17.
LINDB
Direito Administrativo para a 1ª Fase do
Exame de Ordem (OAB)
Prof. Igor Maciel
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Documento última vez atualizado em 28/08/2025 às 12:55.
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Índice
17.1) Considerações Iniciais
17.2) O que mudou com a nova LINDB?
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|key-item-0| Considerações Iniciais
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei nº 4.657/1942) é uma norma
que orienta como as outras leis devem ser aplicadas no Brasil.
Em 2018, a Lei nº 13.655 acrescentou novos artigos à LINDB (do art. 20 ao art. 30), com foco
especial no Direito Público. O objetivo foi trazer mais segurança jurídica às decisões da
Administração Pública, valorizando a boa-fé dos gestores públicos e exigindo que as decisões
considerem as consequências práticas, e não apenas aspectos formais ou teóricos.
Para assistir ao vídeo correspondente, acesse o LDI.
|key-item-1| O que mudou com a nova LINDB?
1. Decisões precisam considerar as consequências práticas
As decisões administrativas, judiciais e de órgãos de controle não podem se basear apenas em
valores abstratos como “legalidade” ou “moralidade”. Elas precisam mostrar os efeitos práticos
da decisão. Isso evita decisões que, embora corretas no papel, causem prejuízos maiores na
vida real.
Por exemplo: cancelar um contrato pode parecer correto, mas se isso parar uma obra
importante, é preciso ponderar o impacto.
LINDB, Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base
em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da
decisão.
Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida imposta ou
da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, inclusive em face das
possíveis alternativas.
2. Ao anular um ato, é preciso explicar os efeitos
Se for tomada uma decisão para anular um ato, contrato ou norma, é obrigatório dizer
claramente quais serão os efeitos dessa decisão — tanto para a Administração quanto para os
envolvidos.
Além disso, se for possível regularizar a situação sem causar prejuízo, a decisão deve indicar as
condições para isso.
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LINDB, Art. 21. A decisão que, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, decretar a
invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa deverá indicar de modo
expresso suas consequências jurídicas e administrativas.
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput deste artigo deverá, quando for o caso,
indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem
prejuízo aos interesses gerais, não se podendo impor aos sujeitos atingidos ônus ou perdas que,
em função das peculiaridades do caso, sejam anormais ou excessivos.
3. Avaliar o contexto real do gestor
Ao julgar a conduta de um gestor público, devem ser considerados os desafios reais que ele
enfrentava, como falta de recursos, urgência ou lacunas na lei. Isso vale para validar ou não uma
conduta, e também na hora de aplicar sanções.
Por exemplo: se o gestor tomou uma decisão emergencial em meio a um desastre natural, isso
precisa ser considerado.
Art. 22. Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstáculos e
as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo
dos direitos dos administrados.
§ 1º Em decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato, ajuste, processo
ou norma administrativa, serão consideradas as circunstâncias práticas que houverem imposto,
limitado ou condicionado a ação do agente.
§ 2º Na aplicação de sanções, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração
cometida, os danos que dela provierem para a administração pública, as circunstâncias
agravantes ou atenuantes e os antecedentes do agente.
§ 3º As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das demais sanções
de mesma natureza e relativas ao mesmo fato.
4. Possibilidade de firmar compromissos administrativos
O art. 26 da LINDB permite que o administrador público firme compromissos com particulares
para resolver irregularidades ou situações jurídicas complicadas, desde que:
haja interesse público relevante;
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o compromisso seja proporcional e eficiente;
tenha o parecer do órgão jurídico;
e, se for o caso, seja precedido de consulta pública.
O compromisso só vale depois de publicado oficialmente e não pode desobrigar
permanentemente o particular de deveres previstos na lei.
Veja como a LINDB é cobrada:
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