1.
Introdução
A ficha de leitura em ilusao circunscreve-se no âmbito do cumprimento do plano
curricular do curso de Licenciatura em Ensino de Ingles na cadeira de Praticas
Pedagógicas Gerais, tem como objecto em estudo em questão; A escola e seus
componentes Organizacionais, Método e técnicas de recolha de [Link] da escolar e
seus componentes organizacionais significa falar de uma organização sistémica aberta,
isto é, em um conjunto de elementos (pessoas, com diferentes papéis, estrutura de
relacionamento, ambiente físico, etc.) que interagem e se influenciam mutuamente,
desta forma, qualquer mudança em qualquer dos elementos da escola produz mudança
nos outros elementos, mudança essa que provoca novas mudanças no elemento
iniciador, e assim sucessivamente. Por outro lado mencionar os métodos e técnicas de
colecta de dados no presente estudo e
crucial pois são ferramentas de máxima importância para incrementar o conhecimento e,
deste modo, promover o progresso científico permitindo ao Homem um relacionamento
mais eficaz com o seu ambiente, atingindo os seus fins e resolvendo os seus conflitos,
através de recolhas planeadas, sistemáticas e respectiva interpretação de dados.
[Link]
[Link] Geral
Compreender a organização da escola
Conhecer as técnicas de recolha de dados
[Link] Específicos
Caracterizar a organização e o funcionamento escolar.
Descrever as técnicas de recolha de dados.
Identificar as funções do professor.
Apresentar o significado do bom professor
1.2.2. Metodologia:
Para o efeito do presente trabalho recorremos ao método de pesquisa bibliográfica como
o método crucial para a concretização do mesmo.
2. A Escola e seus componentes Organizacionais
Toda instituição necessita de uma estrutura de organização interna, a escola também é
uma instituição e por isso também tem uma estrutura organizacional, geralmente
prevista no regimento Escolar ou em legislação específica estadual. Essa estrutura é
comummente representada geralmente num organograma um tipo de gráfico que mostra
a inter-relações entre os vários sectores e funções de uma organização ou serviço. O
Regulamento geral do ensino básico apresenta a seguinte estrutura organizativa
(REGEB, 2011);
[Link]ção e funcionamento da escola
[Link] escolas funcionam os seguintes:
Órgãos Executivos:
Direcção de escola
A Direcção de escola é um órgão directivo composto pelo Director da escola, Director
Adjunto da Escola, Chefe de Secretaria, e Chefe de Internato.
Colectivo de Direcção
O colectivo de direcção é um órgão consultivo, composto pelo Director, Director
Adjunto Pedagógico, Chefe de Secretaria, Chefe do Internato.
2.2. São órgãos de consulta da Escola:
Conselho de Escola
O conselho da escola é o órgão máximo do estabelecimento e tem como funções: ajustar
as directrizes e metas estabelecidas, a nível central e local, à realidade da escola;garantir
a gestão democrática, solidária e co-responsável.
Do Conselho da Escola fazem parte:
Director da escola; representantes dos professores; representantes do pessoal
administrativo;
Representantes dos pais/encarregados de educação; representantes da comunidade;
representantes dos alunos.
Compete ao Conselho da Escola:
Aprovar o Plano de desenvolvimento da escola e garantir a sua implementação;
Aprovar o Plano anual da escola e garantir a sua implementação;
Aprovar o regulamento interno da escola e garantir a sua aplicaçã
Conselho Pedagógico
O Conselho Pedagógico é o órgão de apoio técnico, científico e metodológico do
Director da Escola em matéria pedagógica.
Compõem o conselho Pedagógico
Director da escola;
Director-Adjunto Pedagógico;
Coordenadores de Ciclos;
Coordenadores de áreas.
Compete ao Conselho Pedagógico:
Organizar o processo docente, metodológico e educativo;
Garantir e controlar a aplicação dos programas, das metodologias de ensino e da
avaliação da aprendizagem superiormente definidas;
Assegurar o cumprimento das Normas de organização, avaliação e direcção
escolar no estabelecimento;
Analisar o aproveitamento dos alunos e turmas e recomendar as medidas que se
revelarem necessárias;
Assembleia Geral da Escola;
A Assembleia Geral é um órgão de consulta e de informação global promovida pelo
Director da instituição que a preside, coadjuvado pelos restantes membrosda Direcção
(REGEB, 2011).
Compõem a Assembleia Geral :
Os membros do Conselho de Escola;
Os membros da Direcção;
As autoridades locais (Líder Comunitário, Secretário de bairro, Autoridade
Tradicional e outros);
Os professores;
Os alunos; outros trabalhadores da instituição.
Assembleia Geral da Turma;
A Assembleia Geral de Turma é uma reunião convocada e dirigida pelo Director de
Turma onde participam os pais/encarregados de educação, os professores da turma,
os alunos e outros intervenientes do Processo de Ensino e Aprendizagem,se necessário
( REGEB, 2011).
Conselho Geral de Turma;
O Conselho de Turma é o órgão que contempla a organização, acompanhamento e
avaliação da aprendizagem e comportamento dos alunos, elaborando estratégias para o
sucesso educativo e escolar dos alunos. O Conselho de Turma é constituído por todos os
professores da turma, pelos representantes dos alunos (chefe e adjunto chefe), pelo
representante dos pais e encarregados de educação dos alunos da turma.
( REGEB,2011).
2.2.O Professor e a Escola, e suas funções
[Link] e suas funções
São várias as funções desempenhadas pelos professores no contexto escolar. Deste
modo encontra-se presente, abaixo, as várias funções do professor: Conteúdo
funcional estatuto da carreira docente (Decreto-Lei n.º 75/2011), apud (REGEB, 2011)
São funções do pessoal docente numa forma geral:
Leccionar as disciplinas, matérias e cursos;
Planear, organizar e preparar as actividades lectivas dirigidas à turma ou grupo
de alunos nas áreas disciplinares ou matérias que lhe sejam distribuídas;
Conceber, aplicar, corrigir e classificar os instrumentos de avaliação das
aprendizagens e participar no serviço de exames e reuniões de avaliação;
Elaborar recursos e materiais didáctico-pedagógicos e participar na respectiva
avaliação;
Promover, organizar e participar em todas as actividades complementares,
curriculares e extracurriculares, incluídas no Plano de actividades ou projecto
educativo da escola, dentro e fora do recinto escolar;
Organizar, assegurar e acompanhar as actividades de enriquecimento curricular
dos alunos;
Assegurar as actividades de apoio educativo, executar os planos de
acompanhamento de alunos determinados pela administração educativa e
cooperar na detecção e acompanhamento de dificuldades de aprendizagem;
Acompanhar e orientar as aprendizagens dos alunos, em colaboração com os
respectivos pais e encarregados de educação;
Facultar orientação e aconselhamento em matéria educativa, social e profissional
dos alunos, em colaboração com os serviços especializados de orientação
educativa;
Participar nas actividades de avaliação da escola;
Orientar a prática pedagógica supervisionada a nível da escola;
Organizar e participar, Como formando ou formador, em acções de formação
contínua e especializada;
Desempenhar as actividades de coordenação administrativa e pedagógica.
2.2.2.O bom professor
Desde sempre houve a preocupação de identificar o perfil do professor ideal, ou seja, do
“bom” professor, e de descobrir as técnicas e os métodos de intervenção pedagógica
mais eficazes.
A verdade é que não existe, apesar de tudo, um consenso universal relativamente à ideia
do que se possa considerar um bom [Link] inquérito realizado sobre o bom
professor, por um grupo de estudantes da Universidade de Aveiro (FERNANDES,
1980), com 300 alunos da escola primária, do ciclo e do secundário e algumas dezenas
de futuros professores, revelou que:
Alunos do Ensino Básico (escola primária e ciclo); “Um bom professor é um professor
que ensina bem e não bate, também ensina a brincar e não a castigar os meninos e as
meninas.”; um bom professor é aquele que explica as coisas e nós entendemos, porque
ele é calmo e explica tudo, sem ralhar e sem bater, de modo a que os alunos percebam;
um bom professor explica bem toda a matéria de maneira a que todos os
alunos compreendam bem. Não bate com violência, não castiga nem envergonha
os alunos.
Alunos do Ensino Secundário; um bom professor é aquele que é capaz de manter a
ordem, a disciplina na aula com diálogo entre ele e os alunos, sem violências, que não
dá a matéria uma seguida da outra e só quando todos os alunos souberem é que avança ,
não faz distinções entre os alunos; “Um bom professor nunca deve desprezar os alunos
pobres e envergonhá-los frente aos colegas, deve avaliar os alunos, tendo em conta o
seu comportamento, trabalho e inteligência e não olhar às famílias, amizades [Link]
síntese, parece que aspectos como relação professor/aluno e interesse e compreensão
dos professores, associados às características pessoais destes (firme, disciplinador, justo,
amigo,sempre disponível para ajudar) são características a ter em atenção na formação
contínua desses profissionais.
3.Métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados
O debate acerca do papel do pesquisador e suas técnicas de investigação prepara o
terreno para a discussão das questões envolvidas na colecta de dados.
Os passos dessa colecta inluem recolher informações através de observações e
entrevistas, documentos e materiais visuais, bem como estabelecer protocolos para
registar e produzir informações.
Os dados são o resultado final dos processos de observação e experimentação. Sendo
assim, a colecta de dados é um procedimento lógico da investigação empírica que
consiste em seleccionar técnicas de recolha e tratamento da informação adequadas,
ponderando a sua utilização para fins específicos.
3.1.Técnicas de recolha de dado
Antes de adentrarmos em cada uma das técnicas que apresentaremos abaixo, é preciso
mencionar que há adequações procedimentais quanto ao tipo de dado, podendo ser
qualitativo/quantitativo ou documental/não-documental. Essas diferenças implicam
processos distintos em uma investigação científica. Antes de entrar em campo, os
pesquisadores planejam sua colecta de dados. A proposta deve identificar que tipo de
dados o pesquisador vai registar e os procedimentos para registá-los.
Dados qualitativos: “Os dados qualitativos representam a informação que identifica
alguma qualidade, categoria ou característica, não susceptível de medida, mas de
classificação, assumindo várias modalidades.” (MORAIS, 2010, p. 8).
Dados quantitativos: “Os dados quantitativos representam informação resultante de
características susceptíveis de serem medidas, apresentando-se com diferentes
intensidades, podendo ser de natureza descontínua (ou discreta) ou contínua.”
(MORAIS,2010, p. 9)
3.1.1.Técnicas Não-Documentais
[Link].A observação
A observação é sistematicamente organizada em fases, aspectos, lugares e pessoas,
relaciona com proposições e teorias sociais, perspectivas científicas e explicações
profundas e é submetida ao controle de veracidade, objectividade, fiabilidade e precisão.
(AIRES, 2015). O método de recolha de dados por observação é um método em que o
investigador observa os
participantes no seu ambiente natural ou contextos “artificiais” criados para o efeito, co
mo os laboratórios.
Observação Quantitativa
Neste caso, o processo de recolha de dados é completamente normalizado, tudo é
planejadamente regularizado (quem e o que se observa), existindo
grelhas padronizadas de registro, como na utilização de procedimentos de amostragem
ou de ocorrênciade determina do comportamento. o entrevistado, caso contrário, os
resultados obtidos vão ter pouca credibilidade.
Entrevistas Quantitativas
São entrevistas padronizadas ou estruturadas, que usam questões fechadas em que o
entrevistado tem um protocolo de entrevista que é aplicado a todos os participantes.
Nesse caso, o protocolo de entrevista é muito semelhante a um questionário,sendo que a
principal diferença é que as questões são lidas pelo entrevistador (típico nas entrevistas
presenciais ou telefónicas).
Entrevista Qualitativa: São entrevistas baseadas em perguntas abertas, podendo estas
dividirem-se em 3 tipos:
conversação informal (mais ou menos estruturada), guia de entrevista/semi-
estruturada (inclui um protocolo, que não tem de ser aplicado de forma ordenada),
aberta padronizada, em que a formulação das questões pode ser alterada, bastando para
tanto que se extraia as visões e as opiniões dos participantes. Ou seja, não se trata de um
simples registro de falas já que “o papel do entrevistador deve ser reflexivo, pois a
renegociação permanente das regras implícitas ao longo da interacção conduz à
produção de um discurso polifónico.” (AIRES, 2015, p. 32).
[Link].O questionário
O questionário, um dos métodos mais usados na área dos estudos educacionais, é um
instrumento de recolha de dados por meio de um número limitado de perguntas que são
auto preenchidas pelos participantes. Normalmente, o que se deseja medir é o nível de c
oncordâcia ou não concordância à afirmação. O formato típico das escalas de Likert é
constituído por 5 níveis:
1. Não concordo totalmente, 2. Não concordo parcialmente, 3. Indiferente, 4. Concordo
parcialmente, 5. Concordo totalmente
[Link]. Testes
Esta técnica de recolha de dados está relacionada com a investigação quantitativa, uma
vez que os objectivos deste tipo de investigação se concentram principalmente com a
“testagem”de hipóteses e de correlações estatísticas e causais entre fatos. É considerada
uma
atécnica poderosa, visto que existem inúmeros testes validados, de domínio público, que
permitem arecolha de dados numéricos. O recurso a esta técnica incluem testes, cujas
características apresentam pontos em comum, nomeadamente as medidas padronizadas,
como nos testes deaptidão e de personalidade.
3.2.Técnicas Documentais
Segundo L. Aires, podemos levantar dois tipos de documentos a serem pesquisados para
a recolha de dados: os documentos oficiais e os documentos pessoais. Os documentos
oficiais proporcionam “informação sobre as organizações, a aplicação da autoridade, o p
oder das instituições educativas, estilos de liderança, forma de comunicação com os
diferentes actores da comunidade educativa, etc. Já os documentos pessoais integram as
narrações produzidas pelos sujeitos que descrevem as suas próprias acções,
experiências, crenças, etc.” (AIRES, 2015,p. 42)
[Link]ória de Vida
A história de vida é um tipo de relato que apresenta um carácter geral e é suscitada pelo
investigador para fazer “uma análise da realidade vivida pelos sujeitos, conhecera
cultura de um grupo humano ou compreender aspectos básicos do comportamento
humano e das instituições.”(AIRES, 2015, p. 41). As fases mais importantes de análise
da informação são:
Depois de produzidos eregistados, os relatos são transcritos e analisados;
Através da leitura do
documento,o protagonista corrige, completa e interpreta a sua narrativa sob a orientação
o investigador e aseguir, auto-critica-a.” (aires, 2015, p. 41-42).
Estes dados podem ser reduzidos e transformados, quantitativa ouqualitativamente, de
forma diferente. Neste último caso, utilizam-se códigos, resumos,memorandos,
metáforas, etc.” (AIRES, 2015, p. 46). Nesse sentido, a técnica da análise documental
é caracterizada por um processo dinâmicoao permitir representar o conteúdo
documental de uma forma distinta da original, gerando assimum novo documento. Ou
seja, essa técnica permite criar uma informação nova (secundária)fundamentada no
estudo das fontes de informação primária, em um processo que relaciona adescrição
bibliográfica, a classificação, a elaboração de anotações e de resumos, e a
transcriçãotécnico-científica.
3.3.Técnicas e formas de análise de documentos e informação
Os procedimentos básicos da análise dos dados são;
Selecção:
Exame minucioso dos dados. Verificação crítica que tem por finalidadedetectar falhas
ou erros, evitando informações confusas, distorcidas, incompletas, que
podem prejudicar o resultado da pesquisa, como a grande quantidade de dados desorden
ados e asinstruções mal compreendidas;
Codificação:
Operação utilizada para classificar os dados que se relacionam. Com acodificação, os
dados são transformados em símbolos, podendo depois ser tabelados e
contados(atribuição de códigos, números e letras);
Tabulação:
Disposição dos dados em tabelas, quadros e gráficos para facilitar averificação das
interrelações entre eles.
Análise:
Actividade intelectual que busca dar um significado amplo às respostas,vinculando-se a
outros conhecimentos e teorias. Em outras palavras, trata-se da exposição einterpretação
do significado do material apresentado.É preciso ressaltar que a validação dos dados de
pesquisa ocorre em cada um desses procedimentos básicos. São eles que vão
proporcionar a precisão e acredibilidade dos resultadosde análise.
[Link]ão
Após uma pesquisa exaustiva chegamos a concluir que a escola constitui-se em
umaorganização sistémica aberta, isto é, em um conjunto de elementos pessoas, com
diferentes papéis, estrutura de relacionamento, ambiente físico, que interagem e se influ
enciammutuamente. A escola e constituída de dois órgãos; órgãos executivos que nela
encontramos adirecção de escola e o colectivo de direcção e o segundo órgãos de
consulta da Escola que ecomposto pelo conselho de escola; conselho pedagógico;
assembleia-geral da escola; assembleia-geral da turma; conselho geral de [Link]
por outro lado concluímos que o professor é, naturalmente, a figura chave daescola para,
além de promover a transmissão de conhecimentos promover o desenvolvimento
dehábitos, atitudes, interesses, ideais, valores nos educandos. Mais ainda, dado seu
contacto deforma sistemática e constante com os alunos, e sua posição de influência
sobre eles, cabe-lhevirtualmente a tarefa de promover a formação integral dos mesmos.
Somente o professor, emnossa estrutura escolar, acha-se em posição de actuar
sistemática e continuamente junto aoeducando, e de observar-lhe as reacções,
tendências, interesses, características pessoais em geral,em situações naturais de ensino-
aprendiz agem.
[Link]ências Bibliográficas
AIRES, L.
Paradigma qualitativo e práticas de investigação educacional
. Lisboa: UniversidadeAberta, [Link], E.
Perfil psicossociológico e analítico do professor humanista.
Revista daMINED.
Regulamento Geral do Ensino Básico-REGEB
, 2011MORAIS, C.
Descrição, análise e interpretação de informação quantitativa
: Escalas de medida,estatística descritiva e inferência estatística. Bragança, Escola
Superior de Educação
InstitutoPolitécnico de Bragança, 2010. Universidade de Aveiro, Aveiro, 1980, p. 35-
62.