Lista de Química
Polímeros
Professora Estefania
POLÍMEROS NO NOSSO DIA A DIA
Em todas as figuras, temos a presença de polímeros nas suas estruturas. Estão presentes desde o DNA, no
nosso organismo, até em próteses médicas sofisticadas. Sendo assim, podemos classificá-los em naturais
(os existentes na natureza) e sintéticos (os fabricados pelo homem). Percebemos, então, que os polímeros
não são “coisas novas”. Apesar de na maioria das vezes os relacionarmos aos plásticos, a sua abrangência
é maior do que pensamos. Na busca pelo desenvolvimento e por uma melhor qualidade de vida, o homem
procurou aprimorar os materiais disponíveis ao seu redor de acordo com suas necessidades. Foi a partir de
pequenas, mas notáveis observações, que os químicos procuraram reproduzir e melhorar os polímeros
naturais. Mas como ocorreram essas mudanças nas estruturas dos polímeros? Como obtemos materiais
tão versáteis que facilitaram bastante a nossa vida? Podemos dizer que isso se deu em três etapas, por
meio dos polímeros naturais, polímeros naturais modificados e polímeros sintéticos.
POLÍMEROS NATURAIS
São aqueles encontrados na natureza, produzidos por organismos vivos, que estão presentes na celulose,
no amido, nas proteínas, nos lipídios, na quitina e, um dos mais conhecidos, o látex (borracha natural).
A borracha natural possui propriedades elásticas. Quando esticada retorna para sua forma original. Essa
característica permitiu importantes pesquisas sobre esse material. Teia de aranha feita com proteínas. As
teias de aranha são formadas por proteínas cinco vezes mais resistentes que um fio de aço de mesmo
diâmetro.
POLÍMEROS NATURAIS MODIFICADOS
A borracha natural teve um papel importante para o desenvolvimento dos polímeros. Tudo se deu pelo
fato de possuir características elásticas que são muito diferentes dos sólidos conhecidos até então. Um
problema que dificultava a utilização da mesma em larga escala era a sua mudança física influenciada
pela temperatura. Quando submetida a altas temperaturas, ela ficava viscosa. E em baixas temperaturas
ficava muito rígida. Como resolver essa situação? Em 1839 Charles Goodyear (1800-1860) desenvolveu
o processo de vulcanização, em que ao adicionar enxofre à borracha natural, conseguiu fazer com que
esse material fosse mais resistente às variações de temperatura e mais durável. Isso só foi possível porque
as ligações cruzadas de enxofre na borracha vulcanizada dificultavam o rompimento do material quando
esticado.
Após a vulcanização da borracha surgiram os polímeros derivados de celulose: “Parkesina”, celuloide e
celofane. Alexander Parkes (1813-1890) buscando obter um substituto para a borracha, criou em 1870
uma resina a partir de celulose, que foi apresentada na Exposição Internacional de Londres e ficou
conhecida como “Parkesina”. Devido ao custo elevado de produção, essa resina não prosperou. Já o
segundo polímero feito a partir de celulose foi produzido em 1870 por John Hyatt (1837-1920) que,
buscando ganhar um prêmio oferecido pela empresa Phelan e Collander para a descoberta de um novo
material que substituísse o marfim na fabricação de bolas de bilhar, aperfeiçoou o nitrato de celulose
adicionando cânfora, o que lhe conferiu estabilidade e ficou conhecido como celuloide.
O celofane surgiu em 1905 quando o engenheiro químico Jacques Brandenberger (1872-1954) procurou
criar uma toalha impermeável e mais higiênica a partir da celulose.
POLÍMEROS SINTÉTICOS
O primeiro material polimérico totalmente sintético se deu em 1909 por Leo Hendrik Baekeland (1863-
1944) ao produzir a resina de fenol-formaldeído conhecida como baquelite. Foi a partir desse momento
que começou a grande revolução na indústria dos plásticos, tornando possível gerar materiais em escala
comercial. Esse composto é quimicamente estável, moldável quando aquecido e bem rígido quando
resfriado, sendo resistente ao calor e à eletricidade.
A partir da descoberta da baquelite, as pesquisas para o desenvolvimento dos materiais poliméricos se
aprofundaram. Em 1920, Staudinger (1881-1965) propôs o conceito de macromoléculas, contrariando a
crença da época de que os polímeros fossem agregados coloidais. Por essa descoberta, recebeu o Prêmio
Nobel em 1953. Polímeros sintéticos 32 As pesquisas e descobertas de novas técnicas para a obtenção de
materiais sintéticos possibilitou avanços nas técnicas de polimerização, destacando os químicos Hermann
Staudinger e Wallace H. Carothers (1896-1937), pioneiros nesse campo. Staudinger realizou trabalhos
sobre a poliadição e Carothers estudou a policondensação, descobrindo um dos mais importantes
materiais: o Nylon 6,6, em 1935, pela empresa americana DuPont.
O nylon foi a primeira fibra têxtil sintética produzida e trouxe importantes benefícios para a
indústria. No período da Segunda Guerra Mundial, com a escassez de matérias-primas naturais,
como a borracha e a seda, os Estados Unidos o utilizaram como base para a produção de
paraquedas, tanques combustíveis e redes de descanso. À época, as mulheres americanas
contribuíram doando suas meias finas para o exército.
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POLÍMEROS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Conceitos fundamentais Os polímeros são macromoléculas orgânicas ou inorgânicas formadas a partir de
unidades menores e repetitivas chamadas de meros. Esses são obtidos a partir dos monômeros, moléculas
simples que dão origem ao polímero. Dessa forma, podemos agora compreender bem o significado da
palavra polímeros, que do grego, temos: poli = muitos e meros = partes. A união dos meros para a
formação de macromoléculas se dá por meio de reações de polimerização. As ligações químicas presentes
nesse processo são do tipo covalente (compartilhamento de elétrons) e os compostos originados possuem
elevada massa molar
Reações de polimerização
As reações de polimerização podem ocorrer de duas formas: por adição ou por condensação. Os
polímeros são obtidos pela combinação de monômeros, iguais ou diferentes, por meio do rompimento da
ligação pi existente entre os carbonos. Nesse processo não há liberação de moléculas ou átomos. A seguir
há exemplos das principais reações de poliadição.
• Teflon (Revestimentos antiaderentes de panelas, isolantes elétricos, canos, válvulas e registros).
• PVC (Tubulações, discos de vinil, mangueiras e capas de chuva).
• Polietileno (Garrafas plásticas, brinquedos, sacolas, fios de isolamento).
REAÇÃO DE CONDENSAÇÃO
Os polímeros são obtidos pela combinação de monômeros, iguais ou diferentes, por meio da liberação de
átomos ou moléculas (geralmente água). Os monômeros não necessitam possuir insaturações, mas pelo
menos dois grupos funcionais diferentes. A seguir há exemplos de algumas reações de policondensação.
Reciclabilidade
Os polímeros termorrígidos e os elastômeros não podem ser reciclados de forma direta. Ao serem
aquecidos, não se liquefazem, mas sofrem decomposição. Já os termoplásticos possuem reciclagem
tecnicamente possível, pois são fusíveis, ou seja, podem ser aquecidos e resfriados diversas vezes.
Identificação numérica dos termoplásticos
A fim de sabermos o tipo de plástico que estamos utilizando e facilitar o processo de descarte seletivo, as
indústrias seguem um padrão adicionando um símbolo constituído de setas com números ao centro em
seus rótulos. O Brasil segue os parâmetros técnicos internacionais de numeração (NBR 13.230:2008) e a
classificação se dá em seis diferentes classes, com mais uma opção (outros) para produtos fabricados com
combinação de diferentes resinas e materiais.
Natureza dos monômeros
De acordo com os monômeros, os polímeros podem ser classificados em homopolímeros ou copolímeros.
HOMOPOLÍMEROS
São polímeros derivados de apenas um único tipo de monômero.
COPOLÍMEROS
São formados por mais de um tipo de monômero.
De acordo com a distribuição dos diferentes meros dentro da cadeia polimérica, os copolímeros podem
ser classificados em:
• Alternados: os meros estão distribuídos de forma alternada.
• Em blocos: os copolímeros são formados por sequência de meros iguais de comprimentos variáveis.
• Aleatório: os meros estão dispostos de forma desordenada.
• Enxertado: a cadeia principal do copolímero é formada por um tipo de unidade repetitiva, enquanto o
outro mero forma a cadeia lateral.
PLÁSTICOS
A palavra plástico é derivada do grego plastikós e significa aquilo que pode ser moldado por ação do
calor e pressão. Os plásticos (polímeros sintéticos) surgiram com a necessidade de minimizar a falta de
recursos naturais, além de aperfeiçoá-los e produzi-los em larga escala a um preço acessível. Eles
proporcionaram meios para que as novas tecnologias prosperassem, beneficiando tanto a indústria como
os consumidores em geral. Mas por que os plásticos fazem tanto sucesso? Para responder a essa pergunta
vamos nos ater em três principais considerações:
• Os recursos naturais são finitos e não acompanham a indústria, que cresce rapidamente precisando de
reposição de materiais no mesmo ritmo.
• Os plásticos possuem propriedades muito versáteis, são resistentes, leves e isolantes.
• Fáceis de moldar, permitindo a produção de objetos com bom acabamento e custo benefício.
Como usar esses produtos causando os menores impactos possíveis no ambiente?
Conscientizar os consumidores sobre a importância de serem responsáveis pelo que se consomem
(incluindo os resíduos gerados) e a criação de políticas públicas que tornem as empresas responsáveis
pelos plásticos produzidos (desenvolvendo pesquisas para a produção de materiais que degradem mais
rapidamente ou que reutilizem em seus processos) são possíveis caminhos para um mundo mais
sustentável. Os diferentes tipos de plástico possuem variadas composições químicas, o que reflete em
propriedades distintas e em sua decomposição. Assim, é preciso que compreendamos que de acordo com
a estrutura do material, haverá um tempo de degradação. Reconhecer os polímeros de acordo com o seu
código, como mostrado anteriormente, facilita o processo de reciclagem.
A resistência à ação do tempo é um grande benefício dos plásticos, mas também é causa de grandes
prejuízos para a natureza. Os polímeros sintéticos demoram muitos anos para se decompor.
Diferença entre lixo, resíduo e rejeito
Muitos pensam que as palavras lixo, resíduo e rejeito possuem o mesmo significado, mas não é bem
assim! É preciso que compreendamos bem as definições para que possamos acertar na hora de tomarmos
atitudes conscientes no nosso dia a dia.
• Lixo é qualquer material que não possui mais nenhuma utilidade, sem a possibilidade de ser reutilizado
ou reciclado.
• Resíduos são sobras de materiais que poderão ser reutilizadas (recicladas ou remanejadas) em outros
processos, de modo que o seu ciclo de vida útil possa ser aumentado.
• Rejeitos são resíduos que não possuem mais nenhum tipo de reaproveitamento ou reciclagem, sendo,
portanto, necessário encaminhá-lo para um descarte que cause o menor impacto para o meio ambiente.