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Insuficiência Renal: Tipos e Tratamentos

A insuficiência renal é a incapacidade dos rins de remover resíduos metabólicos, podendo ser aguda ou crônica. A insuficiência renal aguda apresenta quatro fases, enquanto a crônica é progressiva e irreversível, levando a complicações graves. O tratamento envolve a manutenção do equilíbrio hídrico, uso de medicamentos, diálise e cuidados de enfermagem específicos.

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Nathalia Pinto
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Insuficiência Renal: Tipos e Tratamentos

A insuficiência renal é a incapacidade dos rins de remover resíduos metabólicos, podendo ser aguda ou crônica. A insuficiência renal aguda apresenta quatro fases, enquanto a crônica é progressiva e irreversível, levando a complicações graves. O tratamento envolve a manutenção do equilíbrio hídrico, uso de medicamentos, diálise e cuidados de enfermagem específicos.

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INSUFICIÊNCIA RENAL

INSUFICIÊNCIA RENAL
 A insuficiência renal surge quando os rins
não conseguem remover os resíduos
metabólicos do corpo, nem realizar as
funções reguladoras.

 Existem 2 tipos de insuficiência renal:


aguda e crônica. A insuficiência renal
aguda (IRA) é caracterizada pela
diminuição abrupta e rápida da função
renal. A insuficiência renal crônica é
caracterizada pela lesão irreversível dos
néfrons.
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA

 A IRA é uma perda súbita e quase


completa da função renal (TFG
diminuída) durante um período de horas
a dias. Embora, com freqüência, se
acredite que a IRA seja um problema
observado apenas em pacientes
hospitalizados, ela também pode
ocorrer no ambiente de pacientes
externos.
FISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIA
A insuficiência renal pode ser conseqüência de
distúrbios pré-renais, intra-renais e pós-renais.

 Pré-renais = são condições não urológicas que


interrompem o fluxo sanguíneo renal aos
néfrons. EX: choque hipovolêmico,
desidratação, trombose, parada cardíaca,
hemorragias, ICC.

 Intra-renais = são condições que ocorrem nos


rins. EX: glomerulonefrite, lesões por
esmagamento, infecções, isquemia.

 Pós-renais = são problemas obstrutivos


localizados abaixo do rim. EX: Tumor uretral,
cálculos ureterais, estenose.
FASES DA IRA

A insuficiência renal aguda têm 4 fases:

 Fase inicial
 Fase oligúrica
 Fase diurética
 Fase de recuperação
FASES DA IRA

 FASE INICIAL = começa com a agressão


inicial, é acompanhada pela redução do
fluxo sanguíneo aos néfrons a tal ponto que
ocorre necrose.

 FASE OLIGÚRICA = está associada a


excreção de volumes urinários inferiores
aos adequados. Esta fase começa no
intervalo de 48 horas após a agressão
celular inicial, e pode durar de 10 a 14 dias
ou mais.
FASES DA IRA

 FASE DIURÉTICA = a diurese começa à


medida que os néfrons se recuperam.
Apesar do aumento do conteúdo hídrico
na urina, a excreção de produtos
metabólitos e de eletrólitos continua
comprometida.


 FASE DE RECUPERAÇÃO = Indica a melhora
da função renal e pode levar de 1 ou mais
anos. Os valores laboratoriais retornam ao
nível normal.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Quase os sistemas do corpo são afetados
quando existe falência dos mecanismos
reguladores renais normais.

 Paciente pode parecer criticamente


doente e letárgico, com náuseas
persistentes e diarréia.
 A pele e as mucosas mostram-se secas
devido à desidratação.
 O hálito pode ter odor de urina (hálito
urêmico)
 Sinais e sintomas do SNC compreendem
sonolência, cefaléia, convulsões.
DIAGNÓSTICO
Para se diagnosticar é necessário a realização
de vários exames:

 Alterações na Urina - *debito urinário (escasso


ao volume normal) *Hematúria, *Proteinúria.

 Alteração do contorno renal – A USG é o meio


adequado para visualização da estrutura
renal, onde está presente a IRA ou IRC.

 Hipercalemia – com o declínio da TFG, o


paciente na consegue excretar normalmente
o potássio. A hipercalemia pode levar as
disritmias e a parada cardíaca.
TRATAMENTO

 O rim tem notável capacidade de se


recuperar da agressão. No geral o
tratamento inclui a manutenção do
balanço hídrico, prevenção do excesso de
liquido ou, possivelmente, a realização da
diálise.

 Como mitos medicamentos são


eliminados através dos rins, as dosagens de
medicamentos devem ser reduzidas
quando um paciente apresenta IRA.
CUIDADOS DE ENFEMARGEM

 Monitorar o equilíbrio hidroeletrolítico


 Monitorar a função cardíaca
 Orientar o repouso no leito
 Tratar de imediata febre e infecções
 Evitar a ocorrência de infecções,
aplicando técnicas assépticas
 Monitorar sinais de complicação
 Auxiliar na realização de procedimentos
como diálise peritoneal ou hemodiálise
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

 A IRC ou DRET é uma deteriorização


progressiva e irreversível da função
renal, na qual fracassa a capacidade
do corpo para manter os equilíbrios
metabólicos e hidroeletrolíticos.
A IRC tem três estágios:

 Redução da reserva renal – 40 a 75% de perda da


função renal. Em geral o paciente não apresenta
sintomas, porque os néfrons são capazes de realizar
as funções normais dos rins.

 Insuficiência renal – 75 a 90% de perda da função


renal. Níveis séricos de uréia e creatinina aumentam,
o rim perde sua capacidade de concentrar urina e
há desenvolvimento de anemia. Paciente pode
apresentar polaciúria e nictúria.

 Doença renal terminal – menos de 10% renal é


mantida. Esse é o ponto na qual torna-se necessária
a realização regular de diálise ou de um transplante
renal para a manutenção da vida.
FISIOPATOLOGIA
 À medida que a função renal diminui, os
produtos finais do metabolismo protéico (que
normalmente são excretados na urina)
acumulam-se no sangue. A uremia
desenvolve-se e afeta todos os sistemas do
corpo. Quanto maior for o acúmulo mais
graves serão os sintomas.

 A susceptibilidade às infecções aumenta


em decorrência de um sistema imunológico
deficiente.

 O edema e a hipertensão são


conseqüências do comprometimento da
eliminação urinária.
ETIOLOGIA

 Doenças sistêmicas = DM
 Hipertensão
 Glomerulonefrite crônica
 Obstrução do trato urinário
 Lesões hereditárias
 Entre outras.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 Neurológicos = fraqueza, fadiga, letargia,


confusão, desorientação, convulsões
 Tegumentares = pele seca e descamativa,
prurido, unhas finas e quebradiças, cabelos
finos.
 Cardiovasculares = HAS, edema
depressível, edema periorbitário, atrito
pericárdico, pericardite, derrame
pericárdico.
 Pulmonares = falta de ar, taquipnéia,
escarro espesso e viscoso.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 Gastrintestinais = hálito urêmico, vômitos,


sangramento a partir do trato
gastrointestinal.
 Hematológico = anemia
 Reprodutivos = amenorréia, atrofia
testicular
 Musculoesqueléticos: cãibras, perda da
força muscular, dor óssea.
DIAGNÓSTICO

 Exames laboratoriais de sangue revelam


elevações de uréia, creatinina, potássio,
magnésio e fósforo.
 O nível de cálcio está baixo.
 A contagem dos eritrócitos está
diminuída.
 A biopsia renal revela destruição dos
néfrons.
 O Rx e USG mostra defeitos estruturais
nos rins, ureteres e bexiga.
TRATAMENTO
A meta do tratamento é manter a função
renal e a homeostasia pelo maior intervalo
de tempo possível.

 Fatores reversíveis são identificados e


tratados
 Medicamentos
 Terapia com dieta
 Diálise pode ser necessária para diminuir o
nível dos produtos residuais urêmicos no
sangue.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

 Monitorar peso diário


 Realizar balanço hídrico rigoroso
 Observar distensão de veia jugular
 Monitorar freqüência e esforço
respiratório
 Monitorar dosagem de eletrólitos,
através de exames laboratoriais
 Monitorar SSVV, principalmente P.A.
DIÁLISE

 É um procedimento de limpeza e
filtração do sangue. Ela substitui a
função renal quando os rins não
conseguem remover produtos
metabólicos nitrogenados, nem manter
o equilíbrio hídrico, eletrolítico e ácido-
básico adequado.
 A diálise é realizada pela hemodiálise
e pela diálise peritoneal
HEMODIÁLISE

 A hemodiálise é um procedimento que


filtra o sangue. Através da hemodiálise
são retiradas do sangue substâncias que
quando em excesso trazem prejuízos ao
corpo, como a uréia, potássio sódio e
água.
HEMODIÁLISE
 Hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador
(capilar ou filtro). O dialisador é formado por um
conjunto de pequenos tubos chamados "linhas".
Durante a diálise, parte do sangue é retirado do
corpo, passa através da linha em um lado, onde o
sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha do
lado oposto.

 Atualmente tem havido um grande progresso em


relação a segurança e a eficácia das máquinas de
diálise, tornando o tratamento bastante seguro.
Existem alarmes que indicam qualquer alteração
que ocorra no sistema (detectores de bolhas,
alteração de temperatura e do fluxo do sangue,
etc).
Há 2 métodos comumente
utilizados: Fístula arteriovenosa
e o enxerto arteriovenoso.

 Uma fístula AV envolve um


procedimento cirúrgico para unir a
artéria e a veia sob a pele. O aumento
do fluxo sangüíneo dilata a veia elástica
para permitir um maior volume de fluxo
de sangue.
Hemodiálise
Cateter venoso central para hemodiálise
 O enxerto AV pode ser usado por pessoas
que não tenham veias adequadas para o
procedimento de fístula AV. O enxerto AV
envolve o enxerto cirúrgico de uma veia
safena do próprio paciente (da perna),
uma artéria carótida de uma vaca ou um
enxerto sintético de uma artéria para uma
veia.

 Após a ligação adequada pelos dois


acessos, a máquina de hemodiálise é
conectada; o acesso da artéria se
conecta à máquina e o acesso que
retorna o sangue da máquina se conecta
à veia.
DIÁLISE PERITONEAL

 A diálise peritoneal é realizada pelo


uso da membrana peritoneal do interior
do abdome como membrana
semipermeável. São introduzidas
soluções especiais que absorvem as
toxinas, que permanecem no abdome
por um tempo e então são drenadas.
DIÁLISE PERITONEAL

 A solução de diálise é introduzida na


cavidade abdominal através de um
cateter, onde permanece por um
determinado tempo para que ocorram as
trocas entre a solução e o sangue (esse
processo é chamado de permanência). De
um modo geral, produtos nitrogenados e
líquidos passam do sangue para a solução
de diálise, a qual é posteriormente
drenada da cavidade peritoneal. Após
isso, uma nova solução é infundida,
repetindo assim o processo dialítico e
dando início a um novo ciclo de diálise.
 Portanto, cada ciclo de diálise
peritoneal (conhecido como troca)
possui três fases: infusão, permanência e
drenagem.
EXISTE TRÊS TIPOS DE DIÁLISE
PERITONEAL

 Diálise peritoneal ambulatorial


continua = aproximadamente 2.000 ml
de dialisado é instilado por meio da
gravidade pelo cateter em 30 a 40
minutos. O cateter é pinçado e a soluão
permanece por 4 a 6 horas. Leva-se a
bolsa de instilação abaixo do nível do
cateter e remove-se a pinça por 30 a 40
minutos para permitir a drenagem
gravitacional.
 Diálise peritoneal cíclica contínua =
um aparelho é conectado ao cateter
de diálise. Ele enche e drena
automaticamente o dialisado do
abdome enquanto o individui dorme. É
realizada durante um periodo de 10 a 12
horas. O peritoneo permanece cheio de
solução durante o dia, mas permite o
paciente realizar atividades sem ter que
fazer trocas do dialisado.
 Diálise Peritoneal Intermitente = são
realizados com o mesmo aparelho da
dialise peritoneal cíclica contínua.
Contudo, o processo ocorre
periodicamente, com varios dias de
intervalo ntre as diálises. As sessões
podem durar 24 horas. O tempo total
despendido é de 36 a 42 duas por
semana.

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