0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações9 páginas

HIV: Características e Tratamento

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações9 páginas

HIV: Características e Tratamento

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Sumário

Introdução........................................................................................................................................2

HIV..................................................................................................................................................3

Características gerais.......................................................................................................................3

Reprodução do vírus HIV................................................................................................................4

Tratamento Antirretroviral...............................................................................................................5

Uso de medicamentos antirretrovirais.............................................................................................7

Conclusão........................................................................................................................................8

Referência Bibliografia....................................................................................................................9
2

Introdução
Em 1983, o HIV-1 foi isolado de pacientes com AIDS pelos pesquisadores Luc Montaigner, na
França, e Robert Gallo, nos EUA, recebendo os nomes de LAV (Lymphadenopathy Associated
Virus ou Virus Associado à Linfadenopatia) e HTLV-III (Human T-Lymphotrophic Virus ou
Vírus T-Linfotrópico Humano tipo lll) respectivamente nos dois países. Em 1986, foi
identificado um segundo agente etiológico, também retrovírus, com características semelhantes
ao HIV-1, denominado HIV-2. Nesse mesmo ano, um comitê internacional recomendou o termo
HIV (Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana) para denominá-
lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres humanos.
Além disso, todos têm a capacidade de infectar linfócitos através do receptor CD4.
Aparentemente, o HIV1 e o HIV-2 passaram a infectar o homem há poucas décadas; alguns
trabalhos científicos recentes sugerem que isso tenha ocorrido entre os anos 40 e 50. Numerosos
retrovírus de primatas não-humanos encontrados na África têm apresentado grande similaridade
com o HIV-1 e com o HIV-2. O vírus da imunodeficiência símia (SIV), que infecta uma
subespécie de chimpanzés africanos, é 98% similar ao HIV-1, sugerindo que ambos evoluíram de
uma origem comum. Por esses fatos, supõe-se que o HIV tenha origem africana. A pesquisa
genética indica que o HIV surgiu no ventro-oeste da África duramte o início do século XX. Neste
trabalho falaremos do HIV, suas características gerais, reprodução e tratamento antirretroviral.
3

HIV
Os vírus são agentes infecciosos acelulares que, fora das células hospedeiras, são inertes, sem
metabolismo próprio, mas dentro delas, seu ácido nucléico torna-se ativo, podendo se reproduzir.
HIV é a sigla em inglês do vírus da Imunodificiência Humana (human immunodeficiency
virus), que é Causador da SIDA, ataca o sistema imunologico, responsável por defender o
organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+ e é alterando o DNA
dessa célula que o HIV faz cópia de si mesmo. Depos de-se multiplicar, rompe os linfócitos em
busca de outros para continuar a infecção.
Ter o Hiv não é a mesma coisa ter SIDA. Há muitos soropositivos que vivem anos sem
apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas pode transmitir o vírus a outras pessoas
por diversas formas.
Características gerais
O HIV é um retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e subfamília
Lentivirinae. Pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e não-oncogênicos que necessitam,
para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa, responsável pela
transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode, então, integrar-se ao genoma do
hospedeiro.

O HIV é um ser extremamente pequeno, acelular, consrituído por uma cápsula de proteína e
material genético do tipo RNA. Parasita intracelular obrigatório e responsável pela SIDA.
Quanto ás estruturas morfológicas do vírus do HIV incluem proteinas estruturais e funcionais e
um genoma de RNA protegidos pelo envelope viral. O envelope é constituído por uma bicamada
4

lipídica e contém uma proteina complexa. tem um nucleoide cilíndrico no vírion maduro. O
genoma do HIV possui cerca de 9.8 kb, sendo constituído por três genes principais: gag e env, e
seis genes regulatórios. O gene pol codifiva as enzimas virais.
O vírus HIV tem longo período de incubação até que os primeiros sintomas sejam notados;
Enfraquece o sistema imunológico;
Capacidade de destruir as células de defsa do organismo.
O HIV é bastante lábil no meio externo, sendo inativado por uma variedade de agentes físicos
(calor) e químicos (hipoclorito de sódio, glutaraldeído). Em condições experimentais
controladas, as partículas virais intracelulares parecem sobreviver no meio externo por até, no
máximo, um dia, enquanto que partículas virais livres podem sobreviver por 15 dias, à
temperatura ambiente, ou até 11 dias, a 37ºC.

Reprodução do vírus HIV

Como todos os vírus, o vírus da imunodeficiência humana (HIV) reproduz-se (replica) utilizando
a estrutura genética da célula que infecta, geralmente um linfócito CD4+.
Inicialmente, o vírus HIV adere e penetra sua célula alvo.
O HIV libera RNA, que constitui o código genético do vírus, no interior da célula. Para o vírus
replicar, seu RNA deve ser convertido para DNA. O RNA é convertido por uma enzima
5

chamada transcriptase reversa (produzida pelo HIV). O vírus HIV sofre uma mutação fácil nesse
ponto, porque a transcriptase reversa tende a cometer erros durante a conversão do RNA viral em
DNA.
O DNA viral entra no núcleo da célula. Com a ajuda de uma enzima chamada integrase
(igualmente produzida pelo HIV), o DNA viral funde-se com o DNA da célula. O DNA da célula
infectada agora produz RNA viral assim como proteínas que são necessárias para formar um
novo HIV. Forma-se um novo vírus a partir do RNA e de segmentos curtos de proteína.

O vírus é liberado (germina) através da membrana da célula, envolvendo-se em um fragmento


desta e apertando a célula infectada. Para ser capaz de infectar outras células, o vírus recém-
formado tem de amadurecer. Ele amadurece quando outra enzima do HIV (a protease do HIV)
corta as proteínas estruturais dentro do vírus, fazendo com que estas se reorganizem.
Os medicamentos usados para tratar a infecção pelo HIV foram desenvolvidos com base no ciclo
de vida do HIV. Esses medicamentos inibem as três enzimas (transcriptase reversa, integrase e
protease) que o vírus utiliza para se reproduzir ou para se anexar às células e entrar nelas.

Tratamento Antirretroviral
Antirretrovirais são medicamentos utilizados para o tratamento de infecções por retrovírus,
especialmente e o vírus da imunodeficiência humana (HIV/VIH).
Os medicamentos antirretrovirais usados para tratar a infecção pelo vírus da imunodeficiência
humana (HIV) têm por objetivo:
Reduzir a quantidade de RNA do HIV (carga viral) no sangue até um valor indetectável
Restaurar a contagem de CD4 a um nível normal.

Várias classes de medicamentos antirretrovirais são utilizadas em conjunto para tratar a infecção
pelo HIV. Esses medicamentos bloqueiam a penetração do HIV em células humanas ou
bloqueiam a atividade de uma das enzimas de que o HIV precisa para se replicar dentro de
células humanas e/ou integrar seu material genético ao DNA humano.

Os medicamentos são agrupados em classes com base na forma como agem contra o HIV:
6

 Inibidores da transcriptase reversa impedem a transcriptase reversa do HIV de


converter RNA de HIV em DNA. Há três tipos desses medicamentos: nucleosídeo,
nucleotídeo e não nucleosídeo.
 Os inibidores de protease impedem que a protease ative certas proteínas no interior dos
vírus recém-produzidos. O resultado é um HIV imaturo e defeituoso que não infecta
novas células.
 Inibidores de entrada (fusão) impedem o HIV de entrar nas células. Para entrar na
célula humana, o HIV deve se ligar a um receptor CD4 e outro receptor, tal como o
receptor CCR5. Um tipo de inibidor de entrada, inibidor de CCR-5, bloqueia o receptor
de CCR-5 impedindo que o HIV entre nas células humanas.
 Inibidores pós-fixação também impedem o HIV de entrar nas células, mas de forma
diferente dos inibidores de fusão. Estes são usados principalmente para infecção por HIV
resistente a vários outros medicamentos.
 Os inibidores da integrase impedem a integração do DNA do HIV ao DNA humano.
 Os inibidores de fixação impedem o HIV de se ligar às células T do hospedeiro e a
outras células do sistema imunológico, impossibilitando, assim, sua entrada nas células.

Esses medicamentos impedem a replicação do HIV em células e reduzem significativamente a


quantidade de HIV no sangue ao longo de alguns dias a semanas. Se a velocidade replicação
diminuir o suficiente, a destruição de linfócitos CD4+ pelo HIV diminui e a contagem de CD4
começa a subir. Como resultado, muito do dano ao sistema imunológico causado pelo HIV pode
ser revertido. Os médicos podem detectar essa reversão ao medir a contagem de CD4, que
começa a retornar para níveis normais ao longo de semanas a meses. A contagem de CD4
continua a aumentar por vários anos, mas a uma taxa mais lenta.
O diagnóstico precoce de infecção por HIV é importante, pois permite aos médicos identificarem
pessoas com infecção por HIV antes que sua contagem de células CD4 diminua demais. Quanto
mais cedo a pessoa começar a tomar medicamentos antirretrovirais, mais rapidamente sua
contagem de CD4 poderá aumentar e mais alta a contagem poderá ser.
O HIV invariavelmente desenvolve resistência a alguns desses medicamentos quando eles são
usados isoladamente. A resistência pode começar passados poucos dias ou vários meses de
7

utilização, dependendo dos medicamentos e do vírus. O HIV se torna resistente a medicamentos


por causa de mutações que ocorrem quando ele se replica.
O tratamento é mais eficaz quando são administrados dois ou mais medicamentos combinados.
Essas combinações de medicamentos são muitas vezes conhecidas como terapia antirretroviral
combinada (TARc.

Uso de medicamentos antirretrovirais


O tratamento antirretroviral é benéfico somente se os medicamentos forem tomados dentro da
programação. Perder doses permite que o vírus se reproduza e desenvolva resistência. O
tratamento não consegue eliminar o vírus do organismo, embora o nível de HIV muitas vezes
diminua tanto que não é possível detectá-lo no sangue ou em outros líquidos ou tecidos. Um
nível indetectável é a meta do tratamento. Se o tratamento parar, o nível de HIV aumenta e a
contagem de CD4 começa a cair.
O melhor momento para começar um tratamento com antirretrovirais é o quanto antes, mesmo se
as pessoas não estiverem doentes e sua contagem de CD4 ainda estiver acima de 500 (o normal é
500 a 1.000). Os médicos costumavam aguardar até que a contagem de CD4 estivesse abaixo de
500 para começar um tratamento com antirretrovirais. No entanto, pesquisas mostraram que as
pessoas que são prontamente tratadas com medicamentos antirretrovirais têm menos
probabilidade de desenvolver complicações relacionadas à AIDS e de morrer em consequência
delas.
8

Conclusão
Com essas pesquisas feitas sobre o HIV, concluímos que o HIV é a sigla em inglês do vírus da
Imunodificiência Humana (human immunodeficiency virus), que é Causador da SIDA, ataca o
sistema imunologico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais
atingidas são os linfócitos T CD4+ e é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópia de si
mesmo. Depos de-se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a
infecção.
Os medicamentos usados para tratar a infecção pelo HIV foram desenvolvidos com base no ciclo
de vida do HIV. Esses medicamentos inibem as três enzimas (transcriptase reversa, integrase e
protease) que o vírus utiliza para se reproduzir ou para se anexar às células e entrar nelas. Esses
medicamentos são chamados de Antirretroviral. ter o Hiv não é a mesma coisa ter SIDA. Há
muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas
pode transmitir o vírus a outras pessoas por diversas formas.
9

Referência Bibliografia
[Link]
[Link]
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico HIV Aids. Secretaria de Vigilância em
Saúde, 2018.
[Link]
%C3%ADrus-da-imunodefici%C3%AAncia-humana

[Link]
pelo-v%C3%ADrus-da-imunodefici%C3%AAncia-humana-hiv/tratamento-antirretroviral-da-
infec%C3%A7%C3%A3o-pelo-v%C3%ADrus-da-imunodefici%C3%AAncia-humana-hiv
[Link]

Você também pode gostar