MATERIAIS DE MOLDAGEM
E MODELO
ALGINATO E GESSO DENTAL
Prof(a). Me. Janaína Maniezo de Sousa
TERMINOLOGIA
• Embebição – absorção de água.
• Evaporação – conversão de água do estado
líquido para o estado de vapor(gasoso).
• Gel – rede de fibrilas que forma uma fraca
estrutura, ligeiramente elástica, de forma
entrelaçada.
• Modelo – réplica positiva tridimensional de
uma dentição e suas estruturas adjacentes e
circunvizinhas empregadas como meio
auxiliar de diagnóstico.
• Moldagem – é o processo para obter o molde,
que é a cópia negativa da estrutura desejada,
onde faremos o modelo.
• Presa - estado em que o material
encontra-se suficientemente rígido ou elástico
para ser removido da boca.
MODELO DE ESTUDO
MODELO DE ESTUDO
• Construção de um modelo – passo importante em
diversos procedimentos dentários. O dentista
planeja e constrói próteses removíveis e fixas em
modelos de gesso. Assim o modelo deve ser uma
representação precisa das estruturas orais, o que
requer um molde preciso
MODELO DE TRABALHO
Objetivos e quesitos
de um material de
moldagem.
• Ser capaz de copiar, com precisão, detalhes
da área moldada.
• Não sofrer fraturas ou dilacerações durante
sua remoção.
• Ter elasticidade e baixa deformação.
• Ter baixa alteração dimensional.
• Ser biologicamente aceito pelos tecidos
dentais e de suporte.
• Ser compatível com gesso ou outro material
para troquel.
• Ter tempos de trabalho e de presa
compatíveis com os procedimentos clínicos.
Ter odor e sabor agradáveis.
• Ter baixo custo.
• Ter condições e tempos normais de
armazenagem.
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM
• Mecanismos de presa
Irreversível Reversível
Reações químicas Amolecem quando
acontecem e o material aquecidos e se solidificam
não retorna ao estado levemente acima da
prévio temperatura corpórea
Ex: Alginato e gesso Ex:Godiva e ágar
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM
• Propriedades mecânicas
Rígidos (anelásticos) Elásticos
Altamente resistente à Flexível e pode ser
flexão deformado
Ex: Pasta de OZE, gesso, Ex: ágar, alginato e
godiva elastômeros.
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM
• Aplicação clínica
Materiais Elásticos:
Flexível e pode ser
São capazes de
deformado
reproduzir com precisão
as estruturas moles e Ex: ágar, alginato e
duras da boca. elastômeros.
MATERIAL DE
MOLDAGEM
HIDROCOLÓIDE IRREVERSÍVEL -
ALGINATO
ALGINATO
• Composição:
• Alginato de potássio= alginato solúveis.
• Sulfato de cálcio = reagente
• Fluoretotitanato de potássio = endurecedor para o
gesso
• Óxido de zinco atua como carga influenciando nas
propriedades físicas e o tempo de presa do gel.
• Terra diatomácea= partícula de carga, aumenta a
dureza e resistência do alginato.
• Fosfato de sódio = retardador
ALGINATO
• Viscoelasticidade= passíveis de deformação, evitar
torções durante remoção, fazer movimento num só
golpe.
• Precisão de reprodução= não é capaz de reproduzir
minúsculos detalhes.
• Estabilidade dimensional= a moldagem exposta ao
ambiente pode sofrer evaporação-sinérese ou
embebição.
CONTROLE DO TEMPO DE GELEIFICAÇÃO
• Medido do início da manipulação do material até
que sua presa, deve ser o suficiente para permitir
ao profissional misturar o material, carregar a
moldeira e colocá-la na boca do paciente.
• Não grude na luva ou seja pegajoso, ou 3 a 4
minutos(normal); 1 a 2 minutos(rápida)
CONTROLE DO TEMPO DE GELEIFICAÇÃO
• Alterando proporção água/pó.
• Tempo de espatulação.
• Temperatura da água adicionada.
ALGINATO
• Proporção usual é de 15 g de pó para 40
ml de água, segundo os
proporcionadores ou dosadores
fornecidos pelo fabricante
• Reação de presa por geleificação.
ALGINATO
CAUSAS COMUNS PARA
REPETIÇÃO DA MOLDAGEM
ESPATULAÇÃO INADEQUADA
• Material granuloso.
• Rasgamento.
GELEIFICAÇÃO DEFICIENTE
• Material granuloso.
• Bolhas de ar.
REMOÇÃO PREMATURA DA
BOCA
• Rasgamento.
• Distorção.
CONTAMINAÇÃO PELA UMIDADE
• Rasgamento.
• Poros com formas irregulares.
ESPESSURA INADEQUADA
• Rasgamento.
A DISTORÇÃO FOI CAUSADA
POR:
• Molde não vazado imediatamente.
• Movimento durante a fase de presa.
• Remoção prematura da boca.
• Moldeira deixada por muito tempo na
boca(somente algumas marcas).
MODELO DE GESSO RUGOSO
CAUSADO POR:
• Limpeza inadequada do molde.
• Excesso de água deixada no molde.
• Remoção prematura do modelo.
• Modelo deixado muito tempo em contato com
o material de moldagem.
• Manipulação inadequada do gesso.
CUIDADOS NA MANUSEIO DO
ALGINATO
• Evitar perda ou absorção de água.
• Sempre lavar a moldagem em água corrente para
remover saliva, sangue ou muco.
• Fazer a desinfecção da moldagem com substâncias à
base de hipoclorito de sódio ou glutaraldeído= borrifado.
• Vazamento de gesso enquanto a superfície estiver
brilhante e imediatamente.
CUIDADOS E MANUSEIO DO
ALGINATO
• O modelo de gesso deve permanecer no
mínimo de 30 minutos e no máximo 60
minutos, preferivelmente manter até 60
minutos.
• Não exceder os 60 minutos pois o gesso
pode sofrer ataque do alginato em sua
superfície e ficar poroso.
MOLDAGEM
1) Preparo da moldeira
2) Condicionamento do tecido
3) Preparo do material
4) moldagem
5) remoção do molde
6) Confecção de modelos e troquéis de gesso.
MOLDANDO COM MATERIAIS
ELASTOMÉRICOS
• Deve-se escolher a moldeira da seguinte
forma:
- Cobrir todos os dentes.
- Não ficar apertada.
- Profundidade até fundo de sulco.
ESCOLHA DA MOLDEIRA
PREPARO DA MOLDEIRA
ALGINATO CROMÁTICO
MANIPULAÇÃO
MANIPULAÇÃO
COLOCAÇÃO NA MOLDEIRA
MOLDAGEM
MOLDAGEM
REMOÇÃO DA MOLDAGEM
LIMPEZA DA MOLDAGEM
MANIPULAÇÃO
• Observação= tracionar os lábios e
bochechas para imprimir as estruturas da
região.
• Não movimentar após colocação pois
causará distorção.
• Não remover antes da presa porque ficará
grudenta e pegajosa na boca.
DESINFECÇÃO
• O protocolo corrente para desinfecção de
moldes de hidrocoloide recomendado pelo
Centro de Prevenção e Controle de Doenças
norte-americano é utilizar como densinfetante
um alvejante caseiro, iodóforos ou fenóis
sintéticos. Após o molde ter sido lavado o
desinfetante deve ser borrifado e o molde deve
ser envolvido em um papel toalha embebido e
colocado num saco plástico selado por 10
minutos.
REFERÊNCIA
• Anusavice, Kenneth J. Phillips materiais
dentários.12. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier,
2013.
GESSO DENTAL
• A gipsita pode ser usada como material de
moldagem, de modelo ou de revestimento
para fundição
• Produzido pela calcinação do sulfato de
cálcio di-hidratado (gipsita) (CaSO4. 2
H2O).
TIPOS DE GESSO
• As variáveis α e β significam as diferenças no
tamanho dos cristais, área de superfície e
perfeição da grade espacial.
α - densos e forma prismática.
β - formas esponjosas e irregulares.
TIPOS DE GESSO
• Especificação da ADA (American Dental association)
• Gesso para moldagem (TIPO I)
• Gesso comum (TIPO II)
• Gesso-pedra (TIPO III)
• Gesso-pedra de alta resistência (TIPO IV)
• Gesso-pedra de alta resistência e alta expansão (TIPO
V) – maior resistência
• Gessos especiais - ortodôntia
TIPOS DE GESSO
• GESSO COMUM OU TIPO II = β-
hemi-hidratado.
• Cristais mais irregulares e porosos
• Exige muita água para reação de presa.
• Produzido de forma rápida de aquecimento
e em calcinadores abertos.
• Modelo de estudo e complemento de base.
TIPOS DE GESSO
• GESSO-PEDRA COMUM OU TIPO III = α -
hemi-hidratado.
• Calcinação em forno fechado 🡪 mais denso
e regular.
• Modelo de trabalho.
TIPOS DE GESSO
• GESSO-PEDRA TIPO IV OU DENSITA = α
- hemi-hidratado.
• Resistencia, dureza e expansão de presa
mínima
• Calcinação em forno fechado, substituição
da água evaporada pelo cloreto de cálcio.
• Exige menos água para reação de presa.
• Modelo troquelado.
• Modelo unitário de um dente preparado. Pode ser
removido e recolocado no mesmo lugar sem
perder sua configuração.
RELAÇÃO ÁGUA:PÓ (A:P)
• Tipo II = 45 a 50 ml de água para 100
gramas de pó de gesso.
• Tipo III = 28 a 30 ml de água para 100 grs de
pó de gesso.
• Tipo IV = 22 a 24 ml de água para 100 grs
de pó de gesso.
PRESA DOS GESSOS
• A reação entre o gesso e a água produz
gepsita sólida. E o calor envolvido na
reação exotérmica é equivalente ao calor
utilizado originalmente na calcinação. Ou
seja, há liberação de calor.
• A espatulação manual, em geral, necessita
de um minuto para obtenção de uma
mistura uniforme.
TEMPO DE PRESA
• MÉTODO SUBJETIVO
Inicial – após perda do brilho superficial.
Final – 60 minutos.
•
RESISTÊNCIA
• Aumenta resistência quanto mais perde água.
Resistência úmida = 1 hora.
Resistência seca = após sete dias.
OBSERVAÇÃO
• Se o modelo permanecer por mais de uma
hora com o alginato a superfície do gesso
sofre ataque e fica poroso e menos resistente.
MANIPULAÇÃO
• Manual = 45 segundo na mão e 15
segundos no vibrador.
• Mecânica à vácuo = 20 a 30 segundos.
BARREIRA DE CERA
ANTES E DEPOIS
MANIPULAÇÃO
• Proporção conforme o fabricante.
• Dosar a água destilada.
• Pesar o gesso 120 gramas.
• Manipular manualmente e remover as bolhas de ar
no vibrador.
• Vazar na moldeira já preparada com barreira em cera.
PESAGEM DO GESSO
MANIPULAÇÃO DO GESSO
MANIPULAÇÃO DO GESSO
VIBRADOR
VAZAMENTO DE GESSO
VAZAMENTO DE GESSO
VAZAMENTO DE GESSO
VAZAMENTO DE GESSO
NÃO DEVE-SE FAZER
REMOÇÃO DO MODELO
MODELO DE GESSO
RECORTANDO O MODELO
RECORTANDO O MODELO
ANTES E DEPOIS
CUIDADOS COM O GESSO
• Uma vez que as reações de presa do modelo tenham
se completado, suas dimensões permanecerão
relativamente constantes.
REFERÊNCIA
• Anusavice, Kenneth J. Phillips materiais
dentários.12. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier,
2013.
MATERIAL PARA AULA
PRÁTICA
• Gral de borracha.
• Espátula de plástico.
• Espátula metálica 31.
• Espátula lecron.
• Faca para gesso.
• Lamparina com álcool e fósforo.
MATERIAL PARA AULA
PRÁTICA
• Guardanapo de papel.
• Jacaré.
• Toalha de rosto.
• Jogo de moldeiras limpas.
• Pote de plástico 12X12X8 cm
MATERIAL PARA AULA PRÁTICA
• Espátula metálica de manipulação.
• Proveta milimetrada.
• Paramentação completa e material
obrigatório.
• Caderno de trabalho diário.