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Evolução dos Sistemas de Informação

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INDICE

[Link]ÇÃO......................................................................................................................1

1.1 Objetivos...........................................................................................................................1

1.1.1 Objetivo geral............................................................................................................1

1.1.2 Objetivos específicos.................................................................................................1

[Link].......................................................................................................................2

2.1 Sistemas de Informação....................................................................................................2

3. Evolução histórica dos Sistemas de Informação................................................................4

3.1 – Sistemas de Processamento de Dados.......................................................................5

3.2 - Sistemas de Informação para Gestão..........................................................................6

3.2 - Sistemas de Informação Estratégicos.........................................................................7

3.2 - Sistemas de Informação de Relacionamento..............................................................8

4. ERPs.................................................................................................................................10

4.1 Exemplos de ERPs......................................................................................................12

5. ERP 2................................................................................................................................14

6. O Modelo de Desenvolvimento de Sistemas de Informação............................................14

6.1 A Fase Mecânica.........................................................................................................15

6.2 A Fase Orgânica..........................................................................................................16

6.3 A Fase Social...............................................................................................................16

7. Evolução a nível humano.................................................................................................19

CONCLUSÃO.........................................................................................................................20

REFERÊNCIAS BIBIOGRAFICAS.......................................................................................21
[Link]ÇÃO

Evolução historica de Sistemas de Informação, O século XX é considerado o século da era da


informação. Desde então, a informação começou a fluir, através dos mais variados meios, a
uma velocidade simplesmente impressionante. Desde a invenção do telégrafo (ainda no
século XIX), passando pelos meios de comunicação em larga escala, e mais recentemente o
surgimento da Internet, fez com que o ser humano tenha que lidar todos os dias com um
número muito grande de informação. Podemos entender Sistema de Informação (SI) como
um termo utilizado para descrever um sistema automatizado usado para promover
informação. Sistema esse que pode abranger pessoas, máquinas e métodos organizados de
forma a recolher, processar, transmitir e disseminar dados relevantes para o utilizador. Por
desenvolvimento de Sistemas de Informação entende-se análise, design e implementação de
Sistemas de Tecnologias de Informação que suportem qualquer espécie de negócio em
organizações. Sistemas de Tecnologias de Informação, por seu lado, define-se como sendo o
uso de soluções de hardware e/ou software que melhorem as actividades dentro ou entre
organizações. Estes conceitos começaram a ser utilizados por volta dos anos 50 e 60 do
século XX, e evoluíram desde então até aos dias de hoje. Será apresentado nos capítulos
seguintes a evolução dos Sistemas de Informação e o seu impacto no modo de encarar as
actividades das organizações. Os ERPs (Enterprise Resource Planning) são sistemas de
informação transaccional que surgiram no início da década de 90 e até hoje são utilizados
pelas grandes empresas. Serão também alvo de comentário mais à frente neste artigo dada a
sua importância para as organizações nos dias de hoje. Para além de uma perspectiva
histórica será também feita uma pequena overview do modelo de desenvolvimento dos
Sistemas de Informação de Ackoff.

1.1 Objetivos

1.1.1 Objetivo geral


 Analisar a evolução histórica dos Sistemas de Informação, destacando suas
transformações tecnológicas e impactos nas organizações e na sociedade.

1.1.2 Objetivos específicos


 Examinar as principais inovações tecnológicas que marcaram cada fase da evolução
dos Sistemas de Informação.

1
 Avaliar os impactos dos Sistemas de Informação nas operações e estratégias das
organizações ao longo do tempo.
 Discutir as tendências atuais e futuras dos Sistemas de Informação e seu potencial
impacto no desenvolvimento organizacional e social.
 Investigar casos de estudo relevantes que exemplifiquem a aplicação e evolução dos
Sistemas de Informação em diferentes contextos organizacionais.

[Link]

2.1 Sistemas de Informação

Qualquer sistema implica que várias partes trabalhem juntas visando um objectivo comum. O
mesmo se verifica num Sistema de Informação, onde o objectivo é um fluxo de informações
confiável e pouco burocrático. Num Sistema de Informação bem desenhado e construído, as
vantagens passarão por um acesso rápido às informações, uma garantia de integridade e
veracidade da informação, bem como uma garantia de segurança de acesso à informação. Ao
contrário do que muitos pensam, um Sistema de Informação pode não ter que
necessariamente comportar computadores, basta que existam de gestão empresarial, todos
eles contribuíram ao longo dos tempos para uma diminuição de esforço e, com isso,
aumentar o tempo disponível para diversas partes que trabalhem entre si de forma a gerar
informações. Pode ser completamente manual, ou baseado em Tecnologias da Informação
(chamando-se neste caso SI/TI, pelo que normalmente se usa apenas a abreviação SI para o
denominar). O facto de serem usados computadores nos SI/TI, tal não invalida que o factor
humano não esteja inserido no processo.

Os Sistemas de Informação, desde o seu início, foram uma importante ferramenta de


aumento de competitividade e aumento de produção das organizações. Desde os mais
primitivos organizadores de dados até sistemas complexos outras actividades importantes
para a empresa ou organização. É fundamental, no entanto não esquecer, que nem só de
hardware e software é constituído um Sistema de Informação. Sem a presença humana, com
o seu “Capital Humano”, não seria possível um SI representar valor para uma organização.
Sem os SI, por seu lado, o

elemento humano não conseguiria em tempo útil adaptar-se às mudanças do ambiente


competitivo actual.

2
Fundamentalmente, as organizações utilizam os SI/TI de forma a:

automatizar os processos produtivos

 construir uma arquitectura de informação alinhada com os negócios da empresa

 integrar os clientes e fornecedores através de informação

O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa ou organização a alcançar seus


objectivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas,
materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. MAFFEO apud
STRAUHS, em 1998, descreve Sistemas de Informação (SI) como sistemas abertos, total ou
parcialmente automatizados, pertencentes ao mundo real e concebidos para atender à
necessidade do ambiente em que está inserido, comportando-se como um mecanismo de
estímuloresposta. Os Sistemas de Informação têm então a principal função de produzir e
armazenar informação, fazendo por isso parte de um mais abrangente sistema de produção de
conhecimento. O SI fornece informações relevantes, para depois, o elemento humano,
analisar e tomar decisões. É nesse sentido importante que as informações fornecidas estejam
actualizadas quer no meio interno como externo.

3
Podemos representar um Sistema de Informação de uma forma genérica e abstracta através da figura 1 acima.

Como podemos observar, de uma forma geral um SI funciona em ciclo constante onde, para
além das máquinas, entram actores humanos. O SI propriamente dito, recebe do exterior
informação de diverso tipo e em diferentes formatos. Essa informação é então devidamente
tratada e transformada. É analisada e avaliada como relevante - sendo guardada internamente
- ou então como não relevante -sendo rejeitada. Essa informação armazenada é usada quer
internamente, quer para ser distribuída ou apresentada para o exterior. É nesta fase do
processo que é importante existir uma boa rede de comunicação (normalmente com o actor
humano).

3. Evolução histórica dos Sistemas de Informação

O século XX é considerado o século da era da informação. Desde então, a informação


começou a fluir, através dos mais variados meios, a uma velocidade simplesmente
impressionante. Desde a invenção do telégrafo (ainda no século XIX), passando pelos meios
de comunicação em larga escala, e mais recentemente o surgimento da Internet, fez com que
o ser humano tenha que lidar todos os dias com um número muito grande de informação.

A informação é tida como uma fonte de poder, uma vez que através da análise dos factos
passados é-nos possível compreender o presente e tentar antever o futuro. É na informação,
pois claro, que se baseiam os Sistemas de Informação. Antes mesmo da popularização dos
computadores, já existiam sistemas de informação. Nessa altura, os SIs reduziam-se a
técnicas rudimentares de arquivamento e pesquisa de informação em grandes arquivos. Era
normal existir uma pessoa encarregue de registar os dados, organizá-los, catalogá-los e
quando necessário recuperá-los – o “arquivador”. Apesar de simples, este método exigia, no
entanto, um enorme esforço para manter os dados constantemente actualizados. O facto de as
informações estarem registadas em papel não ajudava no cruzamento e análise dos dados.
Um simples inventário de stock era na altura uma tarefa complexa e que podia originar um
grande número de erros e problemas.

Enquanto que tradicionalmente os Sistemas de Informação eram considerados um produto ou


um serviço, são hoje em dia tidos como um facilitador da inovação. O desenvolvimento de
aplicações foi durante muito tempo a principal preocupação dos Sistemas de Informação,
mas hoje em dia assiste-se também a uma focagem na gestão das Tecnologias da Informação.
As próprias estratégias de desenvolvimento de Sistemas de Informação são cada vez mais
variadas e complexas, incluindo métodos orientados a objectos, sistemas empresariais

4
integrados, e outsourcing para além do tradicional autodesenvolvimento e a compra de
pacotes de software.

Faremos agora um overview da evolução histórica dos Sistemas de Informação e as


tecnologias que os suportaram ao longo dos tempos, salientando os ERPs (Enterprise
Resource Planning), pela sua importância estratégica para as empresas actuais.

Fig. 1 – Evolução dos Sis.

Considera-se que o início da computação se deu com o ENIAC em 1945. ENIAC significa
Electronic Numerical Integrator and Computer (Integrador Numérico Electrónico e
Computador), e foi o primeiro computador electrónico e digital capaz de ser re-programado
de forma a resolver diversos problemas computacionais. Foi desenvolvido pela Army
Ordnance de forma a calcular tabelas de fogo da artilharia para a segunda Guerra Mundial.
Pesava cerva de 27 toneladas e custou na altura cerca de 500.000 dólares. Estava então
iniciada a era da computação como a conhecemos hoje. No entanto, os primeiros passos no
desenvolvimento de Sistemas de Informação capazes de auxiliar as organizações e empresas
só surgiram mais de uma década depois.

3.1 – Sistemas de Processamento de Dados

Na década de 60 surgem então os primeiros Sistemas de Processamento de Dados. Entendase


por processamento de dados qualquer processo computacional que seja capaz de transformar
dados em informação relevante. Assume-se que este processo de transformação seja
automático e que esteja a correr num programa de computador.

5
A IBM lança, em 1959, o seu famoso IBM 1401, e com ele surge a oportunidade de se
começar a processar diferentes tipos de dados importantes de uma forma rápida e organizada.
O IBM 1401 conta já com algumas aplicações úteis e orientadas ao negócio. Inventários,
stock, registos de pagamentos e vendas, estatísticas e relatórios periódicos, são algumas das
funcionalidades do IBM 1401. Note-se que, já na altura, todos os esforços iam no sentido de
poupar o máximo tempo possível, bem como de organizar de forma lógica e de fácil acesso a
informação relevante para o negócio. As instituições bancárias são quem, na altura, mais
recorre a este tipo de computadores para o processamento dos seus dados.

A IBM continua no desenvolvimento de computadores, e lança em 1965 o IBM 360. Este


modelo conta já com 8 bits para codificar caracteres e surge então o termo byte. Conta ainda
com uma memória base de 32Kbytes e com a capacidade de ser comandado a partir de uma
máquina de escrever. Era possível ainda conectar ao IBM 360, discos magnéticos para
armazenamento de dados. Este modelo foi ainda um dos pioneiros na utilização de
processamento à distância, pois permitia o funcionamento on-line através de linhas
telefónicas.

No fim da década de 60, surge a ARPANet (Advanced Research Projects Agency Network),
uma rede militar de defesa dos Estados Unidos que viria a ser a mãe da Internet, que tinha
como objectivo desenvolver uma rede de comunicação que fosse capaz de resistir a um
ataque da União Soviética ao Pentágono. É então nessa altura que os primeiros passos são
dados no desenvolvimento de SI/TI, em que os simples Sistemas de Processamento de Dados
começam a ser substituídos por algo mais complexo e maduro: Sistemas de Informação para
a Gestão.

3.2 - Sistemas de Informação para Gestão

Estes sistemas eram usados essencialmente para produzir relatórios pré-definidos de interesse
para o negócio, como por exemplo relatório de lucros, balanços, estatísticas e relatórios de
vendas. O seu papel seria o de servir de apoio às tomadas de decisão, mas estes sistemas
eram ainda bastante limitados nesse sentido. No entanto, os Sistemas de Informação para
Gestão não se limitavam a análise de dados e estatísticas. Eram utilizados também como
ferramenta de Administração por Objectivos (ou MBO -
Management by objectives). Isto é, ajudavam:

 a estabelecer objectivos relevantes e concretos,

6
 monitorizar resultados e performances,

 estabelecer taxas de sucesso,

 enviar alertas em caso de discrepância entre resultados e objectivos.

Em 1973 surge a Ethernet e em 1977 o protocolo TCP/IP, começando o desenvolvimento da


internet como a conhecemos hoje. Com o início da década de 80, surgem os primeiros
computadores pessoais (personal computer) da IBM. Com a computação descentralizada, e já
com vários computadores pessoais, as empresas podiam agora distribuir o processamento da
sua informação pela organização. Os sistemas de apoio à decisão então introduzidos eram
interactivos na medida em que permitiam escolher entre um número variado de opções e
configurações, bem como o de configurar os programas de forma a ir de encontro às
necessidades de cada um. Estes sistemas vinham pouco e pouco sendo aperfeiçoados. Um
dos seus grandes problemas era o facto de produzirem resultados em grande quantidade, sem
que necessariamente fossem relevantes para as tomadas de decisão. Foi devido a isto que
surgiu o conceito de Sistema de Informação Executivo, no qual a informação passada ao
“executivo”, ou a quem tomava as decisões, era apenas aquela que ele pretendia e só a que
ele pretendia.

O suporte à decisão trouxe aos Sistemas de Informação a possibilidade da colocação de


questões “E se..?”, de simular diferentes cenários e estudar as suas consequências. Começa-
se então a encarar os sistemas de informação como um meio de traçar uma estratégia para o
negócio. Surge então o conceito (a meio da década de 80) de Sistemas de Informação
Estratégicos.

3.2 - Sistemas de Informação Estratégicos

Os Sistemas de Informação Estratégicos são a evolução natural dos Sistemas de Informação


para Gestão em virtude da necessidade de as empresas tirarem partido da informação
relevante que guardam, para obter vantagem em relação aos seus concorrentes. A estratégia
pode mesmo passar por ter que redefinir os objectivos da empresa de forma a esta se ajustar
às alterações do mercado. Segundo Charles Wiseman (Strategy and Computers 1985) um
Sistema de Informação Estratégico não é mais do que “O sistema de informação que suporta
ou altera a estratégia da empresa". Os conceitos chave na gestão estratégica das empresas são
fundamentalmente:
7
• Melhoramento da posição da empresa através do estabelecimento de objectivos
específicos e não objectivos genéricos como o aumento do lucro ou redução de custos

• Avaliação da performance da empresa com base nos objectivos estabelecidos

• Disponibilização da informação relevante a quem toma as decisões estratégicas

• Avaliação e gestão do “capital intelectual”, aptidões e experiência da força de


trabalho

• Gestão baseada em actividade, que pretende que a avaliação de clientes e projectos


seja feita de acordo com os custos e benefícios totais à organização, e não privilegiar
apenas aqueles que trazem um maior rendimento.

Estes sistemas acabam por usar os conceitos de estratégia negócio de Michael Porter, T.

Peters, J. Barney, etc. No fundo, o suporte estratégico encapsulado num Sistema de


Informação tem como objectivo tornar a empresa o mais competitiva possível. Em primeira
instância um SI deste tipo será um suporte na ajuda ao controlo da cadeia interna. São
soluções ao nível do gestor e passam por reduções de custos e gestão de performance.
Indicam-se como Análise de Fluxo de Negócio (ou BWA - Business Workflow Analysis). São
também um auxílio na procura e manutenção de competências chaves de uma empresa.
Entende-se por competência chave os serviços ou produtos que distinguem uma empresa da
sua concorrência. Se essa vantagem se estende a longo prazo denomina-se vantagem
competitiva persistente. São muitas vezes os SIs que constituem essas competências chave.
Um dos exemplos mais famosos de uma vantagem competitiva persistente com auxílio de um
Sistema de Informação é o Wal-Mart, a cadeia de supermercados dos Estados Unidos. Esta
empresa utilizava uma rede que integrava toda a sua cadeia de fornecimento (ou Supply
Chain). Isto é, a comunicação com os seus fornecedores era rápida e eficaz, tornando-se
muito mais rápidos na reposição do seu stock, ao contrário dos seus concorrentes da altura.
Outro exemplo famoso pertence à empresa informática DELL. A possibilidade de permitir
que o cliente construísse um computador à sua medida através do web site da empresa
trouxe-lhe uma vantagem significativa em relação à concorrência.

Nasce em 1993 a World Wide Web (WWW), e rapidamente a internet espalha-se um pouco
por todo o mundo, conectando milhares de pessoas. Com o início da década de 90, e os seus
avanços técnicos nomeadamente a nível de comunicações, o modo de pensar o negócio é

8
alterado. As necessidades dos clientes mudam, os processos de negócio das organizações são
redesenhados, surgem as DatawareHouses, etc dá-se inicio ao que alguns denominam por
Sistemas de Informação de Relacionamento.

3.2 - Sistemas de Informação de Relacionamento

Os Sistemas de Informação de Relacionamento podem ser considerados um sub-conjunto dos


Sistemas de Informação Estratégicos. Com o aparecimento das teorias de reengenharia de
processos, desenvolvida por Michael Hammer, e que consistia no redesenhamento de
processos de trabalho da empresa ou organização partindo da utilização das Tecnologias de
Informação e da focalização nas necessidades dos clientes, os SI passaram a ser uma
importante ferramenta na redefinição dos processos de negócio, quer dentro quer fora da
organização. Esta teoria utiliza o

conceito de processos horizontais, que atravessam funcionalmente a estrutura da empresa,


bem como a existência de equipas multifuncionais. Este tipo de sistemas está também muito
mais focado na comunicação com o cliente e com os stakeholders da empresa. Um exemplo
deste tipo de sistemas é a inclusão de respostas-tipo a perguntas-tipo dos clientes, bem como
a inclusão no SI de áreas onde os empregados podem sugerir novas ideias.

De uma forma geral podemos resumir as funções e os objectivos, dos 4 sub-tipos de Sistemas de Informação

referidos, no quadro

9
Apesar das melhorias significativas em relação aos Sistemas de Processamento de Dados dos
anos 60, nos sistemas mais modernos assistese a problemas derivados da sua complexidade.
Com a distribuição e repartição da informação por toda a empresa, é normal que haja uma
desagregação da informação, o que pode levar a incoerências, redundâncias desnecessárias,
incompatibilidades dos mais variados tipos, etc.

4. ERPs

Foi no seio da evolução das redes de comunicação entre computadores e da arquitectura


cliente/servidor que o conceito de ERP (Enterprise Resource Planning) ganhou o seu maior
impulso. Os ERPs são os mais conhecidos sistemas de informação transaccionais (OLTP -
Online Transaction Processing) cuja função é “armazenar, processar e organizar as
informações geradas nos processos organizacionais agregando e estabelecendo relações de
informação entre todas as áreas de uma companhia”. Os ERPs de uma forma geral são
software que integra diversos departamentos de uma empresa ou organização e automatiza e
armazena todas as informações do negócio.

Os MRPs (Material Requirement Planning) foram os primeiros antecessores dos ERPs e


surgiram na década de 70 sob a forma de conjunto de sistemas que eram capazes de
comunicar entre si e que já planeavam de certa forma o uso dos inputs da organização e
administrar as diversas fases do processo produtivo. O MRP evoluiu para o MRP II na
década de 80 com o aparecimento do conceito de servidor em substituição dos mainframes.
Estes últimos já controlavam outras actividades como a mão-de-obra e a maquinaria
envolvida no processo produtivo.

Nos anos 80, já com a denominação de ERP um pouco divulgada, este tipo de sistemas
começou a incorporar novos módulos de gestão, nomeadamente de finanças, compras e
vendas, recursos humanos, etc. As áreas mais ligadas à administração passaram então a fazer
parte dos sistemas informatizados.

Na década de 90 deu-se o boom dos ERPs. O conceito ganhou força principalmente pelo
grande avanço tecnológico da altura – microprocesamento e servidores a preços acessíveis.
Antes do ano 2000 e da ameaça do “bug do milénio” (problema dos dois 0s na data dos
computadores), muitos fabricantes de ERPs venderam os seus produtos como um substituto
dos sistemas que não resistiriam ao bug.

10
Uma empresa que adopte um ERP pode contar com mais confiabilidade dos dados,
monitorizados em tempo real, e uma diminuição do trabalho. De uma forma geral podemos
entender um ERP como uma grande base de dados com informações que interagem e se
realimentam. Como a complexidade de todo o processo de produção, venda, facturamento,
etc, fica reduzida graças à automatização que o ERP traz, a empresa tem agora mais tempo
para diminuir os gastos e para repensar a cadeia de produção. Há exemplos de empresas que
reduziram o seu tempo entrega de meses para umas meras semanas graças ao ERP que
implementaram, pois a comunicação com os fornecedores se tornou mais estreita.

Podemos dividir um projecto de um ERP para uma empresa em 6 fases:

• Fase 1: Análise dos processos e práticas do negócio. É feita uma profunda observação
da empresa e avaliada a necessidade ou não da implementação de um ERP.

• Fase 2: Escolha e configuração da aplicação a implementar. Definição do modelo de


funcionamento.

• Fase 3: Testes à aplicação de forma a detectar eventuais erros e problemas. Na figura


3 está o tempo médio de duração das fases até ao momento.

Fig. 3 – Duração média de adaptação Fig. 4 – Duração média das 3 primeiras fases do ERP

11
• Fase 4: Treino dos profissionais que vão trabalhar com o novo ERP.

• Fase 5: Implementação propriamente dita do software.

• Fase 6: Avaliação da solução implementada. Observa-se o funcionamento e decide-se


se é necessário melhorar algo ou se está a funcionar correctamente.

• Na figura 3 está representada a duração média de adaptação quer dos clientes quer
dos fornecedores à nova solução de software de apoio ao Sistema de Informação.

Ao longo da vida do ERP são feitas avaliações de tempos a tempos de forma a avaliar se
continuam a par das necessidades actuais da organização. É possível que a certo altura seja
necessário mudar ou acrescentar um módulo, ou simplesmente eliminar algum. Este é um dos
pontos fortes deste tipo de sistemas: a integração entre os módulos. É também de fácil
utilização pois normalmente as operações estão padronizadas e são semelhantes nos
diferentes módulos.

De uma forma geral, podemos resumir as vantagens do uso de ERPs a:

• Redução de custos

• Aumentar a eficiência através da optimização do fluxo de informação

• Eliminação do uso de interfaces manuais

• Optimização do processo de tomada de posições

• Reduzir os tempos de resposta ao mercado

• Eliminação de redundâncias

4.1 Exemplos de ERPs


Existe um grande leque de soluções ERPs no mercado actual, pelo que só serão referenciadas
algumas consideradas mais populares.

4.1.1 – R/3
O ERP R/3 da SAP AG (originalmente chamada de Systeme, Anwendungen und Produkte in
der Datenverarbeitung) é uma solução de software para sistemas cliente/servidor e

12
distribuídos e é actualmente o software deste tipo mais usado no mundo. Este software pode
suprir as necessidades de uma simples empresa de 10 empregados, como uma multinacional
de renome. Tem a grande vantagem de ser altamente configurável e adaptável a cada tipo de
organização, através da linguagem de programação proprietária da SAP, a ABAP/4.

A arquitectura do R/3 usa servidores de aplicação (onde se encontra o software) e de base de


dados (onde são guardadas todas as informações do Sistema de Informação). O sistema
suporta diversas configurações de hardware e um número ilimitado de servidores. Corre
sobre a maioria dos sistemas UNIX, sobre Windows NT e OS/400. Este software nos seus
primeiros 5 anos passou de 100 instalações para 15000, e de 4000 utilizadores para mais de
2,5 milhões.

4.1.2 – Baan IV
O software da Baan foi originalmente desenvolvido pela empresa holandesa Jan Baan, tendo
sido inicialmente conhecido por Triton. O software mais conhecido desta empresa é Baan IV.
Este software assenta em sistemas operativos UNIX e em Windows 95 e NT. Possui diversos
módulos como: financeiro, logístico, de produção, de transporte, etc. O Baan IV conta
também com diversas opções para o funcionamento multi-empresa, úteis para empresas que
estão inseridas em grupos de empresas.

O Baan IV conta com aplicações para a gestão como ambientes computacionais, e


conectividade a desktops e à internet para potenciar a flexibilidade requerida pelos negócios.

4.1.3 – JDEdwards software


A JDEdwards foi fundada em 1977 e também disponibiliza para todo o mundo algumas
soluções de software empresarial para diversas plataformas como UNIX e Windows NT.
Conta com parceiros de peso como a IBM, a Microsoft e a [Link] empresa fornece uma
ferramenta, a ActivEra e-business e uma estratégia, a ActivEra Knowledge Management.

O ActivEra e-Business possibilita às empresas funcionar como corporações virtuais para os


clientes, fornecedores e parceiros. É claramente uma ferramenta mais voltada para o negócio
electrónico, e oferece uma solução dinâmica e flexível que tira proveito das características da
Internet. Este produto possui três elementos integrados:

• aplicações self-service, que estendem o software corporativo a parceiros, funcionários


e clientes

• ActivEra Portal, que permite personali-zar aplicações e serviços

13
• Comunidades de negócios, um espaço onde os clientes, os fornecedores e os
parceiros podem colaborar com o sistema

A estratégia ActivEra Knowledge Management oferece recursos de business intelligence,


incluindo uma aplicação de análise de desempenho (scorecard), bem como recursos
analíticos de de Data Warehousing.

4.1.4 – PeopleSoft 8.0


A PeopleSoft fundada em 1987 fornece também soluções ERP baseadas numa arquitectura
cliente/servidor. Esta empresa fornece aplicações para diversas áreas como: recursos
humanos, gestão financeira, distribuição, produção, etc. O seu produto mais famoso é o
PeopleSoft 8.0, onde se destaca a componente iClient, que permite aceder às aplicações do
PeopleSoft8 através de um cliente web.

5. ERP 2

Com a crescente colaboração comercial que utiliza a internet – mais vulgarmente conhecido
por e-business – surge a necessidade das empresas integrarem o seu Sistema de Informação
não só internamente mas também com o exterior. É neste contexto que está a surgiu o
conceito de ERP 2, uma evolução dos ERPs normais, voltado para uma integração de vários
sistemas de diferentes empresas.

6. O Modelo de Desenvolvimento de Sistemas de Informação

Especialistas teóricos de sistemas foram vitais no desenvolvimento de Sistemas de


Informação. Russel Lincoln Ackoff, professor na Wharton School da Universidade da
Pensilvânia, realçou nos inícios da era dos Sistemas de Informação, cinco pressupostos
errados comuns entre os designers de Sistemas de Informação que foram revistos e então
largamente aceites pela comunidade. Charles West Churchman, em 1979, sugeria já que os
designers de SIs deveriam explorar o modelo do utilizador, estudar a sua confiabilidade e o
significado da informação para o utilizador.

Ackoff, em 1994, estabeleceu três tipos de perspectivas para analisar as características de


uma organização. Esta perspectiva é útil para entendermos melhor o desenvolvimento dos
sistemas de informação ao longo dos tempos. As fases do modelo de Ackoff reportam-se ao
período que vai dos anos 50 até aos anos 90. Devido aos progressos e limitações das

14
Tecnologias de Informação, o período das diversas fases do desenvolvimento dos Sistemas
de Informação não é compatível com as etapas evolucionárias das organizações modernas.
No entanto, se não tivermos em conta as limitações tecnológicas, parece que ambas evoluem
de forma semelhante. As diferentes etapas são então identificadas pelos diferentes papéis e
missões do SI para a organização como uma máquina, um organismo e um sistema social.

Com base nos seus papéis e missões, o desenvolvimento dos SIs desde os anos 50 divide-se
em três categorias segundo o modelo de Ackoff. Na etapa mecânica, o papel dos SI é suportar
as organizações como se fossem uma máquina, enquanto que a suas missões são suportar os
sistemas de processo transaccional e controlo operacional. Na fase orgânica, o papel dos SI é
suportar a organização como um organismo e as missões passam pelo suporte dos sistemas de
processo transaccional e todos os níveis de gestão. Na etapa social, o papel dos SI é suportar
a empresa como um sistema social, e a sua missão deve ter em conta a própria organização,
as suas componentes e outras organizações.

apenas simples aplicações de contabilidade geral, e sistemas de logística básicos. Apesar de


os SI terem evoluído de simples aplicações para aplicações distribuídas e de vários níveis, os
seus objectivos iniciais eram o de substituir o pessoal por máquinas, e assim reduzir custos.
Devido aos referidos pressupostos errados levantados por Ackoff, os gestores eram
carregados com um enorme número de informação irrelevante. Foi então necessário repensar
o design dos SI, e quando estes começaram a tornar-se mais complexos, reconheceu-se que a
interacção entre o utilizador e o designer era fundamental.

Quando a missão dos SI passa a ser orientada para a gestão ao contrário da orientada para as
operações, entramos na a fase orgânica.

6.1 A Fase Mecânica

Nos anos 50 e 60, os mainframes eram a única escolha para desenvolver aplicações. As
aplicações eram na altura vistas como máquinas, e os Sistemas de Informação vistos como
meros produtos. Como referido anteriormente, as aplicações de SI suportavam nos seus
primórdios apenas simples aplicações de contabilidade geral, e sistemas de logística básicos.
Apesar de os SI terem evoluído de simples aplicações para aplicações distribuídas e de vários
níveis, os seus objectivos iniciais eram o de substituir o pessoal por máquinas, e assim
reduzir custos. Devido aos referidos pressupostos errados levantados por Ackoff, os gestores
eram carregados com um enorme número de informação irrelevante. Foi então necessário

15
repensar o design dos SI, e quando estes começaram a tornar-se mais complexos,
reconheceu-se que a interacção entre o utilizador e o designer era fundamental. Quando a
missão dos SI passa a ser orientada para a gestão ao contrário da orientada para as operações,
entramos na a fase orgânica.

6.2 A Fase Orgânica

Visto que um sistema orgânico tem de ser um sistema aberto, a identificação dos objectivos
do sistema tem que ter em conta as interacções deste com o meio circundante. Por volta dos
anos 70 começou a incorporar-se nos Sistemas de Informação uma componente de apoio às
decisões. Vários teóricos da altura sugeriram modelos que incluíam um componente mais
orientada para novos tipos de percepção da informação, bem como uma focalização nas
relações. Alguns factores sociais são começados a ser tidos em conta.

É nesta altura que começam a ser reconhecidas as dificuldades na análise de requisitos de


informação. G.B. Davis, em 1982, propôs três tipos de dificuldades em obter informação
precisa e completa:

• A limitação dos ser humano como processador de informação

• A complexidade e dinâmica dos requisitos de informação

• A interacção entre o utilizador e o designer

Estes factores complicaram o desenvolvimento de SI e as metodologias orientadas a


processos. Com o surgimento de microprocessamento e a capacidade do desenvolvimento de
componentes de suporte do SI, a missão dos SI passou de apenas um suporte da organização,
mas também dos seus componentes, entrando-se assim na fase social.

6.3 A Fase Social

Um sistema social deve ter em conta os seus objectivos bem como o dos seus componentes.
Nesta etapa, ou fase, os gestores dos Sistemas de Informação devem gerir as interacções da
sua empresa e das outras empresas com o meio ambiente. A interacção utilizador-designer da

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fase transacta deve agora evoluir para uma interacção que envolva para além dos referidos
também os parceiros e os fornecedores.

Nesta fase podem-se dividir as missões do SI em três níveis diferentes: nível da organização,
nível dos componentes, nível de outras organizações.

 Nível da Organização

Na fase social, as missões tornam-se muito mais complexas e dinâmicas. Sistemas de


suporte à decisão são desenvolvidos com objectivo de ajudar o gestor nas suas escolhas.
Nesta fase, o desenvolvimento de Sistemas de Informação vai muito para alem da
organização visto que permite implementar estratégicas de TI num ambiente turbulento,
de forma a criar vantagem competitiva. Com as novas TI é possível implementar novas e
diferentes estratégias. A questão passa então agora a ser como ligar as novas tecnologias
às novas necessidades que o modelo do utilizador trouxe.

 Nível dos Componentes

Nesta fase, é dada mais importância aos componentes dos SI, de forma a eles atingirem
os seus próprios objectivos. O processamento distribuído (DDP) permite que cada
componente desenvolva as suas próprias aplicações sem problemas de backlog. A
computação end-user (EUC) aumenta a performance individual e aumenta a
produtividade do trabalho em grupo.

 Nível das outras organizações

Durante esta fase, os maiores desafios para os departamentos de SI das empresas vêm de
fora da organização, do seu ambiente. A missão de suportar os diferentes objectivos de
uma organização e os seus componentes podem então vir de dentro ou de fora da
empresa. Os departamentos de SI exteriores aos da organização podem então cooperar ou
competir com os departamentos interiores à empresa.

6.3.1 Estratégias de Desenvolvimento dos SI

As estratégias do desenvolvimento dos Sistemas de Informação na fase social podem ser


divididas em três sub-categorias: fit (encaixar), adapt (adaptar) e follow (seguir); e em cinco
formas de as encarar: auto-desenvolvimento, software em pacotes, outsourcing, sistemas
interorganizacionais e sistemas empresariais.

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A estratégia de encaixe (fit) é considerada de alto controlo pois é desenvolvida por
departamentos internos e é desenhada para se enquadrar no contexto organizacional. A
estratégia adaptativa (adapt) é de controlo médio visto que tanto é desenvolvida por
departamentos de SI internos como externos à organização. A estratégia de seguimento
(follow) é já considerada de baixo controlo, pois para além de ser totalmente desenvolvida
por departamentos externos está à mercê do que os vendedores oferecem O auto-
desenvolvimento, como próprio nome indica, é o desenvolvimento do software realizado nos
departamentos de SI da organização. Os sistemas inter-organizacionais são o melhor exemplo
de Sistemas de Informação competitivos que ligam as organizações aos seus fornecedores e
clientes. O outsorcing tornou-se recentemente um dos mais populares desenvolvimentos de
SIs e de TIs [15]. Por vezes a compra de software em pacotes não satisfaz as necessidades da
empresa, e o autodesenvolvimento pode não valer a pena e ser muito dispendioso em termos
de tempo e dinheiro. Só deve ser feito o outsource de funções que sejam mera comodidade, e
não funções estratégicas para a empresa (essas devem ser desenvolvidas internamente). A
compra de software em pacotes é provavelmente a forma mais rápida e barata de implementar
um Sistema de Informação. No entanto, este tipo de solução pode não ser a mais adequada
para as necessidades da empresa. Os sistemas empresariais tentam ser uma solução que seja
facilmente integrável, daí a sua atractividade para as empresas. No entanto, são sistemas
muito complexos, e a sua alteração é desencorajada. A implementação deste tipo de solução é
também muito complexa e exige muito esforço por parte da empresa.

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Resumo das etapas de desenvolvimento dos SI

No quadro podemos ver um resumo das várias etapas do desenvolvimento e as suas


principais características.

7. Evolução a nível humano

Da mesma forma que os Sistemas de Informação/Tecnologias da Informação evoluíram nos


últimos 40 anos, assim evoluíram quem com eles lida, desde o cliente até ao CIO, passando
pelos técnicos e empregados. Na década de 60, os gerentes dos então Sistemas de
Processamentos de Dados referidos anteriormente, actuavam nos “seus sistemas fechados e
seus ranços tecnológicos”. Era uma gestão baseada num modelo obsoleto, ainda ligado
normalmente a um conceito de gestão centralizada e autoritária. Esses velhos gerentes foram-
se pouco a pouco transformando em algo mais dinâmico e mais versátil, com uma mente
aberta para as novas tecnologias e para os avanços do mundo empresarial. O velho Sistema
de Processamento

de Dados deu lugar a uma “unidade de TI”, isto é, a uma área ou um departamento
responsável pela informática e pelos recursos de TI de uma empresa. O gestor actual encara
agora a sua TI como uma verdadeira ferramenta de trabalho, ao mesmo tempo que tem (ou
pelo menos deve ter) uma “clara visão da abordagem sociotécnica, humanista e da teoria
geral de sistemas”. As capacidades de um gestor deste tipo sempre envolveram lidar com
recursos humanos, projectos, processos, dinheiro, materiais, tempo, etc. Hoje em dia, o gestor
já não actua perante esta sua envolvência com uma atitude autoritária como na década de 60,
mas sim utilizando a chamada gestão participativa.

O gestor de TI é agora chamado de CIO (Chief Information Officer), e é o responsável


máximo pelos recursos tecnológicos e pela utilização estratégica das informações, estando
normalmente ligado à administração da empresa.

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CONCLUSÃO

Dados são aquilo que uma empresa consegue sensoriar. Pode estar sob a forma de números,
de letras, ou outro qualquer formato, mas que isoladamente não contêm qualquer significado
claro e relevante. Quando esses dados são tratados e lhes são atribuído algum valor
significativo ou algum sentido lógico, passamos então a ter informação. Quando a
informação disponível (os dados já tratados) é trabalhada e é possível através dos mais
diversos meios (humanos, computacionais, etc) gerar cenários e situações hipotéticas,
simular e encontrar oportunidades, estamos perante conhecimento. Neste processo que torna
o dado em conhecimento temos um Sistema de Informação. Um sistema que actua em
circuito permanente e que normalmente se auxilia das Tecnologias da Informação para
cumprir os seus objectivos.

Estes sistemas começaram a tomar forma na década de 60 com simples processadores de


dados. Esses métodos eram extremamente dispendiosos quer a nível financeiro quer a nível
de tempo. O tipo de comunicações na altura não estava muito desenvolvido e normalmente
os departamentos informáticos estavam em grandes centros de tecnologia. Apesar da aparente
simplicidade do software que apoiava os sistemas de informação da altura, estes exigiam
sempre o recurso a pessoal extremamente especializado. Com o surgimento de novas
tecnologias nomeadamente a nível de computadores pessoais e de redes de comunicação
(ARPANET, Ethernet, etc) começou-se a migrar para Sistemas de Informação mais
complexos: Sistemas de Informação para a Gestão, e mais tarde, Sistemas de Informação
Estratégicos. Surgem então no início da década de 90 a micro-informática, as LANs e a
world wide web. A forma de pensar o negócio é alterada e as empresas vêem-se obrigadas a
aproximar o seus SIs dos seus clientes, bem como em utilizá-los de forma a redefinir os seus
processos de negócio.

Hoje em dia os custos são significativamente menores que na década de 60 e 70 e as


empresas têm que ter obrigatoriamente um Sistema de Informação adequado de forma a
acompanharem os progressos e manter as suas competências chave.

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Podemos também concluir que os Sistemas de Informação deixaram de ser tidos como meros
produtos, passando a ser encarados como ferramentas indispensáveis a qualquer gestor nos
dias de hoje. Os SI para além de auxiliarem o gestor nas suas decisões diárias, ajudam-no
também na determinação da melhor estratégia de negócio a seguir.

REFERÊNCIAS BIBIOGRAFICAS

1. Prahalad CK, Krishnan MS. 1999, The New Meaning of quality in the information
age.
2. Howard Business Review 77(5): 109-118
3. Jan Tain-Sue, Tsai Fu-Longe. A Systems View of the Evolution in Information
Systems Development, research paper
4. GB Davis, 1982. Strategies for information requeriment determination. IBM System
Journal 21(1):4-23
5. DiRomualdo A, Gurbaxani V. 1998. Strategic internet for it outsourcing. Sloan
Management Review.
6. Silva, Sérgio. Trabalho sobre ERPs em [Link]
[Link]
7. Rupino, Paulo. Acetatos aulas teóricas Gestão de Sistemas de Informação, parte
1.2006/2007. Departamento de Engenharia Informática .

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