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THC & CBD RISCOS E BENEFICIOS A SAÚDE
THC & CBD HEALTH RISKS AND BENEFITS
RAMOS, Matheus Teixeira1; AUGUSTO, Tainara Celleste2; SPINDOLA, Humberto
Moreira3.
Graduando do Curso de Biomedicina – Universidade São Francisco; ²Graduanda do Curso de
Biomedicina – Universidade São Francisco; 3Docente do Curso de Biomedicina –
Universidade São Francisco.
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RESUMO. Este trabalho tem como objetivo trazer uma revisão bibliográfica das características
positivas e negativas sobre o uso das substâncias CBD & THC e suas legislações. Tanto para
utilização recreativa, quanto para os fins terapêuticos e medicinais.
Palavras-chave: CBD; THC; Endocanabinoide; Recreativo; Medicinal.
ABSTRACT. This work aims to bring a bibliographic review of the positive and negative
characteristics about the use of CBD & THC substances and their legislation. Both for
recreational use and for therapeutic and medicinal fins.
Keywords: CBD; THC; endocannabinoid; recreacional; Medicinal.
INTRODUÇÃO
Em meados dos anos 90 deu-se início as pesquisas e testes terapêuticos das substâncias
Canabidiol (CBD) e Δ9-tetrahidrocanabinol (THC) das quais são originalmente derivadas da
planta Cannabis Sativa, popularmente conhecida como maconha no Brasil.
No decorrer dos avanços da tecnologia e dos processos laboratoriais nas últimas décadas,
conseguimos isolar e especificamente explorar suas reações e interações por meio da ingestão
ou inalação. Suas interações com o sistema endocanabinoide, um sistema de sinalização
eletroquímico básico que pode ser ativado tanto por canabinóides vegetais (THC, CBD etc.) ou
por endocanabinóides existentes em nossos corpos, como anandamida e 2AG. (ELIANE
GUERRA NUNES - Universidade Federal de São Paulo, n.d.). Mediante está estimulação,
temos a ativação dos receptores CB1 e CB2, sendo os receptores CB1, conectados com o
sistema nervoso central a fim de regular efeitos fisiológicos e neurológicos do nosso corpo e os
receptores CB2 que atuam na produção e ativação de células do sistema imunológico, como as
células B, células TCD4 e CD8.
Entre os benefícios gerados pela ativação desses receptores estão o controle
homeostático, neuromodulação, neuro proteção, anticarcinogênica, aumento da resposta
inflamatória e produção de citocinas. (PANDEY; et al, 2011). Comprovando sua eficácia
medicamentosa e se tornando uma recomendação para tratamentos com inflamações severas
como Artrite, Artrose, Reumatismo e Tendinite (AGUIAR, 2005). Também recomendada para
doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer (RUSSO EB, 2018), eficaz em transtornos
neurológicos como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) (CLEA MARINHO, 2020),
epilepsia, enxaqueca entre outros. Podendo assim estender o âmbito de esclarecimento sobre as
interações com essas substâncias e conscientizando dos possíveis danos gerados com o uso em
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níveis elevados. Estudando, através de uma revisão bibliográfica descrevendo as principais
características positivas e negativas sobre o uso das substâncias CBD e THC, tanto de maneira
recreativa, sendo por meio da ingestão ou inalação da planta, quanto para os fins terapêuticos e
medicinais proveniente do isolamento e balanceamento dessas substâncias para um fim
específico. Buscando assim uma melhora na implementação das legislações sobre estes
potenciais fármacos.
METODOLOGIA
Este trabalho acadêmico tem como pretensão fazer uma revisão bibliográfica sobre os
principais pontos positivos e negativos sobre a utilização das substâncias THC e CBD,
inicialmente derivadas da planta Cannabis Sativa. Para a realização da pesquisa foram
utilizados dados dentre os anos de 1988 até 2022, extraídos de jornais e artigos científicos que
se encontram disponíveis em plataformas como o Google Acadêmico, US National Library of
Medicine, Jornais Estrangeiros, PubMed, Frontiers in Plant Science, Mary Ann Liebert, entre
outros. Primeiramente uma breve pesquisa de seleção foi realizada, após a coleta dos materiais,
foi realizada uma leitura mais aprofundada sobre o tema, para uma averiguação mais completa
sobre o tema em questão.
O estudo foi repartido em três etapas, das quais são: distinção das fontes, recolhimento
e interpretação de dados e discussão da literatura.
Distinção das fontes
Nessa primeira etapa o objetivo principal foi buscar materiais teóricos-científicos com
base em pesquisas realizadas em bancos de dados relacionados ao consumo, tanto medicinal
quanto recreacional, de substâncias como CBD e THC.
Recolhimento e interpretação de dados
Durante a segunda etapa do estudo foi realizada uma leitura exploratória e minuciosa
dos materiais recolhidos, a fim de coletar dados e buscar embasamento teórico para a maior
compreensão das características positivas e negativas que os consumidores de cannabis podem
vir a apresentar, dessa forma catalogar as informações mais relevantes.
Discussão da literatura
Após a analise e interpretação dos materiais coletados, uma discussão embasada nas
informações teóricas-cientificas foi desenvolvida, afim de expender as principais características
das substancias THC e CBD, seus riscos e benefícios a saúde, também discutindo sobre as
legislações atuais, e as melhorias que poderiam ser feitas à elas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a liberação para uso medicinal e recreativo em alguns países, pode-se estudar a
fundo as reações adversas geradas perante o uso desenfreado dessas substâncias, uma vez que
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a cannabis está facilmente disponível para o consumo. Pesquisas nesses países mostram que é
importante entender a idade média em que alguns usuários começam a consumir. De acordo
com um artigo publicado no New England Journal of Medicine (2014), 12% das pessoas com
idades entre 12 e 18 anos admitiram terem consumido a planta, demonstrando que grande
parcela dos jovens iniciam o contato com estas substâncias cedo. Como o desenvolvimento
neural só é concluído aos 21 anos, nossos cérebros são suscetíveis a mudanças causadas por
fatores físicos, químicos ou ambientais antes do completo desenvolvimento (GOGTAY, 2004).
Entre aqueles que causam essas alterações, temos o THC, que pode interromper o
estágio pré-natal interferindo na dinâmica do citoesqueleto do bebê (TORTORIELLO, 2014).
As conexões neurais em certas áreas do cérebro são danificadas, incluindo o fascículo
cuneiforme responsável pelo estado de alerta e autoconsciência, e a área do hipocampo,
importante para o aprendizado e memória, denominada fímbrias (FILBEY, 2013).
De acordo com um estudo realizado por (HIRVONEN, 2012), foi demonstrado que os
fumantes de longo prazo apresentam um declínio seletivo dos receptores canabinóides-1 (CB1)
em várias áreas corticais do cérebro, mas isso foi reversível após 4 semanas de abstinência.
Nenhuma mudança nos canabinóides CB1 foi observada nas áreas subcorticais.
Pode-se, portanto, correlacionar que os maiores danos da cannabis podem ocorrer
durante as fases de formação do sistema neurológico humano, visto que o sistema
endocanabinóide desempenha um papel dominante na formação sináptica durante o
desenvolvimento (GAFFURY, 2012) e estudos psiquiátricos recentes têm mostrado que a
cannabis é também um sério desencadeador de estados psicóticos e esquizofrênicos, o que
também está associado à predisposição genética como um fator chave neste aumento da doença
nos últimos anos (SUZANNE H. GAGE, 2016). No entanto, este estudo ainda estava
incompleto devido às grandes variáveis que poderiam ter resultado no estado mental. Uma vez
que as hipóteses foram testadas no nível de experiências psicóticas prejudicadas e não de
psicoses clínicas, os resultados não podem ser generalizados para completar a evidência clínica
(JIM VAN OS, 2021).
Um dos fatores que vem preocupando os especialistas da área, são as criações de novas
cepas por meio do melhoramento genético e do cruzamento entre elas, gerando assim novas
subespécies. Tendo em mente que a Cannabis é uma planta que pode ser catalogada como
macho, femêa ou hermafrodita, ela nos fornece a possibilidade de autopolinização ou de
polinização externa feita por outra planta, aumentando cada vez mais o número de subespécies
e cada vez mais alterando os indicies de THC encontrados nelas. Mediante a isso, entendemos
que as composições celulares de cada ser reage de uma maneira especifica ao entrar em contato
com essas substâncias, considerando que até os dias atuais grande parte dos estudos apontam
que apenas substâncias derivadas ou compostas com altos índices de THC, tem se mostrado um
fator de risco para a saúde, já que entre os anos de 1960 a 1980 no início da legalização os
índices de THC encontrados eram inferiores a 2% (STUYT. E; et al, 2018).
Entre outros estudos apresentados, obtivemos dados da Nova Inglaterra sobre as cepas
mais usadas entre os pacientes de maconha medicinal e por que os pacientes geralmente
acreditavam que uma determinada cepa era mais eficaz no tratamento do que outras, e para
poderem analisar essas variáveis, os cientistas tiveram que estudar todas as 1.987 cepas listadas
até 2017 em clínicas registrada ou mais conhecidos como dispensário. Dentre os 455
voluntários, grande parte se manteve propicio a escolher as cepas hibridas, e a outra grande
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parte dos voluntários disse ter criado um padrão em seu dia a dia, utilizando majoritariamente
cepas sativas na parte da manhã e indicas na parte da noite para adormecerem (BRIAN J.
PIPER, 2018). Com os novos aspectos citológicos da planta e seus altos níveis de THC,
pudemos observar uma maior dependência química em usuários a longo prazo, isso do ponto
de vista psiquiátrico. Visto que antigamente a Cannabis era classificada como alucinógena e
não se observavam síndromes de abstinência, das quais seriam os casos de aumento da raiva,
irritabilidade, depressão, inquietação, dores de cabeça, perda de apetite e insônia (BONNET;
PREUSS, 2017). Por meio dessa baixa fiscalização dessas substâncias, estados legalizados
como o Colorado tiveram grandes taxas de intoxicação infantil mediante a produtos, como balas
de gomas, salgadinhos, bebidas, óleos e vaporizadores.
No total 163 casos foram registrados dentre 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de
2015, sendo todos menores de 10 anos de idade, desta maneira, a taxa média de visitas
hospitalares infantis relacionadas a maconha aumentou de 1,2 por 100.000 habitantes sendo
estes dados 2 anos antes da legalização para, 2.3 por 100.000 habitantes 2 anos após a
legalização (WANG; et al, 2016). Complementando ainda mais com o aumento de casos por
intoxicação nos últimos anos, tivemos a implementação do delta-8-tetrahidrocanabinol (Δ8-
THC) no mercado recreativo dos Estados Unidos, já que grande parte dos estados americanos
o delta-9-tetrahidrocanabinol (Δ9-THC) é considerado ilegal, sendo quimicamente e
funcionalmente semelhante com o Δ9-THC, como grande parte desses produtos tem tido a
venda legalizada fora dos estabelecimentos legalizados, isso acaba se tornando um risco de fácil
acesso para a população (BABALONIS; et al, 2021).
Com o baixo numero de pesquisas envolvendo este novo componente derivado do
cânhamo, apenas pudemos observar que alguns pacientes que fizeram a troca ou a utilização de
Δ8-THC, não apresentaram comentários negativos sobre este novo isolado, sendo utilizado para
ataques de pânico, stress, dores crônicas e depressão ([Link]; [Link], 2021).
Segundo a [Link]&Drugs (2022) agencia reguladora norte americana, os produtos
derivados de delta-8-tetrahidrocanabinol (Δ8-THC), não estão avaliados ou então aprovados
para consumo, deforma a colocar a saúde publica em risco. Mediante a variabilidade nas
formulações de produtos e rotulagem de produtos, outros teores de canabinóides e terpenos e
concentrações variáveis de delta-8 THC. Podendo desta maneira enganar o consumidor que
associa a imagem de cânhamo a de um não psicoativo. Porém como uma linha comparativa
sobre estes danos, temos em 1996 o cânhamo sendo levado a Alemanha como forma de cultivo
para o mercado têxtil e alimento para população, por conta do seu baixo nível como psicoativo.
Desde então inúmeros produtos alimentícios vem sendo comercializados de maneira legal
e segura para os consumidores, conforme o desenvolvimento desse mercado foi avançando na
Europa, os níveis de THC encontrados no cânhamo produzido foram diminuindo
gradativamente com o passar do tempo e conforme mais legislações rigorosas impostas,
diminuiu-se entre dez a cem vezes os valores encontrados nos anos de 1990 (W.
LACHENMEIER; G. WALCH, 2008). E diante a estas somas de fatores o governo alemão
concordou em criar um plano para legalizar o uso recreativo para adultos, disponibilizando a
posse de 20g a 30g de cannabis para consumo pessoal, seja em ambiente públicos ou privados
e sendo os mesmos isentos de punição, independente o nível de THC consumido (CNN, 2022).
Mas nos últimos anos não apenas o Δ8-THC vem causando problemas, em 2008 com o
recente surgimento de uma variedade de canabinoides sintéticos (SCs), fatores como as
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interações dos usuários se tornaram mais intensas (HUDSON; RAMSEY, 2011) causando
danos severos em um curto espaço de tempo, como danos cardiovasculares e neurológicos (LE
BOISSELIE; et al, 2016). Os canabinoides sintéticos, surgiram inicialmente como a ideia de se
tornarem tratamentos terapêuticos, devido a sua capacidade de analgesia, de perda de peso,
anti-inflamatórios, anticancerígenos e anticonvulsivantes (CASTANETO; et al, 2014).
A China por sua vez é um bom exemplo da grande procura por esses sintéticos e vem
sofrendo constantemente com o aumento do consumo descontrolado dessas substancias, como
mostra uma pesquisa publicada em 2022, na qual se refere a amostras de aguas residuais
coletadas em 31 cidades diferentes, para avaliar os níveis de substancias canabinoides ou de
metabólicos sintéticos encontrados na água, sendo que dessas amostras, 21 se mostram
positivadas para pelo menos uma dessas duas substancias (FAN; et al, 2022), os colocando em
uma posição de grandes consumidores. Como forma de combate ou contenção as drogas, o
chefe do executivo da região administrativa especial de Hong Kong (RAEHK). Deu em nota
para a agência oficial de notícias do governo Chines (XINHUANET, 2022), que a partir de
2023 o CDB será reconhecido e considerado como uma droga, por meio das legislações,
visando controlar e proibir produtos contendo CDB em sua composição.
Outros países que vivenciaram o fracasso ao combate as drogas, estão apostando em
outras medidas para conseguirem conter alguns efeitos colaterais causados por essas
substâncias, como a interação entre ambos CDB e THC, que podem induzir menos ansiedade
no usuário e causar um risco menor de intoxicação, ao visarmos que o CDB atua como um
ansiolítico, neutralizando os picos de ansiedade causados pelo THC (W. HUTTEN; et al, 2022).
As diretrizes sobre o uso de cannabis de baixo risco atualmente carecem de atenção,
porem podem ser melhoradas com a implementação de unidades padronizadas. Semelhante às
unidades de álcool, argumentamos que as unidades padrões de cannabis devem refletir a
quantidade de constituintes farmacológicos ativos primários (dose de THC), com base nas
considerações de saúde pública e políticas existentes. No entanto, atualmente não há consenso
sobre como as unidades devem ser medidas ou padronizadas em diferentes produtos de cannabis
ou métodos de administração. (P. FREEMAN; LORENZETTI, 2019).
Em Israel o Ministro da Saúde decidiu abrir as portas para o tratamento de várias
doenças com cannabis sob estrita supervisão, após 5 anos de projeto o programa, atende cerca
de 22.000 pacientes com cannabis medicinal, sendo seus fornecedores obrigados a enviar a
cannabis em várias formas para consumo, e também necessitando oferecer com diferentes
proporções de THC: CBD: alto THC e baixo CBD, alto CBD e baixo THC e também THC e
CBD em quantidades aproximadamente equivalentes. Sendo apenas o medico o único prescritor
(MECHOULAM, 2015).
Ao compararmos com o mercado Norte Americano, aonde vemos que 62% dos usuários
de CBD relatam o uso de para tratamento contra enfermidades, sem supervisão médica e antes
mesmo que a agência possa avaliar a dose segura e os riscos para populações especiais, como
crianças e mulheres grávidas ([Link]; [Link], 2022)
Visualizando as necessidades publicas entendemos as questões de recorrem a estas substancias
sem supervisão medica, pois acaba agindo como substituto de medicamentos prescritos, como
opioides farmacêuticos (30%), benzodiazepínicos (16%) e antidepressivos (12%). Os pacientes
relataram substituir a cannabis por álcool (25%), cigarro/tabaco (12%) e drogas ilícitas
(3%). Sendo que uma percentagem significativa de pacientes (42%) relatou acessar cannabis
de fontes ilegais e não regulamentadas, mostrando as dificuldades que pacientes tem
[Link]
em adquirirem seus medicamentos a base dessas substâncias também (LUCAS; WALSH,
2017).
Apesar de algumas pessoas não terem as condições necessárias para iniciarem um
tratamento a base de cannabis, outras estão explorando diferentes formas de tratamentos para
seus animais de estimação, isso inclui a utilização do CBD isolado como medicamento e
também alimentos criados a base cânhamo contendo ambas as substâncias. Por meio dessa alta
procura grande parte desses produtos enfrentaram advertências em relação às suas alegações de
marketing sobre os valores terapêuticos do CBD em animais, porem as pesquisas tem
mostrando benefícios para saúde de cães e gatos, embora sejam necessários mais estudos para
concretizar esses benefícios (R. CASSADY, 2021).
Outro mercado em crescimento paralelo é o de produtos cosméticos que utilizam
preparados de cannabis (Cannabis sativa L.) em suas composições. Cientistas, fabricantes e
consumidores estão particularmente interessados no canabidiol, conhecido como CBD.
Analisado que tenha muitas propriedades valiosas, como: anti-inflamatório, antioxidante,
inibição da proliferação de queratinócitos epidérmicos, estimulação da diferenciação de
queratinócitos. Alem disso, a presença de grupos hidroxilo permite que moléculas de CBD,
etc., se liguem a aminoácidos por meio de pontes de hidrogênio gerando uma nova possibilidade
de produtos a base de cânhamo (GRYMEL; at al, 2021).
Embora o cânhamo seja uma cultura de nicho, a produção de cânhamo está passando
por um processo de revolução. Mais de 30 países cultivam cânhamo, sendo a China o maior
país produtor e exportador de cânhamo. A Europa e o Canadá também são atores importantes
no mercado global. Outras aplicações recentes desenvolvidas incluem, materiais para
isolamento e móveis, compósitos automotivos para aplicações internas e peças de veículos
motorizados, bioplásticos, setores de joias e moda, ração animal, cama animal e produção de
energia e combustível. (CRINI; et al, 2020).
O marco regulatório da maconha no Brasil voltou à pauta em Brasília, após a aprovação
pela Comissão Especial da Câmara do Projeto de Lei 399/2015. Os benefícios gerados pela
regulamentação da cannabis no Brasil podem acarretar a criação de 117.000 empregos em
quatro anos e gerar 26,1 bilhões de reais em receita para o país, de acordo com uma pesquisa
da empresa de inteligência de mercado de cannabis Kaya Mind. Os cálculos feitos pela
consultoria levam em conta a regulamentação de todas as formas de consumo, seja medicinal,
cânhamo ou recreativo. Somando no total R$ 8 bilhões em impostos arrecadados no mesmo
período. (Forbes, 2021).
CONCLUSÃO
Mediante aos dados apresentados acima, pudemos entender os benefícios e malefícios
destas duas substâncias, de maneira que suas relações recreativas e medicinais quase que
acabam andando lado a lado, apesar que alguns pontos. Pudemos obter uma visão de algumas
políticas publicas sendo aplicadas em alguns países, de maneira a controlar os níveis dessas
substâncias e caracterizá-las da maneira mais segura ao mercado, e em outros países o inverso,
a falta de leis em cima dessas substâncias está fazendo com que o mercado ilegal cresça cada
vez mais nos países.
Apesar que o principal desafio, está em estimar o provável efeito líquido da legalização
no seu longo prazo, é a falta de experiência histórica recente com mercados legais de cannabis,
que gera está turbulência em relação a implementações desses produtos no mercado. Dado que
a política da cannabis envolve trocas inevitáveis, entre valores sociais concorrentes em face da
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considerável incerteza sobre os efeitos que políticas mais liberais terão sobre o uso dessas
substâncias. Mesmo sabendo que a relação de prós e contras do uso da cannabis dependerá de
como os governos regula a liberação e de seu fornecimento a população.
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