a) Demonstrações financeiras vs Estrutura conceptual (5v)
As demonstrações financeiras são relatórios que apresentam a posição patrimonial e
a) Estrutura conceptual do FASB (EUA) vs Estrutura conceptual do IASB
financeira de uma entidade, refletindo os seus resultados e fluxos de caixa. O objetivo
(Internacional). (5v)
é fornecer informação útil para investidores, credores, governos e demais utilizadores
na tomada de decisões económicas. Incluem: Balanço, Demonstração de
Resultados, Fluxos de Caixa, Alterações do Capital Próprio e Notas explicativas.
FASB (EUA): Foi o primeiro a desenvolver uma estrutura conceptual
(SFAC – Statements of Financial Accounting Concepts, 1978–2000).
Já a estrutura conceptual é o conjunto de princípios, fundamentos e pressupostos Tinha como objetivo aumentar a confiança dos utilizadores nas
teóricos que servem de base para a preparação e apresentação dessas demonstrações. demonstrações financeiras, definindo objetivos e fundamentos
Define conceitos como activo, passivo, rendimentos e gastos, estabelece princípios hierarquizados. O foco estava nos relatórios financeiros e na utilidade
como continuidade, prudência, consistência e define as características para os investidores.
qualitativas da informação (relevância, fiabilidade, comparabilidade, IASB (Internacional): Criado em 2001 (herdando o Framework do
compreensibilidade). IASC, 1989). Apresenta conceitos mais gerais, servindo de base para a
preparação e apresentação das demonstrações financeiras em escala
global. Define princípios (continuidade, consistência, prudência, etc.) e
b) Activo, Passivo e Capital Próprio vs Rendimentos e Gastos (5v) características qualitativas da informação (relevância, fiabilidade,
comparabilidade, compreensibilidade).
Activo, Passivo e Capital Próprio são elementos que compõem a
posição financeira da empresa, normalmente apresentados no
Balanço:
b) Princípio da Continuidade, Consistência e Prudência vs Características
o Activo: recursos controlados pela entidade (dinheiro, qualitativas da informação financeira. (5v)
mercadorias, imóveis, etc.) dos quais se espera benefícios
futuros.
o Passivo: obrigações presentes (dívidas, empréstimos, Princípios contabilísticos (IASB):
fornecedores). o Continuidade: presume que a empresa continuará a operar
o Capital Próprio: valor residual após dedução de passivos no futuro previsível.
aos activos. o Consistência: políticas contabilísticas devem ser aplicadas
Rendimentos e Gastos estão ligados ao desempenho da empresa, de forma uniforme entre períodos.
apresentados na Demonstração de Resultados: o Prudência: reconhecimento das incertezas, evitando
o Rendimentos: aumentos nos benefícios económicos superavaliações de ativos ou resultados.
(vendas, serviços, juros recebidos). Características qualitativas:
o Gastos: diminuições nos benefícios económicos (custos de o Relevância: informação deve influenciar decisões
produção, salários, perdas). económicas dos utilizadores.
o Fiabilidade: livre de erros materiais e representar fielmente
c) Vida e obra de Luca Pacioli vs Período Pré-Científico da história da a realidade.
contabilidade (5v) o Comparabilidade: permitir análise entre períodos e entre
empresas.
Luca Pacioli (1445–1517): Frade franciscano e matemático italiano, é o Compreensibilidade: informação deve ser clara e
considerado o pai da contabilidade moderna. Em 1494, publicou a inteligível para utilizadores com conhecimentos razoáveis.
obra “Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et
Proportionalità”, onde dedicou um capítulo à Partida Dobrada (débito
e crédito), sistematizando o método já usado pelos comerciantes
italianos. Sua contribuição deu rigor científico e permitiu que a c) Activo, Passivo e Capital Próprio vs Rendimentos e Gastos segundo o IASB.
contabilidade fosse reconhecida como disciplina autónoma. (5v)
Período Pré-Científico: refere-se ao tempo anterior à sistematização de
Pacioli. A contabilidade era praticada de forma empírica, rudimentar e
fragmentada, apenas como registros simples de entradas e saídas (escrita Posição financeira (Balanço):
mercantil). Faltava-lhe uma base teórica unificada, variando muito entre o Activo: recursos controlados, de onde se esperam
regiões e comerciantes.
benefícios futuros.
o Passivo: obrigações presentes que resultarão em saídas de
d) Normas Internacionais de Contabilidade vs Organismos que se preocupam recursos.
com o avanço das normas (5v) o Capital próprio: valor residual dos ativos após dedução
dos passivos.
Normas Internacionais de Contabilidade (NIC/IAS e IFRS): são um Desempenho (Demonstração de Resultados):
conjunto de regras e princípios que uniformizam a preparação e o Rendimentos: aumentos nos benefícios económicos
apresentação das demonstrações financeiras a nível global, garantindo (vendas, serviços, ganhos).
comparabilidade, transparência e harmonização da informação. Ex.:
IAS 1 (apresentação de demonstrações financeiras), IAS 2 (inventários),
o Gastos: diminuições nos benefícios económicos (custos,
IFRS 15 (receitas). perdas, despesas).
Organismos responsáveis pelo avanço das normas:
o IASB (International Accounting Standards Board):
principal emissor das IFRS. d) IAS (Normas Internacionais de Contabilidade) vs IFRS (Normas
o União Europeia (UE): promove harmonização entre Internacionais de Relato Financeiro). (5v)
Estados-membros.
o ONU: preocupada com multinacionais e países em
desenvolvimento.
IAS (International Accounting Standards): Normas emitidas pelo
IASC antes de 2001. Continuam válidas quando não substituídas (ex.:
o OCDE: foca em países desenvolvidos. IAS 1 – Apresentação das Demonstrações Financeiras, IAS 2 –
o IFAC: congrega organismos profissionais e organiza Inventários).
congressos. IFRS (International Financial Reporting Standards): Normas
o FEE, CAPA, IAA, EAA: promovem estudos, cooperação e emitidas pelo IASB a partir de 2001. Representam a evolução e
formação. modernização das NIC/IAS. Ex.: IFRS 15 (Receitas de contratos com
clientes), IFRS 16 (Arrendamentos).
e) IASB (International Accounting Standards Board) vs União Europeia como
organismos de harmonização contabilística. (5v)
IASB: Organismo privado, independente, principal emissor de normas
internacionais (IAS/IFRS). Objetivo: formular normas de interesse
público e promover a sua aceitação global. Atua com membros de vários
países e depende da adesão voluntária.
União Europeia: Desde o Tratado de Roma (1957) preocupa-se com Globalização económica: requer informação harmonizada e
harmonização contabilística entre Estados-membros. Em 2005, tornou comparável, útil para investidores internacionais e para empresas
obrigatória a adoção das IFRS para empresas cotadas na UE. multinacionais que operam em diferentes países.
Contextos nacionais: cada país adota sistemas próprios (planos de
f) Vantagens da harmonização contabilística internacional vs Obstáculos à contas, normas fiscais), o que dificulta a comparabilidade internacional.
harmonização contabilística. (5v)
d) Investidor como principal utilizador da informação financeira vs
Governo/Autoridades fiscais como principais utilizadores. (5v)
Vantagens:
o Comparabilidade internacional das contas;
o Atração de investidores globais; Investidor (EUA e Reino Unido): vê a contabilidade como instrumento
para avaliar retorno e riscos do capital investido.
o Facilitação do acesso a financiamento externo;
Governo/Autoridades fiscais (Alemanha, França, Portugal,
o Maior transparência e confiança nos mercados. Espanha, Moçambique): utilizam planos de contas para fins de
Obstáculos: controlo fiscal e arrecadação de impostos.
o Diferenças culturais;
o Diferentes utilizadores da informação (investidores,
governos, autoridades fiscais); e) IASB como organismo privado vs Estados nacionais com sistemas de planos
o Influência desigual dos sistemas legais; de contas públicos. (5v)
o Conflitos de interesse entre organismos (ONU, OCDE,
IASB, etc.).
IASB: organismo independente e privado, responsável por emitir
normas internacionais (IAS/IFRS), com foco em harmonização global.
g) Diferentes utilizadores da informação financeira vs Diferentes níveis de Estados nacionais: regulam a contabilidade via planos de contas
influência na harmonização contabilística. (5v) obrigatórios (ex.: Moçambique, França, Alemanha), visando
uniformização interna e controlo governamental.
Utilizadores da informação financeira:
o EUA e Reino Unido → foco no investidor;
o Alemanha → foco nas autoridades fiscais; f) Harmonização contabilística como apoio ao financiamento empresarial vs
Harmonização contabilística como apoio à fiscalidade. (5v)
o França, Espanha, Portugal, Moçambique → foco no
governo e planos de contas nacionais.
Níveis de influência: Financiamento empresarial: empresas precisam captar capitais em
o Países com tradição de normas privadas (EUA, Reino diferentes mercados, exigindo demonstrações comparáveis e confiáveis
Unido) → maior facilidade de adoção internacional. para atrair investidores e credores.
o Países com planos de contas governamentais → mais Fiscalidade: autoridades fiscais beneficiam de sistemas harmonizados
que permitem apurar resultados líquidos de forma semelhante entre
resistência e dificuldade de harmonização.
países.
h) Organismos internacionais preocupados com a contabilidade (ONU, OCDE,
IFAC, FEE, CAPA, IAA, EAA) vs O papel central do IASB. (5v)
g) Obstáculos culturais à harmonização contabilística vs Obstáculos legais e
institucionais à harmonização contabilística. (5v)
Outros organismos:
o ONU: recomenda comparabilidade nas multinacionais, com
atenção aos países em desenvolvimento. Culturais: resistência a adotar práticas estrangeiras, valorização de
o OCDE: defende regras de transparência em países tradições nacionais e receio de perda de identidade profissional.
desenvolvidos. Legais/institucionais: forte influência dos governos sobre planos
o IFAC: coordena a profissão contabilística globalmente. de contas, diferenças no ambiente legal, conflitos entre organismos
como ONU, OCDE e IASB.
o FEE, CAPA, IAA, EAA: promovem cooperação, pesquisa
e congressos.
IASB: é o órgão central de emissão de normas, reconhecido h) Evolução histórica do IASC até o IASB vs Atuação da União Europeia na
mundialmente, ainda que sem autoridade legal direta. É a principal harmonização contabilística. (5v)
referência técnica.
👉 Os demais organismos complementam com estudos e políticas, mas o
IASB é quem define as normas técnicas internacionais. IASC → IASB: criado em 1973 (IASC), transformado em IASB em
2001. Responsável pela emissão das IAS (depois IFRS), tornando-se a
principal referência mundial.
a) Estrutura conceptual como base para a normalização contabilística vs União Europeia: desde o Tratado de Roma (1957) buscou
Demonstrações financeiras como produto final da contabilidade. (5v) harmonização. Em 2005 tornou obrigatória a adoção das IFRS para
empresas cotadas.
Estrutura conceptual: define princípios, pressupostos e conceitos
(activo, passivo, rendimentos, etc.), servindo de guia para a criação de i) Características qualitativas da informação financeira (relevância, fiabilidade,
normas e para assegurar consistência e coerência entre práticas comparabilidade, compreensibilidade) vs Limitações da informação financeira
contabilísticas. (custos/benefícios, complexidade). (5v)
Demonstrações financeiras: são o resultado prático da aplicação da
estrutura conceptual, apresentando a posição financeira, o desempenho e
os fluxos de caixa de uma empresa. Características qualitativas: garantem que a informação seja útil,
compreensível, comparável e fidedigna.
Limitações: a preparação da informação pode ser onerosa
b) Princípio da Substância sobre a forma vs Princípio da Materialidade. (5v) (custo/benefício) e difícil de compreender em situações complexas..
Substância sobre a forma: exige que as transações sejam registadas j) IFRS como normas globais de relato financeiro vs Planos de contas nacionais
pela sua realidade económica e não apenas pela sua forma legal (ex.: (ex.: Moçambique, Portugal, França, Alemanha). (5v)
leasing reconhecido como ativo e passivo, mesmo que juridicamente seja
contrato de aluguer).
Materialidade: impõe que apenas informações relevantes e com IFRS: normas internacionais, aplicáveis globalmente, com foco na
impacto significativo na decisão dos utilizadores sejam divulgadas. comparabilidade e transparência para investidores e mercados de
capitais.
Planos de contas nacionais: sistemas impostos por governos,
c) Informação contabilística no contexto da globalização económica vs padronizando o registo e relato das empresas dentro do país, mas
Informação contabilística em contextos nacionais. (5v) limitando a comparabilidade externa.
👉 As IFRS têm enfoque global e nos mercados de capitais, enquanto os
planos de contas têm enfoque local e fiscal.