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Ação Judicial em Direito Processual Civil

direito processual civil declarativo
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Direito Processual Civil

1. Alberto celebrou um contrato em Joanesburgo com uma empresa estabelecida e registada em Moçambique, cuja sede encontra-se em
Maputo. O referido contrato, firmado nos termos acordados, estabelecia que, a 20 de junho de 2023, os sócios da empresa se reuniriam em
assembleia geral para deliberar sobre a divisão e cessão de quotas em favor de Alberto, no valor de 20 milhões de meticais. No entanto, na
data marcada para a realização da assembleia, a decisão sobre a divisão e transferência de quotas não foi tomada. Sentindo-se indignado
com essa situação, Alberto expressa a sua intenção de intentar uma Acão judicial em Moçambique. O objectivo dessa ação judicial é
garantir que a divisão e transferência de quotas sejam efectivadas conforme o que foi inicialmente acordado no contrato assinado. Como
advogado de Alberto, responda às questões a seguir:

a) Tendo em conta os dados constantes da hipótese, diga a espécie, forma e contra quem pode ser proposta a Acção e
Justifique. (4,0 Valores)

 Espécie de ações será uma ação executiva que aquela que busca o cumprimento de uma obrigação já reconhecida por
um título executivo, como uma sentença judicial ou um contrato. No caso concreto por um contrato e reconhecido o
direito de alberto de receber dos sócios da empresa 20 milhões de meticais. A ação executiva visara requerer as
providências adequadas para reparação do direito violado nos termos do art.4 n.3 CPC conjugado com o art. 46
alinea C, e o art. art.933.
Forma de ações, a accao seguira a forma comum, pós o valor da alçada supera 50 vezes o salario mínimo nos
termos indicados no. Art. 462 CPC e Art. 38 da lei da organização judiciaria

A ação deve ser proposta contra a empresa Código comercial 128, (33, 34 [Link]) Sociedade comercial de direito
privado. A sociedade so pode agir por meio dos seus acionistas, as decisões da sociedade. Alberto estaria a se
desvincular da sociedade, sessação de cotas.

1. Providencia cautelar nominada, que seria pedindo a suspensão de deliberação social.

b) Admitindo que, proposta a acção, feita a distribuição e ordenada a citação, o oficial do tribunal dirigiu-se ao
domicílio de um dos Réus em Maputo, tendo encontrado a casa desabitada e recebido a informação, através dos
vizinhos, de que o proprietário da casa se encontra a residir na sua residência em Lusaka, diga como deverá proceder
o tribunal. (4,0 Valores).

O tribunal deve agir nos termos do n.2 art.244 CPC. Art.238


2. Empreitadas de Matola, S.A. com sede e estabelecimento na Província de Maputo, celebrou com Abel, solteiro, um contrato, por simples
documento particular, para venda e reabilitação dum imóvel de habitação. O preço da venda do imóvel foi fixado em 5.000.000,00MT e o
da reabilitação em 2.000.000,00MT. Abel pagou o preço integral mas o imóvel não foi entregue no prazo convencionado de 2 anos. Depois
de várias interpelações, a Empreitadas de Matola, SA, entregou a obra, e foi assinado o correspondente termo de recepção definitiva. As
partes convencionaram que quaisquer reclamações por defeitos deviam ser apresentadas no prazo de 2 anos a contar da data de recepção
definitiva. Decorridos três anos da recepção definitiva, Abel apresentou uma lista de defeitos da obra, solicitando correcção imediata, e o
empreiteiro, por carta de 10 de Fevereiro de 2024, recusou-se a corrigir os defeitos, e alegou que a reclamação foi apresentada fora do
prazo, e que qualquer juiz iria indeferir liminarmente o pedido de Abel, caso este pretendesse resolver o assunto por via judicial. Na mesma
carta, o empreiteiro referiu que o contrato de compra e venda não obedeceu à forma legal, existindo o risco de o tribunal não reconhecer os
direitos de Abel, por invalidade do contrato. Analisada a resposta da sociedade Empreitadas de Matola, SA, Abel decidiu instaurar acção de
efectivação de responsabilidade civil, solicitando que o contrato de compra e venda fosse declarado válido, peticionando ainda a correcção
dos defeitos da obra ou indemnização no valor de 1.000.000,00MT.

a) Comente o teor da carta de 10 de Fevereiro de 2024, mencionada na hipótese. (4,0 Valores)

b) Numa página, redija a possível contestação da Sociedade Empreitadas de Matola, SA, destacando a sua espécie,
fundamentos e efeitos. (5,0 Valores)

c) Haveria lugar a articulados posteriores à contestação? (3,0 Valores) este problema tem 3 momentos
- Celebração do contrato entre empreitada e Abel em valor indicado. Portanto trata-se se de um contrato de
compra e venda 874 [Link] para a validade da celebração do contrato de compra e venda de imóvel deve ser por
escritura publica e não por simples documento art. 875.

- Celebraram um contrato com um simples documento particular, neste caso não houve a observância da formula
exigida, por lei art.219 e 220 a inobservância da forma enferma o negocio pr um vicio passível de invocação da
nulidade art. 286. Ainda que abel tenha entregue o dinheiro, se está perante um negocio contra Lei, 294(negocio
contra lei) efeitos retroativos 289. Deve se restituir tudo o que for prestado e o abel deve devolver o imóvel. Não
produz efeito o negócio.

- Empreitada não entregou a obra em tempo útil. A empreitada violou os termos de negocio, trata-se da eficácia
dos negócios 406 [Link] não houve cumprimento do contrato, tem efeitos pelos danos causados pelo incumprimento.

As partes marcaram prazos de reclamações que foi 2 anos, extravasados pelo Abel. 278 termo. Durante o período
de 2 anos Abel não apresentou a reclamação o seu direito caducou 298.

+Indeferimento Liminar. Apetição é liminarmente inferida quando ela for inapta nos termos, Art. 474 n.1 alinea a
conjugar art. 193 alinea n1 e n. 2 a ineptidão nulidade do negocio jurídico por inexistência do negocio. O abel deve
intentar a ação de nulidade do negocio.

b- Contestação art.487.

Meritíssimo dr. Juz de direito do tribunal judicial da Província de Mpato

Empreitadas da Matola SA., com sede na Província de Maputo, neste acto representado pelo seu mandatário dr. A,
vem ao abrigo do art.486 do CPC deduzir a sua contextuação em decorrência da ação que lhe move o sr. Abel com
os demais sinais de identificação constantes na sua petição. Nos termos e fundamentos que se seguem:

Defesa por excepção dilatória (nulidade de todo o processo) art. 493.

Veio a autora, para este douto tribunal servir-se dos argumentos cuja falta de fundamentação não ignorava. Nem de
longe este tribunal devia receber a tal P.I por manifesta ineptidão. Nos termos da alínea ‘a’ do numero 2 do art. 193
do CPC ‘diz se inepta a petição quando falte… a indicação da causa de pedir’’.

A ineptidão da petição constitui a excepcao dilatória nos termos da alínea A n.1 do art. 494 conjugado com alínea
‘’a’’ n.2 do art.193. com efeito implica a nulidade de todo o processo cujo remedio e a absolvição da instancia.

A causa de pedir é a condição sem a qual devia se falar da presente Lide e o contrato de compra e venda do imóvel
juridicamente valido. Por não observar a formula estabelecida nos art. 875 que releva para a escritura publica, não se
pode falar do contrato validamente celebrado, por isso entende-se haver a falta da causa de pedir.

Nestes termos, nos demais em direito e sempre com muito douto suplemento o tribunal recebida e autuada apresente
contestação deve ser julgada procedente por provada e consequentemente absorver o reu da instancia nos termos do
n.2 do art.493 do CPC.

O mandatário
Fiel Manjate

+ Articulados supervenientes art.506.

Havendo um facto constitutivo do direito seria admitido nos termos da 506 [Link] morte do autor ou uma
escritura publica. Numa petição observar a competência do tribunal, território,

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