UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
Faculdade de Filosofia
Cadeira: DIDÁCTICA
Prof: Zeferino Warota
Data: 31/07/2025
Tema: Diferença entre Didáctica da Filosofia e outras ciências da educação
Esquema:
0. Introdução: recapitulação _________________ - Arte --- Criatividade
- Técnene -- o saber fazer
- Episteme -- ciência enquanto teoria
I. Didáctica geral e específica
II. Conceito da Didáctica
III. Elementos de uma escola
1. Definição da didáctica
2. Objecto P.E..A
2.1. Ambiente apropriado
2.2. Papel do educador
2.3. Material didático
3. Objectivo da didáctica: Tornar o P.E..A mais eficaz
4. Importância: para tornar actual e consciente o papel do professor no P.E.A
5. Os conceitos fundamentais da didáctica da Filosofia
5.1. Teoria da aprendizagem
5.2. Teoria do ensino
5.3. Teoria da finalidade
O nosso foco é a Didáctica prática e não teoria.
Ensinar
A essência da didáctica é técnica de ensinar, e ensinar é transmitir um conhecimento . Quando alguém
apreende a transmissão habilita-te a aplicar o aprendizado. É por isso que ensinar é entendido como
colocar sinal, isto é, ensinar é colocar sinal. Ensino é a codificação e descodificação, orientar, etc.
Ensinar é a acção de fazer sinais. Um professor ao ensinar, imprime sinal. Quem ensina, ensina algo a
alguém.
A Didáctica não é uma actividade autónoma porque ela sempre se subordina ao conteúdo das outras
áreas. A Didáctica não é um simples conjunto de técnicas de ensino. A Didáctica implica em outros
conceitos como a educação, pedagogia e a filosofia da educação e nesta filosofia encontramos a
história.
Educar
Quem é?
Para quem?
A educação é um integração sócio-cultural do indivíduo e o que fica como ambrela é o património
cultural, em que muitas vezes não é real, mas deve se reinventar para que isso se tenha como real.
Educar ou educação é o modo de estar no mundo, é o conjunto de valores
Pedagogia
É guia da criança. É uma actividade projectiva e aponta para um futuro, e o objectivo da Pedagogia é de
flexibilizar a mente para aprender sempre, é esta flexibilidade que faz com que a criança se adapta em
qualquer circunstância.
Por isso todo o processo educativo que é ancorado pela filosofia dece ser consciente, deve ter
propósito
TPC
Este para debater.
1. Identificar os elementos do lugar (os elementos constitutivo duma escola) e do tempo da
educação sistemática (sistemas e subsistemas)
Estes é para entregar
2. O Resumo compreende: o ensino de filosofia é dialógica. Quem dialoga no ensino de filosofia? Porque
é difícil dialogar?
3. Em que consiste a problematicidade da didáctica filosófica? O que é que a problematica do ensinar é
Data: 05/08/2025
Tema: Didáctica de Filosofia como problema filosófico
Professor
Didáctica de filosofia é Técnica de ensino de filosofia (para tal é preciso voltar a questão
do que é filosofia) não se olha pela sua etimologia, mas da sua fenomenologia, em que consiste
em ensinar filosofia (qual é a problematicidade de ensinar filosofia)
Na etimologia da palavra filosofia, encontramos duas palavras em que temos a Filos e Sophia,
onde A palavra a Filos é uma intimidade competente (e se um dos elementos não ser
competente não haverá amizade) no processo da produção da Sofia. Filosofia é possibilidade do
saber
O problema da filosofia
Óbvio
Ultra Óbvio
Diáfano
A resposta de um problema filosófico é sempre uma argumentação e não demonstração.
O problema principal de ensinar a filosofia é colocar-se a caminho do diáfano, e isso é uma
atitude e o próprio diáfano é sempre transitório para tal ensino pressupõe
1. O ensino deve ser institucionalizado da pratica do filosofa seguir um plano elaborado
Enquanto Isso, o filosofar rejeita obrigações e delibera a liberdade
2. O ensino é colectivo do exercício do filosofar
3. O ensino requer um auditório real e o filosofar não, porquê o seu auditório é imaginário.
Minhas pesquisa
1. A Didáctica da Filosofia como Problema Filosófico
A didáctica da filosofia não é apenas uma metodologia de ensino, mas uma questão filosófica
em si, pois envolve:
A natureza do saber filosófico: Filosofia não transmite conteúdos prontos, mas formas de
pensar, questionar e problematizar. A tensão entre ensinar e filosofar: Ensinar filosofia pode
correr o risco de dogmatizar o que, por essência, é antidogmático. A formação do sujeito
pensante: O ensino filosófico visa formar sujeitos autónomos, capazes de pensar por si mesmos
— o que implica uma pedagogia do despertar, não da imposição.
2. Técnica de Ensino e a Questão “O que é Filosofia?”
Para ensinar filosofia, é necessário retornar à pergunta fundante: o que é filosofia? Mas não
pela sua etimologia (“amor à sabedoria”), e sim pela sua fenomenologia, ou seja, pela
experiência vivida de filosofar:
Filosofar como actividade: Não é transmitir doutrinas, mas provocar o pensamento, a dúvida, o
estranhamento.
Fenomenologia do filosofar: Envolve a experiência do sujeito diante do mundo, do outro e de si
mesmo — é um exercício existencial.
Didáctica como provocação: O ensino filosófico deve provocar rupturas, inquietações, e não
apenas oferecer respostas.
3. A Problematicidade de Ensinar Filosofia
Ensinar filosofia é problemático porque:
Não há método único: Cada filósofo pensa de forma distinta; não há um “manual” universal de
ensino. O saber filosófico é aberto: Ao contrário das ciências exactas, a filosofia não tem
verdades definitivas. O aluno como co-pensador: O estudante não é receptor, mas co-autor do
pensamento filosófico — isso exige uma didáctica dialógica, não expositiva.
A didáctica da filosofia não pode ser reduzida a uma técnica de ensino, pois ela é, em si, uma
questão filosófica que exige a problematização da própria natureza do filosofar, da experiência
do pensamento e da formação do sujeito crítico.
1. Amante na Etimologia da Filosofia
A palavra “filosofia” vem do grego philo-sophia, que significa literalmente “amor à sabedoria”.
Nesse sentido: O filósofo é um amante da sabedoria, não seu possuidor. O amor filosófico é
eros, um desejo que nunca se satisfaz plenamente — sempre busca, sempre interroga. Platão,
em O Banquete, apresenta o filósofo como alguém entre o ignorante e o sábio, movido pelo
desejo de saber.
“O filósofo é aquele que ama o saber, porque sabe que não sabe.” — Sócrates
2. O Amante como Figura Existencial
Na perspectiva existencialista, especialmente em Sartre:
O amante é alguém que ama, se compromete, que escolhe e se responsabiliza por seu desejo.
O amor não é apenas sentimento, mas um projecto de ser — envolve liberdade, angústia e
alteridade.
O amante filosófico é aquele que se lança no mundo, buscando sentido, mesmo diante do
absurdo.
3. O Amante como Educador Filosófico
Na didáctica da filosofia:
O professor de filosofia é um amante do pensamento, que contagia seus alunos com esse
desejo. Ensinar filosofia é seduzir pelo pensamento, provocar inquietações, abrir caminhos. A
relação pedagógica pode ser vista como uma forma de amor intelectual um encontro entre
mentes que se desafiam mutuamente.
Ser amante, no contexto filosófico, é estar em constante movimento, em busca, em abertura. É
viver o pensamento como paixão, como inquietação, como desejo de compreender não para
dominar, mas para se transformar.
O Problema da Filosofia: Entre o Óbvio, Ultra-Óbvio e o Diáfano
1. Óbvio – O Saber Comum
Do latim obvius (“o que vem ao encontro”), o óbvio é aquilo que se apresenta imediatamente à
percepção. Representa o nível superficial da realidade, acessível sem esforço reflexivo.
Exemplo: ao ver uma garrafa, percebemos sua cor, forma, peso — são notas que “nos vêm ao
encontro”.
2. Ultra-Óbvio – O Saber Científico-Técnico
Refere-se às notas das coisas que não se apresentam espontaneamente, mas exigem
investigação. É o âmbito da ciência, da técnica, da análise racional.
Exemplo: para entender a composição química da garrafa, é preciso ir além da aparência.
3. Diáfano – O Âmbito Transcendental e transitório
O diáfano é o âmbito constitutivo das coisas, aquilo que permite que o óbvio e o ultra-óbvio
sejam apreendidos. É o transcendental, no sentido metafísico não o que está além, mas o que
torna possível a experiência.
Exemplo: o ser, o tempo, a consciência são diáfanos, pois não se vêem, mas estruturam tudo o
que se vê.
TPC
A Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) apresenta uma proposta
formativa profundamente enraizada nos princípios do pensamento crítico, ético e humanista.
VISÃO
Ser referência na formação de Filósofos.
Essa visão expressa o compromisso da faculdade em tornar-se um centro de excelência na
formação filosófica, capaz de influenciar positivamente o pensamento crítico, ético e reflexivo
na sociedade moçambicana e no mundo.
MISSÃO
Desenvolver actividades de ensino, investigação e extensão no domínio dos conhecimentos
filosóficos, com vista à edificação de uma sociedade de valores.
A missão destaca o papel da filosofia na construção de uma cidadania consciente, orientada por
princípios éticos, diálogo intercultural e responsabilidade social.
VALORES
umanismo: Valorização da dignidade humana, da liberdade e da solidariedade.
Pensamento crítico: Estímulo à análise rigorosa, à argumentação lógica e à autonomia
intelectual.
Ética: Compromisso com a justiça, a responsabilidade e a integridade.
Pluralismo: Respeito à diversidade de ideias, culturas e tradições filosóficas.
Compromisso social: Aplicação do saber filosófico na transformação da realidade
moçambicana e global.
Como estudante da Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM),
reconheço que minha formação transcende o domínio teórico e se inscreve num compromisso
profundo com a transformação pessoal e social. A visão da faculdade — ser referência nacional
e internacional na formação de filósofos comprometidos com o pensamento crítico, ético e
plural — orienta minha busca constante por excelência intelectual e responsabilidade prática.