Provas no Direito Processual Penal
Provas no Direito Processual Penal
com
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ASSUNTO: Da Prova
1. introdução
o conceito de prova
possui uma
importância
fundamental, pois é
por meio dela que se
busca a verdade sobre
os fatos alegados e se
garante a justa
aplicação da lei. A
prova é o conjunto de
elementos
apresentados para
convencer o juiz sobre
a veracidade dos fatos
em questão, ajudando
a esclarecer se o
acusado é realmente
responsável pelo
crime que lhe é
imputado.
As provas no processo penal são regidas por diversos princípios que visam
proteger tanto o direito da sociedade à justiça quanto os direitos do acusado.
Entre esses princípios, destaca-se o da presunção de inocência, que
estabelece que o réu é considerado inocente até que se prove o contrário. Esse
princípio impõe o ônus da prova sobre a acusação, garantindo que o acusado
não seja punido sem que existam evidências sólidas e fundamentadas contra
ele.
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida
em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente
nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas.
1. Quanto à Relação
com o Fato
• Prova Direta
o Definição: É a
prova que se
relaciona
diretamente
com o fato
que se
pretende
provar, sem
necessidade
de
inferências.
o Exemplo:
Uma
testemunha
que viu o
acusado cometendo o crime.
• Prova Indireta (ou circunstancial)
o Definição: Indica o fato principal de forma indireta, por meio de
inferências ou deduções.
o Exemplo: Impressões digitais do acusado encontradas no local do
crime. As digitais não mostram o ato do crime em si, mas sugerem
que o acusado estava no local.
3. Quanto à
Forma de
Obtenção
• Prova
Testemunhal
o Definição:
Consiste nas
declarações de
pessoas que
tenham
presenciado ou
tenham
informações
relevantes sobre o
fato.
o Exemplo:
Testemunha
ocular que viu o
crime sendo
cometido.
• Prova Documental
o Definição: Constitui-se de documentos que comprovam a existência
ou a veracidade de um fato.
o Exemplo: Contratos, cartas, recibos, gravações, registros
eletrônicos, fotos.
• Prova Pericial
o Definição: É produzida por meio de exames técnicos ou científicos,
realizados por peritos especializados em determinada área.
o Exemplo: Exame de DNA, perícia balística, análise de substâncias
químicas.
• Prova Confessional
o Definição: Declaração do próprio acusado admitindo a prática do
crime.
o Observação Importante: A confissão precisa ser analisada em
conjunto com outras provas, pois, sozinha, pode não ser suficiente
para a condenação.
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2.4. Quanto à
Admissibilidade
• Prova Lícita
o Definição: Provas
obtidas de
maneira legal,
respeitando os
direitos
constitucionais e
o devido processo
legal.
o Exemplo:
Depoimento
voluntário de uma
testemunha em
uma delegacia.
• Prova Ilícita
o Definição: Provas
obtidas de forma
que viola direitos
fundamentais,
como por invasão
de privacidade, obtenção sem mandado judicial, tortura ou
qualquer outro meio ilegal.
o Exemplo: Gravação de uma conversa telefônica sem autorização
judicial.
PRINCÍPIOS DESCRIÇÃO
Verdade Real Busca pela reconstrução fiel dos fatos, além das
alegações das partes
Contraditório e Ampla Direito de conhecer, contestar e se manifestar
Defesa sobre as provas apresentadas
Presunção de Inocência Acusado é considerado inocente até prova em
contrário
Proporcionalidade Equilíbrio entre interesse público e respeito aos
direitos fundamentais
Necessidade/Relevância Apenas provas essenciais e relevantes devem ser
admitidas
Livre Convicção Motivad Juiz avalia as provas livremente, mas precisa
fundamentar sua decisão
Licitude das Provas Somente provas obtidas de forma legal e ética
podem ser admitidas
3. FASES DE
PRODUÇÃO
DAS PROVAS
Etapas de Produção
da Prova no
Processo Penal
1. Fase Pré-
Processual
(Inquisitorial ou
Investigativa)
Coleta de
elementos de prova
sem contraditório
Ex.: Interrogatório,
depoimentos,
perícias iniciais
2. Fase Processual
(Instrução Criminal)
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4. ÔNUS DA PROVA
1. CONCEITO
DE ÔNUS DA
PROVA
O Ônus da
prova é a
responsabilidade
atribuída a cada
parte de
apresentar provas
que sustentem
suas alegações
no processo.
Garantir que
a decisão judicial
seja
fundamentada em
evidências
sólidas,
assegurando um
julgamento justo.
5. PROVAS ILEGAIS
Perícias no
Processo Penal
° Peritos Oficiais:
São profissionais
concursados, como
médicos legistas,
peritos criminais, entre
outros. Designados por
autoridade competente
para realizar a perícia.
Em falta de peritos
oficiais, podem ser
nomeadas duas
pessoas idôneas, com
conhecimento
adequado, conforme o
art. 159 do CPP.
° Laudos Pericial: Documento no qual os peritos registram os resultados
do exame, contendo uma descrição clara e detalhada dos procedimentos e
conclusões.
Descrição do que foi examinado, métodos utilizados,
resultados e conclusões, além das assinaturas dos peritos responsáveis.
Pode-se solicitar complementações se surgirem novos
elementos ou dúvidas, conforme o art. 181 do CPP.
ESQUEMA:
TEMA DESCRIÇÃO
Exame Direto Realizado sobre vestígios físicos presentes no local ou
objeto
Exame Indireto Utilizado quando os vestígios desapareceram e recorre-se
a testemunhas ou documentos
Peritos Oficiais (concursados) ou ad hoc (duas pessoas idôneas)
Cadeia de Processo de preservação e rastreamento de provas
Custódia
Etapas da Cadeia Reconhecimento, Isolamento, Fixação, Coleta,
Acondicionamento, Transporte, Recebimento, etc.
Artigos Art. 158 (obrigatoriedade do exame), Art. 158-A a 158-F
Importantes (cadeia de custódia)
° O interrogatório é o ato
processual em que o juiz
ouve o acusado sobre os
fatos que lhe são imputados,
permitindo que ele
apresente sua versão,
explique suas circunstâncias
e forneça elementos para
sua defesa.
° Possibilitar ao réu uma
oportunidade de defesa
direta.
° Permitir ao juiz o contato
direto com o acusado, o que
auxilia na formação de seu
convencimento sobre o
caso.
Modalidades de Interrogatório
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§ 2o Excepcionalmente, o
juiz, por decisão
fundamentada, de ofício ou
a requerimento das partes,
poderá realizar o
interrogatório do réu preso
por sistema de
videoconferência ou outro
recurso tecnológico de
transmissão de sons e
imagens em tempo real,
desde que a medida seja
necessária para atender a
uma das seguintes
finalidades:
I - prevenir risco à
segurança pública, quando
exista fundada suspeita de
que o preso integre
organização criminosa ou
de que, por outra razão,
possa fugir durante o deslocamento;
II. - viabilizar a participação do réu no referido ato processual,
quando haja relevante dificuldade para seu comparecimento em
juízo, por enfermidade ou outra circunstância
pessoal;
III. - impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da
vítima, desde que não seja possível colher o depoimento destas
por videoconferência, nos termos do 217 do CPP.
IV.- responder à gravíssima questão de ordem pública.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Direito ao Silêncio O réu pode permanecer em silêncio
sem que isso seja interpretado como
confissão
Partes do Interrogatório Dados Pessoais (1ª parte);
Esclarecimento dos Fatos (2ª parte)
Modalidades Presencial, Videoconferência, Carta
Precatória
Direito à Defesa Técnica Assistência obrigatória de advogado
ou defensor público
Uso de Videoconferência Casos de segurança, risco à
integridade física, dificuldade de
transporte
8. CONFISSÃO
(arts. 197 –
200)
ATENÇÃO! A confissão, por si só, não é suficiente para uma condenação, pois
deve ser corroborada por outros elementos.
Características da Confissão
Espontaneidade: Idealmente, a confissão deve ser feita
espontaneamente pelo réu, sem coerção ou ameaças.
Informalidade: Pode ser realizada de forma oral ou escrita, durante o
interrogatório, ou em qualquer fase do processo.
Retratabilidade: O réu tem o direito de se retratar da confissão, isto é,
ele pode voltar atrás e negar o que havia confessado.
Valor Probatório Relativo: A confissão tem valor relativo, o que
significa que ela precisa ser confrontada com outras provas e evidências.
Tipos de Confissão
Confissão Judicial: Realizada no curso do processo, perante o juiz. É
considerada mais confiável por estar sob o controle judicial.
Confissão Extrajudicial: Realizada fora do ambiente judicial, como em
delegacias ou em depoimentos informais. Embora tenha valor probatório, seu peso
é menor que a confissão judicial.
Confissão Completa e Parcial:
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Condições e Limitações
para Confissão
Proibição de Tortura e
Coerção: É vedado qualquer uso
de violência, tortura ou ameaça
para forçar o acusado a
confessar, conforme o art. 5º,
inciso III, da Constituição
Federal.
Direito ao Silêncio: O
réu não é obrigado a confessar,
e seu silêncio não pode ser
interpretado como admissão de
culpa.
Corroboração por
Outras Provas: Segundo o art.
197 do CPP, a confissão deve
ser analisada com cautela e,
preferencialmente,
acompanhada de outros elementos que confirmem os fatos.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Natureza Meio de prova com valor relativo
Jurídica
Espontaneidade Confissão deve ser livre de coerção, podendo ocorrer
e Informalidade oralmente ou por escrito
Tipos de Judicial e Extrajudicial; Completa e Parcial
Confissão
Proibição de Qualquer forma de coerção é vedada pela Constituição
Tortura
Corroboração A confissão deve ser analisada em conjunto com outras
de Provas provas
Atenuação da Confissão espontânea pode reduzir a pena do réu
Pena
Possibilidade de O réu pode se retratar da confissão
Retratação
9. OITIVA DO
OFENDIDO (art.
201)
A oitiva do ofendido é o
momento em que a
vítima (ou ofendido)
presta depoimento
sobre os fatos que
envolvem o crime. Esse
depoimento serve
como meio de prova
para esclarecer
circunstâncias e
fornecer elementos que
ajudem na apuração do
delito.
A oitiva do ofendido não é uma prova obrigatória, mas é considerada valiosa
para o processo, especialmente em crimes em que a vítima é a principal
testemunha.
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Procedimento da
Oitiva do Ofendido
Convocação e
Comparecimento: A
vítima é convocada para
prestar depoimento na
audiência. Ela deve
comparecer ou justificar
a ausência. Se
necessário, o juiz pode
solicitar condução
coercitiva.
Forma de
Realização: A oitiva pode
ser feita de forma
presencial ou por
videoconferência,
dependendo das
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circunstâncias e da disponibilidade.
Inquirição e Perguntas: O juiz realiza as perguntas, mas o Ministério Público
e a defesa podem solicitar perguntas complementares, sempre respeitando a dignidade
e a proteção do ofendido.
O ofendido não deve ser submetido a perguntas constrangedoras ou que ofendam sua
dignidade, especialmente em crimes de abuso ou violência.
Em casos de oitiva de crianças ou pessoas vulneráveis, pode ser permitido o
acompanhamento de psicólogos para garantir que o depoimento seja colhido sem
traumas adicionais.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Importância Esclarecimento dos fatos, identificação do acusado,
influência no convencimento do juiz
Direitos do Proteção, privacidade, e possibilidade de reparação
Ofendido
Forma da Oitiva Presencial ou videoconferência
Controle das Juiz controla para evitar perguntas constrangedoras ou
Perguntas irrelevantes
Proteção para Crianças e pessoas vulneráveis podem ser
vulneráveis acompanhadas por psicólogos
10. DA PROVA
TESTEMUNHAL
(art. 202 – 225)
A prova testemunhal é
o depoimento
prestado por pessoas
que possuem
conhecimento de fatos
relacionados ao crime,
ajudando a esclarecer
a verdade no
processo.
A prova testemunhal é
uma das provas mais
utilizadas no processo
penal, especialmente
em casos onde não há registros escritos ou evidências materiais.
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Tipos de Testemunhas
Testemunha
Ocular: A pessoa que
presenciou diretamente os
fatos, sendo uma das
testemunhas mais valiosas.
Testemunha de
Ouvir Dizer: Não presenciou o
fato, mas ouviu relatos de
terceiros. Tem menor valor
probatório, pois é considerada
uma prova indireta.
Testemunha
Informante: Pessoa que, por
sua posição ou vínculo com as
partes, não presta
compromisso de dizer a
verdade, como familiares do
acusado. Seu depoimento tem
valor limitado.
Valoração da Prova
Testemunhal
Valor Relativo:
A prova testemunhal tem
valor relativo, ou seja,
deve ser confrontada com
outros elementos do
processo.
Credibilidade
da Testemunha: O juiz
deve avaliar a coerência,
espontaneidade e
histórico da testemunha
para decidir o peso de seu
depoimento.
Prova Isolada:
Quando a prova
testemunhal é a única
prova, deve ser analisada
com extremo cuidado para evitar injustiças.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Características Oralidade, Imediatidade, Contraditório
Tipos de Ocular, Ouvir Dizer, Informante
Testemunhas
Compromisso Obrigatório, exceto para testemunhas
de Verdade informantes
Inquirição Juiz inicia, seguido pelo Ministério Público e defesa
Valoração Valor relativo; deve ser confrontada com outras
provas
Proteção Proibição de perguntas sugestivas e respeito à
dignidade da testemunha
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11. RECONHECIMENTO
DE PESSOAS E COISAS
(art. 226 – 228)
O reconhecimento de pessoas
e coisas é um meio de prova
que busca confirmar a
identidade de pessoas ou
objetos envolvidos em um
crime, com o objetivo de
esclarecer fatos e apontar
suspeitos.
Identificar o autor de um delito
ou confirmar a origem de
objetos, reforçando a narrativa
dos fatos e possibilitando a
formação do convencimento do
juiz.
Reconhecimento de Pessoas
Procedimento Padrão: A pessoa chamada para fazer o
reconhecimento deve descrever previamente as características físicas da
pessoa que será reconhecida.
Alinhamento com Outras Pessoas Semelhantes: A pessoa a ser
reconhecida deve ser colocada ao lado de outras com características físicas
semelhantes para evitar indução ao erro.
Confirmação em Separado: O reconhecimento é feito sem a presença
da pessoa a ser identificada, permitindo que o identificador a observe em
separado.
Reconhecimento de Coisas
Descrição Prévia: Antes de ser apresentado ao objeto, a pessoa que
fará o reconhecimento deve descrever previamente suas características para
que a prova seja mais confiável.
Identificação Visual: Após a descrição, a coisa é apresentada, e a
pessoa deve confirmar se é, de fato, o objeto envolvido no crime.
Validade e
Valoração da Prova
de Reconhecimento
Prova
Relativa: O
reconhecimento de
pessoas e coisas possui
valor relativo, devendo
ser corroborado com
outras provas.
Perigo de
Erro: O reconhecimento
isolado pode levar a
falhas, principalmente se
as regras de
procedimento não forem
seguidas rigorosamente.
Confronto com Outras Provas: O reconhecimento precisa estar
alinhado a outras evidências, como provas documentais ou testemunhais, para
ser mais confiável.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Procedimento Padrão Descrição prévia da pessoa ou objeto;
alinhamento com outras pessoas semelhantes
Validade da Prova Valor relativo; precisa ser corroborado com
outras provas
Reconhecimento de Descrição, alinhamento com pessoas
Pessoas semelhantes, registro em ata
Reconhecimento de Descrição prévia e confirmação visual
Coisas
Reconhecimento por Válido com cautela, utilizando fotos de pessoas
Fotografia com características semelhantes
12. DA ACAREAÇÃO
(arts. 229 – 230)
A acareação é o ato
processual em que duas ou
mais pessoas (testemunhas,
acusados ou vítimas) são
colocadas frente a frente
para esclarecer contradições
em seus depoimentos, com o
objetivo de buscar a verdade.
Esclarecer divergências e
contradições nos
depoimentos, promovendo a
confrontação direta entre os
envolvidos.
Pessoas que
Podem Ser
Acareadas
Testemunhas:
Pessoas que
prestaram
depoimento sobre
os fatos, e cujas
versões apresentem
pontos de conflito.
Acusados:
Quando há mais de
um réu e seus
depoimentos
divergem sobre
pontos cruciais do
caso.
Vítimas: Em situações em que o depoimento da vítima diverge de
outras provas ou de outras testemunhas.
Procedimento da Acareação
Condução pelo Juiz: O juiz é o responsável por conduzir a acareação,
questionando cada acareado sobre as contradições de seus depoimentos.
Perguntas Diretas: Durante a acareação, são feitas perguntas diretas
para esclarecer os pontos de discordância. As partes (acusação e defesa)
também podem formular perguntas por intermédio do juiz.
Registro do Ato: Toda a acareação deve ser documentada em ata,
registrando as perguntas, respostas e qualquer mudança ou confirmação dos
depoimentos.
Valoração da Acareação
Prova Relativa:
A acareação não constitui
prova absoluta, mas é um
meio de confrontar
depoimentos e esclarecer
contradições para aumentar
a confiabilidade dos relatos.
Documentação
e Análise: O conteúdo da
acareação é anexado ao
processo, sendo avaliado
pelo juiz junto com outras
provas para formar seu
convencimento.
Relevância
Probatória: A acareação é
especialmente útil em
crimes complexos com várias testemunhas ou coautores, pois ajuda a
esclarecer a verdade dos fatos.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Finalidade Esclarecer contradições relevantes entre depoimentos
Quem Pode Ser Testemunhas, vítimas, acusados
Acareado
Procedimento Conduzido pelo juiz, com perguntas diretas para
esclarecer contradições
Limitações Proibição de constrangimento e respeito ao direito ao
silêncio
Valor da Prova Valor relativo; prova complementar que deve ser
analisada com outras provas
Tipos de Documentos
Aceitos:
Documentos Públicos:
Emitidos por entidades
públicas ou servidores,
como certidões, autos e
laudos periciais, sendo
considerados de maior
confiabilidade.
Documentos Particulares:
Produzidos por particulares,
como cartas, e-mails e
contratos particulares. Sua
validade pode ser
contestada pela outra parte.
Documentos Eletrônicos:
Incluem e-mails,
mensagens em aplicativos
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Procedimento de
Apresentação da
Prova Documental
Juntada aos
Autos: Os
documentos devem
ser apresentados e
juntados ao processo
para que se tornem
acessíveis às partes e
ao juiz.
Prazo para
Apresentação:
Documentos podem
ser apresentados a
qualquer momento do
processo, mas a
defesa e a acusação
devem observar os prazos processuais para evitar alegações de nulidade.
Autenticidade e Impugnação: Caso uma das partes questione a
autenticidade do documento, é possível solicitar perícia para verificar sua
veracidade.
Presunção
de Veracidade dos
Documentos
Públicos:
Documentos
públicos têm
presunção de
veracidade, o que
significa que são
considerados
verdadeiros até
prova em contrário.
Autenticidade dos
Documentos
Particulares:
Documentos
particulares não têm
presunção de
veracidade e podem
ser impugnados, exigindo comprovação de sua autenticidade.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Tipos de Públicos, Particulares, Eletrônicos
Documentos
Apresentação Juntada aos autos, com possibilidade de impugnação e
solicitação de perícia
Veracidade e Documentos públicos têm presunção de veracidade;
Autenticidade documentos particulares podem ser contestados
Validade da Valor relativo; deve ser corroborada com outras provas
Prova para maior segurança
Impugnação Ambas as partes podem impugnar documentos,
especialmente os particulares
Exemplos
Comuns de
Indícios no
Processo Penal
Comportamento
Suspeito: A fuga do
local do crime ou o
comportamento
nervoso pode ser
considerado um
indício de
envolvimento, embora
não prove
diretamente a culpa.
Posse de
Objetos Ligados ao
Crime: Ser encontrado com objetos pertencentes à vítima, como um celular
roubado, é um indício importante, mas precisa ser contextualizado.
Proximidade de Tempo e Espaço: Estar próximo do local e horário
do crime pode ser um indício, mas precisa ser corroborado para evitar
conclusões injustas.
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ESQUEMAS:
TEMA DETALHES
Conceito de Indício Prova indireta que permite inferir
o fato principal
Requisitos Circunstâncias provadas, ligação
com o fato principal e,
preferencialmente, pluralidade
Valoração Deve ser analisado com cautela e
corroborado com outras provas
Exemplos Comuns Comportamento suspeito, posse
de objetos do crime, proximidade
ao local dos fatos
Comparação com Prova Direta Indício é indireto e requer
contexto, enquanto a prova
direta é evidente por si mesma
15. DA BUSCA E
APREENSÃO (arts.
240 – 250)
A busca e apreensão é
um meio de prova que
consiste em localizar e
apreender objetos,
documentos ou pessoas
que possam estar
relacionados a um crime
ou que sejam de
interesse para a
investigação.
Auxiliar na obtenção de
provas, recuperar bens
furtados, capturar
suspeitos, e prevenir a
destruição de
evidências.
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ATENÇÃO! Esse meio de prova deve ser utilizado com cautela, pois envolve
direitos fundamentais, como a inviolabilidade do domicílio e a privacidade das
pessoas.
Tipos de Busca e
Apreensão
Busca
Domiciliar:
Realizada em
residências ou
locais privados e
exige mandado
judicial, exceto em
casos de flagrante
delito.
Busca
Pessoal:
Realizada em
pessoas,
geralmente em
casos de flagrante
ou quando há
suspeita de que
alguém está portando objetos ilícitos.
Busca em Coisas e Veículos: Busca realizada em objetos
como veículos, bolsas e outros pertences, geralmente quando há
suspeita de que contêm itens de interesse para a investigação.
Procedimento da
Busca e Apreensão
Execução
pela Autoridade
Competente: A busca
e apreensão deve ser
executada por
autoridades policiais ou
por ordem judicial,
observando-se o
respeito aos direitos
dos envolvidos.
Presença de
Testemunhas: Na
busca domiciliar, é
recomendada a
presença de duas
testemunhas,
geralmente vizinhos,
para garantir a transparência do ato.
Apreensão e Inventário: Todos os itens apreendidos
devem ser listados e inventariados, com uma cópia do inventário
entregue ao responsável pelo local.
Lavratura de Auto de Busca e Apreensão: Ao final, é
lavrado um auto documentando a busca, os objetos apreendidos e as
circunstâncias em que foi realizada.
Validade das
Provas
Obtidas na
Busca e
Apreensão
Legalidade: As
provas obtidas
devem respeitar
todos os requisitos
legais; caso
contrário, podem
ser consideradas
ilícitas e
inadmissíveis no
processo.
Nulidade das
Provas: Provas
obtidas de forma
ilegal, como uma busca sem mandado quando exigido, podem ser anuladas,
comprometendo o andamento do processo.
Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada: Provas derivadas de
uma busca e apreensão ilegal também podem ser anuladas, uma vez que foram
obtidas a partir de um ato ilícito.
ESQUEMA:
TEMA DETALHES
Tipos de Busca Domiciliar, Pessoal, Coisas e Veículos
Requisitos Mandado judicial, justa causa e fundamentação
Procedimento Execução por autoridade, presença de testemunhas,
auto de busca e apreensão
Limitações Inviolabilidade do domicílio, horário (6h-18h), proteção à
intimidade
Validade das Provas ilegais podem ser anuladas, incluindo provas
Provas derivadas (frutos da árvore envenenada)
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JURISPRUDÊNCIAS
4. CONCLUSÃO.
MISSÃO CONCLUÍDA!!!
#CAVEEEEIRA