lei nº
14.628, de 2023)”

4. Modalidades de licitação previstas na Lei 14.133/2021

A nova Lei de Licitações e contratos administrativos previu as seguintes modalidades de


licitação: pregão, concorrência, concurso, leilão e diálogo competitivo A tabela abaixo
compara as modalidades de licitação previstas na anterior Lei 8.666/93 e na nova Lei
14.133/2021.

Lei 8.666/93 e Nova Lei de licitações e


contratos administrativos (Lei
Lei 10.520/2002 14.133/2021)

Pregão Pregão

Concorrência Concorrência

Tomada de Preços Concurso

Convite Leilão

Concurso Diálogo competitivo

Leilão

4.1. Pregão: O pregão não foi previso na Lei 8.666/93 e foi criado pela anterior Lei n.
10.520/2002. A atual Lei de Licitações e contratos administrativos incluiu o pregão entre
as modalidades de licitação em seus art. 6º, inciso XLI e art. 28, inciso I.
O pregão é a modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços
comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior
desconto (art. 6º, inciso XLI da Lei 14.133/2021).

O art. 6º, inciso XIII da Lei 14.133/2021 define bens e serviços comuns: aqueles cujos
padrões de desempenho e qualidade podem ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais de mercado.

4.2. Concorrência: A concorrência é modalidade de licitação que tem como objeto a


contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e especiais de
engenharia, independentemente do valor (art. 6º, XXXVIII da Lei 14.133/2021), tendo
como critério de julgamento: a) menor preço; b) melhor técnica ou conteúdo artístico; c)
técnica e preço; d) maior retorno econômico; e o e) maior desconto.

Conforme art. 6º, inciso XIV da Lei 14.133/2021, bens e serviços especiais são
“(...)aqueles que, por sua alta heterogeneidade ou complexidade, não podem ser descritos
na forma do inciso XIII do caput deste artigo, exigida justificativa prévia do contratante”.

4.3. Concurso: modalidade de licitação que objetiva a escolha de trabalho técnico,


científico ou artístico, cujo critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo
artístico, e para concessão de prêmio ou remuneração ao vencedor (art. 6º, inciso XXXIX
da Lei 14.133/2021).

4.4. Leilão: modalidade de licitação que tem como objeto a alienação de bens imóveis ou
de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance
(art. 6º, inciso XL da Lei 14.133/2021).

Trata-se da única modalidade que deve ser utilizada para alienação de bens. Em se
tratando de alienação de bens imóveis, a Lei de Licitações ainda exige avaliação do
imóvel e autorização do Poder Legislativo (at. 76, I da Lei 14.133/2021).

4.5. Diálogo competitivo: “modalidade de licitação para contratação de obras, serviços e


compras em que a Administração Pública realiza diálogos com licitantes previamente
selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desenvolver uma ou mais
alternativas capazes de atender às suas necessidades, devendo os licitantes apresentar
proposta final após o encerramento dos diálogos” (art. 6º, inciso XLII da Lei 14.133/2021).

Trata-se de uma nova modalidade de licitação restrita às hipóteses do art. 32 da Lei


14.133/2021:

“I - vise a contratar objeto que envolva as seguintes condições:

a) inovação tecnológica ou técnica;

b) impossibilidade de o órgão ou entidade ter sua necessidade satisfeita sem a


adaptação de soluções disponíveis no mercado; e

c) impossibilidade de as especificações técnicas serem definidas com precisão


suficiente pela Administração;
II - verifique a necessidade de definir e identificar os meios e as alternativas que
possam satisfazer suas necessidades, com destaque para os seguintes aspectos:

a) a solução técnica mais adequada;

b) os requisitos técnicos aptos a concretizar a solução já definida;

c) a estrutura jurídica ou financeira do contrato.”

Exercício 1:

Relativamente à licitação, podemos dizer que:

I - A adjudicação é ato pelo qual se atribui o objeto da licitação ao proponente que haja apresentado a melhor
proposta.

II - O tipo de licitação de técnica e preço será obrigatoriamente utilizado quando o objeto da licitação for a
contratação de bens e serviços de informática.

III - Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que
atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

É correto que:

A)

apenas a afirmação I está correta.

B)

apenas as afirmações I e II estão corretas.

C)

apenas as afirmações I e III estão corretas.

D)

todas as afirmações estão corretas.

E)

todas as afirmações estão incorretas.

Exercício 2:

Considerando as afirmações abaixo:

I. Edital é o meio pelo qual os interessados tomam conhecimento da licitação, sendo convidados para dela
participar.

II. O edital da licitação deve ser rigorosamente cumprido, estando a administração vinculada ao que nele está
contido.
III. O edital não pode conter especificações exageradas que levem a privilegiar algum concorrente.

É correto afirmar que:

A)
todas as afirmações estão corretas.

B)
todas as afirmações estão incorretas.

C)
apenas a afirmação I está correta.

D)
apenas as afirmações I e II estão corretas.

E)
apenas as afirmações I e III estão corretas.

Exercício 3:

A licitação é dispensável nas seguintes hipóteses:

I. guerra ou grave perturbação da ordem;

II. desinteresse pela licitação anterior;

III. venda de bem imóvel para outro órgão da Admnistração Pública, independentemente de qualquer outro
requisito;

IV. contrataão de serviços técnicos de gerencimaneto de obras, com profissionais de notória especialização.

Está correto o que se afirmas APENAS em:

A)

I e II

B)

I e III

C)

II e III

D)

II e IV

E)
III e IV

Exercício 4:

Com relação aos princípios básicos da licitação, previstos na Lei nº 8666/93, com posteriores alterações, é
INCORRETO afirmar que a lei contempla o seguinte princípio:

A)

da vinculação ao instrumento convocatório.

B)

da isonomia

C)

do julgamento objetivo

D)

do sigilo da licitação, dos seus atos e decisões.

E)

da adjudicação compulsória

Exercício 5:

Ampla publicidade e universalidade são características ínsitas à seguinte modalidade de licitação:

A)

Convite

B)

Concorrência

C)

Tomada de Preços

D)

Leilão

E)

Concurso
Exercício 6:

A locação de imóvel, para nele funcionar determinado serviço público, será uma modalidade de contratação
que

A)

depende de prévia licitação, em qualquer caso

B)

pode dispensar a licitação, nos casos previstos em lei

C)

não exige licitação, nos casos previstos em lei

D)

prescinde de licitação em qualquer caso

E)

N.D.A.

Exercício 7:

Considerando as assertivas sobre licitação:

[Link] for cabível a concorrência não se pode realizar nem a tomada de preços e nem o convite.

II. O pregão é modalidade de licitação entre quaisquer interessados para venda de bens móveis inservivéis
para a Adminsitração ou de produtos apreendidos ou "penhorados", ou para alienação de bens previstos no
artigo 19 da Lei nº 8666./93.

Responda:

A)

I e II estão corretas

B)

I e II estão incorretas

C)

I é correta e a II é incorreta

D)

I é incorreta e a II é correta
E)

N.D.A

Exercício 8:

De acordo com as assertivas:

I. A lei de licitações possibilita a qualquer cidadão, e também ao licitante o direito de impugnar o edital de
licitação.

II. A habilitação ou qualificação destina-se à análise da aptidão ou capacidade do licitante em executar o


objeto do futuro contrato.

Responda:

A)

I e II estão incorretas

B)

I e II estão corretas

C)

I é correta e a II é incorreta

D)

I é incorreta e a II é correta

E)

N.D.A

Exercício 9:

Assinale a alternativa que apresenta somente modalidades de licitação conforme o previsto na legislação:

A)

leilão, concorrência, convite e concurso

B)

tomada de preços, maior lance ou oferta, melhor técnica e convite

C)

menor preço, melhor técnica e preço, leilão e concorrência


D)

convite, tomada de preços, leilão e maior lance ou oferta

E)

melhor técnica, concorrência, menor preço e tomada de preços

Exercício 10:

A lei nº 8.666/93 trata de:

A)

normas para licitação e contratos da Administração Pública

B)

normas para contratação de pessoal e Administração Pública

C)

normas para prestação de serviços da Administração Pública

D)

normas para definição de produtos da Administração Pública

E)

normas para contratação de serviços de publicidade

Exercício 11:

Da Lei nº 8.666/93, é correto afirmar que:

A)

as obras, serviços e compras de grande vulto são aquelas cujo valor estimado seja superior a 5 (cinco) vezes o
limite estabelecido na alínea c do inciso I do artigo 23

B)

é admitida a modalidade concorrência para obra de valor acima de R$ 1.5000.000,00 (hum milhão e
quinthentos mil reais)

C)

na licitação, a modalidade de Concorrência não exige que, na fase inicial de habilitação preliminar, os
interessados comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos para execução de seu objeto
D)

existindo na praça mais de três possíveis interessados, dispensa-se a formalidade do convite, quando
existirem cadastrados não convidados nas ultimas licitações, admitindo-se o contrato direto.

E)

N.D.A

Exercício 12:

Após regular procedimento licitatório e celebrado o contrato, poderá ser alterado o objeto do contrato de
prestação de serviços de limpeza, para serviço de vigilância no caso de a contratada ser empresa
especializada também em vigilância e o Poder Pública alegar que o interesse público exige a alteração? Por
que se trata

A)

sim, porque se trata de ato discricionário

B)

sim, pelo poder da Adminsitração de atleração unilateral dos contratos

C)

não, porque se trata de serviços técnico especializado

D)

não, pelo princípio da vinculação do edital

E)

N.D.A

Você também pode gostar