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Geometria Projetiva: Projectividade e Teoremas

geometria projetiva

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Calton Venâncio Vuvo

Fred Elísio Chioze


Salomão Gonsalves Baloi

Projectividade, Teorema Fundamental da Geometria Projectiva e Ponto invariante

Licenciatura em Matemática

Universidade Save
Chongoene
2025
Calton Venâncio Vuvo
Fred Elísio Chioze
Salomão Gonsalves Baloi

Projectividade, Teorema Fundamental da Geometria Projectiva e Ponto invariante

Faculdade de Ciências Naturais e Exatas, para


obtenção do grau académico de Licenciatura em
Matemática, no âmbito de avaliação na cadeira
de Geometria Projectiva, sob orientação do:
_______________________________
MSc. Sebastião Jordão Matimule

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Chongoene
2024
Universidade Save
Chongoene
2024
Universidade Save
Chongoene
2025
Índice
1. Introdução ........................................................................................................................... 4

1.1. Objectivos .................................................................................................................... 5

1.1.1. Objectivo geral ...................................................................................................... 5

1.1.2. Objectivos específicos ........................................................................................... 5

1.2. Metodologia ................................................................................................................. 5

2. Fundamentação Teórica ...................................................................................................... 6

2.1. Projectividade .............................................................................................................. 6

2.2. Teorema Fundamental da Geometria Projectiva.......................................................... 6

2.3.1. Ponto Invariante em Projectividades ..................................................................... 7

3. Conclusão ........................................................................................................................... 9

4. Referências bibliográficas ................................................................................................ 10


4

1. Introdução
A geometria projetiva estuda propriedades geométricas inalteradas por transformações
projetivas. Segundo Coxeter, nessa geometria “nunca se mede nada; em vez disso, relaciona-
se um conjunto de pontos a outro por uma projectividade” Historicamente, a perspectiva
linear (como nos desenhos artísticos) motivou esses conceitos: figuras vistas de um ponto de
projeção estabelecem correspondências entre retas e feixes de retas. Na geometria projetiva,
retas paralelas se encontram num “ponto no infinito”, o que torna consistentes resultados
como o Teorema de Desargues e introduz novas propriedades fundamentais. A motivação
deste trabalho é apresentar de forma clara e rigorosa os conceitos de projectividade, o
Teorema Fundamental da Geometria Projetiva e ponto invariante. A projectividade é um
conceito central na Geometria Projetiva, uma área da matemática que surgiu da necessidade
de compreender as propriedades geométricas que permanecem invariantes sob projeções.
Suas raízes remontam à Grécia Antiga, onde matemáticos como Euclides já abordavam ideias
relacionadas à perspectiva, mas sem formalização completa.

O verdadeiro desenvolvimento da Geometria Projetiva começou no século XVII, com os


estudos dos matemáticos franceses Girard Desargues e Blaise Pascal. Desargues é
considerado o pai da Geometria Projetiva moderna. Ele introduziu o conceito de ponto no
infinito e estabeleceu a ideia de projeções como transformação entre figuras geométricas. A
sua obra, no entanto, foi pouco valorizada na época, sendo redescoberta somente no século
XIX.

Pascal também contribuiu significativamente com seu teorema sobre hexágonos inscritos em
cônicas, reforçando a importância das propriedades que se mantêm sob projeções. No século
XVIII, a geometria projetiva ficou em segundo plano, com a ascensão do pensamento
analítico trazido por Descartes. No entanto, foi no século XIX que ela ganhou força
novamente, graças ao trabalho de matemáticos como Jean-Victor Poncelet, August Ferdinand
Möbius, Julius Plücker e Karl von Staudt.

Poncelet introduziu a ideia de dupla razão e formalizou o conceito de projectividade como


uma transformação entre figuras projetivas que preserva a razão cruzada entre quatro pontos
colineares. Ele também estabeleceu os princípios da dualidade em geometria, que
estabelecem uma correspondência entre pontos e linhas. Plücker desenvolveu coordenadas
homogêneas, permitindo o estudo algébrico da geometria projetiva.
5

1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral


 Apresentar os conceitos de projectividade, Teorema Fundamental da Geometria
Projetiva e ponto invariante, contextualizando sua importância na geometria
projetiva.

1.1.2. Objectivos específicos


 Representar projectividades definidas entre pontuais ou feixes;
 Classificar as projectividades tendo em conta o número de pontos imóveis.

1.2. Metodologia
Para a realização do trabalho recorremos a diversas fontes com a finalidade de reunir uma
informação satisfatória e de fácil compreensão através de consulta de obras, revisões
bibliográficas e pesquisas que efectuamos na biblioteca eletrónica, que versam sobre o tema
em destaque nas quais vem mencionadas no fim do trabalho.
6

2. Fundamentação Teórica

2.1. Projectividade
Uma Projectividade, de acordo com Von Staudt, é uma correspondência entre dois pontuais
que preserva a relação harmónica, isto é , se A e B estão separados harmonicamente de C e
D, então A´ e B´ estarão separados harmonicamente de C´e D´.

Como a perspectividade preserva o harmonismo então, resulta desta definição que uma
perspectividade é uma projectividade, bem como qualquer composta de perspectividades em
número finito. Neste contexto, podemos definir a projectividade como sendo uma cadeia
finita de perspectividade e representaremos pelo símbolo , que não deve ser confundido
com o símbolo da perspectividade  .

Exemplo: vamos definir uma projectividade entre os pontuais l e l´. para isso precisaremos
definir uma cadeia de perspectividade definindo uma pontual auxiliar l0 que ira permitir
encontrar as imagens dos pontos da pontual l a pontual l´ usando a perspectividade central
para cada par de pontuais (l, l0) e (l0 , l´). Observe a figura a seguir:

Na figura observa-se que l’(A, B, C…) ⩞ l0(A0, B0, C0,…) ⩞ l’(A’, B’, C’,…). Nestas
condições diz-se que ABC ⩞ A’B’C’, isto é ABC é projectivo a A’B’C’.

2.2. Teorema Fundamental da Geometria Projectiva


Três pares de elementos correspondentes em dois pontuais ou feixes determinam uma única
projectividade. Por outra forma pode-se dizer que uma projectividade fica determinada
quando são conhecidos três elementos (no seu domínio) e as respectivas imagens.

Com base no teorema fundamental, se tivermos 4 objectos e 3 imagens, a quarta imagem é


consequência da projectividade, sendo assim não pode ser achada arbitrariamente devendo
7

ser identificado projectivamente. Outro resultado relacionado (por vezes chamado de


corolário do Teorema Fundamental) é que uma projectividade em ℓ que fixa três pontos
distintos é necessariamente a identidade Isso significa que uma transformação projetiva não-
trivial em uma reta pode ter no máximo dois pontos invariantes. De fato, se A,B,C são três
pontos fixados por uma projectividade f e estão em ℓ, então pelo axioma 2.6 de geometria
projetiva f é a identidade nessa reta. Esse fato também pode ser visto via coordenadas: uma
transformação linear-fractionária (projectividade do tipo Möbius) pode ter no máximo dois
pontos fixos (quando corresponde a uma equação quadrática).

2.3. Ponto invariante


Um ponto que coincide com a sua imagem por meio de uma correspondência diz-se um ponto
invariante dessa correspondência.

Quando se tratar de pontuais de duas rectas diferentes, o único ponto invariante possível é o
ponto de intersecção dessas rectas e que, se houver dois ou mais pontos invariantess, as rectas
em causa tem de coincidir.

2.3.1. Ponto Invariante em Projectividades


Em projectividades de retas, os pontos fixos (ou invariantes) caracterizam o tipo da
transformação:

 Se existem dois pontos fixos distintos, a projectividade é dita hiperbólica (exemplo


clássico: uma dilatação em coordenadas homogêneas, ou a projeção entre retas que
compartilham o ponto de interseção).
 Se há exatamente um ponto fixo, ela é parabólica (como uma translação na reta
projetiva, ou uma colineação sem segundo ponto fixo finito).
 Se não há pontos fixos (exceto ideais), é elíptica (sem solução real para f(x)=x).

Por exemplo: considere uma projectividade entre duas retas ℓ e m que se intersectam em O.
Uma perspectividade com centro O deixa O fixo (ponto duplo), porque O projeta O em si
próprio. Na figura do corredor, se ℓ e m fossem horizontais intersectando-se num ponto no
infinito, este ponto estaria fixo. Outro exemplo: se ℓ=m e f é uma perspectiva central cujo
centro não está em ℓ, então não há ponto fixo na reta (exceto o infinito). Já numa homologia
geométrica, o centro e o eixo de perspectividade fornecem dois invariantes – o “polo” e a
“polar” geram pontos fixos. Em síntese, os pontos invariantes de uma projectividade podem
8

ser interpretados geometricamente como interseções especiais de centros ou eixos de suas


perspectividades constituintes. Vale notar que, pela propriedade da Razão Dupla, manter dois
pares de pontos invariantes fixa a transformação na reta.
9

3. Conclusão
Os conceitos estudados – projectividade, Teorema Fundamental e pontos invariantes –
formam a base da geometria projetiva, área essencial tanto para a matemática pura quanto
para aplicações em computação gráfica e visão computacional. A projectividade generaliza
transformações perspectivas, permitindo entender proporções e alinhamentos sem medidas
de distância ou ângulo. O Teorema Fundamental garante que a correspondência de três
pontos determina unicamente toda a projeção, reforçando a ideia de que é a razão dupla a
grande invariante da geometria projetiva. Os pontos invariantes caracterizam
qualitativamente cada transformações (hiperbólica, parabólica etc.). Em síntese, conhecer
tais fundamentos é crucial para compreender a geometria moderna, pois descreve
invariâncias profundas que conectam configurações planas arbitrárias por meio de
colineações especializadas.
10

4. Referências bibliográficas
Kasner, E., Newman, J. (1968). Matemática e Imaginação: O mundo fabuloso da matemática
ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Zahar Editores.

Muchanga, A. F. (2011). Manual de Geometria Projectiva. Beira: Moçambique: UCM –


CED.

Rudio, F. V. Introdução ao Projecto de Pesquisa Científica. (4ª. ed.). Petrópolis: Voze

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