A uva é o fruto da videira (nome científico: Vitis sp.
), uma planta da família das
Vitaceae. É utilizada frequentemente para produzir sucos, doces, geleias, vinhos e
passas, podendo também ser consumida ao natural[1].
Entre as espécies de videiras podemos referir[2]:
Vitis vinifera, o tipo de videira mais frequente na produção do vinho, na Europa;
Vitis labrusca, espécie norte-americana, utilizada na produção de sumo, uva de
mesa e, algumas vezes, vinho;
Vitis riparia, tipo de videira bravio norte-americano, usado, às vezes, para
produzir vinho;
Vitis rotundifolia, uva muscadínea, usada para doces e, por vezes, vinho;
Vitis aestivalis, em que a variedade Norton é usada para fabricar vinho.
Videira
A videira, vinha ou parreira é uma trepadeira da família das vitáceas, com tronco
retorcido, ramos flexíveis, folhas grandes e repartidas em cinco lóbulos pontiagudos,
flores esverdeadas em ramos, e cujo fruto é a uva. Originária da Ásia, a videira é
cultivada em todas as regiões de clima temperado.[3]
A videira produz as uvas, fruto de cujo suco se produz o vinho.[4]
O cultivo da videira para a produção de vinho é uma das atividades mais antigas da
civilização.[5] Evidências indicam o cultivo da videira para a produção de vinho na
região do Egito e da Ásia Menor durante o período neolítico ao mesmo tempo em que a
humanidade, instalada em colônias permanentes, começou a cultivar alimentos e criar
gado, além de produzir cerâmica.[6]
História
O cultivo da uva começou há cerca de 6000 a 8000 anos, no Oriente Médio.[7] A
levedura, um dos primeiros microrganismos conhecidos pelo homem, ocorre
naturalmente na casca das uvas, levando a produção de bebidas alcoólicas, como o
vinho. Os primeiros vestígios de vinho tinto são vistos na Armênia antiga, onde foi
encontrada a adega mais antiga do mundo, datando de cerca de 4.000 a.C.. Por volta do
Século IX, a cidade de Xiraz era conhecido por produzir um dos melhores vinhos do
Oriente Médio.[5][8] Assim, tem sido proposto que o nome do vinho tinto de Syrah possui
origens em Xiraz, uma cidade na Pérsia, onde a uva foi usada para fazer vinho Shirazi.
Hieróglifos no Antigo Egito recordam o cultivo de uvas, e a história atesta também que
povos antigos da Grécia, Fenícia e Roma também cultivavam uvas para a alimentação e
produção de vinho. Mais tarde, o cultivo de uvas se espalhou pela Europa, norte da
África e, finalmente, América do Norte.[5] Uvas pertencentes a espécie labrusca foram
conjeturadas impróprias para a vinificação pelos colonizadores europeus por conta de
sua acidez e intensidade aromática em relação à espécie vinifera, que era mais
comumente utilizada para a consumação do vinho europeu.
Brasil
No Brasil o cultivo da videira começou em 1535, na Capitania de São Vicente trazida
pelos portugueses. A imigração italiana em São Paulo e na Região Sul do Brasil no final
do século XIX deu um grande impulso à cultura. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Pernambuco e Bahia são grandes produtores. As melhores épocas de
produção variam com as características climáticas de cada região. [5][9]
No Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP predominam as uvas originárias do
estado de São Paulo das regiões de Botucatu, Campinas, Itapetininga e Sorocaba, no
período de novembro a março, e de Dracena e Jales de julho a novembro.[5] O Estado do
Paraná é o maior fornecedor nacional de julho a novembro, uma janela de mercado onde
entram poucos fornecedores. O Nordeste do Brasil concentra a sua oferta de agosto a
dezembro.[10]
A uva é uma das frutas mais exportadas e também uma das mais importadas pelo Brasil.
Uvas chilenas, americanas, argentinas têm no Brasil um mercado cada vez maior. A
Câmara Setorial de Frutas, órgão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do
Estado de São Paulo apresenta as normas de Classificação da Uva (Vitis vinifera L.).[5][8]