0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações62 páginas

Conceitos e Propriedades da Derivada

Enviado por

Joane
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações62 páginas

Conceitos e Propriedades da Derivada

Enviado por

Joane
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Derivada: conceitos e propriedades

operatórias
Você vai explorar o conceito de derivada e entender as propriedades operatórias.
Prof. Jorge Luís Rodrigues Pedreira de Cerqueira Colaboração: Prof. Gabriel Burlandy Mota De Melo | Prof. Gabriel Elmor Filho
1. Itens iniciais

Propósito
O entendimento sobre as regras de obtenção da função derivada de uma função real é fundamental para o
profissional que necessita dominar o cálculo das derivadas, especialmente se estiver atuando em áreas que
envolvem ciências exatas, engenharia, economia, ciência da computação, estatística e muitos outros campos.

Objetivos
• Aplicar a abordagem gráfica e analítica do conceito de derivada.
• Aplicar as regras de derivação para o cálculo da derivada.
• Empregar a regra da cadeia para obter a derivada da composta de funções.
• Reconhecer os conceitos de derivada para derivação implícita e derivada de ordens superiores..

Introdução
O vídeo a seguir aborda o conceito de derivada de uma função real, bem como sua principal aplicação: a
análise do comportamento de uma função.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
1. Derivada de uma Função Real

Derivada: visão geométrica


Neste vídeo, você vai compreender conceitos essenciais sobre derivadas, abordando duas perspectivas
fundamentais: a inclinação da reta tangente e a taxa de variação.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Abordagem gráfica da Derivada de uma Função Real


Graficamente, pode ser verificada a interpretação da derivada como uma taxa de variação instantânea ou
como a inclinação da reta tangente à função em um ponto.

A derivada de uma função real em um ponto q será a taxa de variação instantânea dessa função no ponto,
como também será o valor do coeficiente angular da reta tangente à função nesse ponto. Portanto, pela
abordagem gráfica, podemos afirmar o seguinte:

Derivada positiva Derivada negativa

A derivada vai ser positiva nos pontos onde a A derivada vai ser negativa nos pontos onde a
reta tangente for crescente ou quando a taxa reta tangente for decrescente ou quando a taxa
instantânea for positiva. instantânea for negativa.

Derivada nula

A derivada será nula se a tangente no ponto for


horizontal, representando uma taxa instantânea
nula.

Se a derivada representa uma taxa de variação instantânea, então a derivada de uma função constante, isto é,
real, será nula em todo seu domínio.

Exemplo
Considere a função real de em definida por:

1. Mostre que a taxa de variação média entre os pontos de abscissa e , em que é um


número real diferente de zero, é dada por .

2. Perceba que, se imaginarmos um número real tão pequeno quanto queiramos, a taxa média de variação
se aproxima de , que nada mais é que o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de no ponto
de abscissa . Dito de outra forma, é a taxa de variação instantânea no ponto de abscissa .

3. Esboce o gráfico de ou use algum aplicativo gráfico para visualizá-lo.


Solução
Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Abordagem analítica da Derivada de uma Função Real


Analiticamente, transforma-se essa interpretação em uma equação que permite a determinação da derivada
por meio do cálculo de um limite.

No item anterior, foi vista a definição da função derivada através de uma abordagem gráfica. A derivada de
uma função em um ponto foi interpretada como a inclinação da reta tangente ou como a taxa de variação
instantânea da função no ponto analisado. Agora, podemos definir a derivada analiticamente. Ressalta-se que
a derivada de também é uma função real, denominada de derivada de como notação

Atenção: Sejam uma função e um ponto q do seu domínio. A derivada da função , no ponto ,é
definida por:

Se o limite acima existir e for finito, a função será derivável ou diferenciável em e terá valor igual ao do
limite. Recorde que o limite vai existir quando os dois limites laterais existirem e forem iguais.

Se o limite à esquerda o limite à direita apresentarem


valores diferentes, quando tende , não existirá a
derivada de em . Isso significa que, quando
tende ao ponto , por valores superiores ou inferiores, vai
apresentar duas taxas instantâneas ou duas inclinações da
reta tangente diferentes, não sendo possível portanto
definir-se uma derivada. Na prática, dizemos que a função
forma um bico. Veja um exemplo no gráfico. A função
não é derivável em e .

Um ponto importante é que só pode ser calculada a


derivada de uma função em um ponto do seu domínio,
Exemplo de função contínua, em que não existe limite
no ponto "q" e no ponto “r” diferentemente com o que acontecia com o limite.
Intervalo aberto Intervalo fechado
Analisamos a derivada de uma função em um Para o caso de um intervalo fechado
ponto, mas uma função será derivável em um
, a função para ser derivável deverá
intervalo aberto (a , b) se for derivável em
atender aos seguintes requisitos: ser
todos os pontos interiores desse intervalo.
derivável em todo interior de ;
Para os pontos extremos do domínio de uma
existir a derivada à direita para o
função, não há como definir a derivada, pois
extremo inferior a:
não podemos montar os dois limites laterais.
existir a derivada à esquerda para o
Assim, usamos o conceito de derivada à
extremo superior b:
direita ou à esquerda, utilizando apenas um
dos limites laterais.

Outras notações
Além da notação apresentada, a derivada de em relação a sua variável independente x pode ser
representada por outras notações.

A notação usual para a função derivada de uma função é ', ou seja usamos a mesma letra da função e
lemos ' linha'. Mas a interpretação da derivada como taxa de variação propicia uma notação que enfatiza o
fato de a derivada ser a taxa instantânea de variação. Escrevemos , em que e sugerem as
variações e da função e da variável , quando a variação é próxima a zero.

Diferenciabilidade e continuidade
Um teorema importantíssimo no cálculo diferencial é o que relaciona a diferenciabilidade de uma função com a
sua continuidade.

Teorema: se uma função é derivável para , então a função é contínua para .

Um cuidado deve ser tomado: nada podemos afirmar sobre a volta desse teorema, isto é, se uma função for
contínua em ela pode ou não ser derivável em . Por exemplo, no item anterior, as funções
e são contínuas em , porém a derivada de em q existe e a derivada de em q não
existe.

Uma consequência direta do teorema é que se a função não for contínua em , então a função não é
derivável em . Dizemos que ser contínua em um ponto é uma condição necessária, mas não suficiente
para ser derivável no ponto.
Exemplo de função não derivável em dois pontos

Em outras palavras, para existir a derivada para , além da função ser definida em , ela deve ser
obrigatoriamente contínua em e, mesmo assim, pode haver casos nos quais a derivada não existirá,
vide item anterior” Retornando à análise gráfica”, temos aqui outra possibilidade de a derivada não existir,
além de formar um bico apresentado no item anterior. Caso apresente uma descontinuidade em um ponto, a
derivada não existirá. Os gráficos abaixo apresentam exemplos da não existência da derivada em
e pois a função é descontínua nestes pontos.

Demonstração do Teorema entre Diferenciabilidade e Continuidade


Teorema:

Se for derivável no ponto , então será contnnu no ponto .

Demonstração:

Adotando a hipótese do teorema que é derivável em

Assim, existe

Mas, , para

Então,

Mas, que é um número real e

Assim, então,

Provando que é contínua para quando tende a .

Mão na massa
Questão 1

Em determinada cidade, foi modelada a variação da temperatura, medida em °C, com o tempo, medido em
minutos, após a meia-noite. A função T(t) define essa dependência para t ≥ 0. Qual o significado da função
derivada T’(60)?

T’(60) representa a taxa de variação da temperatura a 1 hora da madrugada.

T’(60) representa a temperatura a 1 hora da madrugada.

T’(60) representa a hora da madrugada quando a temperatura alcança 600°C.

T’(60) representa a soma das temperatura de meia-noite até 1 hora da madrugada.

T’(60) representa a máxima temperatura de meia-noite até 1h da madrugada.

A alternativa A está correta.


Se T(t) mede a temperatura com o tempo, a função T'(t) medirá como a temperatura irá variar com a
variação do tempo em determinado horário após a meia-noite. Em outras palavras, T'(t) medirá a taxa de
variação instantânea da temperatura T(°C) para um instante t(min) medido após a meia-noite. T'(60)
representa a taxa de variação da temperatura a 1 hora da madrugada, isto é, 60min após a meia-noite.
Vamos supor que T'(60) tenha valor de – 0,5. Então, quando estivermos no horário de 1h da madrugada, a
temperatura irá decrescer 0,5°C por minuto. Logo, a alternativa é a letra A.

Questão 2

Marque a alternativa verdadeira quanto ao conceito da abordagem gráfica da função derivada da função h(x)
em um ponto p do seu domínio:

Representa a taxa de variação média de h(x) no ponto q, bem como o coeficiente angular da reta tangente ao
gráfico de h(x) no ponto p.

Representa a taxa de variação instantânea de h(x) no ponto q, bem como o coeficiente angular da reta
secante ao gráfico de h(x) no ponto p.

C
Representa a taxa de variação instantânea de h(x) no ponto q, bem como o coeficiente angular da reta
tangente ao gráfico de h(x) no ponto p.

Representa a taxa de variação média de h(x) no ponto q, bem como o coeficiente angular da reta secante ao
gráfico de h(x) no ponto p.

Representa a taxa de variação máxima de h(x) no ponto q, bem como o coeficiente angular da reta normal ao
gráfico de h(x) no ponto p.

A alternativa C está correta.


Conforme definido na abordagem gráfica da derivada, esta representa a taxa de variação instantânea da
função no ponto analisado. Além disso, ela permite o cálculo da inclinação da reta tangente no ponto, pois a
derivada terá o valor do coeficiente angular da reta [Link], a alternativa verdadeira é a letra C.

As demais associam a derivada à taxa média e coeficiente angular da reta secante, conceito não
verdadeiro.

Questão 3
Verifique o gráfico abaixo e marque a alternativa que apresenta apenas os pontos onde a função g(x) não é
derivável.

3, 4 e 7.

4, 6 e 7.

C
4, 5 e 6.

4, 5 e 7.

3, 5 e 7.

A alternativa B está correta.


Como pode ser verificado pelo gráfico, no ponto x=6 não existirá derivada, pois os limites laterais da taxa
de variação (ou a tangente ao gráfico) quando x tende a 6 serão diferentes para aproximação por valores
inferiores e superiores. Desta forma, não existirá derivada em x=6. Para os pontos x=4 e x=7, existe uma
descontinuidade da função, portanto não existirá a [Link] demais pontos, pertencentes ao intervalo
(2 , 8), a derivada existe, sendo o caso para x=3 e x=5. Assim, a única alternativa que apresenta apenas
pontos onde não existe a derivada é a letra B.

Questão 4
Verifique o gráfico a seguir e marque a alternativa que apresenta um intervalo em que a função g(x) é
derivável.

(2 , 8)

(4 , 6)

[4 , 7)

[3 , 5]
E

[4 , 7]

A alternativa B está correta.


Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Questão 5

Marque a alternativa verdadeira quanto à relação entre diferenciabilidade e continuidade.

Se a função não apresenta derivada em um ponto q, então ela é descontínua no ponto q.

Se a função é contínua em um ponto q, então ela é derivável no ponto q.

Se a função apresenta derivada em um ponto q, então ela pode ser contínua ou não no ponto q.

Se a função não for contínua em um ponto q, então ela não é derivável no ponto q.

Se a função for contínua em um ponto q, então ela apresenta um ponto de máximo local.

A alternativa D está correta.


O teorema que relaciona a diferenciabilidade e continuidade afirma que, se uma função for diferenciável em
um ponto, a função é contínua neste ponto, ou, se a função for descontínua no ponto, ela não é derivável
neste ponto. Assim, a alternativa correta é a da letra D.

A letra A é falsa, pois existem funções que não têm derivada no ponto, mas são contínuas nesse ponto. São
as funções cujos limites laterais da derivada são diferentes (forma do gráfico em bico).
A letra B é falsa, pois existem funções que são contínuas no ponto, mas não existe derivada. São as
funções cujos limites laterais da derivada são diferentes (forma do gráfico em bico).

A letra C é falsa, pois se a função for derivável no ponto, obrigatoriamente ela tem que ser contínua no
ponto.

Questão 6

Seja a função de R em R definida por <math xmlns="[Link]


<mi>f</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">{</mo>
<mtable columnalign="left" columnspacing="1em" rowspacing="4pt">
<mtr>
<mtd>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<mo>+</mo>
<mn>4</mn>
<mo>,</mo>
<mi>x</mi>
<mo>></mo>
<mn>1</mn>
</mtd>
</mtr>
<mtr>
<mtd>
<mn>2</mn>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>2</mn>
<mo>,</mo>
<mi>x</mi>
<mo>≤</mo>
<mn>1</mn>
</mtd>
</mtr>
</mtable>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE" fence="true" stretchy="true" symmetric="true"></mo>
</mrow>
</math>, assinale a opção correta em relação à existência da derivada de no ponto de abscissa .

Existe porque as derivadas laterais em são iguais.

Não existe porque a função não é contínua em .


C

Existe porque a função é contínua em .

Não existe porque as derivadas laterais em são diferentes.

A função não é definida em , logo não pode existir derivada de em .

A alternativa B está correta.


Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Teoria na prática
Determinado experimento laboratorial criou uma população de bactérias. A quantidade de bactérias, em
milhões, para o instante de tempo t, medido em horas, foi modelada como O
experimento ocorrerá de

Determine:

a) Para que instantes a taxa de crescimento das bactérias será positiva.

b) Para que instantes a taxa de crescimento das bactérias será negativa.

c) Para que instantes a taxa de crescimento das bactérias será nula.

Chave de resposta

Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado
Questão 1
Analise o gráfico e marque a alternativa que apresenta os pontos entre (2,6) onde a derivada de h(x) não
existe.

Apenas no

Apenas

A alternativa D está correta.


Você entendeu o conceito da abordagem analítica da derivada de uma função. A derivada, nos pontos
interiores do domínio, não existirá onde os limites laterais previstos na definição forem diferentes. Isto é, a
reta tangente tirada para quando se aproximar pela esquerda vai ser diferente quando se aproximar pela
direita. É o que foi denominado de formar um bico. Dessa forma, não existirá derivada nos pontos e

Questão 2
Analise o gráfico da função e marque a alternativa que apresenta a afirmativa correta:
A

Não existirá a derivada de no ponto pois a função é descontínua nesse ponto.

Não existirá a derivada de no ponto pois a função é descontínua nesse ponto.

Existirá a derivada de no ponto pois a função é contínua nesse ponto.

Existirá a derivada de no ponto pois, apesar de a função ser descontínua nesse ponto, os limites
laterais são iguais.

Não existe derivada de no ponto pois a função é decrescente.

A alternativa B está correta.


Você entendeu o conceito da relação entre diferenciabilidade e continuidade. A continuidade da função em
um ponto é condição necessária, mas não suficiente para a função ser derivável no ponto. Assim, para
onde a função é descontinua, não pode existir a derivada. Nos pontos onde a função é contínua,
pode não haver a derivada se os limites laterais da definição da derivada forem diferentes, que é o caso
para
2. Regras da derivação

Calculando a derivada de funções usuais


Acompanhe neste vídeo as técnicas de derivação, essenciais para calcular a taxa de variação instantânea de
uma função, e domine as regras e aplicações fundamentais desse importante conceito matemático.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Cálculo da derivada pelo limite


A determinação da derivada de uma função diretamente por meio do limite de sua definição é uma
possibilidade, apesar de ser necessária uma grande habilidade no cálculo do limite.

A definição nos apresenta:

Seguindo a definição, para se calcular a derivada de em um ponto , inicialmente deve-se montar a


taxa média da função entre o ponto genérico e o ponto . Posteriormente, deve-se calcular o
valor que essa taxa vai tender para quando a variável tender ao ponto desejado . Se esse limite existir e
for finito, a derivada existe.

Existe outra equação equivalente à primeira para se representar esta taxa de variação. Essa nova equação é
originada pela substituição de por . Assim, quando tende tenderá a zero.

Essa segunda equação é mais usada quando se deseja obter a equação genérica da derivada, isto é, uma
equação que vale para todo

Exemplo
Determine a função derivada da função em um ponto genérico e para x=1 através da definição da
derivada.

Solução: Usando a definição de derivada


Confira neste vídeo a resolução da questão.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Regras de derivação
As primeiras regras tratam de operações matemáticas em geral. Sejam as funções e deriváveis e
uma constante real . Assim:


a derivada da soma é a soma da derivada.


a derivada de uma função multiplicada por uma constante é a constante que
multiplica a derivada.


regra do produto.


, quando regra do quociente.

Derivada das principais funções


Após as regras gerais, podemos, por meio da definição de derivada, obter as regras de derivação para uma
lista de funções. As funções principais, usadas no cálculo diferencial e integral, já tiveram suas derivadas
obtidas, gerando expressões que podem ser utilizadas de forma direta. Observe!
Principais derivadas
Jorge Luís Rodrigues Pedreira de Cerqueira

Exemplo 1
Determine a derivada da função definida por para .
Solução

Note que <math xmlns="[Link]


<mi>f</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
</math> pode ser entendida como a soma de duas funções <math xmlns="[Link]
Math/MathML">
<msub>
<mi>f</mi>
<mn>1</mn>
</msub>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<msqrt>
<mi>x</mi>
</msqrt>
<mi>e</mi>
<mstyle scriptlevel="0">
<mspace width="1em"></mspace>
</mstyle>
<msub>
<mi>f</mi>
<mn>2</mn>
</msub>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo>. </mo>
<mi>sen</mi>
<mi>x</mi>
</math>

Vejamos:

Como é uma constante vezes uma função, temos:

Note que é o produto de duas funções. Logo:

Como é a soma de e obtemos, então:

Exemplo 2
Determine a derivada de
Solução
A função <math xmlns="[Link]
<mi>y</mi>
<mo>=</mo>
<mi>f</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<msup>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
</mrow>
</msup>
</math> com <math xmlns="[Link]
<mi>f</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">→</mo>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>1</mn>
</math> e <math xmlns="[Link]
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">→</mo>
<msup>
<mi>g</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>4.</mn>
</math>

Pela fórmula

<math xmlns="[Link] display="block">


<msup>
<mi>y</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo>=</mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<mn>4</mn>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo>+</mo>
<mfrac>
<mrow>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
</mrow>
<mi>x</mi>
</mfrac>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
<mi>exp</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>4</mn>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>1</mn>
<mo>+</mo>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mi>exp</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
</math>

Manipulando

<math xmlns="[Link] display="block">


<mi>exp</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mi>exp</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
</mrow>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
<mo>=</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">→</mo>
<msup>
<mi>y</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo>=</mo>
<mn>4</mn>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>1</mn>
<mo>+</mo>
<mi>ln</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>4</mn>
<mi>x</mi>
</mrow>
</msup>
</math>

Mão na massa

Questão 1

Determine a derivada da função , para

B
C

A alternativa A está correta.


Usando as regras de derivação:

Assim, .

Assim, a alternativa correta é a letra A.

Questão 2

Determine a equação da derivada da função

A alternativa A está correta.


Usando a regra do produto:

Assim, a alternativa correta é a letra A.

Questão 3

Determine a derivada da função , com , para através das regras da


derivação.

A alternativa B está correta.


Usando as regras de derivação relacionadas às operações matemáticas, temos:

Se , onde e

Assim, a alternativa correta é a letra B.

Questão 4

Uma grandeza física é definida como a taxa de variação instantânea da grandeza pela variação
do tempo. Sabendo que , determine a equação de .

A
B

A alternativa C está correta.


Se é a taxa de variação de A(t) pelo tempo, então

Usando as regras de derivação, temos:

Assim, a alternativa correta é a letra C.

Questão 5

No ponto de abscissa igual a , determine o coeficiente angular da reta tangente à função:

E
A alternativa D está correta.
Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Questão 6

Determine a função derivada da função , com , para , através do cálculo da


derivada pelo limite da sua definição.

A alternativa A está correta.


Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Teoria na prática
O valor da temperatura de um forno (T), medido em ºC, depende da tensão elétrica de alimentação (V),
medida em volts. A equação representa este modelo. Determine qual a taxa de
variação instantânea da variação da temperatura para quando V for igual 20 V.

Chave de resposta

Se a temperatura depende da tensão de entrada através da função , então a


sua taxa de variação instantânea da temperatura pela tensão será dada pela derivada de .Usando as
regras de derivação:

Assim:

<math xmlns="[Link] display="block">


<mi>Tr</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mn>20</mn>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mn>40</mn>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<mrow>
<mn>1</mn>
<mo>+</mo>
<msup>
<mn>20</mn>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>2</mn>
</mrow>
</msup>
</mrow>
</mfrac>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>40</mn>
<mn>401</mn>
</mfrac>
<msup>
<mstyle scriptlevel="0">
<mspace width="0.278em"></mspace>
</mstyle>
<mi>o</mi>
</msup>
<mi>C</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mo>/</mo>
</mrow>
<mi>V</mi>
</math>

Verificando o aprendizado

Questão 1
Determine a derivada da função para .

A alternativa C está correta.


Você entendeu as regras de derivação!

Usando as regras de derivação, temos:

Questão 2

Determine a derivada da função , no ponto

E
A alternativa A está correta.
Você entendeu as regras de derivação das principais funções!

Usando as regras de derivação:


3. Regra da cadeia

Vamos começar!
Neste vídeo, você entenderá mais sobre o conceito de derivada composta de funções e também verá alguns
exemplos.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Derivada da função composta


A regra que permite o cálculo da derivada de uma função composta de funções reais é denominada de regra
da cadeia. Esse nome vem do conceito que iremos realizar a derivada em uma sequência multiplicativa de
derivadas, sendo o elo de uma cadeia.

Sejam as funções e e sua composta definida por .

O teorema nos diz que se e forem diferenciáveis, então será diferenciável e sua derivada
será calculada por: .

Por exemplo, seja a função e .

Definindo a função como sendo a composta de com

Deseja-se calcular a derivada de . Assim:

Como: e

Logo,

Atenção
Para usar essa regra, foi executado o cálculo de fora para dentro, em uma cadeia de cálculos. Em outras
palavras, deriva inicialmente a função que está dentro da função e depois derivamos a função

Se analisarmos a derivada como uma taxa de variação de em relação a , então a taxa dependerá da
taxa de variação de em relação a e de em relação a , por isso a derivada da composta é
o produto das derivadas individuais aplicadas cada uma em sua variável de domínio.

As mesmas regras de derivação apresentadas para as principais funções, no módulo anterior, podem ser
adaptadas agora para o caso de uma função composta. Por exemplo:

Se é uma função na variável , então valem as seguintes propriedades, em que


E assim por diante.

Repare que a última fórmula foi o exemplo executado:

Pode também ser usada a notação de Leibniz para representar a regra da cadeia. Por exemplo, para o caso da
função composta . Se denominarmos , então e .
Para se calcular a derivada de , teremos:

Isto é, deriva inicialmente a função de em relação à variável , posteriormente, deriva a função em


relação à variável .

Exemplo
Determine a derivada da função , sendo e

Resposta

Usando a regra para derivada para função composta:

Se , como e

Regra da cadeia
Agora que já conhecemos a regra da cadeia para função composta, vamos usá-la para achar a derivada de
uma função que é composição de várias funções. Assista ao vídeo!

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Exemplo
Deseja-se obter a taxa de variação da função em relação à variável independente s, para quando Sabe-
se que: é função de e vale é função de e vale depende de e vale

Resposta

Usando a notação de Leibniz:

Assim

Substituindo nas equações para

A regra da cadeia pode ser usada para calcular a derivada de uma função inversa conhecendo-se a derivada
da função.

Derivada da função inversa


Seja uma função que possua inversa. Seja a função inversa de :

Assim, para todo no domínio da função .

Derivando os dois lados da equação: .

Se supormos que e são deriváveis, aplicando a regra da cadeia: .


para todo no domínio de .

Assim,

Costuma-se dizer que a derivada da inversa é a inversa da derivada.


Exemplo
Determine a derivada da função através da derivada da função .
Resposta
Como <math xmlns="[Link]
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
</math> será a inversa de f(x), então: <math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>g</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<mrow>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo stretchy="false">)</mo>
</mrow>
</mfrac>
</math>, mas

<math xmlns="[Link] display="block">


<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mi>cos</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE">→</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false"></mo>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mi>cos</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>arcsen</mi>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>.</mo>
</math>

Se chamarmos

<math xmlns="[Link] display="block">


<mi>α</mi>
<mo>=</mo>
<mi>arcsen x</mi>
<mi></mi>
<mo stretchy="false">→</mo>
<mi>sen α</mi>
<mi></mi>
<mo>=</mo>
<mi>x cos α</mi>
<mi></mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mi></mi>
<mo>=</mo>
<msqrt>
<mn>1</mn>
<mo>–</mo>
<msup>
<mi>sen</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>2</mn>
</mrow>
</msup>
<mi>α</mi>
</msqrt>
<mo>=</mo>
<msqrt>
<mn>1</mn>
<mo>–</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>2</mn>
</mrow>
</msup>
</msqrt>
</math>

Então, <math xmlns="[Link]


<msup>
<mi>f'</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1"></mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mi>cos</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>arcsen x</mi>
<mi></mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<msqrt>
<mn>1</mn>
<mo>–</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>2</mn>
</mrow>
</msup>
</msqrt>
</math> e <math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>g</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<mrow>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo stretchy="false">)</mo>
</mrow>
</mfrac>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<msqrt>
<mn>1</mn>
<mo>–</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mn>2</mn>
</mrow>
</msup>
</msqrt>
</mfrac>
<mo>.</mo>
</math>. Que é a derivada da função arcsen <math xmlns="[Link]
<mi>x</mi>
<mo>.</mo>
</math>
Mão na massa

Questão 1

Determine a derivada da função para .

A alternativa B está correta.


A função pode ser analisada como uma composição de funções:

Se e , assim .

Portanto,

Para

Assim, a alternativa correta é a letra B.

Questão 2

Determine a derivada da função para .


A

A alternativa B está correta.


Para resolver a derivada da função em , precisamos primeiro encontrar a derivada
da função em um ponto genérico e depois avaliá-la em .

A função é composta por duas funções: a função externa e a função interna:

Para derivar , aplicaremos a regra da cadeia.

A derivada <math xmlns="[Link]


<mi>sen</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>u</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
</math> em relação a <math xmlns="[Link]
<mi>u</mi>
</math> é <math xmlns="[Link]
<mi>cos</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>u</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>.</mo>
</math>

A derivada de em relação a é:

Agora, aplicamos a regra da cadeia. A derivada de é:


Simplificando, a derivada é:

Agora, substituímos

Sabemos que . Portanto, temos:

A função é igual a Assim, a expressão se torna:

Portanto, a derivada de avaliada em é

Questão 3

Determine a derivada da função para .

A alternativa D está correta.


A função pode ser analisada como uma composição de funções:
Se

Portanto,

Para

Assim, a alternativa correta é a letra D.

Questão 4

Determine a equação da derivada da função em relação à variável .

<math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mrow>
<mi>x</mi>
<mi>sen</mi>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mroot>
<mrow>
<msup>
<mi>cos</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mn>3</mn>
</mroot>
</mfrac>
</math>

<math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<mn>3</mn>
</mfrac>
<mfrac>
<mrow>
<mi>sen</mi>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mroot>
<mrow>
<msup>
<mi>cos</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mn>3</mn>
</mroot>
</mfrac>
</math>

C
<math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mo>–</mo>
<mfrac>
<mn>2</mn>
<mn>3</mn>
</mfrac>
<mfrac>
<mrow>
<mi>x</mi>
<mi>sen</mi>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mroot>
<mrow>
<msup>
<mi>cos</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mn>3</mn>
</mroot>
</mfrac>
</math>

<math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>2</mn>
<mn>3</mn>
</mfrac>
<mfrac>
<mrow>
<mi>cos</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mroot>
<mrow>
<msup>
<mi>sen</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<mn>3</mn>
</mroot>
</mfrac>
</math>

<math xmlns="[Link]
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>x</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mn>1</mn>
<mn>3</mn>
</mfrac>
<mfrac>
<mrow>
<mi>sen</mi>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</mrow>
<msqrt>
<mi>cos</mi>
<mo data-mjx-texclass="NONE"></mo>
<mrow data-mjx-texclass="INNER">
<mo data-mjx-texclass="OPEN">(</mo>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>2</mn>
</msup>
<mo data-mjx-texclass="CLOSE">)</mo>
</mrow>
</msqrt>
</mfrac>
</math>

A alternativa C está correta.


A função pode ser analisada como uma composição de funções.

Logo,

Assim fica mais fácil através da representação de Leibniz:

Substituindo os valores das funções até ficarmos dependendo apenas de

Assim, a alternativa correta é a letra C.

Questão 5

Seja a função . Determine o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de no


ponto .
A

A alternativa B está correta.


Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Questão 6

Use a regra da cadeia para determinar a derivada da função para

E
A alternativa B está correta.
Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Teoria na prática
A área de uma esfera é calculada por , onde è o raio da esfera. Se o raio da esfera varia com o
tempo através da equação , para , determine a taxa de variação da área da efera
para um instante .

Chave de resposta

Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado

Questão 1

Sejam as funções e . Define-se a função o . A função


representa a variação de posição de um foguete, medida em km, em relação à variável tempo ( ), medida
em minutos. Determine a velocidade instantânea do foguete para .

D
E

A alternativa D está correta.


Você entendeu o conceito da derivada da função composta!

mas

<math xmlns="[Link] display="block">


<mtable displaystyle="true" columnspacing="1em" rowspacing="3pt">
<mtr>
<mtd>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>u</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<msup>
<mi>e</mi>
<mi>u</mi>
</msup>
<mo stretchy="false">→</mo>
<msup>
<mi>f</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>g</mi>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>t</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<msup>
<mi>e</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<msqrt>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>4</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>9</mn>
</msqrt>
</mrow>
</msup>
</mtd>
</mtr>
<mtr>
<mtd></mtd>
</mtr>
<mtr>
<mtd>
<msup>
<mi>g</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>t</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mrow>
<mn>4</mn>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>3</mn>
</msup>
</mrow>
<mrow>
<mn>2</mn>
<msqrt>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>4</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>9</mn>
</msqrt>
</mrow>
</mfrac>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mrow>
<mn>2</mn>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>3</mn>
</msup>
</mrow>
<msqrt>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>4</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>9</mn>
</msqrt>
</mfrac>
</mtd>
</mtr>
<mtr>
<mtd></mtd>
</mtr>
<mtr>
<mtd>
<msup>
<mi>h</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<mi data-mjx-alternate="1">'</mi>
</mrow>
</msup>
<mo stretchy="false">(</mo>
<mi>t</mi>
<mo stretchy="false">)</mo>
<mo>=</mo>
<mfrac>
<mrow>
<mn>2</mn>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>3</mn>
</msup>
</mrow>
<msqrt>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>4</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>9</mn>
</msqrt>
</mfrac>
<msup>
<mi>e</mi>
<mrow data-mjx-texclass="ORD">
<msqrt>
<msup>
<mi>x</mi>
<mn>4</mn>
</msup>
<mo>+</mo>
<mn>9</mn>
</msqrt>
</mrow>
</msup>
</mtd>
</mtr>
</mtable>
</math>

então,

Questão 2
Use a regra da cadeia para derivar a função em relação à variável , sabendo que e que
e :

A alternativa C está correta.


Você entendeu o conceito da regra da cadeia!

Substituindo para ficar apenas a variável t:


4. Derivação Implícita e de Ordem Superior

Vamos começar!
Neste vídeo, você entenderá melhor os conceitos de derivação implícita e de ordem superior, além de explorar
exemplos práticos que demonstram como aplicar essas técnicas em situações complexas de cálculo
diferencial.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Derivação de Ordem Superior


Como já foi visto, a derivada de uma função real também é uma função real. Dessa forma, a função derivada
pode possuir, por sua vez, também uma derivada.

Derivada superior Derivada de primeira ordem

A derivação de uma função derivada é A derivada de uma função, estudada até esse
denominada de derivação de ordem superior. ponto, é denominada de derivada de primeira
ordem.

Derivada de segunda ordem

A derivada da derivada é denominada de


derivada de segunda ordem, e assim,
sucessivamente.

Representamos a derivada de ordem superior inteiro positivo, por

Utilizando a notação de Leibniz, a derivada de segunda ordem é representada por:

A derivada de terceira ordem é dada por:


E a derivada de ordem n:

Derivação de ordem superior


Assista ao vídeo e veja a aplicação da teoria em um exemplo de cálculo de derivação de ordem superior.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Derivação implícita
Até esse ponto, você trabalhou com a derivada de uma função real que apresenta uma função explícita, isto é,
a função representada por meio de uma equação que depende da sua variável independente. Por exemplo:

Em todas elas, a dependência com a variável é expressa claramente.

Em certos problemas matemáticos, porém, não temos como obter essa equação explicita para uma função.
Nesses casos, a função será representada de uma forma implícita. Por exemplo, ,
verifica-se que, apesar de estar representada implicitamente pela equação, não é possível obter
uma equação explícita de em função de .

Em outras palavras, a equação , real, representará a função .

Como, então, obter a derivada de uma função implícita? Na verdade, para se obter a derivada de
uma função, não é necessário obter a equação explícita.

A operação matemática da derivada pode ser aplicada diretamente na equação implícita que relaciona a
função com a sua variável independente. Esse tipo de operação é denominada de derivação implícita. Pois, se
uma função em ( é igual a uma constante real , então sua derivada é igual a .

O método é derivar a equação implícita termo a termo, usando a Regra da Cadeia.


Deve ser lembrado que y é função de , assim não é zero, e sim .

Por exemplo, se tivermos um termo , a derivação desse termo será .

Às vezes, teremos que usar as regras de derivação.

Por exemplo, o termo , a derivação vai ter que usar a regra do produto, isto é, .

Atenção
Na equação da função derivada, podem aparecer termos relacionados a além dos relacionados à variável
independente

Derivação implícita
Veja neste vídeo a aplicação prática do método de derivação implícita, explorando como utilizar essa técnica
para calcular derivadas de funções que não estão explicitamente definidas em termos de

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Mão na massa

Questão 1

Seja , determine a derivada de terceira ordem para

198

202

288

312

296
A alternativa C está correta.
Como se deseja a derivada de terceira ordem, teremos que derivar três vezes a função.

Assim:

Logo, a resposta correta é a letra C.

Questão 2

Um movimento circular acelerado tem equação da posição angular, medida em rad, em relação ao tempo dado
por . Sabendo que a aceleração angular é derivada de segunda ordem da posição
angular, em relação ao tempo, marque a alternativa que apresenta o valor da aceleração angular desse
movimento, medida em

A alternativa C está correta.


Como se deseja a derivada de segunda ordem, teremos que derivar duas vezes a função:
Logo, a resposta correta é a letra C.

Questão 3

Seja , determine a equação da derivada de segunda ordem de .

A alternativa D está correta.


Como se deseja a derivada de segunda ordem, teremos que derivar duas vezes a função.

Usando a regra do produto e as derivadas das funções

Usando novamente a regra do produto e as derivadas das funções ex, e sen :

Logo, a resposta correta é a letra D.

Questão 4
Seja a equação sen sen , para pi) e (pi), que relaciona
implicitamente a variável em função de , determine o valor da derivada de em relação a , para o
ponto

A alternativa C está correta.


Derivando termo a termo, lembrando que y é função de :

Assim, achando o valor de em função de e

Na equação original:

Substituindo para

Logo, a resposta correta é a letra C.


Questão 5

Determine o coeficiente da reta tangente ao gráfico da função no ponto e , sabendo


que

A alternativa B está correta.


Lembre-se de que o coeficiente angular da reta tangente é a derivada da função y no ponto.

Derivando a equação implícita termo a termo:

Assim

Manipulando matematicamente:

Assim, para e , sendo a alternativa B a verdadeira.


Questão 6

Determine a derivada de segunda ordem de em relação a , sabendo que para quando


.

A alternativa B está correta.


Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Teoria na prática
Sabe-se que a velocidade é a taxa de variação da posição pelo tempo e a aceleração é a taxa de variação da
velocidade pelo tempo. A posição de um carro, medida em metros, depende do instante de tempo , medido
em s, através da equação com . Determine a velocidade a aceleração para
.
Chave de resposta

Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado

Questão 1

Seja o valor da derivada de segunda ordem da função para . Calcule


:

A alternativa B está correta.


Você entendeu o conceito da derivação em ordem superior!

Assim:
Portanto,

Questão 2

A relação entre e é dada pela equação . Determine a equação que representa a


derivada de em relação a :

A alternativa A está correta.


Você entendeu o conceito da derivação implícita!

Derivando termo a termo:

Assim,
5. Conclusão

Considerações finais
Ao longo deste conteúdo, foi possível definir e aplicar o conceito da derivada de uma função real. Definimos a
derivação através de uma abordagem gráfica e de uma abordagem analítica, associando o conceito ao de taxa
de variação instantânea e ao coeficiente angular da reta tangente à função.

A definição da derivada foi utilizada para se obter diversas regras de derivação que facilitam o cálculo da
derivada. Uma lista de derivadas das principais funções foi disponibilizada.

Posteriormente, o conceito da derivada foi aplicado na regra da cadeia, na derivação de funções compostas,
na derivação de ordem superior e finalmente na derivação implícita.

Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, pesquise na internet.

• O curso de unidade: Derivadas ‒ Definições e Regras Básicas e Regra da Cadeia, no site da Khan
Academy.

Referências
HALLET H. et al. Cálculo: a uma e a várias variáveis. 5. ed. São Paulo: LTC, 2011.

LARSON, R.; EDWARDS, B. H. Cálculo com aplicações. 6. ed. São Paulo: LTC, 2003.

STEWART, J. Cálculo. 5. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2008.

Você também pode gostar