Anatomia do Dorso: Estruturas e Funções
Anatomia do Dorso: Estruturas e Funções
Propósito
Compreender a construção anatômica do dorso de modo que os aspectos anatômicos possam ser
relacionados à prática do profissional da área de Saúde.
Objetivos
• Reconhecer a arquitetura óssea do dorso
• Descrever a anatomia articular do dorso e os principais pontos de lesão
• Identificar os componentes do sistema muscular do dorso
Introdução
Em geral, o dorso é definido como a região posterior do tronco, situada entre o pescoço e a região glútea.
Desse modo, pode ser dividido em porções cervical (nuca), torácica e lombar.
Região dorsal.
dorso fornece um eixo musculoesquelético que serve de sustentação para o tronco, além de sustentar o peso
do corpo, transmitir cargas para os membros e ajudar na dinâmica de movimento dos membros superiores. O
dorso também tem função de sustentação da cabeça.
A partir de agora, você verá as bases teóricas para a compreensão da constituição anatômica da região
dorsal, especificamente, a respeito dos elementos ósseos, articulares e musculares do dorso.
Iremos abordar tais aspectos de forma topográfica, graças às suas subdivisões, de modo a facilitar o estudo.
Ainda, traremos exemplos de como a anatomia dessa região pode ser importante para a prática clínica e
cirúrgica.
1. Arquitetura óssea do dorso
Osteologia do dorso
Neste momento, estudaremos a arquitetura óssea do dorso em todas as suas regiões.
O principal elemento que constitui o arcabouço ósseo do dorso é a coluna vertebral, que pode ser definida
como um pilar ósseo formado por 33 vértebras.
Essas vértebras se dispõem em forma vertical, empilhadas umas às outras, formando o canal vertebral, que
aloja e protege a medula espinal. Utiliza-se algarismos para enumerá-las. Veja a seguir:
Existem sete vértebras cervicais (C1-C7), doze vértebras torácicas (T1-T12), cinco vértebras lombares (L1-L5),
cinco vértebras sacrais (fundidas em 1 osso, o sacro) (S1-S5) e de três a cinco vértebras coccígeas (fundidas
em 1 osso, o cóccix) (Cc1-Cc5).
Veja a seguir a relação da coluna vertebral com o gradil costal, a cintura escapular e a cintura pélvica.
A coluna vertebral e sua relação com os demais ossos.
A maioria das vértebras possui características em comum independentemente da região onde elas se situam,
o que as tornam vértebras típicas. Tais características são a presença de um corpo vertebral e de um arco
vertebral. Os corpos vertebrais, quando presentes, são situados anteriormente, enquanto os arcos situam-se
posteriormente.
É na parte posterior da vértebra onde nasce a maioria dos processos ósseos, como o processo transverso, os
processos articulares e o processo espinhoso. Ainda, uma vértebra típica possui um pedículo, que une o corpo
ao arco vertebral, e uma lâmina, que forma a maior parte do arco vertebral, mantendo contato com os
processos supracitados.
Note, na figura a seguir, o corpo, situado anteriormente, os três processos de uma vértebra típica (espinhoso,
transverso e articular), o pedículo e a lâmina.
Vista superior de uma vértebra típica da região lombar.
Porém, algumas vértebras são morfologicamente distintas umas das outras, sendo denominadas vértebras
atípicas.
[...] As vértebras são compostas essencialmente por tecido ósseo trabecular (esponjoso) e de osso
compacto. Observe a figura a seguir e note a grande quantidade de osso esponjoso revestido por uma
camada de osso compacto. Os corpos das vértebras podem ser importantes pontos de coleta de medula
óssea vermelha, em especial, as lombares.
Note a grande quantidade de osso esponjoso revestido por uma camada de osso compacto:
A coluna vertebral
Assista ao vídeo a seguir e entenda os aspectos anatômicos da coluna vertebral.
Conteúdo interativo
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Agora, iremos estudar as características das vértebras típicas e atípicas de cada região, e ao final, os
aspectos da coluna vertebral como um todo.
Como já visto anteriormente, a coluna vertebral é composta por sete vértebras cervicais (C1-C7), doze
vértebras torácicas (T1-T12), cinco vértebras lombares (L1-L5), cinco vértebras sacrais (fundidas em 1 osso, o
sacro) (S1-S5) e de três a cinco vértebras coccígeas (fundidas em 1 osso, o cóccix) (Cc1-Cc5).
Vértebras cervicais
Como dito anteriormente, são sete vértebras cervicais. De um modo geral, possuem um corpo vertebral
pequeno. São marcadas pela presença de um forame em seus processos transversos e forame vertebral
triangular. O processo espinhoso é curto e frequentemente bífido (dividido em dois) como demonstrado nas
figuras a seguir.
Vértebras cervicais articuladas e o Vista superior de uma vértebra cervical
aspecto bífido do processo espinhoso. típica
Atlas (C1)
Esta vértebra é facilmente identificável por não possuir um corpo vertebral. É formada por duas massas
laterais e dois arcos, um anterior e um posterior. Possui esse nome pelo fato de se articular aos côndilos
occipitais do crânio, sustentando-o, assim como o titã da mitologia grega, Atlas, que sustentava o planeta
Terra em seus ombros.
Na figura a seguir, veja todos os planos de visão da C1 e observe a ausência de corpo vertebral e facetas
articulares para os côndilos occipitais.
Áxis (C2)
Esta vértebra possui um processo característico, denominado de processo odontóide (ou dente do áxis). Áxis
significa eixo. Por isso, essa vértebra é denominada dessa forma, pois permite a rotação da cabeça no sentido
laterolateral.
Comentário
Na visualização superior da segunda vértebra cervical (áxis), observa-se o processo odontóide.
C7 (Sétima vertebra)
De acordo com Testut e Latarjet (1958), esta vértebra pode ser considerada atípica ou de “transição”, pois
possui características semelhantes às vértebras da região torácica. Ainda, o processo espinhoso desta
vértebra é bastante proeminente, visível e sentido ao toque quando a cabeça está fletida. Frequentemente,
não possui forame transverso.
[...] Vale notar que a sexta vértebra cervical possui um tubérculo anterior em seu processo transverso
um pouco maior do que as demais. Esse acidente é denominado de tubérculo carótico (de Chassaignac)
e a artéria carótida comum pode ser comprimida de encontro a ele.
Vértebras torácicas
Em número de doze, as vértebras torácicas são as mais numerosas. Se diferenciam das demais, pois o
processo espinhoso é pontiagudo e possui direção póstero-inferior. E possuem facetas articulares para as
doze costelas, situadas lateralmente no seu corpo vertebral.
Alguns autores consideram a primeira vértebra torácica atípica, pois é uma vértebra de transição, ou
seja, com características semelhantes à uma vértebra cervical. A nona e a décima vértebras
torácicas possuem somente uma única fóvea costal em cada lado. A décima primeira e décima
segunda vértebras torácicas não possuem fóvea costal no processo transverso, pois não há
articulação ali.
Vértebras lombares
Ao todo são cinco vértebras lombares. São vértebras que possuem os maiores corpos vertebrais, portanto,
facilmente distinguíveis das demais. Tipicamente, os seus processos transversos (ou costais) são longos e
finos e seus processos espinhosos são quadriláteros e direcionados horizontalmente para trás.
Veja a seguir a vista lateral e a vista superior de uma vértebra lombar típica.
A tabela a seguir apresenta uma síntese das características das vértebras típicas de acordo com cada região.
Forame
Região Processo transverso Processo espinhoso
vertebral
Babinski, 2020.
Sacro
Essa peça óssea é formada pela fusão de cinco vértebras sacrais, marcadas por linhas transversais. Possui
um formato triangular, no qual o ápice é voltado inferiormente. Possui duas faces, pélvica e posterior.
Veja a seguir:
Face pélvica (vista anterior) do sacro
Esta face está em contato com vísceras da cavidade pélvica (o reto, por
exemplo).
A seguir, você poderá observar outros detalhes do sacro quando visto em outras posições.
Lateralmente, ele apresenta a asa sacral e a face auricular para se articular ao ílio. Possui também a
tuberosidade sacral, que também faz parte dessa articulação.
Quando visto de cima, é possível observar as asas e os processos costais, assim como o fim do canal
vertebral.
Ílio
Osso que juntamente aos ossos Ísquio e o Púbis formam o osso Ilíaco.
Como já visto anteriormente, o sacro possui quatro pares de forames em ambas as faces, que dão passagem
aos ramos anteriores e posteriores dos nervos espinais sacrais.
Cóccix
É um osso formado pela fusão de três a cinco vértebras coccígeas. Essas vértebras não possuem arcos e,
portanto, o cóccix não possui canal vertebral.
É um osso pequeno, situado ligeiramente acima do ânus, e é fraturado frequentemente quando um indivíduo
cai sentado.
Curvatura primária
Presente já durante o desenvolvimento embrionário. Pode ser encontrada na região torácica e na região
sacrococcígea. Podem ser chamadas de cifoses fisiológicas da coluna.
Curvatura secundária
Adquirida após o nascimento. Possui sua concavidade voltada para a região posterior e podem ser chamadas
de lordoses fisiológicas da coluna.
[...] As curvas secundárias são encontradas nas regiões cervical e lombar, originadas a partir do
momento em que o recém-nascido se torna capaz de erguer a própria cabeça com o pescoço e se
sustentar com os próprios membros inferiores, respectivamente.
Hansen, 2014.
De acordo com Gardner (1978), a coluna vertebral possui um terceiro tipo de curvatura, situada no plano
laterolateral, denominada de escoliose fisiológica da coluna. Esta escoliose fisiológica é uma inclinação ligeira
com a concavidade voltada para o lado esquerdo, devido ao peso dos órgãos e vísceras da cavidade torácica
e abdominal.
Observe a vista lateral e frontal da coluna e as quatro curvaturas ao longo de sua estrutura.
Coluna vertebral e suas curvaturas ao longo de sua estrutura.
Saiba mais
A acentuação de qualquer uma dessas curvaturas é denominada como hipercifose, hiperlordose e
hiperescoliose, respectivamente, porém, são popularmente chamadas sem o prefixo “hiper”.
Outro aspecto importante da coluna vertebral pode ser observado quando ela é vista lateralmente: os forames
intervertebrais (figura a seguir).
Quando há uma obstrução desses canais, como, por exemplo, devido a uma hérnia de disco, pode haver
comprometimento nervoso e sintomas como dor e fraqueza muscular.
Forame intervertebral.
Níveis vertebrais
O conhecimento dos níveis vertebrais é de extrema importância para o exame físico e análise de cortes axiais
nos exames de imagem. As vértebras servem como ponto de reparo anatômico para identificar estruturas na
superficiais, órgãos no interior do tórax e abdome.
C IV – CV Cartilagem tireoide
C VI Cartilagem cricoide
L IV Crista ilíaca
NOTA CLÍNICA: Uma anomalia com importância clínica é a espinha bífida, caracterizado como a não fusão do
arco vertebral de alguma vértebra, o que o torna incompleto (defeitos no fechamento do tubo neural). A
espinha bífida é assintomática na maioria dos casos, sendo encontrada de forma acidental durante exames de
imagem. Em casos graves, a espinha bífida envolve a presença de exteriorização do saco de meninges.
Quando há presença de líquido cerebrospinal, dá-se o nome de meningocele, e, quando há presença de parte
da medula espinal, dá-se o nome de mielomeningocele. A espinha bífida é frequentemente associada à
deficiência de ácido fólico materna (MOORE et al, 2019).
NOTA CLÍNICA: De acordo com Gagnet (2018), a coluna pode ser afetada por osteofitose, manifestação da
degeneração do disco intervertebral, caracterizada por uma expansão óssea do corpo vertebral, em forma de
“bico de papagaio”.
Outra doença que pode afetar as vértebras é denominada de espondilolistese, que é um distúrbio onde há
luxação de uma vértebra, ou seja, o encaixe entre duas vértebras não é perfeito, como numa coluna normal.
Esse deslocamento ocorre no plano anteroposterior, visto que a vértebra luxada tende a deslizar
anteriormente sobre a vértebra abaixo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A coluna vertebral apresenta algumas curvaturas em sua estrutura. Assinale a alternativa que
contém corretamente o tipo de curvatura e a região na qual ela se encontra.
Questão 2
Corpo pequeno, processo espinhoso bífido, processo transverso com a presença do forame transverso e
forame vertebral triangular.
Corpo irregular, forame vertebral triangular, processos transversos longos e fóveas costais.
Corpo pequeno, processo transverso com a presença do forame transverso, forame vertebral oval, processo
espinhoso quadrilátero.
Neste módulo, iremos estudar os elementos constituintes dessas articulações e seus elementos de reforço,
sucessivamente.
Os discos intervertebrais perfazem 25% da altura da coluna vertebral, são constituídos por um núcleo
gelatinoso, composto de 80% água e mucopolissacarídeos e.g., proteoglicanos e glicosaminoglicanos -
denominado de núcleo pulposo. A desidratação dos mucopolissacarídeos do núcleo pulposo causa um
processo de degeneração do disco intervertebral.
Esse núcleo fica situado no centro do disco e circundado por anéis fibrosos concêntricos com fibras de tecido
conjuntivo fibroso em direções contrárias no disco intervertebral, conferindo resistência que impede o
extravasamento do núcleo pulposo. O disco intervertebral é fibrocartilaginoso. Não há presença de disco
intervertebral entre C1 e C2. Na figura, você pode observar o anel fibroso e o núcleo pulposo, no centro do
disco.
Vista superior de um disco intervertebral.
Estas articulações são reforçadas em toda a extensão da coluna por duas faixas fibrosas: os ligamentos
longitudinais anterior e posterior.
Observe a figura. O ligamento longitudinal anterior, situado anteriormente aos corpos vertebrais. O ligamento
longitudinal posterior pode ser visto após secção dos pedículos vertebrais. A membrana tectórica também
pode ser identificada.
Ligamento longitudinal anterior e posterior.
[...] Os discos intervertebrais estão sujeitos a lesões, em especial, as rupturas de anel fibroso: estas
geram protrusão, extrusão e por vezes, sequestro do núcleo pulposo e caracterizam as hérnias de disco,
das quais a maioria ocorre na região lombar.
Na figura que segue, você pode ver os casos de protrusão, extrusão e sequestro do núcleo pulposo citados no
trecho anterior.
Permitem movimentos de deslizamento e são mais frouxas ao nível das vértebras cervicais, o que explica a
maior amplitude de movimento nessa região. A orientação muda de semicoronal (região cervical) para sagital
(região lombar), permitindo/determinando o movimento daquele segmento.
O processo articular inferior é anterior e inferior (região cervical) e anterior e lateral (região lombar)
ao processo articular superior. A inervação da articulação é feita pelos ramos posteriores de dois
níveis de raízes de nervos espinais adjacentes.
Vista lateral após corte sagital da coluna.
Essas articulações são reforçadas por ligamentos que unem as lâminas (ligamento amarelo, que é perfurado
durante uma punção lombar para coleta de líquido cerebrospinal), os processos transversos (ligamentos
intertransversários) e processos espinhosos (ligamentos interespinais, supraespinal e nucal).
Observe a vista lateral após um corte sagital da coluna. Note os ligamentos longitudinais, o ligamento amarelo
(flavum), ligamento interespinal, supraespinal e o próprio disco articular. A cápsula articular entre processos
articulares pode ser observada, assim como o ligamento amarelo e o supraespinal.
NOTA CLÍNICA: Na região lombossacra, a articulação dos processos articulares pode falhar e levar à
espondilolistese espondiolítica. Isso ocorre porque base do sacro – fisiologicamente – se apresenta inclinada
anterior e inferiormente, formando um ângulo de 40°, chamado de ângulo sacro-horizontal com o indivíduo em
posição ortostática. Dado o ângulo sacro-horizontal, a força resultante do peso corporal ou trauma cria uma
força de cisalhamento anterior e uma força compressiva que atua no sacro (S1). Ocorrem também alterações
hipertróficas na doença degenerativa que podem causar compressão da raiz do nervo espinal.
NOTA CLÍNICA: Nas radiografias da coluna lombar de projeção oblíqua direita/esquerda (3/4) se distingue com
nitidez o clássico "sinal do cão escocês” (de Lachapèle), cujo focinho está constituído pelo processo
transverso; o olho, é o pedículo visto obliquamente; a orelha é a processo articular superior; a pata dianteira é
o processo articular inferior; o rabo é a lâmina e o processo articular superior do lado oposto; a pata traseira é
o processo articular inferior do lado oposto; e o corpo, a lâmina do lado dos ¾. Um ponto importante a
considerar é que o pescoço representa exatamente o istmo vertebral: quando o istmo se rompe (fratura), o
pescoço do cachorro é seccionado; isto permite diagnosticar a espondilólise e procurar o espondilolistese
(deslizamento) de L5 apreciável numa radiografia de perfil.
Articulação craniovertebral
Aqui ressaltamos a presença de duas articulações distintas, as articulações entre o osso occipital e o atlas
(C1): articulações atlantoccipitais; e as articulações entre o atlas (C1) e o áxis (C2), denominadas de
articulações atlantoaxiais.
Articulações atlantoccipitais
São formadas através da articulação entre as faces articulares superiores das massas laterais do atlas e os
côndilos occipitais. São articulações sinoviais do tipo elipsoide com cápsulas articulares finas. Note as faces
articulares para os côndilos occipitais.
Essas articulações permitem movimento da cabeça no sentido anteroposterior (flexão e extensão), em sinal
de aprovação (gesticular “sim”), por exemplo, assim como permitem também a inclinação lateral da cabeça.
As articulações atlantoccipitais são reforçadas e limitadas por duas membranas, a membrana atlantoccipital
anterior e a membrana atlantoccipital posterior, que se estendem, respectivamente, dos arcos anterior e
posterior do atlas às margens anterior e posterior do forame magno. A membrana atlantoccipital anterior é
contínua com o ligamento longitudinal anterior, visto anteriormente.
Membrana atlantoccipital anterior.
Articulações atlantoaxiais
São em número de três: duas articulações atlantoaxiais laterais e uma articulação atlantoaxial mediana.
Se dá através das faces articulares inferiores das massas laterais do atlas e os processos articulares
superiores do áxis. São articulações sinoviais planas.
• Articulação atlantoaxial mediana
É dada pelo processo odontóide do áxis (ou dente do áxis) e uma faceta articular situada na superfície interna
do arco anterior do atlas. É uma articulação sinovial trocoidea (veja na figura).
O movimento que as três articulações permitem é o de rotação lateral da cabeça, como no ato de gesticular o
“não”. Durante esse movimento, o dente do áxis forma um eixo no qual o arco anterior do atlas desliza. Essa
conformação tem um aspecto de anel graças ao ligamento transverso do atlas.
Existem alguns fascículos ligamentosos longitudinais que partem do ligamento transverso do atlas,
seguem inferiormente em direção ao corpo do áxis e superiormente em direção ao osso occipital.
Esses feixes, juntos ao ligamento transverso do atlas, constituem o ligamento cruciforme (em forma
de cruz).
Essas articulações são reforçadas pelos ligamentos alares, que se originam das faces laterais do dente do áxis
até as bordas laterais do forame magno, com função de fixar o crânio e o atlas, assim como conter os
movimentos realizados por estas articulações. Também há reforço da membrana tectória, continuação do
ligamento longitudinal posterior ao passar pela articulação atlantoaxial mediana.
Veja na figura a seguir o processo odontóide do áxis se articulando com o atlas e o ligamento cruciforme do
atlas, formado por fascículos longitudinais e o ligamento transverso do atlas. Os ligamentos alares também
estão presentes na imagem.
[...] Em casos de rompimento de ligamento transverso do atlas, o dente do áxis fica solto, o que causa
subluxação atlantoaxial. Na ausência de um ligamento funcional, a medula espinhal pode ser comprimida
pelo dente e pelo arco posterior do atlas, causando quadriplegia – paralisia dos quatro [Link]
ligamentos alares são fracos, e podem sofrer rupturas em situações de flexão e rotação traumática da
cabeça. O rompimento desse ligamento pode resultar em aumento na amplitude de movimento no lado
contralateral.
Articulação costovertebral
É a articulação dada entre a costela e a coluna vertebral. É formada por dois tipos de articulações: as da
cabeça da costela com o corpo vertebral e o disco intervertebral e as articulações costotransversas, entre o
tubérculo da costela com o processo transverso da vértebra de mesmo número.
Exemplo
A cabeça da quarta costela irá se articular com a parte superior do corpo da quinta vértebra torácica, da
parte inferior do corpo da quarta vértebra torácica e o disco entre essas vértebras. As exceções a essa
regra podem ser encontradas na primeira, décima primeira e décima segunda costelas.
Essa articulação é sinovial do tipo plana, possui uma cavidade articular e um ligamento de reforço, o ligamento
radiado da cabeça da costela e o ligamento intra-articular.
Observe a vista anterior da coluna vertebral e das costelas. A articulação da cabeça da costela está presente,
com a cápsula articular. Os ligamentos radiados também podem ser observados.
Vista anterior da coluna vertebral e das costelas.
Articulação costotransversa
Nessa articulação, o tubérculo de uma costela típica se articula com a fóvea costal do processo transverso da
vértebra de mesmo número. São articulações sinoviais do tipo plana e que possuem como reforço os
ligamentos costotransverso lateral e superior, assim como o ligamento do colo da costela e ligamento do
tubérculo da costela.
Essa articulação permite movimentos não só de deslizamento, mas também elevação e depressão das
extremidades esternais das costelas no plano sagital e no plano transverso, resultando nos movimentos
essenciais para a dinâmica respiratória.
Saiba mais
As costelas flutuantes (décima primeira e décima segunda) carecem dessas articulações e ligamentos.
ligamento sacroilíaco posterior se une com fibras que vão da margem posterior do ílio e da base do cóccix e
formam o ligamento sacrotuberal. Há de se destacar a presença do ligamento sacroespinal nessa região.
Ambos os ligamentos formam, junto às incisuras isquiáticas maior e menor, os forames isquiáticos maior e
menor, que permitem a passagem de estruturas da cavidade pélvica para o glúteo e vice-versa, como as
artérias e nervos glúteos.
Observe a vista posterior do sacro e seus ligamentos. O ligamento sacroilíaco posterior pode ser observado
também, junto aos ligamentos sacroespinal e sacrotuberal, que irão formar os forames isquiáticos maior e
menor.
Conteúdo interativo
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Processo de envelhecimento.
Postura.
Artrose.
Questão 2
Na lâmina.
Musculatura do dorso
O dorso é responsável pela manutenção da postura e na conexão do tronco com os membros. Dessa maneira,
o dorso é uma região rica em elementos musculares.
Sendo uma região ampla, que se estende desde o pescoço até o cóccix, a musculatura do dorso pode ser
dividida de acordo com a região e profundidade em que um determinado músculo está situado.
Plano superficial
Aqui, encontramos dois músculos conhecidos por sua vasta extensão, o músculo trapézio, situado
superiormente, e o músculo latíssimo do dorso (ou músculo grande dorsal), situado inferiormente.
Músculo trapézio
É um músculo largo, com formato triangular, que ocupa o espaço entre o osso occipital e as últimas vértebras
torácicas.
Se origina através da parte medial da linha nucal superior, da protuberância occipital externa e do ligamento
nucal até o processo espinhoso da décima segunda vértebra torácica. O músculo trapézio se insere no
acrômio, no terço lateral da clavícula e na espinha da escápula.
Músculo trapézio.
O trapézio é inervado pelo nervo acessório (fibras eferentes) e, de forma sensitiva, (aferente) pelos ramos
ventrais de C3 e C4 e ramos posteriores dos nervos intercostais.
Esse músculo auxilia na elevação do ombro, além de ser capaz de aproximar o ombro medialmente e
estender a cabeça. O trapézio auxilia na retração e fixação da escápula.
Desse modo, o músculo latíssimo do dorso se origina através dos processos espinhosos das vértebras
lombares, da aponeurose toracolombar, da borda externa da crista ilíaca e das faces laterais das quatro
últimas costelas.
Esse músculo se estende até a região axilar, e, ao alcançar o músculo redondo maior, o latíssimo do dorso
emite um tendão que torce sobre si mesmo de modo a se inserir no sulco intertubercular do úmero.
É inervado pelo nervo toracodorsal (eferente) e, de forma sensitiva, pelos ramos dos nervos intercostais mais
inferiores e ramos dos nervos espinais lombares. É irrigado pela artéria toracodorsal, proveniente da artéria
subescapular, que, por sua vez, surge da terceira porção da artéria axilar.
O músculo latíssimo do dorso tem como função realizar a rotação medial e adução do braço. Auxilia
também na elevação do tronco e extensão do braço. Alguns autores acreditam que, devido às suas
origens nas costelas inferiores, o músculo latíssimo do dorso pode ser considerado como músculo
acessório da respiração.
O músculo grande dorsal pode originar fascículos acessórios, como a variação conhecida como arco axilar (de
Langer). Esse fascículo surge da porção tendinosa do músculo latíssimo do dorso e vai de encontro ao
músculo peitoral maior, podendo causar compressão da artéria axilar e dos nervos adjacentes.
Na região onde esses dois músculos (trapézio e latíssimo do dorso) estão situados (bilateralmente), podemos
observar dois reparos anatômicos importantes clinicamente.
Segundo reparo
Primeiro reparo
Como já falado por Halperin (2018), o
Pode ser observado devido a uma diminuição
outro reparo anatômico é denominado
da espessura da musculatura dorsal. É
de trígono lombar inferior (de Petit). É
chamado de trígono da Ausculta e está
limitado inferiormente pela crista ilíaca e
situado entre margem lateral do músculo
pelas margens do músculo latíssimo do
trapézio, margem superior do músculo
dorso e músculo oblíquo esterno do
latíssimo do dorso e a margem medial da
abdome. O assoalho desse trígono é o
escápula. Este trígono permite a ausculta de
músculo oblíquo interno do abdome. O
sons respiratórios com mais facilidade, com o
trígono de Petit é local frequente de
auxílio de um estetoscópio.
hérnias lombares.
[...] Na região toracolombar bilateral, outro reparo anatômico importante clinicamente é encontrado, o
trígono lombar superior ou quadrilátero (de Grynfelt-Lesshaft). Situa-se entre margem inferior da 12ª
costela, músculo serrátil posterior inferior, músculo oblíquo interno do abdome e músculo quadrado
lombar. Nessa região pode ocorrer um defeito através da fáscia fibromuscular da musculatura abdominal
posterior provocando aberturas no trígono lombar superior levando a hérnia de Grynfelt. Das hérnias
lombares, a hérnia de Grynfelt é mais frequentemente observada que a hérnia de Petit. Elas podem ser
de origem congênita (20%) ou adquirida (80%), sendo a última classificada como primária (espontânea)
ou secundária (iatrogenia, trauma, entre outros).
Plano médio
Outros três músculos compõem o plano médio, como veremos a seguir.
O músculo romboide maior pode retrair ou puxar a escápula medialmente, além de ser capaz de rotacionar a
porção lateral da escápula inferiormente.
Romboide maior.
É inervado por ramos anteriores dos nervos espinais de C3 e C4, assim como o nervo dorsal da escápula. É
suprido por ramos arteriais da artéria cervical transversa e cervical ascendente.
O músculo levantador da escápula eleva o osso homônimo e pode auxiliar na rotação lateral dele.
Músculo levantador da escápula.
Plano profundo
Outros músculos compõem o plano profundo. São eles:
Artéria
Linha nucal Eleva o cervical
superior, ombro, transversa,
protuberância eleva ramos da
Terço lateral Nervo
occipital retrai e artéria
da clavícula, acessório e
externa, roda a occipital,
Trapézio acrômio e ramos
ligamento escápula; artéria dorsal
espinha da dorsais de
nucal e fibras mais da escápula e
escápula C3-C4
processos inferiores ramos das
espinhosos deprimem artérias
de C7 a T12 a escápula intercostais
posteriores
Artéria
toracodorsal,
Processo
ramos
espinhoso de
Estende, posteriores de
T7 a L5,
Sulco aduz e artérias
Latíssimo aponeurose Nervo
intertubercular roda o intercostais
do dorso toracolombar, toracodorsal
do úmero úmero posteriores e
crista ilíaca e
medialmente ramos
as últimas
posteriores
três costelas
das artérias
lombares
Músculo Origem Inserção Ação Inervação Vascularização
Nervo
Artéria dorsal
Levantador Processos Ângulo dorsal da
Eleva a da escápula e
da transversos superior da escápula e
escápula artéria cervical
escápula de C1 a C4 escápula ramos de
transversa
C3-C4
Retrai a
escápula e Artéria dorsal
Processo Nervo
Romboide Borda medial fixa ela na da escápula e
espinhoso de dorsal da
maior da escápula parede artéria cervical
T2 a T5 escápula
torácica transversa
posterior
Ligamento Ramos
nucal e Mesma do Nervo posteriores
Romboide Borda medial
processo romboide dorsal da das artérias
menor da escápula
espinhoso de maior escápula intercostais
C7 a T1 posteriores
Porção
inferior do Margens Ramos
Serrátil ligamento superiores da Ramos posteriores
Eleva as
póstero- nucal, segunda até a ventrais de das artérias
costelas
superior processo quarta ou T1-T4 intercostais
espinhoso de quinta costela posteriores
C7 a T3
Margens
Serrátil Processos inferiores três Deprime Ramos
póstero- espinhosos ou quatro as ventrais de
inferior de T11 a L3 últimas costelas T9-T12
costelas
Músculos espinotransversais
São o músculo esplênio da cabeça e o músculo esplênio do pescoço.
Músculos paravertebrais
Formam uma grande massa muscular situada póstero-lateralmente à coluna vertebral.
O eretor da espinha é formado por três colunas musculares, denominadas de iliocostal, longuíssimo e espinal,
que se subdividem de acordo com a região da coluna em que estão situados (lombar, torácica e cervical).
Essa massa muscular surge de um tendão espesso que se fixa ao sacro, aos processos espinhosos das
vértebras lombares e torácicas (inferiores) e à crista ilíaca.
O músculo eretor da espinha possui papel primordial na manutenção da postura, pois são extensores da
coluna e da cabeça. Fortalecem o dorso e, unilateralmente, possuem capacidade de curvar a coluna vertebral
para os lados.
Iliocostal
Forma a coluna lateral do eretor da espinha. O iliocostal lombar se insere
nos ângulos das seis ou sete costelas inferiores. O iliocostal torácico se
origina dos ângulos dessas costelas e se insere nos ângulos das seis
costelas superiores e no processo transverso de C7. O iliocostal cervical
nasce dos ângulos das costelas superiores e se insere nos processos
transversos de C4 a C6.
Longuíssimo
Forma a coluna intermédia do eretor da espinha. O longuíssimo do tórax
se mistura com o iliocostal lombar, se origina dos processos transversos
das vértebras lombares e se insere nos processos transversos de todas
as vértebras torácicas, assim como nos tubérculos das dez costelas mais
inferiores. O longuíssimo do pescoço surge dos processos transversos
das quatro vértebras torácicas mais altas e se insere nos processos
transversos de C2 a C6. Já o longuíssimo da cabeça surge dos processos
transversos das vértebras torácicas altas e dos processos articulares das
quatro vértebras cervicais mais baixas e se insere no processo mastoide.
Espinal
Compõe a coluna medial do eretor da espinha. O músculo espinal é o
menor dos três. Frequentemente ausente na região cervical, o espinal
torácico surge dos processos espinhosos de T10 e T11, se inserindo nos
processos espinhosos de T1 a T8. O espinal do pescoço surge da porção
inferior do ligamento nucal e dos processos espinhosos de C7 e T1,
inserindo-se no processo espinhoso de C2 (Áxis). O espinal da cabeça se
mistura com o semiespinal da cabeça e se insere nesse mesmo músculo,
que veremos mais adiante.
Músculos transversoespinais
Estes músculos, quando se contraem bilateralmente, estendem a coluna vertebral, em uma ação semelhante
ao do grupo eretor da espinha. Porém, quando apenas um lado dos músculos se contrai, eles puxam os
processos espinhosos em direção aos processos transversos do mesmo lado, o que faz com que o tronco
rode lateralmente.
Músculos semiespinais
Os músculos semiespinais são os mais superficiais dos músculos
transversoespinais. Esses músculos começam na região torácica inferior
e terminam, fixando-se ao crânio, cruzando entre quatro e seis vértebras
de seu ponto de origem ao ponto de inserção. Os músculos semiespinais
são encontrados na região torácica, cervical e no osso occipital.
Músculos rotadores
São os músculos mais profundos do grupo transverso espinal. São
músculos pequenos e que também estão presentes em toda a extensão
da coluna vertebral, porém são mais desenvolvidos na região torácica.
Surgem dos processos transversos das vértebras e se dirigem aos
processos espinhosos da vértebra acima (rotadores curtos) ou duas
vértebras acima (rotadores longos). Os rotadores são classificados de
acordo com a região que estão presentes (rotadores lombares, torácicos
e cervicais).
Extensão da
Ligamento Processo Ramos da
cabeça, Ramos
nucal, mastoide e artéria cervical
Esplênio da flexão lateral posteriores
processo terço lateral profunda e da
cabeça da cabeça e dos nervos
espinhoso da linha nucal artéria
rotação da cervicais
de C7 a T3 superior occipital
cabeça
Extensão do
Ramos da
pescoço, Ramos
Processo Processo artéria cervical
Esplênio do flexão lateral posteriores
espinhoso transverso de profunda e da
pescoço do pescoço dos nervos
de T3 a T6 C1 a C3 artéria
e rotação do cervicais
occipital
pescoço
Músculo Origem Inserção Ação Inervação Vascularização
Iliocostal:
ângulo das
costelas
inferiores e
processos
transversos
das vértebras
cervicais
Longuíssimo:
entre os
Face dorsal
tubérculos e
do sacro,
ângulos das Ramos
crista ilíaca, Estende e
costelas, posteriores Ramos dorsais
processos gira a coluna
Eretor da processos dos nervos de artérias
espinhosos lateralmente,
espinha transversos espinais intercostais e
das assim como
de vértebras em cada lombares
vértebras a cabeça
torácicas e região
lombares
cervicais,
inferiores
processo
mastoide.
Espinal:
processos
espinhosos
das vértebras
torácicas
superiores e
cervicais
médias
Estende a
cabeça,
Ramos
Processos pescoço e
posteriores Ramos dorsais
Processos espinhosos tórax e
dos nervos de artérias
Semiespinal transversos das vértebras rotaciona
espinais intercostais e
de C4-T12 cervical e esses
em cada lombares
torácica elementos
região
para o lado
oposto
Sacro, ílio,
Processos Ramos
processos Estabiliza a
espinhosos posteriores Ramos dorsais
transversos coluna
das duas ou dos nervos de artérias
Multífido de T1-T12 e durante
quatro espinais intercostais e
processos movimentos
vértebras em cada lombares
articulares localizados
acima. região
de C4-C7
Lâminas e
processos
Processos
transversos Ramos
transversos
ou Estabiliza, posteriores Ramos dorsais
das
espinhosos estende e dos nervos de artérias
Rotadores vértebras
das vértebras rotaciona a espinais intercostais e
cervicais,
superiores de coluna em cada lombares
torácicas e
1 (curtos) a 2 região
lombares
(longos)
segmentos
Agora, iremos estudar três pequenos músculos situados no dorso, os levantadores das costelas, os
interespinais e os intertransversos (segmentares). Todos são inervados por ramos posteriores dos nervos
espinais e irrigados por ramos posteriores de artérias intercostais e lombares.
Músculos levantadores das costelas
Surgem dos processos transversos de vértebras C7 e T1 até T11. Possuem direção lateral oblíqua e se dirigem
inferiormente para o tubérculo da costela abaixo. Quando contrai, eleva a costela.
Músculos suboccipitais
São um pequeno grupo de músculos pares situados profundamente na região cervical. Conectam essa região
à região occipital e movem a cabeça. Em essência, eles conectam o áxis ao atlas e ambas às vértebras ao
osso occipital. Este grupo de músculo é inervado pelo ramo posterior do primeiro nervo cervical (nervo
suboccipital) e irrigado por ramos da artéria occipital e da artéria vertebral.
Nervo
Reto Tubérculo Porção medial Ramos das
suboccipital
posterior posterior e inferior a Extensão artérias
(ramo
menor da de C1 linha nucal da cabeça vertebral e
posterior de
cabeça (Atlas) inferior occipital
C1)
Extensão Nervo
Oblíquo Processo Osso occipital, Ramos das
da cabeça suboccipital
superior transverso entre as linhas artérias
e flexão (ramo
da de C1 nucais superior vertebral e
lateral da posterior de
cabeça (atlas) e inferior occipital
cabeça C1)
Nervo
Processo Ramos das
Oblíquo Processo suboccipital
espinhoso Rotação artérias
inferior da transverso de (ramo
de C2 da cabeça vertebral e
cabeça C1 (Atlas) posterior de
(áxis) occipital
C1)
[...] Nessa região, há um espaço importante, denominado de trígono suboccipital. Esse trígono é limitado
medialmente pelo músculo reto posterior maior da cabeça, lateralmente pelo oblíquo superior da cabeça
e inferiormente pelo oblíquo inferior da cabeça. O conteúdo desse trígono é o próprio nervo suboccipital
(ramo posterior do primeiro nervo cervical, C1), a artéria vertebral e veias associadas. É um bom ponto
de reparo anatômico para cirurgias de base de crânio.
Músculos do dorso
No vídeo que você vai ver agora, poderá observar demonstrações dos músculos do dorso abordados no
nosso conteúdo.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
São músculos da região dorsal nos planos superficial, médio e profundo, respectivamente:
Questão 2
Trígono de Petit.
Trígono de Grynfelt-Lesshaft.
C
Trígono de Hasselbach.
Trígono de Scarpa.
Trígono submandibular.
Considerações finais
Como foi observado, a região dorsal é importante para a manutenção da postura bípede e de locomoção.
Estudamos a coluna vertebral e seus elementos constituintes, como as vértebras cervicais, torácicas,
lombares, o sacro e o cóccix. Esses elementos são dispostos crânio-caudalmente e formam um eixo de
sustentação para o corpo.
Estudamos também as articulações que fazem a união desses elementos ósseos, assim como suas
particularidades.
Ao final, estudamos a organização muscular do dorso, que é bastante complexa sob o ponto de vista
anatômico e funcional. Notamos que existem diversos grupos musculares dispostos em camadas e que
podem ser classificados de diversas formas. Vimos músculos grandes, como o latíssimo do dorso, vastos e
grossos, como o eretor da espinha e suas porções constituintes e músculos delgados, finos, mas numerosos,
como os multífidos, presentes em toda extensão da coluna.
Durante a abordagem de todos esses elementos, foram expostas correlações clínicas, que enriquecem e
auxiliam na fixação do conteúdo estudado, além de dar aplicabilidade ao conhecimento anatômico.
Podcast
Agora, o professor Felipe Teixeira vai abordar os tópicos com mais detalhes.
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Explore+
Busque o artigo publicado por Oliveira (2011), Deformidades da Coluna no Adolescente, que traz uma
exposição sobre as deformidades de coluna, como a cifose, escoliose e lordose.
No vídeo intitulado Espinha bífida (mielomeningocele, meningocele, oculta) - causas, sintomas, tratamento , na
plataforma YouTube, há uma explicação ilustrativa de como é formada a espinha bífidas e as diferenças entre
seus tipos (com legendas em inglês).
O vídeo intitulado Caixa torácica Costelas, do canal Anatomia 3D universidade Lyon, na plataforma YouTube,
há, em animação tridimensional, os movimentos de alça de balde e braço de bomba, realizados pelas costelas
durante a respiração, graças à articulação destas com as vértebras torácicas.
Pesquise também o artigo intitulado Estudo do alcance do retalho do músculo grande dorsal para o
revestimento cutâneo da coluna (COSTA et al, 2009) sobre o músculo grande dorsal poder ser utilizado em
cirurgias de retalhos miocutâneos, especialmente em casos de infecção pós-operatória.
Referências
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