0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações10 páginas

Solos da Amazônia: Tipos e Formação

resumo de uma de suas obras
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações10 páginas

Solos da Amazônia: Tipos e Formação

resumo de uma de suas obras
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SHAECFER

Página 1 (p. 111): Página de Título A página introduz o Capítulo III, "SOLOS DA
REGIÃO AMAZÔNICA". Apresenta a lista de autores, liderados por Carlos Ernesto
G.R. Schaefer, e suas afiliações, que incluem instituições brasileiras de renome como a
Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), indicando um trabalho
colaborativo de especialistas na área.

Página 2 (p. 112): Introdução O capítulo inicia destacando a vastidão e complexidade


da Amazônia, cobrindo cerca de 5,5 milhões de km² (49% do Brasil). Contrasta o
estereótipo histórico de "Inferno Verde" com a realidade de uma região heterogênea,
com ecossistemas diversos e uma longa história de ocupação humana, evidenciada pela
"Terra Preta de Índio". O texto introduz uma divisão da Amazônia em cinco sub-regiões
de estudo e ressalta os desafios logísticos que dificultam a pesquisa de solos, tornando
as generalizações frequentes.

Página 3 (p. 113): Contexto Geológico e Geomorfológico Esta página descreve os três
grandes compartimentos geológicos da Amazônia: o Escudo das Guianas ao norte, o
Escudo Brasileiro ao sul, e a vasta Bacia Sedimentar Amazônica entre eles. Detalha a
importância das coberturas sedimentares do Cenozoico, particularmente as Formações
Solimões e Alter do Chão (Terciário) e a extensa cobertura do Quaternário. O texto
explica que a paisagem atual é produto de atividades neotectônicas e flutuações
climáticas, que influenciaram a formação dos diferentes tipos de relevo: planaltos,
depressões e planícies.

Página 4 (p. 114): Mapa Geomorfológico, Clima e Vegetação Apresenta a Figura 1,


um mapa das principais unidades geomorfológicas da Amazônia. O texto descreve o
clima, que é predominantemente quente e úmido (tipo Af de Köppen), com alta
pluviosidade anual (> 2.000 mm), temperaturas médias elevadas (24-26 °C) e baixa
amplitude térmica. Menciona a "friagem", fenômeno de quedas bruscas de temperatura.
A vegetação é dominada pela floresta ombrófila densa, mas com variações importantes
como as savanas (em Roraima e Amapá), campinaranas (sobre solos arenosos) e
florestas estacionais.

Página 5 (p. 115): Fatores de Formação e Processos Pedogenéticos - Laterização


Esta página inicia a seção sobre os fatores e processos de formação dos solos. Afirma
que os materiais de origem são rochas pré-cambrianas dos escudos e sedimentos da
bacia. Introduz o principal processo pedogenético da Amazônia: a
Laterização/Latolização. Trata-se de um intemperismo químico intenso, impulsionado
pelo clima, que causa a lavagem da sílica e dos nutrientes e a concentração de óxidos de
ferro e alumínio. Este processo forma solos muito profundos, ácidos e pobres em
nutrientes, como os Latossolos e Argissolos.

Página 6 (p. 116): Outros Processos Pedogenéticos A página detalha outros processos
chave na formação dos solos:
 Podzolização: Ocorre em materiais arenosos sob vegetação de campinarana.
Envolve a lavagem de matéria orgânica e complexos de Al/Fe da superfície e
sua acumulação em um horizonte subsuperficial (espódico), criando os
Espodossolos.
 Gleização: Dominante em planícies de inundação (várzeas e igapós). As
condições de encharcamento e falta de oxigênio causam a redução química do
ferro, resultando em cores acinzentadas/azuladas (horizonte glei) e na formação
dos Gleissolos.
 Plintitização: Formação de plintita, um material argiloso rico em ferro que
endurece de forma irreversível (virando petroplintita ou "canga") após ciclos de
umedecimento e secagem. Forma os Plintossolos.

Página 7 (p. 117): Brunificação, Terras Pretas e Classes de Solos Descreve mais dois
processos:

 Brunificação: Processo de intemperismo menos intenso, típico de áreas de


maior altitude ou sobre rochas mais resistentes. Forma os Cambissolos, que
possuem um horizonte B incipiente (pouco desenvolvido) e são geralmente mais
férteis.
 Formação de "Terras Pretas de Índio" (TPI): Processo de origem humana
(antropogênico) onde populações pré-colombianas criaram solos escuros e
altamente férteis pela adição contínua de resíduos orgânicos, carvão, cerâmica e
outros artefatos. A página então introduz a seção principal sobre as "Classes de
Solos".

Página 8 (p. 118): LATOSSOLOS A página foca nos Latossolos (Oxisols), a classe
de solo mais extensa da Amazônia, cobrindo cerca de 50% da área de terra firme. São
caracterizados por serem muito profundos (>2m), porosos, bem drenados, ácidos e de
baixíssima fertilidade natural. Sua mineralogia é dominada por caulinita e óxidos de
Fe/Al. São subdivididos com base na cor em Amarelo, Vermelho-Amarelo e Vermelho.
O texto menciona seu uso para pastagens e, em zonas de transição, para agricultura
mecanizada em larga escala (soja, milho) com uso intensivo de corretivos e fertilizantes.

Página 9 (p. 119): Mapa de Distribuição dos Solos Esta página é dedicada à Figura 2,
um mapa que mostra a distribuição das principais classes de solos na Amazônia Legal.
O mapa reforça visualmente o domínio dos Latossolos e Argissolos nas vastas
paisagens de terra firme.

Página 10 (p. 120): ARGISSOLOS A página descreve os Argissolos (Ultisols), a


segunda classe de solo mais disseminada. Assim como os Latossolos, são profundos,
ácidos e de baixa fertilidade. No entanto, sua característica definidora é um horizonte B
textural, ou seja, um nítido aumento no teor de argila do horizonte A para o B. Esse
contraste textural os torna mais suscetíveis à erosão hídrica. Seu uso e manejo são
semelhantes aos dos Latossolos, mas exigem maior cuidado com o controle da erosão.

Página 11 (p. 121): GLEISSOLOS O foco são os Gleissolos (Aquepts/Aquents),


solos condicionados pelo excesso de água. São encontrados nas extensas planícies de
inundação (várzeas de rios de água branca e igapós de rios de água preta). Sua
característica chave é um horizonte glei, com cores de redução. A fertilidade é muito
variável: os Gleissolos de várzea podem ser naturalmente férteis devido à deposição
anual de sedimentos andinos, sendo cruciais para a agricultura familiar local.

Página 12 (p. 122): ESPODOSSOLOS Esta página detalha os Espodossolos


(Spodosols), que ocorrem em manchas, notavelmente nas planícies arenosas da bacia do
Rio Negro, sob a vegetação de campinarana. Possuem uma morfologia única: um
horizonte superficial orgânico escuro, sobre um horizonte eluvial (E) esbranquiçado, e
um horizonte espódico (B) escuro, onde matéria orgânica, alumínio e ferro se acumulam
e frequentemente se cimentam. São extremamente ácidos, pobres em nutrientes e
representam ecossistemas muito frágeis.

Página 13 (p. 123): Fotos de Latossolo e Argissolo A página apresenta fotografias de


perfis de solo. A Figura 3 mostra um Latossolo Amarelo, destacando sua aparência
profunda e homogênea. A Figura 4 mostra um Argissolo Amarelo, com cor semelhante,
mas representando a classe definida pelo gradiente de argila. As imagens servem para
ilustrar visualmente os dois tipos de solo mais comuns da terra firme amazônica.

Página 14 (p. 124): Fotos de Gleissolo e Espodossolo A página exibe mais fotografias
de perfis. A Figura 5 ilustra um Gleissolo Melânico, mostrando um horizonte superficial
espesso e escuro, rico em matéria orgânica, sobre um horizonte glei, típico de áreas
férteis de várzea. A Figura 6 mostra o perfil marcante de um Espodossolo Humilúvico,
com seus horizontes branco (E) e escuro (B) nitidamente definidos.

Página 15 (p. 125): PLINTOSSOLOS Esta página descreve os Plintossolos, solos


definidos pela presença de plintita (material argiloso e rico em ferro) ou petroplintita
(plintita endurecida, ou "canga"). Formam-se em áreas com lençol freático flutuante.
Quando a petroplintita aflora, pode formar extensos "campos de canga". Estes solos têm
baixíssimo potencial agrícola devido à sua dureza e/ou pequena profundidade.

Página 16 (p. 126): NEOSSOLOS A página introduz os Neossolos


(Entisols/Orthents), uma categoria ampla de solos jovens com mínimo
desenvolvimento de perfil. Os principais tipos na Amazônia são:

 Neossolos Litólicos: Solos muito rasos, diretamente sobre a rocha dura,


encontrados em áreas montanhosas.
 Neossolos Flúvicos: Formados sobre sedimentos fluviais recentes em planícies
de inundação ativas (várzeas). Geralmente férteis.
 Neossolos Quartzarênicos: Solos arenosos profundos, compostos quase
inteiramente de areia de quartzo, muito permeáveis e extremamente pobres.

Página 17 (p. 127): CAMBISSOLOS A página discute os Cambissolos (Inceptisols).


São solos de desenvolvimento intermediário. Sua característica principal é um horizonte
B incipiente, indicando o início de mudanças de cor ou estrutura. São geralmente mais
férteis que os Latossolos e Argissolos por serem menos intemperizados. São
encontrados em áreas específicas como o sudoeste da Amazônia (Acre) e em terrenos
montanhosos.

Página 18 (p. 128): PLANOSSOLOS A página descreve os Planossolos (Planosols).


Estes solos são caracterizados por uma mudança textural abrupta entre um horizonte
superficial arenoso e um subsolo argiloso, denso e pouco permeável. Essa estrutura
impede a drenagem, causando encharcamento superficial sazonal. Estão tipicamente
associados aos ambientes de savana em Roraima.

Página 19 (p. 129): Fotos de Plintossolo e Neossolo A página mostra mais dois perfis
de solo. A Figura 7 é um Plintossolo Pétrico, exibindo claramente uma camada maciça e
rochosa de petroplintita (canga). A Figura 8 é um Neossolo Litólico, ilustrando uma
camada muito fina de solo diretamente sobre a rocha-mãe.

Página 20 (p. 130): Fotos de Cambissolo e Planossolo A página apresenta a Figura 9,


um perfil de um Cambissolo Húmico de área de altitude, mostrando sua superfície
escura e o horizonte B incipiente. A Figura 10 mostra um Planossolo Nátrico,
destacando o topo arenoso e pálido sobre um subsolo argiloso denso, característico
deste solo nas savanas de Roraima.

Página 21 (p. 131): NITOSSOLOS A página descreve os Nitossolos. São solos


profundos, argilosos e bem estruturados, geralmente de cor vermelha. Diferenciam-se
dos Latossolos por terem um horizonte B com estrutura em blocos e superfícies
brilhantes nos agregados (cerosidade). São geralmente mais férteis, formam-se sobre
rochas máficas (ricas em nutrientes) e são muito valorizados para a agricultura.

Página 22 (p. 132): VERTISSOLOS E ORGANOSSOLOS A página descreve


brevemente duas classes de solos menos comuns:

 Vertissolos: Solos argilosos que se contraem e expandem drasticamente com a


variação da umidade, formando fendas profundas quando secos. São de manejo
extremamente difícil.
 Organossolos (Histosols): Solos compostos principalmente de matéria
orgânica. Formam-se em depressões permanentemente encharcadas, onde a falta
de oxigênio retarda a decomposição.

Página 23 (p. 133): Solos por Sub-regiões: Planalto das Guianas Esta página inicia
uma seção detalhando a distribuição dos solos em sub-regiões específicas. A primeira é
o Planalto das Guianas (Norte do Pará e Amapá). Esta área é dominada por
Latossolos Amarelos e Argissolos Amarelos desenvolvidos sobre os sedimentos da
Formação Barreiras.

Página 24 (p. 134): Solos do Estado de Roraima A página descreve o mosaico de


solos altamente complexo de Roraima. O estado é dividido em zonas distintas: a região
montanhosa ao norte com Cambissolos e Neossolos Litólicos; a savana ("lavrado") no
centro-leste, dominada por Planossolos, Argissolos e Latossolos; e a região de floresta
ao sul, com Argissolos e Latossolos.

Página 25 (p. 135): Mapa Geomorfológico de Roraima A página apresenta a Figura


11, um mapa geomorfológico do estado de Roraima. O mapa ajuda a correlacionar
visualmente as diversas paisagens (serras, planaltos, planícies) com a complexa
distribuição de solos descrita na página anterior.

Página 26 (p. 136): Solos do Alto Rio Negro Esta seção foca no noroeste do
Amazonas, a região do Alto Rio Negro. A paisagem é dominada pelos depósitos
arenosos da Formação Içá. Consequentemente, a área tem uma alta concentração de
Espodossolos e Latossolos Amarelos muito arenosos. Essa paisagem podzolizada é a
origem dos característicos rios de "água preta" da região.

Página 27 (p. 137): Solos da Planície do Médio Amazonas Descreve a região de


Manaus a Santarém. A terra firme é dominada por Latossolos e Argissolos Amarelos.
Uma característica chave desta sub-região é a alta densidade de Terras Pretas de Índio
(TPI) nos barrancos com vista para os rios, indicando importantes assentamentos pré-
colombianos. As planícies de inundação são extensas, com Gleissolos.

Página 28 (p. 138): Solos da Região de Santarém-Belterra A página foca em uma


área agrícola historicamente importante. Os solos são predominantemente Latossolos e
Argissolos desenvolvidos sobre a formação Argila de Belterra. Estes solos são
distintamente muito argilosos e têm fertilidade natural mais alta em comparação com
outros solos de terra firme. O texto contextualiza a história agrícola da região, desde as
plantações de seringueira de Henry Ford até a atual expansão da soja.

Página 29 (p. 139): Fotos de Nitossolo e Vertissolo A página apresenta a Figura 12, o
perfil de um Nitossolo Vermelho, mostrando seu caráter profundo, avermelhado e bem
estruturado. A Figura 13 mostra o perfil de um Vertissolo Ebânico, destacando sua cor
escura e as fendas profundas características que se formam quando este solo rico em
argila seca.

Página 30 (p. 140): Solos do Sudoeste da Amazônia Esta seção descreve os solos do
Acre e do sul do Amazonas. Esta área é geologicamente distinta, com uma superfície
dominada por sedimentos mais jovens e de granulação mais fina da Formação Solimões.
Como resultado, os solos são menos intemperizados e mais férteis, com predomínio de
Argissolos, Cambissolos e Gleissolos. A maior fertilidade torna esta região promissora
para a agricultura, mas também altamente vulnerável.

Página 31 (p. 141): Mapa Detalhado do Alto Rio Negro A página apresenta a Figura
14, um mapa de solos detalhado focado na região do Alto Rio Negro. O mapa ilustra o
padrão intrincado e complexo dos Espodossolos (rotulados como Podzols) e sua
associação com outros solos arenosos, demonstrando visualmente a heterogeneidade da
paisagem.

Página 32 (p. 142): Solos do Escudo Brasileiro A página discute os solos encontrados
na borda sul da bacia amazônica, sobre as rochas cristalinas do Escudo Brasileiro (sul
do Pará, Rondônia, norte de Mato Grosso). Esta região faz parte do "arco do
desmatamento". As rochas-mãe dão origem a Argissolos Vermelhos e, sobre intrusões
máficas, a férteis Nitossolos Vermelhos. A fertilidade natural inerentemente mais alta
desses solos, combinada com o acesso por estradas, tem sido um grande impulsionador
da expansão agropecuária.

Página 32: Espodossolos (Continuação)

Esta página continua a discussão sobre os Espodossolos, com foco em suas


características químicas e morfológicas. É apresentada uma foto de um perfil de
Espodossolo Húmico-Férrico em São Gabriel da Cachoeira (AM), destacando o
horizonte espódico (Bh) bem desenvolvido. A discussão aborda a extrema acidez desses
solos, os baixíssimos teores de nutrientes e a elevada saturação por alumínio, o que os
torna um grande desafio para a agricultura convencional.

Página 33: Neossolos

A página introduz a classe dos Neossolos, caracterizados por serem solos jovens e
pouco desenvolvidos. São descritos os quatro principais tipos de Neossolos encontrados
na Amazônia:

 Neossolos Litólicos: Solos rasos, diretamente sobre a rocha, comuns em áreas


de relevo acidentado como o Pico da Neblina.
 Neossolos Flúvicos: Desenvolvidos a partir de sedimentos fluviais recentes nas
planícies de inundação (várzeas). São quimicamente mais ricos devido ao
constante aporte de novos sedimentos.
 Neossolos Quartzarênicos: Solos arenosos, profundos e extremamente pobres
em nutrientes, formados a partir de rochas areníticas ou sedimentos arenosos.
 Neossolos Regulíticos: Um pouco mais desenvolvidos que os Litólicos, mas
ainda rasos e com forte influência do material de origem.

Página 34: Neossolos (Continuação)

Esta página aprofunda a descrição dos Neossolos Flúvicos, detalhando sua ocorrência
ao longo dos rios de "águas brancas" (Solimões-Amazonas, Madeira, Purus, Juruá), que
carregam sedimentos ricos em nutrientes dos Andes. É ressaltada a importância desses
solos para a agricultura familiar e de pequena escala na região, apesar dos riscos
associados às inundações periódicas. Inclui uma foto ilustrativa de uma área de várzea
do Rio Solimões.

Página 35: Neossolos Quartzarênicos

O foco se volta para os Neossolos Quartzarênicos. A página descreve sua ampla


distribuição, especialmente nas áreas de campina e campinarana, associadas a
ecossistemas de vegetação mais aberta. São solos com altíssima permeabilidade e
baixíssima capacidade de retenção de água e nutrientes, o que limita severamente seu
uso agrícola. A vegetação nativa é altamente adaptada a essas condições de estresse
hídrico e nutricional.

Página 36: Gleissolos

Inicia-se a discussão sobre os Gleissolos, que são solos hidromórficos, ou seja,


formados sob condições de saturação por água permanente ou periódica. A principal
característica é a presença de "gleização", um processo que resulta em cores
acinzentadas, azuladas ou esverdeadas devido à redução do ferro. São típicos de áreas
de várzea, baixadas e áreas de nascentes.

Página 37: Gleissolos (Continuação)

A página detalha a classificação dos Gleissolos na Amazônia:


 Gleissolos Melânicos: Possuem um horizonte superficial escuro, rico em
matéria orgânica.
 Gleissolos Háplicos: A forma mais comum, sem as características específicas
dos outros tipos.
 Gleissolos Tiomórficos: Contêm sulfetos e são extremamente ácidos quando
drenados (solos sulfatados ácidos). É apresentada uma foto de um perfil de
Gleissolo Melânico em área de várzea no Amazonas, ilustrando a cor escura do
horizonte superficial.

Página 38: Organossolos

A seção sobre Organossolos começa aqui. Estes são solos orgânicos, constituídos
primariamente por restos vegetais em diferentes estágios de decomposição. Formam-se
em ambientes de várzea e depressões mal drenadas onde a velocidade de acúmulo de
matéria orgânica supera a de decomposição. São solos leves, porosos e com alta
capacidade de retenção de água.

Página 39: Organossolos (Continuação)

Detalha os tipos de Organossolos encontrados na Amazônia, como os Organossolos


Fólicos (formados por acúmulo de serrapilheira sobre rocha) e os Organossolos
Tiomórficos, que, assim como os Gleissolos, apresentam materiais sulfídricos. A
discussão enfatiza sua importância para a regulação do ciclo do carbono e como habitats
específicos, mas também sua fragilidade e os riscos de subsidência (rebaixamento do
terreno) e emissão de gases de efeito estufa quando drenados para uso agrícola.

Página 40: Vertissolos

Esta página introduz os Vertissolos, solos argilosos que se caracterizam pela alta
capacidade de contração (formando fendas profundas na seca) e expansão (com a
umidade). São formados a partir de rochas ricas em argilominerais expansivos. Na
Amazônia, sua ocorrência é mais restrita, aparecendo em áreas específicas do Marajó,
Roraima e sul do Amazonas.

Página 41: Vertissolos (Continuação) e Plintossolos

Continua a descrição dos Vertissolos, mencionando sua alta fertilidade natural, mas
também os desafios de manejo devido às suas propriedades físicas (muito pegajosos
quando úmidos e duros quando secos). A segunda metade da página inicia o capítulo
sobre os Plintossolos, solos caracterizados pela presença expressiva de "plintita", uma
formação rica em ferro e pobre em húmus que endurece de forma irreversível quando
exposta a ciclos de umedecimento e secagem.

Página 42: Plintossolos (Continuação)

Aprofunda a gênese da plintita, explicando que ela se forma em ambientes com


flutuação do lençol freático, onde o ferro se segrega e concentra. A página descreve as
consequências do endurecimento da plintita (formando petroplintita ou "canga"), que
cria uma camada restritiva para o crescimento de raízes e a infiltração de água.
Página 43: Plintossolos (Continuação)

Apresenta a classificação dos Plintossolos em:

 Plintossolos Pétrico: Onde a camada endurecida (petroplintita) já está presente


na superfície ou a pouca profundidade.
 Plintossolos Argilúvicos: Possuem um horizonte B textural além da plintita.
 Plintossolos Háplicos: A forma mais comum, sem outras características
distintivas. Inclui uma foto de um barranco com plintita não endurecida (cores
avermelhadas e amareladas mosqueadas).

Página 44: Ambientes e Distribuição Geográfica dos Solos

Esta página marca o início de uma nova seção, focada na distribuição dos solos pelos
diferentes ambientes da Amazônia. O texto explica que a paisagem amazônica não é
homogênea, sendo dividida em três grandes unidades geomorfológicas:

1. Planícies Fluviais (Várzeas e Igapós)


2. Terraços Fluviais
3. Planalto Dissecado (Terra Firme) A distribuição dos solos está intimamente
ligada a essas unidades.

Página 45: Solos das Planícies Aluviais (Várzeas)

Descreve os solos das planícies de inundação, as várzeas. Menciona que são áreas de
sedimentação ativa, resultando em solos jovens e, no caso dos rios de água branca, com
alta fertilidade natural. As principais classes de solo são os Neossolos Flúvicos e os
Gleissolos, com a ocorrência de Organossolos em depressões.

Página 46: Solos dos Igapós e dos Terraços

Discute os solos dos Igapós, que são planícies inundadas por rios de águas pretas ou
claras. Ao contrário das várzeas, os solos aqui são arenosos e extremamente pobres,
como os Neossolos Quartzarênicos e Espodossolos. Em seguida, aborda os Terraços
Fluviais, áreas mais antigas e elevadas que as várzeas, onde os solos são mais evoluídos
e intemperizados, com predomínio de Argissolos e Latossolos.

Página 47: Solos da Terra Firme

O foco passa para a "Terra Firme", que corresponde à maior parte da bacia amazônica.
Esta paisagem é formada por planaltos antigos e dissecados. Os solos predominantes
são os Latossolos (principalmente Amarelos e Vermelho-Amarelos) e os Argissolos,
que são profundos, ácidos e de baixa fertilidade.

Página 48: Solos da Terra Firme (Continuação)

Continua detalhando os solos da Terra Firme, explicando que, apesar da baixa


fertilidade química, suas boas condições físicas (profundos, bem drenados) permitem o
desenvolvimento da exuberante floresta amazônica, que se sustenta por um eficiente
sistema de ciclagem de nutrientes. Inclui um mapa esquemático da distribuição das
principais ordens de solo na Amazônia.

Página 49: As Terras Pretas de Índio (TPI)

Inicia um dos tópicos mais importantes do capítulo: as Terras Pretas de Índio. Descreve-
as como solos antrópicos, ou seja, criados ou modificados pela ação humana no período
pré-colombiano. São manchas de solos escuros, férteis, que contrastam fortemente com
os solos adjacentes (Latossolos e Argissolos).

Página 50: Características das TPI

Detalha as principais características que diferenciam as TPIs dos solos circundantes:

 Cor escura: Devido ao alto teor de matéria orgânica rica em carbono pirogênico
(biochar).
 Fertilidade elevada: Altos teores de Fósforo (P), Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e
outros nutrientes.
 pH mais elevado: Menos ácidos que os solos da região.
 Presença de artefatos: Fragmentos de cerâmica são comuns, evidenciando a
origem antrópica.

Página 51: Formação das TPI

A página discute as teorias sobre a formação das TPIs. A hipótese mais aceita é que são
resultado do acúmulo de resíduos orgânicos (restos de alimentos, excrementos, carcaças
de animais) e do uso controlado do fogo (queimadas incompletas que geram carvão) em
antigos assentamentos indígenas. Apresenta uma foto comparando um perfil de TPI
com um Latossolo adjacente.

Página 52: O Carbono Pirogênico (Biochar)

Foca no papel do carbono pirogênico (biochar) na fertilidade e estabilidade das TPIs.


Explica que este tipo de carbono é muito estável e resistente à decomposição, o que
garante a retenção de nutrientes e a melhoria das propriedades do solo por milhares de
anos. Esta é a chave para a sustentabilidade da fertilidade das TPIs.

Página 53: Distribuição e Potencial das TPI

Discute a distribuição das TPIs, que ocorrem em manchas ao longo de toda a bacia
amazônica, especialmente nas margens de rios e em áreas elevadas da terra firme.
Aborda o potencial de estudar as TPIs para desenvolver técnicas de "agricultura
inspirada", criando solos férteis e sequestrando carbono (Terras Pretas Novas).

Página 54: Solos de Roraima

Esta seção descreve as particularidades dos solos do estado de Roraima, que apresenta
uma grande diversidade de ambientes, incluindo savanas (o "Lavrado"), florestas e áreas
montanhosas. Mostra como essa variedade de paisagens resulta em uma grande
diversidade de solos.
Página 55: Solos de Roraima (Continuação)

Detalha os solos predominantes no Lavrado de Roraima, como Plintossolos, Gleissolos


e Neossolos Quartzarênicos. Em contraste, nas áreas de floresta do sul do estado,
predominam os Latossolos e Argissolos, similares ao restante da Amazônia. Nas áreas
serranas (Serra do Tepequém, Monte Roraima) ocorrem Neossolos Litólicos e
Cambissolos.

Página 56: Solos do Acre

Inicia-se a discussão sobre os solos do Acre. O estado é caracterizado por uma geologia
dominada por sedimentos da Formação Solimões, o que resulta em solos de textura
mais argilosa e com maior fertilidade natural em comparação com o escudo cristalino
do leste da Amazônia. A classe predominante é a dos Argissolos.

Página 57: Solos do Acre (Continuação)

Aprofunda a descrição dos solos acreanos. Os Argissolos Vermelho-Amarelos são os


mais comuns, sendo geralmente ácidos, mas com uma reserva de nutrientes maior que a
dos Latossolos. Também são mencionados os Latossolos, Plintossolos e Gleissolos em
diferentes porções da paisagem, assim como a ocorrência de importantes manchas de
Terra Preta de Índio na região.

Você também pode gostar