TEXTO DE APOIO: AULA 1 NARRATIVA E ROTEIRO
Ir ao cinema significa, na grande maioria das vezes, ver uma história ser contada. Os
primeiros filmes não eram narrativos, mas logo o cinema descobriu a sua vocação para
contar histórias graças aos trabalhos de pioneiros como Alice Guy-Blaché e Georges
Méliès.
O conceito de narrativa, então, é definido como “uma cadeia de eventos ligados por
causa e efeito, ocorrendo no tempo e espaço”. A causalidade, o tempo e o espaço são
os componentes mais importantes.
Causa e efeito: Geralmente, em narrativas, os personagens são os agentes de causa e
efeito. Mas em certos tipos de narrativas, como filmes-catástrofe, os agentes podem
ser eventos externos. Ainda sobre isso, vale mencionar o conceito de “MacGuffin”,
definido por Alfred Hitchcock como o elemento da história que todos os personagens
buscam e que movimentam os acontecimentos.
Tempo: Pode ser manipulado pelos cineastas e organizado pelo espectador, como em
Pulp Fiction (1994).
Espaço: Em certos enredos é muito importante – Oz ou Duro de Matar (1988).
O roteiro de cinema precisa ter CLAREZA, pois é necessário que ele se comunique com
todos os departamentos e profissionais envolvidos na realização da obra. Desse modo,
o roteirista é o primeiro a ver o filme, na sua mente, e precisa ter a visão fundamental
da sequência de eventos e contar a história da forma mais visual possível.
Roteiro precisa ser FORMATADO. Existem softwares que fazem isso para o autor, os
mais conhecidos são Final Draft (pago) e Celtx e Writer Duel (gratuitos).
Algumas orientações básicas para escrever:
Cada página, em média, equivale a um minuto de filme.
Fonte Courier ou Courier New 12, espaçamento simples.
ESCREVA SÓ O QUE PODE SER FILMADO.
Frases simples, sujeito – verbo – predicado.
Verbos ativos.
Não dê instruções à câmera. CONTE A HISTÓRIA.
Toda cena abre com o CABEÇALHO.
Verbos SEMPRE no tempo presente.