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Cálculo Integral: Primitivas e Métodos

O documento aborda o cálculo integral, incluindo definições de primitiva e integral indefinido, métodos de integração como substituição e por partes, e aplicações de integrais definidas e indefinidas. Também apresenta teoremas e propriedades das integrais, além de exemplos e exercícios práticos para aplicação dos conceitos. O conteúdo é estruturado em partes teóricas e exercícios, abrangendo desde funções elementares até integrais impróprias e suas aplicações em economia.

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Cálculo Integral: Primitivas e Métodos

O documento aborda o cálculo integral, incluindo definições de primitiva e integral indefinido, métodos de integração como substituição e por partes, e aplicações de integrais definidas e indefinidas. Também apresenta teoremas e propriedades das integrais, além de exemplos e exercícios práticos para aplicação dos conceitos. O conteúdo é estruturado em partes teóricas e exercícios, abrangendo desde funções elementares até integrais impróprias e suas aplicações em economia.

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Tema 4: Cálculo Integral

Cálculo Integral. Primitiva de uma Função. Integral Indefinido. Regras de Integração.


Método de Substituição. Método de Integração por partes. Integral de Expressões
contendo o Trinómio Quadrático. Integração de Expressões Racionais. Aplicações
do Integral Indefinido. Integral Definido. Integral Definido como Limite de Soma
Integral. Cálculo de Integrais Definidos. Integral Impróprio. Aplicações do Integral
Definido. Interpretação de Funções Marginais. Valor Médio de uma Função. Volume
de um Sólido de Revolução. Excedente do Produtor. Excedente do Consumidor. Valor
Futuro de um Fluxo de Renda. Valor Presente de um Fluxo de Renda. Montante de
uma Anuidade. Valor Presente de uma Anuidade. Perpetuidades. Valor Presente de
uma Perpetuidade
Algumas considerações teóricas
1. Primitiva e Integral indefinido

Parte A
Definição 1: Se D é um conjunto de números reais e f é uma função de D em R, diz-se que
uma função F de D em R é uma primitiva de f se a derivada de F for igual a f, isto é F’(x) =
f(x). Se f tiver uma primitiva, diz-se que f é primitivável.

Exemplo: Determinar a primitiva da função f  x   3x 2 .

Segundo a definição, verifica-se imediatamente que a primitiva de f  x   3x 2 é


3 
F  x   x 3 . Visto que x   3x .
2

Observa-se facilmente que se a função f(x) admite uma primitiva, esta não é única.

Assim no exemplo precedente, poderíamos tomar como primitivas as funções seguintes:


F x   x 3 , F x   x 3  1 , F x   x 3  5

ou em geral F x   x 3  C (onde C é uma constante arbitrária).

Teorema 1: Se F1 e F2 são quaisquer duas primitivas de f, no intervalo D, a sua


diferença é uma constante.

Definição 2: Chama-se integral indefinida da função f(x) e denota-se por  f ( x) dx a toda


expressão da forma F x   C , em que F x  é uma primitiva de f(x). Assim por definição,
 f ( x) dx  F ( x)  C , se F ( x)  f ( x) .

A integral também é conhecida como anti derivada.

A partir da definição da integral podemos constatar o seguinte:

1. A derivada dum integral indefinido é igual a função a integrar, isto é, se F ( x)  f ( x)

 
 
então  f ( x) dx  F ( x)  C   f ( x) .

2. O diferencial dum integral indefinido é igual à expressão sob o sinal de integral


 
(soma) d  f ( x) dx  f ( x)dx .

3. O integral indefinido do diferencial duma certa função é igual à soma desta função e
duma constante arbitrária  dF ( x )  F ( x )  C

 Propriedades do integral indefinido


Teorema 2. O integral indefinido da Soma algébrica de duas ou várias funções é igual à
soma algébrica dos seus integrais.   f ( x)  g ( x) dx   f ( x)dx   g  x dx .

Teorema 3. O integral indefinido do produto de uma constante por função é igual ao


produto da constante pela integral da função.  kf ( x) dx  k  f ( x)dx .

 Primitivas de algumas funções elementares

Nas fórmulas que se segue C designa uma constante arbitrária:

x 1 dx
1.  x dx 

C    1 2.  x
 ln x  C
 1
3.  senxdx   cos x  C 4.  cos xdx  senx  C
dx dx
5.  cos x  tgx  C
2
6.  sen x   cot gx  C
2

7.  tgxdx   ln cos x  C 8.  cot gxdx  ln senx  C


 e dx  e  C ax
x x
9.
 a dx 
x
10. C
ln a
dx 1 x dx 1 ax
11. a 2
x 2
 arctg  C
a a 12.  2
a x 2
 ln
2a a  x
C

dx x 14.
13.  a x 2 2
 arcsen
a
C
dx
 x a2 2
 ln x  x 2  a 2  C

Exemplos:

 x dx  2 x  5senx  x dx
3
Calcule os seguintes integrais: a) b)
dx
c) 4 x 2

Resolução:

1
 x dx
3
a)  x4 C
4

 2 x  5senx  x dx =  2 xdx   5senxdx  


1

b) x dx  2  xdx  5 senxdx   x dx = 2

3
x2 x 2
2 3
 2  5 ( cos x)   C  x 2  5 cos x  x C
2 3 3
2
dx dx 1 x
c)  4 x 2
= 2 2
 x2
=
2
arctg  C
2

EXERCÍCIOS:
Calcular

 x dx  x  
5
1) 2) x dx
3 x x x 2 dx
3) ( x

4
) dx 4)  x
1 4 dx
5)  ( x 2  x x  2)dx 6) 4 x
dx dx
7)  9  x2
8)  1  x2
 2  e dx  5 
x x
9) 10)  cos x dx

==========/////==========
Parte B
Método de Substituição

Considerações Teóricas: - Integração por mudança de variável (ou método de


substituição)

Há casos em que a função integranda se “assemelha” a uma função que se sabe


integrar. É o que acontece, por exemplo com o integral  cos 3 x dx em relação a

 cos u du .
Então, a substituição da variável x por uma nova variável de integração u,
criteriosamente relacionada com x, permite simplificar o cálculo do integral. Assim,
du
no exemplo considerado, convém fazer u  3 x , donde, se  3 ou seja,
dx
1
3dx  du donde, então segue que dx  du e, assim tem-se:
3
1 1 1 1
 cos 3x dx   cos u 3 du  3  cos udu  3 senu  C  3 sen3x  C
Deste modo, podemos dizer que o método de integração com recurso à mudança de
variável consiste em:

 Definir uma nova variável u  g (x) , onde g (x) é escolhida de tal


modo que, quando escrita em termos de u, o integrando é mais simples
do que quando escrita em termos de x.
 Transformar o integral com relação a x num integral com relação a u,
através da substituição de g (x) onde quer que seja por u e g ' ( x)dx
por du .

 Integrar a função resultante de u.

Reescrever a resposta em termos de x, através da substituição de u por


g (x).
Outros exemplos/exercícios:
- Calcular I   3x x  1 dx .
2 3

Resolução:
du
- Aqui, a substituição pode ser: u  x 3  1 ; du  3x 2 dx ou seja, dx  ,
3x 2
e portanto o integral calcula-se fazendo:
du
I   3x 2  u  
3x 2
2 3/ 2
  u 1 / 2 du  u C
3
Que passando à variável x fica,
2 3
I ( x  1) 3 / 2  C .
3
EXERCÍCIOS:
Calcular :

 sen(2 x) dx
3
2)
 ( x  1)  2 x dx
2
1)
x2
3)  2 xe dx 4)  3x
2
x 3  1 dx
(ln x ) 2 6) x e
2 x3
dx
5)  dx
x
7)  cos(5 x ) 1  sen(5 x ) dx 8)  5e
5 x 3
dx
x2  2x
x
2
9) x 3  1 dx 10)  dx
x 3  3x 2  1
cos 2 xdx xdx
11)  12)  2
2  3sen 2 x 3 x 1
x 1 cos xdx
13)  2 dx 14) 
x  2x  3 2 senx  3
e 2 x dx dx
15)  16) 
2  e2 x 1  3x 2
dx dx
17)  18) 
16  9 x 2 9  x2
dx dx
19)  2 20) 
9x  4 4  9x2
x 2 dx 22) 
dx
21) 
3  5x2
5  x6
cos xdx dx
23)  2 24) 
a  sen 2 x 2
x  2x  5
dx dx
25)  2 26)  2
3x  2 x  4 x  3x  1
dx dz
27)  2 28)  2
x  6x  5 2z  2z  1
dx 6 x  7 dx
29)  2 30)  2
3x  2 x  2 3 x  7 x  11

=====///=====

Parte C
Exercícios Suplementares

C1: - Calcular cada um dos seguintes integrais indefinidos.


 2 xx  4 dx  3x x  1 dx
2 5 2 3 2
1) 2)

 x  5x 2 x  5dx
3
 2 x x  3dx
2 2
3) 4)

 5e dx  x2
5 x 3
5) 6)  2 xe dx
ln 2 x  1
  x ln x  dx
3
7) dx 8)
x
7   2 x cosx dx
2
9)  sen x dx 10)
2 
11)  senx cos xdx  cos x e dx
senx
12)
1
 x  4 x 3x  4dx
3 2
14)
13)  2x  1
dx

15) x
2
x 3  1dx 16)  2 cos2 x  1dx
C2: - Calcular cada um dos seguintes integrais através das substituições indicadas
 x  2 x  1 5x  2dx ; u  x  2 x  1
5 10 4 5
17)
18)  1  lnx senx lnx dx ; u  x lnx
19)  sen2 x cos 2 xdx ; u  sen 2 x
 cosx   3 cosx   1senx dx ; u  cosx 
2
20)
dx
21)  xxln x  3
; u  ln x

e1 / x 1
22)  x 2 dx ; u  x
C3: - Calcular cada um dos seguintes integrais através das substituições indicadas

 x  5x 
5 10 4
23)  2x  1  2 dx ; u  x 5  2 x  1
24)  1  lnx senx lnx dx ; u  x lnx
25)  sen2 x cos 2 xdx ; u  sen 2 x
 cosx   3 cosx   1senx dx ; u  cosx 
2
26)
dx
27)  xxln x  3
; u  ln x

e1 / x 1
28)  x 2 dx ; u  x
C4: - Determinar cada um dos seguintes integrais, utilizando uma substituição
apropriada.

29) 
x
dx 30)  e sen x 2 
 
.x cos x 2 dx
2
x 1
x4 1  ln  x 
31) 
 x 5  7 ln x  7 dx
5
 32)  x lnx  2
dx

cos x
 x  
10
33)  dx 34)  2 x 5  10 x 9  x 4 dx
senx
x e x
35)  2 dx
ex
36)  x
dx

x 2  2x 1
37)  x 3  3x 2  1 dx 38)  dx
x ln x
x3 x4
39)  dx 40) 
x4  4 1  8x  x 2
e 2 x  e 2 x senx
41)  2 x
e  e 2 x
dx 42)  2  cos x 3
dx

2. Método de Integração por partes


Considerações Teóricas
INTEGRAÇÃO POR PARTES
Se f e g são funções diferenciáveis, então, pela regra de diferenciação do produto,

Integrando ambos os lados, obtemos


ou

ou

Uma vez que a integral à direita irá produzir uma outra constante de integração, não
há necessidade de manter o C nesta última equação; assim sendo, obtemos

 f ( x) g ( x)dx  f ( x) g ( x)   g ( x) f ( x)dx (1)

A qual é chamada de fórmula de integração por partes. Usando esta fórmula, às


vezes podemos tornar um problema de integração mais simples.
Na prática, é usual reescrever (1) fazendo
u  f ( x)  du  f ( x)dx

v  g ( x)  dv  g ( x)dx

Isso dá lugar à seguinte forma alternativa para (1):

 udv  uv   vdu
(2)

Exemplo

 xe
x
Calcule: dx

Solução. Para aplicar (2), precisamos escrever a integral na forma  udv


Uma maneira de fazer isso é colocar

para que, du  dx e v   e x dx  e x

Deste modo, a partir de (2)

Observação:
1. A parte escolhida como dv tem de ser facilmente integrável.

2.  vdu não pode ser mais complicada que  udv .


EXERCÍCIOS:
Integração por partes – Achar:
 x ln x dx  x 1  x dx
2
1. 2.

 x senx dx  x e dx
2 3 2x
3. 4.
5.  x ln x dx 6.  xsenx dx
 xe dx  x( x  5) dx
x 8
7. 8.

 x ln x dx  x e dx
2 2 x
9. 10.

3. Integrais contendo o trinómio quadrático


Considerações Teóricas
dx
I - Consideremos o integral
 bx  c  ax 2

Transformando o denominador numa soma ou diferença de quadrados podemos


encontrar integrais de tabela.
 2 b c  2 b  b 
2
 b 
2
c
ax  bx  c  a  x  x    a  x  x         
2

 a a  a  2a   2a  a 

 2
b   c b2 
 a  x      2 
 2a   a 4a 
c b2
Se considerarmos    k podemos ter
a 4a 2
dx 1 dx
=
 ax 2
 bx  c a b  2
2

x   k
 2a 
b
Fazendo a substituição x   t  dx  dt , logo
2a
dx 1 dt
 ax 2  bx  c = a  t 2  k 2 que é um integral de tabela.

dx
Exemplo: Calcule  3x 2
 12 x  30
Resolução:
dx 1 dx 1 dx 1 dx
 3x 2  12 x  30 = 3  x 2  4 x  10  3  x 2  4 x  4  4  10  3  x  22  6
Fazendo a substituição x  2  t  dx  dt , logo
1 dx 1 dt 1 1 t 1 x 2
 =  2   arctg C  arctg C
3 x  2   6
2
3 t  6 2
3 6   6 3 6 6

 Ax  B dx
II - Consideremos o integral  ax 2
 bx  c
O método de substituição sugere que no numerador da fracção tenhamos a derivada
d
do denominador, isto é,
dx
ax 2  bx  c  2ax  b .

A
2ax  b    B  Ab 
 Ax  B dx  2a  2a 
Assim:  2  2
dx Este integral pode ser
ax  bx  c ax  bx  c
escrito da forma duma soma de dois integrais e retirando os factores constantes do
integral, temos:
 Ax  B dx A 2ax  b   Ab  dx
 ax 2  bx  c  2a  ax 2  bx  c dx   B  2a  ax 2  bx  c
O segundo integral é I que já sabemos calcular. Fazendo a substituição
ax 2  bx  c  t  2ax  b  dx  dt , logo
2ax  b dx dt
 ax 2  bx  c   t  ln t  C  ln ax  bx  c  C , então
2

 Ax  B dx A 1 Ab  dt
 ax =  ln ax 2  bx  c  B  2 C
2
 bx  c 2a a 2a  t  k 2

x  1dx
Exemplo: Calcule x 2
 4x  8
Resolução:
x  1dx 1 2 x  2 1 2x  4  4  2 1 2 x  4   6
 x 2  4 x  8  2  x 2  4 x  8 dx  2  x 2  4 x  8 dx  2  x 2  4 x  8 dx 
1 2 x  4  dx 1 6dx
  2  
2 x  4x  8 2
2 x  4x  8
Fazendo a substituição, no 1º integral temos x 2  4 x  8  t  2 x  4  dx  dt ,
No segundo integral transformemos o denominador numa soma de quadrados
x 2  4 x  8  x 2  4 x  4  4  8  x  2  4
2

1 dt 1 6dx
2 t
 
2  x  2 2  4

1 dt dx 1 3 x 2

2 t
 3
x  2  2 2 2
2
 ln t 
2
arctg
2
C

1 3 x 2
 ln x 2  4 x  8  arctg C
2 2 2
dx
III - Consideremos o integral 
ax 2  bx  c
Fazendo transformações algébricas e mudança de variável análoga ao caso I
reduzimos este integral a:
dx
  2 para a > 0
t  k2
dx
  para a < 0
k2 t2
dx
Exemplo: Calcule  28  12 x  x 2

Resolução:
dx dx dx
 28  12 x  x 2
  28  ( x 2  2 x )

28  ( x 2  12 x  6 2  6 2 )
dx dx
 
28  36  ( x  6 ) 2 82  (x  6 ) 2
Fazendo a substituição x  6  t  dx  dt , logo
dx dt t x6
 8 2  ( x  6 ) 2   8 2  t ) 2  arcsen 8  C  arcsen 8  C

 Ax  B dx
IV - Consideremos o integral 
ax 2  bx  c
Fazendo transformações algébricas e mudança de variável análoga ao caso II e III
reduzimos este integral a:
 Ax  B dx A 2ax  b  Ab  dx
 ax 2  bx  c  2a  ax 2  bx  c dx   B  2a  ax 2  bx  c Ou seja
 Ax  B dx A dt  Ab  dx
    B 
  2 para a>0
ax 2  bx  c 2a t  2a  t  k 2
 Ax  B dx A dt  Ab  dx
  
ax 2  bx  c 2a
 t  2a   k 2  t 2
  B   para a<0

Que são integrais de tabela.

5 x  3dx
Exemplo: Calcule  x 2  4 x  10
Resolução:
5 5
 2x  3  2 x  4  4   3
5 x  3dx 2 2
 x 2  4 x  10
  x 2  4 x  10
dx 
x 2  4 x  10
dx 

5
 2 x  4   10  3
2 5 2 x  4 dx dx
 dx    7 
x 2  4 x  10 2 x 2  4 x  10 x 2  4 x  10
Fazendo a substituição, no 1º integral temos x 2  4 x  10  t  2 x  4  dx  dt .
No segundo integral transformemos o denominador numa soma de quadrados
x 2  4 x  10  x 2  4 x  4  4  10   x  2   6 , então:
2
 x  2 2   
5 dt dx 2
 7
2 t
=  5 t  7 ln x  2  6 C 
 x  2 2   
2
6

 5 x 2  4 x  10  7 ln x  2  x 2  4 x 10  C

EXERCÍCIOS:
Calcular os integrais contendo o trinómio quadrático
dx x 3
1.  2 2.  2 dx
2 x  8 x  20 x  2x  5
3x  2dx 3x  1dx
3.  2 4.  2
5 x  3x  2 x  x 1
4 3
6 x  5x  4 x 2 dx
5. 
2x2  x  1
dx 6.  2  3x  4 x 2
dx dS
7.  8. 
2aS  S 2
2
1 x  x
dx dx
9.  10. 
x3x  5
5  7 x  3x 2
dx 2ax  b
11.  2
12.  dx
2  3x  x ax 2  bx  c
x  . 3dx x  . 3dx
13.  14. 
3  66 x  11x 2 3  4x  4x 2

Soluções:
1 x 2 2.
1. arctg C
2 6 6 1 2 6   x  1
 ln x 2  2 x  5  ln C
2 6 6   x  1
3. 4.
3 11 10 x  3 3 1 2x  1
ln 5 x 2  3 x  2   arctg C ln x 2  x  1  arctg C
10 5 31 31 2 3 3
5. 1 8x  3
2 6. arcsen C
3 x 1 2 1 4x  1 2 41
x   ln 2 x  x  1  arctg C
2 4 2 7 7
1 8. ln S  a  2aS  S 2  C
7. ln x   x 2  x  1  C
2
1 6x  7 1
9. arcsen C 10. ln 6 x  5  12 x3 x  5  C
3 109 3
2x  3 2
12. 2 ax  bx  c  C
11. arcsen C
17
1 14.
13.  3  66 x  11x 2  C
11 1 7 2 x 1
 3  4 x  4 x 2  arcsen C
4 4 2
4. Integração de Fracções Racionais
Considerações Teóricas
f ( x)
Uma função F ( x )  , onde f(x) e g(x) são polinómios, é chamada uma
g ( x)
fracção racional. Se o grau de f(x) é menor que o grau de g(x), F(x) é chamada
própria; caso contrario F(x) é dita imprópria.

Uma fracção racional imprópria pode ser expressa como soma de um polinómio e
uma fracção racional própria.
x 3 1 x 1
Por Exemplo: 2
x  2
x 1 x 1
Toda fracção racional própria pode ser expressa como uma soma de fracções mais
simples (fracções parciais) cujos denominadores são da forma ax  b  e
n

ax 2
n
 bx  c sendo n um número inteiro positivo. Vamos apenas estudar os
seguintes casos, dependendo da natureza dos factores do denominador:

I – Factores lineares distintos.


A cada factor linear ax + b ocorrendo uma vez no denominador de uma fracção
A
racional própria, corresponde uma única fracção parcial da forma , onde A
ax  b
é uma constante a ser determinada.

x  1dx
Exemplo: Calcule x 3
 x 2  6x
x 1 x 1 A B C
Consideremos a fracção própria    
x  x  6 x x( x  2)( x  3)
32
x x 2 x3
então:
x  1  A( x  2)( x  3)  Bx( x  3)  Cx( x  2)
x  1   A  B  C x 2  ( A  3B  2C ) x  6 A

Método geral: Consiste na resolução do sistemas de equações:


 1
A  6
A  B  C  0 
  3
 A  3B  2C  1   B 
 6 A  1  10
  2
C   15

Método prático: Substituindo na equação
x  1  A( x  2)( x  3)  Bx( x  3)  Cx( x  2) os valores x = 0 
1
0  1  A(0  2)(0  3)  B 0(0  3)  C 0(0  2)  A  
6
3
x=2  2  1  A(2  2)(2  3)  B 2(2  3)  C 2(2  2)  B 
10
x = -3 
2
 3  1  A(3  2)(3  3)  B  3(3  3)  C  3(3  2)  C  
15

x  1dx 1 dx 3 dx 2 dx
x 3 2
 x  6x
  
6 x
 
10 x  2

15  x  3

3
1 3 2
10
x2
  ln x  ln x  2  ln x  3  C  ln C
6 10 15 6 x  15 x  3
2

II – Factores lineares repetidos.


A cada factor ax + b ocorrendo n vezes no denominador de uma fracção racional
própria, corresponde uma soma de n fracções parciais da forma
A1 A2 An
   , onde os A’s são constantes a serem
ax  b ax  b  2
ax  bn
determinadas.
3x  5dx
Exemplo: Calcule x 3
 x2  x  1
Consideremos a fracção própria
3x  5 x 1 A B C
   
3 2
x  x  x 1 ( x  1)( x 1) 2
x 1 x 1  x 12
então: 3 x  5  A x  1  B  x  1 x  1  C  x  1
2

1
Para x = -1   3  5  A(1  1) 2  B  1  1(1  1)  C (1  1)  A 
2
x = 1  3  5  A(1  1) 2  B 1  1(1  1)  C (1  1)  C  4
Para determinar a outra constante usamos qualquer outro valor de x, por exemplo x =
0
x = 0  0  5  A(0  1) 2  B 0  1(0  1)  C (0  1)  A  B  C  5
1 1
Logo:  B  4  5  B  
2 2
3x  5dx  1 dx  1 dx  4 dx
 x 3  x 2  x  1 2  x 1 2  x 1  x 12
1 1 4
 ln x  1  ln x  1  C 
2 2 x 1
1 x 1 4
 ln  C
2 x 1 x 1

III – Factores quadráticos distintos.


A cada factor quadrático irredutível ax2 + bx + c ocorrendo uma vez no denominador
de uma fracção racional própria, corresponde uma única fracção parcial da forma
Ax  B
2
, onde A e B são constantes a serem determinadas.
ax  bx  c
x  x  x  3dx
3 2

Exemplo: Calcule  x  1 x  3
2 2

x 3  x 2  x  3 Ax  B Cx  D
Consideremos a fracção própria  2 
( x 2  1)( x 2  3) x 1 x 2  3
Portanto: x 3  x 2  x  3   Ax  B  x 2  3  Cx  D x 2  1
ou seja: x 3  x 2  x  3   A  C  x 3  B  D x 2  3 A  C x  3B  D
 A  C 1 B  D 1
então:  e 
3 A  C 1 3B  D  3
Logo A = 0, C =1, B = 1 e D = 0.

x  x  x  3dx  1
3 2
x  dx xdx
 x  1 x  3    x  1  x  3  dx   x  1   x  3 
2 2 2 2 2 2

1
 arctgx  ln x 2  3  C  arctgx  ln x 2  3  C
2

EXERCÍCIOS:
Integração de Fracções Racionais – Achar:

dx 2x  1
1. x 2
4
2.  ( x  1)( x  2) dx
xdx x5  x4  8
3.  ( x  1)( x  3)( x  5) 4.  x 3  4x
dx

dx ( x  1) dx
5.  x( x 2
 1)
6.  x  x 2  6x
3

x2  2 x4  x3  x  1
7.  x 3  1 dx 8.  x 3  x 2 dx
xdx dx
9.  10.  3
( x  1)( x  1) 2 x  2x2  x
dx x3  x2  x  2
11.  3
x x
12.  x 4  3x 2  2 dx
Soluções:

1 x2 ( x  2) 3
1. ln C 2. ln C
4 x2 x 1
1 ( x  3) 6 x3 x2 x 2 ( x  2) 5
3. ln C 4.   4 x  ln C
8 ( x  5) 5 ( x  1) 3 2 ( x  2) 3
x ( x  2) 3 / 10
5. ln C 6. ln C
x2 1 x1 / 6 ( x  3) 2 / 15
2 3 2x  1 x2 1 x
7. ln( x  1)  arctg C 8.   2 ln C
3 3 2 x x 1
1 1 x 1 1
9.   ln C 10. ln x  ln x  1  C
2( x  1) 4 x  1 x 1

x 12. arctgx  ln x 2  2  C
11. ln C
x2  1

5. Integral Definido

Para se descrever a integral de uma função f de uma variável x entre o intervalo [a, b]
b
utiliza-se a notação: S   f ( x )dx
a

A ideia desta notação utilizando um S


comprido é generalizar a noção de
somatório. Isto porque intuitivamente a
integral de f(x) pode ser entendida como
a soma de pequenos rectângulos de base
dx e altura f(x), onde o produto f(x) dx é
a área deste rectângulo. A soma de todas
estas pequenas áreas, ou áreas
infinitesimais, fornece a área total
abaixo da curva.

Mais precisamente, pode-se dizer que a integral acima é o valor limite da soma:

n
b a
 f ( x )x
i 0
i onde x 
n

é o comprimento dos pequenos intervalos nos quais se divide o intervalo (b-a), f(xi) é
o valor da função em algum ponto deste intervalo. O que se espera é que quando n for
muito grande o valor da soma acima se aproxime do valor da área abaixo da curva e,
portanto, da integral de f(x) no intervalo. Ou seja, que o limite
n b
lim  f ( xi )x   f ( x)dx  S esteja definido.
n  a
i 0

b
Definimos  a
f ( x)dx quando a < b. Portanto outros casos são definidos da
seguinte maneira :
a
  a
f ( x)dx  0
a b
 se a < b, então  b
f ( x ) dx = -  f ( x)dx
a

Propriedades da integral definida:


b b
 a kf ( x)dx  k a f ( x)dx , para qualquer constante k  IR
a  f ( x)  g ( x)dx = a
b b b
 f ( x)dx ±  a
g ( x)dx , desde que as funções f e g
sejam integráveis no intervalo [a, b].
c b b
 a
f ( x)dx +  c
f ( x)dx   f ( x ) dx , se a função f é integrável no intervalo
a

[a, b] e c[a, b] tal que a < c <b


b
 Teorema do valor médio para integrais: 
a
f ( x)dx = (b-a)f(x0) para algum
x0 entre a e b.
u d
 Se F (u )   f ( x)dx  F (u )  f (u )
a du

Teorema Fundamental do Cálculo.


Se f(x) é contínua no intervalo de integração [a, b] e se F(x) é uma integral
b b
indefinida de f(x) então:  a
f ( x)dx  F ( x) a  F (b)  F (a )

3 10 dx
Exemplo: Calcule a) 
1
xdx b)  4 x 2

4
4 x2 42 22
Resolução: a) 
2
xdx 
2

2

2
8 2  6
2

dx
 ln x  2 4  ln 12  ln 6  ln 2
10 10
b)  4 x 2

- Calcule:
2 3

 2(2 x  3) dx  (4  2 x)sen(4 x  x
17 2
1. 2. ) dx
3/ 2 1
e 5
ln x
3.  dx 4. x x 2  9 dx
1
x 3
ln 2  /2

 [(e 
x 2
5. )  e ]e dx x x
6. 1  sen 2 x cos x dx
ln 1 
 /2
2 0

 ( x  2 x  1)  (3x  2) dx 
3 2 2
7. 8.  x 2  6 x dx
1 6
4 2

 3x dx 10.   8 x 3 dx
2
9.
2 1
36 8
dx
11. 
4 x
12.  (4 x 1 / 3  2 x 1 / 3 ) dx
1
1 t 8

13.  e dt 2
14.  (1  3 x ) dx
0 1
3 / 2 1
dx
15.  senx dx 16.  1 x 2
 /2 0
e x
dx
1 x  x dx
2
17. 18.
3
a
x z
dx
19.  senx dx
0
20.  2x 1
1
 /2  /2

 cos 
2
21. dx 22. senx cos 2 x dx ; sugestão cos x=t
0 0
2 1

23.  (2 x  5) dx 24.  ( x  2 x  3) dx
2

1 0
1  /2
cos x dx
25.  ( x  1) dx 2
26.  2
1   / 2 sen x
 1

27.  cos x dx 28.  1  t 2 dt


0 x
3 2

29.  x 2 e x dx
3

1
30.  sen(8 x   ) dx


6. Integrais Impróprios
b
A integral definida a
f ( x)dx é chamada imprópria quando
1. O integrando f(x) tem um ou mais pontos de descontinuidade no intervalo [a,
b], ou
2. Um (ou os dois) limite de integração é infinito.

1. Integrando Descontínuo

a) Se f(x) é contínuo no intervalo [a, b[ mas descontínua em x = b, definimos,


b b 
 a
f ( x)dx  lim 
0 a
f ( x)dx . Desde que o limite exista.

b) Se f(x) é contínuo no intervalo ]a, b] mas descontínua em x = a, definimos,


b b
 a
f ( x)dx  lim 
0 a 
f ( x)dx . Desde que o limite exista.

c) Se f(x) é contínuo no intervalo [a, b] excepto e x = c  [a, b] definimos


b c  b
 a
f ( x)dx  lim 
0 a
f ( x)dx  lim 
 0 c 
f ( x)dx . Desde que ambos os
limites existam.

Obs. Os integrais destes tipos denominam-se integrais impróprios de segunda


espécie.

2 dx 4 dx
Exemplo: Calcule a)  0
4  x2
b)  x  2
0 2

2 dx
Resolução: a)  0
4  x2
o integrando é descontínuo em x = 2. Então,

2
2 dx 2  dx  x
0
4  x2
 lim 
 0 0
4  x2
 lim arcsen 
 0  20
 2   
 lim arcsen  arcsen 0  arcsen1 
 0  2  2

4 dx
b)  x  2 
0 2 o integrando é descontínuo em x = 2, um

valor entre os limites de integração 0 e 4. Então,


4 dx 2  dx 4 dx
0 x  22  lim
0  0 2
 lim
x  2   0  2 
 x  2 2
2  4
 1   1 
 lim   lim  =
0  x  2
0  0  x  2
 2 
 1 1  1 1   1 1  1 1
 lim     lim     lim     lim     
0
 2   2  2  0  4  2 2    2 0   2  0  2  
4 dx
O integral 0 é divergente.
x  22
Obs. Se o ponto de descontinuidade for desconsiderado, obtemos
4
4 dx  1  1
 x  2      1 . Este resultado é absurdo porque é sempre
0 2
 x  20  x  2 2
positivo

2. Limites de Integração Infinitos


 Se f(x) é contínua em todo intervalo [a, U] definimos:
 U
 a
f ( x )dx  lim
U   a  f ( x )dx . Desde que o limite exista.

 Se f(x) é contínua em todo intervalo [u, b] definimos:


b b
 
f ( x )dx  lim
U   u  f ( x )dx . Desde que o limite exista.

 Se f(x) é contínua, definimos:


 a U


f ( x ) dx  lim 
U   u
f ( x)dx  lim 
U   a
f ( x)dx . Desde
que ambos os limites existam.

 dx 0
Exemplo: Calcule a) 
1 x2
b) 

e 2 x dx

u
 dx U dx  1  1 
Resolução: a) 1 x 2 U   1 x 2 U  
 lim  lim  x   Ulim
 1
  1  1
   u
 
b)
0
0 0  e2x   1 e 2u  1
 u   u
2x 2x
e dx  lim e dx  lim    lim   
u  
 2  u u    2 2  2
Exercícios
Calcule:

 0
dx dx
1. 0 1  x 2 2.  1 x

2

 1
dx dx
3.  4. 

1 x2 0 1 x
1 1
dx xdx
5.  2 6. 
1
x 0 1 x2
 
dx
e
x
7. dx
0
8.  a 2  x 2 ; (a  0
0
1 
dx dx
9. 
0 1 x2
10. x
0
5

1 

11.  ln xdx 12.  x senx dx


0 0
 
dx dx
13. 
1 x
14. x

2
 2x  2
1 2
dx dx
15. 
0
3
x
16. x
0
3

 1
dx dx
17. x
1
2
x 1
18. x
1
4

 

19.  e sen(bx ) dx (a  0) 20.  e cos (bx ) dx (a  0)


 ax  ax

0 0

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