ESCOLA ESTADUAL MARIA LUIZA MIRANDA BASTOS 2025
CIÊNCIAS DA NATUREZA - BIOLOGIA 1º Bimestre
Professor(a): Alexandra Lima VÍRUS 2ºANO
Vírus
Os vírus são organismos pequenos e bastante simples que são
considerados seres vivos por alguns autores e não vivos por outros.
Para se ter ideia da dimensão desses organismos, o menor vírus de que
se tem registro possui apenas 20 nm de diâmetro, sendo ele, portanto,
menor que um ribossomo. Os vírus são conhecidos, principalmente,
por causarem várias doenças e serem considerados parasitas
intracelulares obrigatórios.
Estrutura dos vírus
Os vírus são organismos que não possuem célula (acelulares), sendo sua estrutura formada basicamente por proteínas e ácido
nucleico. A proteína forma um envoltório denominado de capsídio, que é formado por vários capsômeros e pode ser usado
como forma de classificação dos vírus. De acordo com a simetria viral, podemos classificá-los em icosaédricos, helicoidais e
complexos.
A função principal dos capsídios é proteger o material genético, que normalmente
é de apenas um único tipo (DNA ou RNA), apesar de alguns vírus apresentarem os
dois tipos (citomegalovírus). Diferente da maioria dos seres vivos, o genoma dos
vírus é bastante diferenciado, existindo organismos com DNA de dupla fita, DNA de
fita simples, RNA de dupla fita ou RNA de fita simples. Independentemente do tipo
de material genético observado, o genoma é organizado, geralmente, na forma de
uma única molécula linear ou circular.
Alguns vírus possuem ainda um envelope localizado externamente ao capsídio e
que é formado por lipídios, proteínas e carboidratos. Essa estrutura deriva do
sistema de membranas da célula parasitada e é adquirida no momento em que o
vírus é eliminado pelo processo de brotamento. Os vírus que possuem envelope
recebem a denominação de envelopados.
Os vírus são seres vivos?
Os vírus são organismos acelulares e, apesar de não possuírem célula, são extremamente dependentes dessas estruturas, uma
vez que não possuem metabolismo próprio e não apresentam nenhuma organela. Ao parasitarem uma célula, eles induzem a
produção de material genético viral e proteínas, controlando o metabolismo celular. Em face dessa característica, os vírus
recebem a denominação de parasitas intracelulares obrigatórios.
Como não possuem metabolismo fora de uma célula, e são acelulares, muitos autores não admitem que eles sejam
considerados seres vivos. Outros pesquisadores, por outro lado, consideram-nos vivos porque eles podem duplicar-se e
apresentam variabilidade genética. Outro ponto que contribui para essa última classificação é a presença de moléculas como
proteínas, lipídios e carboidratos.
Reprodução dos vírus
A reprodução dos vírus (vírions) ocorre necessariamente no interior de uma célula (hospedeiro), por isso são considerados
parasitas intracelulares obrigatórios, requerendo a utilização da estrutura celular: material genético e organelas, para sua
multiplicação e propagação.
Para o estudo e compreensão da reprodução dos vírus de DNA, é comum ter como referência o mecanismo de infestação
causado pelos bacteriófagos, vírus que atacam bactérias (procariotos).
O processo de infestação viral tem seu início a partir do reconhecimento químico das fibras presentes na cauda do vírus,
aderindo-se à membrana plasmática da célula hospedeira. Em seguida as fibras se contraem permitindo a introdução do DNA
virótico no interior da célula, sendo o capsídio (“cabeça” do vírus) e a cauda destacadas da superfície exterior.
1
Após a penetração, o material genético do vírus, conjugado ao DNA circular
bacteriano, passa a comandar as atividades metabólicas em consequência da
inativação do comando gênico da célula infectada, fracionando o cromossomo
bacteriano. Para tal incapacidade de reconhecimento, o vírus utiliza de enzimas da
própria célula, assumindo o controle das reações funcionais. Isso os torna, por
comparação, verdadeiros piratas celulares."
Desse ponto em diante, toda a síntese de transcrição passa a ser direcionada para a
produção de novos vírus. Esse é o período de biossíntese, onde o DNA viral
determinará a síntese dos componentes virais: o capsídio e as demais estruturas da
cauda.
A proliferação prossegue com o estágio de maturação e liberação dos novos vírus,
ou seja, a montagem propriamente dita dos vírions no interior do hospedeiro, com
a ruptura da parede bacteriana, por ação de enzimas digestivas, liberando-os para
reiniciar o ciclo de infestação.
O ciclo possui duração média de 30 minutos, marcados desde o instante da adesão
e introdução do DNA viral, até o instante que se rompe a parede da membrana
bacteriana propagando dezenas de novos vírions.
A reprodução dos vírus de DNA, basicamente ocorre através de dois tipos de ciclos:
o ciclo lítico e o ciclo lisogênico. Contudo, no ciclo lítico a célula hospedeira é
destruída, enquanto no ciclo lisogênico o hospedeiro é preservado.
Os vírus, como sabemos, podem reproduzir-se apenas em células hospedeiras, uma vez que não possuem enzimas
e as estruturas necessárias para a produção de proteínas. Desse modo, podemos dizer que os vírus quando estão
no ambiente sem parasitar nenhuma célula funcionam apenas como uma estrutura que contém genes.
Os vírus de RNA reproduzem-se de maneiras variadas, mas geralmente passam por algumas etapas básicas:
→ Adsorção: ocorre a interação entre a célula que será parasitada e os vírus, formando ligações entre os seres invasores e os
receptores na membrana da célula.
→ Penetração: acontece a entrada do vírus em sua totalidade ou parcialmente na célula.
→ Desnudamento: o ácido nucleico do vírus é liberado no interior da célula, separando-se do seu capsídio.
→ Biossíntese: o material genético é duplicado e ocorre a síntese das proteínas necessárias para formar o capsídio.
→ Morfogênese: acontece a organização das estruturas formadoras do capsídio e do material genético.
→ Liberação: ocorre a lise da célula e a liberação dos vírus. No caso dos envelopados, ocorre o brotamento desses organismos."
Viroses
Os vírus podem causar doenças, as quais são chamadas de viroses.
Ao parasitar uma célula humana, os vírus podem desencadear diversas doenças, as quais são genericamente chamadas de
viroses. Essas doenças podem ser fáceis de tratar, como é o caso do resfriado, ou não apresentarem cura, como é o caso da
AIDS. Além disso, podem ou não causar sintomas no indivíduo. São exemplos de doenças virais a dengue, hepatite, AIDS, raiva,
varicela, varíola, rubéola, ebola, herpes e gripe. Vale destacar que cada doença apresenta sintomas e tratamentos
diferenciados.