Camila de Castro Faustino
Luana Gabriela Carranza
Sabrina Zayn de Andrade
A visão que cada envolvido possui sobre um conflito é moldada por sua própria construção
de realidade, influenciada por experiências subjetivas, crenças e interpretações pessoais.
Segundo Gregory Bateson, os objetos de nossa experiência são criações nossas e sua
compreensão é subjetiva, não objetiva, o que significa que cada pessoa enxerga a situação
de acordo com suas próprias categorias mentais. Assim, a percepção do conflito não é uma
representação direta de uma realidade única, mas uma interpretação que depende do
sistema nervoso, das crenças e do contexto de quem observa.
Além disso, destaca-se a ideia de que as ideias e impressões que construímos sobre uma
situação são sempre uma reflexão de nossas próprias experiências e antecedentes, e não
necessariamente uma representação neutra ou universal. Cada pessoa, ao interpretar uma
disputa, traz à tona seu repertório de crenças, emoções e concepções, o que faz com que
cada visão seja única e pessoal. Essa multiplicidade de percepções revela a complexidade
de compreender um conflito de maneira isenta, já que cada parte enxerga a situação sob
uma ótica própria, condicionada por sua história e sistema de crenças.
Portanto, compreender essa diversidade de percepções é fundamental para a resolução de
conflitos, pois evidencia que não há uma única “verdade” objetiva, mas várias realidades
construídas pelos indivíduos. Esse entendimento nos leva a reconhecer a importância de
explorar as diferentes interpretações e de promover a escuta empática, buscando
compreender o mundo de cada um, conforme suas próprias categorias mentais, antes de
tentar solucionar a questão.