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Daltonismo e a Percepção de Cores

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ESCOLA ESTADUAL FRANCISCO PERES

Rua Cearense, 47. São Geraldo II – Montes


Claros Avaliação de Língua Portuguesa
Nome: Turma: Data:

Um daltônico sonha com cores que não vê?

Não. Não dá para sonhar com um tipo de luz que seu cérebro nunca processou – vide o fato de que nenhum humano
vê ultravioleta em seus sonhos.

Não. O daltonismo é uma condição genética hereditária. O daltônico nasce com a condição e nunca viu certas cores
que a maioria das pessoas enxerga – por isso, não tem a mesma referência de mundo que os não daltônicos. Não se
pode sonhar com algo que seu cérebro nunca processou. As cores são ondas eletromagnéticas (luz) de diferentes
comprimentos. Percebemos essas ondas graças a células nas retinas chamadas cones. São três tipos: um detecta os
comprimentos de onda puxados para o vermelho, outro se dedica à região verde, e um terceiro é responsável pelo
azul. Juntos, eles dão conta de todas as cores que conseguimos ver – o espectro visível.

Os daltônicos possuem deficiências nesses cones, que variam de acordo com diferentes tipos e graus de daltonismo.
Não é como se eles vissem uma mancha preta no lugar do verde, do vermelho ou do azul. Eles continuam vendo
algum tipo de cor ali, mesmo que seja um tom amarronzado.

Disponível em: <[Link]


Acesso em 23 jul. 2021.

Nesse texto de caráter científico, a autora chama a atenção dos leitores por um questionamento curioso sobre um
daltônico com a intenção de:

a) evidenciar uma descoberta científica que comprova a manifestação de cores entre indivíduos com
particularidades genéticas.

b) resumir os resultados de uma pesquisa que trouxe evidências de como as cores são processadas pelos seres
humanos.

c) sintetizar a ideia de que as cores são detectadas a partir de ondas eletromagnéticas que se transformam em um
espectro visível.

d) destacar a experiência que confirma uma investigação sobre a forma como os daltônicos processam
cores diferentes em seu cérebro.

e) condensar a conclusão de que as cores são vistas de maneiras distintas por cada um dos indivíduos.

2- Enem 2019)

O craque crespo

Desde que Neymar despontou no futebol, uma de suas marcas registradas é o cabelo. Sempre com
um visual novo a cada campeonato. Mas nesses anos de carreira ainda faltava o ídolo fazer uma
aparição nos gramados com seu cabelo crespo natural, que ele assumiu recentemente para a
alegria e a autoestima dos meninos cacheados que sonham ser craques um dia.

É difícil assumir os cachos e abandonar a ditadura do alisamento em um mundo onde o cabelo liso
é tido como o padrão de beleza ideal. Quando conseguimos fazer a transição capilar, esse gesto
nos aproxima da nossa real identidade e nos empodera. Falo por experiência própria. Passei 30
anos usando cabelos lisos e já nem me lembrava de como eram meus fios naturais. Recuperar a
textura crespa, para além do cuidado estético, foi um ato político, de aceitação, de
autorreconhecimento e de redescoberta da minha negritude.

O discurso dos fios naturais tem ganhado uma representação cada vez mais positiva, valorizando
a volta dos cachos sem cair no estereótipo do “exótico”, muito comum no Brasil. O cabelo crespo,
definitivamente, não é uma moda passageira. Torço que para Neymar também não seja.

Alexandra Loras é ex-consulesa da França em São Paulo, empresária, consultora de empresas e autora de
livros.

LORAS, A. O craque crespo. Disponível em: [Link]

Acesso em: 1 set. 2017.

Considerando os procedimentos argumentativos presentes nesse texto, infere-se que o objetivo da


autora é:

a) valorizar a atitude do jogador ao aderir à moda dos cabelos crespos.

b) problematizar percepções identitárias sobre padrões de beleza.

c) apresentar as novas tendências da moda para os cabelos.


d) relatar sua experiência de redescoberta de suas origens.

e) evidenciar a influência dos ídolos sobre as crianças.

3-Enem 2019)

A ciência do Homem-Aranha

Muitos dos superpoderes do querido Homem-Aranha de fato se assemelham às habilidades


biológicas das aranhas e são objeto de estudo para produção de novos materiais.

O “sentido-aranha” adquirido por Peter Parker funciona quase como um sexto sentido, uma
espécie de habilidade premonitória e, por isso, soa como um mero elemento ficcional. No entanto,
as aranhas realmente têm um sentido mais aguçado. Na verdade, elas têm um dos sistemas
sensoriais mais impressionantes da natureza.

Os pelos sensoriais das aranhas, que estão espalhados por todo o corpo, funcionam como uma
forma muito boa de perceber o mundo e captar informações do ambiente. Em muitas espécies,
esse tato por meio dos pelos tem papel mais importante que a própria visão, uma vez que muitas
aranhas conseguem prender e atacar suas presas na completa escuridão. E por que os pelos
humanos não são tão eficientes como órgãos sensoriais como os das aranhas? Primeiro, porque
um ser humano tem em média 60 fios
m ²de pelo em cada c do corpo, enquanto algumas espécies de aranha podem chegar a
m ; ²ter 40 mil pelos por c segundo, porque cada pelo das aranhas possui até 3 nervos

para fazer a comunicação entre a sensação percebida e o cérebro, enquanto nós, seres humanos,
temos apenas 1 nervo por pelo.

Disponível em: [Link] Acesso em: 11 dez. 2018 (adaptado).

Como estratégia de progressão do texto, o autor simula uma interlocução com o público leitor ao
recorrer à:

a) revelação do “sentido-aranha” adquirido pelo super-herói como um sexto sentido.

b) caracterização do afeto do público pelo super-herói marcado pela palavra “querido”.

c) comparação entre os poderes do super-herói e as habilidades biológicas das aranhas.


d) pergunta retórica na introdução das causas da eficiência do sistema sensorial das aranhas.

e) comprovação das diferenças entre a constituição física do homem e da aranha por meio de
dados numéricos.

4-Você recebe uma mensagem no celular, lê integralmente ou parte dela e a repassa, sem ter
sequer o cuidado de checar se é verdadeira? Então, fique atento, porque você pode estar ajudando
a propagar uma fake news. A expressão, em inglês, significa notícia falsa e já tomou conta do
vocabulário brasileiro. Aliás, as “fake news” ultrapassaram as fronteiras do uso de termos
estrangeiros e passaram a fazer parte, também, da rotina do brasileiro, seja na propagação ou na
reparação delas. A justificativa do professor José Eduardo de Santana Macêdo, doutor em Direito
Político e Econômico e mestre em Direito Constitucional, é de que a sociedade moderna goza de
um privilégio totalmente inexistente no passado, o do acesso ilimitado à informação. Mas,
claramente, não tem sabido lidar com esse privilégio. “No que antes se dependia do jornal
impresso ou de informações divulgadas pelas ondas do rádio e da televisão, esses meios
praticamente sucumbiram como fonte de notícias e estão se reinventado para não se tornarem
obsoletos”, ressalta Eduardo Macêdo.

Disponível em: <[Link]

O texto expõe a preocupação de um professor ligado à área do Direito sobre o compartilhamento


de conteúdos falsos impulsionado pelo(a):

a) acesso facilitado e irrefletido às informações no ambiente digital.

b) displicência natural das pessoas que navegam pela internet.

c) obsolescência dos meios de veiculação de notícias como rádio e televisão.

d) impossibilidade de identificação da origem dos textos.

e) disseminação de ações criminosas na internet.

5-A namorada

Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. O pai
era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão. E pinchava a pedra no
quintal da casa dela. Se a namorada respondesse pela mesma
pedra era uma glória! Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira. E então era
agonia. No tempo do onça era assim.

BARROS, Manoel de. Texto extraído do livro “Tratado geral das grandezas do ínfimo”, Editora Record – Rio de
Janeiro, 2001, pág. 17.

Nesse texto, a mobilização do uso padrão das formas verbais:

a) está a serviço do projeto literário, auxiliando na distinção das ações de um e de outro


personagem.

b) auxilia na caracterização do tempo, do espaço e dos personagens da narrativa.

c) alterna os tempos da narrativa, fazendo progredir as ideias do texto.

d) ajuda a localizar o enredo em um tempo ora mais, ora menos distante do presente.

e) traduz a reminiscência de fatos passados que ficaram registrados na vida íntima do


narrador.

6- (Enem 2020)

Chiquito tinha quase trinta quando conheceu Mariana num baile de casamento na Forquilha, onde
moravam uns parentes dele. Por lá foi ficando, remanchando. Fez mal à moça, como costumavam
dizer, tiveram de casar às pressas. Morou uns tempos com o sogro, descombinaram. Foi só conta
de colher o milho e vender. Mudou pra casa do velho Chico Lourenço [seu pai]. Fumaça própria
só viu subir um par de anos depois, quando o pai repartiu as terras. De tão parecidos, pai e filho
nunca combinaram direito. Cada qual mais topetudo, muitas vezes dona Aparecida ouvia o marido
reclamar da natureza forte do filho. Ela escutava com paciência e respondia dum jeito sempre
igual:

— “Quem herda, não rouba”.

Vinha um brilho nos olhos, o velho se acalmava.

ROMANO, O. Casos de Minas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

Os ditados populares são frases de sabedoria criadas pelo povo, utilizadas em várias situações da
vida. Nesse texto, a personagem emprega um ditado popular com a intenção de:

a) criticar a natureza forte do filho.


b) justificar o gênio difícil de Chiquito.

c) legitimar o direito do filho à herança.

d) conter o ânimo violento de Chico Lourenço.

e) condenar a agressividade do marido contra o filho.

7-O que é música?

A pergunta “o que é música” tem sido alvo de discussão há décadas. Alguns autores defendem
que música é a combinação de sons e silêncios de uma maneira organizada. Vamos explicar: um
ruído de rádio emite sons, mas não de uma forma organizada, por isso não é classificado como
música. Essa definição parece simples e completa, mas definir música não é algo tão óbvio assim.
Podemos classificar um alarme de carro como música? Ele emite sons e silêncios de uma maneira
organizada, mas garanto que a maioria das pessoas não chamaria esse som de música.

Disponível em: <[Link] Acesso em 23 jul. 2021.

O fragmento define o que é a música de forma simplificada. Como estratégia de construção do


texto, o autor faz uso recorrente de:

a) enumerações para sustentar o ponto de vista apresentado.

b) exemplificações para ilustrar a distinção entre a música e outros sons cotidianos.

c) generalizações para sintetizar as diversas percepções sobre o que é a música.

d) adjetivações para descrever os tipos de música.

e) sinonímias para retomar as características das obras musicais.

8-Reconhecimento facial: o que se pode esperar dele?

A tecnologia não é nova, mas está cada vez mais avançada. O conceito foi desenvolvido na
década de 1960 por Woodrow "Woody" Bledsoe para a Panoramic Research e até hoje os
preceitos são os mesmos: boa parte dos sistemas ainda aposta em imagens 2D, já que a maioria
dos bancos de dados de referência tem apenas esse tipo de foto.

Ela é, portanto, uma forma de autenticação biométrica que permite confirmar uma identidade. O
processo de identificação usa as medidas do formato e da estrutura facial,
que são únicas para cada indivíduo. Aí começam os problemas: embora seja bastante interessante,
ela pode ser controversa.

É essa a tecnologia usada no Facebook para sugerir marcações em fotos — e quem tem irmãos
sabe que o sistema pode ser bastante falho na tarefa de diferenciar pessoas com características
semelhantes. Isso porque informações-chave das imagens (como o tamanho e o formato de nariz,
boca e olhos, bem como a distância entre diferentes pontos da face) são comparadas com um
banco de dados. Há até quem tenha processado a rede social por ter sido identificado em imagens
sem ser informado.

Disponível em: <[Link] esperar-dele/84009>.


(Adaptado)

Entre as possibilidades promovidas pelo desenvolvimento de novas tecnologias de autenticação


biométrica, o texto destaca:

a) a auditoria das ações públicas por meio da fiscalização remota.

b) a distinção de postagens vinculadas às redes sociais, como o Facebook.

c) a obtenção de informações por meio de traços faciais singulares.

d) a disponibilidade de recursos de publicidade com base em expressões faciais.

e) o armazenamento de dados entre órgãos governamentais e privados.

Boa prova!!!

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