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Dia Internacional dos Fiscais de Conservação

Mensagem alusiva ao dia internacional do fiscal

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ayanazita
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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

MINISTÉRIO DA TERRA E AMBIENTE

ADMINISTRAÇÃO NACIONAL DAS ÁREAS DE CONSERVAÇÃO

PARQUE NACIONAL DE LIMPPOPO


PROGRAMA DE PROTEÇÃO

MENSAGEM ALUSIVA AO DIA INTERNAÇIONAL DO FISCAL

Excelentíssimos Senhores e Senhoras,

 Excelentíssimo Senhor Administrador do Distrito de Massingir;


 Senhor Administrador do Parque Nacional do Limpopo;

 Senhor Diretor do Projeto de Desenvolvimento do Parque Nacional do Limpopo;

 Senhores Coordenadores e Gestores Seniores do Parque Nacional do Limpopo;

 Ilustres Líderes Comunitários e Tradicionais;

 Representantes das Comunidades Locais;

 Representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC);

 Parceiros de Cooperação, Representantes da BIOFUND e demais instituições da


sociedade civil;

 Distintos Convidados;

 Minhas Senhoras e Meus Senhores;

 Caros Colegas Fiscais de Floresta e Fauna Bravia;

Em primeiro lugar, endereçamos as nossas mais sinceras e respeitosas saudações ao Governo da


República de Moçambique, pelo compromisso demonstrado e pelos esforços alcançados em prol
da preservação e conservação da biodiversidade nacional.

De forma particular, queremos reconhecer e louvar a Direção do Parque Nacional do Limpopo


(PNL) pelo empenho contínuo na materialização dos objetivos da conservação e na criação de
um ambiente de trabalho cada vez mais funcional, digno e propício à execução das nossas
atribuições.

É de destacar o investimento feito na melhoria das condições humanas e laborais dos fiscais,
garantindo meios operacionais, equipamentos e formação técnica contínua, com vista a fortalecer
as nossas competências face às novas exigências e dinâmicas da fiscalização ambiental no
contexto atual.

De igual modo, queremos expressar o nosso profundo agradecimento pelo apoio contínuo
prestado pelos doadores, instituições parceiras e organizações da sociedade civil que, de forma
direta ou indireta, têm contribuído para o fortalecimento das ações de conservação no Parque
Nacional do Limpopo.

Reconhecemos, com apreço, os recursos canalizados para a prossecução e consecução das


atividades de fiscalização em todo o território nacional, e de forma particular no PNL,
permitindo a implementação de operações no terreno com maior eficácia e segurança.

Estendemos igualmente o nosso reconhecimento às comunidades que residem dentro e fora do


parque, cuja colaboração tem sido essencial no apoio logístico e social às atividades de campo,
demonstrando que a conservação só é possível com o envolvimento activo e consciente de todos
os segmentos da sociedade.

Neste dia 31 de julho de 2025, celebramos com orgulho o Dia Internacional dos Fiscais de
Floresta e Fauna Bravia, sob o lema: "Fiscais de Florestas e Fauna Bravia: Engajados no
Combate aos Crimes contra a Vida Selvagem e na Mitigação do Conflito Homem-Fauna
Bravia."

Esta data reveste-se de especial significado, pois reforça o compromisso coletivo com a proteção
da biodiversidade e com a promoção da convivência harmoniosa entre as comunidades humanas
e a fauna selvagem.

Este lema não apenas orienta as celebrações deste ano, mas também reafirma o papel estratégico
e multifacetado dos fiscais na linha da frente da conservação. Para além das ações de
patrulhamento e combate à caça furtiva, os fiscais têm desempenhado um papel relevante na
mediação de conflitos entre as comunidades e a fauna bravia, assegurando a proteção das
espécies e a salvaguarda das vidas humanas.
É neste contexto que renovamos o nosso compromisso com a missão que nos é confiada,
conscientes dos riscos, das exigências e da responsabilidade que o nosso uniforme carrega. Que
esta celebração sirva como um momento de valorização, mas também de renovação do espírito
de entrega, ética e profissionalismo que deve nortear o trabalho de todos os fiscais ao serviço das
Áreas de Conservação.

No entanto, gostaríamos de reiterar a necessidade de reforçar e melhorar, de forma contínua,


aspetos operacionais e logísticos essenciais para o desempenho eficaz das nossas funções. Entre
eles, destacamos:

 O aumento do efetivo de Guardas e Fiscais, de modo a garantir maior cobertura territorial


e capacidade de resposta;
 O reforço dos meios circulantes, com a aquisição de novas motorizadas e viaturas;

 A construção de casas de raiz em postos estratégicos de fiscalização e guarnição,


assegurando melhores condições de habitabilidade e segurança.

Adicionalmente, apelamos ao investimento no desenvolvimento de infraestruturas turísticas,


como zonas de acampamento e estações de observação, que possam dinamizar o turismo
sustentável no Parque, gerar receitas e, consequentemente, fortalecer as ações de conservação e o
bem-estar das comunidades locais.

No exercício da nossa função, temos enfrentado um dos maiores desafios das áreas de
conservação: o conflito entre o Homem e a Fauna Bravia. Este fenómeno representa não apenas
uma ameaça direta à biodiversidade, mas é também um fator crítico de instabilidade nas relações
com as comunidades. Reforçamos, por isso, a necessidade de fortalecer as capacidades locais de
gestão e mitigação destes conflitos, por meio de estratégias integradas que envolvam educação
ambiental, compensações justas, sistemas de alerta precoce e planos de resposta rápida que
garantam a segurança das pessoas e a integridade da vida selvagem.

Repudiamos veementemente comportamentos que colidem com a missão da fiscalização, como o


abandono de posto, o envolvimento com caçadores furtivos, a quebra do sigilo profissional, a
impontualidade e a falta de assiduidade. Exortamos os colegas a pautarem-se por uma conduta
ética, disciplinada e profissional, dignificando o papel do fiscal e reforçando a confiança das
comunidades e das instituições.
Reconhecemos os progressos alcançados na gestão de Recursos Humanos, sobretudo na escuta
ativa das nossas preocupações. Ainda assim, encorajamos a observação atenta de casos que
requerem valorização institucional, com base no mérito, dedicação e histórico de contribuição
dos fiscais no terreno.

É imperativo lembrar que não há conservação sem o envolvimento efetivo das comunidades
locais. Nesse contexto, condenamos veementemente atos de obstrução às nossas atividades,
como bloqueios de vias, greves injustificadas e agressões a fiscais. Tais práticas não só colocam
em risco a segurança dos agentes da conservação, como também comprometem o futuro das
próprias comunidades.

Por fim, reiteramos o nosso compromisso inabalável com a proteção da biodiversidade e


reafirmamos a nossa total disponibilidade para colaborar com os parques vizinhos – Parque
Nacional do Kruger (KNP) e Parque Nacional de Gonarezhou (GNP) – e com todas as forças
empenhadas no combate à caça furtiva e outros crimes ambientais. Estendemos ainda o nosso
engajamento à promoção da saúde pública e do bem-estar comunitário, através do combate a
flagelos como o HIV-SIDA, a malária, a cólera e outras doenças que afetam as nossas
comunidades.

Ser fiscal é mais do que um ofício é uma missão de coragem, sacrifício e amor pela natureza
e pelo futuro do nosso país. Que este dia seja de celebração, mas também de renovação do
nosso compromisso com a causa da conservação.

Muito obrigado

Massingir aos 31 de julho de 2025

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