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Protocolo de Julgamento com Gênero no Brasil

um relatório referente ao projeto integrador, direcionado com base foi manuseado pela professora, as formas de escritas, alinhamento do texto e etc...
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Protocolo de Julgamento com Gênero no Brasil

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Relatório - Projeto Integrador

Aluno (a): Amanda Prudente Fernandes

8ª período de Direito Doctum Manhuaçu

Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero

O Brasil, apesar de avanços, ainda enfrenta grande desigualdade social, incluindo


as questões de gênero. Em 2021, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu um
grupo de trabalho para atender às demandas relacionadas à igualdade de gênero,
em resposta a uma condenação sofrida pelo país na Corte Interamericana de
Direitos Humanos.

Igualdade de Gênero: Conceito e Contexto

A igualdade de gênero é o princípio que assegura direitos, oportunidades e


tratamento iguais para homens e mulheres, eliminando barreiras e estereótipos que
limitam o potencial de ambos. Apesar de garantida pela Constituição, ainda
enfrentamos uma discrepância significativa entre os direitos assegurados e a
realidade prática.

O protocolo instituído pelo CNJ visa reduzir essas desigualdades, especialmente no


contexto do Poder Judiciário. Ele se propõe a erradicar discriminações de gênero e
implementar políticas nacionais que promovam a igualdade e combatam a violência
contra as mulheres. Entre os tipos de violência reconhecidos, estão a sexual, física,
psicológica, patrimonial, moral, institucional, política e de gênero.

Resolução 492/2023

Em março de 2023, a Resolução 492 foi promulgada, estabelecendo a adoção de


uma perspectiva de gênero nos julgamentos em todo o Poder Judiciário. Ela inclui
diretrizes do protocolo criado pela Portaria CNJ n.º 27/2021, além de prever a
capacitação de magistrados(as) em direitos humanos, gênero, raça e etnia, de forma
interseccional. Essa resolução também criou comitês específicos para monitorar a
aplicação do protocolo e incentivar a participação feminina no sistema judicial.

Alcance do Protocolo
Embora o foco principal seja a igualdade de gênero, o protocolo também aborda
questões raciais e de orientação sexual, buscando eliminar qualquer tipo de
discriminação. A proposta é garantir o acesso igualitário à justiça e oportunidades de
trabalho, promovendo direitos universais.

Histórico e Origem

A criação do protocolo foi motivada pela condenação do Brasil no caso Márcia


Barbosa de Souza, assassinada em 1998, um caso de feminicídio. Em 2021, o
Estado brasileiro foi responsabilizado pela falta de julgamento sob perspectiva de
gênero, uso de estereótipos negativos sobre a vítima e aplicação indevida de
imunidade parlamentar. Essa foi a primeira decisão da Corte IDH abordando
explicitamente a questão de gênero.

Relação com Direitos Constitucionais

O protocolo se alinha aos princípios constitucionais, reforçando o Art. 5.º da


Constituição Federal, que assegura a igualdade perante a lei, independentemente
de qualquer discriminação. Ele fortalece a proteção às mulheres contra violências e
vulnerabilidades que persistem em nossa sociedade.

Considerações Finais

O protocolo surge como uma resposta necessária e oportuna para combater as


desigualdades de gênero e violência doméstica. Ele promove maior conscientização
sobre os diferentes tipos de violência e reforça a importância de mudanças
estruturais e efetivas na sociedade.

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