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Normas de Gestão em Laboratório de Biologia

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Aina Marques Sanly

Arcanjo Domingos Cirilo Sanches


Esperança Carlos Cassimo Atanásio Matos
Fátima da Atimuna Andarusse
Zainabo Alexandre Perula

Normas de gestão de um laboratório

Licenciatura em ensino de biologia com habilidades em gestão laboratorial

Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
2024
Aina Marques Sanly

Arcanjo Domingos Cirilo Sanches

Esperança Carlos Cassimo Atanásio Matos

Fátima da Atimuna Andarusse

Zainabo Alexandre Perula

Normas de gestão de um laboratório

Relatório de caráter avaliativo a ser


entregue no Departamento de Ciências
Naturais, Tecnologia, Engenharia e
Matemática na Cadeira de Didactica de
Laboratório. Biologia 3º Ano, 2º semestre,
leccionado por‫׃‬

Docente: José Celestino Lyavila

Universidade Rovuma

Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente

2024

Indic
e
Introdução...................................................................................................................................4
[Link] de gestão de um laboratório.......................................................................................5
[Link] Gerais de Segurança em Laboratório.......................................................................5
[Link]ça com reagentes........................................................................................................6
[Link]ça com fontes de calor.............................................................................................7
[Link] Normas De Pronto Socorro......................................................................................8
[Link] emocionais em prontos socorros............................................................................8
[Link] de extintor de Incêndio.....................................................................................................9
4.1. Procedimentos para o uso de extintor de incêndio..............................................................9
4.2. Tipos de extintores............................................................................................................10
[Link] dos líquidos..................................................................................................11
[Link] de pipetas..................................................................................................................11
Conclusão.................................................................................................................................13
Referências Bibliograficas.......................................................................................................14
Introdução

O presente trabalo tem como tema‫ ׃‬Normas de gestão de um laboratório. Sendo o


laboratorio um ambiente de muitos riscos, é necessario a observancia de algumas regras
para a reducao dos mesmos.

Objectivo geral‫׃‬

 Conhecer as normas de gestão de um laboratório .

Objectivos especificos‫׃‬

 Identificar as normas de gestão de um laboratório;


 Descrever as normas de gestão de um laboratório .

Metodologia

A metodologia consistiu na consulta do material bibliográfico bem como o uso da


internet foi a metodologia usada para a realização desse trabalho cujos autores
encontram se citado no bibliográfico.
[Link] de gestão de um laboratório

A segurança é uma responsabilidade coletiva que requer a cooperação de todos os


indivíduos que trabalham no laboratório.

A prática laboratorial, seja a nível profissional ou de aprendizado, exige que regras de


segurança sejam rigorosamente seguidas para evitar acidentes e prejuízos de ordem
humana ou material. Os acidentes podem, se tomadas as devidas precauções, serem
evitados, ou ao menos terem suas consequências minimizadas.

[Link] Gerais de Segurança em Laboratório

Segundo FRANCHETTI & RODRIGUES (1998:37) “É de responsabilidade de cada


um zelar pela própria segurança, assim como pela segurança dos colegas e de todas as
pessoas com as quais possa entrar em contacto”.

A segurança é o primeiro requisito para o trabalho em laboratório. A seguir, observa-se


algumas regras que devem sempre ser seguidas:

 Não fume no laboratório;


 Não pipete nenhum tipo de produto com a boca e trabalhe sempre com a bata
abotoada;
 Use calçados fechados, de couro ou similar;
 Não use roupas de tecido sintético ou outro facilmente inflamável;
 Não use sandálias, saias, bermudas, camisetas regata e não amarre um casaco na
cintura;
 Não deixe de usar óculos de segurança nos laboratórios. Use-os quando for
executar uma operação que represente riscos;
 Não coloque materiais de laboratório em roupas ou gavetas de uso pessoal e não
leve as mãos à boca ou aos olhos, quando estiver manuseando produtos
químicos;
 Lave cuidadosamente, antes de qualquer refeição, as mãos com bastante água e
sabão após o manuseamento de produtos químicos;
 Não coloque alimentos nas bancadas, armários e geladeiras dos laboratórios;
 Não utilize vidraria de laboratório como utensílios domésticos;
 Não se alimente no laboratório;
[Link]ça com reagentes

O primeiro passo em um laboratório é fazer um inventário de controle. Este registro


pode ser feito em um caderno ou mesmo em uma planilha de banco de dados. A guarda
de reagentes deve, então, atender a critérios de segurança. O principal deles é a
compatibilidade. Reagentes devem ser guardados, e separados, de acordo com sua
classe de risco

Antes da realização de um experimento o laboratorista deve procurar conhecer em


detalhes os riscos que representa cada substância manipulada. As normas de manuseio
dependem da classificação de risco de material. Aqui são apresentadas algumas regras
básicas de manipulação de acordo com a classe de risco das diversas substâncias.

Inflamáveis (F)

Já chamamos a atenção para o fato de que uma grande parte dos incêndios é alimentada
por produtos inflamáveis.

Explosivos (E)

Vamos considerar aqui o caso das substâncias pirofóricas, que são aquelas que reagem
com o ar e com a umidade do ar espontaneamente. Estas substâncias, diferentemente
dos inflamáveis, não precisam de uma fonte externa para dar início à reação com o ar.

Oxidantes (O)

Nesta classe estão não só os peróxidos como as substâncias que podem formar
peróxidos, estes por sua vez são compostos explosivos

Corrosivos (C) e Irritantes (X)

Estas duas classes, para efeito de manipulação, podem ser tratadas em conjunto. Como
já vimos os compostos corrosivos e os compostos irritantes agem principalmente sobre
a pele e os olhos.

Tóxicos (T)

O uso de luvas e máscaras protetoras para o manuseio deste tipo de substância é


obrigatório. Os experimentos que se utilizam destes compostos devem ser conduzidos
em áreas especialmente separadas para este fim
[Link]ça com fontes de calor

O manuseio de fontes de calor em laboratórios exige uma abordagem rigorosa para


garantir a segurança. As fontes de calor, como bicos de Bunsen, aquecedores elétricos,
fornos e banhos-maria, podem representar riscos significativos, como queimaduras e
incêndios.

Queimadura é qualquer ferimento provocado pela acção do calor, electricidade ou


substância química sobre o organismo. São classificadas em três tipos:

Queimaduras de 1º grau ‐ vermelhidão (lesões de camadas superficiais da pele).

 Queimaduras de 2º grau ‐ vermelhidão e bolhas (lesões de camadas mais


profundas da pele).

 Queimaduras de 3º grau ‐ destruição de tecidos que podem estar escuros ou


esbranquiçados (lesões de todas as camadas da pele, comprometimento dos tecidos mais
profundos, órgãos e nervos).

Em caso de acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é extinguir a fonte de


calor, ou seja, impedir que permaneça o contacto do corpo com o fogo, líquidos e
superfícies aquecidas, entre outras causas do acidente.

Em seguida, procure lavar o local atingido com água corrente em temperatura ambiente,
de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada.

Também é importante buscar o auxílio de um profissional de saúde no posto de


atendimento mais próximo do local do acidente, para que sejam tomadas as
providências necessárias para o sucesso da recuperação e também para evitar o
agravamento da lesão.

Não passe no local atingido nenhum produto ou receita caseira. Qualquer substância que
seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la. Há também o alto risco de infecção por
bactérias, fungos e vírus presentes nesses produtos, já que a barreira natural do
organismo que é a pele está danificada.

Não passe nenhuma pomada no local atingido. A pele fica extremamente sensível após
uma queimadura e as pomadas, ainda que adquiridas em farmácias, machucam ainda
mais as células cutâneas e podem irritar a pele e gerar infecções.
Não tente estourar as bolhas provocadas pela queimadura. Elas se manifestam nas
queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional
especializado. Ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com
uma agulha.

Ao retirar esse curativo natural em casa, o ferimento estará exposto a instrumentos


possivelmente contaminados e pode infeccionar. Se houver necessidade de cobrir o
ferimento a caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano
limpo.

Tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como o algodão, devem ser evitados. O
paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que houver sido
atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao
pronto-socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada.

[Link] Normas De Pronto Socorro

Pronto socorros é o atendimento imediato e provisório, prestado a uma pessoa vítima de


um acidente ou de um mal súbito, geralmente prestado no local do acidente, enquanto o
paciente não pode ser encaminhado para um tratamento médico especializado e
definitivo.

[Link] emocionais em prontos socorros

Diante de uma emergência as pessoas apresentam reacções emocionais variadas:

 Ansiedade: É normal e compreensivo que fiquemos ansiosos diante de uma


emergência, porem de forma controlada que nos permita tomar as medidas emergências
correctas, tão logo seja possível.

 Pânico: Algumas pessoas tendem a entrar em pânico e não conseguem tomar


qualquer atitude.

 Disfunção orgânica: Apresentam desmaios, tremores, etc. Tornando-se mais uma


“vítima a ser socorrida”.

 Depressão: Outras entram em depressão, choram, se isolam das vítimas e


também ficam incapazes de ajudar.

 Hiperactividade: Agitado corre para todo o lado tentando ajudar a todos.


Embora cada acidente tenha características próprias, alguns procedimentos essenciais
devem ser observados em todas as situações de emergência. É importante saber que as
duas primeiras horas após o acidente são decisivas para o tratamento eficaz dos
ferimentos e a sobrevivência da vítima. Portanto, uma leitura cuidadosa das técnicas
possibilitará mais segurança e controle emocional na hora de prestar socorro. Em um
laboratório é necessário ter uma caixa de primeiros socorros, sendo a sua localização de
preferência em local de fácil acesso. Estas caixas devem conter:

 A Glicerina, soro fisiológico, etanol, esparadrapo, algodão, atadura, pomada para


queimaduras, pinça metálica, frasco de água oxigenada, frasco de álcool, frasco de
amónia, gazes esterilizadas, lanterna, luvas de látex, pacote de algodão, pomada contra
irritação da pele, sabão líquido, saco para água quente, sacos de plástico, termómetro,
tesoura, tubo de vaselina esterilizada.

Toda pessoa que estiver prestando atendimento de primeiros socorros deve, antes de
tudo, atentar para a sua própria segurança.

O impulso de ajudar a outras pessoas não justifica a tomada de atitudes inconsequentes,


que acabem o transformando em mais uma vítima. A seriedade e o respeito são o
primeiro passo para um bom atendimento de primeiros socorros. Para tanto, evite que a
vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha o devido sigilo sobre as
informações pessoais de quem você prestou atendimento.

[Link] de extintor de Incêndio

Extintor de incêndio é um equipamento de segurança que possui a finalidade de


extinguir ou controlar incêndios em casos de emergências. Em geral é um cilindro que
pode ser carregado até o local do incêndio, contendo um agente extintor sob pressão.

4.1. Procedimentos para o uso de extintor de incêndio

a) Retirar o pino de segurança para usar o extintor.

Todo extintor tem um pino inserido na alavanca que o impede de ser descarregado
acidentalmente. Para accioná-lo, segure o anel na lateral da alavanca e puxe o pino para
fora.

Depois do extintor estar pronto para descarregar, segure-o de forma que o bico fique
apontado na direcção do fogo.
b) Apontar a mangueira para a base do fogo.

Segure a alavanca inferior (a alça de transporte) com uma mão e a mangueira ou o bico
do extintor com a outra mão. Em seguida, aponte a mangueira directamente para a base
do fogo e não para as chamas, pois será necessário apagar o combustível que está
queimando.

Com extintores de dióxido de carbono, mantenha as mãos longe do difusor de descarga


de plástico, pois ele ficará extremamente frio.

c) Aperta as duas alavancas juntas com uma das mãos enquanto aponta a
mangueira para a base do fogo com a outra.

Aplique uma pressão de forma lenta e uniforme ao apertar as alavancas. Solte as


alavancas para parar de descarregar o extintor.

d) Percorra com a mangueira de um lado para o outro das chamas.

Para extinguir todo o combustível, vá e volte com a mangueira, percorrendo lentamente


a base do fogo enquanto descarrega o extintor.

Aproxime-se do fogo somente quando as chamas apagarem. Continue a descarregar o


extintor até apagar o incêndio.

e) Afaste-se e repita todo o processo se as chamas voltarem a acender.

Observe o incêndio de perto para garantir que as chamas não voltem mais. Se isso
acontecer, afaste-se um pouco, aponte a mangueira novamente, aperte a alavanca e
percorra a base do fogo até extingui-lo. Nunca dê as costas para o fogo e fique sempre
atento ao local do incêndio e em como ele está reagindo.

4.2. Tipos de extintores

Os extintores são carregados com diferentes agentes difusores para combater


determinadas classes de incêndios a saber:

 Extintor de classe A: adequado para incêndios com tecido, madeira, borracha,


papel, diversos plásticos e inflamáveis comuns, seu agente extintor é água ou espuma.
 Extintor de classe B: adequado para incêndios com gasolina, graxa e óleo. Seu
agente extintor é um produto químico seco ou dióxido de carbono. Além disso, não são
recomendados os modelos com menos de 3 kg.

 Extintor de classe C: adequado para incêndios em redes eléctricas energizadas.


Seu agente extintor é um produto químico seco ou dióxido de carbono.

 Extintor de classe D: adequado para metais inflamáveis. Seu agente extintor é


um produto químico seco em pó.

 Extintor de classe ABC: este é um extintor de incêndio para uso geral, que
funciona em incêndios de classes A, B e C.

[Link] dos líquidos

Para que haja um bom manuseio dos líquidos dependem de micro pipeta e as formas de
manuseio.

Na óptica de BACCAN et al (2001:27) “As micro pipetas são instrumentos de alta


precisão utilizados na medição e na transferência de líquidos. Existem muitos factores
que podem alterar a exactidão da medida desses volumes, entre eles a qualidade do
equipamento e, principalmente, o conhecimento e a habilidade do operador durante seu
manuseio.”

[Link] de pipetas

Existem dois tipos de pipetas: graduadas e volumétricas.

As pipetas volumétricas ou de transferência possuem uma dilatação no centro do corpo


da pipeta que a torna mais precisa e possui apenas uma opção de volume, o volume
total.

As pipetas graduadas são as mais comuns e possuem uma graduação indicativa do


volume. Na parte superior da pipeta estão informações auxiliares como: volume total da
pipeta, qual volume corresponde cada traço da graduação e temperatura máxima que
pode ser submetida.
Cinco elementos que podem interferir na pipetagem de líquidos

 Micropipeta – a escolha de um bom equipamento tem um peso muito grande na


pipetagem.

 Ponteira – a qualidade da ponteira irá determinar a retenção de líquido e


interferir na medida do volume.

 Condições ambientais (temperatura, pressão, umidade) – o volume do líquido


pode sofrer alterações.

 Líquido – ter atenção à viscosidade, volatilidade, etc.

 Operador – a experiência, conhecimento e manuseio corrector, dependem muito


do usuário que manipula a pipeta.

A medição e distribuição de volumes rigorosos de líquidos são tarefas exaustivamente


repetidas num laboratório e um factor crucial no sucesso das experiências e testes. A
repetição e monotonia inerente a estas operações tornam-nas uma fonte potencial de
erros que podem ser minimizados com o uso das pipetas e dispensadores de líquidos
adequados.

A importância e frequência destas operações impõem que o utilizador tenha à sua


disposição soluções que respondam não só aos seus elevados requisitos de precisão e
exactidão mas também que tenham em conta o seu conforto. As pipetas correspondem a
esta necessidade pela construção robusta e ergonómica e variedade de acessórios que
facilitem as pipetagens e reduzam a sua frequência.
Conclusão

Após a realização do trabalho, conclui-se que Ambientes laboratoriais são locais que
podem expor as pessoas que nele trabalham ou circulam a riscos de diversas origens e a
manipulação de produtos químicos, microrganismos e parasitas com risco de
efectividade e morbidade é bastante variada, sobretudo nos laboratórios de ensino na
área de saúde. A Biossegurança por ser um conjunto de procedimentos, acções, técnicas,
metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos
inerentes às actividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e
prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do
meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos, é de fundamental
importância em laboratórios de ensino e pesquisa.
Referências Bibliograficas

BACCAN. Et. Al. Procedimentos laboratoriais, Lisboa, Portugal, 2001

BAPTISTA, Maria João, Segurança em Laboratórios Químicos, Edição da


Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal, 1979.

FRANCHETTI & RODRIGUES Técnica e Segurança em Laboratórios SP.1998

Carvalho P R (1999) Boas Práticas Químicas em Biossegurança. Editora Interciência.


Rio de Janeiro.

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