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Viagem no Tempo: Explorando Eras Geológicas

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Josué Rodrigo Gonçalves da Silva

Como meu guia diz que devo começar na era neo-proterozóica acho que o melhor caminho que
posso ter é o período ediacarano e torcer para o ENO (Evento de oxigenação neo-proterozóica)
já ter ocorrido. porque sem oxigênio é complicado mesmo já não sendo o suficiente para eu
respirar é melhor que nada. Ir para uma era glacial também não me permitiria estar vivo, o traje
especial ajuda, porém não me transforma no Superman. uma viagem doida. Porém vale ponto,
essa pesquisa vou ter que assumir o risco e ir.

Realmente eu poderia tentar o toniano, mesmo sabendo do que pode acontecer lá, por mais que
fosse legal ver os continentes unidos, 2 fatores me afastam de lá. O primeiro sendo o principal
que vale também para o criogeniano, a falta de oxigênio lá dada as perspectivas que o ENO
ocorreu mais para perto do ediacarano (não é à toa que a vida começou a se desenvolver mais
rapidamente nessa transição depois para o cambriano). Então por mais que obtivesse a
oportunidade de observar os organismos pré-inundação de oxigênio na atmosfera respirar acho
que é mais vital. E outro fator em menor escala, é chegar em um dia de grande terremoto,
porém, esse fator é bem inferior ao anterior devido de que um período que durou de 1 bilhão a
720 milhões de anos, muita coisa aconteceu e os terremotos não acontecem de um dia para o
outro o mais provável é até eu chegar em um dia calmo. Mesmo assim decidi não ir.

Para a viagem levarei, comida enlatada para sobreviver por um período de uma semana, minha
máquina do tempo que é bem nos moldes de uma nave dentro dela não tem muito espaço porém,
dá para eu me apertar aqui e tirar uns cochilos, levarei papel higiênico, o banheiro será o planeta
inteiro só para mim, e higiene é importante, levarei mais minha pasta de dente, água para eu
me manter esses dias, um relógio para eu ter noção de quanto eu caminhei durante os dias lá,
já que em questão de hora ele não irá funcionar uma boa camêra para eu registrar tudo, além
do traje especial para respirar. E não posso esquecer as seringas e os equipamentos para usar
para a coleta de material, espero conseguir descer em uma área com água, meu objetivo é achar
vida ou vestígios dela no período e tentar coletar pelo menos uma amostra de cada período.

Chego lá basicamente em um terreno plano, não há vegetação nem nada, e acho que nem é para
existir, primeiro dia chego pelo período da manhã e está bem frio, era de se esperar em
comparação com o que tenho na minha época. Tento somente buscar por água andando, seria
um risco também eu tentar arriscar qualquer pilotagem por quê somente sei apertar o botão de
viajar e escolher o local de pouso, o resto ele faz, tentei andar boa parte do curto dia que tenho
19 horas descontando o tempo de sono não é muito, porém, como não tem acesso ao meio do
mundo digital essas 19 horas pareceram ser maiores do que as 24 horas que tenho na minha
época. Depois de um dia inteiro acho sinal de água como só posso mudar o destino pra 4 lugares
antes de ir pra casa e gastei um não vou tentar força a barra vou procurar amanhã em outra
direção e ver no que dá, não posso me dar ao luxo de tentar também ir muito distante da minha
máquina se não fico preso aqui. Segundo dia tento ir para o norte, inverso que eu estava e tento
achar a vista do oceano e depois de mais um dia de busca não consigo achar água infelizmente,
tudo que eu consigo é achar um lugar lamacento com fragmento de rocha, sem sinal de vida.
Frustrado volto para a nave durmo perdido nos meus pensamentos e já projeto a máquina para
o próximo ponto da viagem. Ordoviciano cerca de 460 milhões de anos atrás (não quis muito
muito no começo porque poderia ainda esta em fase de transição de períodos nem muito tarde
pra não perder a extinção em massa, dessa vez vamos ver se eu paro em um lugar melhor, desço
já vejo que tive sorte, consigo com minha camêra tirar foto de uma prímitiva vegetação rasa
existente de onde estou, que por sinal é uma bela vista, me sinto feliz e triste por ninguém mais
poder observa o que estou vendo a sensação e de uma paz e uma melancolia, de ver o quão
grande é a escala do tempo, pode ser até que eu consiga respirar aqui porém não quero nem
levar e nem trazer doenças pra esse mundo (momento aprendendo com a história), enquanto
me iludo com a vista num sentido positivo, estava um sol frio á maquina apontava -3º que eu
como um soteropolitano achava um absurdo de frio ainda bem que vim de traje mesmo, porém
era uma perto de uma bela praia de vista com o oceano como Gondwana estava se separando
ainda percebo que estou em um arquipelago por que vejo a presença de várias ilhas em volta e
venho procurar os Bangiomorpha, o ser mais antigo encontrado que contia um organismo
complexo, multicelular e que se reproduzia sexualmente, então justamente desci onde o fóssil
dele se encontrava, na região onde hoje o canadá (no caso pra mim daqui a uns milhões de
anos) cabe acha-lo agora, dado que o bom da vida já se estabeleceu o oxigênio pode ter causado
uma extinção em massa da mesma forma de quê daqui a uns milhôes de ano vai acontecer outra
aqui que faz parte de um importante evento para toda essa era. O oxigênio até que está em boa
porcentagem cerca de 17,3% pro que estava antes está bem melhor porém o que poderia me
prejudicar caso não estivesse com o traje serie os niveís altissimos de CO2 aqui presente
passando da casa de 5234 ppm, sendo cerca de dez vezes o que temo hoje em dia. A localização
batia certo com o fossíl achado no futuro, consigo achar e tirar fotos de um Bangiomorpha não
vou poder leva-lo para estudo por que não quero mexer com linha do tempo (momento
aprendendo com filmes), percebi que caso eu levasse algo daqui eu poderia alterar algum
processo que desencadearia em um futuro que eu não estou disposto a arcar com as
consequências.

Tiro somente as fotos e volto decido criar um acervo de foto para servir de exemplificação para
fins educacionais e de curiosidade. Foi um dia bom já consegui cumprir meu objetivo e decido
dormir aqui pra partir amanhã, chegando no outro dia vou para o próximo destino.

Todo mundo acha que deve ser legal volta para época dos dinossauros para poder ve-los em
carne e osso como realmente eram, porém, agora que estou para chegar no período jurássico,
vem uma ansiedade por que a vida humana pode ser muito frágil em caso de encontrar um
animal carnivoro, então para nosso bem espero não encontrar dinossauro de grande por ou
carnivoros meu objetivo dessa parada é ir atrás de um de mamífero primitivo placentário
chamado Juramaia, que viveu cerca de 160 milhões de anos atrás na região onde hoje é a China
(sinto muito pessoal que queria ver um dinossauro de grande porte quem sabe na próxima).

Estou perto de descer e quando chego meus indicadores da maquina apontam um um clima
semi-amigavel de 6º, o nivel de oxigênio aumentou para 20,3% algo muito mais parecido com
o que temos hoje em dia que é cerca de 21%, dessa vez os nivéis de gás carbonico reduziram
drásticamente à 1576 ppm, o que é apenas 3 vezes mais do que estamos acostumados na vida
contemporânea, assim não assumirei o risco de ficar sem traje durante a visita, deço e aqui já é
bem diferente desde o começo da viagem, vejo uma vegetação bem mais alta, insetos, bem
maiores que eu estamos acostumados a observarm (só tive que volta pra nave umas 6 vezes até
poder sair por mais tempo), acho espécies voadoras de dinossauros e foi simplesmente mágico
ver um réptil voador daquele jeito, após essa viagem pela foto que tirei o animal que devo ter
visto foi um Baminornis, que seria uma excelente especie voadora Consegui tirar fotos e não
pensei em mais nada o resto do dia era diferente do que eu achava ele tinha muito mais penas
do eu fosse esperar, fantastico. Dormi e acordei pensando nisso, no outro dia de apenas muitas
23,2 horas (menos de uma hora de diferença para com o século XXI), logo de manhâ tenho a
sorte de acha uma espécie de Juramaia, e sigo ela tropeço em um galho e para meu desespero
vejo se a roupa furo ou se teve algum vazamento, vejo que não, quando menos percebo vejo
que o Juramaia estava com sua família juntos, e vejo e reflito a quantidade de especimes que
ja existiram e que existem, concluo o objetivo tirando as fotos dos Juramaias com sua familia
e volto pra nave cada vez mais reflexivo. Penso eles já sabem que eu fracassei ou não na minha
missão (porque no futuro eu ja voltei, ou nunca voltei) isso é assustador por quê essa missão
poderia ter acontecido uma tragédia a qualquer momento.
Nossa última parada é o período neogeno e aqui temos o meu maior objetivo, que é conseguir
as imagens do berço da humanidade de acordo com os fosseis já registrados, estou hoje no
futuro é o desfiladeiro de Olduvai, localizado no norte da Tanzânia. Já o modelo tectônico que
já conhecemos predomina, a placa Indiana já se chocou com a placa Eurasiana, as Américas já
estão formadas porém como estamos ainda em um lugar mais quente devido a estar também
mais perto da linha do Equador porém os marcadores não conseguiram me dar a temperatura
exata sei que não deve passar dos 12º celsius estamos a cerca de 1.9 milhões de anos da nossa
contemporaneidade, depois disso chego e pouso pela manhã e vejo que existe uma forte
vegetação ao contrário da savana que contemporaneamente achamos, e não vejo sinais de seres
humanos de primeiro momento a atmosfera já é respirável até com um nível de carbono menor
do que estou acostumado cerca de 289 ppm ( em comparação do periodo só que por questão
de segurança minha e alheia não vou tirar o traje (que até está começando a gerar certo calor),
vejo a presença de animais principalmente insetos, e pequeno mamíferos ancestrais da época,
passei o dia procurando não encontro nada. Basicamente só teria mais um dia para encontrar
um ser humano, isso martelava por que pensar como seria examente ver essa fase da
humanidade, ver um ser em simbiose com caracteristicas ainda animalescas, e ao mesmo tempo
nos ver atráves de um prisma de onde poderemos chegar, foi o momento onde mais me
encontrei em reflexão e medo do que eu poderia ver. até que no meio da noite escuto um
barulho estranho, uma série de cutucadas na nave onde estava dormindo ( sendo uma nave de
pequeno porte e sem muitas janelas da visão que eu tinha era somente escuridão e nada mais.
Extremamente assustado por que tudo estava em jogo, apenas aguardo as cutucadas pararem,
a nave era resistente a balas não seria parada por qualquer coisa, poderia ser um animal, até
que ouço uns sussurros , e uns grunidos que me deram a convicção que eram seres humanos,
provavelmente uma família por que o barulho não era de grande volume, porém se caso eu
tentasse sair poderia gerar em uma situação que poderia mudar tudo seja em questão de sáude
pelas doenças e uma questão que eu acho que nenhum ser humano contemporâneo comum na
história poderia estar preparado para lidar. O barulho para, não consigo dormir a noite e pela
inicio da manhã tudo esta calmo. Apenas o que vejo é a paisagem da vegetação africana mais
bela do que nunca, dali eu nem saio decido apenas voltar para casa. Para mim ali já deu,
consegui muito mais do que eu queria, às vezes é melhor deixar esse tipo de coisa o importante
é sabermos que estivemos aqui a muito tempo talvez pouco tempo na escala geológica porém
esse pouco tempo nos fez descobri muitas coisas.

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