Eu me lembro,
querido, eu me lembro
Do gosto das suas lágrimas
Do som dos seu desespero
o gemido interminável do vento,
Me lembro da dor,
irrevogável e irreal no mesmo momento
Me lembro das letras se formando em meus lábios, do adeus em seu olhar
Eu me lembro de chorar
me lembro de sofrer
-Nem mesmo o tempo pode me fazer esquecer você.
Uma vez,
foi a muito tempo,
quando o amor não era apenas uma palavra descartável
e sim com milhares significados
Você me disse que eu era a sua Vênus
a estrela mais brilhante da sua galáxia solitária
a forma romana da deusa do amor
sua musa
sua dor
-eu não acreditei, e no fim estava certa.
Eu me comprei flores
enjoada pelas juras de amores
cuspidas das bocas dos amantes
ao cobertor da noite
Solitária, me julgavam
“solo”, eu corrigia
Não me entenda mal eu gosto de companhia
Apenas não acho que elas me fariam menos sozinha
Seres humanos são inconstantes
Como a fumaça no pulmão de um fumante
A risada de um adolescente
O suspiro suave de uma criança inocente
Eu e meu maldito coração estamos quebrados,
Mas nós nunca nos apaixonamos
o que nos estilhaçou, como a superfície de um espelho, foram palavras envenenadas
escorrendo de pessoas falsas
Carrego cadáveres escondidos
Ódio distribuído assassinou minhas borboletas, antes delas sequer conseguirem planar
E agora estão todas mortas e enterradas
Às vezes acho que não o sinto bater, meu coração digo,
As vezes acho que meu o sangue corre devagar como o rastejar suave de uma cobra
As vezes acho que consigo ouvi-la dizer ' aguente firme, seu tempo já irá acabar,
Mas ele ainda está lá, não é?
Por favor, diga que não
Talvez… não sejamos quem desiste da vida, talvez ela desista antes,
como se fossemos uma causa perdida
Eu me sinto cansada, tão
fodidamente cansada
.
— um dia de cada vez.
Eu odeio você.
Odeio suas covinhas quando um sorriso é verdadeiro,
odeio o mar profundo e tempestuoso dos seus olhos.
Odeio o fato de que você é o único que consegue me irritar e fazer rir.
Odeio estar apaixonada por você, quando deveria te odiar.
— Eu não queria te amar.
Você me envenenou, drogou o meu vinho e chamou de amor.
Com minhas lágrimas escrevi cartas e lhe implorei para voltar para casa.
Mas o fogo as leu antes, e beijou meu apelo torturante.
Todas as noites olho para lua e lembro da sua adaga prateada,
Seria masoquismo admitir que sinto sua falta?
Maldade fissurada, seus lábios têm o mesmo sabor quente de uma maçã dourada.
— por favor, volte pra casa.
Ela sorriu com nuvens de chuva em seus olhos, uma tempestade estava a caminho,
“estou bem” ela falou.
— era mentira.
Jogue-me ao caos e deixe-me voltar coroada pelo olho do furacão. Sorri para tempestade e
inalei a eletrizante fagulha dos relâmpagos, trovões grunhiam em meu interior. Dancei
com as facas e chorei ao fim da música.
Era uma noite fria de setembro e eu estava chovendo.
Uma tempestade feroz e faminta que roubava fôlego e destruía sonhos, em cacos tão
pequenos e afiados espalhados pelo chão
como uma armadilha, um sorriso perverso nos lábios e um "pode ir, eu te seguro"
brincalhão
e eu senti uma mão me empurrando para destruição,
eu senti e não pude fazer nada para impedir enquanto tropeçava.
Enquanto aqueles estilhaços perfuravam minha pele,
rasgando meus ossos,
evaporando meu sangue.
Eu não pude fazer nada enquanto caia do precipício que tentei evitar pular
— eu caí, só pra depois descobrir que fui eu mesma a me empurrar.
Eu estou bem
Eu estou bem
estou bem
estou bem
estou bem,
as vozes gritavam, um sorriso mascarava as lágrimas.
Mentia para mim mesma até acreditar, até virar verdade.
ALGUÉM ME AJUDA, sangrava em letras invisíveis pela minha pele.
Estou morrendo, eu ofegava em fôlegos curtos.
Eu sinto muito, sinto tudo
as palavras ditas com ódio
os olhares maldosos
a solidão me rasgava aos poucos,
Oh, tudo bem, estou sozinha de novo.
— minha mente é o pior lugar para se estar.
.
Depressão é sentir tudo e não sentir nada
É querer chorar em meio aos sorrisos
É estar vazia às 03:15 da madrugada
É encarar o nada.
É poemas vermelhos em pele descartada
Sangrar pelos ossos e ter dor na alma
É querer ir para casa, sem nunca conhecer um lar
É ter a boca costurada, palavras entaladas
É sofrer pela solitude e estar solitária.
— Setembro amarelo, eles disseram.
Eu fumei minha vida como
minha avó tragava Marlboro
com avidez e desespero, com medo
De focar em somente uma coisa
e deixar minha mente vagar
correndo por lugares sombrios.
Eu fumei minha vida como
Lindsay Lohan buscou heroína
morrendo em busca de apenas um momentâneo prazer
uma efémera vontade de sentir algo,
qualquer coisa.
Eu fumei minha vida como
Van Gogh vendeu seus quadros
como seu pincel correu pelas tintas
criando mundos inteiros escritos em cor
desenhando sentimentos e dor,
uma emoção solitária e arbitrária.
Eu fumei minha vida
com um cigarro aceso numa tempestade
repleta de furacões
relâmpagos
e raios.
.
Eu e meu maldito coração estamos quebrados
e o motivo?
palavras envenenadas escorrendo de pessoas falsas.
Carrego cadáveres escondidos,
perdidos no fundo do meu armário,
borboletas com asas de mariposas, assassinadas
torturadas e estilhaçadas.
Eu sangro em arco-íris por feridas extensas internas, escondidas de olhos maldosos.
Aberração!, eles gritaram
Disseram que sou errada, uma falha
Algo a que se concertar