AVC ISQUÊMICO
Definição: disfunção focal do encéfalo com duração superior a 24hrs ou com comprovação
radiológica ou patológica de isquemia que justifique os sintomas.
AIT Definição: disfunção focal com duração inferior a 24hrs sem comprovação radiológica
de isquemia.
Fatores de risco: hipertensão arterial crônica, hipercolesterolemia, aterosclerose carotídea e
fibrilação atrial.
Etiologias mais comuns: Cardioembólica; Aterosclerótica; Dissecção de carótidas; Embolia
paradoxal; Criptogênio.
Fisiopatologia: A interrupção da perfusão em uma determina área cerebral gera isquemia,
pequena área com morte de neurônios, sem possibilidade de recuperação, e também gera
penumbra, grande área com hipoperfusão e com possibilidade de recuperação neuronal e
consequentemente da funcionalidade. Por isso, as medidas instituídas para reperfusão devem
ser rápidas e eficazes
Principais metas de tempo sugeridas para a abordagem inicial do acidente vascular
cerebral (AVC) isquêmico agudo:
Quadro clínico:
A suspeita de AVCi deve ser levantada quando da ocorrência de qualquer déficit neurológico
de início súbito.
OBS: Deve-se lembrar que quadros clínicos menos típicos podem ocorrer em situações mais
raras, como no comprometimento bilateral dessas artérias ou de múltiplos territórios
cerebrovasculares concomitantes.
Diagnósticos diferenciais:
Atendimento inicial na sala de emergência:
- Monitorização + Colher glicemia capilar e exames laboratoriais + Anamnese com foco no
ictus, passado médico e medicações em uso + Avaliar contraindicações as medidas de
reperfusão (trombólise e trombectomia) + Cálculo do NIHSS + Neuroimagem
- PA Hipertensão permissiva PA < 185x110mmHg antes dos possíveis procedimento e PA
< ou = 180x105mmHg até 24hrs após os procedimentos. Se for conduta expectante, não é
necessário controle tão estrito da PA sendo tolerado até < 220x110mmHg, não havendo
comorbidades ou situações que não permita hipertensão, como eclampsia e pré-eclâmpsia,
IAM e dissecção aguda de aorta.
- Corrigir glicemia, se < 60
- SatO2 deve ser mantida > 94%
- Exame de imagem do encéfalo objetivos: excluir diagnósticos diferenciais (em particular o
AVC hemorrágico); identificar complicações do AVCi; e identificar os pacientes que poderiam
se beneficiar de terapias agudas de reperfusão encefálica específicas e/ou da craniectomia
descompressiva.
Exames de neuroimagem requeridos a depender da terapia de reperfusão encefálica
considerada:
Legenda: UMA = último momento assintomático.
- TC: A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste em geral é suficiente para a
exclusão dos diagnósticos diferenciais principais, incluindo a hemorragia intracraniana e
identificação de complicações. É possível quantificar a extensão das alterações isquêmicas
encefálicas iniciais na TC de crânio sem contraste por meio do ASPECTS:
ASPECTS: Esse escore é aplicável apenas aos AVCi no território da artéria cerebral
média. Sua pontuação máxima é de 10, e quanto menor a pontuação, mais extensa a
área de isquemia.
Legenda: Em A, essas regiões incluem: núcleo caudado (C), cápsula interna (CI), núcleo
lentiforme (L), ínsula (I), opérculo frontal (M1), lobo temporal anterior (M2) e lobo temporal
posterior (M3). Já em B, é considerado o território de irrigação da artéria cerebral média,
dividido em 3 partes: anterior (M4), lateral (M5) e posterior (M6).
- RM: Em geral representa uma alternativa à TC de crânio.
Ela é obrigatória na seleção do paciente para a trombólise endovenosa, quando o
último momento em que ele estava sabidamente assintomático ocorreu há mais de
4,5 horas e o reconhecimento do déficit ocorreu há menos de 4,5 horas.
Ela também é importante para a seleção, pelos critérios do estudo DAWN, de
pacientes com AVCi por oclusão da artéria carótida interna ou do segmento M1 da
artéria cerebral média para trombectomia mecânica, quando o último momento em
que eles estavam sabidamente assintomáticos ocorreu nas últimas 6 a 24 horas.
Caso o último momento assintomático tenha ocorrido nas últimas 6 a 16 horas, e
sejam utilizados os critérios do estudo DEFUSE-3, a RM pode ser substituída pela TC de
crânio com sequência de perfusão.
- A ângio-TC ou ângio-RM de artérias intracranianas e cervicais: Devem ser realizadas para os
pacientes potencialmente elegíveis para trombectomia mecânica, ou seja, que preencham os
seguintes critérios:
Se ictus = 6 h: NIHSS = 6 e ASPECTS = 6.
Se ictus entre 6 h e 16 h: preencher os critérios de inclusão do estudo DAWN e\ou
DEFUSE-3.
Se ictus entre 16h e 24 h: preencher os critérios de inclusão do estudo DAWN
OBS: É importante enfatizar que a realização desse exame NÃO deve atrasar a administração
de TEV, caso haja indicação.
Tratamento:
Trombólise endovenosa (TEV) com alteplase: considerada para todo paciente com AVC
isquêmico cujo último momento assintomático foi a menos de 4,5hrs.
- Em situações que o ictus é desconhecido a TEV deve ser considera e estendida por até 9hrs
se:
RNM com DWI presente e FLAIR ausente ou Angiotomografia de perfusão
evidenciarem área viável
- Alteplase 0,9mg por Kg administrar 10% da dose em bolus de 1 min e o restante infundir em
1h. Dose máxima de 90mg.
OBS: Sempre avaliar as contraindicações à trombólise.
- Complicações:
Hipotensão (é a principal)
Transformação hemorrágica: náuseas, vômitos, hipertensão ou hipotensão súbita,
cefaleia intensa e nova, piora do NIHSS, alteração rápida do sensório Tto:
Interrupção da trombólise + TC imediata TC normal = volta trombólise OU TC com
sangramento = reversão (ácido tranexâmico 1g EV em 10 min OU crioprecipitado 10 UI
EV em 10-30 min)
Angioedema de orofaringe: Tto: Interrupção da trombólise + corticoide + anti-
histamínicos + IOT se necessário Se progressão = epinefrina.
- Contraindicações:
NIHSS menor ou igual a 5 com déficit neurológico não incapacitante
PAS > 185 ou PAD >110
AVCi ou TCE grave nos últimos 3 meses
Antecedente pessoal de sangramento intracraniano
Suspeita clínica e ou radiológica de hemorragia subaracnóidea
Contagem de plaquetas menor que 100mil
Uso de heparina com TTPA prolongado
Suspeita de dissecção de aorta
Neoplasia intracraniana intra-axial, etc...
Trombectomia mecânica (TM):
- Indicação de TM em indivíduos com último momento assintomático < 6hrs:
Maior ou igual a 18 anos
Escala de RANKIN modificada prévio de 0 a 1
Oclusão de ACI ou segmento M1 de ACM
NIHSS maior ou igual a 6
ASPECTS maior ou igual a 6
Tratamento Conservador:
- AAS 160-325mg seguido por 100mg\dia
- Clopidogrel 300mg seguido por 75mg\dia se AIT de alto risco ou AVCi minor (NIHSS < OU = 3)
- Sinvastatina 40mg\dia
- Anticoagulação terapêutica varia conforma tamanho de lesão 3 a 14 dias, dependendo da
gravidade do AVC.
Propedêutica pós-AVCi:
- RNM de encéfalo
- ECOTT e ECOTE
- Doppler de carótidas
- ECG e Holter
AIT
Definição: disfunção focal com duração inferior a 24hrs (tipicamente < 1h) sem comprovação
radiológica de isquemia.
Diagnósticos diferenciais: São os mesmos do AVCi com maior ênfase em aura de enxaqueca,
síncope e crises epilépticas
Cuidados: Esses pacientes têm um risco de cerca de 10% de ocorrência de AVCi nos primeiros
90 dias após o AIT. Esse risco aparenta ser maior nas primeiras 48 h, quando de um quarto a
metade dos AVCi ocorrem.
Escore ABCD2 para estratificação do risco de acidente vascular cerebral isquêmico
em até 2 dias de um ataque isquêmico transitório:
Tratamento:
- Objetivo no tratamento do paciente com AIT é a identificação rápida do mecanismo
etiológico subjacente e a instituição de profilaxia secundária específica o quanto antes.
- Recomenda-se a internação hospitalar do paciente com AIT que se apresente a serviços de
saúde nas primeiras 72 h do evento e tenha quaisquer dos seguintes critérios:
Escore ABCD2 = 3
Escore ABCD2 de 0 a 2 e incerteza de que a investigação diagnóstica do mecanismo do
AIT possa ser completada em menos de 2 dias em ambiente extra-hospitalar
Escore ABCD2 de 0 a 2 e outra evidência que indique que o evento do paciente foi
provocado por AVCi, e não AIT.
OBS: à instituição de estratégias de reperfusão cerebral agudas, como a TEV e a TM, das quais
o paciente com AIT não tem indicação.
Hemorragia Subaracnóidea (HSA):
Definição: Hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma emergência neurológica caracterizada
pelo extravasamento de sangue para os espaços que cobrem o sistema nervoso central (SNC)
que são preenchidos com fluido cerebrospinal ou liquor.
Etiologias não traumáticas: Ruptura de aneurisma intracraniano; Coagulopatias;
Malformações arteriovenosas e Trombose venosa cerebral.
Fatores de risco: Tabagismo; HAS; Etilismo; Deficiência estrogênica; etc
Clínica: Início súbito de cefaleia grave, com náuseas, vômitos, dor cervical, fotofobia e perda
de consciência transitória.
- Regra de Ottawa (alta sensibilidade e baixa especificidade triagem): Para indicar pesquisa
de HSA, basta ter pelo menos 1 dos seguintes sintomas:
Dor ou rigidez cervical.
Idade > 40 anos.
Perda de consciência.
Início com esforço.
Cefaleia em “trovoada”, ou thunderclap.
Flexão limitada do pescoço no exame.
- Cefaleia sentinela: sintoma prodrômico com episódio súbito. Representa um pequeno
vazamento de aneurisma ou alteração constitucionais na parede aneurismática. Precede a
ruptura do aneurisma em 1 a 2 semanas.
- Hemorragia vítrea: sinal de mau prognóstico. A realização de fundoscopia é indicada em
todos os pacientes com suspeita de HSA. Hemorragia vítrea + HSA = Síndrome de Terson
maior mortalidade.
- Sinais neurológicos focais:
Paralisia de 3º par craniano - oculomotor: controla a maioria dos movimentos oculares
e a função da pupila - (aneurisma de comunicante posterior)
Paralisia do 6º par craniano - abducente - (devido ao aumento da pressão
intracraniana)
Paresia de ambos os membros inferiores (aneurisma de comunicante anterior)
Hemiparesia, afasia e heminegligência (aneurisma de artéria cerebral média)
Propedêutica:
- A tomografia de crânio (TC) sem contraste com ou sem punção liquórica é o exame essencial
para o diagnóstico de HSA.
- A maioria dos autores acredita que se negativa nas primeiras 6 horas da instalação da dor é
virtualmente excludente de HSA
- TC perde acurácia após 6h progressivamente (após 6h, TC negativa não exclui diagnóstico)
- Se TC negativa e ∆T>6h, fazer punção de liquor A punção lombar deve ser realizada em
qualquer paciente com suspeita de HSA e resultados negativos ou questionáveis na TC ou RM
de crânio.
- Não há necessidade de realizar punção lombar se a TC for negativa para HSA e tiver sido
realizada nas primeiras 6 horas de dor em paciente sem alta probabilidade clínica de HSA.
- Em pacientes com punção lombar diagnóstica de HSA é necessário realizar o diagnóstico
etiológico da HSA. A angiotomografia pode ser o primeiro exame, por ser menos invasiva,
reservando a realização de angiografia cerebral para casos de angiotomografia negativa.
- Exames laboratoriais complementares recomendados nesses pacientes incluem função renal,
eletrólitos, hemograma, coagulograma e glicemia, além de eletrocardiograma, que devem ser
realizados em todos os pacientes.
- Uma medida de nervo óptico > 5-6 mm pode indicar aumento de pressão intracraniana
Diagnósticos diferenciais: Essas causas incluem hemorragia intracraniana parenquimatosa
(HIP), trombose venosa cerebral, hidrocefalia aguda, meningoencefalites, apoplexia pituitária e
mesmo aneurismas não rotos.
Classificação de gravidade:
Tratamento:
- Todos os pacientes com HSA devem ser avaliados e tratados em caráter de urgência com a
manutenção da via aérea e monitorização cardiovascular.
- Os pacientes com escala de coma de Glasgow < ou = 8, aumento de pressão intracraniana,
hipoxemia ou instabilidade hemodinâmica devem ser intubados e colocados em ventilação
mecânica invasiva.
- Pressão Arterial: Se necessário, por via intravenosa com agentes anti-hipertensivos, como
labetalol e nicardipina
PAS < 160 mmHg ou PAM < 110 mmHg antes do tratamento do aneurisma
PAS < 200 mmHg após tratamento do aneurisma
- Analgesia
- Glicemia: Se necessário, infusão continua de insulina
80 a 120 mg\dl
- Temperatura: Se necessário, paracetamol ou dipirona
Temperatura < ou = 37,8
- Profilaxia de ulcera de estresse
- Manter níveis de hemoglobina entre 8 e 10mg\dl
- Manter cabeceira elevada a 30 graus
- Usar meias compressivas e dispositivos pneumáticos de compressão sequencial. Outra opção:
administrar heparina (5.000 U SC três vezes por dia) após o tratamento do aneurisma.
- Anticonvulsivantes: Uso controverso. Profilaxia anticonvulsivante com ácido valproico.
- Manter sedação
- Ácido tranexâmico: opção nas primeiras 72hrs para pacientes que não realizaram correção do
aneurisma, pois, reduz risco de ressangramento. NÃO utilizar por mais de 72hrs.
- Os pacientes em uso de anticoagulação devem receber reversão rapidamente.
- Medicações antiplaquetárias devem ser descontinuadas.
Complicação:
- Vasoespasmo: É uma reação inflamatória na parede dos vasos sanguíneos e se desenvolve
principalmente entre 3 e 14 dias após a HSA. A presença de sangue nas cisternas libera oxi-
hemoglobina, assim como outros mediadores inflamatórios que podem levar a vasoconstrição.
Melhor preditor de vasoespasmo é a quantidade de sangue vista na TC de crânio
inicial.
Clínica: déficit focal novo e/ou piora de nível de consciência
Tratamento: Nimodipino 60mg VO 4/4h (14-21 dias) melhora prognóstico
neurológico. O definitivo é com angioplastia ou uso intra-arterial de vasodilatadores.
Hemorragia Intracraniana Parenquimatosa:
Definição: É uma forma de sangramento intracraniano não traumático, na qual o
sangramento ocorre dentro do parênquima cerebral.
Fatores de risco: HAS (principal); Idade; Uso es=xcessivo de álcool; Colesterol total < 160;
Idade > 55 anos; Uso de cocaína; Sexo feminino; Doença do tecido conectivo subjacente.
Etiologia:
Arteriopatia hipertensiva causa alterações degenerativas em pequenas artérias
penetrantes. Maior parte dessas hemorragias ocorre em regiões profundas do
cérebro.
Angiopatia amiloide, por sua vez, ocorre pelo acúmulo de proteínas amiloides na
parede das artérias, tornando-as mais suscetíveis à ruptura. Hemorragias devido a
angiopatia amiloide são tipicamente lobares (perto do córtex) e múltiplas, e ocorrem
em pacientes com mais de 55 anos de idade.
Clínica:
- Em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, a presença de vômitos, pressão
arterial sistólica (PAS) > 220 mmHg, cefaleia grave, déficits neurológicos focais, coma ou
diminuição do nível de consciência, bem como a progressão dos sintomas ao longo de minutos
ou horas, sugerem o diagnóstico de HIP.
- Fatores de mau prognóstico:
Escore baixo no escore de coma de Glasgow (principalmente < 9)
Grandes hematomas (principalmente maior que 60ml)
Sangue no ventrículo
- Avaliação prognóstica é realizada pela escala ICH (Intracerebral Hemorrhage) Score:
Escala de Glasgow: 3 a 4 (2 pontos); 5 a 12 (1 ponto); 13 a 15 (0).
Volume do hematoma: > ou = 30 cm3 (1), < 30 cm3 (0).
Extensão intraventricular da hemorragia: presente (1); ausente (0).
Origem infratentorial: (1 ponto).
Idade: > 80 anos (1 ponto).
Propedêutica:
- Exames laboratoriais: função renal, eletrólitos, hemograma, coagulograma e glicemia, além
de eletrocardiograma, que deve ser realizado em todos os pacientes.
- Outros exames: Troponina (auxilia na determinação do prognóstico); Exame toxicológico
(detecta abuso de cocaína e outras drogas simpaticomiméticas); Exame de urina e urocultura,
bem como teste de gravidez para mulheres em idade fértil.
- Neuroimagem é obrigatório:
TC de crânio sem contraste
A angiotomografia tem sido mais estudada que a angiorressonância, e é bastante
sensível e específica para a detecção de anormalidades vasculares.
Tratamento:
- Os pacientes com suspeita de HIP devem prontamente realizar neuroimagem e ser
monitorizados e no atendimento pré-hospitalar o foco é na realização das medidas de suporte
e manutenção da perviedade de vias aéreas.
- Pacientes com coagulopatia ou plaquetopenia grave devem receber rapidamente terapia com
fator apropriado de substituição ou transfusão de plaquetas, respectivamente.
- Em portadores de HIP com INR alterado, a correção rápida dos níveis de INR é recomendada
- De qualquer forma, os antiagregantes plaquetários devem ser descontinuados na fase aguda
da HIP.
- Dessa forma, em pacientes com HIP com PAS entre 150 e 220 mmHg e sem contraindicação
para tratamento pressórico, a diminuição para níveis de PAS de 140 mmHg é segura e
desejável
- A hipoglicemia deve ser evitada e os níveis glicêmicos devem ser vigiados, evitando-se
hiperglicemia e hipoglicemia (valores entre 70-180 mg/dL).
- A febre é comum após HIP
- Recomenda-se a colocação de um monitor de pressão intracraniana (PIC) em pacientes com
uma pontuação na escala de coma de Glasgow de 3 a 8, sinais de herniação transtentorial e
hidrocefalia. É recomendada a manutenção de uma PIC < 20 mmHg e uma pressão de perfusão
cerebral de 50 a 70 mmHg
- Indivíduos com hipertensão intracraniana (HIC), as medidas recomendadas incluem a
elevação da cabeceira da cama a 30°, o uso de sedação leve, manitol ou salina hipertônica sem
elevações
agudas da PIC.
- Na obstrução causada por hidrocefalia, a drenagem liquórica deve ser considerada
- No que diz respeito à profilaxia de tromboses, além da compressão pneumática, caso seja
documentada a cessação de sangramento, baixa dose subcutânea de HBPM ou heparina não
fraccionada pode ser considerada para prevenção de tromboembolismo venoso em pacientes
com falta de mobilidade após 1 a 4 dias do evento.