0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações83 páginas

Características da Jurisdição e Competência

Direito civil para vice que irá fazer concurso para qualquer jurídica. Ou apenas queira melhorar suas notas na faculdade.

Enviado por

Felix Ufpe
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações83 páginas

Características da Jurisdição e Competência

Direito civil para vice que irá fazer concurso para qualquer jurídica. Ou apenas queira melhorar suas notas na faculdade.

Enviado por

Felix Ufpe
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Jurisdição

Função atribuída a um terceiro imparcial (juiz, árbitro ou órgão) de resolver conflitos de interesses

Sem controle externo

Caracteriza a
Autonomia da Apenas o próprio Judiciário pode autocontenção e a
Jurisdição rever decisões autorregulação do
exercício jurisdicional

Coisa julgada
Produz efeitos definitivos
Outros mecanismos de
estabilização processual
Características da Jurisdição
só atua se provocada (art. 2º,
Inércia CPC)

Imparcialidade sem interesse no resultado

Substitutividade substitui a vontade das partes A imparcialidade


garante que a decisão
seja objetiva e justa,
decisões podem adquirir status sendo resguardada
Definitividade de coisa julgada pelos institutos do
impedimento e da
poder uno, varia apenas a suspeição (arts. 144 e
Indivisibilidade competência 145 do CPC).
Jurisdição x Competência

Jurisdição é o poder estatal de julgar, uno e indivisível.


Competência é a repartição desse poder entre os diversos órgãos
do Judiciário, permitindo uma organização racional e eficiente do
sistema.
Direito de Ação

Direito público, subjetivo e abstrato de provocar a


tutela jurisdicional do Estado

O direito de ação é concreto

Depende do cumprimento de formalidades,


pressupostos e requisitos

Funcionam como filtros processuais para


viabilizar a demanda
Estrutura do Direito de Ação

Partes → sujeitos do processo


ELEMENTOS Pedidos → objeto em disputa Relação
Processual
Causa de pedir →fatos + fundamento
jurídicos
Juiz está vinculado ao pedido das partes ➡
Princípio da Congruência
O Juiz não pode decidir além, fora ou aquém do pedido.

Vícios

→ objeto em disputa
Citra petita juiz deixa de apreciar
parte do pedido
Pedidos Extra petita → concede algo não pedido
Ultra petita →concede mais do que foi
pedido

Pedido mediato ➡ Bem da vida em


si (valor em dinheiro)

Pedido imediato ➡ Pronunciamento Sequência


judicial (condenação ao pagamento)

Sentença (declara o direito) → Execução (entrega do bem da vida)


Da Relação Material à Relação Processual

Relação fato da vida, conflito social


Material concreto

Partes = sujeitos em conflito


Relação Pedido = objeto em disputa
formalização em juízo Causa de pedir = fundamento
Processual
fático e jurídico

Para ser válida, deve demonstrar:


Legitimidade
instrumento que apresenta essa Pedido determinado
Petição inicial estrutura ao Judiciário Causa de pedir plausível
requisitos legais atendidos
Condições da Ação

Possibilidade jurídica
Interesse de agir Legitimidade ad causam
do pedido

Binômio consagrado ➡ Utilidade + Necessidade Pertinência subjetiva da parte em relação à


demanda
Autor titular do direito discutido (ou


representante autorizado)
Réu quem deve responder à pretensão
Legislação
Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o território nacional, conforme
as disposições deste Código.

Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade.

Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo
ordenamento jurídico.
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente
litisconsorcial.

Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração:


I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica;
II - da autenticidade ou da falsidade de documento.

Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito.
Diferenças Importantes

Substituição processual Terceiro age em nome próprio → defende direito alheio

Sucessão processual Troca de partes por evento (ex.: falecimento → herdeiros


sucedem)

Representação processual Representante atua em nome de outro (ex.: advogado da


empresa)
Competência

Jurisdição x Competência

Jurisdição é o poder estatal de julgar, uno e indivisível.


Competência é a repartição desse poder entre os diversos órgãos
do Judiciário, permitindo uma organização racional e eficiente do
sistema.
Controle da Competência
Ao receber a demanda:

O juiz verifica se pode ou não atuar no caso

Se não puder declina a competência


Legislação
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência,
ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei.

Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial,


sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo
quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta.
Legislação
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser distribuídos onde houver mais de
um juiz.

Art. 285. A distribuição, que poderá ser eletrônica, será alternada e aleatória, obedecendo-se rigorosa
igualdade.
Parágrafo único. A lista de distribuição deverá ser publicada no Diário de Justiça.

Art. 286. Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza:


I - quando se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada;
II - quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, ainda
que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda;
III - quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3º , ao juízo prevento.
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de ampliação objetiva
do processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva anotação pelo distribuidor.
Regra da Perpetuação da Competência

➡ protocolo da ação com nº, ➡ sorteio entre varas


data, hora e partes quando houver mais de uma
➡ Se houver vara única, já Registro Distribuição ➡ Definida por alternância,
fixa a competência aleatoriedade e igualdade

Implicações
Práticas Distribuição por
Dependência
Mudanças posteriores não alteram
competência relativa:
Domicílio das partes Será aplicada quando:
Endereço Houver conexão ou continência com
Elementos fáticos processo anterior
Alterações legislativas Processo anterior foi extinto sem mérito e a
ação é reiterada
Ações sobre a mesma relação jurídica
material (art. 55, §3º)
Legislação
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de
contestação.
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser
declarada de ofício.
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência.
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente.
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo
juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente.

Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de
contestação.
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em
que atuar.
Legislação

SÚMULA 33 do STJ
A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício.

Exceção: cláusula abusiva de foro (art. 63, §3º CPC)

Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde
será proposta ação oriunda de direitos e obrigações.
§ 3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu.
Alegação da Incompetência Art. 337 CPC

Incompetência absoluta ou relativa → alegada como preliminar de contestação


Matéria de ordem pública
Alegável a qualquer tempo e grau (Até mesmo
Incompetência absoluta em ação rescisória - art. 966, §2º, CPC)
Declarada de ofício pelo juiz


Deve ser alegada na contestação
Omissão prorrogação da competência
Ministério Público também pode alegar
Incompetência relativa Súmula 33 STJ: juiz não pode declará-la de
ofício
Exceção: cláusula abusiva de foro (art. 63, §3º
CPC)

Decisões do juízo incompetente ➜ conservam efeitos até substituídas pelo juízo competente (art. 64, §4º).
Critérios Determinativos da Competência

Depende de quem está no polo ativo/passivo:


Competência em Razão Ente público (Município, Estado, União, autarquia, fundação) →
varas Fazenda Pública
da Pessoa União como parte →
via de regra, Justiça Federal
Prerrogativa de função (foro privilegiado) pode iniciar no tribunal

Competência em
Razão da Matéria Definida pelo direito material/causa de pedir (teoria da substanciação)

Competência em Razão
CPC art. 292 →valor da causa impacta: custas, honorários, e competência
Juizados Estaduais: até 40 SM (facultativo)
do Valor
Juizados Federais: até 60 SM (obrigatório)

Competência Regra Geral (art. 46) | Imóveis (art. 47) | Sucessões (art. 48) e Ausente (art. 49) | Incapaz
Territorial (art. 50) | Fazenda Pública (art. 52) | Foros Especiais (art. 53)
Competência Territorial
Regra Geral (CPC art. 46)

Ações pessoais e reais sobre bens móveis → foro do domicílio do réu.


Réu com mais de um domicílio → autor escolhe qualquer deles
Domicílio incerto/desconhecido → onde for encontrado ou domicílio do autor
Réu sem domicílio no Brasil → domicílio do autor (ou qualquer foro se ambos residirem fora do Brasil)
Vários réus → autor escolhe o foro de qualquer deles
Execução fiscal → domicílio, residência ou onde encontrado
Competência Territorial
Imóveis (CPC art. 47)

Direito real sobre imóvel → foro da situação da coisa

Exceção (art. 47, §1º): se não versar


sobre propriedade, vizinhança,


servidão, divisão, demarcação ou
nunciação de obra nova autor pode
optar por domicílio do réu ou foro de
eleição.

Possessórias imobiliárias (art. 47, §2º) → foro da coisa com competência absoluta.
Modificação da Competência
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, observado o
disposto nesta Seção.

Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de
pedir.
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver
sido sentenciado.
§ 2º Aplica-se o disposto no caput :
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico;
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo.
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de
decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e
à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais.
Modificação da Competência
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo
relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão
necessariamente reunidas.

Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão
decididas simultaneamente.

Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo.


Da Capacidade Processual
Quem está no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo.

Pressupõe capacidade civil plena ➜ pode atuar diretamente no processo (com advogado).

Incapazes podem ser partes, mas devem ser representados/assistidos: Pais, tutor ou
curador, conforme a lei civil. Ex.: menor autor ➜ petição em seu nome por representante
legal.

O juiz deve nomar curador especial quando?


[Link] sem representante ou com conflito de interesses com o representante (ex.: filho x
pai).
2.Réu revel preso ou revel citado por edital/hora certa (citação ficta).

Quem exerce a curatela especial? Defensoria Pública


Legislação

Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo.

Art. 71. O incapaz será representado ou assistido por seus pais, por tutor ou por curador, na forma da
lei.

Art. 72. O juiz nomeará curador especial ao:


I - incapaz, se não tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os daquele,
enquanto durar a incapacidade;
II - réu preso revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora certa, enquanto não for
constituído advogado.
Parágrafo único. A curatela especial será exercida pela Defensoria Pública, nos termos da lei.
Legislação
Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real
imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens.
§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação:
I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens;
II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles;
III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família;
IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de
ambos os cônjuges.
§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas
hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado.
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo à união estável comprovada nos autos.

Art. 74. O consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for negado por um dos
cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo.
Parágrafo único. A falta de consentimento, quando necessário e não suprido pelo juiz, invalida o processo.
Cônjuge/Companheiro em juízo
Regra do consentimento (direito real imobiliário)

Para propor ação sobre direito real imobiliário PRECISA de anuência do outro cônjuge.

Regime de separação absoluta de bens NÃO precisa anuência do outro cônjuge.

Suprimento judicial da anuência


Juiz supre o consentimento quando:
[Link] negação sem justo motivo, ou
[Link] impossível obtê-lo.
Sem consentimento exigido e não suprido ➜ invalida o processo (parágrafo único).
Cônjuge/Companheiro em juízo
Litisconsórcio necessário (§1º)
Devem ser citados ambos os cônjuges quando a ação:
I) versar sobre direito real imobiliário (salvo separação absoluta);
II) resultar de fato que diga respeito a ambos ou de ato praticado por ambos;
III) for fundada em dívida contraída a bem da família;
IV) tiver por objeto ônus sobre imóvel (reconhecimento/constituição/extinção) de um ou de
ambos.

Possessórias (§2º)
Citação do cônjuge é indispensável apenas em composse ou ato praticado por ambos.

União estável (§3º)


Aplica-se todo o art. 73 à união estável comprovada.
Legislação

Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o juiz


suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício.
§ 1º Descumprida a determinação, caso o processo esteja na instância originária:
I - o processo será extinto, se a providência couber ao autor;
II - o réu será considerado revel, se a providência lhe couber;
III - o terceiro será considerado revel ou excluído do processo, dependendo do polo em que se
encontre.
§ 2º Descumprida a determinação em fase recursal perante tribunal de justiça, tribunal regional federal
ou tribunal superior, o relator:
I - não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente;
II - determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido.
Falta de capacidade/irregularidade de representação
Autor ➜ extinção do processo (I).
Réu ➜ revelia (II) (observa-se art.
Juiz verifica o vício
Se não sanar na 344/345: só se não houver contestação
instância originária: válida e sem exceções).
Terceiro ➜ revel ou excluído, conforme o
polo (III).

suspende o processo e fixa


prazo razoável para corrigir.

Recorrente ➜ não conhecimento do


Se não sanar em fase recurso (I).
recursal: Recorrido ➜ desentranhamento das
contrarrazões (II).
Do Litisconsórcio (arts. 113 a 118, CPC)

Pluralidade de sujeitos em qualquer polo (ativo e/ou passivo).

Litisconsórcio ativo

Litisconsórcio passivo

Litisconsórcio misto
Tipos de Litisconsórcio

Quanto ao momento da
Inicial ou Ulterior
formação

Quanto aos efeitos da decisão Simples ou Unitário

Quanto à obrigatoriedade Facultativo ou Necessário


Litisconsórcio
Quando já existe no momento da
Inicial
propositura da ação.

Quanto ao momento da
formação:

Quando ocorre após a propositura da


Ulterior ação.

É uma exceção, sendo aceito apenas com autorização legal expressa. Caso não haja
essa autorização, a parte não poderá se juntar à demanda após sua formação.
1ª situação: sucessão (art. 110 do CPC)
2ª situação: conexão (art. 55 do CPC)
3ª situação: intervenção de terceiros (arts. 127 e 130 do CPC)
Importante! Basta a possibilidade de que a sentença
seja diferente para a caracterização do litisconsórcio
simples, assim, é possível que as sentenças sejam
Litisconsórcio iguais, e não descaracterizar o litisconsórcio simples.

A decisão pode ser diferente para cada


Simples
litisconsorte.

Quanto aos efeitos


da decisão:

A decisão deve ser a mesma para todos


Unitário os litisconsortes.

Art. 116. O litisconsórcio será unitário quando, pela


natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o
mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.
São, portanto, três espécies de litisconsórcio facultativo (art. 113 do CPC):
Litisconsórcio comunhão de direitos ou de obrigações relativamente àquela lide
conexão pelo pedido ou pela causa de pedir (remissão ao art. 55).
ainidade de questões por ponto comum de fato ou de direito (mesmo sem conexão
estrita).

Exemplos:
As partes podem escolher se entram Por lei: usucapião de
Facultativo juntas na ação. imóvel ➜ citação
pessoal dos confinantes
Quanto à (CPC, art. 246, §3º).
obrigatoriedade: Por lei ou pela natureza da Por natureza: situações
relação jurídica, quando a eficácia do art. 73, §1º (direito
Necessário
da sentença depender da citação real imobiliário/
de todos. ônus/ato de ambos os
cônjuges) ➜ presença
conjunta.
Atenção:
Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição
Quando o litisconsórcio for necessário, em razão do
de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica
que prevê a lei, ele poderá ser simples ou unitário. As
controvertida, a eficácia da sentença depender da
hipóteses previstas pelo legislador não levarão,
citação de todos que devam ser litisconsortes.
necessariamente, à unitariedade.
Limitação do litisconsórcio multitudinário (art. 113, §1º e §2º)

Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou
passivamente, quando:
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;
II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;
III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.
§ 1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de
conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução
do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença.
§ 2º O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que recomeçará
da intimação da decisão que o solucionar.
Intervenção de Terceiros

Quem são os sujeitos do processo?


Partes

Parciais → defendem interesses Advogados

Assistentes técnicos

Juiz

Imparciais → atuam sem interesse Perito


próprio

Testemunhas
Intervenção de Terceiros

Quem são os sujeitos do processo?

Pode atuar imparcial (fiscal da ordem


jurídica – art. 178 CPC)
Ministério Público
Pode atuar parcial (quando age como parte
extraordinária)

Teoricamente imparcial

Amicus Curiae
Mas pode revelar viés dependendo do
caso
Ao ingressar no processo alheio,
o terceiro legitimado deixa de ser
Intervenção de Terceiros terceiro e torna-se parte, pois
formulará pedidos ou terá pedidos
formulados contra ele.
O que é intervenção de terceiros?

Entrada de alguém que não fazia parte do processo no início

Terceiro: pessoa física ou jurídica que ingressa posteriormente.

O CPC prevê 5 formas típicas:


1. Assistência (arts. 119 a 124 do CPC)
2. Denunciação da lide (arts. 125 a 129 do CPC)
3. Chamamento ao processo (arts. 130 a 132 do CPC)
4. Incidente de desconsideração da personalidade jurídica (arts. 133 a 137 do CPC)
5. Amicus curie (art. 138 do CPC)
O terceiro pede para entrar no processo e o
Espontânea juiz, após ouvir as partes, analisa o pedido.

Exemplo: É o que acontece em relação à


Intervenção de assistência e com a figura do amicus curiae
Terceiros

O terceiro é chamado a entrar na demanda,


Provocada
pois ele pode sofrer os efeitos da sentença.

Exemplo: É o que ocorre nos casos de


denunciação da lide, de chamamento ao
processo e de incidente de
desconsideração da personalidade jurídica.
Importante registrar, ainda, que o amicus
curiae também pode ser chamado a entrar
no processo.
Formas típicas de intervenção de terceiros
Simples
(arts. 121 a 123 do CPC)

O que é assistência? Atuação como auxiliar da parte


➡ Terceiro ingressa para auxiliar principal
uma das partes Mesmo poderes e ônus que o
➡ Precisa demonstrar interesse Assistência
assistido
Substituto processual se o assistido
jurídico (arts. 119 a 124, CPC)
❌ Não basta amizade, boa
for revel ou omisso
Não impede desistência, renúncia,
vontade ou interesse econômico acordo ou reconhecimento do pedido
isolado pela parte principal (art. 122)

Litisconsorcial
(art. 124 do CPC)

O assistente é considerado litisconsorte


Relação jurídica direta com a parte adversária
Plena autonomia → pode adotar estratégias
próprias
Mesmos poderes, direitos e deveres do assistido
Legislação

Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que
a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para assisti-la.
Parágrafo único. A assistência será admitida em qualquer procedimento e em todos os graus de
jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre.

Art. 120. Não havendo impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, o pedido do assistente será deferido,
salvo se for caso de rejeição liminar.
Parágrafo único. Se qualquer parte alegar que falta ao requerente interesse jurídico para intervir, o juiz
decidirá o incidente, sem suspensão do processo.
Efeitos da sentença:
Legislação vincula o assistente,
salvo exceções
Da Assistência Simples
Art. 123. Transitada em julgado a sentença no processo em que interveio o assistente, este não poderá,
em processo posterior, discutir a justiça da decisão, salvo se alegar e provar que:
I - pelo estado em que recebeu o processo ou pelas declarações e pelos atos do assistido, foi impedido
de produzir provas suscetíveis de influir na sentença;
II - desconhecia a existência de alegações ou de provas das quais o assistido, por dolo ou culpa, não se
valeu.

Da Assistência Litisconsorcial
Art. 124. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre que a sentença influir na
relação jurídica entre ele e o adversário do assistido.
Denunciação da Lide = inclusão de
terceiro por provocação da parte Evicção
(autor ou réu).
Facultativa → escolha estratégica. ➡ Denunciante chama o alienante
Objetivo: antecipar direito de imediato.
regresso dentro do mesmo
Denunciação da lide
(arts. 125 a 129 do CPC)
➡ Proteção do adquirente de boa-fé.
processo.
Se não for proposta → direito de
Contrato ou obrigação
regresso pode ser buscado em ação legal de indenizar
autônoma (art. 125, §1º, CPC). Postura do Denunciado
Só uma denunciação sucessiva é (art. 127 e 128 CPC) Ex.: seguro – segurado chama
admitida (art. 125, §2º) seguradora.

➡ Quando chamado pelo autor


Pode atuar como litisconsorte → acrescentar argumentos à inicial.
➡ Quando chamado pelo réu
Contestar → atua junto ao réu (litisconsórcio).
Revelia → réu pode limitar defesa e focar só na regressiva.
Confissão → reforça autor; réu pode continuar defesa ou buscar apenas regresso
Legislação
Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes:
I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa
exercer os direitos que da evicção lhe resultam;
II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for
vencido no processo.
§ 1º O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for indeferida, deixar de ser
promovida ou não for permitida.
§ 2º Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor imediato na
cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo promover nova
denunciação, hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma.

Art. 127. Feita a denunciação pelo autor, o denunciado poderá assumir a posição de litisconsorte do denunciante e
acrescentar novos argumentos à petição inicial, procedendo-se em seguida à citação do réu.
Réu devedor não pode
chamar o fiador

Fiador chama afiançado (fiador é réu)

Ideia-chave: dilatação do polo


passivo - mecanismo para Chamamento ao processo Fiador chama demais fiadores (ação
trazer coobrigados à lide (arts. 130 a 132 do CPC) proposta contra um/alguns)
Só o réu pode requerer
Devedor solidário chama os demais
(cobrança parcial pelo credor)
Procedimento (art. 131)

Momento: requerer na contestação (marco preclusivo)


Citação do chamado:

30 dias (dias úteis) regra geral
2 meses (contagem comum) → outra comarca/seção/subseção ou lugar incerto
Se não citar no prazo → fica sem efeito o chamamento
Legislação
Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:
I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;
II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;
III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da
dívida comum.

Art. 131. A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo réu na
contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o
chamamento.
Parágrafo único. Se o chamado residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou em lugar
incerto, o prazo será de 2 (dois) meses.

Art. 132. A sentença de procedência valerá como título executivo em favor do réu que satisfizer a
dívida, a fim de que possa exigi-la, por inteiro, do devedor principal, ou, de cada um dos codevedores, a
sua quota, na proporção que lhes tocar.
Ferramenta excepcional de Tradicional
ampliação subjetiva da lide
Inclui sócios (desconsideração
tradicional) ou inclui a PJ quando o
Incidente de
desconsideração da
PJ insolvente → atingir bens dos
réu é pessoa física personalidade jurídica sócios.
(desconsideração inversa). (arts. 133 a 137 do CPC)
Finalidade: impedir abuso da
personalidade jurídica / ocultação Inversa
de patrimônio.
Procedimento (art. 131)

PF ré → sócia de uma PJ → atingir


bens da PJ

Teoria Maior (art. 50 CC): requer desvio de finalidade, confusão patrimonial, fraude etc.
Teoria Menor (art. 28 CDC): em consumo, insolvência já pode autorizar a desconsideração.
Considerar: Lei de Liberdade Econômica, LINDB, normas setoriais.
Quando pedir? Qualquer fase: conhecimento, cumprimento de sentença ou execução extrajudicial.
Pode ser antes da sentença se houver indícios de frustração da execução.
Legislação

Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da


parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo.

Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de


conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo
extrajudicial.
Papel: “amigo da corte” → terceiro colaborador do juízo
Amicus curie Finalidade: qualificar o debate e aprimorar a decisão
(art. 138 do CPC) Atua com informações técnicas/pareceres/análises
Eleva a consistência e profundidade da fundamentação judicial

O juiz/relator pode admitir ou


solicitar amicus Quem pode ser amicus?
considerando: 1. Pessoa natural
2. Pessoa jurídica/órgão/entidade especializada
Exige representatividade adequada:
Relevância da matéria • pertinência temática, idoneidade, capacidade
Especificidade do tema técnica/institucional
• atuação efetiva e útil no tema
Repercussão social da controvérsia
Limites recursais (art. 138, §1º e §3º)
Manifestação em 15 dias (úteis) Regra: não altera competência e não autoriza recursos
Exceções:
1. Embargos de declaração (art. 1.022)
2. IRDR: amicus pode recorrer da decisão que julga o
incidente
Legislação

Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema


objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de
ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a
participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com
representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
§ 1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a
interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do §
3º.
§ 2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os
poderes do amicus curiae .
§ 3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas
repetitivas.
Da Citação

Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a
relação processual.
Parágrafo único. A citação será efetivada em até 45 (quarenta e cinco) dias a partir da propositura da ação.

Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, ressalvadas as
hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido.
§ 1º O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a
partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução.
§ 2º Rejeitada a alegação de nulidade, tratando-se de processo de:
I - conhecimento, o réu será considerado revel;
II - execução, o feito terá seguimento.
Da Citação

Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa
a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 (Código Civil).
§ 1º A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo
incompetente, retroagirá à data de propositura da ação.
[...]
Da Relação Material à Relação Processual

Relação fato da vida, conflito social


Material concreto

Partes = sujeitos em conflito


Relação Pedido = objeto em disputa
formalização em juízo Causa de pedir = fundamento
Processual
fático e jurídico

Para ser válida, deve demonstrar:


Legitimidade
instrumento que apresenta essa Pedido determinado
Petição inicial estrutura ao Judiciário Causa de pedir plausível
requisitos legais atendidos
Da Citação Validade do processo (art. 239)
Indispensável a citação (salvo indeferimento

✔ →
da inicial ou improcedência liminar)

→ comunicação formal da existência do processo


Comparecimento espontâneo supre


Citação falta/nulidade Efeitos da rejeição de nulidade:


Processo de conhecimento revelia
Processo de execução prosseguimento

Réu
Prazo: até 45 dias da
Destinatários Executado
propositura da ação (Lei 14.195/21)
Interessado

Induz litispendência→ quando há duas ou mais ações idênticas em curso


simultaneamente, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir.
Efeitos Torna a coisa litigiosa
Constitui em mora o devedor
Despacho que ordena a citação → interrompe prescrição (retroage à data da propositura)
Forma pessoal (art. 242)
Art. 242. A citação será pessoal, podendo, no entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do procurador do réu, do executado ou
do interessado.
§ 1º Na ausência do citando, a citação será feita na pessoa de seu mandatário, administrador, preposto ou gerente, quando a ação se originar
de atos por eles praticados.
§ 2º O locador que se ausentar do Brasil sem cientificar o locatário de que deixou, na localidade onde estiver situado o imóvel, procurador
com poderes para receber citação será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado do recebimento dos aluguéis, que será
considerado habilitado para representar o locador em juízo.
§ 3º A citação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas respectivas autarquias e fundações de direito público será
realizada perante o órgão de Advocacia Pública responsável por sua representação judicial.

Representante legal / procurador

Forma pessoal (art. 242)


Citação pessoal, mas pode Mandatário, administrador, gerente
ser feita a:

União, Estados, DF, Municípios → Advocacia Pública


Deveres do autor (art. 240, §§2º- 4º)

Art. 240. [...]


§ 2º Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as providências necessárias para viabilizar a citação,
sob pena de não se aplicar o disposto no § 1º.
§ 3º A parte não será prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário.
§ 4º O efeito retroativo a que se refere o § 1º aplica-se à decadência e aos demais prazos extintivos previstos em
lei.

Fornecer dados p/ citação em até 10 dias

Deveres do autor (art. 240, §§2º-4º) Não será prejudicado se o atraso for do Judiciário

Retroatividade também alcança: decadência e prazos extintivos


Situações de impedimento (art. 244 e 245)
Art. 244. Não se fará a citação, salvo para evitar o perecimento do direito:
I - de quem estiver participando de ato de culto religioso;
II - de cônjuge, de companheiro ou de qualquer parente do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta ou na linha colateral
em segundo grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes;
III - de noivos, nos 3 (três) primeiros dias seguintes ao casamento;
IV - de doente, enquanto grave o seu estado.

Art. 245. Não se fará citação quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado de recebê-
la.
§ 1º O oficial de justiça descreverá e certificará minuciosamente a ocorrência.
§ 2º Para examinar o citando, o juiz nomeará médico, que apresentará laudo no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 3º Dispensa-se a nomeação de que trata o § 2º se pessoa da família apresentar declaração do médico do citando que ateste
a incapacidade deste.
§ 4º Reconhecida a impossibilidade, o juiz nomeará curador ao citando, observando, quanto à sua escolha, a preferência
estabelecida em lei e restringindo a nomeação à causa.
§ 5º A citação será feita na pessoa do curador, a quem incumbirá a defesa dos interesses do citando.
Prioridade eletrônica (art. 246)
Art. 246 do CPC. A citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da
decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário,
conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça.
§ 1º As empresas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, para
efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão efetuadas preferencialmente por esse meio.
§ 1º-A A ausência de confirmação, em até 3 (três) dias úteis, contados do recebimento da citação eletrônica, implicará a
realização da citação:
I - pelo correio;
II - por oficial de justiça;
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório;
IV - por edital.
[...]
§ 1º-C Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de até 5% (cinco por cento) do valor da
causa, deixar de confirmar no prazo legal, sem justa causa, o recebimento da citação recebida por meio eletrônico.
Lei nº 11.419/2006

Serão feitas por meio


eletrônico em portal próprio,
desde que a parte ou seu
representante esteja
previamente cadastrado.
Considera-se realizada:


Intimação Eletrônica No dia da consulta eletrônica


(Art. 5º) Se em dia não útil 1º dia útil seguinte
Se não consultada em 10 dias automática no último dia

Aviso informativo pode ser enviado por e-mail

Urgência ou fraude juiz pode determinar outro meio (ex. por


oficial de justiça)
Intimação Eletrônica (Art. 5º) - Lei nº 11.419/2006

Art. 5º As intimações serão feitas por meio eletrônico em portal próprio aos que se cadastrarem na forma do art. 2º desta Lei,
dispensando-se a publicação no órgão oficial, inclusive eletrônico.
§ 1º Considerar-se-á realizada a intimação no dia em que o intimando efetivar a consulta eletrônica ao teor da intimação,
certificando-se nos autos a sua realização.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo, nos casos em que a consulta se dê em dia não útil, a intimação será considerada como
realizada no primeiro dia útil seguinte.
§ 3º A consulta referida nos §§ 1º e 2º deste artigo deverá ser feita em até 10 (dez) dias corridos contados da data do envio da
intimação, sob pena de considerar-se a intimação automaticamente realizada na data do término desse prazo.
§ 4º Em caráter informativo, poderá ser efetivada remessa de correspondência eletrônica, comunicando o envio da intimação
e a abertura automática do prazo processual nos termos do § 3º deste artigo, aos que manifestarem interesse por esse
serviço.
§ 5º Nos casos urgentes em que a intimação feita na forma deste artigo possa causar prejuízo a quaisquer das partes ou nos
casos em que for evidenciada qualquer tentativa de burla ao sistema, o ato processual deverá ser realizado por outro meio
que atinja a sua finalidade, conforme determinado pelo juiz.
§ 6º As intimações feitas na forma deste artigo, inclusive da Fazenda Pública, serão consideradas pessoais para todos os
efeitos legais.
Tutela Definitiva x Tutela Provisória

Tutela definitiva pode ser satisfativa, ou seja, pode ser voltada para certificar direitos
(ações declaratórias, constitutivas e condenatórias) ou para efetivar direitos (ações
executivas).

Tutela provisória é medida temporária concedida pelo juiz com o objetivo de proteger
imediatamente o direito da parte, antes do julgamento final do processo.
Fundamento da Tutela Provisória (Art. 294, CPC)

Pode ser concedida:


Cautelar
Em caráter antecedente
Protege e conserva o direito, Antes do ajuizamento da
Urgência evitando prejuízos futuros ao ação principal.
resultado do processo.
De forma incidental
há risco de dano ou Antecipada Durante o curso de uma
TUTELA prejuízo ao resultado útil ação já existente.
PROVISÓRIA do processo (Art. 300).
Antecipação provisória dos
efeitos da decisão final.

gênero Evidência
Pode ser concedida:
Tutelas provisórias
o direito é claramente requeridas incidentalmente
demonstrado, De forma incidental
Durante o curso de uma
não têm custas!
dispensando a prova do
perigo de dano (Art. 311). ação já existente.
Revogação, Modificação e Fundamentação (Art. 298, CPC)

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a qualquer
tempo, ser revogada ou modificada.
Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o
período de suspensão do processo.

Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu
convencimento de modo claro e preciso.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo
competente para conhecer do pedido principal.
Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos
recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.
Tutela da Evidência (Art. 311 do CPC)

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de


dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada
em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de
depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de
multa;
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do
autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

Pedido reipersecutório entrega da própria coisa, e não sua substituição por indenização.
Competência (art. 340)
Réu pode protocolar contestação no foro de seu
Defesa do réu domicílio. Suspende audiência até decisão sobre


competência.
Preliminares de mérito Se reconhecida foro do réu será o competente.
(art. 337, CPC)

Litisconsórcio (art. 335, §1º e §2º) Se admite autocomposição → art. 334


1.Réus com advogados diferentes (autos (audiência)

físicos) prazo em dobro (art. 229) Contestação
(arts. 335 a 342, CPC)
[Link] réu tem que pedir cancelamento

da audiência prazo conta Se não admite →
art. 231 (forma da
individualmente citação)

Prazo: 15 dias úteis


(art. 335, CPC)

Termo inicial varia:


[Link]ós audiência de conciliação/mediação →
1º dia útil subsequente
[Link] de cancelamento da audiência →1º dia útil subsequente ao protocolo
[Link] não há audiência → conforme forma da citação (art. 231)
Da Contestação

Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial será a
data:
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando qualquer parte não
comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição;
II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu,
quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso I ;
III - prevista no art. 231 , de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos.
§ 1º No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6º , o termo inicial previsto no inciso II
será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento da audiência.
§ 2º Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso II , havendo litisconsórcio passivo e o autor desistir da
ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta correrá da data de intimação da decisão que
homologar a desistência.
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito
com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
Preliminares de mérito (art. 337)
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
I - inexistência ou nulidade da citação;
II - incompetência absoluta e relativa;
III - incorreção do valor da causa;
IV - inépcia da petição inicial;
V - perempção;
VI - litispendência;
VII - coisa julgada;
VIII - conexão;
IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
X - convenção de arbitragem;
XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual;
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
[...]
Competência (art. 340)

Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser
protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa,
preferencialmente por meio eletrônico.
§ 1º A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de carta
precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa.
§ 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual for distribuída a
contestação ou a carta precatória será considerado prevento.
§ 3º Alegada a incompetência nos termos do caput , será suspensa a realização da audiência de
conciliação ou de mediação, se tiver sido designada.
§ 4º Definida a competência, o juízo competente designará nova data para a audiência de conciliação
ou de mediação.
Reconvenção (art. 343 CPC)

Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa
com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar
resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não
obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção.
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro.
§ 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro.
§ 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do
substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto
processual.
§ 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação.
O réu pode reconvir
mesmo sem contestar.

Uma ação do réu contra o autor,


proposta no mesmo processo.

Reconvenção deve ser conexa:
Surge dentro da contestação, mas tem Reconvenção

Com a ação principal ou
autonomia. (art. 343 CPC) Com o fundamento da defesa
Defesa + Ataque →Contestação + (art. 55 CPC).
Reconvenção

Prazo: 15 dias úteis


(art. 343, §1º, CPC) Procedimento
§1º – Autor originário (agora réu reconvindo)
deve responder em 15 dias.
Observações Importantes

§2º – Reconvenção segue mesmo se:


Reconvenção também é admitida na ação monitória (art. 701, Autor desistir da ação inicial
§6º). Ação principal for extinta sem julgamento
Não existe “reconvenção da reconvenção”. de mérito
Mesmo na revelia, juiz pode avaliar provas se alegações forem
inverossímeis.
Sentença
pronunciamento judicial que põe fim à fase cognitiva ou à execução
(art. 203, §1º, CPC)

Art. 485 — Sentença sem resolução do mérito (sentença terminativa)

Extingue o processo sem analisar o direito material. É indesejável porque não


entrega a tutela pretendida.

Art. 487 — Sentença com resolução do mérito

Sempre que possível, o juiz resolverá o mérito, especialmente se a decisão


favorecer quem também se beneficiaria da extinção do art. 485.

O que é “mérito”?
Mérito = questão de fundo submetida ao Judiciário.
Nem sempre há lide (ex.: jurisdição voluntária).
Logo, mérito ≠ lide.
Elementos essenciais da sentença art. 489 do CPC

Relatório: partes, suma do pedido/contestação, principais


ocorrências.

Fundamentos: questões de fato e direito; razões de decidir (base


para precedentes).

Dispositivo: conclusão prática (procedência/improcedência/ parcial


procedência, condena/declara/extingue).
Teoria Geral dos Recursos

O recurso pode ser definido como o instrumento processual por meio do qual a parte
inconformada com uma decisão busca seu reexame, no mesmo processo.

A interposição de recurso impede a preclusão e mantém


a matéria em aberto para nova apreciação
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E DE MÉRITO

Juízo de admissibilidade
O sistema recursal no
processo civil brasileiro
opera em duas etapas
essenciais
Juízo de mérito
Juízo de Admissibilidade
Controle prévio para verificar se o recurso pode prosseguir.

Feito de ofício pelo órgão julgador (arts. 10 e 933, CPC).

Pode ocorrer a qualquer momento antes do julgamento do


recurso.

Se aprovado: passa-se ao mérito.

Se reprovado: recurso não é conhecido.


Classificação dos Requisitos de Admissibilidade

Cabimento
Previsto em lei e adequado à decisão impugnada.


Princípio da taxatividade.
Recurso inadequado não conhecimento.

Legitimação (art. 996, CPC)


Parte vencida, MP, terceiro prejudicado.
Requisitos Intrínsecos Casos especiais: amicus curiae, juiz (suspeição/impedimento), advogado
(honorários).

Direito de recorrer. Interesse Recursal


Possibilidade de melhorar a situação jurídica.
Pode haver interesse mesmo para vencedor formal (art. 503, § 1º).
Fatos Impeditivos e Extintivos

Fatos Impeditivos

Ato incompatível com recorrer (aquiescência,


renúncia – art. 999, CPC).

Fatos Extintivos

Desistência após interposição (art. 998, CPC).


Pode afetar recurso adesivo.
Em repercussão geral/repetitivos desistência
não impede julgamento da tese.
Classificação dos Requisitos de Admissibilidade

Tempestividade
Padrão: 15 dias úteis (art. 1.003, § 5º).
Embargos de declaração: 5 dias úteis.
Intempestividade é insanável (salvo justa causa – art. 223).
Embargos interrompem prazo (art. 1.026).

Regularidade Formal
Requisitos Extrínsecos Estrutura legal (arts. 1.010 e seguintes).
Inclui capacidade postulatória, assinatura, fundamentos.

Forma e modo de Preparo


interposição. Pagamento de despesas processuais (art. 1.007).
Intimação para recolhimento em dobro se não comprovado.
Beneficiários de justiça gratuita e entes públicos são isentos.
Juízo de Mérito

Após admissibilidade análise da pretensão recursal.

Erros possíveis: de procedimento e de julgamento.


Prazos Recursais no CPC Art. 1.003, § 5º!

15 dias úteis 5 dias úteis

Recursos ordinários Embargos de declaração

Descumprimento do prazo → preclusão → trânsito em julgado (arts. 223, 502, 507, CPC).
Exceção: justa causa → restituição do prazo (art. 223, §§ 1º e 2º).

Art. 218, § 4º: É possível interpor recurso antes do início do prazo sem prejuízo da validade.

Você também pode gostar