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Estado de Direito Ecológico e Sustentabilidade

O documento discute o surgimento do Estado de Direito Ecológico, que integra a proteção ambiental como um direito fundamental e um dever estatal, promovendo a sustentabilidade e a justiça social. Ele enfatiza a importância de um arcabouço jurídico que reconheça os direitos da natureza e a necessidade de políticas públicas eficazes para enfrentar as crises ambientais atuais. Além disso, destaca a relevância da dignidade ecológica e da ética biocêntrica nas relações entre a humanidade e o meio ambiente.
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Estado de Direito Ecológico e Sustentabilidade

O documento discute o surgimento do Estado de Direito Ecológico, que integra a proteção ambiental como um direito fundamental e um dever estatal, promovendo a sustentabilidade e a justiça social. Ele enfatiza a importância de um arcabouço jurídico que reconheça os direitos da natureza e a necessidade de políticas públicas eficazes para enfrentar as crises ambientais atuais. Além disso, destaca a relevância da dignidade ecológica e da ética biocêntrica nas relações entre a humanidade e o meio ambiente.
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Responsabilidade Social e Ambiental

Prof: Dr. Douglas Caldeira Giangarelli


Alternativas socioambientais para
a sustentabilidade
Estado de direito ecológico
Surgimento do Estado de Direito Ecológico
• Na modernidade, o constitucionalismo passou pelas feições de Estado Liberal, de
Estado Social e atualmente encontra-se como Estado Democrático de Direito.

• Antropoceno  novas abordagens  Estado Socioambiental de Direito, Estado de


Direito Ambiental e mais recentemente Estado Ecológico de Direito.

• Ética das relações com a natureza.


• Incorporação do meio ambiente como marco fundamental do estado
contemporâneo.

• Estado Socioambiental de Direito – estabelece o esverdeamento constitucional pela


inserção da variável ecológica em conjunto com os valores e conquistas das
concepções liberais e sociais.

• O constitucionalismo socioambiental incorpora, a dimensão ambiental, de garantia


de proteção do meio ambiente sem desguarnecer do combate às desigualdades
sociais, especialmente nos países do Sul Global.
Surgimento do Estado de Direito Ecológico
• Estado de direito ambiental  se aproxima do modelo socioambiental.

 “Aquele que faz da incolumidade do seu meio ambiente sua tarefa, critério e meta
procedimental de suas decisões, o que não exclui, por óbvio, o âmbito social”.

• O Estado de Direito Ambiental é a firme inserção do meio ambiente nos textos e


discussões constitucionais.

• Ele está aprumado na proteção do meio ambiente reciprocamente como um direito


fundamental e como um dever estatal, norteador das políticas públicas.

• Reconhece a importância dos sistemas ecológicos, considerando os componentes


naturais sujeitos à proteção jurídica intrínseca  independente das valorações
humanas.

• Compreensão de uma ética biocêntrica.


Surgimento do Estado de Direito Ecológico
• Estado de direito ecológico é que se trata de uma ampliação da interpretação
ética, em que é possível o reconhecimento dos direitos da natureza e, portanto, a
possibilidade de uma tutela jurídica em sentido amplo.

• Construção teórica que converge para uma finalidade de salvaguarda da vida e


da natureza.

• Exige um arcabouço de proteção mais rigoroso, porque há uma obrigação geral


para todos os atores e em todas as escalas de não ultrapassarmos os limites
biofísicos do planeta.

• O Estado de Direito Ecológico  atua para um espaço operacional seguro para a


vida planetária.
Princípios estruturantes do Estado de Direito
Ecológico
• É possível falar na existência de um Estado de Direito Ambiental ou mesmo de um
Estado de Direito Ecológico no Brasil?

• Entendemos que sim, porque a proteção da dignidade humana e dos processos


ecológicos essenciais estão previstos na Constituição de 1988.

• O art. 225 da Constituição de 1988 traz como norma-matriz o direito fundamental


ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

• Esse direito deve ser entendido como um meio ambiente não poluído, saudável, com
salubridade.

• A sadia qualidade de vida só é realizável com o meio ambiente ecologicamente


equilibrado.

• O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental.


Princípios estruturantes do Estado de Direito
Ecológico
• Conjunto de deveres para o poder público, expressos no § 1º do art. 225.

• Obrigação de “preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo


ecológico das espécies e ecossistemas”

• Processos ecológicos essenciais são os fiadores da vida.

• Proteção da biodiversidade, a variabilidade genética, de espécies e de ecossistemas.

• No caso da humanidade, são os garantidores da produção de alimentos, da saúde e das


condições climáticas de habitabilidade terrestre.
Obrigações constitucionais de proteção ao meio ambiente:

(i) Preservar a integridade e a diversidade do patrimônio genético.

(ii) De definir espaços territoriais especialmente protegidos.


A aplicação das políticas públicas no
paradigma ecológico
• Quais são os compromissos do Estado Ecológico de Direito?

• Quais as matrizes éticas para essa abordagem estatal?

 Diferença do Estado tradicional e do Estado de Direito Ecológico está na força jurídica


das obrigações impostas para a proteção do meio ambiente.
 No Estado tradicional, o direito ambiental assenta-se na obrigação de evitar os
danos ambientais e conjuntamente melhorar a qualidade ambiental - “esforços”.
 Trata-se de um direito ambiental que, basicamente, fixa restrições para os
empreendimentos na gestão dos recursos naturais.
 No Estado Ecológico de Direito - alcançar resultados na proteção ambiental 
adotar medidas e políticas públicas efetivas para o enfrentamento das emergências
do Antropoceno.
A aplicação das políticas públicas no
paradigma ecológico
• Necessidade de redimensionar o princípio da precaução, pois ele é decisivo nas
avaliações e monitoramentos ambientais.

• Objetivo: o controle da incerteza científica e do perigo in abstrato, entendidos como a


ausência de pesquisas e informações sobre a potencialidade lesiva ou não de uma
determinada atividade para o meio ambiente e a saúde humana.

• Implica em inserir a variável social de modo que as avaliações sobre as atividades e


empreendimentos considerem os impactos e consequências sociais para as
comunidades.

• Deve-se observar que essas intervenções não ocasionem situações de


vulnerabilidades ou desigualdades socioambientais.

• Superação da compreensão que a humanidade deve ser o centro de todas as


relações jurídicas.
A aplicação das políticas públicas no
paradigma ecológico
• A dimensão da dignidade ecológica impõe a aceitação da matriz biocêntrica que,
manifesta-se por meio da proteção da biodiversidade e dos animais, considerados
como valores intrínsecos.

• “meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem


física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas
formas”

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