Função Cultural da Educação na Pedagogia
Função Cultural da Educação na Pedagogia
Tete
Abril, 2025
Antónia Carlos Trabuco
Ashante Raiumundo Justino Simbe
Duarte Manecas Maurício
Laste Amosse Mabeu
Micha Tomás Cipriano
Tete
Abril, 2025
Índice
1. Introdução.............................................................................................................................I
3. Conclusão .......................................................................................................................... 14
1. Introdução
No presente trabalho faremos uma abordagem sobre a fronteira e a influência da
educação para a sociedade. Em meio ao mundo globalizado, planeta-rizado e mundializado e
repleto de problemas sociais, ambientais, económicos, políticos, religiosos, entre outros. Bem
como poderemos perceber que a acção educativa tem por finalidade a humanização do homem
através da identificação dos elementos culturais acumulados historicamente.
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos
ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
A importância da preparação do aluno no início de sua caminhada como cidadão,
auxiliando-o na compreensão de seus direitos e deveres, este é o compromisso da escola e de
seus educadores.
O seu raciocínio lógico deve ser desenvolvido junto com seu senso crítico, tanto na
resolução de problemas matemáticos como na resolução de problemas do seu dia-a-dia, como
na conscientização da preservação do meio ambiente, na aquisição de hábitos de higiene e boa
alimentação, mas principalmente desenvolver no aluno a habilidade de interpretar.
Refletir sobre os processos culturais partem do universo infantil e se estende por todo o
percurso de aprendizagens do sujeito, pois a estrutura cultural herdada e construída na sua
família tem o poder de auxiliá-la na elaboração de novos saberes.
[Link]
1.2.1. Objectivo geral
Esudar a função cultural da educação.
[Link]
Para a realização deste trabalho foi empregue o metódo bibliográfico, que consiste na
revisão da literatura relacionada à temática abordada, para tanto, foram utilizados livros e
artigos. De acordo com Boccato (2006, p. 266), a pesquisa bibliográfica busca a resolução de
um problema “hipótese” por meio de referenciais teóricas, analisando e discutindo as várias
contribuições científicas.
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2. Revisão da literatura
[Link]ção cultural
Da educação ninguém escapa a educação, em casa, na rua, na escola, de um modo ou de
muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar e para
aprender e ensinar.
Para saber, para fazer ou para viver todos os dias misturamos a vida com a educação,
com uma ou com várias educação ou educações. A educação se associa há processos de
comunicação, é interacção pelos quais os membros de uma sociedade assimilam saberes,
habilidades, técnicas, atitudes, valores existentes no meio culturalmente organizados e com
isso, ganham o patamar necessário para produzir outros saberes, técnicas, valores.
A criança quando entra na escola já trás de casa uma bagagem de informações
construídas nos seus primeiros anos de vida, a primeira noção de socialização é transmitida para
criança através da família. Para dar início ao diálogo produtivo, ideias prontas devem ser
desconstruídas. É essencial que os professores entendam o público para o qual prestam serviço
(como está organizada a família contemporânea? Qual o papel dela na educação?). Por outro
lado, a família deve compreender a missão e as propostas da escola e conhecer formas de
contribuir com ela .
Palato (2009, p. 106), nos dias de hoje, o educar está cada vez mais difícil, está sendo
atribuído ao professor tarefas que antigamente eram exclusivas da família, devido ao fato das
mudanças na sociedade, onde as mães precisam sair de casa para trabalhar e assim mais cedo
colocam seus filhos nas escolas de educação infantil, ficando ao professor o compromisso de
educar está criança.
Conforme afirma Oliveira (2011), existe uma cultura em cada povo, onde cada
grupo social constrói e recebe outras influências culturais, considerando que desde o seu
nascimento, a pessoa é influenciada pelo ambiente social à qual está incorporada. Assim,
entenda-se que não pode existir uma pessoa desprovida de cultura.
Já Freire (2011a, p. 30) explana que a “cultura se define a partir de tudo que o
homem cria”. Assim, conforme explica o antropólogo Kluckhohn (1963, apud OLIVEIRA,
2011, p. 135) esta se traduz como “toda a vida de um povo, como uma herança social
adquirida do próprio grupo ao qual é pertencente, ou ainda pode ser entendida como parte
do próprio ambiente criado”.
Neste sentido, a cultura, segundo explica Severino (2010, p. 81) significa “uma
conjunção de objetos que resultam das atividades produtivas, sociais e simbólicas dos
homens”. Lopes, Mendes e Faria (2005, p. 13), fazem uma referência de Vygotsky,
explanando que:
Observando conceitos e definições, se pode
compreender que a cultura se denomina à partir de tudo que
circunda o homem, tudo que é visto, ouvido, aprendido, e
conhecido, na sua interação social durante toda sua existência,
tudo que se refere ao homem em sociedade e, especialmente,
se refere a toda a sua produção: bens materiais e bens
simbólicos.
Distintamente ao mundo da natureza, o que foi produzido veio pelas mãos do
homem, como fruto de sua imaginação e criação (VYGOSTSKY, apud LOPES et al.
(Orgs.), 2005). Assim, quando se trata do termo cultura, seu significado faz referência a
tudo que foi produzido pelas mãos humanas e que foi preservado como bem social, assim,
ela tem relação dom os valores dos grupos sociais, experienciado pelos indivíduos, mas se
define como bens e valores sociais.
Já a educação, conforme descrição dos índios, é um segmento que integra a cultura;
reproduzindo e cuidando dos valores a ela intrínsecos, consequentemente, não obstante que
a educação ignore que está inserida em uma realidade onde sua função é a organização e
sistematização da estrutura social, onde é participante.
Entenda-se que, como a educação é um fator que constitui e é constitutivo a partir
da cultura, e esta deve estar no ponto para ser capaz de auxiliar na promoção da formação
necessária para a integração da sociedade, visando conjuntamente e em prol desta, as
ferramentas indispensáveis à aprendizagem dos conhecimentos com real significado social.
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Dessa forma, Paulo Freire (1921-1997) atenta para o cunho dialógico da educação,
pressupondo a comunicação entre as partes, para que esta seja estabelecida num mesmo
nível, isto é, dentro da mesma realidade. O consagrado autor aponta ainda que, todo diálogo
demanda a existência de um conteúdo para dialogar e, por esta razão, determina um tipo
de planejamento destinado a orientar este diálogo, devendo ser abordado, conforme
explana Freire (2011a, p.108):
(…) o conceito antropológico de cultura, onde existe a
distinção entre os dois mundos: o da natureza e o da cultura. A função
ativa do homem em e com sua realidade. Assim, a perspectiva de
mediação que possui a natureza para as relações e comunicação entre
os homens e a cultura é concebida como o que o homem é capaz de
acrescentar a que ele não criou e é resultado do seu trabalho, da sua
capacidade de criar e recriar.
Neste sentido, a cultura é a vertente transcendental resultante de suas relações, como
uma dimensão humanista, como aquisição sistemática de tudo que o homem experimenta.
Parte do que é incorporado, sendo crítica e criadora, pois não resulta de uma sobreposição
de algo que foi doado ou prescrito. Assim, a democratização da cultura expande as
dimensões da democratização fundamental, onde a aprendizagem da escrita e da leitura
funcionam como a solução para que o analfabeto inicie sua incorporação no universo da
comunicação escrita, ou seja, o homem, no mundo e como mundo, sua função de sujeito e
não de simples e permanente objeto (FREIRE, 2017d).
Dessa forma, nesta perspectiva de entendimento, a educação abrange todas as
dimensões humanas, assim, de acordo com Morin (2014, p. 11):
A função do ensino se baseia na transmissão, não do simples saber, mas de uma
cultura que possibilite o entendimento acerca da nossa condição que nos auxilie a viver e
seja, ao mesmo tempo, favorável a uma forma de pensar mais aberta e livre.
Por este ângulo, a educação abrange o homem como uma agregação biossocial, que
se constitui e se transfigura a partir dessa relação dialógica e, apenas desta forma, seu
desenvolvimento é possível e ocorre e uma relação dialética com a sociedade, ou seja, o
homem forma e é formado pelo ambiente que o cerca (VYGOTSKY, 2007).
Como exemplo desta perspectiva, pode-se observar o reflexo na própria Teoria da
Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky, expressando claramente o
desenvolvimento das capacidades infantis sendo consequentes ao processo da interação
social, definindo como o distanciamento entre o nível de desenvolvimento real, que
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normalmente se determina por meio da resolução que independe das dificuldades, e do grau
de desenvolvimento potencial, estando orientado por uma pessoa adulta ou com parceiros
mais capacitados (VYGOTSKY, 2007).
Dessa forma, é imperiosa a mediação instrumental, isto é, a utilização de recursos
culturais para a intervencionar a criança no meio, à proporção que ela toma deste, os
elementos necessários para a constituição e amadurecimento da dinâmica que relaciona
linguagem e pensamento, imprescindíveis ao seu desenvolvimento sócio histórico
(VYGOTSKY, 2007).
A íntima relação entre educação e cultura na formação do homem como ser cidadão,
salienta a natureza fundamental das ações que integram as demonstrações artísticas e
intelectuais nas práticas pedagógicas dos ensinos formais e informais. Entretanto, cabe
corrigir a fragmentação entre as concepções e planejamentos das políticas que se referem
às duas esferas como centro de articulações dos distintos âmbitos da administração pública.
Em outro aspecto, é premente que se reconheça que as dificuldades de acessos à
educação e à cultura produzem impactos concomitantes. A exemplo disto, estão os lapsos
na formação artístico-cultural dos alunos no Brasil, que desta forma deixam de integrar um
grupo social antenado e com críticas pertinentes sobre a recepção e produção de
manifestações simbólicas.
As prioridades dos desafios voltados a uma política cultural vinculada a de educação
abrangem a formação de professores, bens culturais disponíveis a docentes e discentes, as
trocas de informações e aplicação de competências entre as duas esferas, os
reconhecimentos sobre os conhecimentos tradicionais, a partilha de projetos e recursos, o
aperfeiçoamento do ensino das artes em escolas, bem como as transformações que estas
instituições sofrerão ao se constituírem centros de convivências e experiências culturais.
A prática do estudo, tem caráter social, não somente individual, ocorrendo
independe de que os sujeitos estejam conscientes ou não. Assim, intrinsecamente, o ato de
estudar, como um ato de curiosidade do indivíduo frente ao mundo, se traduz como uma
forma de expressar e estar dos indivíduos, como pessoas sociais, históricas, construtoras,
transformadoras, que não somente sabem, mas tem consciência de que sabem (FREIRE,
2011a).
desenvolvimento do ser humano, onde a criança começa a desenvolver sua percepção à sua
volta.
É na fase infantil que se irrompem dimensões privilegiadas nas aprendizagens
significativas da criança, e sua evolução está vinculada à socialização e sua formação histórico-
cultural presumem afetos, valores, desenvolvimentos motores, cognitivos, psicomotores. Estas
proporções, porém, nunca devem ser apartadas ou fragmentadas na elaboração da
cientificidade, pois são na realidade os fundamentos do conhecimento humano (PIMENTEL,
2008).
Dessa forma, os infantes adentram o espaço escolar levando consigo sua história, seu
percurso na vida, que traduzem seus conhecimentos prévios. Estes saberes produzidos nos
cotidianos estimulam a curiosidade de entender o que acarreta na ampliação dos seus saberes,
onde suas histórias de vida funcionam como motores propulsores que norteiam a vida das
pessoas e é aí que repousa a expressiva importância das contribuições da cultura para o percurso
acadêmico dos alunos.
A partir deste fundamento se pode afirmar que os valores oriundos dos universos
familiares podem ser concebidos como a base de novas aprendizagens. Conclui-se que o
ambiente escolar necessita, realmente, estimular pensamentos inovadores auxiliando a criança
a se tornar estudiosa; entretanto, apesar de passado algum tempo desde a proposta de um
ambiente direcionado para o aluno, ainda não se conquistou a educação almejada (FREIRE,
2011b).
Considerando estes desafios, cabe questionar do que realmente a cultura é capaz, porém
se deve problematizar cada contexto, buscando direção para solucionar cada um deles; ou se
ela é intrínseca a cada indivíduo, se seus saberes são únicos, mas aí está sua relevância cultural,
pois ela é a base e o começo para a evolução de cada um.
Todavia, se questiona a razão pela qual a cultura popular não é admitida no denominado
grupo dominante e constata que no ambiente escolar nem sempre a cultura é bem recebida, pois
sua metodologia retrata os grupos dominantes. Por conseguinte, o processo de ensino-
aprendizagem ainda não consegue suprir as expectativas do povo, e, por conseguinte, ainda não
retrata uma libertação (GIROUX, 2006).
Segundo a constatação de Freire (2011c, p. 30), “o homem está com o mundo e
incorporado nele, se somente permanecesse existiria transcendência nem teria finalidade em si
mesmo”. Este indivíduo representa a construção de elementos da sua imaginação que irão se
tornar realidade no início das experiências vivenciadas socialmente. Outrossim, é atribuída
subjetividade partindo da consciência do objeto (SEVERINO, 2010), ressaltado em uma
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representação conhecida como a rede e o peixe que segundo relata ALVES (2009, p. 17):
O mundo de cada um se restringe aquilo que pode expressar, a linguagem é ontológica
e a mesma coisa ocorre se a abordagem for referente a cor, cheiro, sentimento, poesias, amor,
músicas e felicidade, pois não existem redes que as possam reter.
Pode-se considerar o que relata Severino (2010, p. 80) quando afirma que: “a
subjetividade é elemento contemporâneo à origem do homem, surgindo como estratégia
vivencial e instrumental para as ações”. Pode-se afirmar, então, que, sob a perspectiva
antropológica, a consciência surge intrínseca e intimamente vinculada ao processo da ação.
Efetivamente, o simbolismo requer da mente do indivíduo ações subjetivas de ampla
complexidade para a concretização do imaginário e do íntimo do indivíduo (SEVERINO,
2010). Por esta razão, Kuenzer (2002, p. 32) afirma que: “as linguagens, as narrativas, etc. não
somente retratam ou relatam acerca das coisas, mas as instituem criando sua realidade” e com
esta afirmativa, pode-se tomar o entendimento de Freire (2011c, p. 28), quando diz que “o
homem deve estar subordinado à sua própria educação”, com a capacidade de mudar suas
realidades partindo das relações históricas, onde a cultura local proporcione o fundamento que
tanto impele o pós-modernismo.
Nesta perspectiva, Kerschensteiner apud Bamberger (2002, p. 33), afirma que “é por
meio dos bens culturais que a pessoa busca ajustar-se à estrutura social”. Dessa forma, entende-
se que a criança, enquanto um ser que pensa, capaz de apreender conhecimento, está
visceralmente vinculada na estruturação de um mundo mais assertivo; isto ocorre se a
sociedade, quando transmitir os valores relacionados ao contexto escolar, considerar que cada
pessoa tem o poder transformador do ambiente em que vive.
valores, seu percurso, experiências, conhecimentos, acessos aos bens culturais disponíveis”
podem beneficiar e propiciar o progresso pessoal de cada pessoa.
No seu interior a fonte essencial de inspirações filosóficas conduzem a saberes que
possibilitam o aprendizado mais abrangente e os componentes culturais, ao serem propagados
proporcionaram múltiplas influências que impulsionaram as pessoas através da história, assim,
é bem preponderante tal fato, pois os processos histórico-sociais qualificam os moldes
educacionais (REGO, 2014).
Por esta razão é imprescindível que sempre sejam observadas suas influências,
considerando que produzem harmonia no processo de construção do conhecimento, pois para
cada etapa histórica existiu um ensino, um conceito, motivo pelo qual é imprescindível o
conhecimento dos alunos com todo seu contexto de vida, história, cultura, saberes visando
desenvolver metodologias com significados próprios para cada aluno e contexto que está
inserido e que seja baseado na cidadania e na dialogicidade.
Dessa forma, uma educação que possua por premissa básica os conhecimentos prévios
do aluno, pode ser concebida como um processo fundamentado nos rigores das demandas atuais
e que, concomitantemente, reconhece seu histórico e as especificidades de sua cultura,
prestigiando sua identidade.
somente dentro de uma sala de aula onde existe o professor, formado para educar.
Ao ser assim, a educação é um (fenómeno plurifacetado, ocorrendo em muitos lugares,
institucionalizados ou não, sob vários modalidades). Identifica a prática pedagógica em seus
variados modos de ocorrência, Brandão & Libanio (1985, p. 56).
A função cultural da educação é a transmissão dos valores morais, normas sociais de
uma sociedade. Exemplos: Ritos de iniciação e loboló.
Brandão (1985, p. 62), a educação e a cultura estão em paralelo, isto é, nem a educação
assim como a cultura não encontram-se uma dentro da outra, estas agem em simultâneo
actuando a um fim único que é a instrução complementa a cultura.
2.2.1. Escola
A escola está associada a moral e a ética, há um conceito pré-estabelecido que a
educação escolar ajude a formar sujeitos cultos e dignos.
Segundo Libanio (2006), a escola é uma cultura organizacional o funcionamento dela é
o fruto das relações estabelecidas entre seus membros, essa cultura pode ser modificada pelas
próprias pessoas, ela pode ser discutida, avaliada, planejada, num rumo que responda aos
propósitos da direcção, da coordenação pedagógica escolar. É certo que a escola possui a sua
cultura, mas ela é também um lugar de mediação entre as diferentes culturas.
Ela é a esperança da formação cultural, do progresso, da conquista, da dignidade, da
emancipação, continua sendo o caminho para igualdade e inclusão social, pois propícia aos
alunos conhecimento, estratégias e procedimentos de pensar sobre valores e critérios de modos
de decidir e agir. No entanto, o interesse pelo desenvolvimento organizacional, aplicado às
escolas com objectivo de alcançar a melhoria das instituições escolares em termos de
funcionamento técnico administrativo e gestão pedagógica.
Libanio (2006, p. 71-72), ao se considerar a escola como um sistema social composto
de partes ou segmentos que formam um todo orgânico, faz-se necessário reflectir sobre a
dinâmica do quotidiano escolar em seus múltiplos aspectos, pois o pensamento pedagógico
contemporâneo não pode se esquivar dessa importante tarefa sob pana de cair na
superficialidade.
A escola contribui para a reprodução da ordem social. No entanto, ela também participa
de sua transformação, às vezes intencionalmente, outras vezes, as mudanças se dão, apesar da
escola.
Piletti (2004, p. 84), nesse contexto, o dirigente escolar, o professor, os pais de alunos e
a comunidade em geral precisam entender que a escola é um espaço contraditório e, portanto,
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se torna fundamental que ela construa seu projecto político-pedagógico. Cabe resultar, nessa
direcção, que qualquer acto pedagógico é um ato dotado de sentido e se vincula a determinadas
concepções (autoritárias ou democráticas), que podem estar explicitas ou não.
Assim pensar a função social da educação e da escola implica problematizar a escola
que temos na tentativa de construirmos a escola que queremos. Nesse processo, a articulação
entre os diversos segmentos que compõem a escola e a criação de espaços e mecanismos de
participação são prerrogativas fundamentais para o exercício democrático, na construção de um
processo de gestão democrática.
2.2.2. Cultura
A cultura é definida como um sistema de signos e significados criados pelos grupos
sociais. Ela se produz (através da interacção social dos indivíduos, que elaboram seus modos
de pensar e sentir, constroem seus valores, manejam suas identidades e diferenças e estabelecem
suas rotinas).
A cultura é parte do que somos, é nela que regula nossa convivência e nossa
comunicação em social, de acordo com as duas concepções básicas da cultura.
I. Preocupa-se com todos os aspectos de uma realidade social, ou seja, cultura é
tudo aquilo que caracteriza a existência social de um povo ou nação;
II. Refere-se ao conhecimento, as ideias e crianças de um povo, assim como eles
existem na vida social.
Dessa forma, cultura diz respeito a uma esfera, ou domínio da vida social e adverte que,
se a cultura não mudasse, não haveria o que fazer senão aceitar como naturais as suas
características e estarem justificadas, assim, as suas relações de poder.
Cultura é um conjunto dos traços característicos do modo de vida de uma sociedade,
uma comunidade ou um grupo, podendo considerar os aspectos quotidianos, triviais ou
inconfessáveis. Para Cardoso (2001, p. 16), metodologicamente, a cultura da escola pode ser
identificada por quatros (4) diferentes subculturas, a saber:
[Link].Cultura estruturalista
Se expressa nos modelos instituídos de funcionamento da escola, e se concretiza na
escola real, resultado das práticas pedagógicas construídas pela experiencia e prática
profissional dos actores escolares;
[Link].Cultura integracionista
Nasce das interacções sociais e integra os actores escolares (professores, alunos e
famílias), numa cultura própria, invisível e distinta da escola real;
2.3. Professor
O professor é o mediador do conteúdo transmitido, ele deve propor actividades que
conduzam o educando para a condição de sujeito activo da própria aprendizagem no processo
de transmissão e assimilação do conhecimento, o professor precisa estar atento aos aspectos
cognitivos e subjectivos do aluno para desenvolver o aprendizado e torna-lo mais significativo.
As relações entre professor/aluno, não são estáticas, mas dinâmicas, pois se trata da
actividade de ensino como um processo coordenado de acções docentes.
Saviani (1992, p. 23), deixa-nos entender que a relação professor e aluno ou vice-versa
têm a finalidade no processo de ensino e aprendizagem, que gira em torno da concepção da
educação, tendo uma perspectiva de que quando todos se unirem na essência da educação como
prática de liberdade, ambos abrirão novos horizontes culturais de acordo com a realidade e
imaginação de todos os indivíduos, seguido das diferentes culturas de cada um.
naturalmente importante que o futuro professor passe por um processo de formação que irá
prepará-lo para uma actividade docente onde todos nós buscamos um mesmo propósito, uma
sociedade mais justa e humana com melhor qualificação, que irá contribuir na formação do
futuro profissional.
3. Conclusão
Este trabalho permitiu constatar, que a participação de todos, família e escola, na
socialização do aluno é de extrema importancia pois, permiti ao alumo obter resultados
satisfatórios na sua aprendizagem.
Também, permtiu concluir que a escola deve ser um local de enriquecimento cultural,
intelectual e social dos alunos, partilhando-se os costumes da sociedade, a fim de servi-la
oportunamemte.
A preocupação com a socialização alunos deve prevalecer na esfera social e escolar,
preprando o aluno para resolução dos problemas sociais, culturais, bem como a sua análise
critíca.
Os pais ou educadores foram a sociedade do amanhã, devendo cumprir com seu papel
para com os alunos, transmitido valores morais e éticos.
Em uma análise mais aprofundada pode-se identificar o quanto são fundamentais os
componentes culturais e artísticos para a evolução do ser humano desde a sua infância, pode-se
ainda afirmar que eles são os fundamentos centrais na sua formação, possibilitando a aceitação
nos mais distintos meios de pensamentos, de questionamentos e ações no mundo moderno, onde
os conhecimentos são considerados supérfluos (esta perspectiva traz como consequência um
mundo cada vez mais provisório).
Entretanto, toda proposta sociocultural deve ter como fundamento um cunho
Vygostskyano, ou seja, fundamentado nas relações sociais originadas do meio em que está
inserida. Este conhecimento se constrói por meio das interações familiares, nas rotinas
vivenciadas e é essencial para seu crescimento.
Outrossim, os elementos culturais bem trabalhados proporcionam maior aceitação das
diferenças que existem na sociedade, pois está se constitui a partir da miscigenação de distintos
povos, onde cada peculiaridade cultural é muito importante a nível individual e social.
Assim, a cultura exerce forte influência na educação e, em suma, as concepções dos
estudiosos da antropologia e dos educadores, mencionados no corpo deste estudo, é possível
identificar que a cultura consiste em um processo de aquisição de conhecimentos de alta
15
[Link]ências bibliográficas
Aranha. M. L. A. (1996). Filosofia da Educação. 2ª ed. São Paulo, Brasil.
Brandão. C. R.(1985). O que é educação. São Paulo, Brasil.
Gadotti. M. (2000). Perspectivas Actuais da Educação. São Paulo, Brasil.
Libaneo. J. C. (2006) Didáctica. São Paulo, Brasil.
Saviani. D. (1992). Pedagogia histórico-critica. 3ª ed. São Paulo, Brasil.
Veiga, G. G. (2002). A escolarização como projecto de civilização. São Paulo, Brasil.