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Audiência de Julgamento: Tráfico de Drogas

O documento relata a audiência de instrução, debates e julgamento do processo 1500407-13.2025.8.26.0597, onde o réu LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS é acusado de tráfico de drogas. Durante a audiência, foram ouvidas testemunhas e o réu, e a juíza determinou a produção de alegações finais antes de proferir a sentença sobre a acusação.

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JAN GOUVEA
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Audiência de Julgamento: Tráfico de Drogas

O documento relata a audiência de instrução, debates e julgamento do processo 1500407-13.2025.8.26.0597, onde o réu LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS é acusado de tráfico de drogas. Durante a audiência, foram ouvidas testemunhas e o réu, e a juíza determinou a produção de alegações finais antes de proferir a sentença sobre a acusação.

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fls.

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE SERTÃOZINHO
2ª VARA CRIMINAL
Rua Luiz Carlos Prudêncio nº 100, Jardim America, SERTAOZINHO-SP
CEP 14160-280

TERMO DE AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO, DEBATES E JULGAMENTO

Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
Processo n°: 1500407-13.2025.8.26.0597
Classe - Assunto Procedimento Especial da Lei Antitóxicos - Tráfico de Drogas e Condutas
Afins
Documento de Origem: Inquérito Policial, Inquérito Policial, Portaria - 2036299/2025 - DISE-
[Link]ÃOZINHO, 36968081 - DISE-
[Link]ÃOZINHO, 2036299 - DISE- [Link]ÃOZINHO
Autor: Justiça Pública
Réu: LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS

PROCESSO DIGITAL

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
Aos 06 de agosto de 2025, às 14:20 horas, na de audiências da 2ª Vara

Criminal da Comarca de Sertãozinho, Estado de São Paulo, sob a presidência da MMa. Juíza

de Direito, Dra. PAULA AGUIAR PIZETA, comigo, Escrevente ao final nomeado, foi aberta a

audiência de Instrução, Debates e Julgamento, nos autos da ação entre as partes em epígrafe.

Cumpridas as formalidades legais e apregoadas as partes, compareceram: a representante do

Ministério Público, Dra. TÂNIA REGINA GOLMIA CAMILLES; o advogado constituído do

réu, Dr. JAN RENATO BRAZ GOUVÊA, OAB/SP nº 310452; o réu LUCAS FRANCISCO

COSTA DIAS; as testemunhas comuns CLAUDETE APARECIDA COSTA, EURÍPEDES

ÂNGELO PAIXÃO e JOÃO REINALDO DE SOUZA. À Defesa foi dada a oportunidade de

entrevista prévia e reservada com o acusado antes da audiência. Iniciados os trabalhos, foram

ouvidas as testemunhas comuns EURÍPEDES ÂNGELO PAIXÃO, JOÃO REINALDO DE

SOUZA e CLAUDETE APARECIDA COSTA, bem como foi interrogado o acusado LUCAS

FRANCISCO COSTA DIAS. A MMa. Juíza tomou os depoimentos, pelo sistema de gravação

audiovisual, nos termos dos arts. 150/156 das Normas de Serviços da Corregedoria Geral de

Justiça; do artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda

Constitucional 45/2004; da Resolução nº 105/2010 do Conselho Nacional de Justiça, artigo 2º; do

artigo 405, §§ 1º e 2º, do Código de Processo Penal e demais corolários legais à espécie. Os

depoimentos ficam armazenados no sistema digital automatizado, anexo ao processo digital. A

seguir, disseram as partes que não têm diligências a requerer. Pela MMa. Juíza foi dito que:
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"Não havendo outras provas a serem produzidas, declaro encerrada a instrução processual e

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determino às partes que passem às alegações finais e orais (princípio da oralidade), como

expressamente determinado no art. 403, caput, do CPP, que ficam armazenadas no sistema SAJ.

Após, pela MMa. Juíza foi proferida sentença: "Vistos. LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS,

vulgo “Porva” qualificado nos autos, foi denunciado como incurso no artigo 33, “caput”, da Lei

11.343/06, porque no dia 02 de janeiro de 2025, por volta das 16h09min, na residência situada na

Rua Doutor Pio Duffles, nº 2685, Jardim Alvorada, via pública, nesta cidade e comarca de

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Sertãozinho, tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao consumo de terceiros, 01 (um)

tablete e 41 (quarenta e um) invólucros plásticos contendo Cannabis Sativa, L, substância

conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos e oitenta gramas), sem

autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, conforme auto de exibição e

apreensão e laudo pericial toxicológico definitivo. Narra a denúncia que na ocasião dos fatos,

LUCAS praticava o tráfico de drogas e, para o exercício da atividade ilícita, mantinha em

depósito na residência de sua genitora o entorpecente acima descrito, parte embalada em porções

individualizadas e parte a ser fracionada para entrega ao consumo de terceiros. Os fatos foram

constatados por policiais civis, os quais, após receberem notícias anônimas relatando que o

sujeito conhecido como “Porva” estaria armazenando drogas na residência do local dos fatos,

onde reside a sua genitora, se dirigiram até lá. Por conseguinte, os agentes foram recebidos pela

genitora de LUCAS, Claudete Aparecida Costa, a qual acompanhou as buscas, sendo possível

localizar, no quintal, escondidos entre panelas e sacolas plásticas, os entorpecentes acima

descritos, além de uma balança de precisão e um rolo de papel filme. Assim, diante das

circunstâncias da abordagem, havendo notícias anônima prévias da prática do tráfico, com a

indicação do autor e com a apreensão de quantidade razoável de drogas, a forma como estavam

acondicionadas, e de petrechos comumente utilizados no fracionamento e no preparo de maconha

evidencia-se a destinação ao consumo de terceiros dos entorpecentes. Às páginas 52/53 foi


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determinada a destruição das drogas apreendidas, guardando-se amostra necessária à realização

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do laudo definitivo ou eventual contraprova. A denúncia, recebida em 06 de maio de 2025

(páginas 52/53), veio acompanhada de inquérito policial e documentos. O acusado foi

regularmente citado (certidão à página 64) apresentou defesa preliminar, arrolou testemunhas e

juntou documentos (páginas 79/80 e 81/87). Às páginas 90/91 foram deferidos os benefícios da

justiça gratuita ao acusado. Em audiência de instrução e julgamento, foram ouvidas três

testemunhas arroladas em comum pelas partes, sendo, ao final, realizado o interrogatório do

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acusado. A Ilustre representante do Ministério Público, em debates orais, protestou pela

procedência da ação penal, delineando o teor da prova oral colhida nos autos e tecendo

considerações sobre a dosimetria da pena. A Nobre Defesa, também em sede de debates orais,

preliminarmente, aduziu nulidade da prova produzida em razão de violação de domicílio e

ausência de ordem judicial. No mérito, protestou pela absolvição do acusado sob o fundamento

de que não há provas suficientes para comprovar a autoria atribuída a LUCAS. Ao final, em caso

de condenação, teceu considerações sobre a dosimetria da pena. É o relatório. Fundamento e

decido. O acusado está sendo processado pela prática do crime de tráfico de drogas (artigo 33,

caput, da Lei nº 11.343/2006). Inicialmente, afasto a matéria preliminar aduzida pela Nobre

Defesa técnica em sede de debates orais, qual seja, nulidade da prova obtida na fase inquisitorial,

haja vista não existir qualquer ilicitude a ser declarada, posto que somente a prova obtida por

meio de expedientes ilícitos é que contamina o processo (artigo 5º, inciso LVI, da Constituição

Federal e artigo 157, do Código de Processo Penal). Neste ponto observa-se que somente ao final

da fase judicial, em sede de debates, foi levantada a tese de violação de domicílio, sendo certo

que na defesa preliminar nada foi aventado nesse sentido, tampouco a proprietária do imóvel

palco dos fatos afirmou tal situação perante a Autoridade Policial. No caso em tela, conforme

será a seguir delineado, não houve violação do domicílio. Com efeito, as circunstâncias em que

se deram os fatos indicam que os policiais civis agiram em estrito cumprimento do dever legal,
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tendo informado em juízo, nos mesmos moldes como mencionaram na fase extrajudicial, que

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receberam notícias da prática do tráfico de drogas pelo acusado LUCAS, sendo passadas as

características físicas dele. Fizeram primeira abordagem e nada de ilícito foi localizado na posse

do acusado. No mesmo dia receberam notícia de que as drogas comercializadas por LUCAS

eram guardadas na residência da genitora dele. Deslocaram-se até o endereço descrito na

denúncia, solicitaram autorização de ingresso que foi consentida pela genitora de LUCAS. No

local foram localizadas drogas cuja propriedade foi negada pela moradora, a qual indicou que

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possivelmente seriam do filho. Ora, as circunstâncias em que se deram os fatos (notícia de

prática de tráfico de drogas pelo acusado; notícia de armazenamento das drogas na residência da

genitora) gerou nos policiais fundada suspeita de que dentro da casa havia drogas, motivando o

ingresso a fim de fazer cessar a situação de flagrância. Mais não seria necessário para

excepcionar a previsão constitucional da inviolabilidade de domicílio. É lamentável a

interpretação equivocada que se faz das decisões dos Colendos Tribunais Superiores quanto a

excepcionalidade do ingresso de policiais em domicílio. Ainda, é de se ressaltar que não

pudessem os agentes da lei cessar a situação de flagrante delito estariam engessados e

impossibilitados de cumprirem o seu dever de ofício. Os policiais, ao serem ouvidos em juízo,

reafirmam a narrativa apresentada no momento de suas oitivas na Delegacia de Polícia, relatando

a respeito da abordagem e incursão na residência com tamanha riqueza de detalhes que

evidenciam que falam a verdade, narrando o que de fato vivenciaram. Nesse sentido, é o

entendimento do Supremo Tribunal Federal: EMENTA AGRAVO INTERNO EM HABEAS

CORPUS. ALEGADA VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA

O INGRESSO POLICIAL NA RESIDÊNCIA. TRÁFICO DE DROGAS. CRIME

PERMANENTE. ACÓRDÃO IMPUGNADO EM CONFORMIDADE COM A TESE FIXADA

NO RE 603.616 (TEMA N. 280/RG). NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-

PROBATÓRIO. HABEAS CORPUS INDEFERIDO. 1. Nos crimes de natureza permanente,


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cuja situação de flagrância se protrai no tempo, é dispensável a apresentação de mandado judicial

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para a entrada forçada na residência do acusado, desde que a ação esteja amparada em fundadas

razões (Tema n. 280/RG). 2. Não se admite, na via estreita do habeas corpus, a qual não

comporta dilação probatória, o reexame, com vistas ao acolhimento da tese defensiva –

desrespeito à inviolabilidade de domicílio –, do conjunto fático-probatório produzido nas

instâncias ordinárias. 3. Agravo interno desprovido. (HC 222948 AgR, Relator(a): NUNES

MARQUES, Segunda Turma, julgado em 19/06/2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n

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DIVULG 30-06-2023 PUBLIC 03-07-2023). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO

HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PENAL. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO

CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. TRÁFICO DE DROGAS. POSSE IRREGULAR DE

MUNIÇÃO DE USO PERMITIDO. VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO AFASTADA POR

FLAGRANTE DELITO EM CRIME PERMANENTE. IMPOSSIBILIDADE DE

ABSOLVIÇÃO POR QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA E PERDA DE CHANCE

PROBATÓRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA.

AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (HC 228390 AgR, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA,

Primeira Turma, julgado em 26/06/2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n DIVULG

26-06-2023 PUBLIC 27-06-2023). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO

ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS.

PRISÃO EM FLAGRANTE. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DAS PROVAS. VIOLAÇÃO DE

DOMICÍLIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO:

INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO

REGIMENTAL DESPROVIDO. (RHC 226889 AgR, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Primeira

Turma, julgado em 29/05/2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n DIVULG 30-05-2023

PUBLIC 31-05-2023). Destaca-se que nenhuma prova de arrombamento – alegado pela genitora

do acusado apenas em juízo – foi produzida nos autos. Ante o exposto, não havendo nulidade a
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ser declarada, rejeito a matéria preliminar levantada. Após análise detida das provas constantes

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do caderno processual tem-se que a presente ação penal é procedente. A materialidade do delito

encontra-se comprovada pelo boletim de ocorrência (páginas 03/05), auto de exibição e

apreensão (página 08/09), fotografias (páginas 10/13), laudos periciais (páginas 22/24 e 25/28),

que detectaram a presença de Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha nas

substâncias apreendidas e periciadas, bem como pela prova oral colhida nos autos. A autoria

também foi devidamente comprovada. LUCAS perante Autoridade Policial declarou que não

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reconhece a propriedade das drogas encontradas. Disse que esteve na sua mãe na data dos fatos,

pois, sua mãe havia se machucado, então apenas passou na casa dela e foi embora. Disse que

posteriormente foi na casa de sua prima, na parte da manhã, onde foi abordado pela polícia e

respondeu que não residia na casa e não estava envolvido com os fatos, pois, seu endereço era

outro. Apontou que sua mãe já foi envolvida com o tráfico de drogas e tem passagem, afirmou

que também já teve passagem pelo tráfico. Negou a ciência das drogas. Destacou que está

atualmente trabalhando na empresa Santana, no ramo de máquinas agrícolas, desde o período de

setembro, quando saiu da prisão (página 17). Em juízo declarou que na data dos fatos foi até a

residência da sua genitora visita-la, asseverando que no dia anterior ela havia se acidentado e por

isso o seu padrasto lhe telefonou noticiando o ocorrido. Após sair da residência da genitora foi

abordado por policiais e liberado. Posteriormente recebeu ligação de sua genitora dizendo que

policiais estavam no local e haviam localizado drogas. Negou a propriedade das drogas

apreendidas. Disse que a sua genitora é usuária de cocaína e já foi processada por tráfico de

drogas. Ao ser indicado que as drogas apreendidas se tratavam de maconha, asseverou que a sua

mãe também “fuma”. Não soube dizer se a genitora faz uso conjunto de drogas em sua própria

residência. Disse que trabalha e não faz mais uso de drogas. Em que pese a negativa de autoria

delitiva apresentada pelo acusado, as provas amealhadas são suficientes para demonstrar que as

drogas apreendidas pertenciam ao acusado. Com efeito, os policiais ouvidos em ambas as fases
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da persecução penal, revelaram que já tinham notícias de que o acusado estava praticando o

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tráfico de drogas na cidade. Na data dos fatos, receberam notícia dando conta de que o acusado

LUCAS, indicando o vulgo dele, “Porva”, e as vestes lograram êxito em localizá-lo próximo a

“biqueira”. O acusado foi abordado e revistado, não sendo localizado nada de ilícito em sua

posse. Posteriormente, no período da tarde, receberam nova notícia de que o acusado havia

guardado drogas na residência da genitora dele. As notícias eram específicas e precisas com

relação ao acusado. Naquele outro local, foram atendidos pela genitora de LUCAS que, após ser

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cientificada dos fatos, franqueou a entrada e acompanhou as buscas. No quintal, foi localizada

sacola contendo drogas, plástico filme e balança digital. Claudete negou a propriedade da droga e

indicou que poderia ser do filho, ora acusado. Tentaram contado com o acusado, mas ele não

compareceu ao local. Anota-se que pela prova colhida – interrogatório do acusado e depoimento

da genitora dele – o relacionamento entre LUCAS e Claudete é muito bom, tanto é que o filho se

preocupa em visitar a genitora. Assim é que a narrativa de LUCAS no sentido de possivelmente a

droga maconha seria da genitora, a qual informou ser usuária de cocaína, destoa da realidade,

sendo certo, ainda, que as drogas estavam parte fracionadas e embaladas, parte ainda por ser

fracionada, estando depositadas juntamente com balança de precisão e plástico filme, indicando

que estavam guardadas para posterior comercialização. Ademais, os policiais civis receberam

notícia específica e precisa acerca da atuação de LUCAS, tanto é que o abordaram na via pública

antes da localização das drogas. É de se considerar, ainda, que Claudete, ao presenciar a

localização das drogas ficou nervosa informou aos policiais que “poderia ser do filho” e que “ele

havia estado no local pela manhã”. O contexto probatório e o encadeamento dos fatos converge

para a conclusão de que as drogas eram de propriedade de LUCAS o qual, para evitar

responsabilização penal, decidiu guarda-las na residência de sua genitora. Eurípedes Angelo

Paixão e João Reinaldo de Souza, Policiais Civis, testemunhas arroladas em comum pelas partes,

declararam em juízo que na data dos fatos receberam notícias de que o acusado, vulgo “Porva”,
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estava em uma biqueira comercializando drogas. Foram até o local, fizeram abordagem e revista

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pessoal, no entanto, nada de ilícito foi localizado com ele. Posteriormente, no mesmo dia,

receberam nova notícia relacionada a LUCAS, sendo informado que ele teria armazenado drogas

na residência da genitora, endereço indicado na denúncia. No local, foram atendidos pela

genitora do acusado, a qual franqueou a entrada e ciente da razão da presença dos policiais,

acompanhou as buscas. No quintal o policial Eurípedes encontrou sacola contendo as drogas

apreendidas. Claudete negou a propriedade das drogas dizendo “só se fosse do meu filho”,

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referindo-se a LUCAS. Disseram que no local estavam Claudete e o companheiro dela. Tentaram

falar com LUCAS, tendo Claudete telefonado para ele, mas ele não foi até o local. O acusado já

era conhecido nos meios policias por haver suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

Não localizaram drogas anteriormente na posse de LUCAS. Claudete Aparecida Costa,

testemunha arrolada em comum pelas partes, declarou em juízo que é moradora no imóvel da

Rua Dr. Pio Dufles, 2685, bairro Jardim Alvorada, Sertãozinho. Disse que na casa residem ela e

Devair, seu companheiro. Destacou que é genitora Lucas Francisco da Costa Dias. Informou

nesta data, pela manhã, seu filho esteve em sua casa, para visitá-la, já que está com o rosto

machucado devido a uma queda. Informou que não sabe dizer de quem é o entorpecente

localizado em sua residência. Negou ter conhecimento sobre a origem da droga (página 07). Em

juízo reafirmou que na data dos fatos os policiais estiveram em sua residência, bateram palmas

mas como não os atendeu eles arrombaram o cadeado e ingressaram no imóvel. Fizeram buscas e

localizaram no quintal sacola contendo drogas. Negou a propriedade das drogas. Negou ter

indicado serem as drogas de seu filho. Foi obrigada a telefonar para o filho. LUCAS tem apelido

de “Porva”. Encerrada a instrução processual, restou cabalmente demonstrado nos autos que na

data e local dos fatos o acusado tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao consumo

de terceiros, 01 (um) tablete e 41 (quarenta e um) invólucros plásticos contendo Cannabis

Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos e oitenta
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gramas), sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, conforme auto

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de exibição e apreensão e laudo pericial toxicológico definitivo. Neste ponto, observa-se que o

acusado negou a autoria do delito capitulado na denúncia, afirmando que os entorpecentes não

eram de sua propriedade e também que não é domiciliado no local em que os entorpecentes

foram encontrados. Ocorre que, conforme delineado acima, tal negativa é superficial e evasiva,

restando demonstrado que as drogas eram de propriedade de LUCAS que, a fim de evitar a

localização, as manteve em depósito na residência da genitora. A forma como estava embalada e

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fracionada, revela que as drogas seriam destinadas à entrega ao consumo de terceiras pessoas. É

de se ponderar que LUCAS não é pessoa ingênua, já tendo sido processado e condenado em

definitivo pela prática de delito de tráfico de drogas (certidão de páginas 46/51), o que denota ter

consciência da responsabilidade criminal decorrente da prática de delito grave, mesmo assim

assumiu o risco de ter em depósito maconha. Encerrada a instrução processual, extrai-se da prova

amealhada que os fatos se deram da forma como narrados na denúncia. Com efeito, a fala dos

Policiais é segura e revela que o acusado tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao

consumo de terceiros, 01 (um) tablete e 41 (quarenta e um) invólucros plásticos contendo

Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos

e oitenta gramas), sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar,

conforme auto de exibição e apreensão e laudo pericial toxicológico definitivo. Não se

vislumbram contradições nos depoimentos capazes de macular a prova sendo certo que a

dinâmica por eles narrada é corroborada pela prova pericial e documental encartada nos autos. A

prova é cristalina. Observe-se, outrossim, que não existe qualquer indicativo nos autos de que os

Policiais tivessem a intenção de prejudicar o acusado. Assim “o valor de depoimento

testemunhal de servidores policiais – especialmente quando prestados em juízo, sob a garantia do

contraditório – reveste-se de inquestionável eficácia probatória, não se podendo desqualificá-lo

pelo só fato de emanar de agentes estatais incumbidos, por dever de ofício, da repressão penal. O
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depoimento testemunhal do agente policial somente não terá valor quando se evidenciar que esse

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servidor do Estado, por revelar interesse particular na investigação penal, age facciosamente ou

quando demonstrar – tal como ocorre com as demais testemunhas – que as suas declarações não

encontram suporte e nem se harmonizam com os outros elementos probatórios idôneos.” (STF –

HC nº 73.518-5 – Rel. Min. Celso de Mello, DJU 18.10.96, p. 39.846). Nesse sentido: EMENTA:

HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. NULIDADE DA SENTENÇA

CONDENATÓRIA. INSUFICIÊNCIA DAS PROVAS DE ACUSAÇÃO. DEPOIMENTOS

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PRESTADOS EM JUÍZO POR AUTORIDADES POLICIAIS. VALIDADE. REVOLVIMENTO

DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. É da jurisprudência desta

Suprema Corte a absoluta validade, enquanto instrumento de prova, do depoimento em juízo

(assegurado o contraditório, portanto) de autoridade policial que presidiu o inquérito policial ou

que presenciou o momento do flagrante. Isto porque a simples condição de ser o depoente

autoridade policial não se traduz na sua automática suspeição ou na absoluta imprestabilidade de

suas informações. Tratando-se de sentença condenatória escorada não apenas nos depoimentos

prestados em Juízo pelos policiais, como também nos esclarecimentos feitos pelas próprias

testemunhas da defesa, não é possível rever todo o acervo fático-probatório do feito criminal

para perquirir se as provas a que se referiu o magistrado de primeira instância são ou não

suficientes para produzir uma condenação. O habeas corpus, enquanto remédio constitucional,

cumpre a função de pronto socorro à liberdade de locomoção. Daí que o manejo dessa via

expressa ou por atalho passe a exigir do acionante a comprovação, de pronto, da ilegalidade ou

abusividade de poder imputada à autoridade coatora. Ordem denegada. (HC 87.662, Relator(a):

Min. CARLOS BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/09/2006, DJ 16-02-2007 PP-00048

EMENT VOL-02264-02 PP-00280 LEXSTF v. 29, n. 339, 2007, p. 417-421). De resto, é de

maciça jurisprudência, prolatada inclusive pelas Cortes Superiores quanto a suficiência da prova

testemunhal consistente em depoimentos de agentes públicos para embasar a condenação em


fls. 149

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crimes de tráfico de drogas como o tratado nos autos: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO

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ILÍCITO DE ENTORPECENTES. TESE DE FRAGILIDADE DA PROVA PARA

SUSTENTAR A ACUSAÇÃO. VIA IMPRÓPRIA. NECESSIDADE DE EXAME

APROFUNDADO DO CONJUNTO PROBATÓRIO. DEPOIMENTO DE POLICIAIS.

VALIDADE PROBATÓRIA. 1. O exame da tese de fragilidade da prova para sustentar a

condenação, por demandar, inevitavelmente, profundo reexame do material cognitivo produzido

nos autos, não se coaduna com a via estreita do writ. Precedentes. 2. Os policiais não se

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encontram legalmente impedidos de depor sobre atos de ofício nos processos de cuja fase

investigatória tenham participado, no exercício de suas funções, revestindo-se tais depoimentos

de inquestionável eficácia probatória, sobretudo quando prestados em juízo, sob a garantia do

contraditório. Precedentes. 3. Ordem denegada” (STJ Min. Laurita Vaz 5ª Turma HC nº Relator:

Salles Abreu Apelação nº 0034020-74.2011.8.26.0602 Voto nº: 115516/SP 03/02/2009). Assim é

que não se contesta a validade dos depoimentos acima delineados, que constituem prova

perfeitamente aceitável. A propósito, já se decidiu no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de

São Paulo: TRÁFICO DE DROGAS – MATERIALIDADE – auto de apreensão e laudo

toxicológico que restou positivo para a presença do elemento ativo – comprovação que o

material apreendido é droga. TRÁFICO DE DROGAS – AUTORIA – admissão do réu sobre a

propriedade da droga - depoimento de policiais que confirmam a apreensão de drogas no carro

do acusado – validade – depoimento de agente público só deve ser visto com reservas quando a

imputação ao réu visa justificar eventual abuso praticado – inocorrência no caso em tela - de

rigor a condenação do apelante. TRÁFICO – destinação a terceiros – indícios tais como

quantidade incomum com a figura de usuário; a forma de acondicionamento de parte da droga,

própria para a venda a varejo; e declaração de que a droga se destinava a terceiro - de rigor a

condenação. TRANSPORTE INTERESTADUAL – comprovado pela prova oral - confirmação

da apreensão de drogas no Estado de São Paulo e que o destino era o Estado da Bahia PENA –
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base fixada acima do mínimo legal – alta reprovabilidade - exasperação da pena em 1/6 -

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mantença - improvimento ao apelo - segunda fase – reconhecida a agravante da calamidade

pública e a atenuante da confissão - compensação – não incidência da agravante prevista no

artigo 61, II, j, CP - não demonstração de que o réu se valeu do estado de calamidade pública

para a prática do crime - agravante da calamidade afastada - provimento para este fim - presente

a atenuante da confissão - redução da pena ao mínimo legal - presente a causa de aumento

prevista no artigo 40, V, da Lei de Drogas - exasperação da pena em 1/6 - redutor não

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reconhecido - grande quantidade de droga indicativa de profissionalização - dedicação a

atividades criminosas - a forma como a droga foi ocultada em painel do veículo revela, sem

dúvida, que o acusado se dedica às atividades criminosas - de rigor é o não reconhecimento do

redutor - improvimento ao apelo. REGIME – fechado – réu que se encontrava em poder de

considerável quantidade de droga – natureza da droga que possui alto potencial lesivo – alta

reprovabilidade e periculosidade – o regime deve ser o necessário para dissuadir o réu de

retornar a delinquir (Beccaria) – regime fechado – necessidade – regime mais brando -

impossibilidade - improvimento ao apelo – detração – não cabimento no presente caso – regime

que foi fixado com base em circunstâncias desfavoráveis – mantença do regime - em face da alta

reprovabilidade e do quantum de pena - inviabilidade da substituição da pena privativa de

liberdade por pena restritiva de direito. (TJSP; Apelação Criminal 1500663-54.2021.8.26.0545;

Relator (a): Mens de Mello; Órgão Julgador: 7ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Atibaia - 1ª

Vara Criminal Infância e Juventude; Data do Julgamento: 09/02/2022; Data de Registro:

11/02/2022). APELAÇÃO CRIMINAL – Tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06)

– Preliminares – Alegação de inépcia da denúncia – Inocorrência – Questão fulminada pela

preclusão – Ademais, peça acusatória que preenche todos os requisitos previstos no art. 41 do

CPP – Nulidade em decorrência de provas ilícitas produzidas a partir de ingresso não autorizado

em domicílio – Não ocorrência – Situação flagrancial que prescinde de autorização judicial –


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Crime permanente, de consumação prolongada no tempo – Presença de fundadas razões para

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legitimar a conduta dos agentes públicos – Mérito – Pretendida absolvição por insuficiência

probatória - Inadmissibilidade – Materialidade e autoria demonstradas nos autos – Depoimentos

dos policiais corroborados pelo restante da prova produzida, os quais são dotados de fé-pública –

Validade – Ausência de interesse em prejudicar os acusados – Condenação irreparável –

Dosimetria – Inteligência ao art. 42 da Lei nº 11.343/06 – José Guilherme reincidente específico

– Bruna que é primária e foi beneficiada com o redutor em ¼ – Regimes fechado para aquele e

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aberto para esta que não comportam modificação – Preliminares rejeitadas e recursos defensivos

desprovidos. (TJSP; Apelação Criminal 1500337-29.2020.8.26.0578; Relator (a): Camilo Léllis;

Órgão Julgador: 4ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Ourinhos - 2ª Vara Criminal; Data do

Julgamento: 27/01/2022; Data de Registro: 27/01/2022). MATERIALIDADE – auto de

apreensão e laudo toxicológico que restou positivo para a presença do elemento ativo –

comprovação que o material apreendido é droga. AUTORIA – confissão judicial em consonância

com o restante da prova produzida – depoimentos de policiais militares que indicam a apreensão

de droga – validade – depoimento policial só deve ser visto com reservas quando a imputação ao

réu visa justificar eventual abuso praticado – inocorrência no caso em tela. TRÁFICO –

destinação a terceiros – indícios de quantidade incompatível com a figura de usuário; forma de

acondicionamento próprio para venda e a confissão judicial do réu de que guardava porções de

droga para consumo de terceiros. PENAS – primeira fase – base fixada em 1/3 acima do mínimo

legal – natureza, quantidade e diversidade - segunda fase – confissão – diminuição de 1/6 –

terceira fase – ausente causas de aumento ou diminuição da pena – reprimenda reformada.

REGIME – circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu - indicando que regime menos gravoso

não atende à finalidade preventiva específica – Beccaria – regime fechado – provimento parcial

ao recurso, com determinação. (TJSP; Apelação 0003995-20.2014.8.26.0361; Relator (a): Lauro

Mens de Mello; Órgão Julgador: 6ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Mogi das Cruzes - 1ª
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Vara Criminal; Data do Julgamento: 31/01/2019; Data de Registro: 14/02/2019). Extrai-se das

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provas produzidas durante a instrução que o acusado era o proprietário das drogas apreendidas as

quais, pelas circunstâncias que permeiam os fatos, se destinariam à comercialização. Assim, não

bastasse a fala coesa dos agentes públicos, as circunstâncias em que os fatos ocorreram e as

provas documentais e periciais evidenciam a prática do delito em análise. Destaca-se que o crime

de tráfico de drogas não exige a mercancia, restando caracterizado também pelas demais

condutas tipificadas no dispositivo legal, dentre elas ter em depósito e guardar para fins de

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entrega a terceiros (artigo 33, da Lei nº 11.343/2006). Ante o exposto e pelas razões acima

delineadas, são suficientes as provas produzidas para o decreto condenatório. Existe regularidade

procedimental e a prova reflete os fatos denunciados, impondo-se, portanto, a procedência da

ação penal, restando afastadas as teses de defesa em sentido contrário. Aplicação da pena. Passo

a dosar a pena. Individualizo-a ao caso concreto. Observo a situação pessoal do acusado. Faço a

sua adequação para a prevenção e para a repreensão do ilícito. A pena do delito capitulado no

artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, tem por base pena privativa de liberdade de 05 anos de

reclusão e 500 dias-multa. Trata-se de legislação especial, devendo ser observado o disposto no

artigo 42, da Lei nº 11.343/2006 (“O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância

sobre o previsto no artigo 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do

produto, a personalidade e a conduta social do agente”). Embora o acusado não tenha maus

antecedentes, foram apreendidos 01 (um) tablete e 41 (quarenta e um) invólucros plásticos

contendo Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g

(duzentos e oitenta gramas). Ademais, trata-se de acusado reincidente específico, o que será

analisado na segunda fase, ostentando outras condenação caracterizadoras de maus antecedentes.

Face de todo exposto e com fundamento nos preceitos legais pertinentes (artigo 42, da Lei nº

11.343/2006 e artigo 59, do Código Penal), aumento a pena base em 1/6 e fixo-a em 05 anos e 10

meses de reclusão e 583 dias-multa. Na segunda fase da dosimetria, presente a agravante da


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reincidência (artigo 61, inciso I combinado com o artigo 63, ambos do Código Penal), uma vez

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que o acusado já foi condenado anteriormente aos fatos pela prática de outro delito de tráfico de

drogas (conforme certidões referentes à folha de antecedentes 46/51). Logo, aumento a pena em

1/6 e fixo-a em 06 anos, 09 meses e 20 dias de reclusão e 680 dias-multa. Ausentes atenuantes.

Não há causas de aumento ou de diminuição de pena a considerar. Observa-se que o acusado,

como já referido, é reincidente específico na prática do delito de tráfico de entorpecentes,

portanto, se trata de pessoa que se dedica à atividade criminosa, sendo incabível a redução de

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pena prevista no §4º, do artigo 33, da Lei nº 11.343/2006. Chega-se, pois, à pena privativa de

liberdade total de 06 (seis) anos, 09 (nove) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 680 (seiscentos

e oitenta) dias-multa, que fixo no patamar mínimo legal ante a situação econômica do acusado

comprovada nos autos. No caso concreto, o regime inicial para cumprimento da pena será o

fechado, pois, embora a pena tenha sido estabelecida em patamar inferior a 08 anos de reclusão,

o modo inicial fechado é o adequado à espécie, tendo em vista a aferição desfavorável de

circunstâncias judiciais (quantidade e natureza das drogas apreendidas, consoante indicado na

primeira fa aplicação do regime mais danoso, nos termos do artigo 33, §§ 2º e 3º, do Código

Penal, e artigo 42 da Lei nº 11.343/06 (Precedentes – Superior Tribunal de Justiça - AgRg no

AREsp 645.638/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em

08/02/2018, DJe 16/02/2018; AgRg no HC 411.685/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER,

QUINTA TURMA, julgado em 08/02/2018, DJe 20/02/2018; HC 424.437/RJ, Rel. Ministro

FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 06/02/2018, DJe 15/02/2018). São incabíveis

a substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direito (artigos 44 e 69,

ambos do Código Penal) e a concessão do benefício da suspensão condicional da pena (artigo 77,

do Código Penal). Situação prisional. O réu respondeu o processo em liberdade e não se afigura

necessária sua custódia cautelar, razão pela qual poderá recorrer em liberdade. Dispositivo. Posto

isso, JULGO PROCEDENTE a ação penal e CONDENO o acusado LUCAS FRANCISCO


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COSTA DIAS, qualificado nos autos, como incurso nas penas do artigo 33, caput, da Lei nº

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11.343/2006, pelo que o condeno à pena privativa de liberdade de 06 (seis) anos, 09 (nove)

meses e 20 (vinte) dias de reclusão em regime inicial fechado e 680 (seiscentos e oitenta) dias-

multa, no patamar mínimo legal. São incabíveis a substituição da pena privativa de liberdade

pela pena restritiva de direito e a concessão do benefício da suspensão condicional da pena.

Recurso em liberdade. Nos termos do art. 63 da Lei 11.343/06, por ausência de prova da origem

lícita e por ser oriundo do tráfico, decreto o perdimento dos valores e objetos apreendidos em

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favor da União. Custas na forma da Lei Estadual n° 11.608/03, observada a gratuidade. Proferida

em audiência, dou a sentença por publicada e os presentes dela intimados. Registre-se

oportunamente, com expedição das comunicações de praxe". Ao final, pelo Ministério Público

foi dito que não tinha interesse em recorrer, bem como pela Defesa e pelo réu foi dito que tinham

interesse em recorrer, pleiteando a Defesa a apresentação de razões perante o Tribunal, nos

termos do art. 600, § 4º do CPP. Pela MMa. Juíza foi dito que: "Recebo o recurso. As razões

serão apresentadas perante a Superior Instância. Remetam-se os autos". NADA MAIS. Eu,

Wellington Cláudio de Amorim, Escrevente Técnico Judiciário, digitei.

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