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O controlo dos Activos Internos Líquidos do Sistema Bancário
como instrumento de controlo monetário em Angola
Laura Monteiro
César Ferrari
Luanda, 12 de Janeiro de 1998
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Conteúdo
I. Introdução 3
II. O controlo dos activos internos líquidos 3
II.1 Activos internos líquidos e programação monetária 3
II.2. As razões da sua conveniência 4
II.3. A metodologia 5
II.4. O limite para o sistema bancário 6
II.5. Os limites por banco 7
II.6. Das penalizações por incumprimento 8
III. Do Exercício 8
III.1. Dos Dados 8
III.2. O exercício 9
III.4. Conclusões 10
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O controlo dos Activos Internos Líquidos do Sistema Bancário como
instrumento de controlo monetário em Angola
Laura Monteiro
César Ferrari
I. Introdução
1. O controlo dos activos internos líquidos do sistema bancário no âmbito da
programação monetária é um instrumento importante para o controlo do crescimento dos
meios de pagamento. Actualmente, o principal instrumento usado pelo Banco Nacional
de Angola (BNA) nesse aspecto é o controlo do crescimento do crédito interno,
estabelecendo limites ao crédito ao Governo e ao crédito à economia. Porém, o mesmo
resulta insuficiente, porquanto existem diversas contas, nomeadamente contas internas e
de regularização nos activos dos bancos onde os mesmos escondem parte de seus créditos
internos.
2. Evidentemente, a introdução de outro controlo sobre os bancos poderia ser
considerada excessiva, mas a necessidade de controlar os meios de pagamento pela via do
controlo dos activos internos líquidos e, em particular e de forma indirecta, dos referidos
outros activos internos líquidos dos bancos, torna-a necessária considerando os
significativos montantes que atingem esses outros activos.
3. A recomendação que resulta dessas considerações é a introdução do novo instrumento
em forma paralela ao existente controlo do crédito interno, pelo menos durante 1998. A
intenção, de ficar tudo de acordo ao previsto, é eliminar o controlo ao crédito interno a
partir de 1999.
4. O presente documento faz a seguir uma apresentação do controlo dos activos internos
líquidos, apreciando os seus resultados e vantagens e fazendo comparações com a
metodologia actualmente em uso, de estabelecimento de limites ao crédito interno.
Apresentam-se também um exercício numérico que compara ambas metodologias de
controlo.
5. Finalmente, convém precisar que no caso da aprovação e incorporação dos limites aos
activos internos líquidos como instrumento de controlo monetário, será necessário
elaborar o correspondente instrutivo, sem prejuízo da existência do instrutivo sobre os
limites de crédito à economia.
II. O controlo dos activos internos líquidos
II.1 Activos internos líquidos e programação monetária
6. Para melhor entendimento, é conveniente, em primeiro lugar, fazer uma definição
conceptual dos activos internos líquidos do sistema bancário, quer dizer do BNA mais
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dos bancos comerciais (sejam comerciais propriamente ditos ou de investimento). Em
geral, os activos internos líquidos do sistema bancário incorporam o crédito interno
(líquido ao Governo e à economia) e outros activos líquidos.
7. Os activos internos líquidos do BNA incorporam o crédito líquido ao Governo,
crédito à economia, crédito às instituições financeiras e outros activos líquidos. Por sua
vez, as últimas incluem, principalmente, provisões e amortizações, contas internas e de
regularização, flutuação cambial, imobilizações e contas de capital, resultados e reservas.
Para fins da aplicação do presente instrumento, incluem também os passivos externos de
médio e longo prazo.
8. Por outro lado, os activos internos líquidos dos bancos, incorporam caixa e reservas
no banco central, crédito interno a economia e crédito líquido ao Governo, depósitos e/ou
aplicações em outras instituições financeiras e outros activos líquidos. Estes últimos
incorporam, por sua vez, contas internas e de regularização, flutuação cambial,
imobilizações e contas de capital, resultados e reservas. Para fins da aplicação do
presente instrumento, incluem também os passivos externos de médio e longo prazo.
9. É conveniente esclarecer que na aplicação do controlo dos activos internos líquidos, o
que se determina como parte da programação monetária são 1) metas para os activos
internos líquidos do BNA, 2) limites à expansão dos activos internos líquidos dos bancos,
a ser controlados pelo BNA e, por conseguinte, 3) metas para os activos internos líquidos
do sistema bancário.
10. Nesse contexto e considerando que o controlo do crédito interno continuaria
transitoriamente durante 1998, o programa monetário deve considerar para um melhor
controlo dos meios de pagamento na economia: 1) metas para os activos externos
líquidos do BNA, 2) metas para os activos internos líquidos do sistema bancário, 3)
limites a expansão dos activos internos líquidos dos bancos, 4) limites para o crédito ao
Governo e 5) limites para o crédito à economia.
II.2. As razões da sua conveniência
11. A análise dos balancetes contabilísticos do BNA e dos bancos do sistema indica que,
em praticamente todos os casos, contas supostamente residuais, nomeadamente, as contas
internas e de regularização apresentam saldos elevados. Isto leva a crer que as mesmas
reflectem, entre outras operações, crédito concedido ao (e depósitos do) Estado e crédito
à economia.
12. Em consequência, as contas monetárias e a execução da programação monetária
reflectem na rubrica outros activos líquidos valores elevados que, aparentemente,
encobrem operações de crédito, o que impossibilita o acompanhamento adequado da
execução dos limites estabelecidos ao crédito ao Estado e à economia. Por sua vez, a
falta de rigôr nos números, impede a elaboração de uma análise realista e o desenho de
políticas adequadas relativas a essas rubricas.
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13. Como se poderá observar na explicação mais pormenorizada da metodologia que se
faz mais adiante, o critério de estabelecimento de limites aos activos internos líquidos do
sistema bancário, constitui uma forma de se assegurar que a execução dos limites
definidos na programação monetária possam ser fácil e rigorosamente acompanhados
pelo Banco Central, permitindo assim a tomada de medidas adequadas, em tempo
oportuno, por forma a melhor garantir a implementação do programa do Governo na
matéria.
14. Para além de um acompanhamento mais rigoroso da execução da programação
monetária, outra das vantagens importantes deste critério, quando no futuro próximo se
eliminem os limites ao crédito à economia, refere-se à possibilidade de expansão do
crédito à economia sem que os limites da programação dos activos internos sejam
afectados em caso de obtenção de financiamento externo de médio e longo prazos pelo
sistema bancário. Isto resulta do facto de se considerarem como parte dos AIL os
passivos externos de médio e longo prazos do sistema bancário (os quais são retirados
dos Activos Externos Líquidos).
II.3. A metodologia
15. A metodologia para distribuição dos AIL pelo sistema bancário que se apresenta a
seguir, baseia-se na metodologia do Banco Central de Moçambique.1 Em primeiro lugar e
de forma similar a metodologia actualmente usada pelo BNA, a mesma considera na
programação monetária, a consistência entre a expansão monetária e as metas
estabelecidas pelo Governo para o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) e
para a inflação. Assegurada a meta para a variação dos Activos Externos Líquidos do
Banco Central definida pelo Governo, os Activos Internos Líquidos do sistema bancário
calculam-se pela diferença entre os Meios de Pagamento e os Activos Externos Líquidos
do sistema bancário, como a seguir se indica:
(1) AILt = M2 – AELt
onde,
AILt, Activos Internos Líquidos totais do sistema bancário;
M2, Meios de Pagamentos (Moeda e Quase-Moeda)
AELt, Activos Externos Líquidos do sistema bancário, (definidos neste caso
como: activos externos de curto, médio e longo prazos menos passivos externos de curto
prazo do sistema bancário);
16. Os Activos Internos Líquidos do BNA, (que incorporam, principalmente, o limite
estabelecido pelo governo para o crédito do Banco Central ao Governo, quer dizer ao
Orçamento Geral do Estado), são calculados a partir do balanço do BNA como se indica:
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Banco de Moçambique, Metodologia de Distribuição de AILs pelo Sistema Bancário, Maputo, Maio de
1994.
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(2) AILbna = NMC + RB – EA – AELbna
onde,
AILbna, Activos Internos Líquidos do BNA;
NMC, Notas e moedas em circulação (definido como: Notas e moedas emitidas
menos caixa do BNA);
RB, Reservas bancárias (definido como: depósitos obrigatórios e depósitos
voluntários dos bancos do sistema junto do BNA);
EA, Empréstimos e adiantamentos do BNA aos bancos comerciais;
AELbna, Activos Externos Líquidos do BNA (definidos como activos externos de
curto, médio e longo prazos menos passivos externos de curto prazo).
Importa recordar que NMCbna mais RB é igual à base monetária restrita.
17. Como se pode observar, esta metodologia impõe a necessidade de se proceder a
projecções das principais contas do balanço do BNA, para além da programação
monetária.
II.4. O limite para o sistema bancário
18. Os Activos Internos Líquidos a distribuir aos bancos comerciais do sistema são
calculados pela diferença entre os Activos Internos Líquidos de todo o sistema e os
Activos Internos Líquidos do BNA, como abaixo se refere, o que constitui o primeiro
passo para o estabelecimento de limites a cada banco do sistema:
(3) AILbc = AILt – AILbna
onde,
AILbc, Activos Internos Líquidos dos bancos comerciais.
19. Por sua vez, os Activos Internos Líquidos dos bancos comerciais são expressos pela
seguinte equação:
(4) AILbc = DT + EA – RB – Cbc – AELbc
onde,
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DT, Depósitos totais junto dos bancos comerciais, (definidos como: depósitos à
ordem, a prazo e de poupança em moeda nacional e moeda estrangeira),
Cbc, Numerário em caixa dos bancos comerciais,
AELbc, Activos Externos Líquidos dos bancos comerciais, (definido como:
activos externos de curto e médio e longo prazos menos passivos externos de curto
prazo); e as outras variáveis são definidas acima.
II.5. Os limites por banco
20. A distribuição dos limites à expansão dos AIL por cada banco do sistema é feita de
acordo com uma fórmula de cálculo que se indica mais abaixo, de forma a que se
verifique a seguinte condição:
(5) AILbc => i AILbci
onde,
AILbc, Activos Internos Líquidos dos bancos comerciais obtidos em (3);
AILbci, Activos Internos Líquidos do banco i
21. Fica entendido que em caso de existirem programas específicos do governo a
financiar com recurso ao crédito bancário, os mesmos deverão ficar automaticamente
incluídos na distribuição referida em (5).
22. A distribuição dos AILbc por cada banco do sistema é feita de acordo com a
respectiva participação na captação global de depósitos. Assim , assume-se que cada
banco i capta j tipos de depósitos Dij, remunerados a taxas de juro tij efectivamente
pagas2, havendo no sistema um total de n bancos e m tipos de depósitos.
m
(tij * Dij)
j=1
(6) parcelai = -----------------------
n m
(tij * Dij)
i=1 j=1
onde,
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As taxas de juros efectivamente pagas pelo sistema bancário, na realidade, não correspondem
necessariamente às taxas determinadas pelo BNA. A partir da aplicação da seguinte metodologia, será
necessário que o BNA, através do Departamento de Estudos e Estatística, realize regular e
sistematicamente, inquéritos por banco para identificar essas taxas.
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m
(tij * Dij), somatório dos j depósitos do banco i ponderados pelas respectivas
taxas de juro; para j=1
n m
(tij * Dij) , somatório dos j depósitos dos n bancos ponderados pelas
respectivas taxas de juro; para i=1 j=1
II.6. Das penalizações por incumprimento
23. A metodologia inclui, também, penalizações com vista a desincentivar o não
cumprimento dos limites estabelecidos por parte dos bancos. No caso moçambicano o
critério para a penalização contempla para além do excesso ao limite estabelecido para os
AIL, défices ocorridos nas reservas obrigatórias, que são deduzidos ao limite de AIL a
distribuir pelos respectivos bancos no período seguinte:
(7) ( z * DROi ) + EAILi )(t-1) * (-1)3
com ,
z1
onde,
DROi, Déficit de reservas obrigatórias do banco i;
EAILi, Montante de AILs pelos quais o banco i excedeu os limites estabelecidos
no período t-1;
Z coeficiente de sobrecarga a ser determinado discricionariamente pelo banco
central, para agravar a penalização por déficit de reservas obrigatórias.
24. O anterior não invalida a penalização prevista no artigo 6 do instrutivo 2/94 sobre
limites de crédito que refere a obrigatoriedade dos bancos depositarem no BNA, sem
juros, o valor equivalente ao excesso ocorrido por trinta dias (assim como as demais
penalizações prevista para casos de déficit das reservas obrigatórias).
III. Do Exercício
III.1. Dos Dados
25. O exercício foi desenvolvido tendo por base a programação monetária do BNA para o
mês de Junho/97. Para o cálculo da parcela dos activos internos líquidos (AIL) a
distribuir para cada um dos bancos comerciais em Junho/97, usou-se a informação
contabilística de Março/97 referente à captação de depósitos à ordem e a prazo em moeda
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Assume-se a ocorrência de um desfasamento entre o momento em que se faz a programação (período t) e
o momento a que se referem os desvios detectados (período t-1).
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nacional (MN) e moeda estrangeira (ME). Não se consideraram os depósitos especiais
por persistirem dúvidas sobre a natureza e remuneração (ou não) dos mesmos.
III.2. O exercício
26. Usando a programação monetária para o mês de Junho de 97 procedeu-se à
reclassificação da rubrica dos Activos Externos Líquidos de acordo ao mencionado
acima, dos quais se excluíram os Passivos Externos de médio e longo prazos que
passaram a fazer parte dos Activos Internos Líquidos. Seguindo a metodologia acima
descrita, os AILs foram calculados pela diferença entre os meios de pagamento e AEL
programados (equação 1). Desta feita passa-se a ter uma meta de Kzr 55.3 trilhões para
os AILs em 30 de Junho, a serem distribuídos entre o BNA e os bancos comerciais.
27. De acordo com a metodologia, os AILs do BNA foram calculados seguindo a
equação (2), o que levou a uma meta para os AILs do BNA em Junho 97 de Kzr 106.0
trilhões, portanto, superior a meta estabelecida para o sistema bancário. Como os AILs
dos bancos comerciais são calculados pela diferença entre os AILs programados para o
sistema bancário e os AILs do B.N.A (equação 3), definiu-se à partida uma meta negativa
para os AILs dos bancos comerciais no valor negativo de Kzr – 50.7 trilhões, o que
levanta preocupações.
28. Como se mostra no quadro adjunto, a execução indica que o B.N.A ficou muito acima
da meta estabelecida atingindo o valor de Kzr 175.8 trilhões, ficando o conjunto dos
restantes bancos também acima do programado uma vez que os seus AILs foram de Kzr
– 38.3 trilhões. Assim, o B.N.A ultrapassou o limite estabelecido em Kzr 69.8 trilhões,
enquanto que o conjunto dos bancos comerciais ultrapassaram a respectiva meta em Kzr
12.5 trilhões.
29. Se se comparar com a execução dos limites de crédito de acordo com a metodologia
em vigor (quadro anexo), observa-se que o B.N.A concedeu Kzr 68.6 trilhões de crédito
líquido ao Estado contra uma meta de Kzr 47.2 trilhões para Junho 97, enquanto que os
bancos comerciais concederam Kzr 50.2 trilhões de crédito à economia contra uma meta
de Kzr 23. 8 trilhões.
30. Assim, o BNA, de acordo com a metodologia de limites ao crédito, ultrapassou a sua
meta em Kzr 21.4 trilhões e os bancos comerciais ficaram para além do limite que lhes
foi estabelecido em Kzr 26.4 trilhões. De notar entretanto que a programação monetária
projectou um valor de Kzr 8.2 trilhões para Outros activos líquidos em Junho 97
enquanto que a execução reflecte Kzr 79.8 trilhões.
31. Pelo exposto, e dado o valor elevado dos Outras activos líquidos que a programação
monetária apresenta, como já atrás foi referido, a metodologia em uso de distribuição e
acompanhamento da execução dos limites de crédito, (enquanto comparada com a
metodologia de atribuição de limites aos AILs), por permitir menor transparência, pode
induzir a conclusões menos certas sobre a execução da programação.
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Limites ao Crédito Interno e Limites aos Activos Internos Líquidos
(Em milhões de Kzr)
Junho/97 Junho/97 Junho/97
Sistema BNA Bancos
AIL - programado (I) 55,308,322 106,025,756 (50,717,434)
AIL - executado 169,354,998 175,839,138 (38,256,525)
Diferenca entre programado e executado (114,046,676) ( 69,813,382) (12,460,909)
(diferenca na informacão sobre reservas) ( 31,772,385)
Crédito liquido ao Estado - programado 39,341,285 47,164,667 ( 7,823,382)
Crédito líquido ao Estado - executado 55,391,325 68,611,782 (13,220,457)
Diferenca entre programado e executado (16,050,040) (21,447,115) 5,397,075
Crédito à economia - programado 23,789,892 23,789,892
Crédito à economia - executado 50,174,680 50,174,680
Diferenca entre programado e executado (26,384,788) (26,384,788)
Outros activos líquidos - programado 8,186,085
Outros activos líquidos - executado 79,833,723
Diferenca entre programado e executado (71,647,638)
Fonte: Contas Monetárias
III.4. Conclusões
32. À luz dos resultados anteriores pode-se concluir que a metodologia de distribuição
dos Activos Internos Líquidos pelo sistema bancário permite um acompanhamento mais
rigoroso da execução da programação monetária, possibilitando assim o conhecimento
mais realista da evolução dos agregados monetários de natureza crediticia e a adopção de
políticas adequadas em tempo oportuno.
33. Por outro lado, quando o controlo do crédito interno não fôr considerado como meta,
esta metodologia permitirá a expansão do crédito interno pela diminuição dos outros
activos internos. Fica entendido que, em caso de obtenção de empréstimos externos pelo
sistema bancário ou outra fonte de financiamento externo a disposição dos bancos, as
metas de activos internos líquidos e do credito interno deveriam ser reprogramadas, no
contexto de uma revisão do programa monetário.
Luanda, 12 de Janeiro de 1998.