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Centros de Saúde Mental Comunitários: Serviços e Estrutura

Os Centros de Saúde Mental Comunitários (CSMC) oferecem serviços ambulatoriais especializados de saúde mental a nível comunitário para uma população de 100.000 habitantes. Os CSMC contam com equipes multidisciplinares que prestam serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para diferentes grupos, como crianças, adolescentes, adultos e idosos. Os CSMC também atendem emergências de saúde mental e casos de violência contra a mulher com enfoques de gênero e interculturais.

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Centros de Saúde Mental Comunitários: Serviços e Estrutura

Os Centros de Saúde Mental Comunitários (CSMC) oferecem serviços ambulatoriais especializados de saúde mental a nível comunitário para uma população de 100.000 habitantes. Os CSMC contam com equipes multidisciplinares que prestam serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para diferentes grupos, como crianças, adolescentes, adultos e idosos. Os CSMC também atendem emergências de saúde mental e casos de violência contra a mulher com enfoques de gênero e interculturais.

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Sobre os Centros de Saúde Mental Comunitários

De acordo com a Norma Técnica de Saúde N° 138-MINSA/2017/DGIESP, os Centros de Saúde Mental


Comunitários (CSMC) são estabelecimentos de saúde categoria I-3 (centro de saúde, centro médico,
centro médico especializado e policlínico) ou I-4 (centros de saúde com camas de internação e
centro médico com camas de internamento), que conta com psiquiatra e serviços especializados
para crianças e adolescentes, adultos e idosos; assim como com serviços
especializados em adições e participação social e comunitária. Entre as atividades que
desenvolvem, encontram a atenção ambulatorial especializada de usuários/as com transtornos
mentais e/ou problemas psicossociais, o fortalecimento técnico dos estabelecimentos de saúde de
primeiro nível de atenção e a ativação da rede social e comunitária dentro de sua jurisdição. Por
sua parte, o enfoque territorial dos CSMC está focado para uma população geral de 100.000
habitantes. Os serviços que são oferecidos são os seguintes:
Serviços de prevenção e controle de problemas e distúrbios da infância e adolescência
Serviços de prevenção e controle de problemas e transtornos do adulto e idoso.
•Serviço de prevenção e controle de dependências.
Serviço de participação social e comunitária.
Serviço de farmácia

Cada um destes conta com um processo de atendimento de acordo com a seguinte ordem:
1. Ingresso: é feito por meio da transferência de um estabelecimento de primeiro nível de atendimento ou por
os hospitais gerais locais. Também são aceitas as transferências provenientes de instituições
especializadas ou a demanda direta. Cada ingresso tem um médico responsável.
2. Avaliação e diagnóstico: o histórico clínico compreende a avaliação clínico-psicossocial, familiar e
comunitária realizada pela equipe multidisciplinar.
3. Tratamento, reabilitação e recuperação.
a. Plano de Atenção Individualizado – PAI: o plano é o resultado da avaliação e diagnóstico
integral realizado pelo médico responsável, pela equipe multidisciplinar e pela participação ativa do
paciente.
b. Plano de continuidade de cuidados e reabilitação: o plano de continuidade de cuidados forma
parte do plano de atendimento individualizado no caso dos e das pacientes que padecem um
transtorno mental grave perante o qual requerem uma intervenção planejada mais intensiva. O
o desenvolvimento deste plano está a cargo de um profissional de saúde (das especialidades de
enfermería ou trabalho social), que coordena com o profissional responsável pelo PAI (do
especialidade de psiquiatria ou psicologia). Entre as ações propostas estão incluídas visitas
domiciliares, apoio em atividades da vida diária, supervisão da administração de
medicamentos, apoio na administração de recursos financeiros, entre outros. O plano
individualizado de reabilitação, por sua vez, é elaborado de maneira conjunta entre o(a)
paciente e o(a) profissional de saúde mental. Planejam-se ações destinadas a enfrentar as
dificuldades da vida diária daquelas pessoas que padecem de algum transtorno mental que limita
o desenvolvimento de sua vida, assim como a aquisição ou recuperação de habilidades sociais e
pessoais que lhe permitam desenvolver-se com maior autonomia em todos os âmbitos (pessoal,
social e laboral).
c. Plano de saída e acompanhamento: é produzido com a alta do paciente ou da paciente. Quando ela mesma se
da por mejoría ou após uma avaliação por parte da equipe profissional, estabelece-se a l
vez o processo de acompanhamento que será seguido no estabelecimento de saúde de primeiro nível de
atenção do território.
d. Referência e contrarreferência: estas devem ser realizadas de acordo com as normas e protocolos
estabelecidos que garantam a continuidade na atenção.

Em relação ao atendimento de urgências e emergências em saúde mental, estabelece-se que as


as mesmas consistem nas crises onde está em perigo a integridade física da pessoa (pode ser uma tentativa
de suicídio, automutilações, ingestão de drogas, entre outras), a de outras pessoas (agressões
físicas que podem levar ao homicídio), e a integridade funcional e psicológica para se adaptar à
realidade em qualquer aspecto de sua vida. Para fornecer os serviços mencionados, cada Centro de Saúde
A Saúde Mental Comunitária deve contar com os seguintes profissionais:
1 profissional em psiquiatria
1 profissional em medicina de família ou cirurgia
3 profissionais em psicologia
4 profissionais em enfermagem
1 profissional em trabalho social
•1 tecnólogo(a) médico para terapia de linguagem
•1 tecnólogo(a) médico para terapia ocupacional
•2 técnicos(as) em enfermagem
1 pessoal administrativo
•1 pessoal estatístico – informático
•1 profissional em química-farmacêutica
1 técnico(a) em farmácia
•2 pessoais de limpeza

A implementação desses centros também implica que se cumpra com determinados diretrizes
relacionados ao design e infraestrutura que garantam ambientes confortáveis e
confiáveis que garantam a qualidade e continuidade do serviço. Assim, de acordo com a Norma Técnica Nº
138-MINSA/2017/DGIESP, os centros devem contar com os seguintes ambientes:

a. Ambientes de prestações clínicas-psicossociais são os ambientes destinados ao atendimento


dos e das pacientes e de suas famílias. Neste espaço deve-se contar com:
Uma sala de acolhimento e avaliação inicial.
Consultórios de atendimento individual diferenciados para crianças e adolescentes,
adultos e idosos e pessoas com dependência.
•Tópico de procedimentos e coleta de amostras.
•Sala de repouso para observação e descanso dos pacientes por períodos muito
cortos.
Farmácia com ambientes adequados para a recepção, conservação e dispensação de
medicamentos psicotrópicos.
Salas de trabalho de grupo se recomenda que ao menos uma dessas salas conte com
um espelho bidirecional.
Módulo de terapia de linguagem.
Sala de oficinas de reabilitação psicossocial para meninas e meninos.
•Sala-Taller de reabilitação psicossocial para adolescentes e adultos.
Serviços higiênicos para os pacientes ou aqueles que comparecem ao centro.

b. Ambientes de prestaciones socio-comunitárias e de capacitação


Sala de trabalho coletivo multipropósito
Cozinha-sala de jantar equipada com eletrodomésticos para preparar e compartilhar alimentos

c. Ambientes complementares de admissão


•Relatórios: onde se fornece informações sobre os serviços que o centro oferece, assim
como a rede ou microrrede de saúde do território e os procedimentos a seguir. Este
o espaço deve garantir privacidade e confidencialidade.
•Admissão, agendamentos e caixa. Além de gerenciar a entrada dos usuários/as, são-lhes
fornece informações sobre o fluxo de atendimento e realiza sua identificação e registro,
abrindo o histórico clínico respectivo.
Arquivo de histórias clínicas
Sala de espera
• Serviços higiénicos para mulheres/homens com vestiário.
d. Ambientes complementares de apoio
•Cômodos de limpeza e manutenção
Armazém

III. Atendimento às mulheres vítimas de violência nos Centros de Saúde Mental Comunitários
De acordo com o Guia técnico para a atenção à saúde mental de mulheres em situação de violência
ocasionada pela parceria ou ex-parceria, existem uma série de requisitos básicos para sua
atendimento. Em primeiro lugar, é necessário ter uma infraestrutura adequada, o que implica dispor
com um espaço privado, confidencial e seguro para o atendimento. Além disso, é necessário material
informativo e educativo, um diretório das instituições e organizações locais para a informação,
intervenção e remissão dos casos.
No caso dos recursos humanos, o guia estabelece que os postos e centros de saúde devem
contar com um profissional de saúde qualificado para oferecer aconselhamento básico e coordenar com
outras instituições para o acompanhamento e encaminhamento dos casos que assim o exigirem. Estes deverão
ser capacitados na atenção às vítimas de violência com enfoques interculturais e de
gênero, que lhes permita compreender o processo das pacientes de acordo com o contexto social e
cultural em que se encontram.
Para o processo de atendimento e recuperação de uma vítima de violência, estabelece-se uma série de
etapas, que comienza com a deteção do caso. Para isso, recomenda-se que o pessoal de saúde
preste atenção constante em todas as atenções para identificar qualquer sinal e/ou sintomas de
violência. Diante da suspeita de estar diante de um desses casos, realiza-se uma entrevista de
de acordo com as diretrizes estabelecidas.

A segunda etapa é a atenção do caso, na qual se busca avaliar a situação da usuária.


identificando qual foi o dano produzido, para assim poder realizar o diagnóstico correspondente.
É aqui que é realizado o exame físico de acordo com as normas, procedimentos, diretrizes e
protocolos estabelecidos. Recomenda-se que tal exame seja realizado por especialistas.
do Instituto de Medicina Legal. No entanto, se não houver esses profissionais ou diante da
saturação do serviço, o exame pode ser realizado por um profissional médico da instituição
saúde pública. Durante o exame físico, se houver supostas provas físicas dos fatos de
violência, recomenda-se preservar as mesmas de acordo com os parâmetros estabelecidos.

Nesta etapa também é realizada a avaliação do comportamento, onde se leva em conta a


conduta da usuária, o estado de sua identidade, e seus níveis de autoestima, medo e retraimento,
assim como quão limitada se encontra sua capacidade de tomada de decisões. Essa avaliação deve
ser realizada por um ou uma profissional de saúde capacitado para esta tarefa.

Outro ponto a ser abordado é o reconhecimento das características do abuso. Aqui busca-se
conhecer o comportamento do agressor, há quanto tempo as situações de violência ocorrem, os meios
utilizados, a frequência, o tipo e grau de violência, antecedentes de agressão, entre outros

Culminados esses passos, é elaborada a conclusão diagnóstica utilizando as denominações e códigos.


das patologias de acordo com o estabelecido na Classificação Internacional de Doenças. A
A terceira etapa corresponde ao tratamento e recuperação da saúde mental da vítima.
No caso de mulheres que se encontram em uma situação de violência com risco leve, é possível
apresentar duas possibilidades:
a. Caso não aceite ajuda, será atendido pela profissional capacitado nos estabelecimentos
de saúde de primeiro nível. Lá, será fornecida a informação detalhada sobre a proteção setorial e
intersetorial, assim como as possibilidades de tratamento tanto dela quanto dos filhos ou filhas
menores de idade que tivesse. Também será oferecida assistência através de grupos de ajuda mútua
associações de mulheres, concedendo ao mesmo tempo uma data de acompanhamento que garanta que
permanecer em contato com o estabelecimento de saúde. Outra das possibilidades para manter
o contacto com a vítima é propor visitas em sua residência ou em outro espaço da comunidade onde
possa sentir-se à vontade.
b. Em caso de aceitar ajuda, você será atendido levando em conta os seguintes passos:
Estabelecer uma conexão cordial e de confiança
Identificar as necessidades e determinar com clareza o motivo da consulta ou ajuda, conjuntamente
com a usuária.
•Analisar a situação e ver em conjunto como responder a ela. •Verificar a compreensão
da usuária.
Manter o relacionamento para acompanhamento.
Quando as mulheres se encontrarem em uma situação de violência com risco moderado, elas podem
apresentar duas possibilidades:
a. Em caso de não aceitar ajuda, além dos passos estabelecidos para as vítimas de risco leve,
deve-se informar imediatamente à equipe multidisciplinar especializada do estabelecimento
de saúde mental, como os Centros de Saúde Mental Comunitários ou o hospital, a fim que estabeleçam
um acompanhamento urgente. Além disso, será realizada uma entrevista motivacional com a finalidade de que
aceite o tratamento.
b. Em caso de aceitar ajuda, será atendida pela equipe multidisciplinar do centro de saúde mental
o del hospital correspondente, que realizará uma intervenção desenvolvendo um plano de
tratamento personalizado.
Quando as mulheres se encontram em uma situação de violência com risco grave ou severo:
a. No caso de não aceitar ajuda, seguem-se os passos indicados para as vítimas que se
encontram-se em risco moderado, além da obrigação da equipe multidisciplinar de
informar à Fiscalia de Família ou Mista, ou à Polícia Nacional do Peru, anexando as
evidências se houvesse. Da mesma forma, farão coordenações com a rede de serviços de
proteção e outros recursos comunitários como a Defensoria Municipal da Criança e do Adolescente
Adolescente (DEMUNA) e os Centros Emergência Mulher (CEMs), para sua intervenção
imediata.
b. No caso de aceitar a ajuda, são adotados os passos indicados nos casos de risco leve e
moderado, somando a isso a intervenção interdisciplinar da equipe especializada do Centro
de Saúde Mental Comunitária, estabelecendo um plano de continuidade de cuidados e um plano de
intervenção para os agressores
Esta supervisão compreendeu a totalidade dos Centros de Saúde Mental Comunitários que existiam a nível nacional no mês de
maio de 2019. De acordo com as informações fornecidas pela Direção de Saúde Mental do MINSA, havia 103
centros distribuídos da seguinte maneira:

A saúde mental é concebida como um processo dinâmico de bem-estar que permite às pessoas desenvolverem suas habilidades.
enfrentar o estresse normal da vida, trabalhar de maneira produtiva e frutífera, e fazer uma contribuição significativa para seus
comunidades. Os avanços no conhecimento atual mostram sua vinculação intrínseca com a saúde física e o bem-estar
social. Esta inter-relação indica que a saúde mental é decisiva para garantir o bem-estar geral e o progresso das pessoas,
famílias e coletividades

No Peru, os transtornos neuropsiquiátricos representam o grupo de danos com a maior carga de doença e de anos de
vida saudável perdidos, constituindo-se em uma prioridade de saúde pública sendo os problemas de maior prevalência a
depressão, o abuso e a dependência do álcool, os transtornos de ansiedade, as esquizofrenias, a violência familiar, os
trastornos de conduta e emoções nas crianças e o maltrato infantil. Geralmente, esses problemas de saúde mental,
influenciam e são influenciados por outros, também prioritários, como aqueles vinculados à saúde infantil e materna, à saúde sexual e
reprodutiva, o câncer, as doenças cardiovasculares e metabólicas, inclusive as doenças infecciosas como a
tuberculose e o VIH/SIDA, entre outros.

Ao grande sofrimento e deterioração da qualidade de vida de pessoas com problemas mentais e de seus familiares, se adicionam as
repercussões econômicas e sociais expressas em gastos com serviços de saúde e sociais, queda da produtividade,
desemprego, estigmatização e exclusão. No entanto, a situação existente, a resposta do sistema de saúde peruano ainda é
insuficiente: de cada cinco pessoas com transtornos mentais, apenas uma delas consegue algum tipo de atendimento. Esta lacuna
na atenção se explica fundamentalmente pela insuficiente oferta de serviços de saúde mental e por suas características de
centralização e inequidade, afastada dos contextos cotidianos e focada nos aspectos sintomáticos mais do que em
processos de recuperação das pessoas usuárias. Adicionalmente, as pessoas com transtornos mentais apresentam taxas
muito elevadas de deficiência e têm uma probabilidade de morte prematura entre 40% a 60% maior do que a população
geral, devido a problemas de saúde física, que muitas vezes não são tratados e ao suicídio.

Diante dessa situação, o Estado Peruano determinou a Reforma do Atendimento à Saúde Mental por meio do fortalecimento
do primeiro e segundo nível de atenção. Assim, em junho do ano 2012 foi promulgada a Lei N° 298896 que modifica o Artigo 11 de
a Lei Geral de Saúde (Lei Nº 26842) que garante os direitos das pessoas com problemas de saúde mental ao acesso
universal e equitativo, às intervenções de promoção e proteção da saúde, prevenção, tratamento, recuperação e
rehabilitação psicossocial, e estabelece o Modelo Comunitário como o novo paradigma de atendimento em saúde mental no Peru,
em linha com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as evidências científicas.

Mediante seu Regulamento aprovado em 6 de outubro do ano de 2015 pelo Decreto Supremo N° 033-2006-SA7, indica-se a
criação de novas estruturas: Centros de Saúde Mental Comunitários, Unidades de Hospitalização em Saúde Mental e
Adições em Estabelecimentos de Saúde desde o nível II-2, Centros de Reabilitação Psicossocial e Laboral e Lares e
Residências protegidas, que se incorporam à classificação de estabelecimentos de saúde existentes nas redes de serviços
de saúde, para conformar, como parte integrante delas, redes de atenção de saúde mental comunitária. Consequente, o
Ministério da Saúde, através da Direção de Saúde Mental da Direção Geral de Intervenções Estratégicas em Saúde
Pública, apresenta o Plano Nacional de Fortalecimento de Serviços de Saúde Mental Comunitária 2018-2021, no qual propõe
os objetivos e atividades necessárias para cumprir com o mandato legal e ético respectivo, a ser implementado em todas as
regiões do país.

A conquista de seus objetivos e o cumprimento de suas atividades contribuem com os compromissos do Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 3 "Garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades" que entre suas nove metas
estabelecer promover a saúde mental e fortalecer a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias aditivas, incluindo o uso
indebido de estupefacientes e o consumo nocivo de álcool. Além disso, é congruente com as propostas do plano de ação
mundial proposto pela OMS até 2020 para promover a saúde mental por meio da reforma dos serviços e da proteção de
os direitos humanos das pessoas com transtornos mentais e com as recomendações da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para promoção e prevenção em saúde mental

que estabelece a necessidade de implementar serviços de saúde mental articulados em redes

comunitárias, integrados a serviços de saúde geral e onde o fortalecimento do primeiro nível

de atenção é essencial9.

II. FINALIDADE

Contribuir para melhorar o estado de saúde mental da população peruana, diminuindo a

deficiência e a mortalidade prematura por problemas de saúde mental.

2.1 Objetivos

a. Objetivo geral

Incrementar progressivamente o acesso da população a serviços de promoção,

prevenção, tratamento, reabilitação psicossocial e recuperação da saúde mental,

integrados às redes de serviços de saúde desde o primeiro nível de atenção, com enfoque

de saúde mental comunitária em todo o território nacional, durante o período de 2018-2021.

b. Objetivos específicos

1 Fortalecer o primeiro e o segundo nível de atendimento, implementando estabelecimentos de

saúde, serviços e programas de saúde mental comunitária com capacidade resolutiva e

articulando-os a redes de atenção comunitária em espaços territoriais definidos.

2. Incrementar na população a busca de ajuda oportuna por saúde mental em

primeiro nível de atenção, gerando processos de comunicação e informação e de

participação social e comunitária em saúde mental.

3. Gerar conhecimentos e evidências para o fortalecimento das políticas, normas,

serviços e intervenções em saúde mental comunitária por meio da pesquisa,

sistematização e melhoria de sistemas de informação.

A Direção Nacional de Intervenções Estratégicas em Saúde Pública elaborou o Plano Nacional de Fortalecimento de
Serviços de Saúde Mental comunitária 2018-2022, aprovado com Resolução Ministerial n.° 356-2018/MINSA de 20 de abril de
20018, que tem como objetivo aumentar progressivamente o acesso da população a serviços de promoção,
prevenção, tratamento, reabilitação psicossocial e recuperação da saúde mental, integrados às redes de serviços de saúde
desde o primeiro nível de atenção, com enfoque de saúde mental comunitária em todo o território nacional durante o período
2018-2021.

Esse programa teve entre suas metas para 2019, a implementação e fortalecimento de 150 Centros de Saúde Mental.
Comunitários (CSMC) com um investimento de 320 milhões de soles, os quais devem contar com consultórios, farmácia, tópicos,
módulos de terapia, entre otros e 18 profissionais designados para oferecer serviços clínico-psicossociais a pacientes e seus
famílias, assim como a atenção especializada às mulheres vítimas de violência. Para 2020, pretende-se alcançar 200 novos
CSMC, e até 2021 alcançar um total de 281 em todo o país.

Consideramos uma meta ambiciosa tendo em conta que a linha de base em 2017 era de apenas 31 CSMC, somando a isso a
situação complexa que o país enfrenta com o tema da pandemia, assim como as capacidades de gestão limitadas com as
que conta o estado e a complexa situação do setor de saúde do país, nos parece um caso interessante de estudo e avaliação
para lograr a compreensão mais detalhada do processo de gestão dos planos, programas e cumprimento de
metas, assim como lograr contribuir com nossas conclusões, as possíveis ações tendentes a superar as deficiências na
execução do programa.
para a atenção especializada em saúde mental, que tinha uma linha de base em 2017 de apenas 31 CSMC, fixando em 2019 a
meta 150 CSMC e fechar 2020 com 200 CSMC.

O tema proposto como projeto a desenvolver es titulo


Construção do Centro de Saúde Mental Comunitário Diferenciado.
Este tema é escolhido porque é uma das prioridades atualmente, já que, como parte de
a reforma da saúde mental que o Ministério da Saúde (Minsa) promove é recomendável
desenvolver um modelo de atenção comunitária, ou seja, de serviços diferenciados periféricos
localizados no primeiro nível de atendimento y nos hospitais gerais.
O Ministério da Saúde planejou colocar em funcionamento, ao finalizar o ano 2019, 150 de
esses centros, no âmbito do Plano Nacional de Fortalecimento dos Serviços de Saúde Mental
Comunitária 2018-2021. Lattular do Minsa detalhou que até a data existem 30 centros de saúde
comunitários em Lima e 3 mais nas províncias, tudo longe dos objetivos previstos, tendo em
conta uma investimento de mais de S/320 milhões em todo o país.

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