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Arte Moçambicana: História e Estilos

O documento explora a arte moçambicana, abordando suas manifestações como pintura, escultura e arquitetura, destacando a riqueza cultural e a evolução histórica dessas formas de expressão. A pintura em Moçambique evoluiu de técnicas pré-históricas a contemporâneas, enquanto a escultura, especialmente a maconde, reflete a habilidade artística na representação do cotidiano. A arquitetura, tanto tradicional quanto urbana, é discutida em termos de suas características e a transição de materiais naturais para industrializados ao longo do tempo.
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Arte Moçambicana: História e Estilos

O documento explora a arte moçambicana, abordando suas manifestações como pintura, escultura e arquitetura, destacando a riqueza cultural e a evolução histórica dessas formas de expressão. A pintura em Moçambique evoluiu de técnicas pré-históricas a contemporâneas, enquanto a escultura, especialmente a maconde, reflete a habilidade artística na representação do cotidiano. A arquitetura, tanto tradicional quanto urbana, é discutida em termos de suas características e a transição de materiais naturais para industrializados ao longo do tempo.
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Introdução

Objectivos

Gerais:

Conhecer a realidade da arte moçambicana e contemporânea em Moçambique

Específicos:

Identificar o tipo de arte praticada em cada região de Moçambique

Caracterizar obras e os respectivos autores moçambicanos

Demonstrar através de imagens as características artísticas.


Arte Moçambicana

Ao longo da história da humanidade, sucederam-se vários estilos artísticos e, a acompanhar,


várias teorias procuram explicar o significado e a finalidade da arte ao longo de séculos, as
técnicas e os materiais de produção artística predominantes em cada época histórica.

Sendo assim podemos definir arte como á expressão do Homem através de diferentes
manifestações que representam um determinado fenómeno ou situações reais, ou imaginarias,
que incidem na sensibilidade humana.

A necessidade de sobrevivência levou o homem a usar a inteligência e as suas mãos para


transformar a natureza, criando instrumentos de trabalho, utensílios domésticos, armas e
posteriormente criou instrumentos de danças rituais, máscaras, esculturas e outras peças que
eram usadas na evocação dos deuses.

Actualmente existe pouca literatura acerca da história da arte moçambicana, apesar da sua
vastidão e riqueza, sendo de destacar as obras que têm, ao longo dos anos, o património
artístico nacional, assim sendo, a pintura, a escultura, a cerâmica e a cestaria são algumas da
manifestações artísticas que integram o universo cultural moçambicano.

Pintura

A pintura é a representação que resulta da aplicação de tinta numa superfície. Todo o trabalho
de pintura é caracterizado pela presença da cor.

O conceito de pintura vai sendo aperfeiçoado a medida que o tempo vai passando de acordo
com as ideias. Inicialmente a pintura estava relacionada com a aplicação ou uso de pigmentos
em forma líquida a uma superfície de modo a colori-la. Com o desenvolvimento tecnológico
permitiu a elaboração de obras de pinturas no computador, sem no entanto recorrer o uso de
pigmento em forma líquida.

A escolha dos materiais e técnicas adequadas está directamente ligada ao resultado desejado
para o trabalho e como se pretende que ele seja entendido. Desta forma, a análise de qualquer
obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica utilizada.

A pintura em Moçambique passou por várias fases, das quais mencionamos;


a) Fase pré-historica: pinturas rupestres em vários pontos do país; pintura rupestre em
Manica, conjunto pictográfico rupestre da serra de Chicolone e Chifumbazi, e os de
Riane na província de Nampula.
b) Fase colonial: vários artistas abordavam assuntos relacionados com a emergência de
uma consciência nacional, como é o caso da pintura de grandes representantes como
Malangatana, Chichorro e outros.
c) Fase da independência: criou-se grandes retractos e murais abordando o contexto
social e político. Neste momento surgiram muitos artistas pintando paredes com
expressões revolucionárias que estavam espalhadas por todas as paredes, nos locais
públicos.

Um dos maiores pintores da época contemporânea foi Malangatana, que além de pintor,
cantava, dançava, escrevia poemas, participava nas peças teatrais, trabalhava com a cerâmica,
a escultura entre outras actividades, passando assim a ser considerado o embondeiro das artes
plásticas de Moçambique.

A pintura como obra de arte é relativamente nova em relação a escultura, pois esta durante
muito tempo esteve ligada a pintura corporal, isto é, tinha como suporte ou superfície o corpo
humano. As pessoas pintavam os seus corpos com fins rituais ou estéticos – basta lembrar o
rosto pintado de mussiro – e assim se representava a pintura que podia incluir todo corpo.

A pintura como obra de arte começa a enraizar-se em Moçambique de forma pronunciada a


partir do século XX, com a imigração de alguns pintores ou descendentes de colonos vindos
da Europa (Portugal) ou Ásia (Índia), mas é a com a fundação do Núcleo de Arte da antiga
Lourenço Marques, actual Maputo, que se vai popularizar esta arte, chegando a ganhar mais
destaque com a entrada de pintores como Malangatana Ngwenha, Jacob e outros.

Arquitectura Moçambicana

Arquitectura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito
primordial de ordena e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a
determinada intenção. Ou, arquitectura é uma actividade que está virada para a criação de
espaços onde o Homem pode realizar as suas actividades em condições ambientais e visuais
adequadas. É arte porque usa edifícios para transmitir sensações estéticas para além de
carácter utilitário que esta desempenha na nossa vida.
Em Moçambique o urbano e o rural são dois países com evoluções próprias, paralelas, mas
ainda muito distantes em termos de expressão de formas diversas de habitar. O camponês,
herdeiro das tradições técnicas ancestrais que lhe permitem viver em equilíbrio com o meio
ambiente, vai, paulatinamente, integrando nos seus saberes e necessidades outras exigências e
outras possibilidades.

Arquitectura Tradicional ou Rural de Moçambique

Arquitectura tradicional é de estrutura simples, de material natural geralmente existentes nas


comunidades rurais.

O conhecimento técnico desta arte obedece os princípios culturais de formação dos seus
construtores baseados na transmissão de geração em geração, o que as habilidades e
capacidades para construções, são transmitidos de avo para o pai, para o filho até às gerações
posteriores. Este tipo de arquitectura existe ao longo do território nacional de modo particular
no campo, por outras palavras, podemos afirmar que esta arquitectura é tipicamente campestre
pôs com o desenvolvimento industrial as matérias naturais (palha, capim, barro, madeira,
etc.) anteriormente usados, foram sendo substituídos pelas matérias industrialmente
produzidas (cimento, azulejos, tijolos, chapas de zinco, etc.) dando lugar ao surgimento da
cidades no nosso país.

Esta arquitectura possui várias características das quais se destacam as seguintes:

 Planta circular de cobertura cónica;


 Planta quadrangular de cobertura piramidal a quatro águas;
 Planta rectangular com cobertura a uma ou duas águas.

A técnica de construção usada e mais conhecida é a técnica tradicional mas podemos também
técnica de pau-a-pique, aquela que implica uma construção à base de material natural
“bambu” ou varas entrecruzadas, posteriormente “maticadas” o que significa cobertas de
barro ou com areia, para se compor as paredes de casa.

Arquitectura urbana e suas características

A arquitectura urbana caracteriza-se por integrar áreas tradicionais da arquitectura, mas de


uma forma geral não praticada em conjunto: planeamento, avaliação e controle, gestão
pública, desenho urbano, transporte, geotécnica, saneamento e meio ambiente, procurando
acompanhar o avanço tecnológico e incorporando novas técnicas e procedimentos
operacionais de planeamento, concepção e produção, ao controle de qualidade ambiental das
cidades e territórios, no Maximo possível usando a sinergia da dinâmica do desenvolvimento
na produção e registo da cidade, apoiando e se beneficiando da economia de mercado para a
produção da infra-estrutura social.

Escultura

Escultura é uma expressão artística que se fundamenta na criação de objectos tridimensionais.


Alargando o campo estético da pintura, que tem um carácter eminentemente visual (embora,
durante a última centúria tenha conhecido notável incremento das dimensões sensoriais), a
escultura adiciona a percepção táctil e as sensações de matéria, volume, peso e espaço. Estas
características permitem aproximá-la da arquitectura, verificando-se que em muitas culturas
era corrente a associação d esculturas com as estruturas arquitectónicas.

A escultura tradicional pode classificar-se de exenta (quando tem a forma de estátua de


vulto redondo) e de relevo (adossada a um plano de suporte) – neste caso com as
subclassificações de baixo-relevo ou alto-relevo.

Pode elaborar-se aplicando vários processos.

 Entalhe também designado por cinzelado, um processo subtractivo que se baseia na


eliminação de matéria a um bloco de maneira a obter-se a forma pretendida.
 Michelangelo constitui um dos expoentes máximos desta técnica de trabalho. Embora
seja mais frequente o uso da pedra, nomeadamente mármore, é também possível o
emprego de madeira ou de outros materiais mais raros, como o marfim. Tanto as
esculturas em madeira como as de pedra são muitas vezes policromadas.
 O modelado, feito com materiais brandos como cera ou argila. Devido a fragilidade do
resultado, o modelado usa-se sobretudo para esbocetos e estudos preliminares ou ainda
como base de criação de moldes para estátuas executadas com metais fundidos. A
fundição de esculturas, com utilização de moldes remonta à pré-história.

Escultura maconde

‘e um tipo de arte escultórica surgido na província de Cabo Delgado, em Moçambique, que ao


longo dos tempos se estendeu por todo o território nacional.
Esta escultura revela grande domínio da técnica do trabalho em madeira mas também grande
poder de criação artística, representando animais e seres humanos, normalmente em
actividades do dia-a-dia da sociedade.

Em muitas da suas criações, embora procurando partida configuração de tronco de árvore,


compõe outras formas fazendo a combinação de cores d parte interna e externa do tronco
escolhido

Na escultura maconde existem dois estilos mais usados, que são:

 Shetani: aquela que apresenta figuras fantásticas ou do mundo imaginário.

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