Audiência de Julgamento: Tráfico de Drogas
Audiência de Julgamento: Tráfico de Drogas
139
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
Processo n°: 1500407-13.2025.8.26.0597
Classe - Assunto Procedimento Especial da Lei Antitóxicos - Tráfico de Drogas e Condutas
Afins
Documento de Origem: Inquérito Policial, Inquérito Policial, Portaria - 2036299/2025 - DISE-
[Link]ÃOZINHO, 36968081 - DISE-
[Link]ÃOZINHO, 2036299 - DISE- [Link]ÃOZINHO
Autor: Justiça Pública
Réu: LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS
PROCESSO DIGITAL
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
Aos 06 de agosto de 2025, às 14:20 horas, na de audiências da 2ª Vara
Criminal da Comarca de Sertãozinho, Estado de São Paulo, sob a presidência da MMa. Juíza
de Direito, Dra. PAULA AGUIAR PIZETA, comigo, Escrevente ao final nomeado, foi aberta a
audiência de Instrução, Debates e Julgamento, nos autos da ação entre as partes em epígrafe.
réu, Dr. JAN RENATO BRAZ GOUVÊA, OAB/SP nº 310452; o réu LUCAS FRANCISCO
entrevista prévia e reservada com o acusado antes da audiência. Iniciados os trabalhos, foram
SOUZA e CLAUDETE APARECIDA COSTA, bem como foi interrogado o acusado LUCAS
FRANCISCO COSTA DIAS. A MMa. Juíza tomou os depoimentos, pelo sistema de gravação
audiovisual, nos termos dos arts. 150/156 das Normas de Serviços da Corregedoria Geral de
Justiça; do artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda
artigo 405, §§ 1º e 2º, do Código de Processo Penal e demais corolários legais à espécie. Os
seguir, disseram as partes que não têm diligências a requerer. Pela MMa. Juíza foi dito que:
fls. 140
"Não havendo outras provas a serem produzidas, declaro encerrada a instrução processual e
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
determino às partes que passem às alegações finais e orais (princípio da oralidade), como
expressamente determinado no art. 403, caput, do CPP, que ficam armazenadas no sistema SAJ.
Após, pela MMa. Juíza foi proferida sentença: "Vistos. LUCAS FRANCISCO COSTA DIAS,
vulgo “Porva” qualificado nos autos, foi denunciado como incurso no artigo 33, “caput”, da Lei
11.343/06, porque no dia 02 de janeiro de 2025, por volta das 16h09min, na residência situada na
Rua Doutor Pio Duffles, nº 2685, Jardim Alvorada, via pública, nesta cidade e comarca de
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
Sertãozinho, tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao consumo de terceiros, 01 (um)
conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos e oitenta gramas), sem
apreensão e laudo pericial toxicológico definitivo. Narra a denúncia que na ocasião dos fatos,
depósito na residência de sua genitora o entorpecente acima descrito, parte embalada em porções
individualizadas e parte a ser fracionada para entrega ao consumo de terceiros. Os fatos foram
constatados por policiais civis, os quais, após receberem notícias anônimas relatando que o
sujeito conhecido como “Porva” estaria armazenando drogas na residência do local dos fatos,
onde reside a sua genitora, se dirigiram até lá. Por conseguinte, os agentes foram recebidos pela
genitora de LUCAS, Claudete Aparecida Costa, a qual acompanhou as buscas, sendo possível
descritos, além de uma balança de precisão e um rolo de papel filme. Assim, diante das
indicação do autor e com a apreensão de quantidade razoável de drogas, a forma como estavam
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
do laudo definitivo ou eventual contraprova. A denúncia, recebida em 06 de maio de 2025
regularmente citado (certidão à página 64) apresentou defesa preliminar, arrolou testemunhas e
juntou documentos (páginas 79/80 e 81/87). Às páginas 90/91 foram deferidos os benefícios da
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
acusado. A Ilustre representante do Ministério Público, em debates orais, protestou pela
procedência da ação penal, delineando o teor da prova oral colhida nos autos e tecendo
considerações sobre a dosimetria da pena. A Nobre Defesa, também em sede de debates orais,
ausência de ordem judicial. No mérito, protestou pela absolvição do acusado sob o fundamento
de que não há provas suficientes para comprovar a autoria atribuída a LUCAS. Ao final, em caso
decido. O acusado está sendo processado pela prática do crime de tráfico de drogas (artigo 33,
caput, da Lei nº 11.343/2006). Inicialmente, afasto a matéria preliminar aduzida pela Nobre
Defesa técnica em sede de debates orais, qual seja, nulidade da prova obtida na fase inquisitorial,
haja vista não existir qualquer ilicitude a ser declarada, posto que somente a prova obtida por
meio de expedientes ilícitos é que contamina o processo (artigo 5º, inciso LVI, da Constituição
Federal e artigo 157, do Código de Processo Penal). Neste ponto observa-se que somente ao final
da fase judicial, em sede de debates, foi levantada a tese de violação de domicílio, sendo certo
que na defesa preliminar nada foi aventado nesse sentido, tampouco a proprietária do imóvel
palco dos fatos afirmou tal situação perante a Autoridade Policial. No caso em tela, conforme
será a seguir delineado, não houve violação do domicílio. Com efeito, as circunstâncias em que
se deram os fatos indicam que os policiais civis agiram em estrito cumprimento do dever legal,
fls. 142
tendo informado em juízo, nos mesmos moldes como mencionaram na fase extrajudicial, que
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
receberam notícias da prática do tráfico de drogas pelo acusado LUCAS, sendo passadas as
características físicas dele. Fizeram primeira abordagem e nada de ilícito foi localizado na posse
do acusado. No mesmo dia receberam notícia de que as drogas comercializadas por LUCAS
denúncia, solicitaram autorização de ingresso que foi consentida pela genitora de LUCAS. No
local foram localizadas drogas cuja propriedade foi negada pela moradora, a qual indicou que
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
possivelmente seriam do filho. Ora, as circunstâncias em que se deram os fatos (notícia de
prática de tráfico de drogas pelo acusado; notícia de armazenamento das drogas na residência da
genitora) gerou nos policiais fundada suspeita de que dentro da casa havia drogas, motivando o
ingresso a fim de fazer cessar a situação de flagrância. Mais não seria necessário para
interpretação equivocada que se faz das decisões dos Colendos Tribunais Superiores quanto a
evidenciam que falam a verdade, narrando o que de fato vivenciaram. Nesse sentido, é o
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
para a entrada forçada na residência do acusado, desde que a ação esteja amparada em fundadas
razões (Tema n. 280/RG). 2. Não se admite, na via estreita do habeas corpus, a qual não
instâncias ordinárias. 3. Agravo interno desprovido. (HC 222948 AgR, Relator(a): NUNES
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
DIVULG 30-06-2023 PUBLIC 03-07-2023). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO
PUBLIC 31-05-2023). Destaca-se que nenhuma prova de arrombamento – alegado pela genitora
do acusado apenas em juízo – foi produzida nos autos. Ante o exposto, não havendo nulidade a
fls. 144
ser declarada, rejeito a matéria preliminar levantada. Após análise detida das provas constantes
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
do caderno processual tem-se que a presente ação penal é procedente. A materialidade do delito
apreensão (página 08/09), fotografias (páginas 10/13), laudos periciais (páginas 22/24 e 25/28),
que detectaram a presença de Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha nas
substâncias apreendidas e periciadas, bem como pela prova oral colhida nos autos. A autoria
também foi devidamente comprovada. LUCAS perante Autoridade Policial declarou que não
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
reconhece a propriedade das drogas encontradas. Disse que esteve na sua mãe na data dos fatos,
pois, sua mãe havia se machucado, então apenas passou na casa dela e foi embora. Disse que
posteriormente foi na casa de sua prima, na parte da manhã, onde foi abordado pela polícia e
respondeu que não residia na casa e não estava envolvido com os fatos, pois, seu endereço era
outro. Apontou que sua mãe já foi envolvida com o tráfico de drogas e tem passagem, afirmou
que também já teve passagem pelo tráfico. Negou a ciência das drogas. Destacou que está
setembro, quando saiu da prisão (página 17). Em juízo declarou que na data dos fatos foi até a
residência da sua genitora visita-la, asseverando que no dia anterior ela havia se acidentado e por
isso o seu padrasto lhe telefonou noticiando o ocorrido. Após sair da residência da genitora foi
abordado por policiais e liberado. Posteriormente recebeu ligação de sua genitora dizendo que
policiais estavam no local e haviam localizado drogas. Negou a propriedade das drogas
apreendidas. Disse que a sua genitora é usuária de cocaína e já foi processada por tráfico de
drogas. Ao ser indicado que as drogas apreendidas se tratavam de maconha, asseverou que a sua
mãe também “fuma”. Não soube dizer se a genitora faz uso conjunto de drogas em sua própria
residência. Disse que trabalha e não faz mais uso de drogas. Em que pese a negativa de autoria
delitiva apresentada pelo acusado, as provas amealhadas são suficientes para demonstrar que as
drogas apreendidas pertenciam ao acusado. Com efeito, os policiais ouvidos em ambas as fases
fls. 145
da persecução penal, revelaram que já tinham notícias de que o acusado estava praticando o
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
tráfico de drogas na cidade. Na data dos fatos, receberam notícia dando conta de que o acusado
LUCAS, indicando o vulgo dele, “Porva”, e as vestes lograram êxito em localizá-lo próximo a
“biqueira”. O acusado foi abordado e revistado, não sendo localizado nada de ilícito em sua
posse. Posteriormente, no período da tarde, receberam nova notícia de que o acusado havia
guardado drogas na residência da genitora dele. As notícias eram específicas e precisas com
relação ao acusado. Naquele outro local, foram atendidos pela genitora de LUCAS que, após ser
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
cientificada dos fatos, franqueou a entrada e acompanhou as buscas. No quintal, foi localizada
sacola contendo drogas, plástico filme e balança digital. Claudete negou a propriedade da droga e
indicou que poderia ser do filho, ora acusado. Tentaram contado com o acusado, mas ele não
compareceu ao local. Anota-se que pela prova colhida – interrogatório do acusado e depoimento
da genitora dele – o relacionamento entre LUCAS e Claudete é muito bom, tanto é que o filho se
droga maconha seria da genitora, a qual informou ser usuária de cocaína, destoa da realidade,
sendo certo, ainda, que as drogas estavam parte fracionadas e embaladas, parte ainda por ser
fracionada, estando depositadas juntamente com balança de precisão e plástico filme, indicando
que estavam guardadas para posterior comercialização. Ademais, os policiais civis receberam
notícia específica e precisa acerca da atuação de LUCAS, tanto é que o abordaram na via pública
localização das drogas ficou nervosa informou aos policiais que “poderia ser do filho” e que “ele
havia estado no local pela manhã”. O contexto probatório e o encadeamento dos fatos converge
para a conclusão de que as drogas eram de propriedade de LUCAS o qual, para evitar
Paixão e João Reinaldo de Souza, Policiais Civis, testemunhas arroladas em comum pelas partes,
declararam em juízo que na data dos fatos receberam notícias de que o acusado, vulgo “Porva”,
fls. 146
estava em uma biqueira comercializando drogas. Foram até o local, fizeram abordagem e revista
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
pessoal, no entanto, nada de ilícito foi localizado com ele. Posteriormente, no mesmo dia,
receberam nova notícia relacionada a LUCAS, sendo informado que ele teria armazenado drogas
genitora do acusado, a qual franqueou a entrada e ciente da razão da presença dos policiais,
apreendidas. Claudete negou a propriedade das drogas dizendo “só se fosse do meu filho”,
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
referindo-se a LUCAS. Disseram que no local estavam Claudete e o companheiro dela. Tentaram
falar com LUCAS, tendo Claudete telefonado para ele, mas ele não foi até o local. O acusado já
era conhecido nos meios policias por haver suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
testemunha arrolada em comum pelas partes, declarou em juízo que é moradora no imóvel da
Rua Dr. Pio Dufles, 2685, bairro Jardim Alvorada, Sertãozinho. Disse que na casa residem ela e
Devair, seu companheiro. Destacou que é genitora Lucas Francisco da Costa Dias. Informou
nesta data, pela manhã, seu filho esteve em sua casa, para visitá-la, já que está com o rosto
machucado devido a uma queda. Informou que não sabe dizer de quem é o entorpecente
localizado em sua residência. Negou ter conhecimento sobre a origem da droga (página 07). Em
juízo reafirmou que na data dos fatos os policiais estiveram em sua residência, bateram palmas
mas como não os atendeu eles arrombaram o cadeado e ingressaram no imóvel. Fizeram buscas e
localizaram no quintal sacola contendo drogas. Negou a propriedade das drogas. Negou ter
indicado serem as drogas de seu filho. Foi obrigada a telefonar para o filho. LUCAS tem apelido
de “Porva”. Encerrada a instrução processual, restou cabalmente demonstrado nos autos que na
data e local dos fatos o acusado tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao consumo
Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos e oitenta
fls. 147
gramas), sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, conforme auto
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
de exibição e apreensão e laudo pericial toxicológico definitivo. Neste ponto, observa-se que o
acusado negou a autoria do delito capitulado na denúncia, afirmando que os entorpecentes não
eram de sua propriedade e também que não é domiciliado no local em que os entorpecentes
foram encontrados. Ocorre que, conforme delineado acima, tal negativa é superficial e evasiva,
restando demonstrado que as drogas eram de propriedade de LUCAS que, a fim de evitar a
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
fracionada, revela que as drogas seriam destinadas à entrega ao consumo de terceiras pessoas. É
de se ponderar que LUCAS não é pessoa ingênua, já tendo sido processado e condenado em
definitivo pela prática de delito de tráfico de drogas (certidão de páginas 46/51), o que denota ter
assumiu o risco de ter em depósito maconha. Encerrada a instrução processual, extrai-se da prova
amealhada que os fatos se deram da forma como narrados na denúncia. Com efeito, a fala dos
Policiais é segura e revela que o acusado tinha em depósito e guardava, para fins de entrega ao
Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g (duzentos
vislumbram contradições nos depoimentos capazes de macular a prova sendo certo que a
dinâmica por eles narrada é corroborada pela prova pericial e documental encartada nos autos. A
prova é cristalina. Observe-se, outrossim, que não existe qualquer indicativo nos autos de que os
pelo só fato de emanar de agentes estatais incumbidos, por dever de ofício, da repressão penal. O
fls. 148
depoimento testemunhal do agente policial somente não terá valor quando se evidenciar que esse
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
servidor do Estado, por revelar interesse particular na investigação penal, age facciosamente ou
quando demonstrar – tal como ocorre com as demais testemunhas – que as suas declarações não
encontram suporte e nem se harmonizam com os outros elementos probatórios idôneos.” (STF –
HC nº 73.518-5 – Rel. Min. Celso de Mello, DJU 18.10.96, p. 39.846). Nesse sentido: EMENTA:
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
PRESTADOS EM JUÍZO POR AUTORIDADES POLICIAIS. VALIDADE. REVOLVIMENTO
que presenciou o momento do flagrante. Isto porque a simples condição de ser o depoente
suas informações. Tratando-se de sentença condenatória escorada não apenas nos depoimentos
prestados em Juízo pelos policiais, como também nos esclarecimentos feitos pelas próprias
testemunhas da defesa, não é possível rever todo o acervo fático-probatório do feito criminal
para perquirir se as provas a que se referiu o magistrado de primeira instância são ou não
suficientes para produzir uma condenação. O habeas corpus, enquanto remédio constitucional,
cumpre a função de pronto socorro à liberdade de locomoção. Daí que o manejo dessa via
abusividade de poder imputada à autoridade coatora. Ordem denegada. (HC 87.662, Relator(a):
maciça jurisprudência, prolatada inclusive pelas Cortes Superiores quanto a suficiência da prova
crimes de tráfico de drogas como o tratado nos autos: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
ILÍCITO DE ENTORPECENTES. TESE DE FRAGILIDADE DA PROVA PARA
nos autos, não se coaduna com a via estreita do writ. Precedentes. 2. Os policiais não se
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
encontram legalmente impedidos de depor sobre atos de ofício nos processos de cuja fase
contraditório. Precedentes. 3. Ordem denegada” (STJ Min. Laurita Vaz 5ª Turma HC nº Relator:
que não se contesta a validade dos depoimentos acima delineados, que constituem prova
toxicológico que restou positivo para a presença do elemento ativo – comprovação que o
do acusado – validade – depoimento de agente público só deve ser visto com reservas quando a
imputação ao réu visa justificar eventual abuso praticado – inocorrência no caso em tela - de
própria para a venda a varejo; e declaração de que a droga se destinava a terceiro - de rigor a
da apreensão de drogas no Estado de São Paulo e que o destino era o Estado da Bahia PENA –
fls. 150
base fixada acima do mínimo legal – alta reprovabilidade - exasperação da pena em 1/6 -
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
mantença - improvimento ao apelo - segunda fase – reconhecida a agravante da calamidade
artigo 61, II, j, CP - não demonstração de que o réu se valeu do estado de calamidade pública
para a prática do crime - agravante da calamidade afastada - provimento para este fim - presente
prevista no artigo 40, V, da Lei de Drogas - exasperação da pena em 1/6 - redutor não
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
reconhecido - grande quantidade de droga indicativa de profissionalização - dedicação a
atividades criminosas - a forma como a droga foi ocultada em painel do veículo revela, sem
considerável quantidade de droga – natureza da droga que possui alto potencial lesivo – alta
que foi fixado com base em circunstâncias desfavoráveis – mantença do regime - em face da alta
Relator (a): Mens de Mello; Órgão Julgador: 7ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Atibaia - 1ª
11/02/2022). APELAÇÃO CRIMINAL – Tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06)
preclusão – Ademais, peça acusatória que preenche todos os requisitos previstos no art. 41 do
CPP – Nulidade em decorrência de provas ilícitas produzidas a partir de ingresso não autorizado
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
legitimar a conduta dos agentes públicos – Mérito – Pretendida absolvição por insuficiência
dos policiais corroborados pelo restante da prova produzida, os quais são dotados de fé-pública –
– Bruna que é primária e foi beneficiada com o redutor em ¼ – Regimes fechado para aquele e
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
aberto para esta que não comportam modificação – Preliminares rejeitadas e recursos defensivos
Órgão Julgador: 4ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Ourinhos - 2ª Vara Criminal; Data do
apreensão e laudo toxicológico que restou positivo para a presença do elemento ativo –
com o restante da prova produzida – depoimentos de policiais militares que indicam a apreensão
de droga – validade – depoimento policial só deve ser visto com reservas quando a imputação ao
réu visa justificar eventual abuso praticado – inocorrência no caso em tela. TRÁFICO –
acondicionamento próprio para venda e a confissão judicial do réu de que guardava porções de
droga para consumo de terceiros. PENAS – primeira fase – base fixada em 1/3 acima do mínimo
REGIME – circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu - indicando que regime menos gravoso
não atende à finalidade preventiva específica – Beccaria – regime fechado – provimento parcial
Mens de Mello; Órgão Julgador: 6ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Mogi das Cruzes - 1ª
fls. 152
Vara Criminal; Data do Julgamento: 31/01/2019; Data de Registro: 14/02/2019). Extrai-se das
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
provas produzidas durante a instrução que o acusado era o proprietário das drogas apreendidas as
quais, pelas circunstâncias que permeiam os fatos, se destinariam à comercialização. Assim, não
bastasse a fala coesa dos agentes públicos, as circunstâncias em que os fatos ocorreram e as
provas documentais e periciais evidenciam a prática do delito em análise. Destaca-se que o crime
de tráfico de drogas não exige a mercancia, restando caracterizado também pelas demais
condutas tipificadas no dispositivo legal, dentre elas ter em depósito e guardar para fins de
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
entrega a terceiros (artigo 33, da Lei nº 11.343/2006). Ante o exposto e pelas razões acima
delineadas, são suficientes as provas produzidas para o decreto condenatório. Existe regularidade
ação penal, restando afastadas as teses de defesa em sentido contrário. Aplicação da pena. Passo
a dosar a pena. Individualizo-a ao caso concreto. Observo a situação pessoal do acusado. Faço a
sua adequação para a prevenção e para a repreensão do ilícito. A pena do delito capitulado no
artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, tem por base pena privativa de liberdade de 05 anos de
reclusão e 500 dias-multa. Trata-se de legislação especial, devendo ser observado o disposto no
artigo 42, da Lei nº 11.343/2006 (“O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância
produto, a personalidade e a conduta social do agente”). Embora o acusado não tenha maus
contendo Cannabis Sativa,L, substância conhecida por maconha, pesando ao todo cerca de 280g
(duzentos e oitenta gramas). Ademais, trata-se de acusado reincidente específico, o que será
Face de todo exposto e com fundamento nos preceitos legais pertinentes (artigo 42, da Lei nº
11.343/2006 e artigo 59, do Código Penal), aumento a pena base em 1/6 e fixo-a em 05 anos e 10
reincidência (artigo 61, inciso I combinado com o artigo 63, ambos do Código Penal), uma vez
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
que o acusado já foi condenado anteriormente aos fatos pela prática de outro delito de tráfico de
drogas (conforme certidões referentes à folha de antecedentes 46/51). Logo, aumento a pena em
1/6 e fixo-a em 06 anos, 09 meses e 20 dias de reclusão e 680 dias-multa. Ausentes atenuantes.
portanto, se trata de pessoa que se dedica à atividade criminosa, sendo incabível a redução de
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
pena prevista no §4º, do artigo 33, da Lei nº 11.343/2006. Chega-se, pois, à pena privativa de
liberdade total de 06 (seis) anos, 09 (nove) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 680 (seiscentos
e oitenta) dias-multa, que fixo no patamar mínimo legal ante a situação econômica do acusado
comprovada nos autos. No caso concreto, o regime inicial para cumprimento da pena será o
fechado, pois, embora a pena tenha sido estabelecida em patamar inferior a 08 anos de reclusão,
primeira fa aplicação do regime mais danoso, nos termos do artigo 33, §§ 2º e 3º, do Código
FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 06/02/2018, DJe 15/02/2018). São incabíveis
a substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direito (artigos 44 e 69,
ambos do Código Penal) e a concessão do benefício da suspensão condicional da pena (artigo 77,
do Código Penal). Situação prisional. O réu respondeu o processo em liberdade e não se afigura
necessária sua custódia cautelar, razão pela qual poderá recorrer em liberdade. Dispositivo. Posto
COSTA DIAS, qualificado nos autos, como incurso nas penas do artigo 33, caput, da Lei nº
Para conferir o original, acesse o site [Link] informe o processo 1500407-13.2025.8.26.0597 e código jFTNl3JD.
11.343/2006, pelo que o condeno à pena privativa de liberdade de 06 (seis) anos, 09 (nove)
meses e 20 (vinte) dias de reclusão em regime inicial fechado e 680 (seiscentos e oitenta) dias-
multa, no patamar mínimo legal. São incabíveis a substituição da pena privativa de liberdade
Recurso em liberdade. Nos termos do art. 63 da Lei 11.343/06, por ausência de prova da origem
lícita e por ser oriundo do tráfico, decreto o perdimento dos valores e objetos apreendidos em
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PAULA AGUIAR PIZETA, liberado nos autos em 06/08/2025 às 18:25 .
favor da União. Custas na forma da Lei Estadual n° 11.608/03, observada a gratuidade. Proferida
oportunamente, com expedição das comunicações de praxe". Ao final, pelo Ministério Público
foi dito que não tinha interesse em recorrer, bem como pela Defesa e pelo réu foi dito que tinham
termos do art. 600, § 4º do CPP. Pela MMa. Juíza foi dito que: "Recebo o recurso. As razões
serão apresentadas perante a Superior Instância. Remetam-se os autos". NADA MAIS. Eu,