A liberdade de expressão garante que qualquer cidadão tem o direito de manifestar
suas opiniões, ideais e sentimentos seja por meio da fala, da escrita ou ate mesmo
da arte, sem sofrer nenhum tipo de censura. entretanto, surge o questionamento: Até
que ponto a liberdade de expressão pode ser exercida sem ferir os direitos
individuais? A própria liberdade de expressão tem seus limites, que são alcançados
quando se ultrapassa a privacidade, a honra ou a dignidade de outra pessoa. Em uma
sociedade democrática é necessário manter o equilíbrio entre ambas as partes, de
modo que a manifestação de ideias ou opiniões contribua sem gerar ofensas ou
injustiças.
Um grande exemplo são as greves, onde trabalhadores, muitas vezes prejudicados,
utilizam das manifestações como forma de exigir maior valorização. Sem a liberdade
de expressão definida tais atos seriam reprimidos por meio da violência ou do
autoritarismo. Contudo é importante reconhecer que muitas vezes pessoas utilizam
esse direito como justificativa para discursos de ódios e preconceitos, quando
essas opiniões são utilizadas para discriminar, elas deixaram de ser manifestações
de pensamentos e se tornam ameaças aos direitos individuais de outros cidadãos.
Sem limites bem determinados, torna-se difícil definir onde a liberdade de
expressão acaba e a difamação e o ódio começam, por isso normas de conduta são
criadas. As leis surgem como forma de decretar o que pode ser manifestado sem
nenhum tipo de interferência e o que deve ser penalizado — como o preconceito de
raça, cor e etnia. Esse tipo de manifestação, que fere os direitos individuais,
passou a ser considerado crime em 1989 pela lei 7.716 que estabelece punições para
diversas práticas discriminatórias.
dessa forma, fica evidente que a liberdade de expressão, embora fundamental, não
pode ser exercida de maneira absoluta