- 906 - Relato de Experiência
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REDE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM E SEGURANÇA DO PACIENTE:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Graziela Caldana1, Edinêis de Brito Guirardello2, Janete de Souza Urbanetto3, Maria Angélica Sorgini
Peterlini4, Carmen Silvia Gabriel5
1
Doutoranda do Programa de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade
de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: [Link]@[Link]
2
Doutora em Enfermagem. Professora Associado da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas.
Campinas, São Paulo, Brasil. E-mail: guirar@[Link]
3
Doutora em Ciências da Saúde. Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem Fisioterapia e Nutrição, da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: jurbanetto@[Link]
4
Doutora em Enfermagem. Professora Associado do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem
da Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil. E-mail: [Link]@[Link]
5
Doutora em Enfermagem em Saúde Pública. Professora da EERP/USP. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: cgabriel@
[Link]
RESUMO: O estudo objetivou descrever a experiência da implementação da Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente,
bem como as atividades desenvolvidas a fim de disseminar a cultura de segurança do paciente em instituições de saúde e de ensino.
Trata-se de um relato de experiência. A Rede completou seis anos e, desde a sua criação, vem realizando ações em consonância com os
objetivos da Rede Internacional de Enfermagem e Segurança do Paciente e a Aliança Mundial para Segurança do Paciente. Entende-
se que o trabalho em Redes, proposto pela Organização Pan-Americana da Saúde, corroborou com as ações realizadas pela Rede no
Brasil, que podem ser consideradas exitosas, tendo em vista que a cada ano há inserção de novos membros, abertura de novos Polos
e Núcleos, e a participação da Rede em atividades acadêmicas, científicas e governamentais. O desafio está no aumento do impacto
dessas ações com vistas à efetivação da prática segura nas instituições de saúde.
DESCRITORES: Segurança do paciente. Enfermagem. Garantia da qualidade dos cuidados de saúde. Qualidade da assistência à saúde.
BRAZILIAN NETWORK FOR NURSING AND PATIENT SAFETY:
CHALLENGES AND PERSPECTIVES
ABSTRACT: This study’s aim was to describe the experience of implementing the Brazilian Network for Nursing and Patient Safety, as
well activities intended to disseminate a culture of patient safety in health and educational institutions. This is an experiment report. The
Brazilian Network was completed six years ago and, since its establishment, has promoted actions always in consonance with the objectives
of the International Network for Nursing and Patient Safety and the World Alliance for Patient Safety. Networks proposed by the Pan
American Health Organization corroborated the actions taken by the Brazilian Network. These actions have been successful, as every year
new members are added and new Centers are established, while the Network has participated in academic, scientific and government
activities. The challenge lies in increasing the impact of these actions to implement safe practices effectively in healthcare facilities.
DESCRIPTORS: Patient safety. Nursing. Quality assurance health care. Quality of health care.
LA RED BRASILERA DE ENFERMERÍA Y SEGURIDAD DEL PACIENTE:
DESAFÍOS Y PERSPECTIVAS
RESUMEN: Este estudio tiene como objetivo describir la experiencia de la implementación de la Red Brasileña de Enfermería y
Seguridad del Paciente, así como las actividades realizadas para difundir la cultura de seguridad del paciente en las instituciones
de salud y de enseñanza. Se trata de un relato de experiencia. La Red tiene seis años. Desde sus inicios viene desarrollando acciones
siempre en consonancia con los objetivos de la Red Internacional de Enfermería y Seguridad del Paciente y la Alianza Mundial para
la Seguridad del Paciente. Se entiende que el trabajo en redes propuestas por la Organización Panamericana de la Salud corroboró las
medidas adoptadas por la Red Brasileña que pueden considerarse un éxito, teniendo en cuenta que, cada año se da la inclusión de nuevos
miembros, la apertura de nuevos polos y núcleos y la participación de la Red en actividades académicas, científicas y gubernamentales.
El desafío consiste en aumentar el impacto de este tipo de acciones con el fin de efectuar la práctica segura en las instituciones de salud.
DESCRIPTORES: Seguridad del paciente. Enfermería. Garantía de la calidad de atención de salud. Calidad de la atención de salud.
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Jul-Set; 24(3): 906-11.
Rede brasileira de enfermagem e segurança do paciente: desafios... - 907 -
INTRODUÇÃO tipos específicos e a natureza dos problemas de
segurança nos serviços de saúde, para se adequa-
A segurança do paciente pode ser definida
rem às recomendações da OMS.
como a ausência de dano potencial ou desneces-
sário para o paciente, associada aos cuidados em Essa mesma agência, em parceria com o
saúde e à capacidade de adaptação das instituições Ministério da Saúde, lançou, em abril de 2013, o
de saúde em relação aos riscos humanos e opera- Programa Nacional de Segurança do Paciente,9 o
cionais inerentes ao processo de trabalho.1 qual objetiva promover e apoiar a implementação
de iniciativas voltadas à segurança do paciente em
Nos cuidados em saúde, garantir a qualidade
diferentes áreas da atenção, organização e gestão
implica em processos que garantem que o aten-
de serviços de saúde, por meio da implantação
dimento clínico atenda aos critérios ou padrões da gestão de risco e de Núcleos de Segurança do
estabelecidos. Alguns dos princípios básicos da Paciente nos estabelecimentos de saúde do país.
qualidade são a prevenção e melhoria contínua.2
Em estudo realizado com o objetivo de sis-
Preocupações relativas à temática “Segurança tematizar as recomendações dos profissionais de
do Paciente” podem ser identificadas desde Floren- enfermagem para melhorar a segurança do pacien-
ce Nightingale, em 1863, no livro Notes on hospitals. te, foram elencadas sugestões para a melhoria dos
Grande avanço ocorreu nos anos de 1990, quando procedimentos e processos de trabalho baseadas
James Reason trouxe importante contribuição para em princípios atuais de segurança do paciente, tais
a compreensão de como os erros ocorrem, ao des- como: definição de protocolos, barreiras de risco,
tacar que um erro é fruto de falha no sistema e, por identificação do paciente, dose unitária e dupla
isso, deve ser abordado de forma holística.3 checagem. Destacam-se também recomendações
Os estudos de Reason tornaram-se notórios que envolvem a conduta profissional, tais como:
em 1999 com o relatório do Institute of Medicine dedicação, comprometimento e consciência no
(IOM), intitulado: To err is human: buidilng a safer trabalho, respeito e carinho.10 Em relação à conduta
health care, o qual gerou grande impacto e teve profissional, estudo também destaca que as falhas
forte influência no movimento mundial sobre a de comunicação na condução dos cuidados e o
segurança do paciente.4 O relatório chamou a aten- conteúdo e confiabilidade das informações trans-
ção das instituições de saúde para a necessidade feridas pelos diferentes cenários têm sido identi-
do fortalecimento de uma cultura de segurança a ficados como ameaças à segurança do paciente.11
nível organizacional, como medida fundamental ao No âmbito da enfermagem, entende-se que
processo de melhoria da segurança do paciente no os serviços prestados possuem papel fundamental
contexto hospitalar.5 No entanto, alcançar melhorias na busca da qualidade nas organizações de saúde,
sustentadas na cultura de segurança pode ser difícil. tendo em vista o número de profissionais atuantes
Medidas específicas, bem como o preparo do pro- nas instituições e a sua responsabilidade nos cui-
fissional, trabalho em equipe e o estabelecimento de dados aos pacientes durante as 24 horas.12
unidades ambientadas para a segurança têm sido A combinação de competências de enferma-
associados com melhorias na cultura de segurança.6 gem e treinamento pode estar ligada à evolução
Em 2004, a Organização Mundial da Saúde dos pacientes. Um estudo mostrou menor taxa de
(OMS) criou o projeto “Aliança mundial para a mortalidade na internação para uma variedade
segurança do paciente”, com o objetivo de alertar de pacientes cirúrgicos em hospitais com maior
para a melhoria da segurança do paciente na as- número de enfermeiros instruídos e capacitados.13
sistência e o comprometimento político, além de Independentemente do nível de escolaridade, a
apoiar no desenvolvimento de políticas públicas capacitação, a busca constante de ferramentas para
e práticas para segurança do paciente em todo atualização e a participação em ações que promo-
o mundo.7 Desde então, na América Latina, há vam a segurança do paciente podem desempenhar
uma proposta da Organização Pan-Americana também um papel na evolução dos pacientes.
da Saúde (OPAS) para que se articulem, a fim de Inúmeras foram as estratégias adotadas em
cumprir as ações previstas na “Aliança mundial nível mundial no sentido de melhorar o cenário da
para a segurança do paciente”. segurança em serviços de saúde. Destaca-se que,
Uma das ações de maior impacto no Brasil em 2005, a Unidade dos Recursos Humanos para
pode ser destacada em 2007, quando a Agência a Saúde, da OPAS, criou a Rede Internacional de
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)8 ela- Enfermagem e Segurança do Paciente (RIENSP),
borou proposta com o objetivo de identificar os em Concepción, no Chile, com o objetivo de traçar
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Jul-Set; 24(3): 906-11.
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tendências e prioridades no desenvolvimento da REDE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM E
enfermagem na área da “Segurança do paciente”, e SEGURANÇA DO PACIENTE
discutir cooperação e intercâmbio de informações
entre os países e necessidades de fortalecimento A REBRAENSP surgiu em 14 de maio de
do cuidado de enfermagem a partir de evidências 2008, após a criação da RIENSP, em novembro de
científicas. 2005, e reuniões promovidas pelo Programa de
Enfermagem da Unidade dos Recursos Huma-
Entre os desafios para a enfermagem, quan- nos para a Saúde da OPAS. É uma estratégia de
do se trata do assunto, estão: a criação de Comitês vinculação, cooperação e sinergia entre pessoas
de Segurança do Paciente nas instituições de saúde e instituições interessadas no desenvolvimento
constituídos por equipe multidisciplinar, visando conjunto dos cuidados de saúde, gestão, pesquisa,
desenvolver uma cultura de segurança dentro das informação e educação, com o objetivo de contri-
instituições e o fortalecimento das Redes de Enfer- buir para a segurança dos pacientes.
magem e Segurança do Paciente, promovendo a
comunicação rápida e efetiva das evidências, ex- O trabalho da REBRAENSP está estrutura-
periências e recomendações destinadas a garantir do em polos e núcleos, cujo propósito principal é
a segurança dos pacientes ao redor do mundo.14 disseminar a importância de mudanças culturais
e da implementação da cultura de segurança nas
Para a OPAS/OMS, as redes são consideradas instituições. Segundo a idealizadora, Silvia Helena
mecanismos que permitem o intercâmbio de infor- de Bortoli Cassiani, a REBRAENSP se baseia na
mação e experiências e a valorização do processo convicção de que o trabalho em redes supõe solida-
de comunicação, além de permitir a constante troca riedade, confiança e respeito pelos conhecimentos
de conhecimento entre seus atores. Nesse sentido, o e experiências.
trabalho em rede é valorizado como uma estratégia
importante para apoiar as atividades e concretizar A REBRAENSP completou seis anos. Desde a
ações efetivas de saúde pública.15 sua criação, contou com o envolvimento e a partici-
pação de enfermeiros de diversas partes do Brasil,
Embora possam ser observadas melhorias que muito enriqueceram as discussões para clareza
da assistência à saúde, verifica-se que, mesmo com dos objetivos e elaboração do plano de trabalho,
esses avanços em termos de política de segurança, as sempre em consonância com os objetivos da RIENSP
pessoas ainda estão expostas a diversos riscos quan- e da Aliança Mundial para Segurança do Paciente.
do submetidas aos cuidados em serviços de saúde.
A primeira reunião da rede contou com a
O presente estudo teve como objetivo des- presença de 15 enfermeiros de vários locais do
crever a experiência da implantação da Rede Bra- país. Atualmente, é formada por mais de 600
sileira de Enfermagem e Segurança do Paciente enfermeiros, distribuída em 24 polos/núcleos em
(REBRAENSP), bem como as atividades desenvol- Estados e cidades brasileiras (Figura 1), demons-
vidas, a fim de disseminar a cultura de segurança trando avanços quanto à sua abrangência.
do paciente em instituições de saúde e de ensino.
Figura 1 - Representação dos Estados participantes que compõem os Polos e Núcleos da Rede
Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Jul-Set; 24(3): 906-11.
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Ações desenvolvidas É grande o desafio de fortalecer a temática
da segurança do paciente na formação em enfer-
A REBRAENSP estimula e apoia a formação
magem, tanto em cursos de graduação e pós-gra-
de novos Polos e Núcleos por meio de realização
duação, como em cursos técnicos. Outro desafio é
de palestras, ampla divulgação por meio das redes
o de contribuir, por meio de seus integrantes, com
sociais e e-mails e também pelo site recém-construí-
o desenvolvimento de pesquisas que possam não
do.16 Isso permite a disseminação de informações e
somente identificar o cenário atual relacionado à
conhecimentos relacionados à área de enfermagem
segurança do paciente em nosso país, mas também
e segurança do paciente, visando à divulgação das
analisar diferentes estratégias para a segurança do
atividades desenvolvidas pelos Polos/Núcleos e
paciente no ensino e na assistência.
das políticas nacionais e mundiais relacionadas à
temática. Em 2013, a Rede contribuiu na consulta pú-
Em 2008, foi criado o logotipo com o intuito blica promovida pelo Ministério da Saúde (MS)
de divulgar o nome da rede em âmbito nacional e e pela ANVISA acerca do Programa Nacional de
internacional e associar a imagem à REBRAENSP Segurança do Paciente (PNSP) e dos protocolos de
(Figura 2). cirurgia segura, prevenção de úlceras por pressão,
prática de higiene das mãos em serviços de saúde,
prevenção de quedas, identificação do paciente
e segurança na prescrição, uso e administração
de medicamentos. Foi elaborado também um
documento direcionado à ANVISA, no intuito de
fortalecer a participação da Rede no processo de
implantação do PNSP. Neste documento, a Rede se
propõe a auxiliar e compor o grupo de implantação
do Programa, bem como elaborar materiais edu-
cativos que auxiliem os profissionais na realização
do cuidado seguro e de qualidade.
Considera-se como um avanço da RE-
Figura 2 - Logotipo da Rede Brasileira de BRAENSP a criação do site,16 onde os coordenado-
Enfermagem e Segurança do Paciente res e membros de Polos e Núcleos podem divul-
gar suas ações e contribuir com a divulgação de
Como estratégia de discussão presencial, informações relacionadas a programas nacionais,
são realizadas reuniões periódicas em diferentes materiais, eventos, dentre outros.
localidades, onde são convidados os coordenado- O Polo São Paulo, em parceria com o Progra-
res dos Polos e Núcleos da REBRAENSP, havendo ma Segurança do Paciente do Conselho Regional
ainda o incentivo quanto à participação de outros de Enfermagem de São Paulo (CORENSP), a
enfermeiros interessados em conhecer e fazer parte Câmara Técnica do Conselho e a diretoria da
da mesma. Associação Brasileira de Enfermagem seção São
Destaca-se que a coordenação e membros da Paulo (ABEn-SP), desenvolveu, em 6 de abril de
Rede participam dos encontros anuais promovidos 2010, a “Declaração da Enfermagem do Estado
pela RIENSP, que ocorrem sempre por ocasião de São Paulo para a Promoção da Segurança do
dos Colóquios Pan-Americanos de Enfermagem. Paciente”. O documento foi redigido com a finali-
Esses encontros possibilitam aos membros dade de declarar o compromisso da enfermagem
identificarem e analisarem possíveis barreiras, do Estado de São Paulo em desenvolver ações que
interesses e prioridades relacionados à prática, visem à promoção da segurança do paciente nos
gestão, investigação e educação na enfermagem. âmbitos da educação, prática clínica, pesquisa e
Em conjunto, todos os Polos e Núcleos distribuídos cultura organizacional, alicerçada nos preceitos
pelo Brasil trabalham com metas e objetivos em co- éticos e legais da profissão.17
mum, como o de potencializar o desenvolvimento Ainda em 2010, em conjunto com o CO-
de investigações multicêntricas entre os membros, RENSP, publicou a cartilha “10 passos para a
compartilhar metodologias e recursos tecnológi- segurança do paciente”.18 Em 2011, foi divulgado
cos destinados às atividades de cuidado, gestão, novo material, intitulado “Erros de medicação:
educação, investigação e cooperação técnica rela- definições e estratégias de prevenção”.19 Esses
cionada à enfermagem e segurança do paciente. materiais são amplamente divulgados por meio
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- 910 - Caldana G, Guirardello EB, Urbanetto JS, Peterlini MAS, Gabriel CS
de encontros promovidos sobre a segurança do saúde e representantes da sociedade organizada.
paciente, redes sociais e sites. Esse plano contempla seis áreas de atuação:
No ano de 2013 foi publicado o livro “Estra- formação em enfermagem,, extensão às comuni-
tégias para a segurança do paciente: manual para dades e sociedades, investigação e disseminação
os profissionais de saúde”, elaborado pela equipe do conhecimento, políticas públicas, serviços de
REBRAENSP – Polo Rio Grande do Sul,20 disponibi- enfermagem e a expansão e fortalecimento da
lizado gratuitamente para download no site da Rede. Rede. Cada coordenador, em conjunto com os
integrantes dos Polos/Núcleos da REBRAENSP,
deve discutir e descrever o plano de acordo com
Plano de trabalho para 2014-2016
suas possibilidades de implementação. O plano
Uma das estratégias adotadas pela Rede de trabalho, bem como os resultados obtidos, é
para a horizontalização de ações é a construção apresentado pelo coordenador ou seu representan-
de planos de trabalho nacionais e locais. Os Pla- te nas reuniões semestrais da REBRAENSP e nas
nos de Trabalho da REBRAENSP são trianuais e reuniões locais de cada Polo ou Núcleo, conforme
desenhados a partir das recomendações contidas cronograma próprio.
no plano de trabalho da RIENSP com adequação Para os anos de 2014 a 2016, a REBRAENSP
à realidade brasileira. Seu objetivo é promover a estabeleceu as metas descritas e a respectivas
divulgação da temática enfermagem e segurança estratégias propostas para seu alcance, conforme
do paciente entre os profissionais, instituições de o quadro 1.
Quadro 1 - Plano de trabalho da REBRAENSP para os anos de 2014 a 2016
Metas Estratégias
Mobilizar gestores de escolas para a inserção da temática segurança
Área 1: formação em enfermagem e segu- do paciente nos currículos dos cursos de enfermagem dos níveis mé-
rança do paciente dio, graduação e pós-graduação.
Contribuir para a formação profissional que fortaleça o PNSP.
Realização de eventos que oportunizem discussões e reflexões acerca
da segurança do paciente.
Criação de fóruns permanentes de discussões multidisciplinares com
Área 2: extensão às comunidades e socie-
participação de membros de organizações comunitárias vinculadas
dades
aos Conselhos Municipais de Saúde.
Desenvolver e ministrar aulas e palestras relacionadas à segurança
do paciente.
Área 3: investigação e disseminação do Realizar pesquisas relacionadas à temática segurança do paciente.
conhecimento Manter o site [Link] atualizado.
Área 4: políticas públicas Participação na elaboração de políticas.
Promover discussões e divulgação dos protocolos sobre segurança
do paciente lançados pelo Ministério da Saúde:
•identificação do paciente
•cirurgia segura
Área 5: serviços de enfermagem e seguran- •prevenção de quedas
ça do paciente •prevenção de úlceras por pressão
•administração segura de medicamentos
•higienização das mãos
Contribuir para a implementação dos Núcleos de Segurança do Pa-
ciente nas instituições de prestação de assistência em saúde.
Área 6: expansão e fortalecimento da Rede Criar e desenvolver novos Polos/Núcleos da REBRAENSP.
CONCLUSÃO seminar e sedimentar a cultura de segurança do
paciente nas organizações de saúde, instituições
Entende-se que, no Brasil, a estratégia de
de ensino e pesquisa, organizações não governa-
formação de redes foi eficaz no que tange a dis-
mentais e programas para usuários e familiares, no
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Rede brasileira de enfermagem e segurança do paciente: desafios... - 911 -
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Correspondência: Graziela Caldana Recebido: 10 de junho de 2014
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP Aprovado: 11 de fevereiro de 2015
Av dos Bandeirantes, 3900
14056-603 – Ribeirão Preto/São Paulo, Brasil.
E-mail: [Link]@[Link]
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Jul-Set; 24(3): 906-11.