Guia Prático para Veterinários e Estudantes
Guia Prático para Veterinários e Estudantes
NOTE
Tudo que você precisa no seu bolso
Esse livro pertence à:
Contato:
1
Exame Físico:
Mucosas:
A serem avaliadas: ocular, nasal, oral, vaginal ou
prepucial.
Tipos:
2
Anamnese:
Diálogo entre tutor e veterinário
Queixa Principal
Duração e tempo da doença
Uso de fármacos no período
Histórico de doenças anteriores
Uso de fármacos controlados
Histórico de convulsões
Ambiente de moradia
Tipo de dieta ofertada ao animal
Imunização e desverminação
Controle de ectoparasitas (carrapatos e pulgas)
Estado de saúde de animais de convívio e pessoas
(contactantes)
Questões sobre cada sistema são estabelecidas no
diálogo.
3
Conceitos Semiológicos:
Anorexia: perda total de apetite.
Anúria: ausência na produção de urina.
Apneia: é a ausência total de respiração.
Ascite: acúmulo de líquido na cavidade abdominal.
Bradicardia: diminuição da frequência cardíaca.
Bradipneia: redução da frequência respiratória.
Dispneia: dificuldade respiratória.
Melena: presença de sangue digerido nas fezes.
Normodipsia: consumo normal de água.
Normorexia: consumo normal de alimento.
Polidipsia: cosumo de água aumentado.
Polifagia: consumo de alimento aumentado.
Poliúria: aumento do volume urinário e aumento do
volume e frequência em micção.
Regurgitação: expulsão passiva do conteúdo esofágico.
Síncope:perda súbita transitória de consciência e de
tônus postura.
Taquicardia: aumento da frequência cardíaca.
Taquipenia: aumento da frequência respiratória.
4
Parâmetros Fisiológicos:
Parâmetros gastrointestinais
Equino
5
Tipos de Tubos de coleta:
Hemograma/ Bioquímico
Azul - possui citrato de sódio, que é utilizado com
objetivo de inibir a coagulação, preservando os
fatores.
Análise de Hemograma:
Eritrograma:
Hemácias: Avalia a quantidade de glóbulos vermelhos;
alterações podem indicar anemia ou policitemia.
7
Leucograma:
Leucócitos Totais: Avalia a resposta imunológica; leucocitose
pode indicar infecção ou inflamação, enquanto leucopenia
pode sugerir imunossupressão.
Plaquetograma:
Plaquetas: Avalia a capacidade de coagulação;
trombocitopenia (baixa contagem) pode aumentar o risco de
sangramentos, enquanto trombocitose (alta contagem) pode
predispor a tromboses.
8
Valores referênciais:
Hemograma: Cão Adulto
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
32 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
9
Valores referênciais:
Hemograma: Cão Filhote
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
32 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
10
Valores referênciais:
Hemograma: Gato Adulto
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
30 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
11
Valores referênciais:
Hemograma: Gato Filhote
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
30 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
12
Valores referênciais:
Hemograma: Bovino Adulto
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
30 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
13
Valores referênciais:
Hemograma: Bezerro
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
30 - 36 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
14
Valores referênciais:
Hemograma: Equino adulto
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
31 - 37 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
15
Valores referênciais:
Hemograma: Potro
Componente Valor
Concentração de Hemoglobina
31 - 37 g/dL
Corpuscular Média (MCHC)
16
Bioquímico:
17
Bioquímico:
18
Valores referênciais:
Bioquímico: Cão Adulto
Componente Valor
19
Valores referênciais:
Bioquímico: Cão Filhote
Componente Valor
20
Valores referênciais:
Bioquímico: Gato Adulto
Componente Valor
Ureia 20 - 35 mg/dL
21
Valores referênciais:
Bioquímico: Gato Filhote
Componente Valor
Ureia 20 - 35 mg/dL
22
Valores referênciais:
Bioquímico: Bovino Adulto
Componente Valor
23
Valores referênciais:
Bioquímico: Bezerro
Componente Valor
24
Valores referênciais:
Bioquímico: Equino Adulto
Componente Valor
25
Valores referênciais:
Bioquímico: Potro
Componente Valor
26
Urinálise
A urinálise é um exame de urina que avalia aspectos
físicos, químicos e microscópicos da amostra.
Análise da urina:
Análise Física:
1. Cor: Normalmente amarela clara a âmbar. Alterações
podem indicar desidratação (urina escura) ou
presença de sangue (urina avermelhada).
2. Aspecto: Normalmente clara. Turvação pode indicar
infecção ou presença de cristais.
3. Odor: Normalmente suave. Odor forte pode indicar
infecção ou presença de cetonas.
4. Densidade: Normalmente entre 1.005 e 1.030.
Alterações podem indicar desidratação (alta
densidade) ou problemas renais (baixa densidade).
Acastanhada
Amarelo Palha
Desidratação severa ou
Normal
problema no fígado.
Rosada/ Avermelhada
Amarelo Âmbar
Problemas no fígado,
Muito concentrado
vesícula, rim, infecções e
Pouca hidratação
tumor renal
Laranja
Esverdeada
Falta de água, pigmento de
Infecção bacteriana/
comida e problemas no
alimentação
fígado ou vesícula
27
Análise Química:
1. pH: Normalmente entre 4.5 e 8.0. Alterações podem
indicar infecção urinária (pH alcalino) ou acidose
metabólica (pH ácido).
2. Glicose: Normalmente ausente. Presença pode indicar
diabetes mellitus.
3. Proteínas: Normalmente ausente ou em traços. Presença
pode indicar doença renal.
4. Cetonas: Normalmente ausente. Presença pode indicar
cetoacidose diabética ou jejum prolongado.
5. Sangue: Normalmente ausente. Presença pode indicar
infecção, trauma ou doença renal.
6. Bilirrubina: Normalmente ausente. Presença pode
indicar doença hepática ou obstrução biliar.
7. Urobilinogênio: Normalmente em pequenas
quantidades. Alterações podem indicar doença hepática
ou hemólise.
8. Nitritos: Normalmente ausente. Presença pode indicar
infecção bacteriana.
9. Leucócitos: Normalmente ausente ou em pequenas
quantidades. Presença pode indicar infecção urinária.
Escala de PH
28
Microscopia:
1. Células: Presença de células epiteliais, hemácias ou
leucócitos pode indicar infecção, inflamação ou doença
renal.
2. Cristais: Presença de cristais como oxalato de cálcio ou
ácido úrico pode indicar risco de formação de cálculos
renais.
3. Cilindros: Presença de cilindros hialinos, granulosos ou
celulares pode indicar doença renal.
4. Bactérias: Presença pode confirmar infecção urinária.
5. Leveduras: Presença pode indicar infecção fúngica.
29
Valores Referenciais:
Cão
Parâmetros Cão Adulto Cão Filhote
29
Valores Referenciais:
Gato
Parâmetros Gato Adulto Gato Filhote
30
Valores Referenciais:
Equino
Parâmetros Equino adulto Potro
31
Valores Referenciais:
Bovino
Parâmetros Bovino Adulto Bezerro
32
Medicamentos
Principais medicametnos usado na rotina veterinária:
Classe do
Uso: Exemplos:
medicamento:
Amoxicilina,
Tratamento de Cefalexina,
Antibiótico
infecções bacterianas Enrofloxacina,
Doxiciclina.
Ivermectina,
Controle de parasitas
Antiparasitários Milbemicina,
internos e externos
Praziquantel
Cetoconazol,
Tratamento de
Antifúngico Itraconazol,
infecções fúngicas
Fluconazol.
Anti-inflamatórios Carprofeno,
Redução da inflamação
Não Esteroides Meloxicam,
e alívio da dor
(AINEs) Firocoxib.
Redução da
Prednisona,
inflamação, tratamento
Corticosteroides Dexametasona,
de alergias e doenças
Triamcinolona.
autoimunes
Tramadol,
Analgésicos Alívio da dor Buprenorfina,
Gabapentina.
33
Medicamentos
Principais medicametnos usado na rotina veterinária:
Classe do
Uso: Exemplos:
medicamento:
Metoclopramida,
Controle de náuseas e
Antieméticos ondasterona e
vômitos.
maropitant
Loperamida,
metronidazol e
Antidiarreicos Tratamento de diarreias
subsalicilato de
bismuto
Fenobarbital,
Controle de convulsões e
Anticonvulsivantes Brometo de Potássio,
epilepsia.
Levetiracetam
Dipirona e
Antipiréticos Redução da febre.
Paracetamol
Tratamento de doenças
Broncodilatadores Teofilina, Albuterol
respiratórias.
34
Medicamentos
Principais medicametnos usado na rotina veterinária:
Classe do
Uso: Exemplos:
medicamento:
Sedação e anestesia Propofol,
Sedativos e para procedimentos Isoflurano,
Anestésicos cirúrgicos e Midazolam,
diagnósticos. Dexmedetomidina
Tratamento de
insuficiência cardíaca e
Furosemida e
Diuréticos outras condições que
Espironolactona.
causam retenção de
líquidos
Fenobarbital,
Tratamento de doenças Brometo de
Cardiovasculares
cardíacas. Potássio,
Levetiracetam
Tratamento de Fluoxetina,
Antidepressivos e
distúrbios Clomipramina,
Ansiolíticos
comportamentais. Trazodona.
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Cálculos de dosagem:
Passos para Calcular a Dosagem:
1. Determine o Peso do Animal: Pese o animal para obter
seu peso em quilogramas (kg).
2. Conheça a Dose Recomendada: Verifique a dose
recomendada do medicamento, geralmente expressa em
mg/kg (miligramas por quilograma).
3. Calcule a Dose Total: Multiplique o peso do animal
pela dose recomendada para obter a dose total em
miligramas (mg).
4. Ajuste para a Concentração do Medicamento: Se o
medicamento estiver em uma forma líquida ou sólida
com uma concentração específica, ajuste a dose total
para a forma disponível.
Exemplos:
Antibiótico (Amoxicilina)
Peso do Animal: 10 kg
Dose Recomendada: 20 mg/kg
Concentração do Medicamento: 250 mg por
comprimido
Passo a Passo:
1. Calcule a Dose Total: 10 kg×20 mg/kg=200 mg
2. Determine a Quantidade de Comprimidos:
200 mg
250 mg/comprimido=0,8 comprimido 36
Cálculos de dosagem:
Exemplos:
Anti-inflamatório (Carprofeno)
Peso do Animal: 25 kg
Dose Recomendada: 4 mg/kg
Concentração do Medicamento: 50 mg por comprimido
Passo a Passo:
1. Calcule a Dose Total: 25 kg×4 mg/kg=100 mg
2. Determine a Quantidade de Comprimidos:
100 mg
50 mg/comprimido=2 comprimidos
Antiparasitário (Ivermectina)
Peso do Animal: 5 kg
Dose Recomendada: 0,2 mg/kg
Concentração do Medicamento: 1% (10 mg/ml)
Passo a Passo:
1. Calcule a Dose Total: 5 kg×0,2 mg/kg=1 mg
2. Determine o Volume a Ser Administrado: 1 mg
10 mg/ml=0,1 ml
37
Vias de administração de
fármacos:
Via de
Caracteristicas: Vantagem: Desvantagem:
administraçã:
Absorção pode
Administração pela
ser variável,
boca, absorção no Fácil de
Oral (VO) não usada em
trato administrar
pacientes
gastrointestinal
inconscientes
Injeção Absorção
Intravenosa Necessita de
diretamente na rápida e
(IV) técnica estéril
corrente sanguínea. completa
Risco de lesão
Intramuscular Absorção
Injeção no músculo no músculo ou
(IM) rápida
nervo
Fácil de
Subcutânea Injeção no tecido Absorção pode
administrar e
(SC) subcutâneo ser lenta
sustentada
Usada para
Pequeno
Intradérmica Injeção na camada testes de
volume de
(ID) superficial da pele alergia e
administração
vacinas.
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Vias de administração de
fármacos:
Via de
Caracteristicas: Vantagem: Desvantagem:
administraçã:
Fácil de
Aplicação na pele Absorção
Tópica aplicar e ação
ou mucosas limitada
local
Administração Absorção
Pode ser difícil
através da inalação rápida, ação
Inalatória de administrar
de aerossóis ou direta nos
corretamente
vapores pulmões
Útil para
pacientes com
Pode ser
náuseas ou
Administração no desconfortável,
Retal (PR) vômitos,
reto absorção pode
absorção
ser variável
relativamente
rápida
Observações:
Absorção e Biodisponibilidade: A via de administração
influencia a absorção e a biodisponibilidade do
medicamento, que é a fração que atinge a circulação
sistêmica e está disponível para exercer seu efeito
terapêutico.
Metabolismo de Primeira Passagem: Medicamentos
administrados oralmente podem ser metabolizados no
fígado antes de atingir a circulação sistêmica, reduzindo sua
eficácia. 39
Tipos de injeção:
40
Tipos de agulhas:
Coloração e tamanho
13x4
intradérmica e subcutânea
25x30 ou 30x7
Intramuscular ou solução aquosa
28x8 ou 30x8
Intramuscular, suspensões oleosas,
penicilina, facilitar a aplicação sem
entupir a agulha
40x12 ou 40x10
Aspiração, preparo de medicamento,
muito usada na rotina de grandes animais
41
Protocolo de Vacinação:
Filhotes: Cães
6-8 semanas:
Vacina Polivalente (V8 ou V10): Protege contra cinomose,
parvovirose, hepatite infecciosa canina, adenovírus tipo 2,
parainfluenza e leptospirose (com 8 sorovares na V10).
Vacina contra a Tosse dos Canis (Bordetella
bronchiseptica e Parainfluenza): Opcional, dependendo do
risco.
12 semanas:
Reforço da Vacina Polivalente (V8 ou V10).
Vacina contra a Tosse dos Canis: Reforço, se aplicada na
primeira dose.
16 semanas:
Reforço da Vacina Polivalente (V8 ou V10).
Vacina Antirrábica: Protege contra a raiva.
20 semanas:
Reforço da Vacina Polivalente (V8 ou V10): Opcional,
dependendo do protocolo do veterinário.
Adultos:
Anualmente:
Vacina Polivalente (V8 ou V10).
Vacina Antirrábica.
Vacina contra a Tosse dos Canis: Opcional, dependendo
do risco.
42
Protocolo de Vacinação:
Gatos
Filhotes:
8-9 semanas:
Vacina Quádrupla (V4): Protege contra rinotraqueíte,
calicivirose, panleucopenia e clamidiose.
12 semanas:
Reforço da Vacina Quádrupla (V4).
16 semanas:
Reforço da Vacina Quádrupla (V4).
Vacina Antirrábica: Protege contra a raiva.
Adultos:
Anualmente:
Vacina Quádrupla (V4).
Vacina Antirrábica.
43
Protocolo de Vacinação:
Bovino
Febre Aftosa
Primeira Dose: Aos 3 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Semestralmente (maio e novembro,
conforme calendário oficial).
Clostridioses (Carbúnculo Sintomático, Enterotoxemia, etc.):
Primeira Dose: Aos 3 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
Brucelose (Apenas Fêmeas):
Primeira Dose: Entre 3 e 8 meses de idade (vacina B19).
Revacinação: Não é necessária para a vacina B19; para a
RB51, pode ser feita anualmente em áreas de risco.
Raiva:
Primeira Dose: Aos 3 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
Leptospirose:
Primeira Dose: Aos 3 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
IBR/BVD (Rinotraqueíte Infecciosa Bovina e Diarreia Viral
Bovina):
Primeira Dose: Aos 3 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
44
Protocolo de Vacinação:
Equino
Potros:
Influenza Equina:
Primeira Dose: Aos 6 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Semestralmente.
Tétano:
Primeira Dose: Aos 3-4 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
Encefalomielite Equina (Leste e Oeste):
Primeira Dose: Aos 3-4 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
Raiva:
Primeira Dose: Aos 3-4 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Anualmente.
Herpesvírus Equino (EHV-1 e EHV-4):
Primeira Dose: Aos 6 meses de idade.
Reforço: 4 semanas após a primeira dose.
Revacinação: Semestralmente.
Adultos
Influenza Equina e Herpesvirus Equinino:
Revacinação: Semestralmente.
Tétano, Encefalomielite Equina e Raiva:
Revacinação: Anualmente.
45
Principais Doenças (Cão)
Parvovirose: É uma doença viral causada pelo parvovírus
canino (CPV).
Causas: Transmissão contato com cães infectados e
fômites. O vírus é extremamente resistente no ambiente.
Sinais Clínicos: Vômito severo, diarreia sanguinolenta,
letargia, perda de apetite, febre ou hipotermia, e
desidratação. A forma mais grave afeta filhotes e pode
levar à morte sem tratamento rápido.
Diagnóstico: Testes ELISA fecal, PCR e hemograma
(contagens de leucócitos).
Tratamento e Controle: Não existe tratamento específico,
o foco é no suporte, fluidoterapia, medicamentos para
controlar o vômito e a diarreia, e antibióticos. A
prevenção é feita através da vacinação.
46
Principais Doenças (Cão)
Leishmaniose: É uma doença parasitária.
Transmissão: Através da picada de mosquitos-palha
infectados.
Sinais Clínicos: Cutânea- Úlceras na pele com cicatrizes
potenciais. Visceral- Febre prolongada, perda de peso,
aumento do fígado e baço, anemia.
Diagnóstico: Identificação do parasita em amostras de
tecido ou sangue (exame direto, cultura, PCR e testes
sorológicos)
Tratamento: Cutânea- Tratamentos tópicos ou
antiparasitários. Visceral:Tratamento sistêmico com
antiparasitários
Prevenção: Uso de repelentes, instalação de telas e
eliminação de locais de reprodução do mosquito.
47
Principais Doenças (Gato)
Esporotricose: Doença fúngica que afeta gatos, causada pelo
fungo Sporothrix schenckii.
Transmissão: Contato com o fungo no ambiente,
mordidas e arranhões de animais infectados.
Sinais Clínicos:Lesões cutâneas, inchaço dos linfonodos,
sintomas respiratórios em casos graves, letargia e perda
de apetite.
Diagnóstico: Exames laboratoriais por culturas fúngicas,
biópsia e histopatológicos.
Tratamento: Uso de antifúngicos como itraconazol,
cuidado das lesões e isolamento do animal infectado.
Prevenção: Evitar áreas onde o fungo possa estar
presente.
49
Principais Doenças (Bovino)
Febre Aftosa: É uma doença viral altamente contagiosa, causada
pelo vírus da Febre Aftosa (FMDV).
Causa: Contato direto com animais infectados, seus fluidos
corporais e excreções, fômites e pelo ar.
Sinais Clínicos: Febre, vesículas e erosões na boca, língua,
focinho, cascos e tetas, salivação excessiva, claudicaçã, queda
na produção de leite, e em casos graves, morte, especialmente
em animais jovens.
Diagnóstico: Técnicas como isolamento viral, PCR, e ELISA.
Tratamento e Controle: Não há tratamento. O controle é a
vacinação preventiva do rebanho, quarentena e isolamento de
animais infectados ou suspeitos, desinfecção de ambientes, em
casos de surtos, o abate sanitário.
50
Principais Doenças (Bovino)
Brucelose: É uma doença bacteriana contagiosa, causada pela
bactéria Brucella abortus.
Causa: Contato com fluidos corporais de animais infectados,
ingestão de alimentos contaminados (como leite não
pasteurizado), e contato com ambientes contaminados.
Sinais Clínicos: Abortos no último terço da gestação,
nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, metrite
em fêmeas, orquite e epididimite em machos, e redução da
produção leiteira.
Diagnóstico: Testes sorológicos, cultura bacteriana, e PCR
para identificação do DNA bacteriano.
Tratamento e Controle: Não há tratamento específico. O
controle envolve vacinação, testagem e abate de animais
infectados, medidas sanitárias rigorosas, e educação dos
produtores sobre prevenção.
51
Principais Doenças (Equino)
Cólica: Pode ser leve, moderada ou fatal.
Causa: Impactação, distensão gasosa, torção, enterite,
colite, úlcera gástricas e obstrução por corpo estranho.
Sinais clínicos: Inquieto, olhar para o abdômen, deitar,
rolar, falta de apetite, aumento da frequência cardíaca e
respiratória e baixa motilidade.
Tratamento: Analgésico para dor, fluidoterapia, sonda
nasogástrica para retirada do conteúdo e em casos extremos
cirugia (laparotomia).
Prevenção: Gestão adequada da dieta, acesso a água limpa
e fresca, forragem de alta qualidade, evitar mudanças
bruscas na alimentação, exercício regular e manejo do
estresse.
52
Principais Doenças (Equino)
Mormo: É uma doença infecciosa grave, causada pela bactéria
Burkholderia mallei. Pode ser transmitida ao ser humano.
Causa: Contanto direto com matérias infectados (fomites), a
bactéria entra no corpo através de feridas e mucosas.
Sinais clínicos: Febre, descarga nasal purulenta, tosse,
peneumonia, formação de nódulos no sistema respiratório e
edema nos membros.
Diagnóstico: Teste suposição, Elisa, cultura de amostras de
tecidos e secreções e PCR.
Tratamento e controle: Não existe um tratamento específico, o
controle é diagnóstico precoce, isolamento de animais
infectados, desinfecção do eminente e equipamentos e
eutanásia.
53
Instrumentos Cirúrgicos
Pinças:
54
Instrumentos Cirúrgicos
Pinças:
55
Instrumentos Cirúrgicos
Tesouras:
56
Instrumentos Cirúrgicos
PORTA AGULHA PORTA AGULHA PORTA AGULHA
MAYO MAYO HEGAR OSEN HEGAR
57
Tipos de Sutura:
Sutura por ponto separado
58
Sutura por ponto continuo
59
Suturas invaginante por pontos separados
60