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Gênero e Sexualidade na Sociologia Moderna

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30 GÊNERO, SEXUALIDADE SOCIOLOGIA

E IDENTIDADES

UMA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA


Poucos debates no mundo contemporâneo passaram por tantas alterações quanto o da sexualidade. Ao longo do século XX e início
do século XXI transformaram-se padrões e comportamentos ditos como habituais dentro da sociedade. A sexualidade foi desvinculada
do ato reprodutivo, sendo vinculada a comportamentos e vinculações sociais. Definições prévias como monogamia e heterossexualidade
deixaram de ser exclusividades sociais.
A heterossexualidade ainda é uma identidade sexual majoritária, mas a socióloga estadunidense Judith Lorber classifica até dez tipos
de identidades sexuais: mulher heterossexual, homem heterossexual, homem gay, mulher lésbica, homem bissexual, mulher bissexual,
homem travesti, mulher travesti, homem transexual e mulher transexual. As variadas identidades sexuais e possibilidades de práticas
sexuais são aceitas e entendidas através da socialização, fator que gera alteração histórica e cultural.

A SOCIOLOGIA E O DEBATE SOBRE DIVERSIDADE


Devido às enormes implicações acerca do tema, a Sociologia realiza algumas variações como, por exemplo, entre os termos “sexo”
e “gênero”. A palavra “sexo” que pode significar tanto o ato sexual em si, quanto às diferenças biológicas entre homem e mulher, não
consegue abarcar todas as variações de significados existentes na sociedade contemporânea. A Sociologia aborda o termo “gênero”
para explicitar as variações existentes sobre o comportamento social esperado e incentivado entre homens e mulheres dentro de uma
sociedade.
Ao tratar das variações existentes dentro das identidades sexuais, a Sociologia prefere utilizar a terminologia “orientação sexual” ao
invés de “opção sexual”, segundo o inglês Anthony Giddens, o termo “opção” pode dar a sensação de escolha, quando é algo atrelado a uma
complexa relação biológica e social. A construção histórica da sexualidade varia em cada sociedade, modelos ditos como divergentes
tal como a homossexualidade, chegam a ser estimuladas em algumas regiões do planeta, enquanto é totalmente condenável em outras.
No mundo ocidental passou por variadas modificações nas últimas décadas, deixando de ser vista como uma patologia ou uma anomalia,
mas ainda representa intensa dificuldade de aceitação.
Um dos maiores filósofos contemporâneos, o francês Michel Foucault vai abordar com maestria a questão da sexualidade em sua
vasta obra. No livro História da Sexualidade vai falar como a homossexualidade parecia não existir nos relatos do século XVIII, sendo aliada
a práticas de sodomia. O termo homossexualidade só teria sido criado no ano de 1860 e durante esse período o discurso de culpabilização
religiosa era muito poderoso, sendo substituído posteriormente por um discurso médico e patológico.
Nesse sentido, Foucault vai afirmar que existem processos e mecanismos de controle cujo poder está fora do Estado. Nessa chamada
microfísica do poder o pensador afirma que essas formas de atuação sobre os corpos, sexualidade e desejos agem como normatização e
vigilância, estabelecendo uma dominação sobre a formação das identidades dos indivíduos ao longo da história.
Fortemente influenciada pelo pensamento de
Foucault, Judith Butler, filósofa nascida nos Estados
Unidos, traça uma linha teórica para mostrar que, tanto a
diferenciação entre o sexo biológico dado no nascimento
e o gênero que é construído socialmente, quanto a
sexualidade são formados culturalmente.
Esses padrões de gênero e identidades são construídos
a partir do que Butler entender por performatividade,
isto é, a repetição e a reincidência permanente de atos,
gestos, símbolos e significados que constroem uma
identidade masculina ou feminina. Então, para Butler, as
posturas individuais relativas ao gênero e identidade
sexual são construídas cultural e historicamente. É
através do constante estímulo a manter posturas dentro
do binarismo “masculino x feminino” que são construídas
identidades, com a introjeção, absorção e naturalização
de formas e práticas socialmente reconhecidos como
partes de ser homem ou ser mulher.
A partir desse raciocínio, Butler consolida-se como
uma voz influente dentro da chamada teoria queer, pois,
ao afirmar que o gênero e a sexualidade são padrões
construídos culturalmente, é possível pensar a partir
de uma lógica não-binária, abrindo caminhos para a
reflexão e uma construção teórica e prática centrada em
identidades como bissexuais, lésbicas, gays, travestis,
transgêneros.

Fonte: [Link]

PRÉ-VESTIBULAR SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO 197


SOCIOLOGIA 30 GÊNERO, SEXUALIDADE E IDENTIDADES

MOVIMENTOS SOCIAIS E O CENÁRIO NO


BRASIL
Apesar de registros que remetam ao início do século XX, é nos EXERCÍCIOS
anos 1960 que nota-se a emergência no mundo de movimentos PROPOSTOS
que pautam sua atuação política na defesa de direitos de
homossexuais e minorias sexuais. Os movimentos de maio de
01. (UNESP) A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva
1968 abriram caminho em escala global para a contestação de
operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera
padrões sociais estabelecidos e promoveram uma transformação
todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo
nos costumes com o movimento hippie e feminista.
errado. Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista
Entretanto foi em junho de 1969 que o movimento LGBT teve mundial em mudança de sexo, após a Tailândia. Oficialmente, gays
um ponto decisivo em sua trajetória. Em 28 de junho daquele ano, não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud
na cidade de Nova Iorque (EUA), um bar chamado Stonewall Inn Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007,
era um conhecido espaço frequentado pela comunidade LGBT de que “não há homossexuais no Irã”. A homossexualidade nem
em função da tolerância do local. Após uma ação de violenta consta da lei. Mas sodomia é passível de execução. […] Uma
repressão policial, aconteceu uma intensa reação por parte dos transexual operada confidenciou um sentimento amplamente
frequentadores do bar e vizinhos, o que ficou conhecido como a compartilhado em silêncio: “Não teria mutilado meu corpo se a
Revolta de Stonewall. sociedade tivesse me aceitado do jeito que eu nasci”.
Ao longo da segunda metade do século XX o movimento LGBT (Samy Adghirny. Operação antigay. Folha de [Link], 13.01.2013.)
sofreu com o avanço do HIV que estigmatizou a AIDS com hábitos
e práticas relacionados aos grupos sexuais não majoritários; O incentivo a cirurgias de troca de sexo no Irã é motivado por
a homossexualidade esteve atrelada à doença inclusive por a) tabus sexuais decorrentes do fundamentalismo religioso
organizações de saúde. hegemônico naquele país.
No Brasil, a homossexualidade foi retirada da lista de patologia b) critérios de natureza científica que definem o que é uma
em 1985 – a Organização Mundial da Saúde retirou em 1990 – “sexualidade normal”.
e esse cenário é relevante pois o país passava por um processo c) uma política governamental fundamentada em princípios
de redemocratização com o abertura política. Antes disso, o liberais de cidadania.
movimento LGBT (como outros) sofria repressão por parte do
regime militar. d) influências ocidentais ocasionadas pelo processo de
globalização cultural pela internet.
Em um momento mais recente, há conquistas decisivas como
as Paradas do Orgulho LGBT nas grandes cidades do país que e) pressões exercidas pelos movimentos sociais homossexuais
promovem grande visibilidade para as pautas do movimento. Além pelo direito à cirurgia.
disso, em 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a
união estável de casais homoafetivos, o que possibilita a igualdade 02. (ENEM) Tenho 44 anos e presenciei uma transformação
jurídica de acesso de diversos direitos estabelecidos. Por fim, o STF impressionante na condição de homens e mulheres gays nos
determinou em junho de 2019 que a discriminação por orientação Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram
sexual e identidade de gênero passe a ser considerada um crime. ilegais em todos os Estados Unidos, menos Illinois. Gays e lésbicas
não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum
político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos
ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem
as coisas ainda piores para seus semelhantes.
ROSS, A. “Na máquina do tempo”. Época, ed. 766, 28 jan. 2013.

A dimensão política da transformação sugerida no texto teve como


condição necessária a
a) ampliação da noção de cidadania.
b) reformulação de concepções religiosas.
c) manutenção de ideologias conservadoras.
d) implantação de cotas nas listas partidárias.

e) alteração da composição étnica da população.

03. (ENEM PPL) Ao longo das três últimas décadas, houve uma
Fonte: [Link] explosão de movimentos sociais pelo mundo. Essa diversidade
Gay_Pride_Flag.svg/1280px-Gay_Pride_Flag.[Link] de movimentos — que vão desde os movimentos por direitos
civis e os movimentos feministas dos anos de 1960 e 1970, até
os movimentos antinucleares e ecológicos dos anos de 1980 e a
campanha pelos direitos homossexuais da década de 1990 — é
normalmente denominado pelos comentadores do tema como
novos movimentos sociais.
GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005 (adaptado).

198 SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO PRÉ-VESTIBULAR


30 GÊNERO, SEXUALIDADE E IDENTIDADES SOCIOLOGIA

Uma explicação para a expansão dos chamados novos movimentos sociais nas últimas três décadas é a
a) fragilidade das redes globais comunicacionais, como internet e telefonia.
b) garantia dos direitos sociais constitucionais, como educação e previdência.
c) crise das organizações representativas tradicionais, como partidos e sindicatos.
d) instabilidade das instituições políticas democráticas, como eleições e parlamentos.
e) consolidação das corporações transnacionais monopolistas, como petrolíferas e mineradoras.

04. (UNESP) Uma mãe canadense defendeu a decisão tomada por ela e por seu marido de manter em segredo o sexo de seu filho mais
novo, para dar à criança a oportunidade de desenvolver a sua identidade sexual por conta própria. A decisão tomada por Kathy Witterick,
38 anos, e David Stocker, 39, de não revelar o gênero de seu bebê Storm, de quatro meses de idade, gerou uma avalanche de reações –
positivas e negativas – após reportagem do jornal “Toronto Star”, publicada nesta semana [28.05.2011].
([Link]. Adaptado.)

De acordo com o texto, pode-se afirmar que:


a) O ponto de vista adotado pela mãe canadense pressupõe a adoção do determinismo biológico no campo da sexualidade.
b) O fato descrito pela reportagem revela a influência da fé religiosa nos padrões comportamentais contemporâneos.
c) Sob o ponto de vista moral, a decisão tomada pelo casal canadense expressa um perfil conservador.
d) O fato em questão revela que, para os pais da criança canadense, identidade sexual é um tema pertencente exclusivamente à esfera
da autonomia individual.
e) A postura adotada pelos pais da criança em questão revela intolerância no campo das diferenças sexuais.

05. (UECE) Leia atentamente o seguinte enunciado:


“A Exclusão Social designa um processo de afastamento e privação de determinados indivíduos ou de grupos sociais em diversos
âmbitos da estrutura da sociedade. Assim, as pessoas que possuem essa condição social sofrem diversos preconceitos. Elas são
marginalizadas pela sociedade e impedidas de exercer livremente seus direitos de cidadãos”.
Juliana Silveira. Disponível em: [Link]

No que concerne à exclusão social, assinale a afirmação verdadeira.


a) A exclusão social atinge, em geral, as minorias étnicas, culturais e religiosas, afetando sobretudo populações indígenas, negros, idosos,
pobres, população LGBT+, dentre outros.
b) O fenômeno da exclusão social não tem relação com o da desigualdade social, porque são duas situações totalmente independentes,
diferenciadas e não relacionadas à geração de pobreza.
c) A desigualdade social no Brasil diminuiu radicalmente nos últimos anos, não havendo mais necessidade de o Estado manter políticas
afirmativas de inclusão das populações socialmente vulneráveis no País.
d) A história humana sempre atestou a existência da pobreza e, consequentemente, revela que as desigualdades sociais são um processo
natural e universal, independentemente de políticas públicas.

06. (UDESC)

Com base nos dados apresentados ao lado,


assinale a alternativa correta.
a) A maior parte dos homofóbicos é do sexo
masculino, jovem, branco e desconhecido da
vítima.
b) Os dados apontam a correlação entre
homofobia, faixa etária e questões raciais.
c) Os casos de homofobia são
predominantemente vinculados ao tipo de
vida dos próprios homossexuais, uma vez
que se relacionam com pessoas contatadas
em chats ou em locais de pouca segurança,
como parques e boates gays.
d) A maior parte dos suspeitos prefere não
informar sua orientação sexual, o que
também se aplica ao perfil das vítimas.
e) Embora porcentagem considerável de
mulheres tenham sido vítimas de violência,
não se constata índice relevante de mulheres
suspeitas de homofobia.

PRÉ-VESTIBULAR SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO 199


SOCIOLOGIA 30 GÊNERO, SEXUALIDADE E IDENTIDADES

07. (UFU) Até a noite de 28 de junho, lésbicas, gays, bissexuais, b) à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação
travestis e transexuais (LGBT) eram, sistematicamente, acuados de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
e sofriam todo tipo de preconceitos, agressões e represálias por c) à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os
parte do departamento de polícia de Nova Iorque. Mas nesta noite, homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos
a população LGBT, presente no bar Stonewall Inn, se revoltou contra políticos.
as provocações e investidas da polícia e, munida de coragem, deu
um basta àquela triste realidade de opressão. Por três dias e por três d) a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e
noites, pessoas LGBT, e aliadas, resistiram ao cerco policial e a data por formas recorrentes de tabus e intolerância.
ficou conhecida como a Revolta de Stonewall. Surgiu o Gay Pride e a e) a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a
resistência conseguiu a atenção de muitos países, em especial a do partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
governo estadunidense, para os seus problemas.
Disponível em: <[Link] 10. (FUVEST) [...] a Declaração Universal representa um fato novo
na história, na medida em que, pela primeira vez, um sistema
Considerando o texto, é correto afirmar que os novos movimentos de princípios fundamentais da conduta humana foi livre e
sociais: expressamente aceito, através de seus respectivos governos, pela
a) São definidos por sua associação às organizações de classe e maioria dos homens que vive na Terra. Com essa declaração, um
defesa da população marginalizada. sistema de valores é – pela primeira vez na história – universal,
não em princípio, mas de fato, na medida em que o consenso sobre
b) Ampliam e redefinem as formas de participação política em
sua validade e sua capacidade de reger os destinos da comunidade
regimes democráticos.
futura de todos os homens foi explicitamente declarado. [...]
c) Lutam exclusivamente em defesa de seus interesses Somente depois da Declaração Universal é que podemos ter a
econômicos a partir de estruturas partidárias. certeza histórica de que a humanidade – toda a humanidade –
d) Reivindicam a extensão de direitos sociais, civis e políticos, partilha alguns valores comuns; e podemos, finalmente, crer na
necessariamente universalizáveis. universalidade dos valores, no único sentido em que tal crença
é historicamente legítima, ou seja, no sentido em que universal
08. (ENEM) A primeira instituição de ensino brasileira que inclui significa não algo dado objetivamente, mas algo subjetivamente
disciplinas voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais acolhido pelo universo dos homens.
e transexuais) abriu inscrições na semana passada. A grade N. Bobbio. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
curricular é inspirada em similares dos Estados Unidos da América
e da Europa. Ela atenderá jovens com aulas de expressão artística, A Declaração Universal mencionada no texto
dança e criação de fanzines. É aberta a todo o público estudantil a) foi instituída no processo da Revolução Francesa e norteou os
e tem como principal objetivo impedir a evasão escolar de grupos movimentos feministas, sufragistas e operários no decorrer do
socialmente discriminados. século XIX.
Época, 11 jan. 2010 (adaptado). b) assemelhou-se ao universalismo cristão, que também resultou
no estabelecimento de um conjunto de valores partilhado pela
O texto trata de uma política pública de ação afirmativa voltada humanidade.
ao público LGBT. Com a criação de uma instituição de ensino para
atender esse público, pretende-se c) desenvolveu-se com a inclusão de princípios universais pelos
legisladores norte-americanos e influenciou o abolicionismo
a) contribuir para a invisibilidade do preconceito ao grupo LGBT. nos Estados Unidos.
b) copiar os modelos educacionais dos EUA e da Europa. d) foi aprovada pela Organização das Nações Unidas e serviu
c) permitir o acesso desse segmento ao ensino técnico. como referência para grupos que lutaram pelos direitos de
d) criar uma estratégia de proteção e isolamento desse grupo. negros, mulheres e homossexuais na década de 1960.
e) promover o respeito à diversidade sexual no sistema de ensino. e) originou-se do jusnaturalismo moderno e consolidou-se com
o movimento ilustrado e o despotismo esclarecido ao longo do
09. (ENEM) “Pecado nefando” era expressão correntemente século XVIII.
utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não
pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em GABARITO
1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tao
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por
01. A 03. C 05. A 07. B 09. D
isso mesmo, nefando.
02. A 04. D 06. B 08. E 10. D
NOVAIS, F.; MELLO E SOUZA L. História da vida privada no Brasil. V. 1. São Paulo:
Companhia das Letras. 1997 (adaptado).

ANOTAÇÕES
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu
o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual
de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays,
Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos
por motivação homofóbica no País.
Disponível em: [Link]/utimas_noticias.php?codnoticia=3871.
Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado).

A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e,


muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos.
Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e
assassinatos de homossexuais no país estão associadas
a) à baixa representatividade política de grupos organizados que
defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.

200 SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO PRÉ-VESTIBULAR

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