FILOSOFIA DOS VALORES
Os valores
O que se entende por "Valor"? De qual perspectiva se aprecia?
os valores? Quais são suas características? Como valoriza o ser
humano? Como são classificados?
Mesmo quando o tema dos valores é considerado relativamente recente
Na filosofia, os valores estão presentes desde os primórdios da humanidade.
Para o ser humano sempre existiram coisas valiosas: o bem, a
verdade, a beleza, a felicidade, a virtude. No entanto, o critério para
dar valor tem variado ao longo do tempo. Pode-se valorizar de
acordo com critérios estéticos, esquemas sociais, costumes, princípios
éticos ou, em outras palavras, pelo custo, a utilidade, o bem-estar, o prazer,
o prestígio.
Os valores são produto de mudanças e transformações ao longo da
história. Surgem com um significado especial e mudam ou desaparecem em
as diferentes épocas. Por exemplo, a virtude e a felicidade são valores; mas
não poderíamos ensinar as pessoas do mundo atual a serem virtuosas
segundo a concepção que tiveram os gregos da antiguidade. É
precisamente o significado social que se atribui aos valores um dos
fatores que influenciam para diferenciar os valores tradicionais, aqueles
que guiaram a sociedade no passado, geralmente referidos a
costumes culturais ou princípios religiosos, e os valores modernos, os
que compartem as pessoas da sociedade atual.
O que se entende por valor?
Este conceito abrange conteúdos e significados diferentes e tem sido
abordado desde diversas perspectivas e teorias. Em sentido humanista, se
entende por valor o que faz um homem ser tal, sem o qual ele perderia
a humanidade ou parte dela. O valor refere-se a uma excelência ou a uma
perfeição. Por exemplo, considera-se um valor dizer a verdade e ser
honesto; ser sincero em vez de ser falso; é mais valioso trabalhar do que roubar.
A prática do valor desenvolve a humanidade da pessoa, enquanto que
o contravalor o despoja dessa qualidade (Vásquez, 1999, p. 3). Desde um
do ponto de vista socioeducativo, os valores são considerados referenciais,
pautas ou abstrações que orientam o comportamento humano em direção à
transformação social e a realização da pessoa. São guias que dão
uma orientação determinada para o comportamento e a vida de cada indivíduo e de
cada grupo social.
Todo valor supõe a existência de uma coisa ou pessoa que o possui e de
um sujeito que o aprecia ou descobre, mas não é nem uma coisa nem outra. Os
valores não têm existência real, mas sim aderidos aos objetos que o
sustentam. Antes são meras possibilidades.
De quais perspectivas os valores são apreciados?
A visão subjetivista considera que os valores não são reais, não valem em
a si mesmos, mas sim são as pessoas que lhes concedem um determinado
valor, dependendo do agrado ou desagrado que produzem. Desde esta
perspectiva, os valores são subjetivos, dependem da impressão
pessoal do ser humano. A escola neokantiana afirma que o valor é,
antes de tudo, uma ideia. Difere o que é valioso do que não é
dependendo das ideias ou conceitos gerais que compartilham as
pessoas. Alguns autores indicam que "os valores não são o produto de
a razão"; não têm sua origem e seu fundamento no que nos mostram os
sentidos; portanto, não são concretos, não se encontram no mundo
sensato e objetivo. É no pensamento e na mente onde os valores
se apreenhido, cobram forma e significado. A escola fenomenológica,
de uma perspectiva idealista, considera que os valores são ideais e
objetivos; valem independentemente das coisas e das estimativas de
as pessoas. Assim, embora todos sejamos injustos, a justiça continua tendo
valor. Em contrapartida, os realistas afirmam que os valores são reais; valores
e bens são a mesma coisa. Todos os seres têm seu próprio valor. Em
sintese, as diversas posturas conduzem a inferir duas teorias básicas
acerca dos valores dependendo da postura do objetivismo ou o
subjetivismo axiológicos.
Quais são as características dos valores?
O que faz algo ser valioso? A humanidade adotou critérios para
a partir dos quais se estabelece a categoria ou a hierarquia dos valores.
Alguns desses critérios são:
Durabilidade: os valores se refletem ao longo da vida. Existem valores
que são mais permanentes no tempo do que outros. Por exemplo, o valor
O prazer é mais fugaz do que a verdade.
Integralidade: cada valor é uma abstração íntegra em si mesma, não é
divisível.
Flexibilidade: os valores mudam com as necessidades e experiências de
as pessoas.
Satisfação: os valores geram satisfação nas pessoas que os
praticam.
Polaridade: todo valor se apresenta em sentido positivo e negativo; todo
valor implica um contravalor.
Hierarquia: há valores que são considerados superiores (dignidade,
liberdade) e outros como inferiores (os relacionados com as necessidades
básicas ou vitais). As hierarquias de valores não são rígidas nem
predeterminadas; vão se construindo progressivamente ao longo de
a vida de cada pessoa.
Transcendência: os valores transcendem o plano concreto; dão sentido
y significado da vida humana e da sociedade.
Dinamismo: os valores se transformam com os tempos.
Aplicabilidade: os valores se aplicam em diversas situações da
vida; envolvem ações práticas que refletem os princípios
valorativos da pessoa.
Em uma escola de ensino primário, uma professora percebeu que a
vaidade que havia nas atitudes de seus alunos. Valendo-se de uma
situação fantástica, sugeriu ao grupo o quão divertido seria criar uma
cidade imaginária. Cada aluno poderia desempenhar o trabalho que
Gostaria. Levando em conta as escolhas feitas pelas crianças, o grupo
descobriu que tinham vários doutores, advogados e engenheiros. Houve um
individualista que aspirava a ser vago.
A seguir, perguntou ao grupo se uma cidade assim poderia sobreviver.
Então ficou evidente a necessidade de agricultores, fabricantes
de ferramentas, de pessoas dedicadas à limpeza das ruas,
etcétera. Na discussão que se seguiu, os meninos perceberam, por
primeira vez, não apenas da importância que toda ocupação tem em
nossa sociedade, mas também das medidas que estavam usando para
determinar o valor de uma ocupação ou de uma pessoa. Os distintos
valores da nossa sociedade que dão importância à recompensa
monetária, à categoria, ao serviço social, etc., emergiram do
inconsciente ao interesse consciente de todos os membros do grupo.
Como o ser humano valoriza?
Como expressa suas avaliações?
O processo de valorização do ser humano inclui uma complexa série de
condições intelectuais e afetivas que pressupõem: a tomada de decisões,
a estimativa e a atuação. As pessoas valorizam ao preferir, ao estimar, ao
escolher algumas coisas em vez de outras, ao formular metas e propósitos
pessoais. As avaliações são expressas por meio de crenças, interesses,
sentimentos, convicções, atitudes, julgamentos de valor e ações. Desde o
ponto de vista ético, a importância do processo de avaliação decorre de sua
força orientadora em prol de uma moral autônoma do ser humano.
Como os valores são classificados? Quais tipos de valores existem?
Não existe uma ordenação desejável ou uma classificação única dos valores; as
as hierarquias valorativas são mutáveis, flutuam de acordo com as
variations of context. Numerous have been the value tables
propostas. O importante a ressaltar é que a maioria das
classificações propostas incluem a categoria de valores éticos e valores
morais.
A hierarquia de valores segundo Scheler (1941) inclui:
valores do agradável e do desagradável
valores vitais
valores espirituais: o belo e o feio, o justo e o injusto, valores do
conhecimento puro da verdade, e
valores religiosos: o sagrado e o profano. A classificação mais comum
discrimina valores lógicos, éticos e estéticos.
Também foram agrupados em: objetivos e subjetivos (Frondizi, 1972); ou
em valores inferiores (econômicos e afetivos), intermediários (intelectuais
y estéticos) y superiores (morais e espirituais). Rokeach (1973)
formulou valores instrumentais ou relacionados com modos de conduta
(valores morais) e valores terminais ou referidos a estados desejáveis de
existência (paz, liberdade, felicidade, bem comum).
O liberalismo tem razão ao dizer que a sociedade é para o homem
e não o homem para a sociedade, mas dizendo metade da verdade
escamoteia a outra metade: que o homem que se refugia em seu "interesse"
"privado" e coloca como horizonte o "bem particular" desentendendo-se
do Bem Comum está violando sua dignidade de homem e vira as costas para a
tarefa ética que lhe corresponderia em quanto homem digno.
O valor é uma qualidade que confere às coisas, fatos ou pessoas uma
estimativa, seja ela positiva ou negativa. Aaxiologiaé o ramo da
filosofiaque se encarrega do estudo da natureza e da essência do valor.
Para o idealismo objetivo, o valor está fora das pessoas;
para o idealismo subjetivo, por outro lado, o valor se encontra na
consciência (ou seja, na subjetividade dos sujeitos que fazem uso do
valor). Para a corrente filosófica domaterialismo, la natureza do valor
reside na capacidade do ser humano para valorizar o mundo de forma
objetiva.
Em outro sentido, os valores são características morais inerentes a
persona, como a humildade, a responsabilidade, a piedade e a solidariedade.
Na Grécia antiga, o conceito de valor era tratado como algo geral e
sem divisões, mas a partir da especialização dos estudos, têm
surgido diferentes tipos de valores e foram relacionados com distintas
disciplinas e ciências.
Os valores também são um conjunto de exemplos que a sociedade
propõe nas relações sociais. Por isso, diz-se que alguém "tem
valores"quando estabelece relações de respeito com o próximo. Poderia
dizer que os valores são crenças de maior nível, compartilhadas por
umaculturae que surgem do consenso social.
A teoria dos valores implica a existência de uma escala, que vai do
positivo ao negativo. A beleza, o útil, o bom e o justo são aspectos
considerados como valiosos pela sociedade.
OS VALORES ÉTICOS FUNDAMENTAIS
A problemática dos valores tem sido abordada sistematicamente por
as ciências sociais de diferentes ângulos, nesse sentido a Filosofia, a
A Psicologia, a Sociologia e a Antropologia têm se dedicado ao seu estudo.
Por isso, não será prudente se ater às avaliações de uma disciplina
quando abordarmos este tema, senão é preciso referir-se a concepções
abrangentes que garantam uma base teórica ampla.
O trabalho Os valores nas Ciências Sociais recolhe esta concepção, sua
a autora Silvia Vasquez sugere que o termo valor foi usado inicialmente
para apontar o valor de algo no sentido econômico de troca de
valor, assim é que, como conceito explícito teve em seus primeiros tempos
diversos significados, mas sempre muito relacionados com o campo da
economia política.
Zaira Rodríguez que considera que a teoria geral dos valores dentro
da filosofia marxista-leninista ainda está por desenvolver, embora nela
aborda-se o problema dos valores a partir de diversas perspectivas, tais
como a teoria do fator subjetivo, as considerações da cultura,
etc.(4)
Em seu livro Filosofia: Ciência e valor, aponta para a natureza específica do
conhecimento filosófico que é imprescindível a diferenciação dos
valores como valores das coisas e os valores da consciência
Segundo José Ramón FabeloCorzo, "as crises de valores, em geral,
acompanham as convulsões sociais que ocorrem nos períodos
de transição da sociedade (progressivos, regressivos ou de
reacomodamento. (9) Ocorrem quando há uma ruptura
significativa entre os sistemas de valores pertencentes às três esferas
os planos que seguem:
Os valores objetivos da realidade social.
2. Os valores socialmente instituídos.
3. Os valores da consciência.
Os primeiros como parte constitutiva da realidade social; disso
manera a atividade humana, suas tendências, os objetos, fenômenos,
processos e sujeitos adquirem uma ou outra significação social, na medida
em que favorece ou não o desenvolvimento da sociedade. Fabelo os chama de sistema
objetivo de valores e o considera como dinâmico, mutável e
dependente das condições históricas-concretas.
Os segundos como o reflexo dessa realidade na consciência dos
homens. Está incluído neste grupo o sistema subjetivo de valores de
os indivíduos em dependência do grau de correspondência entre
interesses pessoais do sujeito com os interesses da sociedade e também
das influências educativas e culturais.
Os terceiros como o sistema de valores socialmente instituído e
reconhecido oficialmente, que pode ser resultado da generalização de
uma das escalas subjetivas existentes na sociedade ou a combinação de
várias delas.
RESPONSABILIDADE
Existem vários significados da palavra responsabilidade em
castelhano
• Como a imputabilidade ou possibilidade de ser considerado sujeito de uma
dívida ou obrigação (exemplo: "Os condutores de veículos automotores
são responsáveis pelos danos causados por suas máquinas.”
• Como cargo, compromisso ou obrigação (exemplo: “Minha responsabilidade em
a presidência será levar o nosso país à prosperidade.
• Como sinônimo de causa (exemplo, “uma pedra foi a responsável por
fracturar-lhe o crânio
• Como a virtude de ser a causa dos próprios atos, isto é, de ser livre
Não podemos atribuir responsabilidade alguma à pedra que
matou o pobre homem, pois se trata de um objeto inerte que caiu ao chão
por azar
• Como dever de assumir as consequências de nossos atos.
Responsável é aquele que conscientemente é a causa direta ou indireta
de um fato e que, portanto, é imputável pelas consequências disso
feito (ou seja, uma acumulação de significados prévios de
responsabilidade), termina por se configurar um significado complexo: o de
responsabilidade como virtude por excelência dos seres humanos livres.
Na tradição kantiana, a responsabilidade é a virtude individual de
conceber livre e conscientemente as máximas universalizáveis de nossa
conduta. Para Hans Jonas, em contrapartida, a responsabilidade é uma virtude
social que se configura sob a forma de um imperativo que, seguindo
obra de tal
modo que os efeitos da sua ação sejam compatíveis com a permanência
de uma vida humana autêntica na Terra”. Este imperativo é conhecido
como o "princípio da responsabilidade".
Na ética, responsabilidade moral é, acima de tudo, a responsabilidade que se
relaciona com as ações e seu valor moral. Desde uma ética consequencialista
lista, esse valor será dependente das consequências de tais ações.
Seja então ao dano causado a um indivíduo, a um grupo ou à sociedade
entera pelas ações ou as não-ações de outro indivíduo ou grupo.
Em uma ética deontológica, em contrapartida, tais ações terão um valor
intrínseco, independente de suas consequências. A partir desta perspectiva,
é um sistema de princípios e de juízos compartilhados pelos conceitos e
as crenças culturais, religiosas e filosóficas, o que determina se
algumas ações dadas são corretas ou incorretas. Esses conceitos são
generalizados e codificados frequentemente por uma cultura ou um grupo, e
servem assim para regular o comportamento de seus membros. De
conformidade a tal codificação pode também ser chamada de moralidade e o
o grupo pode depender de uma ampla conformidade a tais códigos para sua
existência duradoura.
Do ponto de vista da organização social, a responsabilidade moral
se diferencia da responsabilidade jurídica pelo seu caráter interno. A
responsabilidade moral refere-se principalmente ao caráter interno das
condutas (a consciência ou intenção de quem agiu), sem importar
aspectos externos como o fato de que elas tenham sido descobertas ou
sancionadas. Pelo contrário, os processos jurídicos não são
necessariamente processos de intenção (por exemplo, a prescrição do
o delito de roubo pelo mero transcurso do tempo pode invalidar a
responsabilidade jurídica sem invalidar a responsabilidade moral.
A responsabilidade moral ocupa um lugar cada vez mais importante na
opinião pública quando a adjudicação da responsabilidade jurídica a
através dos tribunais é insuficiente para fechar casos como são, por
exemplo, escândalos de corrupção ligados à ocultação de cifras na
contabilidade de empresas, derramamento de petróleo em zonas
naturais, financiamentos ilegais de campanhas e escândalos de
corrupção política.
O termo também aparece na discussão de temas como determinismo
o livre arbítrio, uma vez que sem a liberdade é difícil ser culpado pelas
ações próprias, e sem essa responsabilidade moral a natureza do
o castigo e a ética tornam-se uma interrogação.
Costuma-se chamar responsabilidade social à imputabilidade de uma
valoração positiva ou negativa pelo impacto que uma decisão tem na
sociedade. Refere-se geralmente ao dano causado à sociedade ou parte
de ela pelas ações ou não-ações de outro indivíduo ou grupo. Por
A responsabilidade social das empresas transnacionais é
muito grande.
Também se designa assim o compromisso de uma pessoa com sua própria
sociedade. Exemplo: “Juan decidiu abrir seu consultório médico no campo,
porque tem um grande sentido de responsabilidade social.
Enquanto na tradição kantiana a responsabilidade é a virtude
indivíduo de conceber livre e conscientemente as máximas
universalizáveis de nossa conduta, para Hans Jonas, por sua vez, a
a responsabilidade é uma virtude social que se configura sob a forma de um
imperativo que, seguindo formalmente ao imperativo categórico
kantiano, ordena: "obra de tal modo que os efeitos de tua ação sejam
compatíveis com a permanência de uma vida humana autêntica na
Tierra”. Dicho imperativo se conoce como o “princípio de
responsabilidade
a responsabilidade ambiental pode ser concebida como uma forma de
responsabilidade social).
Do ponto de vista da organização social, a responsabilidade social
se diferencia da responsabilidade jurídica por carecer de um processo
institucionalizado de adjudicação, ou seja, não existem tribunais
especializados em julgar a responsabilidade social que não está prevista em
normas jurídicas.
A responsabilidade política é a imputabilidade de uma avaliação por
uso que um órgão ou indivíduo faz do poder. Assim, por exemplo, afirmar
que o Presidente X foi politicamente responsável no caso Y, significa
que se atribui ao Presidente X um grau de culpa e/ou se lhe atribui uma
sanção pela maneira como usou sua autoridade no caso Y.
Com o surgimento dos estados organizados com base em constituições
políticas, a responsabilidade dos governantes perante os Parlamentos ou os
tribunais por seu uso do poder é um tipo de responsabilidade jurídica.
Esta forma de responsabilidade político-jurídica costuma ser avaliada e
adjudicada segundo regras específicas (como o impeachment anglo-saxão) e
perante autoridades específicas (como o Senado constituído em câmara
juzgadora ou um tribunal administrativo ad hoc.
No entanto, a responsabilidade política também é avaliada pelos
cidadãos quando, assumindo o papel de eleitores em um sistema
democrático, valorizam o uso que os governantes fizeram do poder,
aplicando qualquer tipo de critério para avaliar seu desempenho e não uma
norma jurídica. Portanto, a responsabilidade política não se subsume
sob a responsabilidade jurídica, como a legitimidade política não se
subsumir sob a legalidade jurídica.
Um critério que costuma ser empregado para distinguir a responsabilidade
a política afirma que diz respeito a relações verticais de autoridade (a
conduta da autoridade ordenadora frente ao governado subordinado.
O juízo de valor que um governado atribui aos atos de poder de um
governante constitui, de fato, uma maneira de avaliar a
responsabilidade política que é fundamental para a vida democrática.
LIBERDADE
A liberdade é um conceito muito amplo ao qual foram atribuídas inúmeras
interpretações por parte de diferentes filosofias e escolas de
pensamento. Geralmente, considera-se que a palavra liberdade designa a
faculdade do ser humano que lhe permite decidir levar a cabo ou não uma
determinada ação segundo sua inteligência ou vontade. A liberdade é
aquela faculdade que permite a outras faculdades agir e que está regida
pela justiça.
Historicamente, em especial desde as Revoluções burguesas do século XVIII
e XIX, a liberdade costuma estar muito ligada aos conceitos de justiça e
igualdade.
Este estado define a quem não é escravo, nem sujeito nem impedido ao desejo de
outros de forma coercitiva. Em outras palavras, o que permite ao homem
decidir se quer fazer algo ou não, faz isso livre, mas também responsável
de seus atos. No caso de que isto último não seja cumprido, estaria se falando
de libertinagem.
A proteção da liberdade interpessoal pode ser objeto de uma
investigação social e política, enquanto o fundamento metafísico de
a liberdade interior é uma questão psicológica e filosófica. Ambas as formas
da liberdade se unem em cada indivíduo como o interior e o exterior de uma
rede de valores, juntos em uma dinâmica de compromisso e de luta por
poder; a sociedade que luta pelo poder na definição dos valores
dos indivíduos e da pessoa que luta pela aceitação social e o
respeito na definição de valores próprios no mesmo
No âmbito do controle interno, a liberdade também é conhecida como a
livre determinação, a soberania individual, ou a autonomia.
A liberdade também pode significar autonomia interna, ou de domínio
sobre a condição interna. Isso tem vários significados possíveis:
• A capacidade de agir de acordo com os ditames da razão.
• A capacidade de agir de acordo com o próprio ser verdadeiro ou
valores.
A capacidade de agir de acordo com os valores universais
(como a verdade e o bem).
• A capacidade de agir com independência dos ditames da razão e
a insta de desejos, ou seja, arbitrariamente (autônoma).
O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau afirmou que a condição de
a liberdade é inerente à humanidade, uma faceta inevitável da posse
da alma, com a implicação de que todas as interações sociais com
posterioridade ao nascimento implica uma perda de liberdade, voluntária ou
involuntariamente. Ele fez a famosa frase O homem nasce livre, mas em
todas as partes estão encadeadas.
Em Filosofia, a liberdade moral é definida como a isenção de obrigação.
O homem tem liberdade moral apenas em relação àquelas coisas que não
está obrigado pela moral a fazer ou a deixar de fazer. diz-se que uma
a pessoa fortalece sua liberdade de querer quando sua liberdade moral
diminui, já que as obrigações e compromissos que ele tem é porque o
quiso aceitá-las. Portanto, a liberdade de querer e a liberdade moral
dependem do homem
O livre-arbítrio é a crença naquelas doutrinas filosóficas que
sustentam que os humanos têm o poder de escolher e tomar suas próprias
decisões. O conceito às vezes foi estendido aos animais e a
a inteligência artificial dos computadores. Muitas autoridades
religiosas têm apoiado essa crença enquanto que tem sido criticada
como uma forma de ideologia individualista por escritores como
Baruch Spinoza e Carlos Marx. A frase é comumente usada e tem
conotações objetivas ao indicar a realização de uma ação por um
agente não-condicionado inteiramente ligado por fatores precedentes e
subjetivos em que a percepção da ação do agente foi induzida por
sua própria vontade
JUSTIÇA
A justiça é o conjunto de regras e normas que estabelecem um marco
adequado para as relações entre pessoas e instituições, autorizando,
proibindo e permitindo ações específicas na interação de
indivíduos e instituições.
Este conjunto de regras tem um fundamento cultural e na maioria de
sociedades modernas um fundamento formal:
• O fundamento cultural baseia-se em um consenso amplo entre os indivíduos
de uma sociedade sobre o bom e o mau, e outros aspectos práticos de
como devem se organizar os relacionamentos entre as pessoas. Supõe-se que em
toda sociedade humana, a maioria de seus membros tem uma
concepção do justo, e se considera uma virtude social o agir de
acordo com essa concepção.
• O fundamento formal é o codificado formalmente em várias
disposições escritas, que são aplicadas por juízes e pessoas
especialmente designadas, que tentam ser imparciais em relação a
os membros e instituições da sociedade e os conflitos que surgirem
em seus relacionamentos.
A Justiça não é dar ou repartir coisas à humanidade, mas sim saber
decidir a quem pertence essa coisa por direito. A Justiça é ética,
equidade e honestidade. É a vontade constante de dar a cada um o que é
seu. É aquele sentimento de retidão que governa a conduta e faz
acatar devidamente todos os direitos dos demais.
Hans Kelsen a define assim: “A Justiça é para mim aquilo cuja proteção
a ciência pode florescer, e junto com a ciência, a verdade e a sinceridade.
É a Justiça da liberdade, a justiça da paz, a justiça da
democracia, a justiça da tolerância.
O "ideal de justiça" ou seja, esse conjunto de condições protegidas pelo
o direito pode ser considerado sob uma perspectiva absoluta
iusnaturalista dentro do qual todo direito é justo e se não é justo é
direito. Mas a partir de uma perspectiva iuspositivista o direito é
condição da justiça e ao mesmo tempo esta é uma medida de avaliação do
direito, pelo que podemos dizer que um direito positivo determinado
é justo ou é injusto de acordo com um ideal de justiça subjetivo.
A verdadeira justiça é a arte de dar o que é justo ou fazer dar o que é justo a um
indivíduo, baseando-se nos princípios da arte do direito, sem ter
nenhum tipo de discriminação ou preferência por nenhuma pessoa. Já
que todas as pessoas devem ser tratadas sem nenhuma discriminação ou
preferência já que assim estaria se dando uma justiça falsa, e não seria “dar a
cada um ao seu, senão dar a ele o que lhe toca, dependendo de sua classe
social ou raça.
Em princípio, na maioria das sociedades, tem-se manejado dois conceitos
parcialmente incompatíveis sobre o que é uma distribuição justa dos
bens e a riqueza:
A justiça segundo a necessidade sustenta aqueles que têm mais.
as necessidades de um bem devem ter alocações maiores. Em geral
este critério é preponderante ao considerar a situação de pessoas
doentes ou com deficiências e também a segmentos das sociedades
com menos capacidade de se procurarem bens como as crianças, os idosos e
os marginalizados.
• A justiça segundo o mérito sustenta que aqueles que mais contribuem para
a produção de bens e riqueza deve também ter uma maior
proporção dos mesmos. Alguns partidários do liberalismo sustentam
que colocar em risco o critério anterior eliminaria um importante
incentivo à geração de riqueza e ao trabalho contributivo.
Entre outras muitas teorias sobre a justiça, destacamos a dos
filósofos
• Platão: A Justiça Aristocrática como harmonia social. Propõe que os
os postos de comando sejam ocupados pelos melhores da sociedade, ou seja, os mais
sábios.
• Aristóteles: A Justiça como igualdade proporcional: Dar a cada um o
que é seu, ou o que lhe pertence. Diz que o que lhe pertence a
cada cidadão tem que estar em proporção com seu nível social e seus
méritos pessoais.
• Santo Tomás de Aquino: A Lei Natural. Diz que os cidadãos devem
ter os direitos naturais, que são aqueles que Deus lhes dá. Esses direitos
são mais tarde chamados de Direitos Humanos.
• Para os utilitaristas, as instituições públicas se compõem de uma
forma justa quando conseguem maximizar a utilidade (no sentido de
felicidade) agregada. Segundo esta teoria, o justo é o que beneficia ao maior
número de pessoas ao mesmo tempo.
Jesus de Nazaré, ao ser interrogado pelo governador romano, admitiu
ser um rei, mas acrescentou: 'Eu nasci para isso e para isso vim ao
mundo, para dar testemunho da verdade’. Pilatos perguntou então: ‘O que
É a verdade? É evidente que o incrédulo romano não esperava
resposta à pergunta: o justo, de qualquer forma, também não a deu. O
fundamental de sua missão como rei messiânico não era dar testemunho da
verdade. Jesus tinha nascido para dar testemunho da Justiça, dessa
Justiça que desejava que se realizasse no reino de Deus. E por essa Justiça foi
morto na cruz" A Justiça carece de realidade material, não pode ser
pesada, palpável na medida e, além disso, se mostra constantemente
huidiza diante dos esforços de segurá-la palpavelmente. Porque quem pode
negar que muda constantemente?
Tampouco podemos negar a Justiça como uma parte da moral e ao
igual que ela, muda conforme o lugar, conforme a época e conforme o tempo, sem
embargo a Justiça poderá mudar, mas sempre será o valor supremo de
toda moral e, acima de tudo, do próprio Direito.
O conceito de justiça não se detém nos atos eternos do homem, mas
que regula o interior do mesmo, não permitindo que nenhuma parte de sua
alma faça outra coisa que aquilo que lhe é próprio.
Consiste então em possuir e fazer o que é de cada um. Socialmente,
é semelhante à harmonia dos planetas que mantém uma coordenação
movimento, e individualmente é uma ordem e uma beleza nas partes do
alma. O mau surge quando existe uma desarmonia entre o homem e a
natureza, entre os homens e os homens e entre o homem e ele
mesmo.
A justiça se baseia na distribuição equitativa dos benefícios de uma cidade
entre seus habitantes, de modo que para governar de maneira justa,
aqueles que menos têm devem ser os mais favorecidos pela
organização da cidade. Segundo isso, os governantes que desejam ser
de uma cidade, não podem ser aqueles que ambicionam o poder para seu
enriquecimento próprio, mas sim aqueles que o façam devem governar
em virtude do desenvolvimento comum. Se o governo recaísse sobre aqueles que
o ambicionam, a sociedade seria deficiente e injusta.
VERDADE
A Verdade costuma ser definida como a conformidade existente entre o que se
expressa e a situação real de algo ou o conceito real que se tem acerca
de um tema.
A verdade se torna evidente por meio de um sistema de falsificação que, levado
a suas últimas consequências, demonstra como as proposições que
temos levado em conta e que nos motivaram no início, são essenciais e
necessárias para saber se a firme convicção torna-se verdade ou não,
dependendo se o objetivo inicial é cumprido no ato final. Enquanto as
proposições não sejam falsificáveis, ficam dentro do âmbito da lógica e
a razão.
Esta pergunta é objeto de debate entre teólogos, filósofos e lógicos.
Quando a definição se cumpre como verdadeira, costuma-se dizer que se fez
cumprido de forma satisfatória, atendendo às expectativas do indivíduo,
a tal ponto que, ao colocar em prática esse conhecimento, produz certo
grau de felicidade ou sensação de plenitude ao estar consciente dos efeitos
práticos do seu trabalho.
O homem busca a verdade por meio do exercício das faculdades
racionais, em um grau mais ou menos acertado.
Em lógica, uma proposição é toda aquela afirmação ou negação a que
pode-se atribuir um grau de certeza. Ao ser processada pelas
faculdades racionais, executadas pelas faculdades físicas e colocadas a
teste de acordo com o critério da pessoa, este pode assumir um valor
verdadeiro ou falso (veja valor da verdade). Assim poderemos ter
proposições certeramente falsas e/ou certeramente verdadeiras,
dependendo das conclusões a que nos conduzam as
faculdades racionais de nossa mente e/ou as ferramentas fabricadas
para tal fim, tais como computadores, ábacos ou qualquer outro instrumento
afín ao modelo lógico/racional aceitável.
De acordo com a teoria da adequação, a verdade é a adequação (não a
identificação) entre as coisas e o entendimento. E tanto mais verdadeira
será minha compreensão, quanto mais semelhante for às coisas. É uma teoria
de origem aristotélico-tomista.
Quando alguém concorda sinceramente com uma afirmação, pode
ou não pode reivindicar que é a verdade. Enquanto um pode ter um
bom sentido intuitivo do que deve ser verdade, dar uma definição
que consiga uma ampla aceitação é difícil. Uma razão é que frequentemente
a verdade é primeiro indicada como um objetivo e só depois que a
gente comece a raciocinar qual verdade é realmente. A verdade é buscada
na religião, na filosofia, na matemática, na advocacia e na ciência; estes
campos usam métodos diferentes e tentam chegar à verdade para servir
a diferentes objetivos. Não com surpresa, o uso compartilhado de uma só
a palavra em todos esses campos provoca com facilidade confusão e
conflito. Inclusive a verdade, como a bondade e a beleza, é um tema
perene para a humanidade.
Gran parte de este artigo trata de ideias filosóficas sobre que classe
de coisas são chamadas verdade e o significado da palavra verdade.
Além disso, trata de alguns usos particulares e peculiares da verdade.
TEORIA HEGELIANA
Realidade e verdade são essencialmente uma, essencialmente um todo
orgânico. A verdade, na verdade, não é senão a realidade que se pensa. É um ato
inteligente em que o universo é pensado como um conjunto de infinitas
partes ou diferenças, todas organicamente inter-relacionadas e de alguns
modos inclinados à unidade. E porque a verdade é assim orgânica, cada
elemento dentro dela, cada verdade parcial, se modifica pelas outras em
tanto que se aparta de ellas, y a su vez apartada do conjunto, não é senão
um fragmento distorcido, uma abstração mutilada que na verdade não
não é verdade de forma alguma. Portanto, uma vez que a verdade humana é
sempre parcial e fragmentária, não existe estritamente tal coisa como uma
verdade humana. Para nós a verdade é ideal, e a partir dela nossas
verdades estão até tal ponto separadas que, para convertê-las na
verdade, teriam que experimentar uma mudança da qual não sabemos nem a
medida nem o alcance
Veracidade é a correspondência da expressão exterior dada ao
pensamento com o próprio pensamento. Não deve ser confundido com a
verdade verbal (veritas locutionis), que é a correspondência da
expressão exterior ou verbal com a coisa que se pretende expressar. Esta
última supone por parte do que fala não só a intenção de falar de
maneira verdadeira, senão também a faculdade de fazê-lo, isto é, supõe
(1) conhecimento verdadeiro e (2) um correto uso das palavras. A
A verdade moral, por outro lado, existe sempre que aquele que fala expressa o
que está em sua mente mesmo que de fato esteja errado, desde que
que ele diga o que acredita ser verdadeiro. Esta última condição, no entanto,
é necessária. Daí que uma definição melhor da verdade moral seria "a
correspondência da expressão exterior do pensamento com a coisa tal
como é concebida por quem fala”. A verdade moral, portanto, não
implica conhecimento verdadeiro. Mas, embora uma desviante da
verdade moral seria apenas materialmente uma mentira, e portanto não
censurável, salvo que o uso das palavras ou sinais seja intencionalmente
incorreto, a verdade moral implica a utilização correta de palavras e
signos. Uma mentira, portanto, é uma desvio intencional da
verdade moral, e se define como uma locutio contra mentem, isto é, é a
expressão externa de um pensamento que é intencionalmente diferente
da coisa tal como é concebida por quem fala. É importante observar,
no entanto, que a expressão do pensamento, seja por palavras ou
mediante signos, deve em todos os casos ser tomada em seu contexto; com
relativo a ambos, palavras e signos, o costume e as circunstâncias
produzem consideráveis diferenças em relação à sua interpretação. A
veracidade, o hábito de dizer a verdade, é uma virtude, e a obrigação de
a prática surge de uma origem dupla.
A "teoria dos valores" é um movimento eminentemente germânico,
que tem exercido uma certa influência nos países de língua espanhola a
através das obras dos filósofos Scheler e Hartmann.
Em português, existe o termo sinônimo "axiologia" (do grego "axios" –
valioso-y “logos”, estudo ou tratado dos valores). A questão
fundamental gira em torno, pois, do valor e dos valores.
“Valor” tem um significado econômico, estético e moral. Agora bem, em
quanto conceito capital da chamada "teoria dos valores" ou "axiologia",
se estuda em um sentido filosófico geral para determinar a natureza e
caráter do “valor” e dos chamados “juízos de valor”.
Entre os muitos antecedentes de teorias sobre o valor, podemos aduzir
a Nietzsche e sua “transvaloração” onde já se descobre o valor como
fundamento das concepções do mundo e da vida. Marx também
baseia grande parte de suas análises socioeconômicas no conceito de valor
y mais-valia. Outra corrente preparatória da "teoria dos valores" é o
utilitarismo.
No entanto, é preciso chegar aos séculos XIX e XX para que se torne uma
disciplina filosófica relativamente autónoma, com autores como Brentano,
Lessing ou Meinong, e que culminará como tal com autores como Max
Scheler, Hartmann ou Lavelle, que recorrem para isso em parte a
fenomenologia.
Scheler indicou que todas as teorias dos valores existentes até
então podem ser divididos em três tipos:
a) “Teoria platônica do valor”: o valor é absolutamente
independente das coisas e está situado em uma esfera metafísica e
aun mitológica.
b) "O nominalismo dos valores": o valor é relativo ao homem e está
fundada na subjetividade (agrado-desagrado; desejo-repulsa…).
c) “teoria da apreciação”: uma mistura de a) e b)
Scheler não admite nenhuma dessas teorias, pois busca uma "axiologia".
pura” ou uma “teoria pura dos valores”, semelhante à “lógica pura”: os
valores são captados por uma intuição emotiva, distinta de uma mera
captación psicológica.
Segundo a teoria dos valores, estamos cercados por um cosmos de
valores que não produzimos, mas que temos que reconhecer e descobrir.
Esses valores se caracterizam por:
a) O valor é um novo tipo de ser: não é o ser real, nem o ser ideal, mas sim
o ser valioso.
b) Os valores são objetivos: não dependem das preferências
individuais, mas que mantêm seu valor além de todo
apreciação.
c) Os valores são sempre apresentados em frente a um aspecto negativo:
beleza-feiúra.
d) São totalmente independentes da quantidade, por isso não podem
estabelecer relações quantitativas entre atos valiosos.
e) Pode-se estabelecer uma hierarquia entre os valores
VALORES FILOSÓFICOS
ANÁLISE SOBRE VALORES E PRINCÍPIOS
DIGNIDADE HUMANA INDIGNIDADE
Positivo negativo
Nobreza de sentimentos
reitor negativo
Respeito para todas as pessoas igualmente
positivo negativo
Lealdade para se sentir digno
positivo negativo
Honra para valorizar-se como pessoa
reto negativo
Integridade para sentir confiança
positivo negativo
Seriedade em todos os nossos atos
positivo Desvergonha neutro
Se você é íntegro, não sentirá vergonha
VIDA...