Doenças Ocupacionais e Prevenção
Doenças Ocupacionais e Prevenção
Abordagem das principais doenças relacionadas ao ambiente ocupacional que podem ser prevenidas e
tratadas por profissionais da área de saúde.
Adriana de Souza Marinho Teixeira
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer as doenças ocupacionais mais recorrentes permitem que o fisioterapeuta atue na prevenção, no
restabelecimento e na manutenção da saúde do trabalhador, adaptando o ambiente e as atividades laborais
de forma mais eficiente.
Objetivos
• Reconhecer as principais doenças ocupacionais respiratórias.
• Distinguir a lesão por esforço repetitivo e a doença osteomuscular relacionada ao trabalho.
• Identificar a Síndrome de Burnout.
• Relacionar acidente de trabalho com as regras de biossegurança.
Introdução
As doenças ocupacionais englobam qualquer distúrbio ou lesão relacionada às atividades do trabalho ou ao
ambiente laboral que resulta em alterações biológicas, químicas, físicas e psicológicas, podendo impactar
diretamente na saúde do indivíduo.
Os diversos segmentos da saúde se preocupam com os efeitos que as atividades laborais podem gerar na
capacidade e eficiência do trabalhador e buscam identificar os fatores que levam a doenças no ambiente
laborativo. Isso permite a atuação com propostas preventivas e, quando necessárias, intervenções curativas.
As doenças ocupacionais, incluindo os acidentes relacionados ao trabalho, são um problema de saúde pública
altamente preocupante que requer cada vez mais um somatório de esforços de controle e prevenção. Sem
dúvida, as medidas de prevenção nas empresas, nas indústrias, enfim, em todas as formas de trabalho
humano devem ser a maior preocupação da área de saúde. A identificação dos riscos a que o trabalhador
pode estar exposto na prática de determinada atividade é fundamental para a elaboração de um plano de
atuação preventiva.
Para melhor conhecer os acometimentos que podem ser desenvolvidos em cada atividade, é necessário
entendermos, primeiramente, as doenças relacionadas ao trabalho. Por esse motivo, vamos estudar as
doenças ocupacionais respiratórias, as Lesões por Esforço Repetitivo (LER), o distúrbio osteomuscular
relacionado ao trabalho (DORT), a Síndrome de Burnout e conhecer os acidentes de trabalho e quais são as
regras de biossegurança.
1. Doenças ocupacionais
Saiba mais
A função do sistema respiratório é permitir ao organismo a troca de gases com o ar atmosférico e
assegurar a manutenção da concentração de oxigênio (O2) no sangue, necessário para as reações
metabólicas e que durante o processo expiratório permite a eliminação de gases residuais, como o
dióxido de carbono (CO2).
Podemos classificar as doenças ocupacionais respiratórias em agudas e crônicas. Elas acometem tanto o trato
respiratório superior como o trato respiratório inferior.
O trato respiratório superior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz, cavidade nasal,
faringe, laringe e parte superior da traqueia.
Já o trato respiratório inferior é composto pelos órgãos localizados dentro da cavidade torácica: parte inferior
da traqueia, brônquios, bronquíolos, bronquíolos, alvéolos e pulmões.
As camadas das pleuras (parietal e visceral) fazem parte do trato respiratório inferior.
Vias aéreas inferiores.
Sabemos que o sistema respiratório é a principal interface entre os meios interno e externo do corpo humano.
Considerando o grande número de elementos dispersos no meio ambiente, e em especial nos locais de
trabalho, a exposição a esses agentes por períodos prolongados pode ser a causa de doenças respiratórias
relacionadas ao trabalho.
E como saber quais são os limites de tolerância à exposição a determinados agentes químicos?
Bem, temos a Norma Regulamentadora expedida pelo Ministério do Trabalho, a NR-15, que define limite de
tolerância como:
Paracelso
Médico alquimista que procurou estipular doses precisas para a cura de doenças.
Todas as substâncias são venenos, não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correta
diferencia o veneno do remédio.
Essa assertiva de Paracelso faz refletir sobre como a quantidade da substância e o tempo de contato podem
ser fatores decisivos para os malefícios. Sabemos que a classe trabalhadora tem maior exposição direta a
esses agentes.
Saiba mais
Segundo a Norma Regulamentadora expedida pelo Ministério do Trabalho – NR-9, riscos químicos são
substâncias compostas ou produtos que podem penetrar no organismo pela via respiratória ou que, pela
natureza da atividade laboral, tenham contato com a pele ou sejam absorvidos por ingestão.
Os agentes químicos podem ter ação localizada, atuando somente na região de contato, ou sistêmica, quando
os agentes são absorvidos pelo organismo e distribuídos por órgãos e sistemas.
O sistema respiratório é a principal via de absorção dos agentes químicos no organismo, principalmente pela
grande superfície dos alvéolos pulmonares (80 a 90 metros quadrados no adulto), constituindo a maior
interface entre o ser humano e o meio ambiente. As substâncias penetram pela via respiratória superior (boca
e nariz), agindo nas regiões da faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões.
Exposições inalatórias significativas são passíveis de provocar danos a curto ou longo prazo, constituindo
importante causa de sintomatologia respiratória no trabalhador, bem como de absentismo (Ausência no
trabalho), incapacidade e morte.
A Portaria nº 2.309, de 28 de agosto de 2020, atualizou a lista de doenças relacionadas ao trabalho – LDRT. A
seguir, veja agentes e/ou fatores de riscos físicos e as respectivas doenças respiratórias a eles relacionadas.
Acrilatos
Faringite crônica.
Bromo
Sinusite crônica.
Laringotraqueíte crônica.
Asma.
Faringite crônica.
Rinite crônica.
Poeira de alumínio
Pulmão de fazendeiro.
Exposição a asbesto ou amianto; e/ou névoas ácidas; e/ou agentes químicos usados no processo de
produção da borracha, incluindo processo de vulcanização
Da extensa lista de doenças pulmonares relacionadas ao trabalho, destacamos as duas mais recorrentes:
silicose e asbestose. Ambas são modalidades de pneumoconioses, as principais doenças respiratórias
notificadas e que se originam principalmente por inalação de pequenas partículas de poeira causadoras de
fibrose intersticial nos pulmões.
Silicose
Decorre da inalação da sílica, especialmente por trabalhadores da construção civil, da mineração, do garimpo
e das indústrias químicas de cerâmica (na fabricação de pisos, azulejos e louças sanitárias, borracha e vidro
ou no uso de areia para trabalhos de jateamento).
Saiba mais
A sílica possui diversas aplicações comerciais e industriais, é a principal matéria dos componentes
semicondutores e dos silicones, assim como dos cristais piezoelétricos. Na forma vítrea, é muito utilizada
na indústria de vidros e como componentes óticos.
A exposição ocupacional se dá por meio da inalação de poeira, que significa toda partícula sólida formada por
trituração, suspensa ou capaz de se manter suspensa no ar. Dependendo do tamanho da partícula, ela vai se
depositar em diferentes locais do sistema respiratório.
Veja a seguir, as diferentes frações de partículas e suas áreas de penetração no sistema respiratório:
Segundo dados do Ministério do Trabalho, as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador relacionadas à
silicose começaram, no Rio de Janeiro, no final da década de 1980, quando já existia mobilização dos
sindicatos cobrando ações do poder público.
No Brasil, a NR-15, que trata de atividades e operações insalubres, traz em seu anexo XII os limites de
tolerância para poeiras minerais:
Fica proibido o processo de trabalho de jateamento que utilize areia seca ou úmida como abrasivo.
É necessária a interrupção da exposição à poeira de sílica tão logo seja feito o diagnóstico. Essa ação pode
impactar positivamente e evitar a progressão da doença e da insuficiência respiratória. Também é importante
cessar o tabagismo.
O tratamento precoce e adequado para aliviar as complicações do cor pulmonale melhora a função pulmonar
e, associado ao exercício físico bem orientado, é capaz de aliviar a insuficiência respiratória.
Cor pulmonale
Cor pulmonale é o aumento e o espessamento do ventrículo do lado direito do coração que resulta de
um distúrbio pulmonar subjacente que causa hipertensão pulmonar (pressões elevadas nos pulmões). O
aumento e o espessamento do ventrículo direito resultam em insuficiência cardíaca.
A silicose está relacionada com o desenvolvimento de outras doenças, como tuberculose, câncer de pulmão,
doenças reumatológicas e pneumotórax.
Pneumotórax
Caracteriza-se pela presença de ar entre as duas camadas da pleura.
Asbestose
A asbestose é considerada uma pneumoconiose, ou seja, doença do sistema respiratório relacionada ao
trabalho. Ela gera a formação de tecido cicatricial no pulmão, o que reduz a elasticidade e a capacidade de
expansão pulmonar. A causa é atribuída à inalação de poeiras de amianto, que leva ao desenvolvimento de
fibrose pulmonar crônica e irreversível.
O asbesto, conhecido comercialmente como amianto, é uma fibra mineral utilizada principalmente na
fabricação de produtos como telhas, caixas d’água, placas, tubulações, pastilhas de freio e embreagens.
Amianto
Silicato natural hidratado de cálcio e magnésio (tanto crisotilo ou anfibólio) de contextura fibrosa,
refratário ao calor, de difícil fusão e amplamente empregado na confecção de produtos incombustíveis.
Atenção
Para o diagnóstico das doenças respiratórias relacionadas ao trabalho, é necessário coletar a história
clínica ocupacional completa do paciente, explorando os sintomas respiratórios, os sinais clínicos e os
exames complementares, o estabelecimento de relação temporal adequada entre o evento e as
exposições a que foi submetido o trabalhador, traçando assim o nexo de causalidade. Também devem
ser consideradas na anamnese as manipulações de resinas epóxi, massas plásticas, soldas, entre outros,
em atividades, hobbies ou trabalho extra que podem esclarecer certos achados que não se explicam
pela história ocupacional.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a inalação da fibra de amianto pode ainda causar câncer de
pulmão, ovário e laringe. O emprego de asbesto já foi proibido em mais de 60 países, porém ainda é utilizado
no Brasil. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) recomenda fortemente o banimento total do uso
dessa substância em território nacional. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) já tenha se manifestado
contra a utilização dessa matéria-prima, leis têm se oposto a tal determinação.
Já foi organizado o Programa de Vigilância à Saúde do Trabalhador Exposto ao Amianto com o objetivo de
estruturar a intervenção da Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos Centros Regionais de Referência em Saúde do
Trabalhador (Cerest Regionais) nessas situações de trabalho, considerando o potencial do amianto em afetar
a saúde de forma negativa (SANTOS, 2016).
Todos os casos suspeitos devem passar por inspeção nos ambientes de trabalho para correção e/ou
eliminação da fonte geradora de riscos à saúde dos trabalhadores.
Atenção
As pneumoconioses não têm cura. Medidas de prevenção são necessárias, portanto, para o controle de
situações de risco inalatório e de geração e disseminação de aerossóis nos ambientes de trabalho.
Também é importante que o controle de emissão de névoas e poeiras se estenda ao meio ambiente,
para evitar danos à população vizinha.
Entre as medidas de controle coletivo, podemos destacar a aspersão de água nos pontos de produção de
poeira, sistema de exaustão localizado, umidificação do ambiente de trabalho para evitar o levantamento
secundário de poeira já sedimentada, enclausuramento do processo produtor de poeiras e, principalmente, a
substituição de matérias-primas.
Relembrando o sistema
respiratório
A especialista Adriana Teixeira fala sobre as características do sistema respiratório e a importância de sua
integridade para as funções vitais.
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O que é silicose?
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O que é asbestose?
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptado de Banca: IBFC, BSERH, Prova IBFC — Técnico em Enfermagem — Saúde do Trabalhador, UNIRIO,
2017) O sistema respiratório constitui uma interface importante do organismo humano com o meio ambiente,
particularmente com o ar e seus constituintes, gases e aerossóis, sob a forma líquida ou sólida. Sobre o
sistema respiratório, analise as afirmativas a seguir, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a
alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V, F, V
F, V, F
C
F, V, V
V, F, F
V, V, V
Questão 2
(Adaptado de IDIB Órgão: Prefeitura de Araguaína, Tocantins, IDIB, Fiscal Ambiental, 2020) O silicato natural
hidratado de cálcio e magnésio (tanto crisotilo ou anfibólio) de contextura fibrosa, refratário ao calor, de difícil
fusão e amplamente empregado na confecção de produtos incombustíveis, é denominado amianto. Essa fibra
mineral barata, leve e resistente ao fogo e à corrosão é bastante utilizada na fabricação de diversos produtos
como telhas, caixas d’água, pisos, revestimentos, roupas isolantes, entre outros.
Apesar das suas vantagens, seus fragmentos microscópicos são potencialmente perigosos e podem causar
sérias doenças. Geralmente, o primeiro órgão do corpo humano afetado pelo amianto é(são) o(s):
Fígado
Coração
Pulmão
Olhos
Músculos
Saiba mais
LER é o acrônimo de “Lesões por Esforços Repetitivos” e representa um grupo de afecções do sistema
musculoesquelético. Já o acrônimo DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) tem
sido adotado pelo INSS desde 1998.
Histórico
Quando tratamos das doenças que afetam o sistema musculoesquelético e que têm apresentado números
crescentes, lembramos que esses distúrbios ocorrem desde a Antiguidade.
Curiosidade
Foram encontrados sinais de osteofitoses marginais em superfícies articulares de punhos e joelhos em
múmias de populações pré-hispânicas, relacionadas à manutenção da postura de joelhos por tempo
prolongado, associada a movimentos de flexão e extensão dos membros superiores, possivelmente na
atividade de moer grãos.
Em 1700, o médico italiano Bernardino Ramazzini descreveu sintomas musculoesqueléticos entre os notários,
escribas e secretários de príncipes, atribuindo-lhes três fatores básicos: vida sedentária, movimento contínuo
e repetitivo da mão e atenção mental para não manchar os livros.
1
Década de 1970
No XII Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (1973), foram apresentados
casos de tenossinovites ocupacionais em lavadeiras, limpadoras e engomadeiras. A recomendação
era que fossem observadas pausas de trabalho para os(as) trabalhadores(as) que operassem
intensamente com as mãos.
2
Década de 1980
Na década de 1980, o trabalho de pessoas submetidas a intensas jornadas de trabalho (muitas vezes
com baixa remuneração, ergonomia inapropriada, sob pressão e em trabalhos monótonos) gerou o
que foi conhecido como “epidemia de LER/DORT”, momento em que os sindicatos dos trabalhadores
de processamento de dados travaram uma luta acirrada pelo enquadramento da tenossinovite como
doença do trabalho pelo Ministério da Saúde.
O modelo biopsicossocial passou a ser adotado no lugar do modelo biomédico, ou seja, para melhor
compreender essas lesões, seria necessário entender o indivíduo em seu contexto familiar, avaliar o
ambiente em que vive e considerar todos os facilitadores e barreiras que fazem parte da vida desse
indivíduo, fatores que poderiam de algum modo contribuir para a lesão instalada e as dores crônicas
mal esclarecidas.
Os fatores mecânicos (repetição, trabalhos que exigem força, manutenção de posturas) continuam presentes
na análise das lesões, mas tiveram sua importância reduzida diante de outros fatores tão ou mais importantes
(insatisfação no trabalho, depressão, ansiedade, problemas pessoais).
Comentário
Estudos demonstram que grande parte das lesões enquadradas como LER/DORT pode ter relação com
depressão ou ansiedade, como a fibromialgia e a síndrome miofascial, contabilizando em torno de 60% a
70% de diagnósticos equivocados e incluídos como LER/DORT.
Atenção
Muitos distúrbios reumatológicos, imunológicos, hormonais, metabólicos, neurológicos ou infecciosos
podem ser responsáveis por sintomas que simulam LER/DORT.
• Primeiro, porque a maioria dos trabalhadores que apresentavam sintomas relacionados ao sistema
musculoesquelético não tinha lesão em qualquer estrutura.
• Segundo, porque, além do esforço repetitivo (sobrecarga dinâmica), outros tipos de sobrecarga no
trabalho podem ser nocivos como a contração muscular por tempo prolongado (sobrecarga estática), o
uso de aparelhos que transmitam vibração excessiva, os trabalhos executados com posturas
inadequadas e a manutenção de uma mesma postura por longos períodos.
O acrônimo DORT parece ser mais adequado quando falamos de doenças ocupacionais, principalmente por
ser mais abrangente; já LER pode ser empregado para qualquer lesão relacionada a esforço repetitivo, como
tendinites, bursites, tenossinovites, entre outras. LER se desenvolve em qualquer ambiente, seja laboral ou
não, como em academias, nos esportes e em tarefas domésticas.
Curiosidade
Em 1998, por meio da Norma Técnica do Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social – INSS, o
acrônimo DORT passou a ser adotado para designar os referidos distúrbios, embora o termo LER
continue a ser utilizado.
Avaliação biomédica
A epicondilite lateral caracteriza-se por dor na região do epicôndilo lateral (face lateral do cotovelo),
onde ocorre um processo inflamatório que envolve os tendões dos músculos extensores do punho e
dos dedos.
Avaliação biopsicossocial
Identificação da dor
Nos DORTs, as estruturas e áreas mais afetadas são os tendões, músculos e as articulações,
principalmente dos membros superiores, ombros e pescoço, seja por causa da utilização e
sobrecarga excessiva, seja por manutenção de posturas inadequadas, resultando em dor, fadiga,
desconforto, imprecisão no movimento, consequente redução da produtividade e aumento do risco
de acidentes.
Etiologia do LER/DORT
A etiologia dos casos de LER/DORT é multifatorial. Diferentemente de uma intoxicação por metal pesado, cuja
etiologia é claramente identificada, nos casos de LER/DORT é importante analisar os vários fatores de risco
envolvidos direta ou indiretamente.
Os fatores de risco interagem e devem ser sempre analisados de maneira integrada, envolvendo aspectos
biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.
Exemplo
Podemos citar os fatores organizacionais como a carga de trabalho e as pausas para descanso, que são
de grande relevância no controle de risco. Há ainda setores e organizações que inserem ginástica laboral
e ações de ergonomia no posto de trabalho, o que também contribui positivamente na redução dos
riscos.
Exposição a vibrações
Expor o corpo inteiro ou o membro superior a vibrações pode causar
repercussões vasculares, musculares e neurológicas.
A prevenção, o controle e o tratamento precoce da LER/DORT são fundamentais. Muitas vezes, a procura por
um profissional é tardia, quando a lesão está em um grau de evolução difícil de ser revertido. É comum
colaboradores se recusarem a buscar ajuda médica por receio de perder o cargo na empresa ou por medo de
ser substituído durante a licença médica por outro profissional cujo desempenho possa ser considerado
melhor. Outras vezes, o trabalhador suporta a dor até situações extremas, movido pelo receio de substituição
e perdas salariais.
Curiosidade
28 de fevereiro é o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios
Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).
Outro fator preocupante, que pode influir na prevenção, no controle e no tratamento das síndromes LER/
DORT, é que a maior parte dos afastamentos do trabalho (e por tempo prolongado) representa custos para a
empresa com pagamentos de indenizações e tratamentos. Muitas vezes, depois do tratamento das lesões,
ocorrem dificuldades de adaptação do trabalhador em novo cargo, sendo necessário uma reintegração do
empregado à empresa.
São, por definição, um fenômeno relacionado ao trabalho. São danos decorrentes da utilização excessiva
imposta ao sistema musculoesquelético e da falta de tempo para recuperação. Caracterizam-se pela
ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, de aparecimento insidioso, geralmente nos
membros superiores, tais como dor, parestesia, sensação de peso e fadiga. Abrangem quadros clínicos
do sistema musculoesquelético adquiridos pelo trabalhador submetido a determinadas condições de
trabalho.
(BRASIL, 2006, p. 5)
A Portaria nº 1.339/99 do Ministério da Saúde apresenta uma lista de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) que podem ser exemplificados pelas tendinites,
tenossinovites e bursites, tendo como principais causas:
• Movimentos repetitivos.
• Hábitos posturais inadequados.
• Postura inadequada no local de trabalho.
• Metas adequadas de produção.
• Falta de comunicação e de sinalização pelo trabalhador ao surgir os sintomas iniciais.
• Falta de medidas adequadas em benefício da saúde do trabalhador, como ginástica laboral, avaliações
ergonômicas e investimento em uma equipe multidisciplinar habilitada para atuar na prevenção.
Listamos, a seguir, algumas doenças que constam no rol de doenças relacionadas ao trabalho do Ministério da
Saúde e que podem ser enquadradas como LER/DORT. O capítulo XVIII da publicação Doenças relacionadas
ao trabalho (BRASIL, 2001) descreve cada uma das entidades nosológicas de forma mais detalhada.
• Bursite da mão.
• Bursite do olécrano.
• Bursite do ombro.
• Capsulite adesiva do ombro (ombro congelado, periartrite do ombro).
• Cervicalgia.
• Dor ciática.
• Dedo em gatilho.
• Dorsalgia.
• Epicondilite lateral (cotovelo do tenista).
• Epicondilite medial.
• Fibromatose da fáscia palmar: contratura ou moléstia de Dupuytren.
• Síndrome cervicobraquial.
• Síndrome do manguito rotador ou síndrome do supra espinhoso.
• Sinovite crepitante crônica da mão e do punho.
• Sinovites e tenossinovites.
• Tendinite bicipital.
• Tendinite calcificante do ombro.
• Tenossinovite do estiloide radial (De Quervain).
• Transtorno não especificado dos tecidos moles relacionados com o uso, o uso excessivo e a pressão.
• Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, o uso excessivo e a pressão, de origem
ocupacional.
• Outros transtornos especificados dos tecidos moles não classificados em outra parte (inclui mialgia).
Prevenção do LER/DORT
Prevenir LER e DORT é responsabilidade da empresa e do trabalhador. Veja, na tabela a seguir, os princípios
básicos de prevenção:
Exemplos de DORT
A especialista Adriana Teixeira aborda algumas patologias listadas como DORT, explicando as estruturas
envolvidas e sintomas.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptado de Instituto Mais, AHM-SP, Analista de Saúde (ANS), Psicologia, 2017) Sobre o diagnóstico dos
pacientes com Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), é correto afirmar que:
No estágio avançado, o paciente sente dor, mas esta melhora com o repouso.
B
A ansiedade e a depressão são quadros apresentados com frequência nos trabalhadores com DORT.
É próprio de trabalhadores que realizam trabalhos repetitivos por curtos períodos de tempo com várias
interrupções.
Questão 2
(Adaptado de IDIB, Câmara de Condado, Pernambuco, Agente Administrativo, 2020) No ambiente de trabalho,
é comum se deparar com a sigla DORT, que está relacionada com o impacto da rotina laboral na vida do
trabalhador. Assinale a alternativa que indica corretamente o significado dessa sigla.
A Síndrome de Burnout foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial
da Saúde (OMS) em 2019, em uma lista que entrará em vigor em 2022 – CID 11. Segundo a Organização Pan-
Americana da Saúde (2019):
Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que
não foi gerenciado com sucesso, podendo ser caracterizada por três dimensões:
Se não tratada, a Síndrome de Burnout pode evoluir para doença coronariana, hipertensão, depressão
profunda e alcoolismo. As causas mais comuns são:
• Horas/Volume de trabalho.
• Insegurança no trabalho.
• Falta de apoio nas funções.
• Ser vítima de assédio.
• Falta de clareza de funções.
• Falta de independência na gestão do trabalho.
Atenção
O assédio moral é diferente de uma conduta abusiva, como algum tratamento desrespeitoso ou
inadequado esporádico. Para se configurar assédio, a conduta deve ser: sistemática, repetitiva,
direcionada a uma pessoa ou grupo de pessoas e com a intenção de humilhar, desmoralizar ou até
mesmo levar a um pedido de demissão, criando um clima de produção deficiente.
A República Federativa do Brasil tem como Aquele que, por ação ou omissão voluntária,
fundamentos: a dignidade da pessoa humana e negligência ou imprudência, violar direito e
o valor social do trabalho (Art. 1º, III e IV). É causar dano a outrem, ainda que
assegurado o direito à saúde, ao trabalho e à exclusivamente moral, comete ato ilícito (Art.
honra (Art. 5º, X e XIII). 186).
As causas do assédio moral no ambiente de trabalho podem estar ligadas aos seguintes fatores:
Os 12 estágios do Burnout
O termo Burnout surgiu na década de 1970 para descrever um estado extremo de exaustão. Os profissionais
particularmente suscetíveis ao Burnout são os que se submetem a períodos prolongados de forte estresse,
como executivos, pilotos, médicos, enfermeiras, farmacêuticos e advogados, pois estão sob constante
pressão para cumprir prazos e produzir resultados, muitas vezes possuindo responsabilidade sobre a vida ou
o patrimônio de outras pessoas.
Podemos reconhecer os 12 estágios do Burnout por meio de um protocolo desenvolvido pelos psicólogos
Herbert Freudenberger e Gail North. Esse protocolo ajuda os profissionais a identificar, prevenir e tratar
quadros de estresse. Entenda melhor a seguir:
1
Compulsão de demonstrar a si mesmo
Sentir que precisa constantemente demonstrar seu valor; a autoestima se vincula ao sucesso no
trabalho.
2
Working harder (“trabalhando duro”)
Tornar-se um “viciado em trabalho”.
3
Negligenciar necessidades básicas
Não dormir ou não se alimentar de maneira adequada e negligenciar a interação social, passando a
ter descaso com suas necessidades essenciais.
4
Deslocamento de conflitos
Culpar os outros por todos os seus problemas, incluindo seu nível de estresse, passando a ter
sintomas físicos.
5
Revisão de valores
O trabalho passa a ser mais importante que amigos e familiares.
6
Negação de problemas
Intolerância, percebendo os outros no trabalho como preguiçosos, exigentes ou indisciplinados,
desmerecendo as outras pessoas.
7 Retirada
Afastar-se de encontros e reuniões, evitando ou temendo a interação social, usando muitas vezes
álcool ou drogas ilícitas para tentar aliviar o estresse.
8
Mudanças estranhas de comportamento
Comportamentos de impaciência, agressão e rancor com amigos e familiares.
9
Despersonalização
Sentir-se desapegado, não se ver como importante e desvalorizando as outras pessoas.
10
Vazio interior
Sentir-se incompleto, buscando superar esse vazio com abuso na ingesta de alimentos, álcool ou
drogas ilícitas.
11
Depressão
Sentir-se perdido e inseguro, exausto. O futuro parece sombrio.
12
Síndrome de Burnout
Pode incluir colapso mental e físico total; muitas vezes necessidade de internação e tratamento
médico integral.
1 Hiperfoco no trabalho.
2 Irritabilidade e ansiedade tanto no trabalho como nas relações sociais, passando a desenvolver
sintomas físicos como insônia, falta de ar e angústia.
Depois de identificadas as causas do Burnout, é preciso verificar os instrumentos que melhoram a capacidade
de enfrentamento ao estresse. Veja alguns deles a seguir:
Descanso ativo
Sono de qualidade
Alimentação saudável
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Síndrome de Burnout
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Os 12 estágios do Burnout
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptado de Instituto Aocp, EBSERH, Psicólogo, Área Organizacional, 2015) O indivíduo submetido ao
estresse ocupacional pode deixar de responder adequadamente às demandas do trabalho e geralmente se
encontra irritável, ansioso e/ou deprimido. Indivíduos com cronificação de altos níveis de estresse ficam
vulneráveis ao surgimento da Síndrome de Burnout, um processo de enfraquecimento decorrente de vivência
de um período prolongado de estresse profissional. O termo Burnout é a junção de burn (queima) e out
(exterior). Significa exaustão emocional, fadiga, frustração, desajustamento. São fatores associados ao
aparecimento da Síndrome de Burnout, exceto:
Sobrecarga de trabalho.
Questão 2
(Adaptado de FGV, Imbel, Analista Especializado, Analista de Recursos Humanos, 2021) A Síndrome do
Burnout, doença laboral cada vez mais comum, caracteriza-se pelo desinteresse e pela desmotivação para o
trabalho e pode acarretar forte impacto negativo na produtividade dos colaboradores de uma organização.
Analisando a Síndrome de Burnout à luz da gestão por competências, percebe-se que a doença afeta
diretamente:
Os conhecimentos
As informações
As experiências
As habilidades
As atitudes
Acidente de trabalho
A primeira forma de proteção aos trabalhadores em caso de acidentes de trabalho ocorreu em 1919, com a
instituição do seguro de acidentes de trabalho. Em 1923, foram criadas as Caixas de Aposentadorias e
Pensões (CAPs) como forma de resposta às pressões populares que reivindicavam melhorias nas condições
de trabalho, na época extremamente precárias.
Do início do século XX até os dias atuais, as normas, regulamentações e leis de proteção aos trabalhadores
evoluíram bastante, principalmente após a promulgação da Constituição de 1988.
Saiba mais
O Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu a responsabilidade das medidas e dos cuidados em relação à
saúde do trabalhador; a previdência social tornou-se responsável pelas concessões de pensões e
aposentadorias.
Típico De trajeto
Quando ocorre no próprio local de trabalho. Quando ocorre na ida ou na volta do trabalho.
Podemos dizer ainda que acidente de trabalho é o infortúnio decorrente da atividade laboral que se enquadra
na definição da Lei nº 8.213/1991, que dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social.
O Art. 19 do referido diploma legal define acidente do trabalho nos seguintes termos:
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador
doméstico ou pelo exercício do trabalho (....) provocando lesão corporal ou perturbação funcional que
cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
A empresa é responsável pela adoção e pelo Constitui contravenção penal, punível com
uso das medidas coletivas e individuais de multa, a empresa deixar de cumprir as normas
proteção e segurança da saúde do trabalhador. de segurança e higiene do trabalho.
Dever de informação
Doença profissional
Doença do trabalho
Segundo a mesma Lei nº 8.213/1991, não são consideradas como doença do trabalho:
• Doença degenerativa.
• Doença inerente a grupo etário.
• Doença que não produza incapacidade laborativa.
• Doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do
trabalho.
Importante ressaltar que se equiparam também ao acidente do trabalho, para efeitos da Lei, os seguintes
acidentes:
Acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.
Acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades
fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.
Sabemos que cada profissão tem seus riscos inerentes à natureza do trabalho e ao ambiente onde ele se
desenvolve, podendo ser classificado de três modos:
Riscos reais Riscos supostos
Riscos residuais
De responsabilidade do trabalhador.
A redução dos riscos deve ser uma ação conjunta entre empregados e empregadores. Ambos são
responsáveis pela prevenção dos acidentes de trabalho.
• A empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com
seus empregados, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao
da ocorrência. Porém, em caso de morte, a comunicação deve ser imediata.
• A empresa que não informar o acidente de trabalho dentro do prazo legal está sujeita à aplicação de
multa.
• Se a empresa não fizer o registro da CAT, o próprio trabalhador, o dependente, a entidade sindical, o
médico ou a autoridade pública (magistrados, membros do Ministério Público, entre outros) podem
realizar a qualquer tempo o registro desse instrumento na Previdência Social, o que não exclui a
possibilidade da aplicação da multa à empresa.
Vacinação
Biossegurança
A especialista Adriana Teixeira aborda a biossegurança, aspecto importante que deve ser considerado sempre
nos ambientes de trabalho que envolvem riscos à saúde ou de acidentes.
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Acidente de trabalho
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Nexo de causalidade
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com seus
empregados, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da
ocorrência.
B
Em caso de morte, a comunicação deverá ser imediata.
A empresa que não informar o acidente de trabalho no prazo legal estará sujeita à aplicação de multa.
A CAT inicial irá se referir a acidente de trabalho típico, trajeto, doença profissional, do trabalho ou óbito
imediato.
Se a empresa não fizer o registro da CAT, o próprio trabalhador poderá efetivar o registro na Previdência
Social, evitando a possibilidade da aplicação da multa à empresa.
Questão 2
(Adaptado de IMPARH, Prefeitura de Fortaleza, Ceará, Técnico Higiene Dental, 2020) De acordo com Teixeira e
Valle (1996), o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às
atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à
saúde dos homens, à preservação do meio ambiente e à qualidade dos resultados, refere-se ao conceito de:
Biossegurança
Vigilância Sanitária
Política de Saúde
Vigilância Epidemiológica
Previdência Social
A alternativa A está correta.
A Vigilância Sanitária é a parcela do poder de polícia do Estado destinada à proteção e à promoção da
saúde da população; a Vigilância Epidemiológica é o registro e a observação sistemática de casos
suspeitos ou confirmados de doenças transmissíveis; e a Previdência Social é um seguro social em que o
trabalhador participa por meio de contribuições mensais, um tipo de apoio e assistência governamental
destinado a garantir que os membros de uma sociedade possam ter acesso a direitos humanos básicos
como comida e moradia.
5. Conclusão
Considerações finais
Conforme estudamos, para classificarmos uma doença como relacionada ao trabalho, precisamos de
legislação e de normas expedidas pela Previdência Social, pelo Ministério do Trabalho e INSS. Para tal, é
necessária a identificação do nexo de causalidade entre a manifestação clínica e os sintomas, a fim de que o
diagnóstico possa confirmar se estamos mesmo diante de uma doença relacionada ao trabalho.
Vimos que, na Síndrome de Burnout, as manifestações nem sempre são físicas, mas psicológicas, o que nos
permite entender a importância da preocupação com o clima organizacional, as relações interpessoais e os
processos relacionados às tarefas laborativas.
Por fim, entendemos que os acidentes de trabalho e as normas de biossegurança estão intimamente
relacionados nos cuidados com a saúde do trabalhador, principalmente para os profissionais que atuam na
área de saúde.
Podcast
Agora, a especialista Adriana Teixeira encerra o tema falando sobre Responsabilidades do empregador e
do empregado na prevenção de doenças ocupacionais.
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• Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, leia o capítulo XVIII da publicação
Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde, para conhecer
as entidades nosológicas de forma mais detalhada. Disponível no portal do Ministério da Saúde.
Referências
BOM, A. M. T.; SANTOS, A. M. A. Sílica - Exposição ocupacional . Sílica e Silicosi. Fundacentro. [2010] apud
Ministério da Saúde. Mapa da Exposição à Sílica no Brasil – Ministério da Saúde/UERJ. 2010.
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relacionados ao trabalho (DORT). Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
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eletronicamente em: 29 ago. 2021.
BRASIL. Protocolos de atenção integral à saúde do trabalhador de complexidade diferenciada: LER E DORT.
Fev. 2006, p. 5.
BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de
saúde. Organização Pan-Americana da Saúde/Brasil, Série A. Normas e Manuais Técnicos, nº 114, Brasília/DF,
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Piauí, MPP, 2020.
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RIBEIRO, F. S. N. (coord.). O mapa da exposição à sílica no Brasil. Rio de Janeiro: UERJ, Ministério da Saúde,
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SANTOS, S. A. Amianto: do uso em larga escala ao banimento. Divisão de Vigilância Sanitária do Trabalho
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