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Análise de Rentabilidade e Risco Empresarial

O documento aborda a análise de rentabilidade, sensibilidade e risco em empresas do setor alimentar, destacando a importância de indicadores financeiros como ROI, ROE e ROA. Além disso, discute a gestão de riscos e as atividades de administração e gestão necessárias para maximizar a eficiência e a sustentabilidade financeira. O objetivo geral é fornecer uma compreensão abrangente das práticas financeiras que podem melhorar a rentabilidade e a competitividade no setor alimentar.

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Análise de Rentabilidade e Risco Empresarial

O documento aborda a análise de rentabilidade, sensibilidade e risco em empresas do setor alimentar, destacando a importância de indicadores financeiros como ROI, ROE e ROA. Além disso, discute a gestão de riscos e as atividades de administração e gestão necessárias para maximizar a eficiência e a sustentabilidade financeira. O objetivo geral é fornecer uma compreensão abrangente das práticas financeiras que podem melhorar a rentabilidade e a competitividade no setor alimentar.

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Arcenio Artur Ajuda

Cebola Celestino

Deolinda da Costa Feliciano

Imo Dauda

Jaqueline Sefania

Joana Tivane

Mahamudo Momade Mahamudo

Mukandama Wassabe

Análise de rentabilidade, sensibilidade e risco

Actividades de administração e gestão

Universidade Rovuma

Nampula

2025
2

Arcenio Artur Ajuda

Cebola Celestino

Deolinda da Costa Feliciano

Imo Dauda

Jaqueline Sefania

Joana Tivane

Mahamudo Momade Mahamudo

Mukandama Wassabe

Análise de rentabilidade, sensibilidade e risco

Actividades de administração e gestão

Trabalho de carácter avaliativo da cadeira


Economia e Gestão de Empresas Agro-
alimentar, curso Tecnologia e Segurança
Alimentar, Faculdade de Ciências
Alimentares e Agrarias, nível III, sob
observação do :

MSc. Daniel Pedro José

Universidade Rovuma

Nampula

2025
3

Índice
I. Introdução ................................................................................................................. 4

II. Objectivo geral: ...................................................................................................................... 4

1. Análise de rentabilidade, sensibilidade e risco ....................................................................... 5

1.1. Indicadores de Rentabilidade............................................................................................... 5

1.1.1. Ponto de Equilíbrio e Margem de Contribuição ............................................................... 6

1.1.2. Rentabilidade em Empresas do Sector Alimentar ............................................................ 7

[Link]. Factores críticos: ............................................................................................................ 7

1.2. Princípios de Análise de Sensibilidade ............................................................................... 7

1.2.1. Importância no sector alimentar ....................................................................................... 8

1.2.2. Fundamento matemático: ................................................................................................. 8

1.3. Análise de risco ................................................................................................................... 9

1.3.1. Tipos de Risco: ................................................................................................................. 9

1.3.2. Fundamento Matemático ................................................................................................ 10

1.3.3. Gestão de Riscos na Indústria Alimentar ....................................................................... 10

2. Actividades de administração e gestão ................................................................................. 11

2.1. Funções Administrativas Básicas (PODC) ........................................................................ 11

2.2. Planeamento Estratégico e Organização Empresarial ....................................................... 12

2.3. Recursos Humanos e Capacitação ..................................................................................... 12

2.4. Marketing, Comercialização e Varejo ............................................................................... 13

2.5. Gestão Financeira e Controle ............................................................................................ 13

III. Conclusão ........................................................................................................................... 14

Referencias bibliograficas ........................................................................................................ 15


4

I. Introdução

O ambiente dos negócios é um meio repleto de incertezas, sendo essa uma das dificuldades
para tomada de decisão por parte dos usuários. Com o intuito de minimizar os riscos e atingir
a melhor escolha para a organização, é necessário que os administradores financeiros tenham
a responsabilidade de estarem alinhados com as informações presentes no âmbito económico-
financeiro. Gitman (2004) define processos, actividades de análises e panejamentos
financeiros como a arte e ciência da gestão do dinheiro. Essa arte está ligada ao objectivo da
empresa, qual seja, criação de valor. Esse tema é vastamente discutido no meio académico
financeiro, em que as discussões dos gestores são orientadas por inúmeras métricas ou
indicadores de desempenho que contribuem para o aumento de valor da empresa e, como
resultado final, a riqueza dos acionistas. Para Assaf Neto (2003b, p. 165), “uma empresa é
considerada como criadora de valor quando for capaz de oferecer a seus proprietários de
capital (credores e acionistas) uma remuneração acima de suas expectativas mínimas de
ganho”.

II. Objectivo geral:


 Analisar a rentabilidade, sensibilidade e risco empresarial;

Objectivos específicos:

 Avaliar os indicadores de rentabilidade, ponto de equilíbrio e margem de contribuição;


 Compreender a rentabilidade e empresas do sector alimentar;
 Caracterizar os princípios de análise de risco e sensibilidade e sua importância;
 Demostrar as actividades de administração e gestão seu planeamento estratégico e
organização empresarial.
5

1. Análise de rentabilidade, sensibilidade e risco

Segundo Araújo (2018), A análise de rentabilidade avalia o retorno de um investimento, a


análise de risco estima a probabilidade de perdas, e a análise de sensibilidade (ou de cenários)
verifica como a rentabilidade de um projecto é afectada por mudanças em variáveis
específicas. Essas análises são ferramentas para a tomada de decisão em finanças, ajudando a
entender o potencial de lucro e os possíveis desafios de um investimento.

1.1. Indicadores de Rentabilidade

Rentabilidade empresarial mede a capacidade de gerar retorno (lucro) sobre investimentos ou


recursos utilizados. Indicadores comuns incluem o Retorno sobre o Investimento (ROI),
Retorno sobre Patrimônio (ROE) e Retorno sobre Ativos (ROA). Em termos simples,
rentabilidade compara lucro vs investimento (por exemplo, Rentabilidade =
lucro/investimento), diferindo de lucratividade (lucro sobre receita). Tais métricas ajudam a
avaliar se o negócio é sustentável financeiramente, indicando quão eficazmente uma empresa
utiliza capital, activos e receitas para gerar ganhos. A análise de rentabilidade é vital para
empresas de alimentos, pois custos de matéria-prima e preços de venda podem variar bastante,
impactando lucros (Almeida, 2020).

 ROI (Return on Investment): mede o retorno financeiro sobre qualquer aplicação ou


projeto específico.

anho o ti o nvestimento ini ia


nvestimento ini ia

 ROE (Return on Equity): avalia o retorno sobre o patrimônio líquido, indicando


eficiência no uso do capital próprio.

en a iqui a
patrimonio o a ionista

 ROA (Return on Assets): indica a capacidade de gerar lucros a partir dos ativos
totais.

ren a iqui a
ativos totais

 Margens de lucro (bruta, líquida, EBITDA): refletem rentabilidade operacional,


Costa (2017).
6

Cada indicador fornece visão sobre aspectos distintos da saúde financeira. Por exemplo, um
ROI baixo pode sugerir que um investimento em processamento alimentar não está sendo bem
aproveitado. O monitoramento contínuo dessas métricas permite aos gestores ajustar
estratégias e assegurar viabilidade financeira a longo prazo (Barros, 2019).

Exemplo

Por exemplo, se uma fábrica de processamento de mandioca investe MZN 10 milhões e obtém
ganho líquido de MZN 15 milhões, o ROI seria (Carvalho, 2017):

Em termos percentuais, isso indica que cada Metical investido rendeu 0,5 Metical de lucro ou
50% de lucro. O ROI positivo sinaliza projeto lucrativo; negativo indica prejuízo. Outros
indicadores complementares são margem líquida, lucro por produto e valor presente líquido
(VPL) de projetos específicos. Tais indicadores ajudam gestores a decidir sobre expansão ou
descontinuação de projetos, Zhang (2019).

1.1.1. Ponto de Equilíbrio e Margem de Contribuição

Segundo Souza (2020), O ponto de equilíbrio representa o volume mínimo de vendas


necessário para que a receita cubra todos os custos (fixos e variáveis). A margem de
contribuição indica quanto cada unidade vendida contribui para cobrir os custos fixos e gerar
lucro.

Para avaliar desde quando um negócio começa a dar lucro, usa-se a análise de ponto de
equilíbrio (break-even). Esse ponto ocorre quando receita total = custos totais (fixos +
variáveis), ou seja, lucro zero. A fórmula básica é World (2021):

ustos i os otais
onto e qui rio uni a es
re o e en a nit rio usto ari ve nit rio

Por exemplo:

Suponhamos uma conservaria fictícia com custos fixos anuais de MZN 200.000, preço de
venda por lata de MZN 50 e custo variável de MZN 30 (matéria-prima e mão-de-obra por
lata). O break-even em unidades seria:
7

Abaixo dessa produção, a empresa operária com prejuízo. A margem de contribuição (preço
custo variável) aponta quanto cada unidade vendida contribui para pagar custos fixos.
Conhecer o ponto de equilíbrio auxilia no planejamento: o negócio só fica lucrativo após
superar esse nível mínimo de produção/venda, Silva (2020).

1.1.2. Rentabilidade em Empresas do Sector Alimentar

Segundo Oliveira (2019) A análise de rentabilidade aplicada a empresas alimentares deve


considerar características específicas: sazonalidade de safras, volatilidade de preços de
commodities e requisitos regulatórios. Por exemplo, no processamento de castanha de caju, a
rentabilidade é altamente sensível ao custo de amêndoas in natura (RCN) e ao preço de
exportação da castanha processada. Pequenos aumentos no preço da matéria-prima ou quedas
nos preços de venda podem tornar a operação não lucrativa. Isso se deve a margens estreitas e
à competição internacional (países como Índia e Vietnã influenciam preços globais).
Similarmente, no processamento de etanol de mandioca, é crucial manter baixos custos e
cadeias de suprimento estáveis para alcançar rentabilidade. Em geral, o sector agrícola
moçambicano exige boas práticas de gestão financeira e apoio institucional para melhorar
margens e competitividade.

[Link]. Factores críticos:


 Custo de matéria-prima: competindo com mercados concorrentes, os processadores
moçambicanos precisam de suprimentos baratos e de alta qualidade.
 Custos de produção: infra-estrutura obsoleta eleva custos operacionais, afectando
margens.
 Mercados e preços: variações sazonais nos mercados internacionais podem incentivar
ou frear a produção local.
 Suporte técnico e financeiro: investimento em modernização (capex) e financiamentos
adequados melhoram a rentabilidade futura, Poster (2008).

1.2. Princípios de Análise de Sensibilidade

A análise de sensibilidade é uma técnica usada para verificar como mudanças em variáveis-
chave afectam os resultados de um modelo financeiro ou projecto. Em termos simples, ela
identifica quais factores (preços, custos, volumes) têm maior impacto sobre a rentabilidade ou
outros indicadores e como pequenas variações nesses factores mudam o resultado final. Essa
ferramenta permite aos gestores avaliar incertezas e planejar cenários alternativos. Por
8

exemplo, varia-se o preço de venda do produto ou o custo da matéria-prima em faixas


plausíveis para ver como isso influencia o lucro. A análise de sensibilidade aumenta a
compreensão das relações de dependência entre variáveis e auxilia na tomada de decisões
informadas (Martins, 2018).

Na prática, ela responde à pergunta:

“Se uma variável mudar, quanto o resultado final (lucro, ROI, margem) também mudará?”

1.2.1. Importância no sector alimentar

No setor de processamento de alimentos em Moçambique, a análise de sensibilidade é


especialmente relevante porque os custos de matérias-primas (milho, arroz, trigo, carne, leite,
etc.) e o preço de venda ao consumidor variam bastante devido a factores como sazonalidade
agrícola, importação e inflação, INE (2022).

Assim, os gestores precisam compreender:

 Qual variável mais influencia o lucro (preço, custo, volume, etc.);


 Qual o nível de risco associado a cada alteração;
 Qual a margem de segurança disponível em cenários adversos.
1.2.2. Fundamento matemático:

O lucro operacional de uma empresa pode ser representado por Silva (2020):

Onde:

 π = Lu ro opera iona
 Q = Quantidade produzida/vendida
 P = Preço unitário de venda
 V = Custo variável unitário
 F = Custos fixos

A análise de sensibilidade avalia como mu an as em , ou Q mo ifi am π.

Por exemplo:

Empresa de processamento de sumos:

 P = 100 MZN; V = 60 MZN ; Q = 10,000 unid.


9

 F = 200,000 MZN

Lucro base:

Se o preço aumentar 5% (P=105):

Lucro aumentou 25% apenas com 5% de aumento no preço.

A análise de sensibilidade mostra que o preço é altamente impactante, orientando a gestão a


focar em estratégias de rectificação e marketing (FAO, 2020).

1.3. Análise de risco

Segundo FAO (2020) A análise de risco empresarial é o processo sistemático de identificar,


avaliar e priorizar riscos que podem ameaçar a organização ou um projecto. No contexto de
negócios, riscos podem ser financeiros, operacionais, de mercado ou de conformidade, entre
outros. O objectivo é entender a probabilidade de ocorrência de cada risco e seu impacto
potencial sobre os objectivos da empresa. Em seguida, definem-se estratégias para tratar esses
riscos: mitigação (reduzir probabilidade/impacto), transferência (seguro ou parcerias),
aceitação ou prevenção. A análise de risco fornece informações para decisões estratégicas,
ajudando a proteger o negócio de perdas financeiras significativas e a garantir sua
continuidade.

Em empresas alimentares, riscos específicos incluem contaminações, insegurança da cadeia


de suprimentos e oscilações cambiais. Uma análise de risco bem conduzida permite aos
gestores antecipar problemas e alocar recursos (financeiros e humanos) para contingências
adequadas, Almeida (2020).

1.3.1. Tipos de Risco:


 Risco de Mercado: relacionado à variação de preços e demanda do produto.
 Risco Operacional: falhas internas na produção ou equipamentos.
 Risco Financeiro: dificuldades de financiamento ou inadimplência.
 Risco Estratégico: mudanças no ambiente regulatório ou na concorrência, Barros
(2019).
10

1.3.2. Fundamento Matemático

Valor Esperado do Risco

Onde: Probabilidade é a chance do evento ocorrer e Impacto é a perda financeira estimada


(Oliveira, 2019).

Por Exemplo:

Empresa de processamento de sumos:

 Risco A: Falha de equipamento;


 Probabilidade 20%;
 Impacto 100,000 MZN;
 Risco B: Queda na demanda;
 Probabilidade 30%;
 Impacto 80,000 MZN;

Cálculos:

Risco total esperado = 44,000 MZN

1.3.3. Gestão de Riscos na Indústria Alimentar

Segundo FAO (2020), Na indústria de alimentos, a gestão de riscos combina análise


financeira e de segurança do produto. Do ponto de vista operacional, riscos de contaminação
(biológicos, químicos) demandam implantação de protocolos de segurança alimentar
(HACCP, Boas Práticas de Fabricação) e certificações reconhecidas. Do ponto de vista
financeiro, riscos de mercado (como variação de preços de commodities) são tratados por
estratégias de hedge ou contratos futuros. Além disso, riscos institucionais (mudanças na
legislação, barreiras comerciais) exigem monitoramento constante. A gestão eficaz de riscos
integra:

 Riscos de produção: monitoramento de qualidade e higiene, reduzindo recall e perdas


financeiras.
11

 Riscos financeiros: análise de sensibilidade financeira para prever impactos de


variações de custo e preço (já descrito).
 Riscos de projeto/operacionais: prazos de projeto, logística e mão de obra (p. ex.,
sazonalidade na contratação no campo).
 Riscos estratégicos: entrada de concorrentes, mudanças tecnológicas e preferências do
consumidor, World (2021).

Empresas alimentares moçambicanas devem desenvolver procedimentos formais de análise de


risco, usando dados históricos e melhores práticas globais. Isso reduz surpresas negativas e
contribui para a tomada de decisões mais seguras.

2. Actividades de administração e gestão


[Link]ções Administrativas Básicas (PODC)

A administração eficaz de qualquer negócio baseia-se no ciclo PODC (Planejar, Organizar,


Dirigir, Controlar), introduzido por Henri Fayol. Essas quatro funções inter-relacionadas
guiam o trabalho dos gestores, (Zhang, 2019).

 Planejamento: definir objetivos de longo, médio e curto prazo e estratégias para


alcançá-los. No setor alimentar, envolve planejar produção (safras, capacidade fabril)
e finanças (orçamentos, investimentos).

 Organização: estruturar recursos (humanos, materiais, financeiros) e estabelecer


processos para executar o plano. Inclui definir hierarquias, dividir tarefas (linha de
produção, departamentos) e garantir infraestrutura adequada.

 Direção (Liderança): conduzir a equipe para executar o plano. Requer liderança na


motivação de funcionários e coordenação das operações diárias. Em alimentos,
envolve treinamento em segurança alimentar e acompanhamento de equipes de
produção e qualidade.

 Controle: monitorar resultados e comparar com as metas planejadas. Engloba


estabelecer indicadores (KPIs), realizar auditorias internas e corrigir desvios. No
contexto alimentar, o controle também verifica se os padrões de higiene e qualidade
estão sendo cumpridos, Martins (2018).

Dominar o ciclo administrativo é essencial para transformar recursos em produtos de valor e


manter a organização funcionando eficientemente. Cada função do PODC deve ser
12

coordenada: sem planejamento claro não há guia de ação; sem controle, não se sabe se o plano
foi eficaz (Araujo, 2018).

2.2. Planeamento Estratégico e Organização Empresarial

O planejamento estratégico é o processo de definição de objetivos de longo prazo e de


estratégias para atingi-los. A estrutura organizacional define como funções e
responsabilidades são distribuídas dentro da empresa, Carvalho (2021).

A planejamento estratégica deve incluir análise de mercado (demanda por produtos seguros),
previsão de custos e definição de metas de produção. Planejamento eficaz ajuda a reduzir
incertezas (ex. flutuação climática ou de preços) e a direcionar investimentos (ex.
modernização de maquinário) para áreas mais lucrativas. A organização traduz o plano em
estrutura concreta: define organograma, responsabilidades e fluxos de trabalho. Por exemplo,
pode-se criar uma equipe dedicada à qualidade alimenta e outra à gestão de negócios,
assegurando que recursos críticos sejam alocados adequadamente. Técnicas como o
Orçamento Base Zero ou Planejamento de Cenários podem ser adotadas para melhorar a
precisão e a adaptabilidade dos planos (Souza, 2017).

 Mapeamento de Processos: visualizar etapas de produção e identificar gargalos.


 Gestão de Estoques: planejar compras de matéria-prima evitando falta ou excesso
(minimizando custo de armazenagem).
 Plano de Negócios: documento formal que consolida objetivos estratégicos, análise
financeira e estudo de mercado. O apoio à elaboração de plano de negócios é apontado
como serviço relevante para empresas alimentares.
2.3. Recursos Humanos e Capacitação

A gestão de recursos humanos envolve recrutamento, capacitação, motivação e retenção de


trabalhadores, sendo fundamental para a eficiência e competitividade da organização.

A gestão de pessoas no setor alimentício deve focar na qualificação contínua dos


trabalhadores. Operadores de máquinas, técnicos de laboratório e responsáveis pelo controle
de qualidade exigem treinamentos específicos (Boas Práticas de Fabricação, segurança
alimentar, operação de equipamentos). Investir em capacitação reduz erros e desperdício
pontos críticos na indústria de alimentos, onde falhas podem levar a prejuízos ou riscos
sanitários. Além disso, políticas de motivação (como segurança do trabalho e
13

reconhecimento) garantem menor rotatividade, crucial em Moçambique onde mão de obra


especializada pode ser escassa, Poster (2008).

2.4. Marketing, Comercialização e Varejo

Segundo Almeida (2020), Marketing e comercialização são actividades voltadas à


identificação de necessidades do consumidor e ao posicionamento do produto no mercado. O
varejo representa o ponto final da cadeia, conectando indústria e consumidor.

No varejo alimentar, atuações eficazes de marketing são cruciais para vender produtos
processados. As indústrias devem identificar canais de distribuição adequados: mercados
informais nas periferias, cadeias de supermercados ou até exportações regionais. O marketing
mix inclui preço competitivo (considerando poder aquisitivo local), promoção do produto
(destaque para qualidade e origem local) e logística de distribuição eficiente. Parcerias com
distribuidores consolidados, como o Mega Distribuição de Moçambique, podem facilitar o
acesso a grandes redes de varejo urbano. Em resumo, um bom planejamento comercial
garante que a produção alcance o consumidor final no tempo certo e com margem adequada,
Oliveira (2019).

2.5. Gestão Financeira e Controle

Gestão financeira é o conjunto de práticas de planeamento, controle e análise de recursos


económicos da empresa, garantindo liquidez, rentabilidade e sustentabilidade do negócio
(Costa, 2027).

A contabilidade e controle financeiro asseguram a sustentabilidade do negócio. Deve-se


manter registros precisos de receitas, custos e estoques. Ferramentas como fluxo de caixa
projetado permitem antecipar necessidades de capital (ex.: quando investir em máquinas ou
insumos). Além dos indicadores de rentabilidade (ROI, margem de lucro), usam-se índices
financeiros (ROI anualizado, VPL, TIR) para avaliação de longo prazo. O controlo interno
(balanços, auditorias) previne desvios e corrige falhas operacionais. Em um cenário
moçambicano, onde o acesso a crédito pode ser limitado, manter as finanças em ordem
aumenta a confiança de financiadores e investidores Martins (2018).
14

III. Conclusão

O estudo evidenciou que a análise financeira (rentabilidade e sensibilidade) e a gestão


adequada (administrativa e de processos) são complementares na cadeia alimentar
moçambicana. demonstramos como avaliar a viabilidade econômica de projetos alimentares
por exemplo, calculando ROI de um investimento fictício e usando gráficos de ponto de
equilíbrio e como a análise de sensibilidade/risco prepara o gestor para incertezas.
Enfatizamos tambem práticas de gestão que mantêm a fábrica funcionando de modo
organizado e competitivo (planejamento, RH, logística, qualidade, indicadores). A aplicação
dessas técnicas com dados adaptados à realidade local mesmo que hipotética mostra que o
desenvolvimento industrial alimentar sustentável em Moçambique requer sólidas análises
financeiras aliadas a uma gestão profissionalizada. Em suma, ao conjugar rigor matemático
(cálculos de ROI, matrizes, indicadores) com processos gerenciais eficientes, pode-se
aumentar a produtividade das indústrias alimentares e, consequentemente, contribuir para a
segurança e o crescimento econômico do país.
15

Referencias bibliograficas

1. Almeida, R., & Silva, M. (2020). Gestão de riscos e finanças na indústria alimentar.
Lisboa: Editora Gestão e Economia.

2. Araújo, F., & Santos, T. (2018). Análise de sensibilidade em projetos agroindustriais:


métodos e aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil.

3. Barros, P., & Gomes, L. (2019). Administração estratégica na cadeia de produção


alimentar. São Paulo: Atlas.

4. Carvalho, J., & Matos, A. (2021). Gestão financeira e avaliação de rentabilidade em


pequenas empresas alimentares em Moçambique. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane
Press.

5. Costa, R., & Ferreira, D. (2017). Risco empresarial e mitigação no setor de alimentos.
Porto: Edições Sílabo.

6. Food and Agriculture Organization (FAO). (2020). Food processing and safety
management in Africa. Rome: FAO Publications. [Link]
7. Gomes, P., & Oliveira, S. (2016). Análise de rentabilidade: conceitos e aplicações práticas.
Lisboa: Edições Sílabo.
8. Instituto Nacional de Estatística de Moçambique (INE). (2022). Relatório anual do setor
agroalimentar em Moçambique. Maputo: INE.
9. Martins, J., & Pereira, L. (2018). Controle de risco e sensibilidade em projetos de
processamento de alimentos. Rio de Janeiro: Elsevier.

10. Oliveira, F., & Ribeiro, C. (2019). Gestão de operações e administração na indústria
alimentar. São Paulo: Saraiva.

11. Porter, M. E. (2008). Competitive strategy: Techniques for analyzing industries and
competitors (1st ed.). New York, NY: Free Press.

12. Silva, H., & Teixeira, M. (2020). Modelos de avaliação financeira para micro e pequenas
empresas do setor alimentar. Maputo: Universidade Politécnica de Moçambique Press.

13. Souza, R., & Almeida, P. (2017). Matemática financeira aplicada à gestão de negócios
alimentares. Lisboa: Escolar Editora.

14. World Bank. (2021). Food industry risk management in emerging economies.
Washington, DC: World Bank Publications. [Link]

15. Zhang, Y., & Wang, L. (2019). Decision analysis and sensitivity in food production
projects. London: Routledge.

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