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Comunicação Alternativa em Pacientes Hospitalares

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COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA COMO RECURSO MEDIADOR EM HOSPITAIS

COM PACIENTES INCAPACITADOS DE USAR A FALA

MARTINI, Julia Fernanda


1549508
ALBRECHT, Ana Rosa Massolin

RESUMO

O presente artigo aborda como tema a “Comunicação Alternativa como recurso


mediador em hospitais com pacientes incapacitados de usar a fala”. O estudo tem
por fim três objetivos: Mostrar a importância dos recursos da comunicação alternativa
dentro dos hospitais; Apresentar quais os recursos e técnicas da comunicação
alternativa que as equipes médicas podem estar utilizando em leitos hospitalares
como forma de se comunicar com seus pacientes e vice-versa; Manifestar a
importância dos médicos, enfermeiros e toda equipe hospitalar de se ter um olhar
sensível e preocupado em relação ao paciente internado incapaz de falar e como
pensar na adaptação necessária a eles. Apresentar a importância do uso de pranchas
de comunicação alternativa em pacientes hospitalizados e impossibilitados de se
comunicarem pela fala e com pacientes que já apresentam deficiências antes mesmo
de estarem internados. O pedagogo hospitalar está em evidência, e sendo assim,
quanto mais informações e conhecimentos o educador tiver, mais efetivo será seu
desempenho para a sociedade. A justificativa da escolha do tema em questão, se deu
pelo fato de que mesmo com toda a tecnologia introduzida no âmbito educacional,
muitos possuem extrema dificuldade em desfrutar destes recursos tecnológicos nas
suas rotinas diárias. Há uma ampla variedade de materiais e recursos pedagógicos
facilitadores para aprendizagem no qual a tecnologia é imprescindível. A comunicação
alternativa é muito ampla e diversificada, pois cada recurso deve ser pensado de
forma individual. Para o desenvolvimento deste artigo, foi utilizado pesquisas
bibliográficas abordando algumas ideias mais específicas e aprofundadas sobre o
tema da Comunicação alternativa aliada a tecnologia assistiva, algumas reflexões que
possibilitaram um estudo mais significativo e acentuado.

Palavras-chave: Inclusão. Comunicação Alternativa. Hospitais. Recursos. Adaptação.

1 INTRODUÇÃO

O presente artigo apresenta como tema a “Comunicação Alternativa como


recurso mediador em hospitais com pacientes incapacitados de usar a fala”, que tem
por fim mostrar a nova geração de professores a importância de se utilizar destes
recursos adaptados para melhorar a qualidade de vida de pessoas que dão entrada
em hospitais que por algum acidente está incapaz de se comunicar momentânea ou
2

permanentemente e com isso trazer benefícios posteriores para sua vida em


sociedade num todo.
O principal objetivo deste estudo consiste em compreender a importância e os
benefícios de se usar a comunicação alternativa aliada à tecnologia assistiva para
melhorar o desempenho e a qualidade de comunicação de pacientes hospitalares que
estão passando por um grande trauma quando se veem em leitos devido a acidentes,
perdas, lutos, traumas e outros. Apresentar aos educadores que se pode caminhar
lado a lado com a tecnologia e que ela pode ser muito eficaz na evolução da expressão
verbal e com isso a inclusão dos pacientes que possuem alguma necessidade
educativa especial.
Na área hospitalar como na área educacional a tecnologia assistiva se tornou
cada vez mais uma conexão positiva entre mediador e receptor, como um novo
processo de aprendizagem e desenvolvimento de pessoas com necessidades
especiais.
As várias formas de tecnologias estão sempre presentes no nosso cotidiano,
como modo de agregar novos conhecimentos, auxiliar nossa rotina e facilitar a nossa
vida. Essa realidade inclui muito a área hospitalar, pois o acesso as tecnologias
facilitaram grandemente a prática de comunicação entre os profissionais da área da
saúde, médicos, enfermeiros, recepcionistas, atendentes e seus pacientes.
É primordial termos a convicção de que todos os profissionais que compõem o
atendimento em hospitais, postos de saúde, farmácias, clínicas de recuperação, casas
de repouso e consultórios médicos precisam refletir sobre o assunto, procurando estar
em sintonia e comprometidos para apropriação de novas perspectivas de
comunicação, tecnologias e possibilidades de mudanças. Toda a comunidade precisa
estar preparada e pronta para receber e acolher da melhor forma estes pacientes que
há muito tempo foram basicamente esquecidos e menosprezados pela sociedade.
Desse modo, esta pesquisa, busca contribuir com a reflexão e discussão a esse
respeito através de uma pesquisa bibliográfica onde pode ser observado a real
necessidade de se usar as ferramentas tecnológicas a favor de uma comunicação de
qualidade, eficiente e inclusiva.

2 INCLUSÃO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA


3

A comunicabilidade através da linguagem é a forma mais eficaz de


representarmos algo que queremos, nossos desejos, nossos sentimentos, nossas
vontades, alegrias e dores. É o meio de transmitir significado as coisas, é um sistema
interativo entre a espécie humana e processo de socialização.

A comunicação humana é uma troca de sentimentos e necessidades entre


duas ou mais pessoas. Quando uma mensagem deve ser transmitida,
tipicamente as pessoas utilizam a linguagem que, quer falada, escrita, ou por
sinais, envolve um sistema que transmite um significado. (BOONE;
PLANTE,1994, p. 83).

Uma complementação importante na nossa forma de comunicação é de que


existem diferentes dimensões de linguagem, vários modos de expressões e
comunicações, os quais podem ser explorados de diferentes modos, como, por
exemplo, as expressões faciais que manifestam várias informações e estados
emocionais, os gestos são significativos e importantes, pois um simples sinal com as
mãos pode simbolizar inúmeras coisas.
Comunicação Alternativa é uma área da tecnologia assistiva que auxilia
pessoas sem a fala, sem a escrita ou com qualquer outro dano em sua
comunicabilidade. Os recursos alternativos podem suprir temporária ou
definitivamente a necessidade de comunicação de um indivíduo valorizando todas as
diferentes formas de expressão.
A comunicação alternativa aliada a tecnologia assistiva usa diversificadas
formas de recursos adaptáveis como, por exemplo, pranchas e cartões de
comunicação, vocalizadores além de outros diferentes tipos de recursos que ampara
a necessidade de comunicabilidade do paciente com seu médico ou profissional da
área da saúde.
É basicamente comovente pensar na situação de uma pessoa que acorda em
um leito hospitalar depois de ter sofrido um acidente, perder algum familiar, estar
ferido, com dor, amputado enfim e não conseguir expressar seus sentimentos ou o
que necessita naquele exato momento porque é incapaz de falar por causa do trauma
que sofreu ou porque sempre teve a ausência da fala e naquele momento não tem o
amparo de algum familiar ao seu lado para lhe ajudar com a comunicação.
4

Figura 1 Exemplo de prancha para uma comunicação inicial entre paciente e médico/enfermeiro

Figura 2 Exemplo de prancha de comunicação


5

Figura 3 Exemplo de prancha de comunicação somente sobre dor e níveis de dor do paciente

Para Bersch, (2007, p. 31) “a tecnologia assistiva é uma expressão utilizada


para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para
proporcionar ou ampliar habilidades funcionais como a comunicação de pessoas com
deficiência e, consequentemente, promover vida independente e inclusão”.
Usar técnicas e estratégias adaptadas para facilitar a vida e a comunicabilidade
de pacientes dentro de hospitais e clínicas da área da saúde é de extrema importância,
pois é neste momento que os pacientes precisam de mais amparo, empatia e cuidado,
se sentem seguros, acolhidos e confiantes nos profissionais que estão lhe atendendo.
É neste período que todas as oportunidades de comunicação e aprendizado devem
ser aproveitadas e testadas.
Quem geralmente tem aproximação com pessoas com algum tipo de
deficiência, percebe que algumas geralmente possuem dificuldades na forma falada
de se comunicar e foi assim então que surgiu os meios alternativos de comunicação.
Desse modo, cada recurso adaptável deve ser pensado e planejado de forma
exclusiva e individual para cada pessoa/paciente, pois cada indivíduo tem um tipo
6

diferente de necessidade e dificuldade. Essas adaptações precisam oferecer


condições desejáveis e refletir no desenvolvimento de sua linguagem.
Na área hospitalar, utilizar a tecnologia assistiva implica em novas e variadas
formas de comunicação, é neste momento que as ferramentas diferenciadas precisam
estar em destaque dentro do ambiente hospitalar e com isto mostrar a todos o quão
importante estes recursos são para ajudar pacientes com necessidades educativas
especiais incluindo aqueles que sofrem traumas temporários na fala.
Os recursos de comunicação alternativa podem ser trabalhados de diferentes
formas, tudo vai depender do grau de deficiência e necessidade do paciente incluso,
porém pacientes que não possuem alguma deficiência também podem fazer uso dos
materiais pois só irá agregar ainda mais no desenvolvimento da comunicação de
todos.
O olhar pedagógico requer muito cuidado para pensar quais as habilidades e
potencialidades que serão utilizadas através dos recursos dessas tecnologias.

Certamente o papel do educador está mudando perante essas evoluções


apresentadas todos os dias. Este desafio é descrito por vários educadores
como um processo de evolução permanente e constante, com a qual
aprendemos vivenciando e convivendo. (HAETINGER, 2003, p.17).

Cabe ao professor ter um olhar sensível e perceptível para usar da criatividade


para adaptar recursos potencializadores de comunicação. Além do mais, é possível
até mesmo produzir materiais manuais para poder utilizar como forma de
comunicação, aprendizado e diversão com seus pacientes de inclusão ou não
deficientes.
Inúmeras estratégias e ferramentas de comunicação alternativa podem ser
desenvolvidas, sendo que cada recurso e adaptação vai depender da necessidade
individual do paciente, levando muito em consideração se esse paciente é criança,
adulto ou idoso.
Podem ser feitos de forma manual como por exemplo tabuleiros com palavras,
formas, gráficos, desenhos e símbolos. Existem pranchas de comunicação que podem
ser feitos com diversos materiais, até mesmo com folhas mais grossas, cartolina,
papel colorido ou até onde a criatividade do pedagogo puder ir.
Jogos que estimulam, incentivem e despertem o interesse podem ser
confeccionados e usados dentro dos hospitais, pois podem ser confeccionados com
7

EVA, velcro, materiais emborrachados, laminados, amadeirados e com materiais


reciclados como tampinhas e caixinhas de distintos materiais. Explorar a ludicidade é
uma excelente alternativa porque é nestes momentos que despertam o estímulo e o
interesse dos pacientes, brincando as crianças estão expostas a um ambiente
favorável para o desenvolvimento da comunicação/linguagem.
Algumas pranchas de comunicação são confeccionadas até mesmo com fotos
ou imagens da internet, fotos e figuras do dia a dia e da rotina dentro dos hospitais
podem ser feitas por sessões, como por exemplo, a rotina do paciente desde o
momento de acordar até o momento de dormir, passando pelas refeições, vestuário,
escovar os dentes, tomar banho, receber medicamentos, troca de curativos etc.

Figura 4 Pranchas variadas de comunicação com rotinas e desejos dos pacientes de bem-estar
8

Figura 5 Prancha de comunicação com rotinas de atendimento entre profissional médico e paciente

(...) uma área do conhecimento, de características interdisciplinar, que


engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços
que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e
participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade
reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e
inclusão social. (BRASIL, 2009, P. 9).

É indispensável saber que todo recurso e material adaptado que o usuário de


inclusão necessitar fazer uso, pode e deve ser usado em todos os espaços que ele
frequenta, ou seja, dentro e inclusive fora do ambiente hospitalar, pode ser em casa,
na rua, no restaurante, no parque. Os materiais não podem ser restringidos
unicamente a um lugar, mas sim ser explorado em qualquer lugar que se possa
imaginar ou onde ele queira estar.
Os materiais precisam ser confeccionados pensando na prática e na
funcionalidade para o usuário, como exemplo, podemos citar pequenos cartões com
algumas imagens, fotos e símbolos mais usados no cotidiano ou em chaveiros para
que a pessoa possa guardá-los no bolso, carregar na mão levar para todos os lugares
que for mesmo depois que receber alta médica, pois mesmo depois de receber alta
9

médica o paciente muitas vezes ainda precisa de acompanhamentos seja de


fisioterapeutas, reconsultas, terapias e outros.

Figura 6 Exemplo de prancha de comunicação que poderá ser usada após alta médica

2.1 INCLUSÃO ATRAVÉS DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

Atualmente, a tecnologia é uma grande aliada. Há muitos recursos especiais e


específicos de softwares voltado para a área tecnológica mais avançada. Alguns
sistemas computadorizados ou aplicativos no celular podem ser usados em vários
momentos como meio de propiciar melhor comunicabilidade e inclusão a esses
pacientes em todo espaço da comunidade em que vive. Não podemos deixar de
parafrasear Radabaugh (1993, p. 1) quando refere que, "para as pessoas sem
deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis; para as pessoas com deficiência,
a tecnologia torna as coisas possíveis".
As modernizações tecnológicas fazem com que as coisas se tornam
prazerosas e significativas, a tecnologia se apresenta de forma lúdica, dinâmica e
agradável como recurso não só de comunicação, mas abrangente em vários outros
segmentos pedagógicos.
Um fator extremamente importante neste processo todo é de que os
profissionais e todos os envolvidos nesta ação se adaptem aos recursos utilizados e
enfrentem as suas dificuldades, mas principalmente com os recursos tecnológicos,
pois compete ao pedagogo hospitalar ser o causador e responsável inicial neste
desenvolvimento.
10

Segundo a Declaração de Salamanca (1994, p. 2) “mobilizar o apoio de


organizações dos profissionais de ensino em questões relativas ao aprimoramento do
treinamento de professores no que diz respeito às necessidades educacionais
especiais”. Dessa forma, é suma importância que professores atendem pessoas de
inclusão tenha formação adequada, participando de cursos, treinamento e
capacitações sobre recursos alternativos para desenvolver práticas educativas
expressivas e significativas no âmbito escolar e fora dele.
Pedagogos hospitalares com pacientes acamados precisam ter apoio,
confiança e segurança no que estão fazendo e trabalhando, pois é neste período que
os pacientes precisam ser entendidos e acolhidos, sendo assim com a capacitação e
o treinamento apropriado tudo se torna mais proveitoso e efetivo.
Segundo Rita Bersch (2017, p. 13) “todo o trabalho desenvolvido em um
serviço de tecnologia assistiva deverá envolver diretamente o usuário e terá como
base o conhecimento de seu contexto de vida, a valorização de suas intenções e
necessidades funcionais pessoais, bem como a identificação de suas habilidades
atuais”.
Saber que as tecnologias são muito facilitadoras na comunicação tornam o
trabalho do pedagogo hospitalar mais notável e significativo, e é neste momento em
que precisa ter amparo de toda a equipe de profissionais.
Utilizar esses recursos vai com o tempo criando aos profissionais hospitalares
mais independência, autonomia e liberdade para poder expressar suas vontades e
desejos. Os recursos voltados a expressão da comunicabilidade de forma lúdica
fazem com que muitas vezes o paciente tímido e introvertido se torne mais
espontâneo, dinâmico, incluso nas rotinas e principalmente feliz.
A tecnologia assistiva também está associada ao auxílio da mobilidade das
pessoas com deficiência, as cadeiras de roda motorizadas, carrinhos de transporte,
andadores, bengalas com som e aparelho auditivo fazem parte do conjunto de
recursos alternativos e adaptados para melhor atender as necessidades das pessoas
com deficiências e incapazes.

“Propiciar, de maneira apropriada, assistência técnica e financeira, inclusive


mediante facilitação do acesso a tecnologias assistivas e acessíveis e seu
compartilhamento, bem como por meio de transferência de tecnologias”.
(Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, UNU, 2007).
11

Os recursos adaptáveis de comunicação alternativa estão sempre em


constantes evoluções e mudanças, se modificando, se transformando para que
consigam sempre atender à necessidade de todos aqueles que precisam de ajuda e
um olhar inovador.
O acesso à internet hoje para as pessoas com limitações está bastante
apropriado e adaptado, o acesso a vários meios sociais e canais de comunicação
estão favoráveis e propícios, um exemplo é a plataforma de compartilhamento de
vídeos mais famosa do mundo Youtube, onde já existe inúmeros canais adaptados
em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para atender o público com surdez, vídeos
de entretenimento, estudos, filmes, clipes musicais e outros.
Os aplicativos de dispositivos móveis estão a cada novo dia com mais
novidades e se adequando a realidade desse público para propiciar á elas uma forma
de estarem incluídas em todos os espaços da nossa sociedade.
Segundo a recente Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146, de 6 de julho de
2015, artigo 74: É garantido a pessoa com deficiência acesso a produtos, recursos,
estratégias, práticas, processos, métodos e serviços de tecnologia assistiva que
maximizem sua autonomia, mobilidade pessoal e qualidade de vida.
A legislação brasileira constitui o direito a tecnologia assistiva e prescreve
atuação intencional da parte da administração para atender estas necessidades,
apesar disso as pessoas com deficiência juntamente com suas respectivas famílias e
responsáveis possuem uma enorme carência de informações e referências sobre a
existência desta lei e as garantias de direito da população.
Subsiste a real necessidade em ser divulgado mais sobre a inclusão, sobre a
necessidade de ter um olhar inclusivo em todo nosso corpo social, nos meios de
comunicação, propagandas e principalmente em todos os espaços educacionais,
manifestar a insatisfação de um assunto tão sério e importante na vida de muitas
pessoas passa muitas vezes despercebido aos olhos da maioria das pessoas que não
possuem nenhum tipo de deficiência ou não convivem com uma realidade igual a
tantas.
Em concordância com o Censo do IBGE no ano de 2010, foi divulgado que
existem quase 46 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência ou algum grau
de dificuldade em pelo menos uma de suas habilidades (enxergar, ouvir, falar,
caminhar, subir escadas) ou seja, cerca de 24% da população possui certa deficiência.
12

4,00%

3,00% VISUAL

MOTORA
2,00%
AUDITIVA
1,00% MENTAL

0,00%

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010

Segundo o gráfico, pode ser visto que a deficiência visual faz parte da vida de
3,4% da população brasileira, seguindo da deficiência motora que corresponde a
2,3%, logo em seguida a deficiência auditiva corresponde a 1,1% de pessoas e por
último a deficiência intelectual/mental que representa um número de 1,4% da
população.
Revelou-se, através destes dados, o quão abundante é a demanda nesta área
da comunicação alternativa, a real necessidade em se fazer ações neste sentido de
recursos e adaptações para que haja a existência de se promover a inclusão de
pessoas com deficiência em todos os aspectos e espaços da nossa sociedade, no
mercado de trabalho, no campo da educação, de uma vida digna, independente e de
qualidade.
É muito importante que as famílias e as pessoas tenham um olhar cuidadoso e
atento diante de crianças que demonstrem dificuldades na oralidade ou no ato em
demonstrar as suas vontades, frustrações e necessidades. O primeiro recurso é
procurar profissionais da área da saúde para que possam averiguar as dificuldades e
dar um diagnóstico preciso, trabalhar em parceria com outros profissionais
especializados faz com que os resultados sejam mais visíveis e mais fácil para ambas
as partes, pois a troca de informações e experiências tornam os resultados esperados
mais relevantes e expressivos.
Acreditar e ter a esperança no coração de um futuro melhor e transformador,
faz com que tenhamos ânimo e alegria em poder acordar todos os dias e sair em
busca do conhecimento que vai fazer com que sejamos a ferramenta capaz de passar
a diante todo o ensinamento que um dia a nós foi concedido.
Esse é o papel do educador que trabalha em prol do bem comum, com amor
no coração, respeito a profissão e ao juramento que prometeu no dia da graduação,
13

ser educador é enfrentar todo o cansaço, todo o descaso e, muitas vezes a


humilhação que sofre, é ter a convicção de que o futuro depende de nós mesmos e
que juntos podemos ser imbatíveis.
Acreditar no potencial dos pacientes dando-lhes as ferramentas necessárias
para que consigam a sua comunicação e suas habilidades torna o papel do pedagogo
hospitalar ainda mais gratificante e emocionante diante de inúmeras situações
complicadas e incompreensíveis dentro desta profissão.
Precisa ser pensado sempre à respeito das leis de proteção ao portador de
necessidades especiais e todo esse amparo que eles tem, levando muito em
consideração a prática de promoção dos direitos humanos.

A consciência do direito de constituir uma identidade própria e do


reconhecimento da identidade do outro traduz-se no direito à igualdade e no
respeito às diferenças, assegurando oportunidades diferenciadas (equidade),
tantas quantas forem necessárias, com vistas à busca da igualdade. O
princípio da equidade reconhece a diferença e a necessidade de haver
condições diferenciadas para o processo educacional. (BRASIL, 2001, p. 11)

Cada progresso feito por um paciente internado é algo que merece ser
comemorado e manifestado, pois o que para nós é apenas um passo, para as pessoas
com limitações é um salto gigantesco.
A inclusão num todo teve nos últimos anos um avanço muito significativo
comparado com a realidade que era alguns anos atrás. As especializações de
pedagogos na área da educação especial foram e estão sendo de extrema
importância, o reconhecimento sobre esta área da educação e a necessidade em
sempre estar se atualizando demonstra a real necessidade pela procura destes novos
conhecimentos.

O movimento inclusivo nas nossas escolas caminha, infiltrando-se, criando


caminhos para se estabelecer, conquistando os resistentes por seus
resultados, refutando soluções conservadoras, apresentando soluções,
convencendo os que duvidam, impondo-se pelo seu posicionamento
democrático. (MANTOAN, 2015, p.89).

A caminhada da educação inclusiva é um caminho muito árduo e sofrido,


nenhum pouco fácil de se trilhar. Precisamos lutar sempre para que haja uma quebra
dos paradigmas habituais existentes e mostrar como essas pessoas são capazes e
tem potencial em estarem se desenvolvendo e inseridas dentro da comunidade ao
lado das pessoas que não possuem deficiência e tendo os seus direitos respeitados.
14

A tecnologia por muito tempo está sendo presente e muito utilizada nas nossas
rotinas diárias, intervindo positivamente nos nossos conhecimentos e relativamente
na nossa forma de nos envolvermos e relacionarmos com o mundo e com as outras
pessoas. A transformação e o desenvolvimento da nossa comunidade bem como das
novas tecnologias, estão continuamente em grandes mudanças, renovações e
adaptações para que todas as pessoas estejam e se sintam inclusas em diferentes
espaços onde se quer estar.
Foi graças a existência das leis de inclusão que muitas pessoas que antes
estavam à mercê da sociedade, que eram subjugadas, desprezadas e rejeitadas
inclusive pela própria família puderam ter os seus direitos garantidos e efetivados além
de terem todo o apoio profissional e médico de que necessitam para obter melhor
desenvolvimento cognitivo e físico.

(...) quando numa experiência de socialização, a construção social da criança


deficiente tem como ponto de partida a aceitação do mundo como síntese de
tarefas que devem ser executadas. Nessa situação, se apresentam os que
conseguem executar tarefas mais ou menos a contento, ao lado dos que não
conseguem realizar suas tarefas. (FREITAS, 2005, p. 2).

Há uma grande dificuldade em pessoas não deficientes ainda aceitarem ou


enxergarem os deficientes como pessoas capazes de estarem inseridas de forma
natural na nossa sociedade e além de aceitarem os deficientes no mercado de
trabalho por exemplo. Ainda é grande as restrições e dificuldades em se contratar
pessoas portadoras de necessidades especiais no mercado de trabalho. As desculpas
são inúmeras quando se é perguntado a respeito do porquê destas objeções, mas
precisamos ter em mente que todos têm os seus direitos e que todas as pessoas são
diferentes, mas todos possuem habilidades e potenciais, isto é, possibilidades de
aprender e conviver em sociedade.

2.2 METODOLOGIA

Para o desenvolvimento deste artigo, foi utilizado pesquisas bibliográficas


abordando algumas ideias mais específicas e aprofundadas sobre o tema da
Comunicação alternativa aliada a tecnologia assistiva, algumas reflexões que
15

possibilitaram um estudo mais significativo e acentuado desenvolvido durante a


escrita.
Para Gil (1999, p. 42): “A pesquisa tem um caráter programático, é um processo
formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental
da pesquisa é descobrir respostas para os problemas.”
O recurso científico é empregado na maioria das pesquisas por ser realizada
diversas investigações com diversificado número de autores que discorrem sobre um
determinado assunto, sendo assim a grandiosidade de informações e aprendizados
que conseguimos aprender é fundamental para futuros atendimentos e aplicações
nesta área.
As pesquisas bibliográficas contribuem para reunir todas as informações e
dados que forem fundamentais para a composição e elaboração de um trabalho.
Desta forma, as pesquisas ajudam a identificar respostas para as perguntas e dúvidas
em meio a uma temática tão importante e complexa.
Agregando ainda mais valor ao material estudado, tenho o privilégio de poder
ter exercido a profissão na área da educação especial de aproximadamente quatro
anos de atuação no Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no qual pude me
apaixonar ainda mais por esta área da educação e principalmente por aquelas
pessoas que buscam ajuda, auxílio ou simplesmente um pouco mais de carinho e
atenção.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo buscou mostrar quais são as ferramentas manuais simples e


tecnológicas capazes de auxiliar e promover a ampliação de comunicação de pessoas
que possuem alguma deficiência na fala de forma permanente ou temporária quando
se encontram em ambientes médicos e hospitalares e que buscam esse auxílio
profissional para terem uma vida mais digna e independente.
Este trabalho também foi muito significativo, pois mostrou como as ferramentas
optativas auxiliam na formação do conhecimento do profissional e como essas
tecnologias podem ajudar na formação do pedagogo para melhorar o desempenho de
seus pacientes em um dos momentos mais dolorosos de sua vida.
16

No decorrer da escrita, foi mostrado as diversas possibilidades de promover ao


paciente com deficiência ou incapacitado de usar a fala o acesso à uma fração de
tantos os recursos que existem, pois os recursos e acessos adaptados a eles estão
garantidos por lei e devem ser exigidos ao poder público para que se cumpra com o
esperado. Podemos observar que diante de tantas tecnologias que são usadas
facilmente no dia a dia de todos, quando ele é voltado para a área especializada da
educação especial existem alguns receios e dificuldades, pois tudo parece ser mais
difícil e complicado, a falta de preparo dos profissionais faz com que exista esse
obstáculo.
São os serviços de comunicação alternativa que faz com que os pacientes
acamados possam desenvolver melhor a comunicação para que assim consigam ter
um estilo de vida mais feliz e independente. Os recursos e materiais adaptados
específicos e na área tecnológica torna as consultas e os atendimentos hospitalares
mais prazerosas e mais lúdicas, os resultados são mais eficazes e mais significativos.
O papel do pedagogo hospitalar é uma peça-chave dentro destes espaços, ele
é um personagem importante de todo este processo de inclusão e de
desenvolvimento, pois precisa estar seguro, confiante e treinado para mostrar aos
seus pacientes e colegas de trabalho o melhor que podem usufruir destes recursos.
Para aqueles que buscam ajuda através da tecnologia e que sabem manusear
o mínimo destas ferramentas, é possível tornar a comunicação e os resultados
satisfatórios. Por esse motivo é relevante que os pedagogos se esforcem ao máximo
para aprender tudo o que a tecnologia e os recursos adaptados são capazes de lhes
oferecer e que usem todo esse arsenal de forma correta para ajudar aqueles que
buscam serem ouvidos e tendo conforto num momento tão delicado assim como
carinho e atenção.
REFERÊNCIAS

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